Adesão ao tratamento medicamentoso: como ajudar seus pacientes na farmácia

tratamento medicamentoso

A não adesão ao tratamento medicamentoso é um problema mundial. Entende-se por adesão terapêutica o quanto o paciente compreende, concorda e participa do seu tratamento.

Você sabia que até 50% dos pacientes não mantém boa adesão aos medicamentos após 6 meses do início do tratamento?

Que em pessoas com mais de 40 anos, usando medicamentos contínuos, a taxa de não adesão aos medicamentos é de 63%? Que 1 em cada 3 idosos usa 5 ou mais medicamentos e 82% têm problemas de adesão?

A não adesão dos pacientes ao tratamento medicamentoso é considerada um problema mundial.

Entre as causas comuns de não adesão ao tratamento medicamentoso estão a descontinuidade de acesso, a falta de acompanhamento profissional e ter que usar medicamentos muitas vezes ao dia.

De fato, gerenciar os horários e a tomada de vários medicamentos ao dia é um desafio para qualquer pessoa.

Entende-se por adesão terapêutica o quanto há de concordância entre o comportamento do paciente na utilização de medicamentos ou seguimento de medidas não farmacológicas, e aquelas recomendações feitas pelos profissionais da saúde. A adesão terapêutica é mais do que apenas tomar os comprimidos. Trata-se, afinal, do quanto o paciente compreende, concorda e participa do seu tratamento.

Existe ciência por detrás do conceito de adesão tratamento medicamentoso

Existe muita literatura sobre adesão terapêutica. Afinal, são décadas de pesquisa tentando descobrir formas de aumentar a participação ativa dos pacientes no tratamento medicamentoso.

Confira no vídeo promovido pela Abrafarma, uma revisão dos conceitos básicos sobre o tema, que todo farmacêutico precisa conhecer.

Segundo reportagem do Panorama Farmacêutico, estudos globais indicam que mais da metade dos pacientes crônicos não segue corretamente ou abandona seu tratamento após o sexto mês de terapia.

O índice reforça a importância do acompanhamento farmacoterapêutico para garantir a adesão.

O especialista Rodrigo Moura discute o papel do farmacêutico nesse processo e as oportunidades para o varejo fidelizar clientes por meio de planos de benefícios de medicamentos.

Como aumentar a adesão ao tratamento medicamentoso do seu paciente na farmácia

Redução do custo do tratamento

Necessário no caso de não adesão primária ou dificuldade de acesso. Opções incluem programas de descontos, substituição por genéricos ou encaminhamento ao médico com pedido de troca da medicação por opção terapêutica de menor custo.

Educação do paciente sobre o tratamento

Útil para casos de baixa adesão não intencional, por falha na orientação do paciente. Alguns pacientes não cumprem o tratamento adequadamente porque não entenderam o que devem fazer ou qual sua importância.

Orientação sobre rotina de medicação

Útil para pacientes que se esquecem ou gerenciam múltiplos medicamentos.

Criar uma rotina, deixando os medicamentos à vista no lugar certo, na hora certa, podem ajudar na adesão. Reduzir o número de tomadas ao dia para, no máximo, 3 vezes ao dia, agrupando medicamentos e comprimidos nos mesmos horários.

Organizadores de comprimidos

Útil para quem toma 5 ou mais medicamentos. Tirar os comprimidos da embalagem original e fracionar em organizadores.

Uso de lembretes sonoros no celular

Útil como lembretes da hora de tomar o medicamento. Há diversos aplicativos gratuitos para celular. Pode-se usar também a próprio calendário do celular para criar alertas sonoros.

Envio de alertas pela farmácia

A farmácia pode disparar alertas de SMS ou pelo celular lembrando de medicação que está acabando. Depende de sistema informatizado onde o tratamento e as dispensações estejam registradas.

Dispensação programada

Útil para criar uma rotina de dispensação mensal. Agenda-se o paciente para um dia específico do mês, trazendo os medicamentos que tem em casa para reposição.

Durante a dispensação, o farmacêutico pode verificar comprimidos faltando ou sobrando, avaliar a adesão e repor o tratamento conforme necessidade, até o próximo mês.

Calendário posológico impresso

Útil como lembrete visual que lista todos os medicamentos e horários de tomada, particularmente a pessoas com dificuldade de leitura. Deve-se buscar minimizar o número de tomadas ao dia.

Conheça o calendário posológico da Clinicarx

O calendário posológico é um recurso visual para facilitar a adesão ao tratamento em pacientes polimedicados com dificuldades de leitura/alfabetização ou na organização de sua rotina de medicação.

Como fazer? Para cada medicamento que o paciente utiliza, registre o nome e dosagem, bem como os horários do dia para cada dose, sempre o ligando aos horários principais das refeições que estruturam a rotina.

Ao final você terá uma lista completa e organizada dos medicamentos. Veja na figura abaixo um exemplo de como esse calendário pode ser criado automaticamente com o auxílio do Clinicarx.

Calendário posológico.

Neste exemplo, vemos um regime complexo, em que o paciente toma apenas 4 (quatro) medicamentos, mas precisa se organizar para uma rotina de 5 (cinco) momentos de tomada ao dia.

O objetivo da intervenção seria reduzir para no máximo 2(dois) ou 3 (três) momentos, agrupando doses. Isso pode ser feito de forma fácil e visual no software. Clinicarx® 2019 – todos os direitos reservados.

Dá pra fazer automaticamente?

Dá sim! Na Clinicarx, você pode elaborar o calendário posológico do seu paciente de forma automática e auxiliar no processo de adesão ao tratamento medicamentoso.

Um recurso visual que organiza todos os horários do tratamento. Além disso, o documento terá ainda os dados da sua farmácia/consultório, dados do paciente e será assinado por você.

Este calendário é mais do que um impresso para ser fixado na geladeira. Com ele, o paciente terá uma lista acurada de seus medicamentos e uma rotina de medicação organizada, validada pelo farmacêutico.

Por isso, recomende que seu paciente a carregue consigo sempre, pois é um recurso que pode ser muito valioso em consultas médicas ou atendimentos de urgência. Uma lista acurada de medicamentos em uso pode salvar vidas!

A organização visual ajudará o paciente a se lembrar de tomar seus medicamentos, nos horários corretos, com menor chance de erros.

Você terá também uma visão mais clara do entendimento do paciente e sua capacidade de seguir uma rotina de boa adesão ao tratamento, revelando oportunidades de educação do paciente.

Melhore a adesão aos medicamentos de muitos dos seus pacientes com essa ferramenta simples. Eles vão gostar e sua farmácia vai fidelizar clientes com sucesso.

Como fidelizar clientes na farmácia com essas ferramentas simples

fidelizar clientes

Sabemos que ao implementar serviços farmacêuticos, sua prioridade é fidelizar clientes e garantir o sucesso da sua farmácia e a rentabilidade para manter a vida financeira do seu negócio saudável. 

Um dos primeiros contatos que você, farmacêutico, tem com seu cliente é no balcão, seja para vender um medicamento ou dar orientações. Por isso, é fundamental oferecer os serviços de saúde da farmácia no balcão.

Por exemplo, se você executa procedimentos básicos, então pacientes que comprar anti-hipertensivos, antidiabéticos ou medicamentos injetáveis são seu público-alvo preferencial.

Além disso, existem ferramentas que podem agregar e fidelizar clientes, trazer valor para seu atendimento e garantir o retorno dos pacientes à sua farmácia. 

  • São elas: Calendário posológico e dispensação programada de medicamentos. 

Neste artigo, vamos entender como fidelizar clientes com essas duas ferramentas que você encontra na plataforma Clinicarx.

Como fidelizar clientes na minha farmácia?

Não existe fórmula mágica, mas aqui estão algumas dicas práticas para você fidelizar clientes com recursos disponíveis na Clinicarx!

  • Acolha e receba bem seu cliente. Escute as queixas, entenda a demanda do paciente e ofereça seus serviços sempre;
  • Agregue vários serviços que o paciente necessita, no mesmo atendimento;
  • Registre os medicamentos que ele/ela utiliza e suas doenças também;
  • Agende o retorno do seu paciente de acordo com o serviço que está sendo oferecido. Lembre-se de programar um retorno com intervalo menor para pacientes que precisam de mais cuidado;
  • Ofereça um calendário posológico digital ou impresso;
  • Agende a dispensação de pacientes polimedicados, promova adesão e aumente suas vendas.

     

    Gerencie sua base de clientes com todo cuidado. Cerca de 20% dos seus clientes provavelmente está garantindo 80% das suas receitas. Cuide bem deles. 

Ofereça produtos e serviços de qualidade para todos e atraia novos clientes pela melhor propaganda do mundo: o boca-a-boca. Faça isso e veja a diferença.

Já conhece o novo plano gratuito e por tempo ilimitado da Clinicarx? Acesse nosso plano Free e comece hoje a experimentar a plataforma.

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O Calendário Posológico

O calendário posológico é um recurso visual para facilitar a adesão ao tratamento em pacientes polimedicados com dificuldades de leitura/alfabetização ou na organização de sua rotina de medicação.

Como fazer? 

Para cada medicamento que o paciente utiliza, registre o nome e dosagem, bem como os horários do dia para cada dose, sempre ligado aos horários principais das refeições que estruturam a rotina. 

Ao final você terá uma lista completa e organizada dos medicamentos, com uma rotina de medicação organizada, validada pelo farmacêutico. 

Como criar um calendário posológico na Clinicarx


Para clientes Clinicarx, funcionalidades de atenção farmacêutica que agregam no atendimento de qualidade ao paciente, estão padronizadas de forma intuitiva e otimizada. 

Você que é nosso parceiro, pode criar o calendário posológico da seguinte forma:

Ao realizar a prescrição de um medicamento ou adicionar um tratamento no perfil do paciente, você poderá criar o calendário posológico com estes tratamentos.

  • Durante um atendimento, vá até a aba de CONDIÇÕES E TRATAMENTOS;
  • No lado direito você verá “Tratamentos atuais”, lá você encontra tratamentos adicionados através da prescrição farmacêutica ou poderá registrar novos;
  • Na área de Tratamentos atuais, você pode mudar de ordem de exibição dos tratamentos, clique, segure e arraste para ordenar na posição desejada;
  • Para imprimir Calendário Posológico de todos os tratamentos, vá até a página “Documentos” e selecione a opção “Calendário posológico”;
  • Esse será o Calendário Posológico gerado (com os dados da farmácia e do paciente, de acordo com os padrões de impressões da Clinicarx). 

Melhore a adesão aos medicamentos de muitos dos seus pacientes com essa ferramenta simples. Eles vão gostar.

A Dispensação Programada

A dispensação programada consiste na entrega de medicamentos e orientação ao paciente sobre como utilizá-los, geralmente mediante uma prescrição médica.

Dispensação programada é uma estratégia de fornecimento de medicamentos cujo objetivo é garantir que o paciente obtenha toda quantidade de medicamentos necessária, com a periodicidade necessária.

Nesse serviço, o farmacêutico irá cadastrar todos os medicamentos utilizados pelo paciente, posologia e horários de uso, fornecendo uma certa quantidade de “dias de tratamento” sincronizados para todos os medicamentos. 

Dessa forma, sabe-se com precisão a data em que os medicamentos irão terminar e é agendado retorno do paciente para uma “dispensação programada”.

O farmacêutico auxilia o paciente no gerenciamento de seu tratamento, evita rupturas de estoque, interrupções de tratamento, melhorando a adesão ao tratamento e os resultados de saúde.

Você pode oferecer esse serviço para pacientes com doenças crônicas que fazem uso contínuo de medicamentos e que poderão voltar à sua farmácia para  comprá-los novamente . Você também poderá realizar uma avaliação em saúde para verificar a efetividade do tratamento.

Como fazer a dispensação programada de medicamentos

Vamos entender como você, farmacêutico, pode realizar o serviço de dispensação programada para seu paciente.

Construção da lista de produtos do paciente

Todos os medicamentos e produtos utilizados pelo paciente são identificados e cadastrados, juntamente com informações de posologia (dose, frequência e duração), instruções adicionais de uso e prescritor.

O objetivo é construir a lista de medicamentos e produtos mais completa possível, utilizando como fontes de informação o próprio paciente, caixas de produtos, receitas médicas, entre outras.

Revisão da medicação com foco na adesão ao tratamento

Cuide do seu paciente com atenção e cuidado, para uma melhor adesão ao tratamento, não deixe de conversar com ele sobre as medicações e possíveis dificuldades.

Tendo a lista de medicamentos construída, revisar com o paciente alguns pontos sobre cada tratamento, com base em uma anamnese estruturada:

  • Como está indo seu tratamento com medicamentos?
  • Como você utiliza cada um de seus medicamentos?
  • Está tendo algum problema ou preocupação com relação a eles?
  • Você acha que seus medicamentos estão funcionando?
  • Você acha que está tendo algum efeito colateral ou inesperado?
  • Você já esqueceu de tomar alguma dose? Quando foi a última vez?
  • Teria algo mais que você gostaria de saber sobre seus medicamentos?

 

O objetivo é ter no máximo 3 (três) momentos de medicação ao dia. A rotina de medicação pode ser organizada de acordo com as refeições ou em horários específicos.

Dispensação dos produtos

Os medicamentos e produtos que o paciente leva da farmácia são registrados, informando a quantidade de caixas de cada item. 

Considerando a posologia informada e a quantidade de produto em cada caixa, o sistema irá calcular a data de fim para cada tratamento, indicando a melhor data de retorno, de modo que todos os tratamentos fiquem sincronizados.

Sincronizar os medicamentos do paciente significa alinhar uma única data na qual o paciente leva quantidade suficiente para cumprir todo tratamento, até a data de retorno à farmácia.

Agendamento do retorno

É marcada uma data de retorno, geralmente 2-3 dias antes da data de fim dos medicamentos do paciente. O produto cujo tratamento irá acabar antes é usado como referência para a marcação desta data.

Na data marcada, os tratamentos do paciente são atualizados, caso tenha havido mudanças de produtos ou posologia. Com os dados atualizados, uma nova dispensação é realizada e nova data de retorno agendada.

Pronto! Agora você tem em mãos ferramentas valiosas e que são simples para sua atenção farmacêutica se tornar referência no bairro e na cidade.

Fidelizar clientes na farmácia se torna rotina quando você integra no seu dia a dia a missão de encantar e cuidar dos seus pacientes. 

*Esse conteúdo foi aprovado pelo corpo técnico da Clinicarx.

Nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

A nova  Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial é fruto de um trabalho conjunto entre  a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

A publicação traz novas recomendações para o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial sistêmica.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença com alta prevalência em todo o mundo e está fortemente associada a mortes por doenças cardíacas.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, hospitalizações e atendimentos ambulatoriais.

Apesar de fácil diagnóstico e tratamento eficaz com diversas possibilidades terapêuticas, a doença frequentemente assintomática dificulta a adesão aos cuidados, tornando o controle da HAS difícil em todo o mundo. 

A pressão arterial deve ser medida em toda avaliação por profissionais da saúde capacitados.

Nesse contexto, o farmacêutico, como um profissional de saúde habilitado e capacitado, pode oferecer esse serviço na farmácia e fazer o acompanhamento de pacientes hipertensos.

Para isso, ele deve sempre estar atento às novas recomendações divulgadas em publicações de referência, como é o caso da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

Pensando nisso, destacamos as mudanças da nova diretriz para você conferir neste artigo.

Mudança na classificação da pré-hipertensão

Com a nova diretriz, a pressão arterial (PA) antes considerada normal passou a ser considerada ótima e os valores que eram considerados na definição de pré-hipertensão passaram a ser divididos entre PA normal e pré-hipertensão. 

A pré-hipertensão agora é definida por uma pressão arterial sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmHg.

Portanto, as classificações da pressão arterial de acordo com medição no consultório ficaram:

Classificação

PAS (mmHg)

PAD (mmHg)

PA ótima

<120

<80

PA normal

120-129

80-84

Pré-hipertensão

130-139

85-89

HAS Estágio 1

140-159

90-99

HAS Estágio 2

160-179

100-109

HAS Estágio 3

≥180

≥110

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

É importante ressaltar que a faixa dos valores de PA normal não são considerados ótimos e deve ser acompanhada mais de perto.

Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA)

A MRPA é uma modalidade de medição realizada com protocolo específico que consiste na obtenção de três medidas da PA pela manhã (antes do desjejum e antes da tomada da medicação) e três medidas à noite (antes do jantar) durante cinco dias ou na obtenção de duas medidas pela manhã e à noite durante sete dias consecutivos. 

Os valores de referência para MRPA mudaram e a nova diretriz considera hipertensão arterial quando os valores são maiores ou iguais que 130/80 mmHg, enquanto na Diretriz de 2016 os valores de referência eram 135/85 mmHg.

Metas terapêuticas

A nova diretriz enfatiza a importância de determinar o risco cardiovascular do paciente (a partir da estratificação de risco) para estabelecer as metas pressóricas a serem obtidas com o tratamento anti-hipertensivo.

Confira as metas pressóricas de acordo com o risco cardiovascular: 

META

Risco baixo ou moderado

Risco alto

PA sistólica (mmHg)

<140 mmHg

120-129 mmHg

PA diastólica (mmHg)

<90 mmHg

70-79 mmHg

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Metas pressóricas para idosos

Na nova Diretriz, os idosos são divididos em dois grupos conforme seu estado global de saúde: hígidos e frágeis.

Confira as metas de tratamento para idosos considerando a condição global de seu estado de saúde e a medida da pressão arterial no consultório:

 

PAS de consultório

PAD de consultório

Condição global

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Hígidos

≥140

130-139

≥90

70-79

Frágeis

≥160

140-149

≥90

70-79

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

 Tratamento medicamentoso 

Em relação ao tratamento medicamentoso, a monoterapia passou a ser indicada apenas para pré-hipertensos com alto risco cardiovascular, para pacientes muito idosos ou idosos frágeis e para pessoas com HAS estágio 1 com risco cardiovascular baixo.

Dessa maneira, o início do tratamento com terapia combinada é indicado para pacientes com HAS estágio 1 de risco moderado ou alto, pacientes com HAS estágio 2 e 3.

Assista ao nosso Webinar completo de Acompanhamento de Pacientes Hipertensos com a Clinicarx, ministrado pela farmacêutica Fernanda Alcântara.

Que tal aplicar o conhecimento?

Agora que você já leu sobre as mudanças estabelecidas com a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão, lembre-se delas no momento em que estiver fazendo o acompanhamento de um paciente hipertenso ou realizando um rastreamento em saúde.

Além disso, você pode marcar um retorno com os pacientes hipertensos, avaliar as metas terapêuticas e acompanhar mais de perto os pré-hipertensos.

Com a plataforma Clinicarx, além de contar com um checklist para seguir a técnica correta, após a avaliação da pressão arterial você pode imprimir a Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) com um design exclusivo que torna o documento muito mais atrativo e intuitivo para o seu paciente.

Acompanhamento de pacientes hipertensos com o Clinicarx

pacientes hipertensos

No nosso último CRx Class #3, com a farmacêutica Fernanda Alcantara, abordamos a importância da farmácia no acompanhamento de pacientes hipertensos. Como condição prevalente no país e principal fator de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, é importante sabermos a importância do farmacêutico nesse cenário.

Por isso, no último webinar do CRx Class, Fernanda contou em detalhes como é possível realizar o acompanhamento ao paciente hipertenso.

Segundo a farmacêutica, cerca de 60% da população idosa tem hipertensão arterial, sendo um fator direto ou indireto para 50% das mortes por doença cardiovascular no Brasil.


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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial a níveis iguais ou superiores a 140 ou 90 mm de mercúrio. Ou seja, uma pressão a partir de 140/90 mmHg merece atenção. Essa condição está frequentemente associada a distúrbios metabólicos, alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo, e é agravada por fatores de risco como, por exemplo, a dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus (DM). Possui associação independente com morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica, fatal e não fatal.

  • Fatores de risco de pacientes hipertensos

Para a farmacêutica, conhecer os fatores de risco da hipertensão é essencial para trabalhar com o paciente e gerenciar condições  de forma a tentar diminuir o risco cardiovascular.
Segundo Fernanda, são fatores de risco:

  • Envelhecimento;
  • Sexo feminino;
  • Situação socioeconômica;
  • Excesso de peso e obesidade (fatores muito importantes)

Já com relação à genética, ainda não está completamente estabelecida a contribuição do componente genético ou histórico familiar no desenvolvimento da hipertensão arterial.

Hábitos de vida e comorbidades

Os hábitos de vida, como por exemplo, ingestão excessiva de sódio, ingestão crônica elevada de álcool e sedentarismo são outras condições que colocam em risco o paciente com hipertensão. Além disso, comorbidades como diabetes mellitus e dislipidemias também são considerados fatores de risco que agregam risco cardiovascular ao paciente. Por isso, os profissionais de saúde devem lembrar de avaliar esses dois pontos – hábitos de vida e comorbidades – como fatores de risco importantes, porém gerenciáveis.

  • Órgãos-alvo: o que significa?

No webinar, também foi ressaltada a importância de prestar atenção nos órgãos-alvo do paciente, uma vez que nos casos de  hipertensão arterial, são órgãos que potencialmente podem vir a apresentar alterações funcionais ou estruturais. A lesão de órgãos-alvo alerta para o aumento do risco cardiovascular desse paciente. A farmacêutica, ainda, falou sobre os principais órgãos que são acometidos pela hipertensão arterial e condições clínicas que decorrem desse processo: encefalopatias, convulsões, acometimento renal, insuficiência renal, acometimento ocular, alterações visuais, deficiência hepática, insuficiência miocárdica. 

  • Tratamento e acompanhamento de pacientes hipertensos 

Fernanda também abordou o papel do profissional na prevenção e acompanhamento desse paciente. É importante que o farmacêutico saiba monitorar e identificar os fatores de risco citados acima, além de ser apoio de cuidado a esse paciente.

O tratamento da hipertensão arterial com medidas não farmacológicas incide diretamente nos efeitos cumulativos positivos do controle da pressão arterial, como: controle do peso corporal; recomendações nutricionais e redefinição do padrão alimentar; redução de álcool e alimentos com sódio, como sal de cozinha;  controle da pressão arterial; ingestão de alimentos com gordura insaturada, fibras oleaginosas vitamina B, alho; monitoramento dos hábitos de vida, prática de atividades físicas, cessação tabágica e técnica de respiração lenta, para tranquilizar o paciente no controle pressórico em situações de estresse.

Já os tratamentos farmacológicos, como apontados no webinar, visam à prevenção da morbimortalidade por risco cardiovascular causado pela presença de hipertensão arterial. São medicamentos prescritos geralmente por médicos cardiologistas, que acompanham os nossos pacientes hipertensos. Lembrando que o farmacêutico tem um papel indispensável na adesão ao tratamento farmacológico de prescrição médica.

  • Checklist farmacêutico com pacientes hipertensos

No acompanhamento de pacientes hipertensos, Fernanda apontou quais iniciativas o farmacêutico deve ter para avaliação e auxílio no manejo dessa condição clínica.

Ao receber o paciente na sua farmácia, sempre verifique a pressão arterial, avalie o risco cardiovascular, não esqueça de monitorar e conter fatores de risco e de avaliar os órgãos-alvo. Junto a isso, é papel do farmacêutico orientar para medidas não farmacológicas de controle e prevenção do risco cardiovascular e promover adesão ao tratamento medicamentoso. É importante, como foi destacado no webinar, verificar a efetividade  terapêutica desse tratamento.

Com o calendário posológico, por exemplo, você pode organizar a farmacoterapia desse paciente, registrar todos os medicamentos e horários de tomada. Ao ter registrado, inclusive, quais medicamentos ele comprou na sua farmácia e a duração desse tratamento, você pode agendar o retorno do seu cliente e programar a dispensação dos medicamentos. Além disso, testes de avaliação de triglicerídeos, colesterol e hemoglobina glicada são importantes para o farmacêutico examinar e conseguir realizar o melhor encaminhamento do paciente.

Todas essas ferramentas citadas no webinar do CRx Class #3 são padronizadas e disponibilizadas dentro da nossa plataforma para que você, farmacêutico, possa oferecer o melhor atendimento e fidelizar seus pacientes.

Com o serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente.

Não deixe de acompanhar nossos próximos CRx Class, fique conectado.

Glicemia: testes rápidos no rastreamento e acompanhamento do diabetes

cubos acucar acompanhamento diabetes

Neste artigo iremos explorar como os Testes rápidos podem ajudar no acompanhamento e rastreamento do Diabetes em pacientes que chegam na sua farmácia.

Glicemia, Glicose e valores de referência

O termo glicemia faz referência a quantidade de açúcar no sangue de uma pessoa, a qual influencia diretamente no desenvolvimento do diabetes. A glicose é um carboidrato monossacarídeo de grande valor energético e um dos principais nutrientes para o pleno funcionamento do organismo.

O controle da dosagem sanguínea de glicose é de alta relevância para a investigação a respeito do equilíbrio metabólico e prevenção do diabetes.

Os valores de referência estabelecidos por diretrizes clínicas, considerando pessoas sem diagnóstico prévio de diabetes e jejum de 12h antes da coleta, predizem que:

  • Resultados até 70 mg/dL – São consistentes com hipoglicemia (com sintomatologia variável de acordo com o grau hipoglicêmico).
  • 71 e 100 mg/dL – São condizentes com normoglicemia.
  • 101 e 125 mg/dL – São condizentes com glicemia alterada.
  • Acima de 126 mg/dL – São condizentes com hiperglicemia.

Diversos fatores podem interferir na análise e interpretação dos níveis glicêmicos de um indivíduo a depender da faixa etária, do uso de terapias medicamentosas e da presença de condições clínicas associadas ou de gestação, por exemplo.

Condições clínicas associadas

Diabetes Mellitus (DM)

O Diabetes Mellitus (DM) é definido como um conjunto de alterações metabólicas desencadeadas pela alteração dos níveis glicêmicos em um indivíduo que apresenta produção insuficiente ou mal funcionamento da insulina, associadas ou não a outras situações clínicas.

A principal função da insulina, que é um hormônio secretado pelo pâncreas, é promover a entrada de glicose nas células do organismo de forma que esta possa ser aproveitada como fonte energética para as diversas atividades celulares. A falta deste hormônio ou defeitos em sua ação resultam, portanto, em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia. Esta hiperglicemia sustentada por longos períodos resulta no estabelecimento do diabetes.

Hoje, o DM é uma das patologias mais prevalentes na população brasileira e estima-se que aproximadamente 15 milhões de habitantes vivem com a doença. É importante lembrar que, fora os dados de diagnósticos confirmados, ainda existem muitas pessoas que podem estar vivendo em situação de subdiagnóstico.

Existem diferentes formas de manifestação e tipos da patologia. São elas: Diabetes Mellitus tipo 1, Diabetes Mellitus tipo 2, Diabetes gestacional e outros tipos.

Diabetes Mellitus tipo 1

Definição

O quadro de DM tipo I é uma doença crônica não transmissível, hereditária, clinicamente caracterizada pela ausência de produção de insulina pelas células β pancreáticas (anatomicamente situadas nas Ilhotas de Langerhans). O quadro acomete predominantemente em crianças e/ou adolescentes.

Manifestações Clínicas

Os principais sintomas associados ao quadro descompensado de DM tipo I são hipoglicemia, poliúria (alta frequência urinária), sensação de formigamento de extremidades, baixa capacidade de concentração, polidipsia (sede) constante, alterações do apetite (geralmente fome), perda de peso significativa, astenia (fraqueza), distúrbios gastrointestinais, alterações de humor, hiperglicemia, sudorese e má perfusão periférica.

Faixa etária predominante e grupo de risco

Devido à presença de fator genético determinante, os principais grupos acometidos são as crianças e adolescentes.

Prevenção

A prevenção para casos e DM tipo I é baseada em acompanhamento do nascido, através da quantificação dos níveis glicêmicos e dos níveis hormonais de insulina e glucagon, atuantes na homeostase glicêmica.

Além disso, o acompanhamento clínico periódico também é uma ferramenta a ser utilizada. Bons hábitos alimentares, especialmente visando o consumo controlado de produtos ricos em açúcares simples, são fundamentais para o controle do no diabético tipo I. 

A realização de atividades também é uma prática fortemente recomendada, uma vez que torna os níveis de glicemia do indivíduo naturalmente mais propensos a atingirem níveis basais. 

Rastreamento

O rastreamento do DM tipo I é realizado através da verificação periódica da glicemia. Recomenda-se avaliação clínica e laboratorial, a cada 6 meses para pacientes estáveis, além de monitoramento da presença de manifestações sintomáticas.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico para o quadro de Diabetes Mellitus tipo I se baseia na anamnese completa, acompanhada da análise do histórico clínico do paciente, e está centrada na investigação da presença de sintomas. Além dos sintomas clássicos, como poliúria, polidipsia e emagrecimento, outros sintomas como perda de peso, irritabilidade e desidratação devem ser investigados, especialmente em crianças pequenas.

O diagnóstico laboratorial de Diabetes Mellitus tipo I segue os mesmos critérios recomendados para o DM em adultos: presença de sintomas e glicemia casual ≥ 200mg/mL ou duas glicemias em jejum (8 a 16 horas de jejum) ≥ 126 mg/mL. A realização de testes biomoleculares capazes de identificar a presença de genes relacionados com o DM tipo 1 e testes de função pancreática são considerados exames complementares para a condição.

A realização de teste rápido com metodologia centrada em conversão eletroquímica para análise quantitativa da glicemia, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível, uma vez que a metodologia é semelhante a utilizada em laboratórios tradicionais.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (equipamento emite resultado em até 5 segundos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

A prescrição de tratamento medicamentoso consiste na administração de insulinoterapia, em esquema terapêutico basal (bolus) em multidose insulinêmica, para condições pós-prandiais, ou seja, aplicação subcutânea de doses de insulina após as refeições. A administração de insulina demanda atenção e monitoramento, uma vez que o uso inadequado da terapia pode culminar em casos de hipoglicemia severa, capaz de gerar graves complicações como o coma.

Tratamentos não farmacológicos também são recomendados uma vez que são formas alternativas altamente eficazes para alcance das metas terapêuticas e para autopercepção de melhorias na qualidade de vida.

As orientações mais recomendadas são a prática de atividades físicas regulares, capazes de moderar a resistência endógena à insulina e de otimizar a captação de glicose pelas células, e a reeducação alimentar baseada em dieta balanceada, como forma de manter o controle da ingesta e captação de açúcares simples pelo organismo.

Acompanhamento

O acompanhamento clínico de pacientes vivendo com DM-I deve ser realizado através de consultas periódicas ao profissional especializado. Recomenda-se retorno semestral para pacientes sintomáticos ou em recuperação de quadro de descompensação, e ao menos retorno anual para pacientes assintomáticos. A verificação nos níveis glicêmicos ao longo do dia, que pode ser realizada em domicílio pelo próprio paciente por meio de glicosímetro), é uma importante forma de automonitoramento e de autoavaliação do quadro. Uma vez constatado quadro de descompensação, o paciente deve ser encaminhado a um serviço especializado de saúde.

Diabetes Mellitus tipo 2

Definição

O quadro de DM tipo II é uma forma adquirida do DM e corresponde a quase 90% dos indivíduos com diagnóstico confirmado. O quadro é caracterizado por resistência insulínica adquirida e deficiência hormonal (insulina) relativa. Para este grupo, a produção insulinêmica se dá a partir de células β pancreáticas, contudo, a ação do hormônio é dificultada, levando a um quadro de resistência à insulina. Como mecanismo de compensação, há o aumento da produção de insulina visando manter o equilíbrio normoglicêmico. Uma vez que tal forma de equilíbrio deixa de ser naturalmente realizada, surge o Diabetes Mellitus do tipo II. Trata-se de uma doença endócrina altamente prevalente, em escala global, sendo um indicador importante para comorbidades, tais quais: obesidade, envelhecimento, sobrepeso e sedentarismo.

Manifestações Clínicas

As principais manifestações clínicas dos pacientes diabéticos compreendem polidipsia (sede constante), poliúria (aumento da frequência urinária), polifagia (aumento da fome), dores de membros inferiores, alterações e comprometimento visual progressivo, entre outros. Tais sintomas tendem a evoluir, gradualmente, ao longo do tempo, para quadros mais graves e potencialmente irreversíveis.

Desidratação é um dos sintomas que devem ser avaliados de forma contínua, uma vez que pode induzir o comprometimento de outros sistemas, como o renal, e órgãos como a pele, aumentando a possibilidade de ocorrência de quadros clínicos, como pé diabético, que podem evoluir e gerar complicações.

Em casos de diabetes tipo II, é comum que o paciente acometido apresente comorbidades relevantes, de modo que, a longo prazo, há considerável aumento do risco para condições secundárias, como cardiopatias, doença arterial coronariana (DAC), acidente vascular cerebral (AVC), esteatose hepática e as diversas complicações do próprio diabetes (retinopatia diabética que pode levar a cegueira, complicações de cicatrização, alto risco de necrose e gangrena, hipoglicemia, cetoacidose diabética, doença renal diabética, entre outros).

Faixa etária e grupos de risco

O DM tipo II, como patologia adquirida ao longo da vida, pode se manifestar em indivíduos de diversas idades. O modo de vida é um dos fatores predominantes (sedentarismo, dieta rica em açúcares e gorduras) e os fatores genéticos são importantes (ex.: diabetes em parentes de primeiro grau) como elementos de pré-disposição altamente relevantes para o desenvolvimento da doença.

Prevenção

A forma mais efetiva de prevenção para casos de DM tipo II consiste na mudança de hábitos de vida, por meio da realização de atividades físicas regulares e na adoção e cumprimento de dieta alimentar balanceada. Além disso, prevenir a ocorrência de outras comorbidades cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica e dislipidemias, são medidas preventivas para o desenvolvimento de DM.

Rastreamento

O rastreamento da DM-II é principalmente realizado através da medição periódica dos níveis glicêmicos do paciente, bem como da avaliação da dosagem de hemoglobina glicada (HbA1C), que atua como um importante marcador dos índices glicêmicos a longo prazo, tendo grande valor para mensuração de efetividade farmacoterapêutica.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico do DM tipo 2 consiste em anamnese completa, acompanhada da análise do histórico clínico do paciente suspeito e da verificação da presença de fatores de risco e características de predisposição hereditárias.

O rastreamento e diagnóstico laboratorial consiste na realização de:

  • Testes rápidos (TR) – Também chamados de testes laboratoriais remotos (TLR). São executados em diversos estabelecimentos de saúde devidamente licenciados. Tratando-se de uma técnica laboratorial rápida, simples e acessível, que é um importante aliado para acompanhamento terapêutico e como ferramenta de triagem para possíveis encaminhamentos. Fornecem resultado quantitativo da dosagem sérica de glicose. Não confundir o TLR com o teste de glicemia feito em equipamento de autoteste.
  • Hemoglobina Glicada (HbA1c) – É um importante marcador de longa duração para avaliação de cumprimento de metas terapêuticas por pacientes em tratamento com antihiperglicemiantes orais. Reflete a participação de açúcares na composição sanguínea e é apresentado como resultado quantitativo.
  • Curva Glicêmica – Consiste na administração periódica de doses conhecidas de glicose ao paciente, com posterior coletas e determinação sérica da glicemia em intervalos de tempos específico para confirmação de quadro diabético.

Em testes que avaliam os níveis de glicemia, os principais interferentes se relacionam a fatores pré-analíticos que envolvem a adequação da coleta da amostra (em volume correspondente ao necessário para processamento), de acordo com a sensibilidade do método. A demora para o processamento das amostras de leitura pode comprometer a veracidade do resultado, uma vez que a glicose presente no sangue coletado pode ser consumida, podendo fornecer resultados subestimados.

A realização de teste rápido com metodologia centrada em conversão eletroquímica para análise quantitativa da glicemia, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível, uma vez que a metodologia é semelhante a utilizada em laboratórios tradicionais.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (equipamento emite resultado em até 5) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento

O tratamento medicamentoso consiste na administração de antihiperglicemiantes orais, para pacientes em quadro considerado estável. No caso de pacientes hospitalizados, com grave descompensação e outras condições clínicas associadas, é comum a administração de insulina em bomba de infusão.

O principal grupo de medicamentos utilizado no tratamento do diabetes por via oral é o dos antidiabéticos. As classes mais comumente dispensadas são: biguanidas (ex.: metformina), sulfonilureias (exemplo: glibenclamida) e tiazolidinedionas (ex: pioglitazona). O principal evento adverso associado ao uso destes medicamentos é a hipoglicemia, que deve ser monitorada frequentemente a fim de evitar possíveis complicações.

Mudança nos hábitos de vida é um tratamento coadjuvante fundamental para a melhoria da qualidade de vida. A adoção de dieta alimentar balanceada, pelo controle da ingestão de açúcares simples e pela ingestão de grande volume hídrico, a prática de atividades físicas, em intensidade ajustada de acordo com as condições do indivíduo, e a otimização do sono são importantes aliados para o controle e manutenção do diabetes.

Acompanhamento

O acompanhamento do paciente com DM tipo 2 consiste na realização de consultas periódicas ao profissional especializado, visando reavaliação da condição clínica, bem como adequação da conduta terapêutica, a fim de promover não apenas o controle do quadro diagnosticado, mas, principalmente, a qualidade de vida do paciente.

Diabetes Mellitus Gestacional (DMG)

Definição

O quadro é definido a partir da verificação de qualquer grau de intolerância à glicose durante a gestação. De modo geral, faz parte da fisiologia da evolução do curso gestacional o aumento da resistência à insulina, o que aumenta a demanda do organismo por insulina, que leva a hiperestimulação das células β pancreáticas, como mecanismo de compensação para regulação normoglicêmica. No caso de mulheres que desenvolvem quadro de DMG, nota-se déficit da resposta das células β a esta hiperestimulação, que leva à insuficiência insulinêmica em resposta ao aumento esperado da demanda por insulina, estimulado por hormônios gestacionais.

De modo geral, a doença é detectada entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação, a partir da realização de testes de tolerância à glicose que revela resultados anormais.

Manifestações Clínicas

As principais manifestações clínicas do Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) são poliúria, polidipsia, aumento do risco e incidência de infecções do trato gênito-urinário, maior propensão a retenção de fluidos e alterações do apetite.

Faixa etária predominante e grupo de risco

Os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento de DM Gestacional estão atrelados não apenas às mulheres em idade reprodutiva, mas, também àquelas que apresentam pré-disposição genética para o evento. As principais categorias de risco para DMG são:

  • Obesidade – Leva à resistência à insulina, potencializando o quadro que já acontece naturalmente durante a gestação;
  • Tabagismo – Intensifica a resistência à insulina e reduzir sua secreção;
  • Síndrome do Ovário policístico – Quadro diretamente associado à resistência insulínica e à obesidade;
  • Etnia – Diferenças orgânicas decorrentes de características predominantes;
  • Histórico familiar de diabetes mellitus tipo 2;
  • Dieta alimentar pobre em fibras e de alto índice glicêmico;
  • Ganho de peso quando adulta jovem;
  • Sedentarismo;
  • Histórico prévio de DMG.
Prevenção

A forma de prevenção mais eficaz para o DMG compreende adoção de medidas de hábitos saudáveis, como a realização de práticas de atividade física leve (desde que devidamente indicada e recomendada pelo médico obstetra) e a ingestão de dieta balanceada.

Rastreamento

Pacientes testadas em jejum e apresentando níveis glicêmicos ≥126 mg/dL ou dosagens aleatórias ≥200 mg/dL no primeiro trimestre recebem diagnóstico de diabetes estabelecidos e não de DMG. Após o primeiro trimestre, estes resultados de glicemia são condizentes com DMG.

Para mulheres com alto risco de desenvolver DMG, ou seja, pacientes com obesidade, glicosúria, histórico familiar, história prévia de DMG ou filhos com macrossomia, recomenda-se submetê-las a testes de tolerância à glicose já na primeira consulta pré-natal.

Todas as gestantes entre a 24ª e a 28ª semanas de gravidez que apresentarem a possibilidade do diagnóstico de diabetes devem ser submetidas a rastreamento por meio de teste de intolerância à glicose.

Existem dois principais métodos de rastreamento de DMG:

Método em uma etapa

Proceder teste oral de tolerância à glicose (TOTG) de 75 g, com quantificação glicêmica em três momentos: em jejum, após 1 e após 2 horas. O procedimento deve ser realizado pela manhã, com a paciente com jejum de ao menos 8 horas e é recomendado para gestantes que não foram diagnosticadas com diabetes estabelecido, entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação. Os resultados devem ser considerar como DMG caso qualquer um destes parâmetros esteja acima dos seguintes valores de referência:

  • Jejum: glicemia <92 mg/dL;
  • Após 1h de teste: glicemia <180 mg/dL;
  • Após 2h de teste: glicemia <153 mg/dL.

Após esta etapa de rastreamento com resultado positivo, a gestante deve ser acompanhada periodicamente por endocrinologista para prescrição adequada de tratamento medicamentoso. Outros profissionais da saúde atuam em equipes multiprofissionais promotoras da saúde e qualidade de vida destas pacientes.

Método em duas etapas

Proceder teste oral de tolerância à glicose (TOTG) em duas etapas:

  1. Proceder teste oral de carga de glicose de 50 g de 1 hora, sem exigência de jejum. Dosagens de 130-140 mg/dL são consideradas normais, sendo o primeiro nível (130 mg/dL) mais sensível do que o segundo, porém menos específico do que o de 140 mg/dL, tornando o teste mais propenso a falso-positivos.
  2. Para níveis glicêmicos acima de 140 mg/dL, deve-se proceder com realização de TOTG de 100 g de 3 horas, que deve ser realizado com a paciente em jejum. A constatação de resultados glicêmicos iguais ou superiores aos listados abaixo, é indicativo diagnóstico, que deve ser reportado ao médico. Elevados níveis glicêmicos sustentados após a realização das 2 etapas do teste revelam quadro de DMG, especialmente se obtidos em gestantes após o primeiro trimestre.
  3. Glicemia de jejum: ≥126 mg/dL, a ser confirmada na repetição do teste. Em geral, este é utilizado fora da gestação, podendo ser útil em pacientes com sinais e/ou sintomas de hiperglicemia.
  4. Glicemia de jejum: ≥200 mg/dL, confirmada sob repetição dos testes (considerando ausência de crise hiperglicêmica ou sintomas clássicos da hiperglicemia).

Após esta etapa de rastreamento com resultado positivo, a gestante deve ser acompanhada periodicamente por endocrinologista para prescrição adequada de tratamento medicamento. Outros profissionais da saúde atuam em equipes multiprofissionais promotoras da saúde e qualidade de vida destas pacientes.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico confirmatório de DMG consiste na anamnese completa, acompanhada da análise do histórico clínico do paciente. O diagnóstico laboratorial é composto por solicitação de dosagem sérica de glicose (em jejum ou ao acaso), TOTG em uma ou duas etapas.

O hemograma completo fornece resultado complementar a respeito de hemocomponentes, dados necessários para avaliação a respeito das condições clínicas materna ao longo do curso da gravidez.

A não adequação do jejum é o interferente pré-analítico de maior peso para o resultado laboratorial final, comprometendo a consolidação do diagnóstico.

A realização de teste rápido com metodologia centrada em conversão eletroquímica para análise quantitativa da glicemia, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível, uma vez que a metodologia é semelhante a utilizada em laboratórios tradicionais.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (equipamento emite resultado em até 5 segundos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento

As diferentes formas do tratamento visam o bom controle glicêmico durante o curso gestacional, a fim de evitar macrossomia fetal e os consequentes riscos associados, além do risco de pré-eclâmpsia e de outras anormalidades hipertensivas durante a gestação e de alguns desfechos, como complicações metabólicas neonatais (hipoglicemia e hipocalemia) e cesárea materna.

Em mulheres com diabetes estabelecido, o controle glicêmico favorece a diminuição do risco de malformação fetal.

O tratamento medicamentoso, tanto para diabetes gestacional quanto para o estabelecido, consiste na administração de anti-hiperglicemiantes orais, de uso contínuo, de modo a controlar os níveis basais da glicemia. Em casos de descompensação, segure-se administração de insulina regular, em bolus, sob acompanhamento de profissional especializado e ambiente seguro.

Casos de indicação direta de insulina são destinados a mulheres com hiperglicemia de moderada a grave, especialmente se as dosagens glicêmicas em jejum forem >105 mg/dL ou valores pós-prandiais >200 mg/dL.

A utilização de classificações como a de White (classes: A, B, C, D, F, H, R, T), categoriza as pacientes gestantes com diabetes preexistente a gravidez ou que desenvolveram diabetes durante a gestações em curso e orienta a avaliação a partir de critérios, como idade da paciente no momento do diagnóstico, tempo de tratamento e presença de vasculopatias, e auxilia a tomada de decisão a respeito da melhor conduta terapêutica a ser adotada.

Acompanhamento

O acompanhamento da gestante apresentando quadro diabético deve ser feito de modo cauteloso, mantendo-se a rotina pré-estabelecida no pré-natal e utilizando-se de protocolos clínicos como a classificação de White. A avaliação e reavaliação de pacientes gestantes é relevante ao passo em que durante a gestação inúmeras mudanças podem levar ao desenvolvimento de comorbidades e ao agravo de condições pré-existentes, o que pode requerer novas e diferentes intervenções em saúde.

Hipoglicemia

Definição

A hipoglicemia é caracterizada como quadro no qual os níveis glicêmicos são anormalmente baixos, o que compromete a nutrição cerebral. É uma condição comumente associada ao tratamento inadequado do diabetes, sendo resultante da descompensação insulinêmica. É diagnosticada em casos de dosagens glicêmicas que podem variar de acordo com cada indivíduo, sendo estas, em média, valores inferiores a 70mg/dL.

Manifestações Clínicas

Variam de acordo com a gravidade do quadro e a intensificação dos sintomas é inversamente proporcional aos níveis glicêmicos determinados.

As queixas podem surgir de forma repentina e são elas: tremor involuntário, ansiedade, irritabilidade, aumento da sudorese, calafrios, confusão mental, delírio, taquicardia, tontura ou vertigem, alterações do apetite, náusea, sonolência, visão embaçada, sensação de formigamento de extremidades associada ou não a sensação de dormência em lábios e língua, cefaleia (dor de cabeça), astenia, fadiga, dificuldades de coordenação motora, pesadelos e terror noturno, convulsões, inconsciência podendo progredir ao coma.

Em alguns casos, o paciente pode não perceber a ocorrência da hipoglicemia. Estes indivíduos costumam ser menos sensíveis aos níveis de glicemia e, por isso, não manifestam sintomas. Pessoas nessas condições, podem sofrer episódios noturnos, durante o sono, o que aumenta o risco de coma hipoglicêmico.

Faixa etária e grupos de risco

Apesar de apresentar suscetibilidade universal, indivíduos em tratamento do diabetes tendem a apresentar maior risco para a hipoglicemia, uma vez que a inadequação do tratamento pode culminar em sobrecarga insulinêmica, que leva a drástica redução dos níveis de glicose do sangue. Crianças e idosos são os grupos populacionais mais propensos.

Pessoas apresentando distúrbios alimentares como anorexia, bulimia, entre outros, também são mais expostas a casos de hipoglicemia.

Prevenção

A principal forma de prevenção da hipoglicemia consiste na adequada manutenção dos níveis glicêmicos capazes de manter a plena atividade basal do organismo. Para isto, é importante dieta alimentar balanceada, evitando longos períodos de jejum e o adequado manejo terapêutico com antidiabéticos, se for o caso.

Rastreamento

O rastreamento de casos de hipoglicemia é dificilmente realizado, uma vez que muitos casos são imediatamente reconhecidos pelo próprio paciente, que toma medidas imediatas, como a ingestão de carboidratos simples. Muitos pacientes não procuram atendimento especializado e revertem o quadro com medidas caseiras. Os casos que chegam ao atendimento costumam ser mais graves e em geral envolvem comprometimento neurológico que incapacita o indivíduo, o que o motiva a procurar atendimento.

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Diagnóstico

O diagnóstico clínico da hipoglicemia é feito através de anamnese para verificação de sinais e sintomas, relacionando com a história clínica do paciente.

O diagnóstico laboratorial consiste na realização de dosagem glicêmica. Métodos rápidos sã realizados através da coleta de volume específico de sangue capilar total e processado em equipamento capaz de quantificar os níveis de glicose na amostra. Métodos tradicionais se utilizam de coleta de sangue venoso, em tubo contendo anticoagulante específico para posterior análise em equipamento de teste bioquímico.

Para métodostradicionais de coleta (punção de sangue venoso), diversos interferentes são destacados, especialmente na fase pré-analítica, em que a forma da coleta, a composição do tubo (concentração de anticoagulante) e o transporte da amostra, representam pontos críticos. No que diz respeito à fase analítica, tem-se o tempo para processamento da amostra, calibração e manutenção do equipamento, reagentes usados e demais condições pertinentes, os principais interferentes.

A realização de teste rápido pautado em metodologia eletroquímica para quantificação de glicemia, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (apresentado pelo equipamento em 5 segundos) e a alta confiabilidade, faz do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento

O tratamento da hipoglicemia consiste na ingestão periódica de alimentos capazes de suprir a demanda energética do organismo. Os carboidratos simples são uma dessas fontes, como o açúcar comum usado para adoçar bebidas, doces e outros alimentos como chás e bolos. Em casos de hipoglicemia persistente ou não responsiva ao manejo tradicional, a hospitalização pode ser necessária e as ações terapêuticas incluem a administração intravenosa de soro glicosado.

Acompanhamento

O acompanhamento de casos de hipoglicemia deve ser feito de forma preventiva. Uma vez constatado o quadro e avaliando-se propensão de reincidência, deve-se conscientizar o paciente a respeito da condição, alertando-o para os possíveis sintomas e orientando-o para ações imediatas na percepção do quadro, evitando assim a evolução para condições mais graves, como o coma.

Testes Rápidos Clinicarx

Com o serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente. Confira como implementar o serviço de testes rápidos em seu consultório.

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Como criar um relatório de acompanhamento ao médico como ele nunca viu

relatório ao médico

Se você trabalha com pacientes crônicos, já deve ter enfrentado a necessidade de elaborar um relatório de acompanhamento do seu paciente para ser entregue ao médico.

Esse tipo de documento é muito importante e pode fazer toda diferença nos resultados do tratamento. Afinal, pouco vale monitorar parâmetros na farmácia, como pressão arterial ou glicemia, conhecer os medicamentos em uso pelo paciente, e até orientar sobre adesão ao tratamento, se o médico não tiver acesso a essas informações para tomada de decisão sobre o tratamento prescrito.

Acompanhar o paciente é uma obrigação legal

Vale lembrar que a Lei Federal 13.021/2014, define como uma obrigação do farmacêutico “proceder ao acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes, internados ou não, em estabelecimentos hospitalares ou ambulatoriais, de natureza pública ou privada”.

Acompanhamento farmacoterapêutico é o serviço pelo qual o farmacêutico realiza o gerenciamento da farmacoterapia, por meio da análise das condições de saúde, dos fatores de risco e do tratamento do paciente, da implantação de um conjunto de intervenções gerenciais, educacionais e do acompanhamento do paciente, com o objetivo principal de prevenir e resolver problemas da farmacoterapia, a fim de alcançar bons resultados clínicos, reduzir os riscos, e contribuir para a melhoria da eficiência e da qualidade da atenção à saúde. Inclui, ainda, atividades de prevenção e proteção da saúde.

Conselho Federal de Farmácia, 2016.

Elementos mínimos do acompanhamento farmacoterapêutico

Veja na tabela abaixo, uma descrição das características mínimas desse serviço, segundo o Conselho Federal de Farmácia. Observe que o foco está nos resultados do tratamento, obtidos ao longo de sucessivos encontros com o paciente.

ServiçoAcompanhamento farmacoterapêutico
Fontes dos dados clínicosProntuário
Entrevista com o paciente
Exames
Receitas relacionadas à condição
Sacola de medicamentos
Parâmetros avaliados pelo farmacêuticoNecessidade, efetividade e segurança
da terapia, adesão do paciente
Retorno do paciente (follow up)Necessário
Produto (output)Objetivos terapêuticos atingidos para toda a farmacoterapia
Quem recebe o produtoPaciente/ cuidador ou equipe de saúde
Momento em que o serviço aconteceConsulta agendada

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Acompanhamento na prática

Uma forma simples de encaminhar relatórios de acompanhamento ao médico é produzindo históricos de monitorização de parâmetros, com gráficos associados. Fazemos isso de forma automática no Clinicarx, para resultados de pressão arterial e glicemia, por exemplo. É um recurso simples e poderoso, mas você pode fazer ainda mais do que isso!

Um relatório mais completo deverá conter as condições crônicas do paciente, metas terapêuticas, últimos resultados clínicos de acompanhamento e os medicamentos em uso. Você pode incluir resultados de avaliações feitas na farmácia, bem como exames laboratoriais. O paciente recebe este documento assinado pelo farmacêutico e leva ao médico em sua próxima consulta. Com esse resultado em mãos, o médico decide as mudanças necessárias no tratamento prescrito.

Lembre-se: seu objetivo não é medir parâmetros ou orientar pacientes sobre como tomar os medicamentos, seu objetivo é melhorar o resultado de saúde do paciente!

Veja abaixo um exemplo desse relatório, que o Clinicarx pode gerar automaticamente para seus pacientes. Observe o esquema de cores indicando parâmetros controlados, desconhecidos ou em faixa de alerta.

Exemplo de relatório de acompanhamento ao médico, contendo condições clínicas, resultados e tratamentos. Clinicarx® 2019 - todos os direitos reservados.
Exemplo de relatório de acompanhamento ao médico, contendo condições clínicas, resultados e tratamentos. Clinicarx® 2019 – todos os direitos reservados.

Esse recurso é exclusivo de milhares de profissionais que utilizam o Clinicarx, que estão transformando a obrigação legal de prover acompanhamento farmacoterapêutico em um enorme diferencial para sua carreira e seu negócio. Ganha o farmacêutico, ganha a farmácia, ganha o médico e, principalmente, ganha o paciente.

Indo além do papel: serviço farmacêutico digital

O papel continua tendo um efeito muito poderoso sobre a percepção do paciente da qualidade do serviço de saúde. Mas os tempos estão mudando, precisamos integrar as informações, aproximar os profissionais da equipe e empoderar o paciente cada vez mais em suas decisões de saúde.

Por isso, as informações do relatório de acompanhamento podem estar diretamente nas mãos do paciente, em um aplicativo mobile, de forma que ele possa compartilhar esses dados facilmente com quem ele quiser. No consultório farmacêutico, esses dados devem estar seguros, de forma sigilosa, e autorizadas pelo paciente, que é o único verdadeiro proprietário dessas informações.

Leve seu trabalho como farmacêutico clínico ao próximo nível. Faça parte dessa causa você também.

Referência: Conselho Federal de Farmácia. Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual. Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 2016.

Como usar o agendamento para ampliar o alcance dos seus serviços farmacêuticos

Cópia de Sem nome 1

Os serviços farmacêuticos estão ganhando força. Mas será que esses atendimentos estão se convertendo em acompanhamento dos pacientes? Aparentemente ainda não, pois verificamos que mais de 95% dos atendimentos farmacêuticos não geram um agendamento de retorno do paciente.

A cada dia, mais farmácias e farmacêuticos aderem a este novo modelo de atendimento. Farmácias mais equipadas, com ambiente diferenciado oferecem diversos serviços. Um novo negócio que beneficia pacientes, médicos, farmacêuticos e todo mercado da saúde.

Segundo a Abrafarma, somente nas redes de farmácias já foram realizados mais de 3,5 milhões de atendimentos dessa natureza nos últimos anos. Em 2018, no Clinicarx, registramos mais de 100 mil encontros farmacêutico-paciente em que serviços de saúde foram prestados.

O agendamento de retorno, aparentemente uma prática tão simples, tem o poder de ampliar o serviço farmacêutico e contribuir para sua expansão.

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Por que o agendamento do retorno do paciente é importante?

Por vários motivos. Em pacientes crônicos, por exemplo, o tempo de acompanhamento e o número de retornos pode ser um melhor preditor de resultados do que o tempo gasto com o paciente em uma consulta. Isto é, pode ser melhor para o paciente ter 5 atendimentos de 10 minutos com o profissional, do que apenas 1 atendimento que dure 50 minutos.

Questões complexas como adesão ao tratamento e controle de exames são melhor trabalhadas quando o contato entre profissional e paciente é frequente ao longo do tempo. O contato contínuo fortalece o relacionamento e amplia a compreensão do profissional sobre o contexto do paciente. O agendamento é uma estratégia para criar esse contato contínuo.

Agendamento de retorno, principalmente quando associados a lembretes automáticos, aumenta a adesão ao serviço, aos medicamentos e pode melhorar os resultados de saúde.

Além disso, sem uma taxa previsível de retorno, a saúde do seu serviço farmacêutico também entra em colapso. Pacientes retornando significam mais fidelização e mais faturamento. Caso contrário, todo mês você terá que começar do zero, captando novos clientes para seu serviço. Guarde a regra do 50/50. É saudável para o serviço que, a cada mês, você tenha metade dos seus atendimentos com novos pacientes e metade com pacientes que estão retornando. Portanto, o agendamento deixará seu serviço mais saudável.

O poder das pequenas (grandes) atitudes: agende o retorno do seu paciente

No Clinicarx, você pode fazer o agendamento dos retornos com muita facilidade, ao fim de um atendimento. A próxima consulta entra para a agenda com alguns poucos cliques.

O paciente receberá lembretes automáticos sobre o compromisso agendado no momento de sua criação e 24 horas antes. Isso aumenta a taxa de retornos.

Assim, a cada mês, você terá uma parte do fluxo garantido de pacientes para seu serviço farmacêutico. Uma pequena atitude que produzirá grandes resultados para seu negócio e seus pacientes.

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Forneça provas: como materiais educativos podem tornar seu serviço farmacêutico único

materiais educativos

O paciente foi até sua farmácia, foi atendido na sala de serviços farmacêuticos. Vocês conversaram sobre problemas de saúde e como resolvê-los. Mas o paciente não saiu inteiramente satisfeito, então qual seria o problema? Talvez você tenha perdido a oportunidade de tornar seu serviço memorável porque não forneceu materiais educativos impressos.

Mas o que são materiais educativos impressos (MEI)?

São ferramentas de educação em saúde. Incluem qualquer tipo de material em papel que contém informações que podem ajudar o paciente a tomar melhores decisões sobre sua saúde, por exemplo: folhetos, livros, panfletos, bulas, folder, cartilhas.

Exemplos diversos de materiais educativos impressos (MEI).
Exemplos diversos de materiais educativos impressos (MEI).

Falar em materiais educativos impressos em tempos de internet e transformação digital pode soar até antiquado. Não muitos anos atrás, alguns especialistas diziam que os livros em papel iriam acabar. Mas você sabia que o mercado de livros, apesar de toda crise das livrarias, cresceu nos últimos anos? As pessoas continuam adquirindo conteúdo mais do que nunca.

Mas por que muitas pessoas ainda gostam do papel? Um dos motivos pode vir da experiência: “quem gosta de ler sente um afeto físico pelos livros. Curte tocar neles, sentir o fluxo das páginas, exibir a estante cheia. Uma relação de fetiche. Amor até”, descreve o jornalista Alexandre Versignassi.

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Forneça evidências: o marketing que dá certo

Outro motivo pelo qual fornecer materiais educativos impressos podem ser uma boa decisão é pelo marketing dos serviços. Os especialistas da área sabem do valor das evidências físicas que você cria, como forma de tornar mais tangível a experiência do cliente no serviço. O fluxo do atendimento, as instalações, os impressos, tudo isso conta para criar uma serviço memorável.

A sua declaração de serviço farmacêutico é um tipo de material educativo impresso, que pode ganhar muito mais poder se associada a um conteúdo educativo que faça sentido para aquilo que o paciente está vivendo. Laudos com resultados de testes rápidos são outro exemplo de material com forte potencial educativo.

Materiais educativos estão no coração dos serviços farmacêuticos

Pacientes que recebem orientações por escrito se mostram mais seguros e aderentes ao tratamento. Isso ocorre porque a orientação verbal do paciente ganha mais força quando associada à orientação por escrito.

Confira neste vídeo dicas sobre materiais educativos impressos para sua farmácia.

Um amplo levantamento mostrou que 54% de todos os estudos clínicos avaliando serviços clínicos providos por farmacêuticos em farmácias incluiram a entrega de materiais educativos impressos. Portanto, seu serviço farmacêutico ficará mais completo se você adicionar materiais educativos impressos. Mas como fazê-los?

Dicas para elaborar seus materiais educativos em saúde

Na área da saúde, existe uma preocupação em elaborar materiais que sejam precisos na informação, vindos de fontes seguras, e que estejam em um formato validado. Em outras palavras, é preciso tentar garantir que o material irá produzir seu resultado esperado, sem produzir prejuízos ao paciente.

Mas validar de forma científica cada material que você pode desenvolver na farmácia é uma tarefa impossível. Por isso, siga essas dicas práticas antes de elaborar seu próximo material:

  • Entenda onde você quer chegar. Defina claramente qual é o objetivo da mensagem que você quer passar, ou melhor, que ação você gostaria que o paciente fizesse após consumir aquele conteúdo. Todo material educativo é uma chamada à ação (Call to Action).
  • Prefira conteúdos prontos. Você não precisa reinventar a roda. Aproveite conteúdos elaborados por especialistas ou órgãos, como o Ministério da Saúde, citando a fonte das informações que utilizou. Complemente com informações que façam sentido para seu objetivo.
  • Use imagens associadas ao texto. Escolha imagens que façam sentido para reforçar a mensagem. Evite o uso de carinhas coloridas ou imagens que não tem nenhum sentido com o texto!
  • Menos é mais. Seja direto e não exagere no texto. Ninguém lê materiais muito longos ou técnicos demais. Use linguagem o mais coloquial possível. Evite ao máximo abreviações e jargões técnicos.
  • Organize o conteúdo em formato amigável. O formato de perguntas e respostas geralmente é bem recebido pelas pessoas. Outra alternativa é organizar o texto em blocos curtos.
  • Alguns conteúdos não podem faltar. Todos os seus materiais devem trazer o nome da sua marca e logo do seu serviço, slogan de posicionamento, descrição breve do serviço associado àquela informação, onde seu serviço acontece e como o paciente pode fazer contato.

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Vamos ao próximo nível: conteúdo rico, padronizado e de fácil acesso

No Clinicarx, criamos um sistema inteligente para você organizar e padronizar os materiais educativos impressos da sua farmácia. É possível criar uma biblioteca de materiais, feitos por você, e torná-los acessíveis a um clique durante o atendimento.

O sistema irá sugerir materiais impressos que você pode acessar e imprimir durante o atendimento, conforme o serviço prestado. Na hora, rapidamente, sob demanda.

Todos os materiais educativos da sua rede de farmácias ficam centralizados e fáceis de gerenciar. Assim, você padroniza práticas entre as filiais e encanta seus clientes. É mais conhecimento, mais adesão ao tratamento e marketing positivo para seu serviço.

Nunca mais fique perdido/a procurando na gaveta aquele panfleto que você criou sobre “alimentos para doença do refluxo”, para dar aos seus pacientes, e que não encontra mais!

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