Antígeno Prostático Específico (PSA): teste rápido no rastreamento e encaminhamento oportuno

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O Antígeno Prostático Específico (PSA) é uma proteína produzida pelo tecido prostático e que pode ser detectada através da realização de exames de sangue. Ele é usado para detecção precoce de risco de câncer de próstata. Confira a utilidade do teste rápido de PSA e como atender o paciente.

A variação dos níveis de PSA no organismo depende de fatores como tamanho da próstata, idade, presença de nódulos ou inflamação na glândula e pode ser decorrente de eventos naturais, como a Hiperplasia/Hipertrofia Prostática Benigna ou resultado da existência de condições malignas condizentes com câncer de próstata. A avaliação do resultado quantitativo da proteína deve ser feita por profissional competente, sendo o urologista o especialista indicado para confirmação diagnóstica e escolha da conduta terapêutica.

O limite de referência para os níveis de PSA que predizem normalidade tem concentração sérica de até 4 ng/mL, contudo, podem existir tumores mesmo em dosagens inferiores. Em dosagens superiores a 10 ng/mL, há recomendação formal para biópsia. Para determinações entre 4 e 10 ng/mL, deve-se considerar a velocidade de alteração dos níveis e a relação entre a forma livre e a total do PSA, além de um conjunto de outros elementos e características do indivíduo antes de presumir existência ou não de malignidade.

Condições clínicas associadas

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

Definição

Ao longo dos anos, é comum que ocorra o crescimento do tecido prostático decorrente da proliferação de elementos celulares epiteliais e estromais, que leva ao aumento proporcional da produção e secreção do PSA. Este quadro é denominado Hiperplasia ou Hipertrofia Prostática Benigna, condição benigna intrínseca a evolução natural da vida do indivíduo, podendo ocorrer durante a puberdade e sendo mais comum e prevalente a partir dos 50 anos de vida.

Manifestações Clínicas

As principais manifestações clínicas da Hiperplasia Prostática Benigna são decorrentes da hipertrofia do tecido e da compressão da estrutura uretral adjacente, bem como da bexiga. São elas:

  • Evidenciação do crescimento do tecido prostático;
  • Elevação dos níveis de produção do PSA proporcional ao crescimento do órgão;
  • Aumento da frequência e urgência urinária (inclusive durante o período noturno);
  • Dificuldades durante a micção (início e interrupção, por exemplo);
  • Esvaziamento incompleto da bexiga, levando o indivíduo a imprimir maior força para contração no momento de urinar;
  • Incontinência urinária;
  • Infecções do trato urinário inferior.

Faixa etária predominante e grupo de risco

Casos de HPB são mais prevalentes em adultos do sexo masculino a partir dos 50 anos de idade. Quando acima dos 80 anos, a taxa de prevalência de HPB pode ser superior a 90%. Além do avanço da idade, histórico familiar, obesidade e disfunção erétil (DE) são fatores de risco para a condição.

Prevenção

Por se tratar de uma condição orgânica natural, decorrente do envelhecimento do indivíduo, não há ações preventivas bem estabelecidas para HPB. A realização de atividade física e a adequada alimentação são hábitos que podem reduzir os incômodos decorrentes do quadro, promovendo a qualidade de vida do paciente.

Rastreamento

O rastreamento de casos de HPB é indicado em pacientes com histórico de malignidade ou com condição suspeita. Em casos em que não há suspeita de malignidade, o rastreamento nem sempre é indicado, o que se firma como uma prática que evita a realização de testes e exames desnecessários, que podem prejudicar a qualidade de vida do indivíduo ao gerar dúvidas e estresse diante de um evento de menor complexidade e até mesmo sequelas devido ao próprio procedimento de testagem (toque ou biópsia).

A Sociedade Brasileira de Urologia mantém sua recomendação de que homens a partir de 50 anos devem procurar um profissional especializado, para avaliação individualizada. Aqueles da raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata devem começar aos 45 anos. O rastreamento deverá ser realizado após ampla discussão de riscos e potenciais benefícios, em decisão compartilhada com o paciente. Após os 75 anos, poderá ser realizado apenas para aqueles com expectativa de vida acima de 10 anos.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico confirmatório de HPB consiste na anamnese completa, acompanhada da análise do histórico clínico do paciente.

O diagnóstico laboratorial é realizado através de exames destinados a avaliação da funcionalidade do trato urinário como: citoscopia uretral, quantificação de volume residual da bexiga, quantificação sérica do PSA, ultrassonografia da próstata, urinálise, urofluxometria e teste de pressão urodinâmica.

Em alguns homens, outras condições podem culminar no aumento temporário dos níveis de PSA. As fontes de variações pré-analíticas são interferentes, como processos infecciosos, relação sexual ou ejaculação recente (logo antes do exame), andar de bicicleta, moto ou a cavalo ou, ainda, ter sido submetido a exame de toque retal prévio ao teste.

A ocorrência de comorbidades, como distúrbios hormonais e prostatite, também leva a alterações nos resultados do teste. Além disso, amostra hemolisada também interfere nos resultados para este teste.

A realização de teste rápido utilizando metodologia imunoenzimática de fluorescência, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (resposta emitida pelo analisador em até 3 minutos) e a alta confiabilidade, fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

Os tratamentos específicos para HPB compreendem procedimentos cirúrgicos, minimamente invasivos e de maior complexidade, e terapia medicamentosa centrada na administração de bloqueadores de receptores alfa-adrenérgicos, agentes anticolinérgicos, inibidores da enzima 5-fosfodiesterase e inibidores da enzima 5-alfa-redutase. Os bloqueadores de receptores alfa-adrenérgicos, como alfuzosina, terazosina, doxasozina e tansulosina, são responsáveis por promover o relaxamento muscular do tecido prostático e da bexiga, aliviando os sintomas sem que haja redução do tamanho do órgão alvo.

O tratamento não medicamentoso consiste na prática de atividade física e dieta alimentar balanceada com o intuito de reduzir a estimulação do crescimento prostático, que pode ser induzido pela presença de adipócitos, e os incômodos gerados pela condição.

Previamente à realização da testagem sanguínea, a fim de evitar a influência de interferentes, recomenda-se que atividades estimulantes da secreção de PSA sejam evitadas, como forma de preparo para o exame, até 24 horas antes da coleta amostral. 

A reavaliação dos níveis de PSA em homens acima dos 40 anos de idade com dosagem de PSA basal (resultados normais) deve ocorrer pelo menos a cada 2 anos. No caso de indivíduos com história familiar de malignidade prostática, recomenda-se avaliação com periodicidade anual, além da medição da variação dos níveis em função do intervalo de tempo entre as coletas. Quanto maior a elevação dos níveis em menor tempo, maior o risco de malignidade, o que requer oportuna investigação e encaminhamento.

Acompanhamento

O acompanhamento de pacientes com HPB é uma importante forma de detecção precoce para possível desenvolvimento de doença maligna concomitante, sendo o exame de toque retal, indicado para todos os indivíduos do sexo masculino a partir dos 40 anos de idade. É uma conduta que também visa avaliar e buscar manejar as queixas secundárias derivadas da reorganização orgânico-anatômica decorrentes da presença da HPB.

Câncer de Próstata

Definição

O câncer de próstata é caracterizado pela presença de uma malignidade tumoral que cresce no tecido prostático. Trata-se de uma forma de neoplasia que apresenta casos de alta complexidade e letalidade ou de baixa complexidade com pouco risco. A detecção precoce da condição é um importante fator para maior possibilidade de cura e de sucesso no tratamento. Dentre a população masculina, é uma das formas neoplásicas mais frequentes, firmando-se como uma das principais causas de morte.

Manifestações Clínicas

As manifestações clínicas do câncer de próstata variam de acordo com o avanço da neoplasia e tem relação direta com o funcionamento do trato urogenital, uma vez que há grande comunicação entre as estruturas genito-urinárias e prostáticas. Como sintomas sistêmicos inespecíficos estão a fadiga, alteração da fome, algias, depressão e astenia. A sintomatologia específica, em geral, consiste em quadros secundários de disfunções do trato genito-urinário, deformidades anatômicas e sensibilidade regional, acompanhada ou não de dor ao toque.

Faixa etária predominante e grupo de risco

Indivíduos do sexo masculino, a partir dos 40 anos de idade apresentam suscetibilidade crescente ao desenvolvimento do câncer de próstata. O histórico familiar de parente de primeiro grau (pai ou irmão) com diagnóstico da doença antes dos 60 anos de idade também é um fator de grande importância, que aumenta o risco para o desenvolvimento da neoplasia em 3 a 10 vezes em relação à população em geral.
A predisposição genética associada a hábitos de vida, como obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas, são fatores altamente relacionados ao surgimento e avanço do quadro.

Prevenção

As principais formas de prevenção do câncer de próstata consistem na mudança de hábitos de vida, como perda de peso (dieta equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais e pobre em gorduras), prática regular de atividade física, cessação tabágica e redução do consumo de bebidas alcoólicas, especialmente para indivíduos com propensão genética para o desenvolvimento da doença.

Recomenda-se o cuidado ocupacional, com destaque para a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) e coletiva (EPCs) que reduzam a exposição do trabalhador a agentes químicos como aminas aromáticas (comuns na indústria química), arsênio (empregado como conservante de madeira e agrotóxico), derivados do petróleo, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA), fuligem, dioxina, entre outros. Tais agentes estão comprovadamente associados ao risco de câncer de próstata e as medidas preventivas devem considerar a diminuição do contato direto com estas substâncias.

Rastreamento

Como as demais formas de intervenção em saúde, o rastreamento é capaz de trazer benefícios e malefícios que devem ser avaliados em relação ao risco para incorporação à prática clínica e em programas de saúde pública.  A vantagem está na possibilidade de redução da mortalidade causada pela patologia, uma vez que promove a realização precoce do diagnóstico. As desvantagens, por outro lado, incluem resultados falso-positivos, lesões decorrentes da coleta para biópsia, ansiedade associada ao sobrediagnóstico de câncer por resultados alterados falso-positivos e os prejuízos causados pelo sobretratamento de casos que teriam chance de evolução clínica muito pouco provável.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico confirmatório para câncer de próstata consiste na anamnese completa acompanhada da análise do histórico clínico do paciente. A prática do toque retal é um importante procedimento capaz de detectar alterações anatômicas indicativas de malignidade.

O diagnóstico laboratorial é feito pela dosagem de PSA, que é o principal marcador tumoral para neoplasia prostática, associada a exames de imagem, capazes de revelar a presença de tumores, e a outros parâmetros bioquímicos, capazes de refletir a condição geral de saúde do paciente.

Conforme citado para a testagem de HPB, alguns interferentes relativos ao preparo do paciente para a coleta de amostra podem alterar os resultados de PSA obtidos. Além disso, amostra hemolisada também interfere nos resultados para este teste.

A realização de teste rápido pautado em metodologia imunoenzimática de fluorescência para quantificação de PSA em diferentes amostras biológicas, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (resposta emitida pelo analisador em até 10 minutos) e a alta confiabilidade, faz do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

O tratamento medicamentoso deve ser individualizado considerando idade, estadiamento tumoral e respectivo grau histológico, tamanho da próstata, comorbidades, expectativa de vida, anseios do paciente e recursos técnicos disponíveis.

Dentre os fármacos empregados, os bifosfonados são amplamente utilizados e apresentam importante ação terapêutica primária auxiliando na redução da possibilidade de ocorrência de fraturas e eventos hipercalêmicos, além de não apresentarem interação com outras drogas, como outros antineoplásicos, e de serem de fácil aplicação.

Os analgésicos opioides (tramadol, morfina, metadona, fentanil transdérmico e oxicodona) são utilizados em quadros álgicos agudos. Drogas adjuvantes, como antidepressivos tricíclicos, antagonistas NMDA e anticonvulsivantes apresentam grande eficácia no controle da dor neuropática e podem ser administrados junto de outras classes de medicamentos.

Dentre as formas de tratamento não medicamentoso, tem-se:

  • Prostatovesiculectomia radical retropúbica (PTR), que é o procedimento cirúrgico padrão-ouro para a neoplasia localizada.
  • Radioterapia externa (RXT), que consiste no tratamento localizado da doença. Pode ser indicada para pacientes que tenham contraindicação à cirurgia.
  • Radioterapia intersticial (braquiterapia) é uma terapia permanente com sementes radioativas indicada isoladamente aos pacientes com bom prognóstico ou como terapia complementar à RXT em situações de pior prognóstico. Deve ser evitado em casos de tumores volumosos, previamente submetidos a determinados procedimentos cirúrgicos e em próstata pesando menos de 20g.

Em casos de doença metastática, uma vez que a cura é considerada improvável, o tratamento pode ser conduzido através condutas fundamentadas na supressão androgênica, como orquiectomia bilateral (padrão-ouro para casos confirmados de metástase) ou administração de análogos do hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH), de estrógenos ou de antiandrogênicos puros ou mistos (flutamida, nilutamida, bicalutamida, ciproterona).

A adequação alimentar está positivamente associada a prevenção e controle de casos de câncer de próstata, uma vez que determinados componentes naturais encontrados em alimentos, como vitaminas (A, D e E) e minerais (selênio), apresentam potencial atividade protetora.

Acompanhamento

O acompanhamento é fundamental para o adequado manejo terapêutico e para promover melhorias na qualidade de vida do indivíduo com câncer de próstata. A tomada de decisão para encaminhamento e realização periódica de testes, como a dosagem sérica de PSA, cabe ao profissional de saúde em contato com o paciente, visando correlacionar seu estado clínico com os níveis do marcador tumoral para análise de sucesso e eficácia da terapia em andamento.

Além disso, o acolhimento do paciente com câncer é parte integrante do tratamento, uma vez que ele tende a se isolar socialmente e desenvolver quadros depressivos capazes de comprometer a continuidade do processo de cuidado.

Protocolo de atendimento (teste rápido)

fluxograma- teste de PSA
Fluxograma de teste de PSA

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