A reação das farmácias contra o coronavírus

O momento que estamos vivendo é algo que ninguém imaginava até pouco tempo atrás. A crise que o novo coronavírus trouxe a todo o mundo, foi algo inesperado, mas que certamente terá um fim. A sua missão como um farmacêutico é garantir que essa doença não chegue até sua comunidade, amigos e família.

Você presta um serviço essencial à nação, até por isso as mais de 80 mil farmácias espalhadas pelo Brasil não fecharão suas portas. A pergunta que fica é: como superar essa crise e se adaptar ao novo cenário?

É fato que mesmo sendo um serviço essencial, sua farmácia não estará automaticamente imune à crise. Então como se adaptar e ainda ter um modelo de negócios que vá além desse período? Separamos alguma dicas importantes que com certeza te ajudarão a expandir os horizontes para atender a população e se tornar uma referência no seu bairro ou cidade. 

Serviços farmacêuticos são uma ótima fonte de renda e de credibilidade perante à população

Serviços farmacêuticos com propósito e que façam sentido durante a pandemia

É importante que a farmácia nesse momento saiba atrair público oferecendo serviços que impactem sua comunidade e que sejam essenciais à saúde de todos. Vamos trazer alguns insights que ajudarão sua farmácia a se tornar referência durante e após a pandemia.

1. Avaliações e check-ups agendados e exclusivos, com toda segurança para pacientes crônicos que não podem perder o controle de sua saúde

Condições crônicas como hipertensão, diabetes, dislipidemias, obesidade, asma, depressão, tabagismo, hipotireoidismo, entre diversas outras, continuam existindo, a despeito da Covid-19. Esses atendimentos devem ser individuais, de preferência com horário agendado, em um ambiente privativo e seguro da farmácia. Também podem ser feitos em domicílio e até remotamente. 


2. Trabalhe a dispensação programada dos pacientes que tomam vários medicamentos e os ajude a não deixar acabar seus medicamentos

Organize a lista de todos os seus pacientes crônicos, principalmente aqueles que frequentam sua farmácia e tomam 5 ou mais medicamentos. Sincronize o tratamento, para que toda medicação de cada paciente seja dispensada em um único dia. Por último, envie lembretes para seu paciente não esquecer essa data. A dispensação programada é uma forma avançada de relacionamento e fidelização, capaz de garantir boa parte das suas vendas mensais.

3. Ofereça atendimento remoto, para tratamento de problemas menores e sintomas gripais. Pessoas que não podem sair de casa podem contar com sua prescrição farmacêutica

Como atender em tempos de isolamento social? Dê ao seu paciente uma forma de falar com você, sem precisar se deslocar até a farmácia. As pessoas continuam tendo azia, má digestão, diarreia, constipação intestinal, dores nas costas, problemas de pele, cabelos ou unhas, micoses, dificuldades paras dormir, estresse ou ansiedade. Já imaginou se você tivesse mais de 500 protocolos prontos para fazer esse tipo de atendimento? Teria mais segurança e agilidade? Acredite, muitas pessoas se interessariam por esse serviço.

4. Implante seu serviço de vacinação e aplicação de injetáveis agora! Libere sua sala de atendimentos, crie seu diferencial e se torne um ponto de referência para a grande demanda por vacinas que vem por aí

Nas últimas semanas, farmácias já preparadas para vacinação tiveram grande repercussão na mídia, inclusive sendo convocadas pelo Ministro da Saúde para acelerar a campanha de gripe. Foram centenas de milhares de vacinas aplicadas em tempo recorde! Essas farmácias garantiram grande movimento de pessoas, com todas as medidas de segurança, e tiveram enorme repercussão na mídia.

O que você está esperando para fazer o mesmo?

5. Monte seu serviço de atendimento domiciliar. Leve tecnologia e protocolos prontos de atendimento para a casa das pessoas

A assistência farmacêutica domiciliar é prevista em lei desde 2009, quando a Anvisa publicou a RDC 44/2009. Mas o que fazer durante a pandemia do coronavírus? Como cuidar dos idosos, dos acamados, das pessoas com dificuldades de locomoção ou impossibilitadas de ir à farmácia? Para todas você pode oferecer um serviço domiciliar, que pode funcionar, por exemplo, em uma ou duas manhãs da semana. É um serviço especial, para casos especiais. E faz toda diferença.

Essa dicas são apenas um pequeno resumo do que preparamos para você e sua farmácia em nosso mais novo ebook. Lá você encontra todas as soluções de maneira detalhada e terá a oportunidade de seguir estratégias que comprovadamente já foram bem-sucedidas.


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Covid-19: As farmácias devem suspender seus serviços durante a epidemia?

A epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, está produzindo profundas mudanças na rotina e hábitos de consumo de milhões de brasileiros. Isso tem gerado muitas dúvidas nas farmácias sobre seu papel durante a epidemia.

Seria o momento de suspender os serviços farmacêuticos? Com certeza não. Observamos que é chegada a hora de não parar e, pelo contrário, ampliar alguns serviços.

Em 20 de Março de 2020, o governo federal publicou medidas para garantir a aquisição de bens e serviços essenciais à população. Foram assinadas a Medida Provisória nº 926/2020 e o Decreto nº 10.282/2020.

As medidas deram segurança às atividades essenciais, consideradas indispensáveis ao atendimento das necessidades da população, que não podem esperar o fim da pandemia.

Entre elas, os serviços de assistência à saúde e assistência farmacêutica devem preservar seu atendimento à população, ajudando a preservar nosso bem mais precioso: a saúde.

Por isso, farmácias, serviços médicos e hospitalares não fecham as portas.

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Como ficam os serviços farmacêuticos na epidemia da Covid-19

Nas farmácias, é essencial que os serviços farmacêuticos continuem, a fim de dar acolhimento aos pacientes e resolutividade a diversos problemas de saúde. Além disso, a farmácia deve tomar as medidas para proteger seus funcionários e pacientes.

Apesar da epidemia da Covid-19, as pessoas continuam cuidando de suas doenças crônicas, medicamentos, e necessitam, mais do que nunca, acolhimento, avaliação e acompanhamento, a fim de evitarem qualquer ida desnecessária a hospitais e unidades de saúde.

Com o isolamento social, as formas remotas de atendimento (por telefone, chat ou vídeo-chamada) ganharam destaque. Mas situações que requerem consulta presencial continuam existindo. 

Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia ou polimedicados continuam em risco de agravamento ou descompensação, e necessitam redobrar os cuidados para controle de suas condições crônicas.

Como manter o atendimento, com segurança

Confira algumas medidas para prestação segura de serviços farmacêuticos durante a epidemia da Covid-19:

Divulgue um número de telefone

Um número para onde as pessoas possam ligar, se quiseram falar com o farmacêutico. Se possível, ofereça atendimentos remotos também por vídeo, utilizando serviços gratuitos como Skype, Google Hangouts ou mesmo WhatsApp. 

Realize atendimentos presenciais

Faça atendimentos presenciais apenas com segurança, a pessoas que necessitam de procedimentos específicos que não podem esperar, como aplicação de injetáveis, vacinações, procedimentos de exame físico e testes rápidos. Siga os protocolos de higiene e biosegurança.

Trabalhe com horários agendados

A fim de evitar aglomerações, fixe horários para atendimentos de pacientes idosos ou de grupos de risco, reduzindo o número de pessoas que ficam ao mesmo tempo na farmácia.

Na sala de serviços farmacêuticos

Atenda apenas uma pessoa por vez e tome todas as medidas para garantir a segurança do ambiente, com higiene, uso de EPIs e limpeza após cada atendimento. Mantenha a sala limpa e arejada.

No caso de pacientes com sintomas respiratórios

Utilize máscara e luvas durante o atendimento e encaminhe este paciente rapidamente ao serviço médico para avaliação. Todo quadro respiratório pode ser um caso suspeito da Covid-19.

Nas redes sociais da sua empresa

Divulgue as mudanças, incentive as pessoas a continuarem cuidando de seus problemas crônicos de saúde, e a manterem seus tratamentos. Toda ida ao hospital que puder ser evitada, deve ser evitada.

Trabalhe a dispensação programada

Pacientes que utilizam vários medicamentos não podem parar a medicação. Cadastre esses pacientes e combine a melhor data para busca ou envio da medicação, de modo que não parem o tratamento. Uma interrupção abrupta na medicação pode causar crise hipertensiva ou hiperglicêmica, por exemplo.

Maneje problemas menores de saúde

Mais do que nunca, pessoas com sintomas de baixa gravidade devem evitar o serviço médico, seja em hospitais ou unidades de saúde. Farmacêuticos podem atender esses casos, recomendando com segurança tratamentos para sintomas, com medicamentos e produtos isentos de receita médica, e encaminhando casos mais graves.

Divulgue na sua comunidade

Utilize carros de som, panfletos ou outros meios para divulgar os serviços que sua farmácia está prestando durante a epidemia. Mais do que nunca, você deve ir até os pacientes, uma vez que eles não estão vindo até você.

Vacinação

Se você realiza vacinação, esta é a hora de participar ativamente da campanha contra gripe e se aproximar do poder público da sua cidade. Várias farmácias estão participando de campanhas em parceria com as unidades de saúde.

Testes Rápidos

As farmácias, há anos, reivindicam o direito de realizarem testes laboratoriais remotos (TLR). Alguns Estados e Municípios já regulamentaram essa pratica, mas o tema carece de decisão definitiva da Anvisa. O momento é crítico para a expansão desses serviços, pois eles agilizam muito o atendimento de pacientes com problemas. A Organização Mundial da Saúde vem recomendando fortemente o teste rápido para Covid-19 como ação estratégico no combate à epidemia. É uma oportunidade das farmácias fazerem, ainda mais, a diferença. Nesse caso, dependemos de um posicionamento da Anvisa e Ministério da Saúde para uma solução legal definitiva.

As empresas estão em risco, cuide do seu negócio

Com a queda no movimento dos estabelecimentos, intensificar a prestação de serviços se mostra uma estratégia inteligente para manter a proximidade com a comunidade e oferecer acolhimento (presencial e remoto) a quem está sozinho, fragilizado ou necessitando de cuidados. Por isso, veja este movimento também do ponto de vista da saúde do seu negócio.

Serviços de assistência farmacêutica são essenciais para a população. São bons também para os negócios e a manutenção de empregos e renda. É um momento crítico em que o posicionamento da sua empresa pode ser decisivo para os resultados em um curto espaço de tempo.

Coronavírus nas farmácias em imagens ao redor do mundo

As imagens dizem mais. Com a epidemia de coronavírus nas farmácias, profissionais viram sua rotina transformada e tiveram que se adaptar para garantir atendimento e abastecimento a seus pacientes.

A epidemia do COVID-19 teve início na China, mas em apenas 2 meses tornou-se uma pandemia mundial. Os farmacêuticos precisaram aprender rápido sobre a doença e se preparar para falta de produtos e explosão da demanda por atendimento.

Confira abaixo algumas imagens e suas histórias

O pânico fez as máscaras desparecerem e ameaçou o abastecimento de EPIs em toda Ásia. Janeiro/2020. Confira a matéria. (Photo by HECTOR RETAMAL / AFP) (Photo by HECTOR RETAMAL/AFP via Getty Images)
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Farmacêutica em Barcelona – Espanha – Fevereiro de 2020. A Europa preocupada com a pandemia no continente. Confira a matéria.
Na África, busca por máscaras nas farmácias começam a crescer. Países não se sentem preparados para enfrentar uma epidemia. Fevereiro de 2020. Confira a matéria.
Farmacêutico em uma farmácia de Roma – Itália – Março/2020. As farmácias permanecem abertas no país, mesmo no auge da epidemia. Confira a matéria.
Farmacêutica em farmácia do Norte da Itália, durante o período de quarentena. Março/2020. “Nova rotina”. Confira a matéria.
Uma farmacêutica de Milão/Itália conversa à distância com um cliente à porta da farmácia. Durante a quarentena, farmácias e mercados permanecem abertos. Março/2020. Confira a matéria.
Farmácia da Bélgica vendendo máscaras. OMS alerta sobre subida de preços e risco de falta de equipamentos de proteção no mercado. Março/2020. Confira a matéria.
Farmácia na Inglaterra coloca aviso à porta pedindo a clientes com sintomas que não entrem e busquem atendimento pelo sistema de saúde. Março/2020. Confira a matéria.
Farmácias e outros estabelecimentos colocam pontos de álcool gel 70% à porta para clientes fazerem higiene antes de entraram. Reino Unido. Março/2020. Confira a matéria.

Essa história continua…

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Créditos: todas as imagens reproduzidas neste artigo vieram das matérias jornalísticas originais e seus links estão nas imagens. A imagem destaque é do blog https://blog.emania.com.br/.

O papel da farmácia durante a epidemia de coronavírus

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As farmácias são frequentemente o primeiro ponto de contato com o sistema de saúde para muitas pessoas. Este papel deve ser reforçado durante a epidemia de coronavírus. Então, como a farmácia deve proceder?

Este artigo sobre o novo coronavírus está em constante atualização. Última versão: 15/03/2020.

Caso você ainda não esteja familiarizado com o COVID-19 e quais são as medidas efetivas de prevenção e proteção, sugiro que você faça este curso online gratuito sobre o tema. Será uma forma de se aprofundar após a leitura deste artigo.

Confira agora as principais medidas que a farmácia deve tomar.

Entenda as fases da epidemia de coronavírus

A epidemia de coronavírus, o COVID-19, evolui em “fases epidemiológicas”, sendo três fases iniciais, crescentes de gravidade.

A fase 1 da COVID-19 é de “casos importados”, em que há poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia.

A fase 2 epidemiológica é de transmissão local, quando pessoas que não viajaram para o exterior ficam doentes, mas ainda é possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo.

Depois disso, pode ocorrer a fase 3 epidemiológica ou de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e perdemos a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

Fases da epidemia de coronavírus
Fases epidemiológicas iniciais da epidemia do coronavírus.

As medidas de prevenção e proteção devem ser intensificadas quando a epidemia chega à fase 3.

Proteja seus funcionários

O primeiro passo é tomar medidas de prevenção dentro da farmácia, pois um funcionário doente não poderá atender outras pessoas e pode passar o vírus adiante.

As principais medidas são de higiene. Lavar as mãos e o rosto ao chegar na empresa. Manter uso de álcool gel 70% nas mãos frequentemente ao longo do dia. Lavar o uniforme ou jaleco a quente pelo menos duas vezes por semana.

No caso de atendentes e farmacêuticos, é recomendável que utilizem máscara quando estiverem em contato com pessoas com sintomas como tosse, espirros e febre.

Mantenha o ambiente seguro

A limpeza e desinfecção do ambiente da loja é fundamental para conter a disseminação do vírus.

Todas as superfícies, balcão, mesas, objetos, equipamentos, corrimões, maçanetas de porta, entre outros, devem ser desinfectados com álcool líquido 70% várias vezes ao dia.

Grandes áreas como chão, banheiros e pias devem ser limpos todos os dias com detergentes, de preferência contendo cloro ativo, ou solução de hipoclorito 1%, pois isso elimina o vírus.

Mantenha o ambiente arejado, deixando janelas abertas ou ligando ventilador no mínimo duas vezes ao dia, por 30 minutos.

Atenção para a proteção da equipe de limpeza, que deve utilizar luva, óculos de proteção e avental ao lidar com esses produtos químicos.

Padronize o atendimento a pessoas doentes

É esperado que pessoas com sintomas respiratórios busquem a farmácia para atendimento ou compra de medicamentos. A equipe deve estar apta a acolher, identificar, avaliar, orientar e encaminhar esse paciente.

É desejável manter álcool gel 70% disponível na entrada da farmácia, para que todas os clientes limpem as mãos na chegada.

Pessoas que vão à farmácia com sintomas como tosse, espirros e febre podem ter coronavírus, portanto devem ser identificadas e encaminhadas para atendimento separado, pelo farmacêutico.

A sala de serviços farmacêuticos é um bom lugar para esse atendimento, mas cuidado para manter a sala bem arejada e ventilada. Durante o atendimento, mantenha uma distância mínima de 1 metro do paciente.

Se o paciente estiver tossindo, espirrando ou com febre, ofereça uma máscara cirúrgica, se disponível, ou pelo menos lenço de papel. Peça que cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Você, farmacêutico(a), deve utilizar máscara durante esse atendimento.

Já existem testes rápidos para detecção de antígenos e/ou anticorpos do coronavírus. Os testes point-of-care tem seu valor, pois podem auxiliar na identificação de pacientes negativos para coronavírus. Essa triagem pode auxiliar a evitar a superlotação dos sistema de saúde em momentos de pico de casos.

Após atendimento do paciente, limpe a mesa, equipamento, maçaneta e demais objetos utilizados com álcool líquido 70%, pois isso evita contaminação. Descarte corretamente os resíduos.

E se o paciente tiver mesmo suspeita de coronavírus?

Em primeiro lugar, você deve seguir as recomendações do Ministério da Saúde. Acompanhe também as recomendações publicadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma).

Pacientes com sintomas leves de infecção respiratória

Orientar o paciente que vá para casa, permaneça isolado, tomando medidas de autocuidado. Caso ele não possa fazer isso por conta própria, deverá procurar atendimento médico imediatamente para avaliação e obtenção de atestado, a critério médico.

Pacientes acima de 60 anos ou portadores de doenças crônicas.

Mesmo com sintomas leves, devem ser encaminhados para atendimento médico imediatamente. Todos os pacientes devem ser orientados a procurar atendimento médico imediato caso os sintomas persistam ou piorem nas próximas 24 horas.

Pacientes com sintomas moderados e graves de infecção respiratória

Pacientes com sintomas que indiquem maior gravidade, principalmente febre alta persistente há dias e dificuldade em respirar, devem ser encaminhados imediatamente. O Ministério da Saúde mantém uma lista de unidades de referência para este atendimento, geralmente hospitais.

Como você pode se preparar?

Para saber mais, ter acesso a ferramentas e acompanhar o que está acontecendo, acesse nossa página especial sobre coronavírus no Clinicarx clicando na imagem abaixo.

Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia

Com a disseminação do coronavírus no Brasil, diversos tipos de testes rápidos surgiram para identificar o COVID-19 em minutos. Saiba como eles funcionam.

O COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). O período de incubação varia de 2 a 14 dias, sendo de 5 dias em média. Os sintomas surgem após esse período e geralmente persistem por 5 a 7 dias. Após sete dias, começa o período de maior transmissibilidade, isto é, quando as pessoas podem passar o vírus a outras pessoas.

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O processo imunológico de resposta ao coronavírus

Para entender como funciona o teste rápido, você precisa conhecer a história natural da doença, observando a resposta imunológica. Confira na figura abaixo.

Resposta imunológica esperada após contado com o novo coronavírus e manifestação da doença. Imagem gentilmente cedida por ECO Diagnóstica.

Após infecção pelo vírus, a carga viral no organismo aumenta rapidamente em poucos dias. Mas o paciente permanece assintomático, pois ainda está no período de incubação. O vírus pode permanecer incubado durante dias.

Após alguns dias de incubação, surgem os primeiros sintomas, como febre alta (acima de 37, 8 graus) e tosse seca. Esses sintomas duram em torno de 1 semana e o maior risco de complicações respiratórias, como pneumonia, ocorre entre 8 a 9 dias.

Neste momento, o organismo inicia a produção de anticorpos, a fim de combater e, na maioria dos casos, vencer a infecção. O primeiro anticorpo a ter seus níveis aumentados é o IgM e, posteriormente, o IgG.

Testes rápidos Covid-19 na farmácia: pode?

Pode sim. A Anvisa aprovou em 28/04 a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos e antígenos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias. A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia. 

Acesse os documentos relacionados:

RDC 377, publicada no DOU de 29/4/20

Nota técnica nº 97/2020 – Orientação para utilização de testes rápidos para a Covid-19 em farmácias privadas durante o período de pandemia da Covid-19

Nota técnica nº 96/2020 – Orientação para farmácias durante o período de pandemia da Covid-19

Teste rápido para detecção de anticorpos

Testes rápidos que detectam a presença de IgG e IgM não são os melhores para a fase aguda da doença, pois é alta a probabilidade de falso negativo. Isto é, o paciente está com COVID-19, mas ainda não produz anticorpos. O teste rápido dá negativo.

Portanto, testes rápidos de IgG e IgM são indicados para:

Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias. Quanto mais tempo passado do início dos sintomas, melhor a acurácia do teste.

Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas.

Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19, há pelo menos 20 dias.

Por exemplo, uma pessoa que teve sintomas semelhantes ao COVID-19 e se curou pode fazer o teste para saber se teve realmente a doença e se estão imunizados. Com a ressalva de que a presença de IgG não garante imunidade por toda vida, ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade adquirida.

Conhecer quem são as pessoas imunizadas também pode ser determinante durante a epidemia, pois mostra, por exemplo, quem são os trabalhadores e profissionais da saúde que podem continuar na linha de frente, atendendo a população.

Por outro lado, a vantagem do teste de anticorpos é que ele utiliza amostra de sangue total, em torno de apenas 10 uL, facilitando muito sua execução. A amostra é aplicada no cassete e o resultado é observado 10-15 minutos depois, por meio de linhas nos pontos de “teste” e “controle”. A linha colorida no Controle é obrigatória, para se considerar o teste válido.

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2. Reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

O uso de EPIs para coleta também é fundamental, incluindo máscara cirúrgica, luvas, avental, touca e óculos de proteção (ou protetor facial). É um teste seguro para o paciente e o profissional, contanto que este siga as recomendações de higiene e biossegurança.

Por esses motivos, o teste de coronavírus IgG/IgM é o mais indicado ao serviço de cuidado farmacêutico em uma farmácia.

Teste rápido para detecção de antígeno

O teste rápido que detecta a presença de antígeno é útil na fase aguda da doença. Isto é, podem ser feitos em pacientes que iniciam os primeiros sintomas.

Um resultado reagente no teste rápido indica presença do SARS-CoV-2 e precisa ser confirmado no exame laboratorial. Em laboratórios de referência, a testagem padrão-ouro para confirmar o COVID-10 é feita por biologia molecular, rRT-PCR ou qRT-PCR (Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase).

Portanto, o teste rápido de coronavírus antígeno não confirma diagnóstico, sendo válido para triagem de pacientes e correto encaminhamento ao hospital. O teste tem seu valor na atenção primário à saúde pois ajuda também a identificar casos suspeitos, promovendo rápido isolamento.

A desvantagem está na coleta e na amostra utilizada: swab de nasofaringe ou orofaringe. O processo de coleta é um pouco mais complexo, exige treinamento, e o profissional deve estar paramentado, preferencialmente com máscara N95, luvas, macacão e óculos de proteção ou protetor facial.

É um teste mais complexo, recomendado apenas para farmácias que possuam times experientes de farmacêuticos clínicos ou em campanhas articuladas com o poder público.

Testes rápidos para coronavírus na farmácia

Neste momento de epidemia, é esperado que muitas farmácias ofereçam o teste de coronavírus, especialmente de anticorpos. Os testes rápidos Covid-19 nas farmácias podem ser úteis para evitar buscas desnecessárias das pessoas ao sistema de saúde lotado.

Por outro lado, as farmácias devem montar um serviço sério e seguir as normas de qualidade já aplicadas aos demais testes laboratoriais remotos (TLR). Somente assim, é possível contribuir de forma correta para o controle da epidemia.

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Como funciona este serviço na prática?

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Mas um aviso importante, se você não dispõe de um serviço farmacêutico estruturado em sua farmácia, iniciar testagem para coronavírus pode ser temerário. É fundamental que você disponha de estrutura para um serviço completo de TLR (teste laboratorial remoto), incluindo espaço privativo de atendimento e, preferencialmente, suporte de um laboratório clínico vinculado, para emissão de laudo válido para exames feitos em tecnologia point-of-care.

Não se aventure com a prestação de testes rápidos sem isso, pois os resultados podem ser desastrosos.

Interessado em levar testes rápidos Covid-19 para sua farmácia. Tire suas dúvidas e entre em contato com a Clinicarx visitando nossa página especial sobre o assunto.

Coronavírus: transmissão, aspectos clínicos e diagnóstico

coronavirus

Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 27/06/2020.

Coronavírus (COVID-19) é uma infecção viral e respiratória que inicialmente assemelha-se a uma gripe ou resfriado comum e, inclusive, pode evoluir para pneumonia grave e óbito. 

Após o primeiro contato com o vírus, que é denominado SARS-CoV-2, o paciente desenvolve febre que, diferentemente do resfriado comum, aumenta e persiste por 3 ou 4 dias.

Na maioria dos casos, em 80% a 85% os sintomas são leves e moderados, sendo poucos os casos que levam a óbito.

Ainda não há medicamentos específicos para tratar a COVID-19 ou vacina, por isso o melhor cuidado é evitar a exposição ao vírus.

Um resumo do que você encontrará neste artigo:

  • O novo coronavírus (vírus SARS-CoV-2) é o causador da doença COVID-19. 
  • Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade respiratória.
  • O período de incubação varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias em média.
  • A transmissão ocorre principalmente após 7 dias do início dos sintomas, mas já ocorreram casos de transmissão por pessoas assintomáticas.
  • A febre alta é o principal sintoma da doença e persiste por 3 a 4 dias, mas outros sintomas como tosse, dor no corpo, perda do paladar ou olfato e diarreia também são muito comuns.
  • O diagnóstico é clínico, por anamnese e exame físico, exame laboratorial confirmatório e exames diferenciais.
  • O tratamento é sintomático e de suporte. Não existe ainda vacina ou tratamento comprovado que cure a infecção pelo novo coronavírus.

Transmissão

A forma de transmissão do SARS-CoV-2 é semelhante ao da gripe comum, assim como ao de outros patógenos respiratórios.

Ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

A transmissão pode ocorrer inclusive por aperto de mão com pessoas infectadas e contato com objetos e superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. 

Entretanto, a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa o COVID-19 a partir de um pacote que foi movido, transportado ou exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

Assim como é improvável a contaminação a partir de alimentos bem cozidos e corretamente manipulados.

Agente etiológico

Coronavírus (CoV) é uma família de vírus (Coronaviridae) que causa infecções respiratórias. 

Os vírus que pertencem a essa família pertencem, principalmente, a 4 gêneros: alphacoronavírus, betacoronavírus, gammacoronavírus e deltacoronavírus.

Além do SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em 2019, e que pertence ao gênero beta, outros seis coronavírus humanos (HCoV) já foram identificados anteriormente, a saber:

Alphacoronavírus:

  • HCoV-229E
  • HCoV-NL63

Betacoronavírus:

  • HCoV-OC43
  • HCoV-HKU1
  • SARS-CoV
  • MERS-CoV

Histórico da Nomenclatura

Em 30 de janeiro de 2020, a OMS recomendou que o nome provisório do novo coronavírus deveria ser 2019-nCoV.

Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS anunciou que o nome para a doença causada pelo novo CoV seria COVID-19.

No mesmo dia, o vírus foi designado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus como SARS-CoV-2, devido à semelhança do novo vírus com o CoV causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), identificado no final de 2002. Ou seja, o vírus SARS-CoV-2 é o causador da doença COVID-19

Período de incubação do coronavírus

O período de incubação se caracteriza pelo tempo decorrido entre a exposição de um animal ou ser humano a um organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Neste período não há doença e o hospedeiro não manifesta sintomas, pois todo o processo está acontecendo no âmbito celular.

No caso da infecção pelo SARS-CoV-2, este período varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias o período médio de incubação.

Transmissibilidade do coronavírus

É o intervalo de tempo em que há transmissão do agente etiológico para o ambiente, pelo humano contaminado.

A estimativa da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas. 

Dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer também mesmo antes do surgimento de sinais e sintomas e até mesmo por pacientes assintomáticos. 

Medidas de prevenção

As medidas preventivas mais eficazes são:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
  • Manter uma distância mínima de 1 metro de pessoas com sintomas de infecção respiratória, evitando o contato.

A OPAS Brasil divulgou uma imagem educacional útil para você e ler e imprimir para seus pacientes, promovendo educação em saúde.

COVID-19 - Informe-se.

Manifestação clínica

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado comum.

Febre, tosse e dificuldade para respirar são alguns destes sintomas.

Na admissão hospitalar, a febre e a tosse aparecem em mais de 80% dos pacientes, enquanto a dificuldade para respirar aparece em cerca de 30%.

Nos casos mais graves podem ocorrer infecção do trato respiratório inferior e quadros de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até mesmo óbito.

Linfopenia, dor muscular, mal-estar, rinorreia, confusão, dor de garganta, dor no peito, aumento das secreções respiratórias, náuseas, vômitos e diarreia podem ocorrer em pacientes com quadros de pneumonia.

Suscetibilidade e Imunidade

Por se tratar de um vírus identificado recentemente, todas as pessoas são suscetíveis.

Grupos de risco

Pacientes imunodeprimidos, idosos, bem como pacientes com alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) estão mais suscetíveis a contrair a desenvolver as formas graves da infecção por SARS-CoV-2.

Nesse grupo de pacientes a mortalidade é maior, por isso as medidas de prevenção e isolamento domiciliar tornam-se mais importantes.

Em princípio não é possível afirmar se a infecção em humanos que não foram a óbito resultará em imunidade contra novas infecções futuras e se essa imunidade permanece por toda a vida. 

Diagnóstico do COVID-19

O diagnóstico da COVID-19 pode ser dividido em clínico, laboratorial e diferencial.

Diagnóstico clínico

O quadro clínico parece muito com uma gripe comum, entretanto a febre aumenta e persiste por mais de três a quatro dias.

No início da epidemia o histórico de viagem ou contato próximo com pessoas que tinham viajado para áreas de transmissão local era crucial no diagnóstico clínico mas agora o Brasil já é considerado área de transmissão local e esses requisitos não são mais definitivos para o diagnóstico. 

Diagnóstico laboratorial 

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectem o RNA viral do coronavírus em secreções respiratórias.

Para esta detecção é utilizada a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).  Mesmo que laboratórios clínicos possam realizar o exame, uma contraprova é encaminhada para laboratórios de referência.

Testes Rápidos para detecção de anticorpos IgG/IgM não são utilizados como padrão para diagnóstico, mas são úteis para analisar a infecção pregressa e desenvolvimento de imunidade contra a doença.

Caso esteja procurando uma clínica ou farmácia que oferece este serviço perto de você, consulte nosso buscador: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

Diagnóstico diferencial

É imprescindível a realização do diagnóstico diferencial para COVID-19.

As características clínicas não são específicas e podem ser confundidas com infecções causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório, adenovírus e outros CoV, que também ocorrem sob a forma de surtos e podem circular num mesmo local simultaneamente.

Uma dos testes diagnósticos mais importantes é para influenza.

Distribuição da Pandemia de Coronavírus

O surto de coronavírus iniciado em Wuhan na China acelerou exponencialmente desde seu surgimento, em dezembro de 2019, e tornou-se uma preocupação global.

No início de março de 2020 a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.

Pandemia é o termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias.

Existem sites onde é possível acompanhar a evolução do alcance da pandemia praticamente em tempo real.

Um deles é o da plataforma IVIS (Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde) – http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/.

Outro é da Universidade americana “Johns Hopkins” – https://www.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6.

Mantenha a calma

Durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica, visto que atuamos diretamente no trabalho diário combatendo a disseminação da doença.

Sobretudo, é importante realizarmos uma boa gestão emocional, não perdermos o controle em meio a tantas notícias, muitas vezes alarmistas.

Da mesma forma, estabeleça um bom relacionamento interpessoal e mantenha uma atitude positiva e otimista sobre a situação.

Busque garantir um sono adequado e uma dieta equilibrada, pois isso ajuda a fortalecer a imunidade.

Pratique atividades físicas e tente relaxar.

Evite assistir, ler ou ouvir notícias que possam causar ansiedade ou estresse. 

E acima de tudo mantenha-se informado por fontes confiáveis e siga as orientações fornecidas por entidades responsáveis, como o Ministério da Saúde.

7 pilares para serviços de Testes Laboratoriais Remotos (TLR)

tlr

Os Testes Laboratoriais Remotos (TLR) são definidos como testes fisiopatológicos realizados no local ou no momento do cuidado ao paciente e auxiliam os profissionais da área da saúde a tomar decisões imediatas a respeito da saúde do paciente.

Podem ser realizados em diferentes ambientes como clínicas médicas e farmacêuticas, ambiente hospitalar ou domiciliar e até mesmo em campanhas de saúde pública.

A ampliação da disponibilidade de TLRs no mercado é uma tendência mundial e busca alterar a forma como a população tem acesso a diversos exames laboratoriais. O TLR coloca o paciente no centro do cuidado.

As farmácias, como centros de saúde, podem utilizar essa metodologia para ampliar os serviços que disponibilizam para a população.

Pelas normas vigentes, a realização de Testes Laboratoriais Remotos em qualquer unidade de saúde precisa estar vinculada a um laboratório de análises clínicas. É importante que este laboratório tenha expertise na área de TLR para que o serviço
que você oferecerá na sua unidade de atendimento seja de qualidade.

Mas nem tudo são flores. Oferecer um bom serviço de TLR não é tarefa das mais simples. Por isso, nós elencamos 7 pilares fundamentais para a realização de um serviço de qualidade e você pode conhecê-los a seguir:

1. Gerenciamento da Informação

Para disponibilizar TLR em sua unidade de atendimento é preciso realizar o gerenciamento da informação, ou seja, registrar os dados de cada paciente atendido, seu estado de saúde no momento do atendimento, medicamentos utilizados com frequência, outros resultados de exames realizados anteriormente e outras informações que ele possa fornecer enquanto é atendido.

É muito importante que você tenha uma plataforma digital que gerencie todos esses dados.

2. Equipamentos e Insumos

Um dos fatores importantes no processo de TLR é a utilização de equipamentos e insumos que sejam de qualidade comprovada.

A metodologia de cada equipamento também é importante, tendo em vista que ela poderá definir entre resultados qualitativos (reagente ou não reagente) e quantitativos (valor numérico).

Vale a pena lembrar que apenas equipamentos e insumos registrados na ANVISA podem ser utilizados para a realização de testes rápidos.

3. Padronização do Atendimento e Exames

É preciso padronizar a realização dos exames para garantir a qualidade do processo. Essa padronização só é atingida com um bom processo de treinamento e atualização dos responsáveis pelo atendimento.

Além disso, a realização de um testes rápido deve ser feita no contexto do cuidado do paciente. Isto é, um bom protocolo de TLR deve considerar o acolhimento da demanda, critérios de inclusão, questões de anamnese, interpretação, condutas e critérios para encaminhamento do paciente.

4. Treinamento e Atualização

Um dos pilares fundamentais na realização de Testes Laboratoriais Remotos. Todos os profissionais que atuam com TLR precisam passar por um treinamento abrangente antes de iniciar os trabalhos e precisam estar em constante atualização para garantir um bom funcionamento desse serviço. Além disso, são necessários novos conhecimentos sobre o setor laboratorial e os exames realizados.

5. Suporte e Assessoria Técnica/Científica

Quando temos dúvidas precisamos recorrer a alguém que nos dê suporte ou assessoria, não é mesmo? Se você quer implantar um serviço de TLR em sua unidade de atendimento, precisa estar atento a este pilar. O laboratório precisa ter uma equipe de suporte e assessoria que consiga te auxiliar quando tiver dúvidas durante a realização dos exames.

6. Garantia da Qualidade

Os Testes Laboratoriais Remotos precisam passar por processos que garantam a qualidade de cada exame realizado. A RDC 302/2005 exige que o laboratório realize o Controle Externo da Qualidade, isto é, envie os resultados das suas análises para um avaliador externo verificar a qualidade de cada um deles. Além disso, é preciso que o laboratório tenha controle dos lotes, verificando sua validade e garantindo que apenas lotes aprovados internamente possam ser utilizados.

7. Laudo Laboratorial

Para fechar a nossa lista dos 7 pilares, nós temos a cereja do bolo: o laudo laboratorial. O laudo precisa ser assinado pelo responsável técnico do laboratório e pelo profissional que realizou o exame no momento do atendimento ao paciente.

Além disso, o cliente tem o direito garantido por lei de entender tudo o que ele está recebendo. 

É preciso que o laudo seja simples e intuitivo para auxiliar profissionais da saúde a tomar medidas rápidas para garantir ou promover a saúde do paciente, e que auxilie os pacientes a entender cada vez mais sobre a seu estado de saúde atual.

Testes Rápidos Clinicarx

Clinicarx é a maior Plataforma de Serviços Farmacêuticos do Brasil. Auxilia farmácias e farmacêuticos a implantarem serviços que agregam valor ao negócio e auxiliam milhões de brasileiros.

Com o serviço de Testes Rápidos da Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central e assim obter um laudo laboratorial de qualidade para entregar ao seu paciente. 

Ilustração de quantos farmacêuticos usam Clinicarx

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Como a farmácia aumenta seu faturamento com serviços farmacêuticos

como a farmácia ganha dinheiro com serviços farmacêuticos

Os serviços farmacêuticos tem sido uma grande tendência das farmácias e drogarias brasileiras nos últimos anos. Milhares de empresas tem investido em estrutura física, equipamentos e treinamento de profissionais a fim de ofertar novos serviços a seus clientes.

Para que essa tendência se solidifique, porém, é fundamental que os serviços sejam sustentáveis do ponto de vista econômico.

Em outras palavras, serviços de assistência farmacêutica precisam ter alta qualidade e o paciente deve receber bons cuidados em saúde. Isso não se discute. Mas profissionais e empresas precisam também gerar receita e obter lucro dessa operação.

Quais serviços as farmácias estão implantando para aumentar seu faturamento?

Existe um amplo leque de serviços de saúde que podem ser prestados na farmácia e eles não são todos iguais. Por isso, deve-se pensar em “mix de serviços“, numa lógica semelhante ao “mix de produtos” que uma loja possui. Maior mix geralmente significa maior rentabilidade.

A seguir vamos analisar 5 tipos de serviços que estão agregando valor ao negócio de muitas empresas. Para calcular o impacto financeiro dos serviços, vamos considerar uma farmácia que atende 3 mil clientes por mês, com uma meta de conversão de apenas 10% para cada serviço farmacêutico, isto é, 300 pacientes.

#1 Serviços farmacêuticos básicos

São serviços de avaliações de saúde, pequenos check-ups e procedimentos assistenciais básicos. Exemplos incluem a medida da pressão arterial, testes de glicemia, aplicação de injetáveis, colocação de brincos, pequenos curativos, entre outros. São serviços cobrados diretamente do paciente.

Esses serviços geralmente possuem ticket-médio menor (por volta de R$ 9,70) porém maior volume e boa margem (~80%). Por isso, são fundamentais para a saúde financeira de um negócio baseado em serviços. Serviços básicos geram dinheiro novo para a farmácia.

Em uma farmácia que realiza 300 serviços básicos/mês (10% de conversão sobre 3 mil clientes), essa categoria gera um faturamento mensal novo da ordem de R$ 2.910,00, com uma margem em valor de R$ 2.328,00. 

Para ampliar o alcance (e o faturamento), é fundamental ampliar esse leque de serviços básicos, incluindo medidas corporais, bioimpedância, controle da asma, avaliação de saúde mental, avaliação à gestante, controle do tabagismo, entre outros.

Várias dessas avaliações são aplicadas a pacientes crônicos para fim de acompanhamento do tratamento, por isso são um complemento perfeito para os serviços farmacêuticos agregados, como a consulta farmacêutica e a dispensação programada, como veremos a seguir.

#2 Consulta farmacêutica

Na consulta farmacêutica, o objetivo é atender de forma proativa necessidades dos pacientes relativas aos MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição Médica), suplementos alimentares, nutrição, dermocosméticos, nutricosméticos, fitoterápicos e, até mesmo, fórmulas magistrais. Para funcionar, é necessário contar com protocolos que orientem a prescrição farmacêutica.

Segundo números de mercado de 2020, uma venda consultiva de produtos para diversas categorias isentas de receita médica gera um ticket-médio adicional de R$ 14,60 à cesta do paciente, com uma margem de 30%. Com apenas 300 atendimentos/mês, isso significa um faturamento adicional de R$ 4.380,00, com margem em valor de R$ 1.314,00. Importante lembrar que isso é faturamento novo, pois baseia-se em conversões que não aconteceriam se não houvesse a consulta farmacêutica.

#3 Dispensação programada e acompanhamento

Da mesma forma, aumentar a adesão ao tratamento em pacientes que tomam vários medicamentos pode produzir um enorme impacto nas vendas da farmácia. Esse é um raciocínio um pouco mais complexo, por isso acompanhe.

Diversos estudos, no Brasil e no exterior, mostram que a adesão ao tratamento de uso contínuo é da ordem de 50%, um número muito baixo. Isso significa que os pacientes crônicos da sua farmácia não estão retornando e não estão utilizando os medicamentos de forma completa, conforme prescritos.

Para mudar esse número, trabalhamos com a dispensação programada de medicamentos e acompanhamos a evolução do tratamento do paciente.

Em outras palavras, você precisa gerenciar a carteira de pacientes que fazem vários tratamentos, garantindo que eles adquirem a quantidade correta de medicamento todos os meses, e agendar seus retornos, com envio automático de lembretes. Esta é uma forma de promover adesão ao tratamento, melhores resultados de saúde, fidelidade e vendas, mês após mês.

Para calcular o impacto disso no faturamento, vamos considerar uma carteira de apenas 300 pacientes que precisam adquirir 5 medicamentos por mês. Considerando um preço-médio de R$ 32,50 por produto, isso leva a um ticket-médio de R$ 162,50/paciente, um faturamento potencial de R$ 48.750,00/mês. Isso com apenas 10% dos clientes da sua farmácia!

O problema é que esses pacientes não fazem o tratamento completo, tampouco você pode garantir que eles adquirem seu tratamento todos os meses na sua farmácia. Portanto você não tem esse faturamento.

Considerado a adesão média de 50%, é esperado que você esteja atingindo apenas metade disso, isto é, R$ 24.275,00/mês. Você está perdendo metade do seu faturamento potencial.

Com dispensação programa e acompanhamento, porém, você pode aumentar a taxa de adesão nesse grupo especial de clientes, que representam uma grande fatia do faturamento da sua farmácia.

Digamos que você aumente essa adesão apenas de 50% para 75%. Isso gera um ticket-médio adicional de R$ 40,63 por paciente. Em 300 clientes, isso significa um faturamento novo de R$ 12.189,00/mês. Um crescimento de 50% no faturamento dessa carteira.

Somente esse movimento pode trazer um faturamento novo para sua farmácia de mais de R$ 146.000,00/ano. É um mês inteiro de faturamento, na média das independentes, sem precisar adquirir nenhum novo cliente, apenas trabalhando sua base já existente!

Mas isso não para por aí, ainda temos os serviços avançados, como os testes laboratoriais remotos (TLR) e a vacinação.

#4 Testes Laboratoriais Remotos (TLR)

Os TLR, também chamados apenas de “Testes Rápidos”, são exames feitos em dispositivos ou equipamentos portáteis, geralmente utilizando sangue capilar, que fornecem resultados em minutos.

Já existem mais de 25 exames desse tipo que podem ser feitos por farmacêuticos no consultório ou na farmácia. Exemplos incluem o Beta-HCG, perfil lipídico, hemoglobina glicada, PSA, dengue, HIV, entre muitos outros.

Segundo análise de mercado, o ticket-médio de um TLR no Brasil é de R$ 39,00 (dados de 2019), com uma margem média de 40%. Aplicando novamente uma conversão de 10% da sua carteira de clientes, 300 atendimentos, isso significa um faturamento novo de R$ 11.700,00/mês, com margem em valor de R$ 4.680,00/mês.

Além dos TLR, as vacinas também trazem um resultado impactante para a farmácia.

#5 Vacinação

A vacinação nas farmácias agrega valor tanto na venda direta do produto (vacina) como na prestação do serviço (gesto vacinal). É preciso precificar ambos.

Existem dezenas de vacinas no mercado brasileiro, sendo algumas mais acessadas pela população, de todas as idades, por meio dos serviços privados. Os “carros-chefe” da vacinação nas farmácias incluem a influenza (gripe), pneumocócicas, HPV, meningocócicas, hexavalente, entre outras.

Segundo análise de mercado, o ticket-médio da vacinação é de R$ 96,00, com uma margem média de 40%, incluindo o preço da aplicação (gesto vacinal) e a margem do produto.

Sendo um serviço mais específico, vamos considerar apenas 150 aplicações/mês, uma conversão de 5% da sua carteira mensal de clientes. Isso em uma média anual, pois é esperado um maior movimento na época da campanha de vacinação contra gripe e menor nas demais estações.

Dessa forma, a vacinação pode gerar um faturamento novo da ordem de R$ 14.400,00/mês, ou R$ 172.800,00/ano para sua farmácia.

Então, como as farmácias aumentam o faturamento com serviços farmacêuticos?

Entendendo o mix de serviços e o potencial de cada um, vamos reunir as contas e chegar ao faturamento potencial total.

Serviços Básicos – R$ 2.910,00/mês
Consulta Farmacêutica – R$ 4.380,00/mês
Dispensação Programada – R$ 12.189,00/mês
Testes Rápidos – R$ 11.700,00/mês
Vacinação – R$ 14.400,00/mês

Total Mensal – R$ 45.579,00
Total Anual – R$ 546.948,00

Para simular o impacto na sua farmácia, você pode também criar outros cenários. Por exemplo, uma conversão de 2,5%, 5% ou até 15% da sua carteira mensal de clientes.

Observando esses números e calculando o investimento necessário para organizar o espaço físico, ativar uma plataforma digital de serviços e comunicar/divulgar isso aos clientes, você poderá chegar no cálculo do retorno sobre o investimento (ROI).

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Conclusões

A concorrência cresce a cada dia. As farmácias estão se reinventando e mudando de forma acelerada. O comportamento do consumidor também está mudando. É preciso inovar.

Como vimos, investir em serviços farmacêuticos é uma tendência que veio para ficar e é uma ótima forma de diferenciar sua farmácia e trazer um novo faturamento.

Portanto, da próxima vez que alguém lhe disser que serviços farmacêuticos possuem um alto investimento e não dão retorno financeiro, mostre esses cálculos. Só você pode tomar a melhor decisão do seu próprio negócio.

Pense nisso. Boa sorte e conte conosco!

 

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Planilha para cálculo de custos e precificação de serviços farmacêuticos

Conheça a legislação aplicada ao consultório farmacêutico

Muitas farmácias e profissionais independentes tem investido na estruturação de consultório farmacêutico e na prestação de serviços farmacêuticos.

Segundo dados da Abrafarma, somente nas grandes redes já são mais de 3 mil consultórios instalados em todo país, que realizaram mais de 5 milhões de atendimentos entre 2017 e 2019.

Uma dúvida recorrente de muitos profissionais na hora de montar seu consultório farmacêutico é sobre a legislação, pois muitas perguntas surgem:

Que normas devem ser seguidas?

Quais são as resoluções da Anvisa?

O Conselho Federal de Farmácia autoriza?

Confira a seguir as principais legislações que você deve seguir para seu consultório farmacêutico não ter problema com a fiscalização.

Legislação sanitária do consultório farmacêutico

Brasil. Lei Federal nº 13.021/2014.

Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. É a lei maior da atividade farmacêutica no país, considerada por muitos a “lei do ato farmacêutico”. Como destaque nesta lei estão a autorização de aplicação de vacinas na farmácia e a obrigatoriedade da prestação de acompanhamento farmacoterapêutico ao paciente.

Anvisa. RDC nº 197, de 26 de dezembro de 2017.

Dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação humana. É uma norma que se aplica tanto a farmácias como clínicas, sendo um marco na liberação de serviços de vacinação, pois permite a responsabilidade técnica por enfermeiros e farmacêuticos. A norma deixa a cargo dos conselhos profissionais decidirem a competência da profissional para assumir RT de vacinação.

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Anvisa. Nota Técnica GRECS/GGTES 01/2018.

Perguntas e Respostas – RDC 197/2017 (serviços de vacinação). Esta nota técnica é muito útil para consultório farmacêutico, especialmente em farmácia, pois orienta que os serviços farmacêuticos e a vacinação podem ocorrer na mesma sala de atendimento.

Anvisa. RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002.

Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Esta norma é antiga e complicada, mas está sob revisão da Anvisa. Ela define aspectos de estrutura física do consultório farmacêutico, como metragem, ponto de água, entre outros critérios.

Anvisa. RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009.

Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Esta é a norma clássica dos serviços farmacêuticos em farmácias, mas também está sob revisão da Anvisa. O consultório farmacêutico aparece descrito como “ambiente destinado aos serviços farmacêuticos”.

Anvisa. RDC nº 63, de 25 de novembro de 2011.

Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde. Esta é uma norma pouco conhecida dos farmacêuticos, com impacto principalmente para o consultório farmacêutico localizado em clínicas ou de forma independente.

Anvisa. RDC nº 302, de 13 de outubro de 2005.

Dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos. Apesar desta norma ser específica de laboratórios, caso você venha a oferecer testes laboratoriais remotos (TLR) em sua farmácia, deverá seguí-la. Por exemplo, possuindo vínculo com laboratório externo para emissão de laudos de testes rápidos.

Legislação profissional do consultório farmacêutico

Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 585 de 29 de agosto de 2013.

Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências. Esta norma é referência e é um marco para a profissão farmacêutica. Define os direitos e deveres do profissional no cuidado ao paciente e oficializa o próprio conceito de “consultório farmacêutico” no Brasil.

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Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 586 de 29 de agosto de 2013.

Regula a prescrição farmacêutica e dá outras providências. Esta norma também é muito importante e um marco, pois oficializa o ato da prescrição farmacêutica no país. Útil para entender os limites e possibilidades desta prática.

Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 654 de 22 de fevereiro de 2018.

Dispõe sobre os requisitos necessários à prestação do serviço de vacinação pelo farmacêutico e dá outras providências. Esta norma é específica se você quiser fazer vacinação em seu consultório farmacêutico, pois define as exigências de capacitação específica e averbação junto aos conselhos regionais de farmácia.

Além da legislação

Montar um consultório farmacêutico pode mudar sua carreira e sua vida, mas também pode ser mais complicado do que apenas seguir a legislação. Um consultório é, na verdade, um negócio, por isso precisa entregar valor ao paciente e ser sustentável financeiramente.

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Boa sorte!

Conheça a vacina contra Herpes-Zoster

A herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus da varicela no corpo, causando erupções cutâneas dolorosas. A doença é chamada também de cobrão ou cobreiro. Ela pode surgir um qualquer idade, mas a ocorrência aumenta principalmente a partir dos 60 anos. Felizmente, é uma doença que pode ser evitada por vacinação, por isso é importante conhecer mais sobre a vacina contra Herpes-Zoster.

Quem pode desenvolver Herpes-Zoster?

Qualquer pessoa que teve catapora pode desenvolver a herpes zóster, e as causas que levam à reativação do vírus ainda são desconhecidas. Essas “bolhas” ou pequenas feridas na pele surgem geralmente na região do tronco, põem durar semanas e desaparecem sozinhas. Apesar dessa resolução espontânea, o maior problema é a dor associada às lesões. É a chama “nevralgia do herpes-zóster”, ou nevralgia pós-herpética. Essa dor na região das lesões pode durar meses ou mesmo anos após a cicatrização das erupções cutâneas.

Lesões características de Herpes-Zoster. Crédito pela imagem: Google.

Para muitas pessoas, esse quadro doloroso pode interferir nas atividades diárias normais, como caminhar e dormir, e nas atividades sociais. Perceba então que a infecção, apesar de não estar associada à mortalidade elevada, como o tétano ou a raiva, apresenta morbidade significativa, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Como é o tratamento da Herpes-Zoster?

O tratamento da herpes zóster inclui uso de analgésicos e antivirais, como o aciclovir ou valaciclovir. Tanto a vacina da catapora ou varicela, tomada na infância, como a vacina contra zóster, tomada na idade adulta, podem minimizar o risco de desenvolver a doença.

A partir de que idade é recomendada vacina contra Herpes Zóster?

A vacina está indicada para pessoas a partir dos 50 anos, mas o calendário da SBIM recomenda vacinação em homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Como já dito, a herpes zóster é causada pela reativação do vírus chamado varicela zóster, o mesmo que causa a catapora. Portanto, todo adulto que teve varicela apresenta risco de ter herpes-zóster. E esse risco aumenta progressivamente com o avançar da idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes-zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida, mas nas pessoas com 85 anos ou mais, por exemplo, a prevalência pode ultrapassar 50%.  

Por isso, é recomendado que os idosos recebam a vacina, independentemente de já terem tido ou não um episódio de zóster.

Qual é a eficácia da vacina?

Um grande estudo randomizado, controlado, com mais de 30.000 adultos, com finalidade de avaliar a eficácia e segurança da vacina indicou uma redução no risco de herpes zóster em 51% e no risco de nevralgia pós-herpética em 67%.  Isto é, a vacina reduz a chance de ter a doença pela metade. As maiores respostas imunológicas são observadas após seis semanas da aplicação da vacina.

Naquelas pessoas que, mesmo após vacinação, desenvolveram herpes-zóster, a vacina reduziu significativamente a dor relacionada ao herpes-zóster em comparação ao placebo. No período de acompanhamento de 6 meses, houve redução de 22% na pontuação de gravidade da dor.

Quais são as reações adversas e contraindicações?

A vacina apresentou um bom perfil de segurança. Ela pode ser administrada sem problemas em idosos com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou doença pulmonar crônica.

As principais reações adversas foram leves e autolimitadas. À exceção das reações no local da aplicação, como dor, vermelhidão e prurido, que ocorreram em até 30% dos pacientes, as reações sistêmicas, como febre, sintomas respiratórios, diarreia e cansaço foram pouco prevalentes e acometeram de 1% a 1,5% dos pacientes.

Com relação às contraindicações, a vacina não deve dada em pessoas com alergia conhecida à neomicina, pois a vacina contem traços de neomicina, o que pode desencadear uma resposta alérgica.

Também não deve ser administrada em pacientes imunodeprimidos, seja por doenças como HIV ou câncer, ou pelo uso de imunossupressores, incluindo glicocorticoides por via oral em doses elevadas. Não há problema, contudo, em administrar a vacina em usuários de corticoides tópicos ou por via inalatória. Por fim, Deve ser considerado adiamento da vacinação em caso de febre acima de 38,5°C.

Qual é a composição da vacina e como deve ser administrada?

A vacina herpes zoster (atenuada) é uma preparação liofilizada da cepa viva atenuada do Vírus da Varicela Zoster, da cepa Oka/Merck. O nome de marca da vacina no mercado brasileiro é Zostavax, medicamento produzido pela MSD.

A vacina contra Zóster tem a mesma composição da vacina da varicela, dada na infância, porém com conteúdo do agente imunizante cerca de 14 vezes maior.

Após reconstituída, a vacina não pode ser congelada e deve ser aplicada imediatamente, para minimizar a perda de potência. Se ela não for aplicada em até 30 minutos, deve ser descartada.

Ela é administrada em uma dose única injetável, por via subcutânea. A proteção produzida pela vacina dura por anos, por isso atualmente não é indicada revacinação. A vacina é dose única.

Ela pode ser administrada concomitantemente com a vacina influenza e com a pneumocócica, mas em seringas separadas. Isto é, não devem ser misturadas.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Baixe agora o checklist para implantação de serviços de vacinação

Vacina do HPV: entenda como funciona

vacina hpv

O HPV é um vírus sexualmente transmissível que provoca verrugas ano-genitais em homens e mulheres. A infecção viral é responsável também por praticamente todos os casos de câncer do colo do útero e podem causar também outros tipos de câncer. Felizmente, é possível prevenir essas doenças por vacinação, por isso é importante entender como funciona a vacina do HPV.

Quais as vacinas disponíveis no mercado para o HPV?

No Brasil estão disponíveis dois tipos: a bivalente, com ação contra os tipos 6 e 18 do HPV e a quadrivalente, com ação contra tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD)

A vacina bivalente está disponível nas clínicas e farmácias para administração em meninas e mulheres a partir de 9 anos de idade. Já a vacina quadrivalente está no SUS através do Programa Nacional de Imunização (PNI), para meninas entre 9 e 13 anos, e nas clínicas e farmácias para meninas e mulheres, de 9 a 45 anos, e meninos e jovens, de 9 a 26 anos.

É isso mesmo, homens de 9 a 26 anos também podem se vacinar contra o HPV! Lembre-se que essa é uma importante maneira de interromper a cadeia de transmissão do vírus e evitar vários tipos de câncer.

Existe alguma nova vacina do HPV sendo lançada?

Recentemente foi aprovada uma vacina nonavalente, chamada Gardasil 9, que pode ser utilizada por mulheres com idade entre 9 e 26 anos e meninos com idades entre 9 e 15 anos. Ela oferece proteção mais ampla na prevenção das infecções cervicais, vulvar, vaginal e câncer anal causadas por HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, e para a prevenção de verrugas genitais provocadas pelos tipos de HPV 6 ou 11, resultando em um potencial de 90% de prevenção.

Quais são os esquemas de vacinação recomendados?

Segundo o calendário da SBIM, para meninos e meninas entre 9 e 15 anos de idade são recomendadas duas doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre elas. A vacina HPV4 é licenciada para ambos os sexos, e a HPV2 é licenciada apenas para o sexo feminino. Para adolescentes e adultos acima de 15 anos não vacinados anteriormente são recomendadas 3 doses.

No SUS, em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, o calendário prevê 2 doses (seis meses de intervalo entre as doses).

Quais seriam os cuidados especiais ao administrar essa vacina?

Foram muitos os casos de manifestações de pacientes, com possíveis efeitos adversos, após a administração em larga escala da vacina no Brasil alguns anos atrás. De fato, casos de sincope e desmaio podem ocorrer com a aplicação de qualquer vacina, principalmente em adolescentes e jovens. Isso foi observado com a vacina quadrivalente do HPV. Portanto, as pessoas vacinadas devem ser observadas com atenção por aproximadamente 15 minutos após a administração da vacina.

Com relação às precauções, a vacina pode ser administrada em caso de febre baixa ou infecções respiratórias de baixa gravidade, no entanto essa é uma decisão do clínico. Pode-se também aguardar que os sintomas passem e após alguns dias fazer a vacinação. Outros perfis de pacientes que só devem receber a vacina sob cuidados médicos incluem imunosuprimidos, incluindo HIV positivos, e aqueles pacientes com distúrbios de coagulação.

A vacina do HPV é considerada risco B na gestação, e por isso pode ser dada a gestantes. Em mulheres amamentando, não se sabe se os antígenos da vacina ou os anticorpos induzidos pela vacina são excretados no leite humano, portanto a vacina só deve ser dada sob responsabilidade do médico.

A vacina pode ser administrada de forma concomitante à vacina contra Hepatite B, em seringas e locais separados. E por falta de estudos, não se recomenda administração conjunta com outras vacinas, como por exemplo, vacinas contra difteria, tétano, sarampo ou rubéola.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Vacinação: descubra a importância de usar uma plataforma para esse serviço

plataforma de vacinação

Sabemos como é a rotina de um farmacêutico e o tamanho da sua responsabilidade. Por isso, pensamos em facilitar sua rotina de trabalho! Quando o assunto é serviço de vacinação, é necessário que seja prestado de forma segura e organizada.

E é isso que vamos te entregar: segurança e organização. Melhor ainda… de forma prática e automática!

Quer saber como? Você pode começar do zero, que nós iremos te guiar em todo o seu procedimento.

Confira abaixo os fatores essenciais que entregamos para o seu serviço de vacinação:

Segurança na aplicação da vacina

A partir de agora, você não precisará mais se preocupar com dúvidas e incertezas.

    • Nossa plataforma entrega de forma totalmente automática todas as vacinas recomendadas para o paciente, de acordo com seu perfil, conforme o calendário vacinal da SBIM e do SUS.
    • Nós sugerimos as vacinas que são permitidas serem aplicadas, com base no perfil do paciente.
    • Nós guiamos sua anamnese no momento da aplicação, com todas as contraindicações da vacina para você orientar seu paciente.
    • Nós temos todas as vacinas existentes no mercado cadastradas no sistema, com informações técnicas de aplicação e dicas práticas.

Organização e praticidade 

Você está sempre ocupado com a papelada e não dedica tempo suficiente para cuidar do seu paciente da forma como ele merece?

    • Nós organizamos uma carteira de vacinação onde constam quais vacinas o paciente já tomou, quais doses faltam para ele tomar, e assim, você poderá fazer a orientação necessária.

    • Nós guiamos você durante todo o procedimento, com informações técnicas de vacinação, sobre como avaliar o paciente, local de aplicação recomendado e possuímos todos os tipos de vacinas padronizados dentro da plataforma.

    • Ao final do atendimento, nós te entregamos a declaração de serviços farmacêuticos (DSF) de forma automática com todas as informações necessárias, e assim, você poderá entregar ao seu paciente.

    • Com a nossa plataforma, você poderá imprimir a carteira de vacinação do paciente, contendo todas as vacinas tomadas por ele na rede.

    • Além disso, poderá imprimir as vacinas recomendadas dos calendários SBIM e Ministério da Saúde, de acordo com o perfil do paciente. Assim você poderá orientar o paciente sobre qual dose ele deverá tomar no futuro.

Resultados do serviço de vacinação

Não basta você realizar o serviço de forma ideal, você precisa registrar tudo!

Com a nossa plataforma, você terá relatórios e indicadores de todas as vacinas que foram aplicadas, com todos os dados obrigatórios que a vigilância sanitária pede. É importante que você não tenha problemas com a Anvisa, certo?

Além disso, irá agregar ainda mais na rentabilidade da sua farmácia!

Confira as farmácias que já descobriram a importância da nossa plataforma no serviço de vacinação:

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Conheça os benefícios dos serviços farmacêuticos para a farmácia

serviços farmacêuticos

Os serviços farmacêuticos são uma tendência importante do mercado farmacêutico, que vem crescendo nos últimos anos. Para ficar por dentro desse movimento, é importante conhecer seus benefícios dos serviços e por quê tantas farmácias estão aderindo a este modelo.

O maior valor que uma farmácia pode entregar a seus clientes não são medicamentos ou produtos de higiene e beleza. A simples venda de produtos tem se tornado uma commodity o que leva a uma guerra de preços e torna mais difícil se diferenciar da concorrência. Em resposta a isso, o maior valor que uma farmácia pode entregar é a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida daqueles que buscam seus produtos e serviços. Esses são benefícios dos serviços. Isso muda a experiência do cliente e aumenta a rentabilidade do negócio.

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“E uma das formas mais poderosas de entregar esse valor para nossos clientes está nos serviços farmacêuticos.”

– Cassyano Correr

A partir de 2014, com a Lei Federal 13.021, as farmácias passaram a ter mais autonomia para fazer atendimentos clínicos específicos em seus estabelecimentos e com isso um novo mercado se abriu diante delas. Além disso, as Resoluções 585/2013 e 586/2013 do Conselho Federal de Farmácia, criaram uma base sólida que ampliou as atribuições clínicas dos farmacêuticos.

 

Além de beneficiar a saúde dos pacientes, os serviços farmacêuticos geram uma nova fonte de receita para a farmácia. Tanto pela cobrança direta pelos serviços, como agregando às vendas, pela fidelização de clientes ou recomendações de produtos e tratamentos, conforme necessidades específicas dos pacientes, são benefícios dos serviços são vários.

 

Mas o que são serviços farmacêuticos?

 

Serviços farmacêuticos são um conjunto de serviços de natureza clínica, prestados pelo farmacêutico na farmácia, capazes de auxiliar as pessoas na promoção e proteção da saúde, detecção de riscos, autocuidado, adesão e acompanhamento dos tratamentos.

 

Em 2019, segundo dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma), aproximadamente 4 milhões de atendimentos clínicos foram realizados em mais de 2.000 farmácias que já aderiram a este novo modelo. A expectativa para os próximos anos é que este número cresça de forma significativa, com potencial de receita direta que pode se aproximar de 100 milhões de reais. Isso demonstra que a receptividade deste novo modelo tem sido muito boa, tanto por parte das farmácias quanto dos pacientes.

 

Atendimento Farmacêutico na Farmácia. Cortesia da Imagem: Rede Drogal (SP).

 

Atendimento Farmacêutico na Farmácia. Cortesia da Imagem: Rede Drogal (SP).

👉O que mais de 5 mil farmacêuticos do Brasil estão fazendo, menos você? 👀 Descubra aqui.

 

Como a saúde ganha com os serviços farmacêuticos?

 

A saúde continua sendo, ano após ano, uma das maiores demandas da população. A farmácia encontra-se em um ponto estratégico para oferecer soluções nessa área, que vão além da simples entrega de produtos. O sistema de saúde carece cada vez mais de melhores cuidados primários em saúde e as farmácias estão em uma posição estratégica para suprir parte dessa necessidade.

 

Prevenção e Vacinas

 

No campo da prevenção, por exemplo, a oferta de serviços de vacinação nas farmácias pode ampliar a cobertura vacinal dos brasileiros. Estudos mostram que 70% dos adultos relatam não estar com a carteira de vacinação em dia. Os poucos serviços privados existentes atualmente não são capazes de atender a essa demanda. Segundo dados da IQVIA, 90% das aplicações de vacinas em clínicas privadas no Brasil está concentrada em cidades que representam apenas 35% da população.

 

Esse é um exemplo dos benefícios dos serviços farmacêuticos. 👉Confira aqui as farmácias que já estão oferecendo serviço de vacinação no Brasil.

 

Testes Rápidos e seus benefícios

 

Além disso, realização de exames rápidos em farmácias é outra tendência importante, avançando de mãos dadas com a tecnologia. Essas avaliações de saúde permitem a detecção oportuna de riscos, reduzindo o tempo de diagnóstico e início do tratamento, com redução de custos e melhores resultados de saúde. A disponibilidade de dispositivos portáteis já permite a oferta de serviços voltados a condições crônicas, como diabetes, hiperlipidemias e problemas renais, e infecciosas, como HIV, Hepatites, Zika e Chikungunya.

 

Esse é mais um exemplo dos benefícios dos serviços farmacêuticos.

Ilustração de quantos farmacêuticos usam Clinicarx

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Adesão ao tratamento

 

Para as doenças crônicas, a baixa adesão ao tratamento e mal controle continuam sendo um problema importante, muitas vezes causados por falta de suporte durante o tratamento. Dados globais mostram que 50% dos pacientes chegam a abandonar seus medicamentos apenas 6 meses após o início do tratamento.

 

A farmácia é o lugar onde se ganha a luta para melhorar a adesão ao tratamento, por meio de serviços de aconselhamento e acompanhamento. Nos serviços farmacêuticos, trabalhar a dispensação agendada, gerenciando a quantidade de medicamentos fornecida, e monitorar os resultados desse tratamento são formas poderosas a comprovadas de aumentar a adesão aos medicamentos. Por sua vez, esse aumento na adesão é o mais forte driver de crescimento das vendas de medicamentos.

 

Prescrição Farmacêutica e os benefícios dos serviços

 

Os pacientes também buscam, cada vez mais, assumir práticas de autocuidado e melhor gerenciamento de sintomas de baixa gravidade. O fácil acesso ao farmacêutico e à prescrição farmacêutica tem se mostrado uma solução inteligente, tanto no campos dos MIPs, como dos produtos para saúde, para promover esse autocuidado.

 

Há trabalhos mostrando que a cada 10 recomendações de medicamentos feitas pelo farmacêutico, 9 se convertem na aquisição do produto, revelando a força da autoridade técnica desse profissional em influenciar o comportamento do paciente. A consulta farmacêutica para problemas autolimitados é um serviço de alto valor para a população, ampliando acesso à saúde e promovendo aumento das vendas, porém com qualidade. Esse é outro exemplo dos benefícios dos serviços farmacêuticos.

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Dificuldades na implantação

Mas nem tudo são só maravilhas. Implantar todos esses serviços exige mudanças na maneira de ver o seu negócio. Adequar o espaço físico é apenas o primeiro passo nessa jornada. O farmacêutico e o proprietário enfrentarão o desafio de desenvolver uma nova unidade de negócio da empresa, mudar sua mentalidade centrada no produto e passar a enxergar o paciente/consumidor como centro de seu trabalho. É algo geralmente “fácil de falar”, mas “difícil de fazer”.

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Por que criamos o Clinicarx

 

 

Vivenciando as dificuldades da implantação de serviços e o impacto dessas mudanças sobre as farmácias e profissionais, percebemos que era necessário criar um novo modelo de trabalho. Trouxemos a tecnologia como nossa aliada e aplicamos a experiência acumulada de milhares de consultórios farmacêuticos e milhões de atendimentos realizados.

 

 

Nós criamos uma plataforma que permite desenhar e organizar seus serviços farmacêuticos, ajudando a perceber oportunidades e alcançar resultados. Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde para sua farmácia.

 

 

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O Clinicarx também permite que os pacientes se conectem com os serviços da sua farmácia por um aplicativo mobile, tendo acesso as suas informações de saúde de forma segura e cumprindo a legislação de proteção de dados. Isso permite que a qualidade da prestação de serviços seja uniforme por toda sua rede e que os pacientes recebam um atendimento rápido e seguro.

 

 

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Vacina contra gripe: entenda como funciona

vacina

 

 

A gripe é uma doença que afeta milhões de pessoas todos os anos e é uma causa importante de morte, principalmente em crianças e idosos. A vacinação anual da gripe é uma importante medida de saúde pública para a prevenção de complicações graves, como pneumonia e infecções bacterianas secundárias, por isso é importante entender como funciona a vacina contra gripe.

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Quem deve receber a vacina contra gripe?

Apesar da vacinação anual ser recomendada para todos as pessoas a partir dos 6 meses de idade, quando a oferta de vacinas é limitada, aqueles que estão em maior risco de complicações devem ter prioridade.

No Brasil, na rede pública, a vacina influenza, é oferecida exclusivamente para as crianças até os 5 anos de idade, para idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da área da saúde, presidiários, trabalhadores do sistema carcerário e doentes crônicos.

Nas farmácias, não há restrição para recebimento anual da vacina, havendo recomendação pela SBIM para vacinação anual em todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade.

Como ela funciona?

A vacina da gripe é composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenzae inativados, fragmentados e purificados. Geralmente contém elementos da superfície o vírus, como hemaglutinina e neuraminidase. Portanto, trata-se de uma vacina inativada, que não causa a doença.

A proteção proporcionada pela vacina é baseada na indução da produção de anticorpos neutralizantes do vírus, principalmente contra a hemaglutinina viral contida na vacina. A imunidade conferida pela vacina desenvolve-se após 15 dias da vacinação e sua duração é de cerca de 6 meses a 1 ano. Como os títulos máximos de anticorpos, obtidos dentro de 1 a 2 meses após a vacinação.

A composição da vacina pode mudar todo ano

Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais candidatas que irão compor as vacinas contra influenza sazonal dos hemisférios norte e sul. Portanto, a cada ano, a composição da vacina da gripe pode mudar.

A escolha dos vírus que irão compor a vacina daquele ano depende da monitorização dos casos da doença feita pelo CDC, que é o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos e de todos os Centros Colaboradores da OMS espalhados pelo mundo.

As amostras vacinais candidatas, a cada ano, são geralmente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua capacidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados para serem produzidos em larga escala.

Existe diferença entre as vacinas do setor público e privado?

A diferença pode estar na composição da vacina. No SUS em 2016, por exemplo, foi feita a vacina trivalente, que protege contra 2 subtipos do influenza A, o H1N1 e o H3N2, e 1 subtipo do influenza B, chamado de Brisbane.

No setor privado está disponível tanto a vacina trivalente, como a tetravelente, que protege contra mais um tipo de influenza B, chamado Phuket. As duas vacinas são suficientes para garantir uma proteção contra os principais tipos de gripe, incluindo a H1N1, portanto a qualidade da imunização dada no setor público e privado é a mesma.

Há quatro marcas da vacina influenza tetravalente disponíveis: Fluarix Tetra (GSK), a Fluquadri (Sanofi-Pasteur), a Influvac Tetra (Abbott) e a Vaxitetra (Sanofi-Pasteur).

Administração e cuidados com a vacina da gripe

A via de aplicação é intramuscular, e como já mencionado a administração deve ser repetida anualmente.

Quanto ao volume, para menores de 3 anos a dose é de 0,25 mL e para crianças com 3 anos completos ou mais, é de 0,5 mL. Lembre-se que antes, durante e após a administração da mesma, você deve ficar atento a alguns cuidados, como:

  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que o paciente re-estabeleça as condições ótimas de saúde;
  • Pessoas com história de alergia grave ao ovo de galinha, com sinais de anafilaxia, só podem receber vacina em ambiente com condições de atendimento para reações anafiláticas, como no hospital, por exemplo, e permanecer em observação por pelo menos 30 minutos;
  • Pessoas com alergia ao Timerosal, a neomicina ou ao formaldeído também devem ter cautela, pois há traços dessas substâncias na vacina.
  • No caso de história prévia de síndrome de Guillain-Barré (SGB), recomenda-se avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício antes de administrar a vacina da gripe. Geralmente a vacina será contraindicada nesse caso;
  • Se houver dor no local, após a aplicação, podem ser usadas compressas frias para alivio. Em casos mais intensos ou de febre pode-se recomendar medicação analgésica, como a dipirona, paracetamol ou Ibuprofeno;
  • Sintomas de efeitos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas, devem ser investigados pelo médico para verificação de outras causas.
  • As gestantes e mulheres amamentando podem receber a vacina da gripe. A vacina é considerada risco C na gravidez.
  • A vacina influenza pode ser administrada simultaneamente a outras vacinas. Neste caso, a aplicação deve ocorrer em membros distintos, com seringas e agulhas diferentes. Fique atento também, pois nesse caso pode ocorrer intensificação das reações adversas.
  • A vacina deve ser agitada antes de administrar. Também inspecione visualmente a vacina antes do uso. A suspensão deve estar límpida e incolor a levemente opalescente. Não utilizar se a suspensão apresentar-se turva, com partículas em suspensão ou precipitados. A vacina influenza não deve ser misturada com outra vacina na mesma seringa.

Como se vê muitos detalhes e situações que devem ser levadas em consideração no momento da aplicação. Felizmente, com ajuda de softwares avançados de serviços farmacêuticos e vacinação é possível receber alertas e orientações específicas no momento do atendimento, reduzindo a chance de erros e aumentando a segurança do paciente.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Conheça as vias de administração das vacinas

vias de administracao de vacinas

Vacinas são medicamentos imunobiológicos que contêm uma ou mais substâncias antigênicas que, quando inoculadas, são capazes de induzir imunidade específica ativa, a fim de proteger contra, reduzir a severidade ou combater as doenças causadas pelo agente que originou o antígeno. Nem todas as vacinas são medicamentos injetáveis, por isso é importante conhecer quais são as vias de administração mais comuns das vacinas e como usá-las corretamente.

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Vacinas pela via de administração oral (VO)

São vacinas dadas pela boca, em gotas. A vacina mais famosa administrada por essa via é a da poliomielite oral (VOP), contra paralisia infantil, também chamada Sabin. Ficaram famosas as campanhas de vacinação contra essa doença que tinham o Zé Gotinha como personagem principal.

 

Exemplo de Campanha de Vacinação Oral com Personagem Zé Gotinha, feito por prefeitura do Município de Mato Castelhano (RS).

Outras vacinas feitas com vírus atenuados com administração por via oral são a rotavírus e as novas vacinas contra cólera e febre tifóide.

Vacinas pela via de administração intradérmica (ID)

A aplicação intradérmica é uma técnica menos comum, em que a vacina á aplicada sob a pele, porém sem atingir a camada subcutânea ou muscular.

A principal vacina com administração por essa via é a BCG. É composta pelo bacilo de Calmette-Guérin, obtido pela atenuação (enfraquecimento) de uma das bactérias que causam a tuberculose. O esquema de vacinação corresponde à dose única ao nascer, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

Segundo o Ministério da Saúde, a administração da vacina é feita na região do músculo deltoide, no nível da inserção inferior, na face externa superior do braço direito. O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em avaliações da atividade de vacinação.

Ainda que a formação de cicatriz seja esperada, a Organização Mundial da Saúde aponta que a ausência da cicatriz de BCG após a administração da vacina não é indicativo de ausência de proteção.

Vacinas pela via subcutânea (SC)

A via subcutânea é a segunda via mais comum de aplicação de vacinas. Consiste na administração da vacina na camada imediatamente acima do músculo, portanto mais superficialmente do que na aplicação intramuscular.

Aplica-se geralmente na face externa superior do braço (região do tríceps, em adultos) ou face anterior da coxa, em bebês ou crianças. Vacinas aplicadas por essa via incluem a febre amarela, varicela (catapora), tríplice viral (SRC) e a tetraviral (SRC-V).

Vacinas pela via intramuscular (IM)

Esta é a via de administração mais comum de vacinas. Trata-se de uma injeção mais profunda, que atinge a camada muscular. Em crianças geralmente aplica-se no músculo lateral da coxa. Em adultos e crianças maiores aplica-se na região do deltóide ou glúteo.

Vacinas aplicadas por essa via incluem a Hepatite B e A, HIB, HPV, influenza, a poliomelite inativada (VIP), tríplice bacteriana (DTP), dupla (DT), pentavalente, pneumocócica e a meningocócica.

Um ponto de atenção neste caso é que nem todas as vacinas aplicadas por via IM podem ser aplicadas no deltóide e no glúteo. Um exemplo é a vacina da gripe, a qual não se recomenda ser aplicada no glúteo, mas apenas no deltóide ou músculo lateral da coxa (crianças). A fim de contornar esse risco de erro e dar segurança ao farmacêutico, o Clinicarx indica automaticamente a melhor via e local de aplicação para cada vacina selecionada.

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Vacina contra dengue: entenda como funciona

A Dengue é uma doença importante, que ocorre em praticamente todas as regiões do Brasil e atinge milhões de brasileiros. Por isso é importante entender como prevenir e como funciona a vacina contra dengue.

A dengue é uma doença febril, que pode ser causada por quatro sorotipos de um flavivírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3, e DEN-4). Ela é endêmica em mais de 100 países, nas regiões tropicais e subtropicais do mundo e é responsável por um número estimado de 50 milhões de infecções por ano em todo o mundo. Só no Brasil, em 2015, ocorreram mais de um milhão e meio de casos de dengue.

A manifestação da dengue pode variar em intensidade, desde uma doença leve, até casos graves que necessitam de hospitalização.  As formas mais graves são a febre hemorrágica da dengue (FHD) e a síndrome do choque da dengue (SCD), que podem levar à morte e, por isso, impulsionam os esforços de prevenção da doença.

Como foi criada a vacina contra a dengue?

Pois bem, vamos entender um pouco melhor a importância da vacina contra a dengue e como ela funciona no nosso organismo. Vamos começar falando um pouco sobre a imunidade em relação a dengue.

Os estudos demonstraram que quando uma pessoa tem dengue, ela adquire uma proteção em longo prazo contra o sorotipo que causou a doença, e isso apoiou a possibilidade de uma vacina contra a dengue, já que é possível estimular uma resposta duradoura. No entanto, a infecção por um tipo de vírus fornece apenas uma imunidade de curta duração para os outros três sorotipos da doença, e isso não é muito bom. Pois como vimos, existe associação entre infecção prévia com dengue e evolução grave em caso de uma re-exposição.

Com o reconhecimento de que todos os quatro sorotipos são
capazes de induzir febre hemorrágica, o ideal é que uma vacina contra dengue produza
imunidade duradoura protetora contra os quatro sorotipos.

Considerando isso, uma série de vacinas candidatas entrou fase de desenvolvimento, inclusive no Brasil há duas iniciativas em andamento, uma do instituto Butantã, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e uma da Fiocruz em parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK).

Mas quem saiu na frente dessa corrida foi a vacina Dengvaxia produzida pela Sanofi-Pasteur. Ela obteve autorização da ANVISA para uso e comercialização no Brasil em dezembro de 2015, e já está disponível para uso. Essa vacina já havia sido liberada para comercialização no México e nas Filipinas.

Como a Dengvaxia funciona e como deve ser administrada?

A Dengvaxia é uma vacina tetravalente, recombinante e atenuada. Ela deve ser administrada por via subcutânea em três doses, com intervalo de 6 meses entre cada dose, para indivíduos com idade entre 9 e 45 anos, que moram em áreas endêmicas. A vacina deve ser administrada apenas em indivíduos com história de infecção prévia por dengue.

A Dengvaxia é a única vacina aprovada no mundo que demonstrou segurança e eficácia na prevenção dos quatro sorotipos da dengue. A análise também confirmou o valor protetor de longo prazo da vacina em indivíduos com uma infecção prévia pelo vírus. Em indivíduos com infecção prévia por dengue, a vacina demonstrou eficácia de cerca de 80% na redução de hospitalizações e na redução de casos graves ao longo dos 6 anos de acompanhamento.

Aprofundando os ensaios clínicos

Dois grandes ensaios clínicos controlados, randomizados, de
fase III indicaram uma eficácia de 57 e 61% contra a dengue virologicamente
confirmada, ou seja, um potencial para prevenir duas em cada três infecções
possíveis. A eficácia da vacina variou por sorotipo e foi significativamente mais
elevada para DENV-3 e DENV N-4 (cerca de 75%) do que para DENV-1 (50%) e DEN-2
(35 a 42%). A parte boa é que a eficácia da vacina contra a dengue hemorrágica ou
infecção grave com necessidade de hospitalização é maior, com potencial para
proteger de 80 a 95% dos casos.

Quais são os efeitos adversos e contraindicações da vacina?

O perfil de segurança da vacina foi considerado bom. As
reações adversas mais comuns ocorrem nos primeiros 3 dias após aplicação e
incluem dor de cabeça, dor no local da aplicação, mal-estar e dor no corpo.
Pode ocorrer também febre até os primeiros 14 dias após aplicação.

Agora falando das contraindicações, este vacina não deve ser administrada em pessoas em doença aguda ou quadro febril agudo, como por exemplo, com sintomas de infecção viral respiratória. Também não deve ser aplicada em pessoas com imunidade comprometida, seja por infecção por HIV, câncer ou tratamento imunossupressor. E nem em mulheres gravidas ou amamentando.

Em 2018, a Anvisa mudou a bula da vacina contra dengue, determinando que ela seja administrada apenas em pessoas com história de infecção prévia por dengue. Isto é, a vacina é contraindicada a pessoas sem história da doença.

Por que a vacina não é usada em crianças abaixo de 9 anos?

Em crianças entre 2 a 5 anos de idade, a eficácia da vacina
foi menor (34 a 36%). Além disso, uma análise publicada em 2015 mostrou que em
crianças com idade abaixo de 9 anos, a vacina foi associada a um risco elevado
de infecção grave, com necessidade de hospitalização, entre 1 a 2 anos após a
última dose. Então, devido a esses resultados ruins de eficácia, a vacina não
foi aprovada nessa faixa etária.

Outras vacinas da dengue que surgirão no mercado, serão mais eficazes?

Os ensaios iniciais apontam potencial para isso, no entanto
é um pouco cedo para termos certeza. O certo é que novas alternativas devem
surgir no mercado em breve.

Em resumo, a vacina contra a dengue é uma estratégia de saúde pública essencial, e a vacinação pode evitar a maioria dos casos graves e de dengue hemorrágica, o que é muito bom. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já divulgou parecer favorável à inserção da vacina contra dengue nos programas de imunização de países onde há alta incidência da doença, como no Brasil. A expectativa é que, em 30 anos, a vacinação sistemática de crianças a partir de 9 anos reduza os casos sintomáticos e a hospitalização decorrente da enfermidade entre 10% a 30%.

Como se vê muitos detalhes e situações que devem ser levadas em consideração no momento da aplicação. Felizmente, com ajuda de softwares avançados de serviços farmacêuticos e vacinação, é possível receber alertas e orientações específicas no momento do atendimento, reduzindo a chance de erros e aumentando a segurança do paciente.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Conheça as diferenças nas vacinas do setor público e privado

vacinas

Uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes é sobre as diferenças entre as vacinas disponíveis no setor público e no setor privado. Neste artigo, vamos entender algumas dessas diferenças para as principais vacinas.

Tríplice Bacteriana

Vamos começar pela vacina Tríplice Bacteriana, que existe em duas formas, a DTPa e a DTPw.

A tríplice bacteriana protege o bebê contra difteria, coqueluche e tétano. Na rede pública está disponível a DTPw que é feita a partir de células inteiras das bactérias. Já na rede privada, existe a versão DTPa que é acelular, ou seja, não é feita com as células inteiras, mas sim com proteínas das bactérias.

Ambas fornecem uma boa proteção, mas a DTPa tende a produzir menos efeitos adversos pós-vacinais. A utilidade pode ser que uma criança que teve uma reação mais forte, como febre, com a DPTw, pode receber a próxima dose com a DTPa. Quem começou a vacinação com uma pode completar o esquema com a mesma ou com a outra.

Vacinas Pneumocócicas

Outra diferença está na Vacina Pneumocócica. As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que causam doenças como a pneumonia, meningite e otite média aguda.

A vacina pneumocócica conjugada VPC 10, que está presente na rede pública, protege contra 10 subtipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada VPC-13, que está na rede privada, protege contra 13 subtipos de pneumococos. Cabe frisar que os principais pneumococos estão presentes nas duas vacinas.

Uma possível vantagem da VPC-13 é que alguns sorotipos presentes apenas na VPC13, os sorotipos 3, 6A e 19A, apresentam uma resistência maior a antibióticos. Então essa vacina pode prevenir doenças que, apesar de mais raras, também seriam mais difíceis de tratar no caso de ocorrerem.

Outra vacina existente no setor privado é a Penumocócica Polissacarídica 23 Valente, a VPP23. Ela é uma vacina inativada, composta de polissacarídeos das cápsulas de 23 tipos diferentes de Streptococcus pneumoniae. Ela é complementar e pode ser usada em combinação com a VPC-10 ou a VPC-13. Nesse caso, aplica-se duas doses da VPP23, uma 6 a 12 meses depois da dose da pneumocócica conjugada, e outra cinco anos depois. Ela é indicada como rotina para idosos, a partir dos 60 anos, e para crianças acima de 2 anos, adolescentes e adultos, com fator de risco para doença pneumocócica, como diabetes, doenças cardíacas ou respiratórias, doença hepática, doença renal ou imunossuprimidos.

Rotavírus

Nossa próxima vacina é contra o Rotaívus. A vacina de rotavirus é uma vacina de vírus vivo, feita por via oral. No SUS, a vacina dada é a monovalente, que protege contra um sorotipo de rotavírus, com proteção cruzada contra outros sorotipos.

A outra opção é a vacina pentavalente, que está presente na rede privada. Ela protege contra 5 sorotipos diferente de rotavirus, incluindo imunidade contra o subtipo G2 que está ausente na versão monovalente. Essa vacina é dada em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses. Um ponto importante nessa caso, é que o esquema com cada vacina precisa ser completo. Então, não se deve completar o esquema de uma vacina com a outra.

Vacinas Meningocócicas

Por fim, vamos falar um pouco da vacina meningocócica. A doença meningocócica é endêmica no Brasil e existem 5 subgrupos da doença: A, B, C, W e Y. No setor público, a vacina oferecida é Meningocócica Conjugada C, que protege contra o tipo mais frequente da doença, que é o tipo C. No setor privado, nós temos a versão quadrivalente da vacina, contra os grupos A, C, W e Y. Essa vacina pode ser dada a partir de 1 ano de idade, como reforço da meningo C, que é feita aos 3 e 5 meses de idade no SUS.

Em 2015, foi aprovada outra vacina no Brasil, que é a meningocócica B. Foi um avanço importante porque o grupo B foi responsável por 20% dos casos de doença meningocócica no país só em 2014. A meningocócica B é feita em 2 doses, aos 3 e 5 meses, sempre respeitando intervalo de 2 meses entres as doses, e com reforço podendo ser feito entre 12 e 15 meses.

Essas são as diferenças entre as principais vacinas. Eu recomendo que você estude também as vacinas mais aplicadas em farmácias, a fim de conhecer melhor o que as pessoas procuram. Com isso, você vai poder fazer uma orientação melhor e mais completa aos seus pacientes.

Confira mais sobre vacinação em farmácia aqui.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Vacinação: confira as farmácias que já oferecem esse serviço

vacinação na farmácia

As farmácias estão realizando o serviço de vacinação de forma totalmente regularizada! Não fique de fora da concorrência. Aumente também a rentabilidade da sua farmácia agregando a vacinação aos seus serviços.

A RDC  nº 197/2017, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a possibilidade da vacinação ser realizada em drogarias e farmácias. 

Segundo a Anvisa, todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina. 

Algumas vacinas podem ser aplicadas na farmácia sem necessidade de receita médica. No caso das vacinas fora do calendário nacional de imunização, elas necessitam de prescrição médica. Para isso, o paciente vai ter que ir ao médico primeiro, antes de tomar a vacina na farmácia.

A farmácia é um estabelecimento expert em guarda, armazenamento e aplicação de medicamentos, por isso é natural que apliquem também vacinas.

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Confira as redes de farmácias que prestam o serviço de vacinação com o Clinicarx:

Por que escolheram o Clinicarx?

No Clinicarx, elaboramos um sistema único para controle e registro de aplicações de vacinas na farmácia. Já utilizado e comprovado pelas melhores farmácias do país.

O sistema aumenta a segurança do gesto vacinal, informando ao farmacêutico quais vacinas estão recomendadas para o paciente, que doses já tomou, que doses faltam… Tudo de forma automática!

Automaticamente identifica as características como idade, sexo, gestação e evita orientações incorretas. Além disso, você pode consultar as informações técnicas mais importantes sobre cada vacina.

Selecionada a vacina que o paciente precisa, o sistema irá lhe guiar por algumas perguntas de segurança, alertando sobre situações em que é melhor não aplicar a vacina. Se tudo estiver ok, você seguirá para a aplicação.

Na aplicação, via de administração e local de aplicação são recomendados automaticamente. Não há risco de você aplicar no lugar errado.

Ao final, você fornecerá uma declaração da aplicação ao paciente, sua carteira de vacinação digital e terá todas as informações organizadas para envio ao SI-PNI.

Quando o conhecimento e a experiência do profissional se aliam à tecnologia, os processos se tornam mais simples e seguros. Na correria do dia a dia, você garante que cada paciente/cliente tenha o melhor atendimento. 

Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde na sua farmácia, inclusive o de vacinação.

Básico

Recursos
Essenciais
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Qualidade & Profissionalismo
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Experiência Completa
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Conheça as principais vacinas aplicadas em farmácias

A Anvisa aprovou aplicação de vacinas em farmácias em dezembro de 2017 e muitas farmácias já começam a oferecer este serviço. Apesar de recente, esta foi uma novidade muito bem recebida pela população. Se você é farmacêutico ou proprietário e está pensando em montar um serviço de vacinação, confira as principais vacinas aplicadas que você pode ter na sua farmácia.

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Os dados são resultado de uma análise de mais de 13 mil doses de vacinas aplicadas com Clinicarx e mostram um ranking das dez vacinas mais comuns em quantidade de pacientes atendidos.

10° lugar: Vacinas de Hepatite A

A Hepatite A é uma doença infecciosa, causada pelo vírus VHA e transmitida principalmente pelo contato de pessoas saudáveis com alimentos ou água contaminada. A incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é precário.

Trata-se de uma vacina inativada, composta pelo antígeno do vírus da hepatite A, aplicada por via intramuscular. O SUS oferece esta vacina para crianças em dose única, aos 15 meses de idade. Segundo calendário da SBIM, a vacina deve ser dada em duas doses, a partir dos 12 meses de idade. Nos adultos não vacinados ou com imunização incerta, a vacina também pode ser aplicada, inclusive em associação com a vacina da hepatite B.

Há três vacinas para Hepatite A no mercado: Avaxim (Sanofi-Pasteur), Havrix (GSK) e Vaqta (MSD). A Twinrix (GSK) é uma vacina combinada da Hepatite A + Hepatite B.

9° lugar: Vacinas de Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. É uma doença endêmica no Brasil, presente principalmente na região norte, mas houve surtos recentes em outras regiões, o que levou a uma maior busca pela vacinação.

A vacina é composta de vírus vivo atenuado e pode ser encontrada tanto na rede pública quanto privada. No SUS, a vacina é aplicada em uma dose única aos 9 meses de vida. Em pessoas não vacinadas ou que irão viajar para regiões de risco, a dose da vacina é recomendada também para adolescentes, adultos e idosos.

A vacina da febre amarela adquirida no mercado privado é a Stamaril (Sanofi-Pasteur).

8° lugar: Rotavírus

O Rotavírus causa infecção intestinal, com quadro de gastroenterite aguda. É uma causa importante de diarreia em bebês e crianças, que pode levar a desidratação grave e morte. A vacina é dada por via oral, em duas doses, aos 2 e 4 meses de vida.

No setor privado, a vacina é dada em duas ou três doses, dependendo da vacina utilizada (VR1 ou VR 5). A vacina oral atenuada pentavalente (VR5) é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”. A vacina do rotavírus é contraindicada a partir dos 8 meses de vida.

Existem duas marcas dessa vacina no mercado, a Monovalente Rotarix (GSK) e a Pentavalente Rotateq (MSD).

7° lugar: Vacinas de HPV

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta tanto homens quanto mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. Em mulheres é causa importante de câncer do colo de útero.

Existem basicamente três tipos de vacinas contra HPV, a HPV 2, HPV 4 e HPV 9. A HPV 2 previne contra infecções causadas pelos tipos de HPV 16 e 18. A HPV 4, previne contra infecções causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18. Mais recentemente foi aprovada a vacina HPV9, que protege contra 9 tipos do vírus, indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade.

No SUS a vacina é dada a meninas e meninos, em duas doses, na adolescência. No setor privado, recomenda-se vacinação em duas doses para meninos e meninas entre 9 e 15 anos. De 15 anos em diante, recomenda-se três doses. Em adultos a partir dos 20 anos, vacinar os não vacinados anteriormente, a critério médico.

Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD) e a Gardasil 9 (MSD).

6° lugar: Tríplice Viral

A vacina tríplice viral é composta a partir de vírus vivos atenuados, protegendo contra três doenças importantes: sarampo, caxumba e rubéola. A volta dos casos de sarampo, em várias regiões do Brasil, aumentou a procura por essa vacina, inclusive por adultos e idosos.

No SUS, a vacina é dada em duas doses, sendo a primeira aos 12 meses de vida, e a segunda aos 15 meses, combinada à vacina contra varicela (tetraviral). Adolescentes e adultos que não foram vacinados anteriormente ou que possuem histórico de vacinação incerto, também podem tomar a vacina.

Duas marcas da tríplice viral disponíveis no mercado são a M-M-R-II (MSD) e a Priorix (GSK).

5° lugar: Hexavalente

A vacina Hexavalente é uma combinação de 6 vacinas em 1. Protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B e poliomielite. É ministrada em três doses, em bebês aos dois, quatro e seis meses de vida. Esta vacina não está disponível no SUS e é muito procurada no setor privado, pois representa uma injeção a menos no calendário de vacinação.

Há três marcas de hexavalente no mercado: Hexaxim (Sanofi-Pasteur), Infanrix Hexa (GSK) e Pediacel (Sanofi-Pasteur).

4° lugar: Meningocócica ACWY

A vacina Meningocócica conjugada quadrivalente — ACWY protege contra quatro sorogrupos de bactérias causadoras da meningite. No SUS, a vacina disponível é a Meningocócica C, que protege apenas contra o sorogrupo C, por isso essa vacina é bastante procurada no setor privado.

A vacina é aplicada em duas doses, a partir dos 3 meses de idade, com dose de reforço aos 12 meses e 5 anos de idade. Recomenda-se dose de reforço em adolescentes apenas para os não vacinados. Em adultos e idosos, vacina-se apenas pessoas em situações especiais de risco.

Três marcas dessa vacina existentes no mercado são a Menactra (Sanofi Pasteur), Menveo (GSK) e Nimenrix (Pfizer).

3° lugar: Pneumocócica

A vacina pneumocócica protege contra pneumonias causadas por diferentes tipos de agentes, entre eles o Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b. É indicada principalmente para crianças e idosos, que são mais sucetíveis à doença.

Existem três tipos de vacinas pneumocócicas disponíveis no mercado: a vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), que previne cerca de 70% das doenças graves, a conjugada 13-valente (VPC13), que previne cerca de 90% das doenças e a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23), que protege contra 23 tipos de pneumococos.

No SUS, é dada a VPC10, em duas doses, aos 2 e 4 meses de vida, com uma dose de reforço aos 12 meses. O mesmo esquema pode ser feito com a VPC13 no setor privado e esta é a vacina mais procurada.

A VPP23 está disponível no SUS apenas para certos grupos de risco, por isso também possui demanda no setor privado. É indicada especialmente em idosos, em duas doses com intervalo de 5 anos entre elas. Recomenda-se que os idosos tomem também uma dose da VPC13.

Confira na imagem abaixo, desenvolvida pela MSD, o esquema de aplicação da VPC-13 e VPP-23, para adultos com indicação para a vacina.

A Synflorix (GSK) é a vacina VPC-10, a Prenevar 13 (Pfizer) é a vacina VPC-13 e a Pneumovax 23 (MSD) é a VPP-23 disponível no mercado.

2° lugar: Meningocócica B

A meningite meningocócica é uma doença grave causada por bactérias. Há 12 tipos de meningococos, sendo o tipo C mais comum (80% dos casos), seguido do tipo B. Os tipos A, W e Y são menos frequentes.

A vacina da Meningite B não é disponibilizada pelo SUS, por isso é uma das mais procuradas no setor privado. Em bebês, é aplicada em duas doses, iniciando aos 3 meses de idade, com uma dose de reforço entre os 12 e 15 meses. A partir dessa idade, é aplicada apenas para os não vacinados anteriormente. Em adultos e idosos, é recomendada apenas a pessoas em situação de risco.

A única vacina contra meningite B existente no mercado atualmente é a Bexsero (GSK).

1° lugar: Vacinas de Influenza (Gripe)

A vacina da gripe é a campeã disparada, correspondendo a mais de 60% de todos os pacientes atendidos em vacinação na farmácia. É uma vacina oferecida no SUS apenas a grupos de alto risco, como crianças, idosos e gestantes, por isso há grande procura no setor privado, principalmente por adultos.

Existem basicamente dois tipos de vacina influenza: a trivalente, que protege contra 3 tipos diferentes do vírus e a quadrivalente, que protege contra 4 tipos, sendo esta última a mais procurada. É uma vacina recomendada em todas as fases da vida, a partir dos 6 meses de idade até idosos, mas com forte componente sazonal. A campanha nacional de vacinação contra gripe vai de abril a junho de cada ano, portanto esteja atento a este período. Uma dica é reservar seu estoque de vacinas com bastante antecedência, pois em anos com alta incidência da doença, a grande procura pode levar a falta deste importante medicamento.

Há quatro marcas da vacina influenza tetravalente disponíveis: Fluarix Tetra (GSK), a Fluquadri (Sanofi-Pasteur), a Influvac Tetra (Abbott) e a Vaxitetra (Sanofi-Pasteur).

Para mais informações

As informações completas sobre calendários vacinais podem ser encontradas no site do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações. As informações sobre vacinas registradas no Brasil podem ser encontradas no site da Anvisa.

[KIT] Carteira de vacinação + Calendário vacinal

mockup-carterinha-de-vacinação

5 formas de perder seus clientes de serviços farmacêuticos (para sempre)

As farmácias estão buscando implantar serviços farmacêuticos, gerar novas fontes de receita e aumentar as vendas. Em tempos de concorrência agressiva, a oferta de serviços aos clientes sem mostra como uma grande oportunidade de se diferenciar no mercado.

Mas muitas farmácias e profissionais estão fazendo isso da forma errada.

Se é muito difícil atrair clientes para sua farmácia e para seus serviços farmacêuticos, por outro lado, é muito fácil perdê-los. Segundo Philip Kotler, grande referência do marketing, conquistar um novo cliente custa entre 5 e 7 vezes mais do que manter um atual. Por isso é sábio tomar todas as precauções para atrair e, principalmente, reter seu cliente.

Mas caso você não acredite nesse tipo de crendice, confira abaixo 5 formas brilhantes de afugentar e perder seu cliente de serviços farmacêuticos na sua farmácia.

#1 Receba mal seus clientes que pedem um serviço farmacêutico

Não precisa ser mal educado ou carrancudo para acolher mal seu paciente. Você pode ser mais sutil. Por exemplo, se um cliente seu entra na farmácia passando mal e pede para verificar a pressão arterial, seja rápido em enviá-lo antes ao caixa, na fila, para pagar pelo atendimento. Jamais ofereça uma cadeira ou um copo de água. E jamais, durante a venda de um medicamento, pergunte sobre como anda a saúde do seu cliente!

#2 Faça seu serviço rapidamente, e apenas isso

Se seu cliente pediu por uma glicemia, faça apenas isso. Informe o resultado e despache logo esse chato. E se o serviço for uma medida de pressão arterial, seja mais rápido ainda! Não gaste preciosos 10 minutos com ele, não precisa entregar uma declaração de serviço farmacêutico. Isso seria um desperdício. E nunca, jamais, ofereça uma avaliação complementar de saúde, um outro serviço, para o paciente que buscou apenas aquele serviço simples. Nada de cross-sell. Torne a experiência de atendimento dele a mais “esquecível” possível, esse é seu objetivo.

#3 Deixe a lista de medicamentos dos clientes em branco

Nunca pergunte a seu paciente quais medicamentos ele utiliza, se possui alguma doença crônica. Afinal, não faz diferença atender um paciente que utiliza 5 ou 10 medicamentos e que gasta R$ 250,00 por mês na sua farmácia. Nunca prepare para ele um calendário posológico que leva 2 minutos. Simplesmente faça o seu serviço e deixe ele ir embora. Diretamente para a concorrência.

#4 Mande os clientes embora e não agende retorno

Ah! E não vá cometer a imprudência de agendar um retorno, especialmente se a pressão arterial, colesterol, IMC ou glicemia estiverem nas alturas. Deixe ele ir e quem sabe um dia ele volte, afinal é do interesse dele. Com isso, você construirá uma enorme base de clientes atendidos apenas uma vez, que nunca mais voltaram. Esse é o segredo do não-sucesso da sua farmácia. É o ápice da não-fidelização.

#5 Desconecte o checkup da saúde da dispensação de medicamentos

Se por acaso aquele paciente tomar 5 ou 10 medicamentos todos os dias, jamais tenha a ideia de perguntar como está o tratamento, se está conseguindo fazer bem e se sente que está melhorando. Nunca tenha a ideia insana de perguntar a ele que dia do mês ele compra seus medicamentos e não agende esse retorno, para garantir que ele irá comprar seus medicamentos com você. Promover a adesão ao tratamento, melhor não.

Fuja disso!

Essas são oportunidades de ouro para você elevar seus serviços farmacêuticos ao próximo nível. Se você quer que sua farmácia prospere neste mercado faminto, se quer exercer seu trabalho com cuidado, levando saúde às pessoas, não cometa os erros acima. Pelo contrário:

  1. Acolha e receba bem seu cliente. Ofereça seus serviços sempre.
  2. Agregue vários serviços que o paciente necessita, no mesmo atendimento.
  3. Registre os medicamentos que ele/ela utiliza e suas doenças também.
  4. Agende o retorno do seu paciente, mais perto quanto pior estiver sua saúde.
  5. Agende a dispensação de pacientes polimedicados, promova adesão e aumente suas vendas.

Gerencie sua base de clientes com todo cuidado. Existem 20% dos seus clientes que, provavelmente, estão garantindo 80% das suas receitas. Cuide bem deles. Ofereça produtos e serviços de qualidade para todos e atraia novos clientes pela melhor propaganda do mundo: o boca-a-boca. Faça isso e veja a diferença.