Coronavírus: transmissão, aspectos clínicos e diagnóstico

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Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 19/04/2021.

A COVID-19 é uma infecção viral e respiratória que inicialmente assemelha-se a uma gripe ou resfriado comum e, inclusive, pode evoluir para pneumonia grave e óbito.

Após o primeiro contato com o vírus, que é denominado SARS-CoV-2, o paciente desenvolve febre que, diferentemente do resfriado comum, aumenta e persiste por 3 ou 4 dias.

Na maioria dos casos, em 80% a 85% os sintomas são leves e moderados, sendo poucos os casos que levam a óbito.

Ainda não há medicamentos específicos para tratar a COVID-19, por isso o melhor cuidado é evitar a exposição ao vírus.

Um resumo do que você encontrará neste artigo:

  • O novo coronavírus (vírus SARS-CoV-2) é o causador da doença COVID-19.
  • O período de incubação varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias em média.
  • A transmissão ocorre principalmente após 7 dias do início dos sintomas, mas já ocorreram casos de transmissão por pessoas assintomáticas.
  • A febre alta é o principal sintoma da doença e persiste por 3 a 4 dias, mas outros sintomas como tosse, dor no corpo, perda do paladar ou olfato e diarreia também são muito comuns.
  • O diagnóstico é clínico, por anamnese e exame físico, exame laboratorial confirmatório e exames diferenciais.
  • O tratamento ainda é principalmente sintomático e de suporte.

Transmissão

A forma de transmissão do SARS-CoV-2 é semelhante ao da gripe comum, assim como ao de outros patógenos respiratórios.

Ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias e salivares produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

A transmissão também pode ocorrer  pelo contato com superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Entretanto, a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa o COVID-19 a partir de um pacote que foi movido, transportado ou exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

Assim como é improvável a contaminação a partir de alimentos bem cozidos e corretamente manipulados.

Agente etiológico

Coronavírus (CoV) é uma família de vírus (Coronaviridae) que causa infecções respiratórias.

Os vírus que pertencem a essa família pertencem, principalmente, a 4 gêneros: alphacoronavírus, betacoronavírus, gammacoronavírus e deltacoronavírus.

Além do SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, e que pertence ao gênero beta, outros seis coronavírus humanos (HCoV) já foram identificados anteriormente, a saber:

Alphacoronavírus:

  • HCoV-229E
  • HCoV-NL63

Betacoronavírus:

  • HCoV-OC43
  • HCoV-HKU1
  • SARS-CoV
  • MERS-CoV

Histórico da nomenclatura

Em 30 de janeiro de 2020, a OMS recomendou que o nome provisório do novo coronavírus deveria ser 2019-nCoV.

Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS anunciou que o nome para a doença causada pelo novo CoV seria COVID-19.

No mesmo dia, o vírus foi designado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus como SARS-CoV-2, devido à semelhança do novo vírus com o CoV causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), identificado no final de 2002. Ou seja, o vírus SARS-CoV-2 é o causador da doença COVID-19.

Período de incubação do coronavírus

O período de incubação se caracteriza pelo tempo decorrido entre a exposição de um animal ou ser humano a um organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Neste período não há doença e o hospedeiro não manifesta sintomas, pois todo o processo está acontecendo no âmbito celular.

No caso da infecção pelo SARS-CoV-2, este período varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias o período médio de incubação.

Transmissibilidade do coronavírus

É o intervalo de tempo em que há transmissão do agente etiológico para o ambiente, pelo humano contaminado.

A estimativa da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas.

Dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer também mesmo antes dosurgimento de sinais e sintomas e até mesmo por pacientes assintomáticos. 

Atualmente a medida recomendada para evitar a transmissão do vírus de pessoas infectadas para outras pessoas é:

  • Pacientes assintomáticos não gravemente imunossuprimidos: dez dias de isolamento contanto a partir da data do primeiro teste de antígeno com resultado positivo;
  • Pacientes com quadro leve a moderado e não gravemente imunossuprimidos: pelo menos dez dias de isolamento desde o início dos sintomas. O paciente poderá sair do isolamento após os dez dias caso não tenha apresentado febre nas últimas 24 horas (sem o uso de antitérmicos) e tenha tido melhoras dos sintomas;
  • Pacientes com quadro grave/crítico ou gravemente imunossuprimidos:pelo menos vinte dias de isolamento. O paciente poderá sair do isolamento após 20 dias caso não tenha apresentado febre nas últimas 24 horas (sem o uso de antitérmicos) e tenha tido melhoras dos sintomas.

Medidas de prevenção

As medidas preventivas mais eficazes são:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
  • Manter uma distância mínima de 1 metro de pessoas com sintomas de infecção respiratória, evitando o contato.
  • Utilizar máscaras faciais sempre que sair de casa e, mesmo de máscara, manter o distanciamento recomendado.

A OPAS Brasil divulgou uma imagem educacional útil para você ler e imprimir para seus pacientes, promovendo educação em saúde.

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Manifestação clínica

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado comum.

Febre, tosse e dificuldade para respirar são alguns destes sintomas.

Na admissão hospitalar, a febre e a tosse aparecem em mais de 80% dos pacientes, enquanto a dificuldade para respirar aparece em cerca de 30%.

Nos casos mais graves podem ocorrer infecção do trato respiratório inferior e quadros de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até mesmo óbito.

Linfopenia, dor muscular, mal-estar, rinorreia, confusão, dor de garganta, dor no peito, aumento das secreções respiratórias, náuseas, vômitos e diarreia podem ocorrer em pacientes com quadros de pneumonia.

Suscetibilidade e Imunidade

Por se tratar de um vírus identificado recentemente, todas as pessoas são suscetíveis.

Grupos de risco

Pacientes imunodeprimidos, idosos, bem como pacientes com alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) estão mais suscetíveis a contrair a desenvolver as formas graves da infecção por SARS-CoV-2.

Nesse grupo de pacientes a mortalidade é maior, por isso as medidas de prevenção e isolamento domiciliar tornam-se mais importantes.

Em princípio não é possível afirmar se a infecção em humanos que não foram a óbito resultará em imunidade contra novas infecções futuras e se essa imunidade permanece por toda a vida.

Diagnóstico da COVID-19

O diagnóstico da COVID-19 pode ser dividido em clínico, laboratorial e diferencial.

Diagnóstico clínico

O quadro clínico parece muito com uma gripe comum, entretanto a febre aumenta e persiste por mais de três a quatro dias.

No início da epidemia o histórico de viagem ou contato próximo com pessoas que tinham viajado para áreas de transmissão local era crucial no diagnóstico clínico, mas agora o Brasil já é considerado área de transmissão local e esses requisitos não são mais definitivos para o diagnóstico.

Diagnóstico laboratorial

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectem o RNA viral do coronavírus em secreções respiratórias.

Para esta detecção é utilizada a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). Mesmo que laboratórios clínicos possam realizar o exame, uma contraprova é encaminhada para laboratórios de referência.

Testes Rápidos para detecção de anticorpos IgG/IgM não são utilizados como padrão para diagnóstico, mas são úteis para analisar a infecção pregressa e desenvolvimento de imunidade contra a doença.

Saiba mais sobre os Testes Rápidos 

Diferenças entre testes para Covid-19: métodos e resultados – https://clinicarx.com.br/blog/diferencas-entre-testes-para-covid-19/

Teste Rápido para COVID-19: 19 perguntas e respostas – https://clinicarx.com.br/blog/teste-rapido-para-covid-19-19-perguntas-e-respostasbonus/

Covid-19: As farmácias devem suspender seus serviços durante a epidemia? – https://clinicarx.com.br/blog/covid-19-as-farmacias-devem-suspender-seus-servicos-durante-a-epidemia/

Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia – https://clinicarx.com.br/blog/teste-rapido-para-coronavirus-o-que-fazer-na-farmacia/

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Diagnóstico diferencial

É imprescindível a realização do diagnóstico diferencial para COVID-19.

As características clínicas não são específicas e podem ser confundidas com infecções causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório, adenovírus e outros CoV, que também ocorrem sob a forma de surtos e podem circular num mesmo local simultaneamente.

Um dos testes diagnósticos mais importantes é para influenza.

Distribuição da Pandemia de Coronavírus

O surto de coronavírus iniciado em Wuhan na China acelerou exponencialmente desde seu surgimento, em dezembro de 2019, e tornou-se uma preocupação global.

No início de março de 2020 a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.

Pandemia é o termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias.

Existem sites onde é possível acompanhar a evolução do alcance da pandemia praticamente em tempo real.

Um deles é o da plataforma IVIS (Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde).

Outro é da Universidade americana “Johns Hopkins” .

As novas variantes do SARS-CoV-2

Todos os vírus têm capacidade de sofrer mutação. O termo mutação se refere a alterações no genoma do vírus que ocorrem como resultado da mudança na sequência de aminoácidos.

As mutações podem acontecer no momento em que o vírus se replica na célula do hospedeiro.

As mutações de particular relevância clínica são aquelas que acontecem na proteína S, que é responsável pela ligação do vírus e é alvo de anticorpos neutralizantes durante a infecção, bem como de alguns tratamentos e vacinas. 

Até o momento, três variantes do SARS-CoV-2 são consideradas preocupantes: B1.1.7, B.1.351 e P.1.

    • B.1.1.7 (Reino Unido): foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e está relacionada com aumento da transmissibilidade em até 50% (transmissão mais eficiente e mais rápida), potencial aumento da virulência e baixa preocupação com a diminuição da eficácia das vacinas.
    • B.1.351 (África do Sul): foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 na África do Sul e está relacionada com aumento da transmissibilidade, ainda não existe evidência sobre o aumento da virulência, dados sugerem potencial escape imunológico após infecção natural e menor efeito na potência dos anticorpos produzidos por vacina.
    • P.1 (Brasil): foi identificada pela primeira vez em janeiro de 2021 em viajantes brasileiros durante uma triagem de rotina em um aeroporto do Japão. Essa variante foi relacionada à propensão para a reinfecção de indivíduos pelo SARS-CoV-2.

As variantes descritas acima compartilham a mesma mutação N501Y, que está relacionada com maior transmissibilidade do vírus.

Uma outra mutação, a E484K, está presente nas variantes B.1351 e P.1 e está relacionada com a alteração da neutralização do vírus por alguns anticorpos (potencial escape imunológico).

Essas três variantes inicialmente foram associadas ao aumento do número de casos em seus respectivos locais de descoberta e já se encontram espalhadas por vários países.

A elevação no número de casos aumenta a demanda do sistema de saúde, o número de hospitalizações e, potencialmente, o número de mortes.

Leia o artigo completo sobre as variantes do vírus da Covid-19 aqui.

Mantenha a calma

Durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica, visto que atuamos diretamente no trabalho diário combatendo a disseminação da doença.

Sobretudo, é importante realizarmos uma boa gestão emocional, não perdermos o controle em meio a tantas notícias, muitas vezes alarmistas.

Da mesma forma, estabeleça um bom relacionamento interpessoal e mantenha uma atitude positiva e otimista sobre a situação.

Busque garantir um sono adequado e uma dieta equilibrada, pois isso ajuda a fortalecer a imunidade.

Pratique atividades físicas e tente relaxar.

Evite assistir, ler ou ouvir notícias que possam causar ansiedade ou estresse.

E acima de tudo mantenha-se informado por fontes confiáveis e siga as orientações fornecidas por entidades responsáveis, como o Ministério da Saúde.

Quem já teve Covid-19 está protegido ou pode pegar de novo? Confira o que diz a ciência.

Proteção contra Covid-19

Quem já teve Covid-19 está protegido ou pode pegar de novo a doença? Por quanto tempo dura a proteção? Essas são dúvidas recorrentes, ainda sem resposta definitiva, mas um novo estudo publicado no Lancet trouxe um pouco mais de luz sobre essas questões.

Pesquisadores da Dinamarca realizaram um grande estudo, para analisar o grau em que a infecção pelo SARS-CoV-2 confere proteção para a reinfecção subsequente. Em 2020, como parte da ampla estratégia de testes PCR gratuitos da Dinamarca, aproximadamente 4 milhões de indivíduos (69% da população) foram submetidos a 10,6 milhões de testes. Usando esses dados de teste de PCR nacional de 2020, os pesquisadores calcularam a proteção contra a repetição da infecção com SARS-CoV-2.

Como o estudo foi conduzido?

Foram coletados dados individuais de pacientes que foram testados para Covid-19, durante o primeiro semestre de 2020, e analisadas as taxas de infecção durante o segundo surto de epidemia de COVID-19, de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2020. O diagnóstico dos pacientes foram feitos com testes de RT-PCR. Mais detalhes da metodologia podem ser encontrados no estudo original publicado.

Este estudo analisa a chance de reinfecção com base em exames de detecção do coronavírus, porém não faz inferência sobre a presença de anticorpos IgG ou anticorpos neutralizantes nos participantes.

Quem já teve Covid-19 está protegido? Confira os resultados

Durante o primeiro surto (ou seja, antes de junho de 2020), 525.339 pessoas foram testadas, das quais 11.068 (2,1%) foram PCR positivos. Isto é, tiveram Covid-19. Essas pessoas foram acompanhadas e avaliadas novamente no período do segundo surto no país, de setembro a dezembro de 2020.

Entra essas 11.068 pessoas, 72 (0,65% [IC de 95% 0,51-0,82]) testaram positivo novamente durante o segundo surto em comparação com 16.819 (3,27% [ 3,22-3,32]) de 514.271 com teste negativo durante o primeiro pico (RR ajustado 0,195 [IC 95% 0,155-0,246]). Portanto, a proteção contra infecção repetida global observada foi de 80,5% (IC 95% 75,4-84,5%).

Em outras palavras, pessoas que tiveram Covid-19 apresentaram 80,5% menos chance de contrair o vírus e ter a doença novamente nos primeiros 6 meses após a infecção.

Proteção conforme sexo e faixa etária

Os pesquisadores também compararam a taxa de reinfecções conforme sexo e faixa etária. Não foram identificadas diferenças de proteção entre homens e mulheres. Também não houve diferença significativa de proteção entre pessoas nas faixas etárias até 65 anos. Veja os resultados na tabela abaixo.

Grupo Proteção Estimada
0 a 34 anos 82,7%
35 a 49 anos 80,1%
50 a 64 anos 81,3%
65 anos ou mais 47,1%
Proteção contra reinfecção por SARS-CoV-2 conforme grupo etário.

No idosos, porém, a proteção mostrou ser menor. Em pessoas com mais de 65 anos, a proteção observada contra a repetição da infecção foi de 47,1% (IC 95% 24,7-62,8).

Portanto, idosos que já tiveram Covid-19 ainda possuem risco maior de contrairem novamente a doença, nos primeiros 6 meses após a primeira infecção, em comparação aos mais jovens.

Essa descoberta de que as pessoas mais velhas foram mais propensas do que as pessoas mais jovens a testar positivo novamente pode ser explicada por mudanças naturais no sistema imunológico relacionadas à idade. Essas mudanças afetam o sistema imune inato e adaptativo e a coordenação das respostas imunes e, portanto, resultam em idosos sendo mais suscetíveis a doenças infecciosas emergentes, como SARS-CoV-2.

Proteção ao longo do tempo

Não foi observada diminuição da proteção ao longo do tempo (3-6 meses de acompanhamento 79,3% [74,4-83,3] vs ≥7 meses de acompanhamento 77,7% [70,9-82,99]). Isto é, a proteção parece não cair, pelo menos nos primeiros meses após a infecção. Esse resultado, no entanto, é limitado pelo tempo de duração do estudo.

Conclusões

Os resultados desse estudo mostram que pessoas que ja tiveram Covid-19 mostram uma boa proteção contra reinfecção nos primeiros meses após a doença.

Por outro lado, idosos apresentam menos de 50% da proteção observada nos mais jovens. Esses achados reforçam a necessidade de proteção do grupo de idosos, com vacinação por exemplo, mesmo entre aqueles que já tiveram Covid-19.

Cabe frisar que esse estudo é apenas um, entre vários que já foram realizados (e ainda serã), analisando a questão da proteção contra Covid-19. Trata-se de um estudo sólido, com número grande de pacientes, o que reforça seu resultado. No entanto, é preciso lembrar que novas pesquisas estão sendo feitas, que trarão mais resultados sobre esse tema. Vale continuar acompanhando!

Crédito pela imagem de capa: ION UN Migration, 2021.

Quanto cobrar pela aplicação de injetáveis? Uma análise de mercado.

aplicação de injetáveis

Um dos serviços farmacêuticos mais comuns nas farmácias é a aplicação de injetáveis. O procedimento deve ocorrer na farmácia a partir da apresentação de uma prescrição médica pelo paciente. 

As especificações sobre esse serviço estão descritas nas resoluções 499/08 do Conselho Federal de Farmácia e na RDC 44/2009 publicada pela ANVISA. A autorização legal das farmácias aplicarem injetáveis, porém, é muito mais antiga, remontando à Lei 5.991/1973.

O que é a aplicação de injetáveis?

O serviço de aplicação de injetáveis tem por objetivo administrar medicamentos pela via parenteral, solicitados por prescrição médica ou odontológica. É parte essencial de qualquer tratamento com esse tipo de medicamento.

As farmácias prestam esse serviço essencial há décadas, mas ainda há muito espaço para diferenciação. Existem farmácias que prestam esse serviço com má qualidade, de forma gratuita ou sem o devido profissionalismo. Por outro lado, muitas farmácias já entenderam o valor agregado que esse serviço pode trazer, e já faturam com um serviço diferenciado que transmite muito mais segurança para os clientes.

A aplicação de medicamentos injetáveis pode ocorrer por diversos vias de administração, incluindo subcutânea, intramuscular, intravenosa ou intradérmica. O serviço é prestado em uma sala de atendimento com privacidade e segurança para o paciente.

aplicação de injetáveis
Modelo de uma sala de aplicação de injetáveis e serviços farmacêuticos, com maca. Crédito pelo imagem: Aplicar Saúde.

As vacinas também são medicamentos aplicados por via injetável, mediante prescrição médica ou análise da carteira vacinal conforme o caso, mas possuem uma legislação específica (RDC 197/2017 Anvisa), por isso são consideradas um serviço à parte.

Preços praticados para aplicação de injetáveis em farmácias

Analisamos dados de 209.052 aplicações de injetáveis, realizadas durante o ano de 2020, de janeiro a dezembro, por farmácias que utilizam a Plataforma Clinicarx em todo país. Importante lembrar que os dados incluem todo período de tempo da pandemia de Covid-19.

Em todo país, o preço médio praticado por esse serviço é de R$ 11,40, podendo variar desde o preço simbólico de R$ 1,00 até R$ 50,00 por aplicação. A região com maior preço médio é o Sul, com R$ 13,36 por aplicação, seguida pelo Nordeste, com R$ 11,32. A região com menor preço praticado é o Sudeste, com apenas R$ 9,64 por aplicação.

A seguir, confira a tabela nacional contendo preço médio, mínimo e máximo praticados para esses serviços conforme a região do país.

Serviço de aplicação de injetáveis: preços praticados

RegiãoPreço mínimoPreço máximoPreço médio
Centro-OesteR$ 3,00R$ 15,00R$ 9,75
NordesteR$ 1,00R$ 50,00R$ 11,32
NorteR$ 4,99R$ 15,00R$ 11,11
SudesteR$ 2,00R$ 24,99R$ 9,64
SulR$ 1,50R$ 25,00R$ 13,36
Total BrasilR$ 1,00R$ 50,00R$ 11,40
Preços praticados por farmácias para aplicação de injetáveis no Brasil. Dados considerando 209.052 aplicações por mais de 3 mil farmácias localizadas em todas as regiões do país.

Considerando o preço médio nacional, observou-se um faturamento em 2020 da ordem de 2,3 milhões de reais. Uma farmácia que realiza, por exemplo, 50 aplicações/mês pode faturar apenas com esse serviço simples entorno de R$ 570,00 por mês, podendo chegar a R$ 2.500,00/mês. Portanto, esse faturamento no ano pode variar de R$ 6.000,00 a R$ 30.000,00 por farmácia.

Em uma farmácia que fatura, por exemplo, R$ 50.000,00/mês, a aplicação de injetáveis pode representar entre 1% a 5% do faturamento, dependendo do preço cobrado, com uma margem bruta de 80-90 % sobre esse valor. Quanto maior o preço, maior a margem.

Outro aspecto importante a ser considerado é a contribuição do serviço de aplicação de injetáveis para a margem agregada da venda do produto. Tomando como exemplo o medicamento Disprospan Suspensão Injetável, que possui um preço de varejo próximo a R$ 28,00, a aplicação do medicamento, considerando a média do mercado, eleva o ticket da venda para R$ 39,40, um aumento de 40,7%. Sem contar a contribuição para o lucro líquido da venda, potencializado pela prestação do serviço.

Drogaria Venancio: exemplo de sucesso em injetáveis e serviços

Uma das farmácias que se destacam nacionalmente na prestação de serviços farmacêuticos é a Drogaria Venancio. São vários serviços farmacêutico prestados, como checkups de pressão arterial, prescrição farmacêutica, vacinas, testes rápidos e aplicação de medicamentos injetáveis.

O faturamento da rede com prestação de serviços já era destaque antes da pandemia do Covid-19, tendo a aplicação de injetáveis como um dos carros-chefe, tanto em volume como em valor.

Conforme explica Renane Bernardes, supervisora farmacêutica da rede: “Os serviços farmacêuticos devem ser cobrados. Inclusive o nosso preço no serviço de injetáveis fica acima da média nacional, pois estrategicamente colocamos esse serviço cobrado nas filiais em que nossos clientes percebem mais valor”.

Conclusão: vale a pena fazer esse serviço na farmácia?

Os números mostram que sim. Este é um serviço tradicional, demandado pelas pessoas e que, se bem feito, pode agregar à rentabilidade do estabelecimento. Para valer a pena, farmacêutico e proprietário devem cobrar pelo serviço e entregar uma qualidade de serviço condizente com esse preço.

Além disso, há diversas oportunidades escondidas nesse serviço. Se bem aproveitadas, podem transformar sua farmácia em referência e levar seus ganhos para outro nível. Por exemplo:

  • Aplicação de injetáveis de uso longo ou contínuo, com agendamentos, por exemplo anticoncepcionais hormonais;
  • Atendimento domiciliar, com cobrança de taxa extra;
  • Aplicação de medicamentos de alto custo, que os pacientes tem dificuldades em conseguir;
  • Aplicação por via endovenosa, com valor diferenciado, pois muitas farmácias não prestam mais esse serviço;
  • Serviços especiais para diabéticos, com plano de assinatura para aplicação e acompanhamento do uso de insulinas;
  • Eventos e treinamentos para cuidadores e pacientes que precisam fazer auto-aplicação em casa;
  • Entre outras!

O que você precisa para começar?

Para realizar esse serviço na sua farmácia, você precisa dispor de uma sala de atendimento, deve regularizar esse serviço na licença sanitária e profissional treinado em aplicação de injetáveis. Além disso, todas as aplicações devem ser registradas, você deve fornecer a declaração de serviço farmacêutico (DSF) ao paciente e ter um relatório completo de medicamentos aplicados e prescritores, que será fiscalizado pela vigilância sanitária (VISA).

Confira no vídeo abaixo, uma demonstração de como registrar uma aplicação de medicamento injetável na farmácia.

Se você deseja organizar esse serviço em sua farmácia, a Clinicarx oferece uma plataforma completa que inclui treinamento, software, DSF, relatório automático para VISA, além de outras dezenas de serviços de saúde que podem potencializar as vendas da sua farmácia. E o melhor, você pode começar sem pagar nada! Ative seu Plano Free do Clinicarx agora mesmo.

A vacina Covid-19 AstraZeneca é segura? Confira perguntas e respostas.

vacina Covid-19 Astra Zeneca

Após casos de trombose venosa profunda (TVP) em pacientes que receberam a vacina Covid-19 AstraZeneca, alguns países europeus suspenderam o uso de um lote específico da vacina, para uma avaliação da possível relação causa-efeito.

Este artigo foi atualizado em 27 de abril de 2021.

No Brasil, a Anvisa emitiu comunicado técnico em 16/03/2021 sobre o assunto. A agência conduziu uma avaliação de seis casos de TVP em pacientes que receberam dose da vacina Covid-19 AstraZeneca (CoviShield). A avaliação da segurança da vacina conduzida pela Anvisa (GFARM/GGMON/DIRE5/ANVISA) não aponta alteração no equilíbrio benefício‐risco da vacina e recomenda a continuidade do seu uso na população brasileira, sem que haja a necessidade de qualquer medida regulatória neste momento.

vacina Covid-19 AstraZeneca

A Anvisa solicitou ao fabricante a inclusão na bula, no item advertências e precauções, informação sobre a possibilidade de ocorrência de casos muito raros de coágulos sanguíneos associados a trombocitopenia. Apesar de graves, esses eventos se mostraram muito raros, o que preserva a segurança da utilização da vacina na população.

Até março/2021, já haviam sido aplicadas mais de três milhões e oitenta mil de doses da vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca no Brasil. Confira a seguir perguntas e respostas sobre esse episódio, reproduzidas com base em informações apuradas por El País e pela própria Anvisa.

Por que alguns países deixaram de administrar a vacina da AstraZeneca?

Inicialmente, autoridades sanitárias austríacas detectaram dois casos graves de trombose depois da inoculação da vacina. Uma dessas pessoas morreu 10 dias depois de receber a vacina, e outra precisou ser hospitalizada com embolia pulmonar. Depois, a Dinamarca detectou outro caso de trombose grave depois da inoculação do fármaco. 

Então, alguns países também anunciaram suspensões na vacinação com a AstraZeneca, mas só de um lote concreto (o ABV5300), que estava relacionado aos casos de trombose. Essa foi a decisão adotada pela Áustria e também por Letônia, Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Itália, Romênia e algumas regiões da Espanha.

O que é uma trombose venosa profunda?

A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza‐se pela formação de trombos dentro de veias profundas, com obstrução parcial ou oclusão, sendo mais comum nos membros inferiores – em 80 a 95% dos casos.

Em relação aos eventos trombóticos, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular estima, de maneira geral, 60 casos de TVP para cada 100.000 habitantes ao ano. A incidência pode ser maior entre pessoas na faixa dos 70 a 79 anos: 300‐500 casos/100.000 pessoas ao ano. Essa faixa etária está entre os grupos prioritários para vacinação no Brasil.

Na Europa, alguns pacientes tiveram um quadro específico de TVP, conhecido como trombose venosa cerebral. Trata-se de um tipo de trombose muito pouco frequente, da qual foram detectados 11 casos na Europa depois da administração da vacina Covid-19 AstraZeneca.

“A trombose de seio venoso é um coágulo que impede que o sangue saia do cérebro. Se afetar uma veia pequena, provoca uma dor de cabeça ou um ataque epilético. Se afetar um seio [veia] grande, pode provocar um edema cerebral, aumenta a pressão cerebral e pode acarretar uma complicação muito grave” Jaume Roquer, chefe de Neurologia do Hospital del Mar de Barcelona.

O médico confirma que são episódios raros – 0,5% de todos os acidentes vasculares cerebrais –, com sintomas muito inespecíficos. Pode ser tratada com anticoagulantes e, em 90% dos casos, é curada sem sequelas.

Está provada a relação entre a vacina e os casos de trombose?

As evidências apontam que sim. Casos de trombocitopenia grave e trombose venosa profunda foram associados ao uso da vacina, mas são extremamente raros.

Pesquisadores que analisaram essa relação de causalidade chegaram à mesma conclusão: que esses eventos trombóticos graves incomuns, acompanhados de trombocitopenia, são causados por anticorpos intrusos antifator 4 plaquetário (PF4), que causam agregação plaquetária maciça e trombose, resultando na diminuição da contagem plaquetária no organismo, o que por sua vez promove sangramento. Os pacientes podem, assim, ter simultaneamente trombose grave e sangramento grave.

A síndrome é muito semelhante ao quadro bem conhecido de trombocitopenia induzida pela heparina (TIH), sendo diagnosticada e tratada da mesma forma, com a administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) e anticoagulantes. A síndrome associada à vacina foi batizada de trombocitopenia trombótica imunitária vacinal.

No Brasil, desde a suspeita de países europeus, a Anvisa revisou apenas seis casos de eventos tromboembólicos ocorridos no Brasil suspeitos e, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mas ainda não encontrou sinais de causalidade entre os eventos comunicados e o uso da vacina no país. Essas conclusões podem mudar com eventual surgimento de novos casos no país.

Qual é o risco de ter trombose após a vacinação?

O risco de trombose é maior em quem pegou Covid-19 do que em vacinados contra a doença, segundo estudo da Universidade de Oxford foi divulgado pela Fiocruz.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral (CVT, no acrônimo em inglês) em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como os imunizantes da Pfizer, Moderna e Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Embora a magnitude do risco não possa ser quantificada com certeza, o risco após a Covid-19 é aproximadamente de 8 a 10 vezes o relatado para as vacinas, e cerca de 100 vezes maior em comparação com a taxa da população. O aumento do indice de CVT com a Covid-19 é notável, sendo muito mais marcante do que os riscos aumentados para outras formas de acidente vascular cerebral e hemorragia cerebral”, diz o estudo. “Os dados de trombose da veia porta (PVT) destacam que a Covid-19 está associada a eventos trombóticos que não se limitam à vasculatura cerebral”.

Como a vacina Covid-19 AstraZeneca funciona?

A Vacina Covid‐19 AstraZeneca é um medicamento administrado para prevenir a doença coronavírus 2019 (COVID‐19) em pessoas com 18 anos ou mais.

A Vacina é composta por outro vírus (da família dos adenovírus) que foi modificado para conter o gene para a produção de uma proteína do SARS‐CoV‐2. A vacina COVID‐19 AstraZeneca não contém o vírus em si e não é capaz de causar a doença.

Os efeitos colaterais mais comuns da Vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca COVID‐19 são geralmente leves ou moderados, envolvendo cefaleia (dor de cabeça), pirexia (febre) e dor (incluindo dor muscular). Em alguns casos, podem ser observados calafrios. Estas reações melhoram alguns dias após a vacinação.

Como o profissional da saúde pode notificar reações adversas pós-vacinação (EAPV)?

Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal.

A grande maioria dos EAPV é local e/ou sistêmico de baixa gravidade. Por essa razão as ações de vigilância são voltadas para os eventos moderados e graves.

O profissional da saúde, seja farmacêutico, enfermeiro ou médico, pode fazer a notificação de EAVP diretamente à Anvisa através do sistema VigiMed.

Referências

Greinacher A, Thiele T, Warkentin TE, Weisser K, Kyrle PA, Eichinger S. Thrombotic Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCov-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104840.

Schultz NH, Sørvoll IH, Michelsen AE, Munthe LA, Lund-Johansen F, Ahlen MT, Wiedmann M, Aamodt AH, Skattør TH, Tjønnfjord GE, Holme PA. Thrombosis and Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCoV-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104882.

Conheça a lista de medicamentos isentos de prescrição (LMIP) autorizada pela Anvisa

A Anvisa publicou a instrução normativa IN nº 86, de 12 de março de 2021, definindo a Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP)

A Anvisa publicou a instrução normativa IN nº 86, de 12 de março de 2021, definindo a Lista de Medicamentos Isentos de Prescrição (LMIP). A lista é formada por 257 fármacos e 51 fitoterápicos.

Esta lista era aguardada pelo setor, após a publicação, em 2016, da RDC nº 98, que definiu os critérios para o enquadramento de medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

Três definições fundamentais sobre MIPs

Medicamentos isentos de prescrição: são os medicamentos que podem ser dispensados sem exigência de prescrição;

Medicamentos sob prescrição: são os medicamentos cuja dispensação é restrita à apresentação de prescrição, inclusive os sujeitosa controle especial.

Lista de medicamentos isentos de prescrição (LMIP): relação dos medicamentos enquadrados pela Anvisa como isentos deprescrição nos termos desta Resolução.

Critérios para um medicamento se tornar um MIP

Para um medicamento ser enquadrado como isento deprescrição, é necessário que comprove os critérios estabelecidos aseguir:

    1. Tempo mínimo de comercialização do princípio ativo ou da associação de princípios ativos, com as mesmas indicações, via de administração e faixa terapêutica de:
      • 10 (Dez) anos sendo, no mínimo, 5 (cinco) anos Brasil como medicamento sob prescrição ou 5 (cinco) anos no exterior como medicamento isento de prescrição, em país cujos critérios para seu enquadramento sejam compatíveis com os estabelecidos nesta Resolução.
    2. Segurança, segundo avaliação da causalidade, gravidade e frequência de eventos adversos e intoxicação, baixo potencial de causar dano à saúde quando obtido sem orientação de um prescritor, considerando sua forma farmacêutica, princípio ativo, concentração do princípio ativo, via de administração e posologia, devendo o produto apresentar:
      • Reações adversas com causalidades conhecidas e reversíveis após suspensão de uso do medicamento;
      • Baixo potencial de toxicidade, quando reações graves ocorrem apenas com a administração de grande quantidade do produto, além de apresentar janela terapêutica segura;
      • Baixo potencial de interação medicamentosa e alimentar, clinicamente significante.
    3. Indicação para o tratamento, prevenção ou alívio de sinais e sintomas de doenças não graves e com evolução inexistente ou muito lenta, sendo que os sinais e sintomas devem ser facilmente detectáveis pelo paciente, seu cuidador ou pelo farmacêutico, sem necessidade de monitoramento laboratorial ou consulta com o prescritor;
    4. Utilização por curto período de tempo ou por tempo previsto em bula, exceto para os de uso preventivo, bem como para os medicamentos específicos e fitoterápicos indicados para doenças de baixa gravidade;
    5. Ser manejável pelo paciente, seu cuidador, ou mediante orientação pelo farmacêutico;
    6. Baixo potencial de risco ao paciente, nas seguintes condições:
      • Mau uso com a utilização do medicamento para finalidade diferente da preconizada em bula; Abuso com a utilização do medicamento em quantidade superior ao preconizado ou por período superior ao recomendado; e intoxicação.
    7. Não apresentar potencial dependência, ainda que seja utilizado conforme preconizado em bula.

Confira a seguir a lista de medicamentos isentos de prescrição (LMIP):

 

 

Lista de medicamentos isentos de prescrição (LMIP)

A caracterização de um medicamento como isento de prescrição ocorre para um produto com o mesmo insumo farmacêutico ativo (IFA) (ou associação), forma farmacêutica, indicações terapêuticas e com concentração igual ou inferior àqueles indicados em cada linha da LMIP.

Na LMIP, a coluna ‘concentração máxima’ refere-se à dose do IFA presente na forma farmacêutica (p.ex. concentração por comprimido), não se referindo à dose posológica. A caracterização de um fitoterápico como isento de prescrição ocorre para um produto com a mesma espécie, parte empregada e indicações terapêuticas, tendo por base cada linha da LMIP.

Medicamentos Sintéticos, Específicos e Biológicos

n Fármaco Subgrupo terapêutico ou farmacológico Forma Farmacêutica Concentração Máxima Indicação Terapêutica Simplificada
1 Aceclofenaco M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Creme dermatológico 15 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
2 Acetato de hidrocortisona D07A – Corticosteroides (isolados) de uso local Creme dermatológico, pomada dermatológica 10 mg/g Dermatites, eczemas, eritema solar, queimadura de primeiro grau e picadas de inseto.
3 Acetilcisteína R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Comprimido efervescente, granulado 600 mg Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias, decorrentes ou associadas a doenças broncopulmonares.
4 Acetilcisteína R01A – Descongestionantes e outras preparações nasais de uso local Solução nasal 11,5 mg/mL Congestão nasal associada a rinites ou após procedimentos cirúrgicos no nariz.
5 Acetilcisteína R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Solução oral 40 mg/mL Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias, decorrentes ou associadas a doenças broncopulmonares.
6 Acetilracemetionina + citrato de colina + betaína A05B – Terapia biliar, lipotrópicos Solução oral 40 + 53 + 50 mg/mL Distúrbios metabólicos hepáticos.
7 Ácido acetilsalicílico N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 500 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas com cólicas menstruais e a gripes e resfriados comuns.
8 Ácido acetilsalicílico N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido de liberação prolongada 500 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas com cólicas menstruais e a gripes e resfriados comuns.
9 Ácido acetilsalicílico + ácido ascórbico (Vit. C) N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 400 + 200 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre e cefaleia.
10 Ácido acetilsalicílico + ácido ascórbico (Vit. C) N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido efervescente 400 + 240 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre e cefaleia.
11 Ácido acetilsalicílico + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 650 + 65 mg Dores moderadas a fortes.
12 Ácido acetilsalicílico + maleato de clorfeniramina + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Cápsula dura 324 + 2 + 32,4 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
13 Ácido acetilsalicílico + maleato de dexclorfeniramina + cloridrato de fenilefrina + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 400 + 1 + 10 + 30 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
14 Ácido acetilsalicílico + paracetamol + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido 250 + 250 + 65 mg Dores leves a moderadas, incluindo as associadas com cólicas menstruais e a gripes e resfriados comuns.
15 Ácido azeláico D10A – Preparações antiacne de uso local Creme dermatológico 200 mg/g Acne vulgar.
16 Ácido azeláico D10A – Preparações antiacne de uso local Gel dermatológico 150 mg/g Acne vulgar.
17 Ácido benzóico + ácido salicílico + iodo metálico D01A – Antifúngicos de uso local Solução dermatológica 20 + 20 + 2,5 mg/mL Micoses superficiais da pele.
18 Ácido bórico + ácido salicílico + enxofre + óxido de zinco D01A – Antifúngicos de uso local Pó dermatológico 3,0 + 0,352 + 17,602 + 11,735 g Dermatite de fraldas. Brotoeja. Desodorante e antiperspirante de pés e axilas. Prevenção de frieiras e pruridos na pele.
19 Ácido salicílico D11A – Outras preparações dermatológicas Gel dermatológico 270 mg/g Tratamento e remoção das verrugas comuns.
20 Ácido undecilênico + undecilenato de sódio + ácido propiônico + propionato de sódio + hexilresorcinol D01A – Antifúngicos de uso local Solução dermatológica 40 + 150 + 30 + 50 + 0,5 mg/mL Micoses superficiais de pele e unha.
21 Ácido undecilênico + undecilenato de zinco + propionato de cálcio + hexilresorcinol D01A – Antifúngicos de uso local Pó dermatológico 2 + 150 + 60 + 0,5 mg/g Micoses de pele, frieira, de unha, vulvar e peniana, dermatite seborreica, pitiríase versicolor.
22 Alantoína + triclosana + óxido de zinco D01A – Antifúngicos de uso local Pó dermatológico 5 + 1 + 100 mg/g Dermatite de fraldas. Eczemas, brotoejas, queimaduras e outras irritações superficiais da pele.
23 Álcool polivinílico S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 14 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
24 Alginato de sódio + bicarbonato de potássio A02A – Antiácidos Suspensão oral 100 + 20 mg/mL Alívio da regurgitação ácida, azia e dor de estômago devido à má digestão.
25 Alginato de sódio + bicarbonato de sódio + carbonato de cálcio A02A – Antiácidos Comprimido mastigável 250 + 133,5 + 80 mg Alívio da azia, dor de estômago devido à má digestão, enjoo e vômito.
26 Alginato de sódio + bicarbonato de sódio + carbonato de cálcio A02A – Antiácidos Suspensão oral 50 + 26,7 + 16 mg/mL Alívio da azia, dor de estômago devido à má digestão, enjoo e vômito.
27 Bicarbonato de sódio + carbonato de magnésio + carbonato de cálcio + carbonato básico de bismuto A02A – Antiácidos Granulado 586,742 + 134,34 + 134,34 + 32,495 mg/g Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão.
28 Bicarbonato de sódio + carbonato de magnésio + carbonato de cálcio + carbonato básico de bismuto A02A – Antiácidos Pastilha 63,7 + 67 + 521 + 3,3 mg Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão.
29 Bicarbonato de sódio + carbonato de magnésio + carbonato de cálcio + carbonato básico de bismuto A02A – Antiácidos Pó para solução oral 649 + 146,67 + 146,67 + 35,8 mg/g Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão.
30 Bicarbonato de sódio + carbonato de sódio A02A – Antiácidos Granulado efervescente 462 + 90 mg/g Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão.
31 Bicarbonato de sódio + carbonato de sódio + ácido acetilsalicílico + ácido cítrico A02A – Antiácidos Comprimido efervescente 1854 + 400 + 325 + 1413 mg Alívio da azia, dor de estômago e cefaleia devido à má digestão.
32 Bicarbonato de sódio + carbonato de sódio + ácido cítrico A02A – Antiácidos Granulado efervescente, pó efervescente 462,15 + 100 + 440 mg/g Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão.
33 Bisacodil A06A – Laxantes Comprimido revestido 5 mg Laxativo. Prisão de ventre. Sob orientação de profissional de saúde: preparo diagnóstico ou cirúrgico.
34 Bromidrato de dextrometorfano R05D – Antitussígenos, excluindo associações com expectorantes Solução oral 3 mg/mL Tosse seca, sem catarro associada a gripes e resfriados ou à inalação de agentes irritantes.
35 Butilbrometo de escopolamina A03B – Belladonna e derivados (isolados) Comprimido revestido 10 mg Alívio de cólicas gastrintestinais, das vias biliares, dos órgãos sexuais e das vias urinárias.
36 Butilbrometo de escopolamina A03B – Belladonna e derivados (isolados) Solução oral 10 mg/mL Alívio de cólicas gastrintestinais, das vias biliares, dos órgãos sexuais e das vias urinárias.
37 Butilbrometo de escopolamina + dipirona A03D – Antiespasmódicos em associação com analgésicos Comprimido revestido 10 + 250 mg Alívio de cólicas gastrintestinais, das vias biliares, dos órgãos sexuais e das vias urinárias.
38 Butilbrometo de escopolamina + dipirona A03D – Antiespasmódicos em associação com analgésicos Solução oral 6,667 + 333,4 mg/mL Alívio de cólicas gastrintestinais, das vias biliares, dos órgãos sexuais e das vias urinárias.
39 Butilbrometo de escopolamina + paracetamol A03D – Antiespasmódicos em associação com analgésicos Comprimido revestido 10 + 500 mg Alívio de cólicas gastrintestinais, das vias biliares, dos órgãos sexuais e das vias urinárias.
40 Cânfora D04A – Antipruriginosos, incluindo anti-histamínicos, anestésicos e outros de uso local Tablete dermatológico 712 mg Irritações da pele.
41 Cânfora + eucaliptol + mentol + guaiacol R05X – Outros produtos para gripe e resfriados Pomada dermatológica 25 + 100 + 50 + 10 mg/g Congestão nasal e tosse associadas a gripes e resfriados.
42 Carbocisteína R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Solução oral 50 mg/mL Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias, decorrentes ou associadas a doenças broncopulmonares.
43 Carbômer + sorbitol S01X – Outros produtos oftalmológicos Gel oftálmico 2 + 48,5 mg/g Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
44 Carbômer 940 S01X – Outros produtos oftalmológicos Gel Oftálmico 2,0 mg/g Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
45 Carbonato de cálcio A02A – Antiácidos Comprimido mastigável 750 mg Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão.
46 Carbonato de cálcio + hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio A02A – Antiácidos Comprimido mastigável 230 + 178 + 185 mg; ou231,5 + 159,9 + 208,9 mg Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão, enjôo e vômito.
47 Carbonato de cálcio + hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio A02A – Antiácidos Pastilha 231,5 + 178 + 185 mg Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão, enjôo e vômito.
48 Carmelose sódica S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 10 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
49 Cetoconazol D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 20 mg/g Micoses superficiais de pele.
50 Cetoconazol D01A – Antifúngicos de uso local Xampu 20 mg/mL Dermatite seborreica.
51 Citrato de colina + betaína + racemetionina A05B – Terapia biliar, lipotrópicos Solução oral 100 + 50 + 10 mg/mL Distúrbios metabólicos hepáticos.
52 Cloreto de benzalcônio + ácido bórico S01AX – Outros produtos antiinfecciosos oftálmicos Solução oftálmica 0,1 + 17 mg/mL Irritação e prurido oculares causados por exposição a agentes irritantes. Higiene dos olhos.
53 Cloreto de benzalcônio + óxido de zinco + cânfora D02A – Emolientes e protetores de uso localD03A – Cicatrizantes de uso localD08A – Antissépticos e desinfetantes de uso local Pomada dermatológica 5 + 200 + 50 mg/g Acne vulgar, frieiras, picadas de insetos, urticárias, ferimentos leves e escoriações, escaras. Desodorante e antiperspirante de axilas e pés.
54 Cloreto de cetilpiridínio R02A – Preparações para a garganta Pastilha 1,34 mg Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
55 Cloreto de cetilpiridínio + benzocaína R02A – Preparações para a garganta Pastilha 1,466 + 10 mg Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
56 Cloreto de cetilpiridínio + benzocaína R02A – Preparações para a garganta Solução 0,5 + 4 mg/mL Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
57 Cloreto de cetilpiridínio + borato de sódio + benzocaína R02A – Preparações para a garganta Solução 1 + 60 + 0,2 mg/mL Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
58 Cloreto de cetilpiridínio + cloreto de cetalcônio R02A – Preparações para a garganta Pastilha 1,25 + 1,25 mg Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
59 Cloreto de dequalínio + benzocaína R02A – Preparações para a garganta Pastilha 0,25 + 5 mg Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
60 Cloreto de sódio R01A – Descongestionantes e outras preparações nasais de uso local Gel nasal 6,0 mg/g Mucosa nasal ressecada e irritada.
61 Cloreto de sódio R01A – Descongestionantes e outras preparações nasais de uso local Solução nasal 30 mg/mL Congestão nasal. Mucosa nasal ressecada e irritada.
62 Cloreto de sódio + gliconato de zinco + glicose + citrato de sódio + citrato de potássio A07C – Eletrótitos com carboidratos Solução oral 2,076 + 0,061 + 25 + 0,94 + 2,16 mg/mL Reidratação ou manutenção da hidratação na diarreia aguda.
63 Cloreto de sódio + gliconato de zinco + glicose + citrato de sódio + citrato de potássio A07C – Eletrótitos com carboidratos Solução oral 1,757 + 0,06 + 11,88 + 2,892 + 1,506 mg/mL Reidratação ou manutenção da hidratação na diarreia aguda.
64 Cloridrato de ambroxol R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Cápsula dura de liberação prolongada 75 mg Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias, decorrentes ou associadas a doenças broncopulmonares.
65 Cloridrato de ambroxol R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Solução oral 6,0 mg/mL Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias, decorrentes ou associadas a doenças broncopulmonares.
66 Cloridrato de amorolfina D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 2,5 mg/g Micoses superficiais de pele.
67 Cloridrato de amorolfina D01A – Antifúngicos de uso local Esmalte 50 mg/mL Micoses de unha.
68 Cloridrato de azelastina R01A – Descongestionantes e outras preparações nasais de uso local Solução nasal 1 mg/mL Rinite alérgica.
69 cloridrato de benzidamina R02A – Preparações para a garganta Colutório 1,5 mg/mL Inflamações e dores na mucosa da boca, língua e garganta.
70 Cloridrato de benzidamina A01A – Preparações bucais Creme 5 mg/g Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
71 Cloridrato de benzidamina R02A – Preparações para a garganta Pastilha 3,15 mg Inflamações e dores na mucosa da boca e garganta.
72 Cloridrato de bromexina R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Solução oral 2 mg/mL Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias, decorrentes ou associadas a doenças broncopulmonares.
73 Cloridrato de butenafina D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 10 mg/g Micoses superficiais de pele.
74 Cloridrato de clobutinol R05D – Antitussígenos, excluindo associações com expectorantes Solução oral 4 mg/mL Tosse seca, sem catarro.
75 Cloridrato de difenidramina + cloreto de amônio + citrato de sódio R02A – Preparações para a garganta Pastilha 5 + 50 + 10 mg Tosse. Irritações da garganta, faringites.
76 Cloridrato de difenidramina + cloreto de amônio + citrato de sódio R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 2,5 + 25 + 11,25 mg/mL Tosse. Irritações da garganta, faringites.
77 Cloridrato de epinastina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido revestido 20 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele, eczemas.
78 Cloridrato de epinastina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 2 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele, eczemas.
79 Cloridrato de fenazopiridina G04B – Urológicos Comprimido revestido 200 mg Dor, ardor, desconforto para urinar.
80 Cloridrato de fexofenadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido revestido 180 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
81 Cloridrato de fexofenadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Suspensão oral 6 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
82 Cloridrato de isotipendil D04A – Antipruriginosos, incluindo anti- histamínicos, anestésicos e outros de uso local Gel dermatológico 7,5 mg/g Prurido. Picada de insetos.
83 Cloridrato de levamisol P02C – Antinematóides Comprimido 150 mg Ascaridíase.
84 Cloridrato de lidocaína + cloreto de benzetônio D08A – Antissépticos e desinfetantes de uso local Solução dermatológica 25 + 1,3 mg/mL Ferimentos superficiais na pele.
85 Cloridrato de nafazolina + maleato de feniramina S01G – Descongestionantes e antialérgicos oftálmicos Solução oftálmica 0,25 + 3 mg/mL Irritação e prurido oculares causados por exposição a agentes irritantes.
86 Cloridrato de nafazolina + sulfato de zinco heptaidratado S01G – Descongestionantes e antialérgicos oftálmicos Solução oftálmica 0,15 + 0,3 mg/mL Irritação e prurido oculares causados por exposição a agentes irritantes.
87 Cloridrato de oxomemazina + iodeto de potássio + benzoato de sódio + guaifenesina R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenosR06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 0,4 + 20 + 4 + 6 mg/mL Tosse seca, sem catarro.
88 Cloridrato de papaverina + dipirona + extrato fluido de Atropa belladonna A03D – Antiespasmódicos em associação com analgésicos Comprimido 30 mg + 250 mg + 0,03 mL Alívio de cólicas gastrintestinais, das vias biliares, dos órgãos sexuais e das vias urinárias.
89 Cloridrato de procaína + timol + mentol + cânfora A01A – Preparações bucais Solução 1 + 4 + 8 + 2 mg/mL Alívio da dor de dente.
90 Cloridrato de terbinafina D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 10 mg/g Micoses superficiais de pele.
91 Cloridrato de terbinafina D01A – Antifúngicos de uso local Solução dermatológica 10 mg/mL Micoses superficiais de pele.
92 Clotrimazol D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 10 mg/g Micoses superficiais de pele, dermatite seborreica, candidíase vulvar e peniana.
93 Clotrimazol D01A – Antifúngicos de uso local Solução dermatológica 10 mg/mL Micoses superficiais de pele, dermatite seborreica, candidíase vulvar e peniana.
94 Clotrimazol G01A – Anti-infecciosos e antissépticos ginecológicos, excluindo associações com corticosteroides Comprimido vaginal 500 mg Candidíase vaginal.
95 Clotrimazol G01A – Anti-infecciosos e antissépticos ginecológicos, excluindo associações com corticosteroides Creme vaginal 20 mg/g Candisíase vaginal e peniana.

96 Coaltar D01A – Antifúngicos de uso local D05A – Antipsoriásicos de uso local Xampu 40 mg/mL Caspa. Oleosidade do couro cabeludo. Dermatite seborreica, psoríase e eczema do couro cabeludo.
97 Cobamamida + cloridrato de ciproeptadina A15 – Estimulantes do apetite Comprimido 1 + 4 mg Estimulante do apetite. Estado de fraqueza e diminuição do apetite. Períodos de convalescença.
98 Colagenase D03B – Enzimas de uso local Pomada dermatológica 1,2 U/g Ferimentos leves e escoriações. Escaras. Fissuras da pele.
99 Deltametrina P03A – Ectoparasiticidas, incluindo escabicidas Emulsão dermatológica, suspensão dermatológica, xampu 0,2 mg/mL Pediculose, ftiríase, escabiose, infestações por carrapatos.
100 Desloratadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido revestido 5 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
101 Desloratadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 1,25 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
102 Dextrana + hipromelose S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 1 + 3 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
103 Dextrana + hipromelose + glicerol S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 1 + 3 + 2 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
104 Diclofenaco dietilamônio M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico 23,2 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
105 Diclofenaco dietilamônio M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Solução dermatológica 11,6 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
106 Diclofenaco sódico M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico 10 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
107 Dicloridrato de levocetirizina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido revestido 5 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
108 Dicloridrato de levocetirizina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 5 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
109 Dipirona N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido, comprimido efervescente 1000 mg Dor e febre.
110 Dipirona N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 500 mg/mL Dor e febre.
111 Dipirona N02B – Analgésicos e antipiréticos Supositório 300 mg Dor e febre.
112 Dipirona + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 500 + 65 mg Cefaleia e enxaqueca.
113 Dipirona + citrato de orfenadrina + cafeína M03B – Relaxantes musculares de ação central Comprimido 300 + 35 + 50 mg Dor associada a contraturas musculares, incluindo cefaleia tensional.
114 Dipirona + citrato de orfenadrina + cafeína M03B – Relaxantes musculares de ação central Solução oral 300 + 35 + 50 mg/mL Dor associada a contraturas musculares, incluindo cefaleia tensional.
115 Dipirona + cloridrato de isometepteno + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 300 + 50 + 30 mg/mL Cefaleia, enxaqueca e cólicas abdominais.
116 Dipirona + cloridrato de prometazina + cloridrato de adifenina N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 500 + 5 + 10 mg Febre e dores leves a moderadas.
117 Dipirona + cloridrato de prometazina + cloridrato de adifenina N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 333,333 + 3,333 + 6,666 mg/mL Febre e dores leves a moderadas.
118 Dipirona + maleato de clorfeniramina + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido 500 + 2 + 30 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
119 Dipirona + mucato de isometepteno + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido 300 + 30 + 30 mg Cefaleia, enxaqueca e cólicas abdominais.
120 Docusato sódico + bisacodil A06A – Laxantes Comprimido revestido 60 + 5 mg Laxativo. Prisão de ventre. Sob orientação de profissional de saúde: preparo diagnóstico ou cirúrgico.
121 Dropropizina R05D – Antitussígenos, excluindo associações com expectorantes Solução oral 30 mg/mL Tosse seca, sem catarro.
122 Ebastina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido revestido 10 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
123 Ebastina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 1 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
124 Essência de terebentina + salicilato de metila + cânfora + mentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico 0,2222 + 0,0444 mL/g + 44,4 + 98 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
125 Eucaliptol + terpina monoidratada + mentol R05X – Outros produtos para gripe e resfriados Solução inalatória 33 + 22 + 22 mg/mL Secreções mucosas densas e viscosas nas vias respiratórias.
126 Fendizoato de cloperastina R05D – Antitussígenos, excluindo associações com expectorantes Suspensão oral 35,4 mg/mL Tosse seca, sem catarro.
127 Fendizoato de cloperastina R05D – Antitussígenos, excluindo associações com expectorantes Solução oral 3,54 mg/mL Tosse seca, sem catarro.
128 Fenol + mentol S02D – Outros produtos otológicos Solução otológica 18,6 + 1,3 mg/mL Dor de ouvido. Remoção de cerume.
129 Flurbiprofeno R02A – Preparações para a garganta Pastilha 8,75 mg Inflamação da garganta.
130 Flutrimazol D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 10 mg/g Micoses superficiais de pele.
131 Flutrimazol D01A – Antifúngicos de uso local Solução dermatológica 10 mg/mL Micoses superficiais de pele.
132 Guaifenesina R05C – Expectorantes, excluindo associações com antitussígenos Solução oral 16 mg/mL Tosse associada a gripes e resfriados.
133 Guaifenesina + bromidrato de dextrometorfano R05F – Antitussígenos associados a expectorantes Solução oral 13,3 + 1,3 mg/mL Tosse com ou sem catarro associada a gripes e resfriados.
134 Heparina sódica C05B – Terapia antivaricosa Gel dermatológico 200 U/g Flebites e tromboflebites superficiais, hematomas e contusões, dor pós escleroterapia venosa.
135 Hialuronato de sódio S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 1,5 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
136 Hidróxido de alumínio A02A – Antiácidos Comprimido 230 mg Alívio da azia devido à má digestão.
137 Hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio A02A – Antiácidos Pó efervescente 35,6 + 37 mg/g Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão, enjôo, vômito e distensão abdominal.
138 Hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio + carbonato de cálcio A02A – Antiácidos Comprimido mastigável, pó efervescente 178 + 185 + 230 mg Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão, enjôo, vômito e distensão abdominal.
139 Hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio + carbonato de cálcio A02A – Antiácidos Suspensão oral 35,6 + 37 + 48,4 mg/mL Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão, enjôo, vômito e distensão abdominal.
140 Hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio + oxetacaína A02A – Antiácidos Suspensão oral 60 + 20 + 2 mg/mL Alívio da regurgitação ácida, azia e dor de estômago devido à má digestão e distensão abdominal.
141 Hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio + simeticona A02A – Antiácidos Suspensão oral 120 + 41,5 + 7 mg/mL Alívio da azia, eructação e flatuência.
142 Hidroxiquinolina + trolamina S02D – Outros produtos otológicos Solução otológica 0,4 + 140 mg/mL Dor de ouvido. Remoção de cerume.
143 Hipromelose S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 5 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
144 Hipromelose + cetrimida S01X – Outros produtos oftalmológicos Solução oftálmica 3,2 + 0,1 mg/mL Lubrificante oftálmico / lágrima artificial.
145 Ibuprofeno N02B – Analgésicos e antipiréticos Cápsula gelatinosa mole, comprimido 400 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
146 Ibuprofeno N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido 400 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
147 Ibuprofeno N02B – Analgésicos e antipiréticos Suspensão oral 100 mg/mL Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
148 Ibuprofeno + paracetamol M01A – Antiinflamatórios e antirreumáticos não esteroidais Comprimido revestido 200 + 500 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns, musculares, cefaleia, enxaqueca e cólicas abdominais.
149 Ibuprofeno arginina N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido, granulado 770 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns e traumatismos.
150 Iodo + óleo de cade + ácido salicílico D08A – Antissépticos e desinfetantes de uso local Solução dermatológica 10 + 10 + 20 mg/mL Micoses superficiais de pele.
151 Iodopovidona D08A – Antissépticos e desinfetantes de uso local Pomada dermatológica 100 mg/g Ferimentos superficiais na pele.
152 Iodopovidona D08A – Antissépticos e desinfetantes de uso local Sabonete 7 mg/g Higienização das mãos e corpo. Ferimentos superficiais na pele. Afecções cutâneas.
153 Lactulose A06A – Laxantes Solução oral 667 mg/mL Laxativo. Prisão de ventre. Encefalopatia hepática.
154 Levomentol + cânfora R01A – Descongestionantes e outras preparações nasais de uso local Óleo nasal 415,4 + 415,4 mg/mL Congestão nasal.
155 Levomentol + cânfora + óleo de eucalipto R05X – Outros produtos para gripe e resfriados Pomada 28,2 + 52,6 + 13,3 mg/g Congestão nasal, tosse e dor muscular associadas à gripes e resfriados.
156 Loratadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Cápsula gelatinosa mole 10 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
157 Loratadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido, comprimido revestido 10 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
158 Loratadina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 1 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele.
159 Macrogol + bicarbonato de sódio + cloreto de potássio + cloreto de sódio A06A – Laxantes 13,125 + 0,1775 + 0,0466 + 0,3507 g Laxativo. Prisão de ventre. Sob orientação de profissional de saúde: preparo diagnóstico ou cirúrgico.
160 Magaldrato A02A – Antiácidos Suspensão oral 80 mg/mL Alívio da azia devido à má digestão.
161 Magaldrato + simeticona A02A – Antiácidos Suspensão oral 80 + 10 mg/mL Alívio da azia, eructação e flatuência.
162 Maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina R01B – Descongestionantes nasais para uso sistêmico Comprimido revestido de liberação prolongada 12 + 15 mg Sintomas de gripe, resfriado, rinite e sinusite, alérgicas ou não.
163 Maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina R01B – Descongestionantes nasais para uso sistêmico Solução oral 2 + 2,5 mg/mL Sintomas de gripe, resfriado, rinite e sinusite, alérgicas ou não.
164 Maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina R01B – Descongestionantes nasais para uso sistêmico Solução oral 0,4 + 1 mg/mL Sintomas de gripe, resfriado, rinite e sinusite, alérgicas ou não.
165 Maleato de clorfeniramina + ácido ascórbico + dipirona monoidratada N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido 1 + 50 +100 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor no corpo, cefaleia e coriza. Sintomas de distúrbios do estado geral decorrentes de alterações climáticas e de abuso de álcool ou nicotina.
166 Maleato de dexclorfeniramina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido, comprimido revestido 2 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele, eczemas. Picada de insetos. Conjutivite alérgica. Dermatite atópica.
167 Maleato de dexclorfeniramina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Creme dermatológico 10 mg/g Prurido. Eczemas/dermatites alérgicos. Urticária. Picada de insetos.
168 Maleato de dexclorfeniramina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Comprimido revestido de liberação prolongada 6 mg Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele, eczemas. Picada de insetos. Conjutivite alérgica. Dermatite atópica.
169 Maleato de dexclorfeniramina R06A – Anti-histamínicos para uso sistêmico Solução oral 2,8 mg/mL Sintomas da rinite alérgica. Sintomas de urticária ou alergias de pele, eczemas. Picada de insetos. Conjutivite alérgica. Dermatite atópica.
170 Maleato de mepiramina + hidróxido de alumínio + ácido acetilsalicílico + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos R06A – Antihistamínicos para uso sistêmico Comprimido 15 + 150 + 150 + 50 mg Cefaleia e alergias.
171 Mebendazol P02C – Antinematóides Comprimido 500 mg Enterobíase, tricuríase, ascaridíase, ancilostomíase, necatoríase, teníase.
172 Mebendazol P02C – Antinematóides Suspensão oral 20 mg/mL Enterobíase, tricuríase, ascaridíase, ancilostomíase, necatoríase, teníase.
173 Metronidazol D06B – Quimioterápicos de uso local Creme dermatológico, gel dermatológico 7,5 mg/g Rosácea.
174 Naproxeno M01A – Antiinflamatórios e antirreumáticos não esteroidais Comprimido 500 mg Dores agudas causadas por inflamação; dor e febre, incluindo às associadas a sintomas de gripe e resfriado; dores musculares e articulares; dor após traumas.
175 Naproxeno sódico M01A – Antiinflamatórios e antirreumáticos não esteroidais Comprimido revestido 550 mg Dores agudas causadas por inflamação; dor e febre, incluindo às associadas a sintomas de gripe e resfriado; dores musculares e articulares; dor após traumas.
176 Nicotina N07B – Transtornos de dependência (vício) Adesivo transdérmico 21 mg Dependência do tabaco. Sintomas da síndrome de abstinência de nicotina.
177 Nicotina N07B – Transtornos de dependência (vício) Pastilha, goma de mascar 4 mg Dependência do tabaco. Sintomas da síndrome de abstinência de nicotina.
178 Nimesulida M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico 20mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
179 Nistatina + óxido de zinco D01A – Antifúngicos de uso local Pomada dermatológica 100.000U.I./g + 200mg/g Dermatite de fraldas. Irritações na região dos órgãos genitais e das nádegas, entre os dedos, nas axilas, sob os seios ou em outras áreas da pele que sofrem atrito em crianças e adultos.
180 Nitrato de miconazol D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico, pó dermatológico 20 mg/g Micoses superficiais de pele e unha.
181 Nitrato de miconazol D01A – Antifúngicos de uso local Emulsão dermatológica, suspensão dermatológica 20 mg/mL Dermatite de fraldas. Micoses superficiais de pele e unha.
182 Nitrato de miconazol G01A – Anti-infecciosos e antissépticos ginecológicos, excluindo associações com corticosteroides Creme vaginal 20 mg/g Candidíase vaginal e perianal.
183 Nitrato de oxiconazol D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 10,0 mg/g Micoses superficiais de pele, dermatite seborreica, candidíase vulvar e peniana e infecções mistas por fungos e bactérias.
184 Nitrato de oxiconazol D01A – Antifúngicos de uso local Solução dermatológica 10,0 mg/mL Micoses superficiais de pele, dermatite seborreica, candidíase vulvar e peniana e infecções mistas por fungos e bactérias.
185 Óxido de zinco + salicilato de fenila + ácido bórico + enxofre + mentol + cânfora D01A – Antifúngicos de uso local Pó dermatológico 10 + 2,0 + 5,0 + 5,0 + 0,2 + 1,0 mg/g Dermatite de fraldas. Brotoeja. Desodorante e antiperspirante de pés e axilas. Prevenção de frieiras e pruridos na pele.
186 Palmitato de retinol (Vit. A) + colecalciferol (Vit. D3) + acetato de racealfatocoferol (Vit. E) + alantoína D02A – Emolientes e protetores de uso local Creme dermatológico 5000 + 1000 + 20 UI/g + 2 mg/g Pele seca e áspera. Irritações da pele de pequena intensidade provocadas pela exposição ao sol.
187 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido efervescente 500 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
188 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido mastigável 160 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
189 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido 750 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
190 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido revestido de liberação prolongada 650 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
191 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 750 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
192 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos 100 mg/g Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
193 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 200 mg/mL Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
194 Paracetamol N02B – Analgésicos e antipiréticos Suspensão oral 140 mg/mL Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
195 Paracetamol + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido efervescente, comprimido revestido 500 + 65 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas a gripes e resfriados comuns.
196 Paracetamol + carisoprodol + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 350 + 150 + 50 mg Dores musculares leves a moderadas.
197 Paracetamol + citrato de orfenadrina + cafeína M03B – Relaxantes musculares de ação central Comprimido 450 + 35 + 50 mg Dores leves a moderadas associadas a contraturas musculares, incluindo cefaleia tensional.
198 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 800 + 20 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.

199 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina + maleato de carbinoxamina N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 800 + 20 + 4 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
200 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina + maleato de carbinoxamina N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 40 + 1 + 0,4 mg/mL Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
201 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina + maleato de carbinoxamina + citrato de pentoxiverina N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 400 + 10 + 2 + 10 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
202 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina + maleato de clorfeniramina N02B – Analgésicos e antipiréticos Cápsula dura, comprimido 400 + 4 + 4 mg Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
203 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina + maleato de clorfeniramina N02B – Analgésicos e antipiréticos Pó para solução oral 80 + 0,8 + 0,8 mg/g Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
204 Paracetamol + cloridrato de fenilefrina + maleato de clorfeniramina N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 40 + 0,6 + 0,6 mg/mL Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
205 Paracetamol + maleato de carbinoxamina N02B – Analgésicos e antipiréticos Solução oral 120 + 2 mg/mL Sintomas da gripe e resfriado comuns, como febre, dor, coriza e congestão nasal.
206 Paracetamol + propifenazona + cafeína N02B – Analgésicos e antipiréticos Comprimido 250 + 150 + 50 mg Febre. Dores leves a moderadas, incluindo as associadas com gripes e resfriados comuns.
207 Permetrina P03A – Ectoparasiticidas, incluindo escabicidas Emulsão dermatológica, suspensão dermatológica 10 mg/mL Pediculose.
208 Permetrina P03A – Ectoparasiticidas, incluindo escabicidas Emulsão dermatológica, suspensão dermatológica 50 mg/mL Escabiose.
209 Picossulfato de sódio A06A – Laxantes Solução oral 7,5 mg/mL Laxativo. Prisão de ventre. Sob orientação de profissional de saúde: preparo diagnóstico ou cirúrgico.
210 Picossulfato de sódio + Cássia senna 1DH + Polygonum punctatum 1CH + Collinsonia canadensis 1CH A06A – Laxantes Comprimido 0,005g+ 0,020 + 0,015 + 0,015 g Laxativo. Prisão de ventre.
211 Picossulfato de sódio + óleo mineral leve + ágarágar A06A – Laxantes Emulsão oral 0,334 + 282,25 + 2,72 mg/mL Laxativo. Prisão de ventre.
212 Policarbofila cálcica A06A – Laxantes Comprimido revestido 625 mg Regularização do hábito intestinal. Constipação intestinal ou diarreia associadas a condições como diverticulose e síndrome do intestino irritável.
213 Policresuleno + cloridrato de cinchocaína C05A – Agentes para tratamento de hemorroidas e fissuras anais de uso local Pomada retal 50 + 10 mg/g Hemorroidas. Fissuras, prurido e eczemas da região do ânus. Curativo após cirurgias proctológicas.
214 Policresuleno + cloridrato de cinchocaína C05A – Agentes para tratamento de hemorroidas e fissuras anais de uso local Supositório 100 + 27 mg Hemorroidas. Fissuras, prurido e eczemas da região do ânus. Curativo após cirurgias proctológicas.
215 Polissulfato de mucopolissacarídeo C05B – Terapia antivaricosa Gel dermatológico, pomada dermatológica 5 mg/g Hematomas e inflamação provocada por varizes e em processos inflamatórios localizados.
216 Prometazina D04A – Antipruriginosos, incluindo antihistamínicos, anestésicos e outros de uso local Creme dermatológico 20 mg/g Prurido. Picada de insetos.
217 Racemetionina + cloreto de colina A05B – Terapia biliar, lipotrópicos Comprimido revestido 100 + 20 mg Distúrbios metabólicos hepáticos.
218 Racemetionina + cloreto de colina + inositol + cianocobalamina A05B – Terapia biliar, lipotrópicos Comprimido revestido 100 + 25 + 50 + 0,002 mg Distúrbios metabólicos hepáticos.
219 Saccharomyces boulardii A07F – Microrganismos antidiarreicos Cápsula dura, pó oral 250 mg Diarreias de diferentes causas. Restauração da flora intestinal.
220 Salicilato de etilenoglicol + levomentol + acetato de racealfatocoferol + cânfora M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Emplasto 175 + 140 + 140 + 42 mg Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
221 Salicilato de metila + cânfora + levomentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Adesivo dermatológico 144 + 28,4 + 131 mg Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
222 salicilato de metila + cânfora + levomentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Pomada dermatológica 52,5 + 44,4 + 20 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
223 salicilato de metila + cânfora + levomentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Solução dermatológica 0,0333 mL/mL + 33,3 + 8,3 mg/mL Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
224 Salicilato de metila + cânfora + mentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Pomada dermatológica 52,5 + 44,4 + 20 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
225 Salicilato de metila + cânfora + mentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Solução dermatológica 0,0333 mL/mL + 33,3 + 8,3 mg/mL Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
226 Salicilato de metila + extrato fluido de Beladona + cânfora M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico 40 + 13,6 + 10 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
227 Salicilato de metila + iodo M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Pomada dermatológica 50 + 50 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
228 Salicilato de metila + levomentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Adesivo dermatológico 105 + 31,5 mg Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
229 Salicilato de metila + levomentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico 150 + 70 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
230 Salicilato de metila + mentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Gel dermatológico, creme dermatológico 150 + 100 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
231 Salicilato de metila + mentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Pomada dermatológica 250 + 250 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
232 Salicilato de metila + mentol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Solução dermatológica 50 + 10 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
233 Salicilato de metila + óxido de zinco + bálsamo do peru + extrato fluido de Beladona + cânfora M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Pomada dermatológica 50 + 90 + 20 + 16 + 10 mg/g Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
234 Salicilato de metila + salicilato de etilenoglicol + levomentol + cânfora M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Solução dermatológica 30 + 19 + 38,5 + 38,5 mg/mL Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
235 Salicilato de metila + salicilato de etilenoglicol + levomentol + cânfora + timol M02A – Produtos para dor articular e muscular de uso local Emplasto 144,14 + 21,84 + 131,04 + 28,4 + 18,34 mg Dor e inflamação do sistema musculoesquelético.
236 Silimarina + racemetionina A05B – Terapia biliar, lipotrópicos Comprimido revestido 70 + 100 mg Distúrbios metabólicos hepáticos.
237 Sorbitol + laurilsulfato de sódio A06A – Laxantes Solução retal 714 + 7,7 mg/g Laxativo. Prisão de ventre. Sob orientação de profissional de saúde: preparo diagnóstico ou cirúrgico.
238 Subgalato de bismuto + óxido de zinco D02A – Emolientes e protetores de uso local Gel dermatológico 1,5 + 45 mg/g Dermatite de fraldas. Brotoejas. Irritações da pele de pequena intensidade provocadas pelo vento ou exposição prolongada ao sol.
239 Subgalato de bismuto + óxido de zinco + iodeto de timol D08A – Antissépticos e desinfetantes de uso local Pó dermatológico 3,0 + 93,33 + 1,5 mg/g Dermatite de fraldas. Brotoejas. Desodorante e antiperspirante dos pés e axilas.
240 Sulfato de magnésio + ácido cítrico + bicarbonato de sódio A02A – Antiácidos Pó efervescente 176,5 + 367 + 436 mg/g Alívio da azia e dor de estômago devido à má digestão. Laxante leve.
241 Sulfato de neomicina D06A – Antibióticos de uso local Pomada dermatológica 5 mg/g Infecções bacterianas da pele e mucosas, como impetigo e furúnculo. Eczemas e queimaduras infectados. Úlcera cutânea.
242 Sulfato de neomicina + bacitracina zíncica D06A – Antibióticos de uso local Pomada dermatológica 5 mg/g + 250 UI/g Infecções bacterianas da pele e mucosas, como impetigo e furúnculo. Eczemas e queimaduras infectados. Úlcera cutânea. Profilaxia de infecções cutâneomucosas decorrentes de ferimentos cortantes.
243 Sulfato de neomicina + tartarato de bismuto e sódio + cloridrato de procaína A01A – Preparações bucais Suspensão deuso local 25 + 25 + 15 mg/ml Aftas e outras inflamações da mucosa da boca.
244 Sulfato de neomicina + tartarato de bismuto e sódio + cloridrato de procaína + mentol A01A – Preparações bucais Suspensão de uso local 26 + 25 + 15 + 1 mg/ml Aftas e outras inflamações da mucosa da boca.
245 Sulfato ferroso B03 – Antianêmicos Comprimido revestido 190 mg Anemias por deficiência de ferro.
246 Sulfato ferroso B03 – Antianêmicos Solução oral 125 mg/mL Anemias por deficiência de ferro.
247 Sulfeto de selênio D01A – Antifúngicos de uso local Xampu 25 mg/mL Caspa, dermatite seborreica, micose superficial do couro cabeludo.
248 Tintura Matricaria chamomilla L + cloridrato de lidocaína + polidocanol A01A – Preparações bucais Gel 150 + 3,4 + 3,2 mg/g Alívio dos deconfortos bucais da primeira dentição.
249 Tintura Matricaria chamomilla L., cloridrato de lidocaína, polidocanol A01A – Preparações bucais Solução 150,0 mg/g + 3,4 mg/g + 3,2 mg/g Alívio dos deconfortos bucais da primeira dentição.
250 Tioconazol D01A – Antifúngicos de uso local Creme dermatológico 10 mg/g Micoses superficiais de pele e unha e infecções mistas por fungos e bactérias.
251 Tirotricina + sulfato de hidroxiquinolina R02A – Preparações para a garganta Solução 0,3 + 10 mg/mL Aftas e outras inflamações na mucosa da boca. Dor de garganta.
252 Tirotricina + sulfato de hidroxiquinolina + benzocaína R02A – Preparações para a garganta Pastilha 1 + 0,7 + 5 mg Aftas e outras inflamações na mucosa da boca. Dor de garganta.
253 Tirotricina + sulfato de hidroxiquinolina + cloridrato de lidocaína R02A – Preparações para a garganta Solução 0,1 + 2 + 4 mg/mL Aftas e outras inflamações na mucosa da boca. Dor de garganta.
254 Tirotricina + sulfato de hidroxiquinolina + fluoreto de sódio A01A – Preparações bucais Gel 0,25 + 6,2 + 2,2 mg/g Aftas e outras inflamações na mucosa da boca. Profilaxia da cárie.
255 Tribenosídeo + cloridrato de lidocaína C05A – Agentes para tratamento de hemorroidas e fissuras anais de uso local Creme retal 50 + 20 mg/g Hemorroidas internas e externas.
256 Tribenosídeo + cloridrato de lidocaína C05A – Agentes para tratamento de hemorroidas e fissuras anais de uso local Supositório 400 + 40 mg Hemorroidas internas e externas.
257 Ureia D02A – Emolientes e protetores de uso local Creme dermatológico 200 mg/g Pele seca e áspera. Espessamento da pele, ressecamento e descamação da pele, eczema e calosidade de mãos, cotovelos, joelhos e pés.

Fitoterápicos

n Espécie Classe Terapêutica Parte empregada Indicações terapêuticas e via de administração
1 Aesculus hippocastanum Produtos com ação sobre o aparelho cardiovascular Sementes Alívio dos sintomas relacionados a inchaços nas pernas, veias varicosas, sensação de peso, dor, cansaço, coceira, tensão nas pernas e câimbras na panturrilha. Restrições: uso oral.
2 Aloe ferox + Gentiana lutea Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Rizoma + folhas Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.
3 Aloe vera Anti-inflamatórios. Cicatrizantes com ação anti-inflamatória Folhas Cicatrizante, destinado ao tratamento de queimaduras térmicas leves. Anti-inflamatório. Auxiliar no tratamento dos sintomas das dispepsias funcionais e dos distúrbios gastrointestinais espásticos (uso oral). Anti-inflamatório (uso tópico).
4 Arnica montana Produtos com ação na pele e mucosas Capítulo floral Alívio dos sintomas de equimoses, hematomas e contusões. Uso tópico.
5 Atropa belladona Antiespasmódicos e anticolinérgicos gastrointestinais Folhas Alívio dos sintomas de cólicas e espasmos gastrintestinais. Uso oral.
6 Calendula officinalis Anti-inflamatórios. Cicatrizantes com ação anti-inflamatória Flores Cicatrizante, destinado ao tratamento de queimaduras térmicas leves. Anti-inflamatório. Auxiliar no tratamento dos sintomas das dispepsias funcionais e dos distúrbios gastrointestinais espásticos (uso oral). Anti-inflamatório (uso tópico).
7 Cassia fistula + Senna alexandrina Laxantes irritantes ou estimulantes Fruto + folhas Constipação ocasional. Uso oral.
8 Centella asiatica Produtos com ação sobre o aparelho cardiovascular Partes aéreas Alívio dos sintomas relacionados a inchaços nas pernas, veias varicosas, sensação de peso, dor, cansaço, coceira, tensão nas pernas e câimbras na panturrilha. Uso oral.
9 Cinchona calisaya Estimulantes do apetite Casca Estimulante do apetite e para cansaço físico e mental. Uso oral.
10 Cinnamomum zeylanicum + Caryophyllus aromaticus Outros produtos para o aparelho digestivo e metabolismo Cascas + botões florais Antiflatulento em casos de problemas digestivos. Uso oral.
11 Crataegus oxyacantha + Salix alba + Passiflora incarnata Ansiolíticos Flores + casca + flores Ansiolítico leve. Auxiliar no tratamento da ansiedade leve e da insônia. Uso oral.
12 Cynara scolymus Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Folhas Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.
13 Cynara scolymus + Peumus boldus Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Folhas + folhas Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.
14 Eucaliptus globulus Expectorantes Folhas Antisséptico das vias aéreas superiores e expectorante. Broncodilatador. Uso oral.
15 Gentiana lutea + Chamaemelum nobile Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Rizoma + raiz Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.
16 Glycine max Produtos para uso em ginecologia Sementes Auxiliar no alívio dos sintomas do climatério. Uso oral.
17 Glycyrrhiza glabra Antiulcerosos Raízes Alívio dos sintomas digestivos incluindo queimação e dispepsia. Uso oral.
18 Hamamelis virginiana Antihemorroidários tópicos e/ou terapia varicosa inclusive antihemorroidário Folhas Auxiliar no tratamento de hemorroidas externas e equimoses (uso tópico). Alívio do prurido e ardor associados a hemorroidas (uso oral).
19 Harpagophytum procumbens Anti-inflamatórios ou antirreumáticos simples Raízes secundárias Alívio de dores articulares menores e dor lombar aguda. Uso oral.
20 Hedera helix Expectorantes Folhas Expectorante em caso de tosse produtiva. Uso oral.
21 Matricaria chamomilla + Gentiana lutea + Nux vomica + Peumus boldus Antiespasmódico Flores + rizoma e raízes + sementes + folhas Auxiliar no tratamento dos sintomas das dispepsias. Uso oral.
22 Matricaria recutita Anti-inflamatórios. Cicatrizantes com ação anti-inflamatória Capítulos florais Cicatrizante, destinado ao tratamento de queimaduras térmicas leves. Anti-inflamatório. Auxiliar no tratamento dos sintomas das dispepsias funcionais e dos distúrbios gastrointestinais espásticos (uso oral). Anti-inflamatório (uso tópico).
23 Maytenus ilicifolia Antiulcerosos Folhas Alívio dos sintomas digestivos incluindo queimação e dispepsia. Uso oral.
24 Maytenus ilicifolia + Jateoriza palmata Outros produtos para o aparelho digestivo e metabolismo Folhas + raízes Auxiliar no tratamento dos sintomas das dispepsias funcionais, principalmente na dor epigástrica. Uso oral.
25 Melissa officinalis Antiespasmódico, ansiolítico, cicatrizantes Folhas Antiflatulento (combate gases), antiespasmódico e ansiolítico leve. Uso oral.
26 Mikania glomerata Expectorantes Folhas Antisséptico das vias aéreas superiores e expectorante. Broncodilatador. Uso oral.
27 Mikania glomerata + Polygala senega + Cephaelis ipecacuanha Expectorantes Folhas + raízes + raízes Antitussígeno, broncodilatador e expectorante. Uso oral.
28 Nasturtium officinale Expectorantes Partes aéreas Antisséptico das vias aéreas superiores e expectorante. Broncodilatador. Uso oral.
29 Operculina alata Laxantes irritantes ou estimulantes Raiz Laxativo, nos casos de constipação funcional aguda. Uso oral.
30 Panax ginseng Neurotônico Raiz Para cansaço físico e mental. Uso oral.
31 Passiflora alata + Erythrina mulungu + Crataegus oxycanta Ansiolíticos Folhas + casca + flores e folhas Ansiolítico leve. Auxiliar no tratamento da ansiedade leve e da insônia. Uso oral.
32 Passiflora incarnata Ansiolíticos Partes aéreas Ansiolítico leve. Auxiliar no tratamento da ansiedade leve e da insônia. Uso oral.
33 Passiflora incarnata + Crataegus oxyacanta + Salix alba Ansiolíticos Flores e folhas + flores e folhas + casca Ansiolítico leve. Auxiliar no tratamento da ansiedade leve e da insônia. Uso oral.
34 Paullinia cupana Neurotônico Semente Para cansaço físico e mental. Uso oral.
35 Peumus boldus Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Folhas Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.

36 Peumus boldus + Frangula purshiana + Rheum palmatum Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Folha + casca + rizoma e raiz Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.
37 Plantago ovata Laxantes incrementadores do bolo intestinal Casca da semente Auxiliar no tratamento de constipação intestinal. Constipação ocasional. Uso oral.
38 Plantago ovata + Senna alexandrina Laxantes incrementadores do bolo intestinal Semente e casca da semente + frutos Auxiliar no tratamento de constipação intestinal. Constipação ocasional. Uso oral.
39 Polygala senega Produtos para o aparelho respiratório Raízes Auxiliar no tratamento dos sintomas da bronquite crônica e da faringite. Uso oral.
40 Rhamnus purshiana Laxantes irritantes ou estimulantes Casca Constipação ocasional. Uso oral.
41 Rhodiola rosea Psicoestimulantes Rizoma e raiz Alívio temporário dos sintomas do estress, tais como fadiga e sensação de fraqueza. Uso oral.
42 Salix alba Analgésicos, anti-inflamatórios Casca Antitérmico, anti-inflamatório e analgésico. Uso oral.
43 Senna alexandrina Laxantes irritantes ou estimulantes Folhas e frutos Constipação ocasional. Uso oral.
44 Serenoa repens Produtos com ação no trato urinário Frutos Alívio dos sintomas do trato urinário baixo relacionados a hiperplasia prostática benigna depois que condições mais sérias tenham sido excluídas por um médico. Uso oral.
45 Silybum marianum Digestivos, hepatoprotetores, colagogos e coleréticos com ou sem efeito antiespasmódico Frutos sem papilho Auxiliar no funcionamento da vesícula biliar. Auxiliar no tratamento dos sintomas da dispepsia funcional. Prevenção e tratamento auxiliar de distúrbios hepáticos e dos distúrbios gastrointestinais espásticos. Digestivo. Uso oral.
46 Solidago microglossa Analgésicos, anti-inflamatórios Partes aéreas Anti-inflamatório nos casos de contusões, dores musculares e hematomas (uso tópico). Anti-inflamatório (uso oral).
47 Symphytum officinale Analgésicos, anti-inflamatórios Raiz Alívio sintomático de entorses leves e contusões. Uso tópico.
48 Trichilia catigua + Croton heliotropiifolius + Paullinia cupana Neurotônico Cascas do caule + caules + sementes Para cansaço físico e mental. Uso oral.
49 Uncaria tomentosa Analgésicos, anti-inflamatórios Casca do caule e raiz Anti-inflamatório. Uso oral.
50 Vitis vinífera Produtos com ação sobre o aparelho cardiovascular Folhas Alívio dos sintomas relacionados a inchaços nas pernas, veias varicosas, sensação de peso, dor, cansaço, coceira, tensão nas pernas e câimbras na panturrilha. Uso oral.
51 Zingiber officinale Antieméticos e antinauseantes Rizomas Profilaxia de náuseas causadas por movimento (cinetose) e pós-cirúrgicas. Uso oral.

Este conteúdo não substitui o publicado na norma original da Anvisa.

Testes rápidos para detecção de anticorpos neutralizantes contra Covid-19

anticorpos neutralizantes contra Covid-19
Este artigo sobre a Covid-19 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 17/04/2021.

 

Os testes de anticorpos neutralizantes visam a detecção de anticorpos específicos contra proteína Spike do SARS-CoV-2, capazes de bloquear a entrada do vírus nas células humanas, neutralizando a infecção.

No entanto, nem todos os testes disponíveis no mercado são capazes de detectar a função neutralizante, sendo a maioria voltado apenas à detecção de Anticorpos específicos sobre a região RBD da proteína Spike. Neste artigo você vai ler sobre esses testes e recomendações.

A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 18 de janeiro de 2021 no Brasil. O início da vacinação, o crescente número de pessoas recuperadas e a possibilidade de reinfecção despertam cada vez mais o interesse por testes que determinam o status imunológico de uma pessoa.

Uma infecção ou um esquema vacinal na maioria das vezes induz produção de anticorpos. No entanto, nem todos os anticorpos produzidos são responsáveis pela proteção contra a doença e apenas uma fração deles é capaz de realizar a neutralização do vírus e impedir a infecção de novas células.

Os anticorpos que neutralizam o vírus são chamados de anticorpos neutralizantes e são produzidos em resposta à infecção viral ou à vacinação.

Processo infeccioso, proteína S e anticorpos neutralizantes contra Covid-19

Para entendermos sobre os anticorpos neutralizantes contra Covid-19, é preciso entender primeiramente como funciona o processo de infecção do vírus nas células humanas.

As células humanas possuem o receptor de superfície ACE2 (Angiotensin Conversion Enzyme 2) ou receptor da enzima conversora da angiotensina 2, que é o local de ligação do vírus SARS-CoV-2 para infectar a célula humana.

Já o vírus SARS-CoV-2 possui em seu envoltório quatro proteínas estruturais: Proteína Spike (S), membrana (M), nucleocapsídeo (N) e proteínas de envelope (E).

A proteína S desempenha um papel fundamental na infecção viral e na patogênese da Covid-19. Ela compreende as subunidades S1 e S2. A subunidade S1 abriga o domínio N-terminal (NTD) e o domínio de ligação ao receptor (RBD, do inglês receptor-binding domain), enquanto a subunidade S2 abriga os domínios heptade HR1 e HR2, entre outros.

A infecção por SARS-CoV-2 ocorre por uma sequência de processos: o RBD primeiro se liga ao seu receptor, a Enzima Conversora de Angiotensina 2 (ACE2 ou ECA2), para formar um complexo RBD / ACE2. Isso desencadeia mudanças conformacionais na proteína S, levando à fusão da membrana do vírus, mediada por HR1 e HR2. Esse processo culmina na entrada do vírus nas células-alvo humana. 

Após essa entrada, o material genético do vírus é introduzido no núcleo celular do hospedeiro. Logo a célula humana começa a replicar aquele agente invasor até que o processo infeccioso seja estabelecido.

Estrutura da proteína S e ligação com receptor ACE-2
Crédito pela imagem: Roche.

Diferente de outras proteínas estruturais, a proteína S é um alvo crítico para a indução de anticorpos, particularmente anticorpos neutralizantes, específicos para SARS-CoV-2. 

Os anticorpos neutralizantes direcionados a várias regiões da proteína S têm diferentes mecanismos na inibição da infecção por SARS-CoV-2. Por exemplo, os anticorpos direcionados a região NTD (p.ex. Anticorpos Monoclonais (mAb) ou seus fragmentos) ligam-se ao NTD para formar um complexo NTD / mAb, evitando assim alterações conformacionais na proteína S e bloqueando a fusão da membrana e a entrada viral.

Em contraste, os anticorpos neutralizantes direcionados a região RBD, sejam mAbs ou anticorpos neutralizantes naturais formados pós-doença ou pós-vacinação, por exemplo, formam complexos RBD/mAb ou RBD/nAb que inibem a ligação do RBD a ACE2, evitando assim a entrada de SARS-CoV-2 nas células alvo. 

Assim, a compreensão do mecanismo acima mencionado subjacente à infecção por SARS-CoV-2 e o modo de ação dos anticorpos anti-SARS-CoV-2-S ajuda a entender a cinética da produção de anticorpos em indivíduos infectados por SARS-CoV-2 e facilita a desenvolvimento de contramedidas eficazes. 

Em geral, os anticorpos neutralizantes direcionados ao RBD viral são mais potentes do que os anticorpos direcionados a outras regiões da proteína S (como NTD), mas podem ser menos amplos na inibição de múltiplas cepas de vírus.

Portanto, como os Anticorpos Neutralizantes funcionam?

Os anticorpos neutralizantes são glicoproteínas específicas capazes de se ligar à região RBD (receptor-binding domain) ou à região NTD (domínio N-terminal) da proteína Spike, presente na superfície do SARS-CoV-2. A função do anticorpo neutralizantes é impedir a entrada do vírus na célula. 

Ao se ligarem na proteína Spike, eles inibem a ligação entre a proteína Spike e o receptor ACE-2 da célula humana ou impedem a fusão do vírus à membrana da célula humana, impedindo a entrada do vírus na célula e, em última análise, a sua replicação. 

A imagem abaixo mostra um modelo de como o anticorpo neutralizante bloqueia a ligação da proteína Spike ao receptor ACE2.

anticorpos neutralizantes

Crédito pela imagem: Epigentek.

Os testes de anticorpos neutralizantes, portando, são aqueles capazes de detectar a presença de anticorpos específicos anti-Spike (anti-RBD e/ou anti-NTD) (estrutura), mas também de avaliar a capacidade desses anticorpos em bloquear a ligação do vírus ao receptor ACE-2 (função neutralizante). Assim, não podemos afirmar que todo anticorpo anti-spike é um anticorpo neutralizante, até que sua função seja comprovada.

Existem testes rápidos no mercado que detectam Anticorpos Anti-Spike (incluindo tanto Anticorpos Anti-RBD ou Anti-NTD). São testes importantes para avaliação da resposta de soroconversão pós-doença ou pós-vacina. No entanto, não podemos afirmar que esses testes detectam anticorpos neutralizantes, pois os testes não são capazes de medir a função desses anticorpos.

Por outro lado, alguns testes de anticorpos neutralizantes, conseguem detectar a presença de anticorpos Anti-Spike (Anti-RBD) e a ligação desses ao receptor ACE-2. Por isso, seu resultado mostra, de fato, se há presença ou não de função neutralizante.

Sabe-se que tanto a infecção natural quanto a vacinação estimulam o sistema imunológico de forma mais ampla, produzindo anticorpos neutralizantes, anticorpos não-neutralizantes (voltados a outras proteínas do vírus) e células TCD4+ e TCD8+, que também exercem importante papel na proteção contra o vírus. Dessa maneira, importante frisar que a resposta imune desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes.

A aplicação desses testes vem sendo discutida. Vamos ver quais são as recomendações e cuidados ao realizar esses testes?

Testes de anticorpos neutralizantes e recomendações

O conhecimento sobre a Covid-19 é dinâmico e está em processo de construção. 

Até o momento, não existem evidências e definições sobre a quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para garantir proteção contra o SARS-CoV-2

Recentemente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou uma nota técnica com informações e recomendações sobre os produtos para detecção de anticorpos neutralizantes. 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) também divulgou uma nota técnica e se posicionou não recomendando, por enquanto, a sorologia para avaliar a resposta imunológica às vacinas contra a Covid-19.

Essa recomendação está em consonância com outros centros, como Centers for Disease Control and Prevention (CDC), por exemplo, que também não recomendam testes de anticorpos para avaliar a resposta imunológica às vacinas. Por outro lado, reconhecem o uso de ensaios de anticorpos neutralizantes como indicadores de desfecho intermediário na avaliação da eficácia das vacinas.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial – SBPC-ML, por outro lado, defende a importância da testagem pós-vacinal. Segundo a entidade, trata-se de procedimento essencial para que seja possível entender a resposta imune que se segue à vacina, e, consequentemente, acompanhar a relação dela com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de interações e óbitos.

Há consenso sobre a necessidade de mais estudos que investiguem a quantidade necessária de anticorpos para a efetiva proteção contra o vírus, a avaliação da duração desses anticorpos no organismo e sua capacidade de neutralização.

As medidas de prevenção devem continuar

Não há definição científica sobre a duração dos anticorpos contra a COVID-19 no organismo, por isso as medidas de prevenção devem ser mantidas mesmo após infecção ou vacinação.

Além disso, uma pessoa com anticorpos neutralizantes ainda pode contrair o vírus, de forma assintomática, e passar o vírus para outras pessoas!

As medidas de segurança são altamente recomendadas para evitar a disseminação do vírus em escalas ainda maiores.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados.

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Como implantar testes rápidos na farmácia?

Testes Rápidos para Farmácias

Existem mais de 30 opções de exames que podem ser feitos com tecnologia point-of-care, isto é, com resultados rápidos. Mas há muitas dúvidas sobre como implantar esse serviço. Neste artigo, confira um passo-a-passo prático para implantar testes rápidos em sua farmácia.

Se você já possui uma farmácia e farmacêutico para atendimento aos clientes, você já tem o mínimo necessário para considerar implantar testes rápidos em sua farmácia. Mas existem muitas dúvidas sobre legislação, quais testes comprar e como funciona a emissão do laudo.  Para resolver essas dúvidas, confira os passos abaixo:

1. Faça um curso básico de capacitação, para entender o assunto

Comece com o curso gratuito: Exames Rápidos na Farmácia: Fundamentos para Farmacêuticos. Este curso rápido e prático te dará as bases para entender como os testes rápidos funcionam para a farmácia. Mais de 14 mil farmacêuticos já fizeram!

3. Entenda a legislação sobre implantar testes rápidos

Não existe uma RDC específica da Anvisa para testes rápidos em farmácias. No entanto, a farmácia pode oferecer esse serviço vinculada a um laboratório clínico, conforme a RDC 302/2005. Esse é o caminho para evitar problemas com a VISA. Você precisa ler e conhecer as seguintes normas:

RDC 44/2009 (boas práticas de farmácia)

RDC 302/2005 (farmácia vinculada a laboratório para fazer testes rápidos).

RDC 377/2020 (liberou Testes Covid-19)

Nota Técnica 7/2021 (sobre Testes Covid-19 e RDC 302/2005)

Resolução 585/2013 CFF (sobre as atividades clínicas permitidas ao farmacêutico).

Uma dúvida comum é sobre a exigência da RDC 302/2005 de vínculo ao laboratório clínico. Na Clinicarx resolvemos esse problema das farmácias e clínicas, oferecendo nosso próprio serviço laboratorial como parte dos serviços da plataforma. Nosso laboratório participa de exames de proficiência e recentemente obteve o Selo PNCQ, atestando a qualidade dos nossos processos.

4. Resolva a estrutura física

Você precisará de uma sala de atendimento, para atender a legislação e seus clientes com conforto e privacidade. É a mesma estrutura que você precisa para fazer pressão arterial ou teste de glicemia, por exemplo, nada muito complicado.

3. Acrescente um novo CNAE em seu cartão CNPJ

Apesar de não existir norma da Anvisa sobre isso, aconselhamos um CNAE adicional em seu CNPJ, referente à prestação de serviços clínicos. Isso vai te ajudar na emissão de nota fiscal de serviços aos clientes.

4. Atualize seu manual de boas práticas e POPs

Você vai precisar de Procedimentos Operacionais Padrão para todos os testes rápidos que fará na farmácia. Mas não se preocupe, disponibilizamos todos os POPs prontos para você dentro da plataforma, você só precisa referenciar os links dos POPs online em um único POP interno da sua farmácia, que vai tratar de testes rápidos.

5. Resolva sua licença sanitária

Como os testes rápidos não estão regulamentados oficialmente pela Anvisa, não é exigido constar esse serviço específico em sua licença sanitária.

Mas você precisa ter serviços farmacêuticos em sua AFE (Anvisa) e em sua licença sanitária. Se sua farmácia não estiver licenciada para serviços farmacêuticos, encontrará problemas com a VISA nesse ponto.

6. Ative o software de atendimento

Na Plataforma Clinicarx, cadastre corretamente os dados da farmácia e do profissional farmacêutico que fará os atendimentos. Isso garante a sustentação de toda operação e a emissão correta do laudo laboratorial.

Você irá emitir o laudo ao paciente para cada teste realizado, vinculado ao nosso laboratório clínico de apoio, sem custo adicional, trabalhando com os testes padronizados no laboratório.

7. Defina por quais testes começar e precifique

Existem mais de 30 testes padronizados na Clinicarx, mas você não precisa começar por todos. Com base na análise do mercado, recomendamos o seguinte portfólio inicial:

Covid-19
Beta-HCG
Glicemia (exame com laudo, não autoteste)
Perfil Lipídico
Hemoglobina Glicada
Dengue
PSA

Para precificar, você precisa considerar o preço de custo de aquisição, a margem desejada e os preços praticados no mercado. Em geral, a farmácia possui uma margem bruta de 40-50% em relação ao custo de aquisição do teste.

Na Clinicarx, fornecemos estudo de mercado dos testes rápidos, com preços-médios praticados, como referência. Você irá cadastrar esses serviços no software, informando preço e custo, e assim terá uma gestão financeira profissional desde o início.

8. Compre os testes e insumos para testagem

Adquira os testes que você precisa diretamente dos fornecedores parceiros, que já possuem seus testes padronizados na Clinicarx e oferecem a prestação do serviço laboratorial e emissão de laudo, sem custo adicional para a farmácia. Veja a lista completa de fornecedores, contatos comerciais e testes padronizados aqui.

9. Atenda os primeiros pacientes e divulgue seu serviço

Quando você tiver sua estrutura física pronta, receber seus testes e estiver treinado no software, já pode atender seus primeiros pacientes. Nesta fase, o objetivo é dominar a técnica e ficar cada vez mais confiante na prestação do serviço e orientação dos pacientes.

Com segurança, comece a divulgar seus serviços para aumentar a demanda e começar a faturar de verdade. Você pode trabalhar com sinalização da loja, merchandising, redes sociais, agendamento online, entre outras estratégias.

10. Gerencie os resultados e continue melhorando

Use o painel da Clinicarx para gerenciar seus resultados desde o primeiro dia. Você terá uma visão em tempo real dos atendimentos realizados, quais exames foram feitos, faturamento, ticket-médio, entre outros.

Trabalhe com metas e use os relatórios da ferramenta para gerir e continuar melhorando seu serviço.

Os testes rápidos são apenas o começo. Vá além!

Muitas farmácias estão começando a prestar serviços clínicos pelos testes rápidos. Isso é ótimo, pois já começam com alto valor agregado e criando uma nova fonte de receita para a farmácia.

Mas é possível ir mais longe, transformando sua farmácia em uma máquina de fidelização de clientes e de faturamento. Descubra os serviços que realmente podem virar o jogo da sua empresa e casam perfeitamente bem com os testes rápidos.

PCR (Proteína C Reativa) como marcador em Doença Cardíaca

proteína c reativa (pcr)

Derivada da resposta hepática frente a ação de citocinas pró-inflamatórias, a proteína C reativa (PCR) é um biomarcador característico da fase aguda da inflamação e atua ativamente no processo aterogênico.

O exame de PCR pode ser utilizado para o acompanhamento do controle clínico de infecções, lesões inflamatórias teciduais, distúrbios inflamatórios em geral, e tem valor clínico associado a risco cardiovascular e aterosclerose.

Cabe destacar que, como marcador inflamatório, o teste PCR pode ser utilizado em pacientes com a COVID-19, enquanto marcador da gravidade da doença. Atenção para não confundir este exame com o RT-PCR, utilizado para detecção do vírus (antígeno) e diagnóstico da COVID-19.

Caso você esteja buscando Clínicas e Farmácias que realizam o Teste Rápido da Covid-19, acesse nosso agendamento online para pacientes.

Risco de Doença Cardíaca e Aterosclerose

É importante esclarecer que a PCR é um preditor da evolução da doença e deve ser solicitado enquanto teste para acompanhamento do curso clínico, após diagnóstico médico do paciente. Isso porque seus níveis podem estar alterados em diferentes condições, e possuem relação direta com o grau do processo inflamatório, fenômeno este muito comum e inespecífico enquanto sinal clínico.

Neste contexto, quando o teste de PCR é solicitado junto a um biomarcador específico, é possível avaliar a gravidade do quadro para manejo e intervenção em saúde.

Solicite que um consultor entre em contato

PCR no acompanhamento da Aterosclerose

Risco cardiovascular

Tratamento e Orientações

O tratamento de pacientes com risco cardiovascular é centrado na condição basal associada ao risco individual do paciente e passa pelo manejo de fatores que contribuem para desencadear complicações clínicas.

Acompanhamento com a PCR

Pacientes com níveis elevados da proteína C reativa devem passar por investigação clínica em busca da causa. Uma vez detectada a causa primária, a realização de novos exames deve ser feita com periodicidade variável, a fim de possibilitar a avaliação de outras condições clínicas que o paciente possua, bem como a natureza da origem inflamatória e fatores de risco para eventos cardiovasculares. A terapia deve ser adequada a cada caso e reavaliada sempre que necessário conforme os resultados dos exames laboratoriais.

Testes Rápidos Clinicarx

Com o serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente. Confira como implementar o serviço de testes rápidos em seu consultório.

Você pode encontrar também um curso completo online sobre o assunto em nossa plataforma educacional, ideal para quem está começando no tema.

Clinicarx é a Plataforma Digital que leva serviços básicos de saúde a farmácias e consultórios de todo Brasil. Presente em todos os estados brasileiros, auxilia profissionais a estruturarem seu portfólio de serviços e padroniza protocolos de atendimento. Se você é proprietário ou profissional da saúde e deseja ampliar seu negócio oferecendo serviços como avaliações de saúde, acompanhamento de pacientes crônicos, vacinação e exames rápidos, embarcados em muita tecnologia, descubra o que o Clinicarx pode fazer por você.

Acessar bibliografia

Vacinas contra COVID-19: estudos e atualizações

Vacinas na Farmácia

A epidemia da COVID-19 que se disseminou pelo mundo no início de 2020 trouxe mudanças significativas aos setores da saúde. As farmácias passaram a oferecer testes rápidos para triagem da doença, se tornaram ponto de referência para orientação da população.

Com o lançamento das vacina contra Covid-19, devem se preparar para contribuir no processo de imunização em massa. Uma possibilidade real frente aos desdobramentos de novas vacinas contra Covid-19 próximas de chegar ao Brasil.

Conheça alguns tipos de vacinas e as biotecnologias desenvolvidas:

Vacinas de vetor viral 

A proposta inovadora de anticorpos a partir do vetor viral funciona da seguinte maneira: a proteína S do vírus é inserida em outro vírus, modificado em laboratório, que é transportado para o corpo humano impossibilitado de se multiplicar. No corpo, o sistema imunológico identifica a proteína e produz os anticorpos para impedir sua ação quando o vírus da COVID-19 tentar infectar. Alguns projetos, como da organização norte-americana, Janssen, usam adenovírus humanos para transportar a proteína S para o corpo humano. O  Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, da Rússia, também trabalha com esse método, porém, com dois tipos de adenovírus, um em cada dose da vacina. 

A indústria farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, junto à Fundação Oswaldo Cruz, estão trabalhando na produção da vacina a partir de engenharia genética, a partir de um vírus respiratório, do tipo adenovírus. Esse vetor viral é largamente utilizado em biotecnologia por ser benigno. O recrutamento de voluntários para a Fase III do estudo já teve início no Reino Unido e no Brasil. 

Vacinas de vírus inativado

Esta vacina contra Covid-19 induz à produção de anticorpos a partir do vírus inativado. Para isso, o vírus SARS-CoV-2 é cultivado em células e inativado com substâncias químicas e biológicas. Quando a vacina é administrada no organismo humano, as proteínas virais conservadas induzem uma resposta imune, e são produzidos anticorpos contra o patógeno. Após esta imunização, o indivíduo não manifesta a doença mesmo quando infectado, pois os vírus são controlados pelos anticorpos de memória. Este tipo de vacina também é utilizada na prevenção de doenças como poliomielite, hepatite A e tétano. Uma das vacinas de SARS-CoV-2 com vírus inativado é do Instituto Butantan (Inovac), com estudo clínico em andamento (Fase III).

Outra iniciativa de pesquisa clínica com vírus inativado é com a vacina do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, sob o China National Pharmaceutical Group (Sinopharm), junto ao Instituto de Virologia de Wuhan, sob a Academia Chinesa de Ciências. Ela está na sua terceira fase de testes e a previsão é de pelo menos um ano para que todos os ensaios sejam feitos com segurança e precisão antes da publicação dos resultados de eficácia. 

Vacinas genéticas

Uma tecnologia nunca antes usada em imunização é a de vacinas em RNA ou DNA, com ácidos nucléicos do SARS-CoV-2 inseridos no corpo humano. Até o momento, estas vacinas encontram-se na Fase lll dos ensaios clínicos. Ela funciona a partir da inserção do ácido nucléico do vírus no organismo, que fará com que as células sintetizem a proteína S, induzindo a produção de anticorpos no organismo humano. Caso comprovada sua eficácia, essa estratégia é a mais rápida para se considerar em larga escala mundial, pois utiliza RNA sintético, que dispensa o cultivo do vírus em laboratório. Essa tecnologia também já estava sendo testada para combate à outros vírus, como o ebola. 

Os estudos com vacinas genéticas de RNA atualmente em Fase III são da empresa farmacêutica americana Moderna, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, e do grupo de pesquisa que reúne a também americana Pfizer, a alemã Biontech e a chinesa Fosun Pharma.  

Em entrevista à BBC,  BioNTech e a Pfizer anunciaram que conforme os resultados dos testes realizados, a vacina poderia imunizar mais de 90% das pessoas. Nos estudos em andamento da vacina, 43 mil pessoas fazem parte. Quando comprovada precisamente a eficácia da vacina contra Covid-19 da Pfizer, John Bell, professor de medicina da Universidade de Oxford, projeta que a vida deve voltar ao normal no outono/primavera de 2021.     

Vacinas proteicas sub-unitárias 

As vacinas com base nas proteínas sub-unitárias são tecnologias já utilizadas para prevenção e combate ao vírus Influenza e ao Papilomavírus Humano (HPV). O princípio fundamenta-se em levar partículas virais, como fragmentos das proteína S e M do vírus SARS-CoV-2, diretamente para o organismo. Para isso, o vírus da COVID-19 é cultivado e inativado em laboratório, mas apenas seus fragmentos são inoculados no organismo. 

Já a vacina do laboratório norte-americano Novavax, está em fase lll dos estudos que utilizam este tipo de tecnologia. Ela será testada em 10 mil voluntários no Reino Unido, e, após a fase de testes, poderá ser utilizada para imunização na população estadunidense. Esta vacinação segue o protocolo bi-dose, com 21 dias de intervalo entre uma dose e outra.

As possibilidades da vacina BCG 

A fundação Oswaldo Cruz iniciou testes da vacina BCG em profissionais da saúde no Rio de Janeiro (RJ), que visa reduzir os impactos da doença em infectados. A BCG (Bacillus Calmette-Guérin) já é usada para prevenir tuberculose em crianças e tem alto potencial de resposta imunológica contra outras infecções. A proteção contra a COVID-19 pode ser evidente devido à imunidade inata da ação celular contra vírus e bactérias. O ensaio clínico denominado Brace Trial, da Murdoch Children’s Research Institute, entrou na sua fase lll e será testado em diversos países como Austrália, Reino Unido, Espanha, Holanda e Brasil. 

Mesmo com todos esses estudos clínicos em andamento, a liberação de vacinas para imunização em massa contra Covid-19 somente ocorre após a comprovação de sua eficácia, de forma precisa e segura. Continuaremos atentos às notícias sobre os avanços em imunização para o combate à pandemia da COVID-19 para manter você, profissional da saúde, sempre atualizado. 

Últimas notícias da ANVISA

 A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai conceder autorizações emergenciais para vacinação, mesmo sem registro das imunizações na agência. Essas vacinas emergenciais não poderão ser comercializadas, serão utilizadas para “uso institucional”, em programas do governo, programas específicos de controle, com foco emergencial, prevista em regulamento. Um guia, chamado “Guia sobre Requisitos Mínimos para submissão de Autorização Temporária de Uso Emergencial, em caráter experimental, de vacinas COVID-19”, segundo a agência, será disponibilizado para laboratórios com os procedimentos padrão necessários para obter a autorização. 

As vacinas devem ser armazenadas em geladeiras específicas, a temperatura ideal é entre +2°C e +8°C, sem sofrer perda de potência no armazenamento. Ao sair desse armazenamento, para transporte, devem ficar por no máximo até 1 hora em temperatura ambiente. Essa permissão está direcionada apenas para o setor público, até o registro oficial pela agência. Por enquanto, para 2021, as farmácias contam com a expectativa de colaborar com a campanha de vacinação em massa contra Covid-19.

Serviços Farmacêuticos: A reação das farmácias contra o coronavírus

pharmacy covid

Serviços farmacêuticos podem ajudar milhares de pessoas durante a pandemia

O momento que estamos vivendo é algo que ninguém imaginava até pouco tempo atrás. A crise que o novo coronavírus trouxe a todo o mundo, foi algo inesperado, mas que certamente terá um fim. 


Você presta um serviço essencial à nação, até por isso as mais de 80 mil farmácias espalhadas pelo Brasil não fecharão suas portas. A pergunta que fica é: como superar essa crise e se adaptar ao novo cenário?

É fato que mesmo sendo um serviço essencial, sua farmácia não estará automaticamente imune à crise. Então como se adaptar e ainda ter um modelo de negócios que vá além desse período?

Separamos alguma dicas importantes que com certeza te ajudarão a expandir os horizontes para atender a população e se tornar uma referência no seu bairro ou cidade. 

Serviços farmacêuticos são uma ótima fonte de renda e de credibilidade perante à população.

É importante que a farmácia nesse momento saiba atrair público oferecendo serviços de cuidado farmacêutico que impactem sua comunidade e que sejam essenciais à saúde de todos. Vamos trazer alguns insights que ajudarão sua farmácia a se tornar referência durante e após a pandemia.

Atenção farmacêutica agendada: Avaliações e check-ups podem ser agendados para pacientes crônicos que não podem perder o controle de sua saúde.

Condições crônicas como hipertensão, diabetes, dislipidemias, obesidade, asma, depressão, tabagismo, hipotireoidismo, entre diversas outras, continuam existindo, a despeito da Covid-19. Esses atendimentos devem ser individuais, de preferência com horário agendado, em um ambiente privativo e seguro da farmácia. Também podem ser feitos em domicílio e até remotamente

Dispensação programada, para seu paciente não ficar sem a medicação.

 

Organize a lista de todos os seus pacientes crônicos, principalmente aqueles que frequentam sua farmácia e tomam 5 ou mais medicamentos.

Sincronize o tratamento, para que toda medicação de cada paciente seja dispensada em um único dia. Por último, envie lembretes para seu paciente não esquecer essa data.

A dispensação programada é uma forma avançada de relacionamento e fidelização, capaz de garantir boa parte das suas vendas mensais.

2. Ofereça atendimento remoto, para tratamento de problemas menores e sintomas gripais.

Pessoas que não podem sair de casa podem contar com sua prescrição farmacêutica.

Como atender em tempos de isolamento social? Dê ao seu paciente uma forma de falar com você, sem precisar se deslocar até a farmácia.

As pessoas continuam tendo azia, má digestão, diarreia, constipação intestinal, dores nas costas, problemas de pele, cabelos ou unhas, micoses, dificuldades paras dormir, estresse ou ansiedade.

Já imaginou se você tivesse mais de 500 protocolos prontos para fazer esse tipo de atendimento? Teria mais segurança e agilidade? Acredite, muitas pessoas se interessariam por esse serviço.

Nas últimas semanas, farmácias já preparadas para vacinação tiveram grande repercussão na mídia, inclusive sendo convocadas pelo Ministro da Saúde para acelerar a campanha de gripe. Foram centenas de milhares de vacinas aplicadas em tempo recorde! Essas farmácias garantiram grande movimento de pessoas, com todas as medidas de segurança, e tiveram enorme repercussão na mídia.

O que você está esperando para fazer o mesmo?

3. Monte seu serviço de atendimento domiciliar. Leve tecnologia e protocolos prontos de atendimento para a casa das pessoas.

A assistência farmacêutica domiciliar é prevista em lei desde 2009, quando a Anvisa publicou a RDC 44/2009. Mas o que fazer durante a pandemia do coronavírus? Como cuidar dos idosos, dos acamados, das pessoas com dificuldades de locomoção ou impossibilitadas de ir à farmácia? Para todas você pode oferecer um serviço domiciliar, que pode funcionar, por exemplo, em uma ou duas manhãs da semana. É um serviço especial, para casos especiais. E faz toda diferença.

Essa dicas são apenas um pequeno resumo do que preparamos para você e sua farmácia em nosso mais novo ebook. Lá você encontra todas as soluções de maneira detalhada e terá a oportunidade de seguir estratégias que comprovadamente já foram bem-sucedidas.

A Clinicarx

Saiba que na Clinicarx, trabalhamos todos os dias ajudando farmácias a dar um verdadeiro salto em seu atendimento. Do zero à implantação de serviços farmacêuticos em poucos dias.

Se você já tem uma sala de serviços farmacêuticos, então está um passo à frente dos demais e com o nosso auxílio, você ainda pode contar com: modelo pronto de serviços farmacêuticos, software para farmácias, aplicativo para o paciente, treinamento online para sua equipe e consultoria de implantação com farmacêuticos especializados.

Venha fazer parte da inovação, supere a crise e se torne a referência em atendimento na sua comunidade. 

Covid-19: As farmácias devem suspender seus serviços durante a epidemia?

Injetáveis
Este artigo sobre a Covid-19 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 03/04/2020.
 

A epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, está produzindo profundas mudanças na rotina e hábitos de consumo de milhões de brasileiros. Isso tem gerado muitas dúvidas nas farmácias sobre seu papel durante a epidemia.

Seria o momento de suspender os serviços farmacêuticos? Com certeza não. Observamos que é chegada a hora de não parar e, pelo contrário, ampliar alguns serviços.

Em 20 de Março de 2020, o governo federal publicou medidas para garantir a aquisição de bens e serviços essenciais à população. Foram assinadas a Medida Provisória nº 926/2020 e o Decreto nº 10.282/2020.

As medidas deram segurança às atividades essenciais, consideradas indispensáveis ao atendimento das necessidades da população, que não podem esperar o fim da pandemia.

Entre elas, os serviços de assistência à saúde e assistência farmacêutica devem preservar seu atendimento à população, ajudando a preservar nosso bem mais precioso: a saúde.

Por isso, farmácias, serviços médicos e hospitalares não fecham as portas.

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Como ficam os serviços farmacêuticos na epidemia da Covid-19

Nas farmácias, é essencial que os serviços farmacêuticos continuem, a fim de dar acolhimento aos pacientes e resolutividade a diversos problemas de saúde. Além disso, a farmácia deve tomar as medidas para proteger seus funcionários e pacientes.

Apesar da epidemia da Covid-19, as pessoas continuam cuidando de suas doenças crônicas, medicamentos, e necessitam, mais do que nunca, acolhimento, avaliação e acompanhamento, a fim de evitarem qualquer ida desnecessária a hospitais e unidades de saúde.

Com o isolamento social, as formas remotas de atendimento (por telefone, chat ou vídeo-chamada) ganharam destaque. Mas situações que requerem consulta presencial continuam existindo.

Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia ou polimedicados continuam em risco de agravamento ou descompensação, e necessitam redobrar os cuidados para controle de suas condições crônicas.

 

Como manter o atendimento, com segurança

Confira algumas medidas para prestação segura de serviços farmacêuticos durante a epidemia da Covid-19:

Divulgue um número de telefone

Um número para onde as pessoas possam ligar, se quiseram falar com o farmacêutico. Se possível, ofereça atendimentos remotos também por vídeo, utilizando serviços gratuitos como Skype, Google Hangouts ou mesmo WhatsApp.

Realize atendimentos presenciais

Faça atendimentos presenciais apenas com segurança, a pessoas que necessitam de procedimentos específicos que não podem esperar, como aplicação de injetáveis, vacinações, procedimentos de exame físico e testes rápidos. Siga os protocolos de higiene e biosegurança.

Trabalhe com horários agendados

A fim de evitar aglomerações, fixe horários para atendimentos de pacientes idosos ou de grupos de risco, reduzindo o número de pessoas que ficam ao mesmo tempo na farmácia.

Na sala de serviços farmacêuticos

Atenda apenas uma pessoa por vez e tome todas as medidas para garantir a segurança do ambiente, com higiene, uso de EPIs e limpeza após cada atendimento. Mantenha a sala limpa e arejada.

No caso de pacientes com sintomas respiratórios

Utilize máscara e luvas durante o atendimento e encaminhe este paciente rapidamente ao serviço médico para avaliação. Todo quadro respiratório pode ser um caso suspeito da Covid-19.

Nas redes sociais da sua empresa

Divulgue as mudanças, incentive as pessoas a continuarem cuidando de seus problemas crônicos de saúde, e a manterem seus tratamentos. Toda ida ao hospital que puder ser evitada, deve ser evitada.

Trabalhe a dispensação programada

Pacientes que utilizam vários medicamentos não podem parar a medicação. Cadastre esses pacientes e combine a melhor data para busca ou envio da medicação, de modo que não parem o tratamento. Uma interrupção abrupta na medicação pode causar crise hipertensiva ou hiperglicêmica, por exemplo.

Maneje problemas menores de saúde

Mais do que nunca, pessoas com sintomas de baixa gravidade devem evitar o serviço médico, seja em hospitais ou unidades de saúde. Farmacêuticos podem atender esses casos, recomendando com segurança tratamentos para sintomas, com medicamentos e produtos isentos de receita médica, e encaminhando casos mais graves.

Divulgue na sua comunidade

Utilize carros de som, panfletos ou outros meios para divulgar os serviços que sua farmácia está prestando durante a epidemia. Mais do que nunca, você deve ir até os pacientes, uma vez que eles não estão vindo até você.

Vacinação

Se você realiza vacinação, esta é a hora de participar ativamente da campanha contra gripe e se aproximar do poder público da sua cidade. Várias farmácias estão participando de campanhas em parceria com as unidades de saúde.

Testes Rápidos

As farmácias, há anos, reivindicam o direito de realizarem testes laboratoriais remotos (TLR). Alguns Estados e Municípios já regulamentaram essa pratica, mas o tema carece de decisão definitiva da Anvisa. O momento é crítico para a expansão desses serviços, pois eles agilizam muito o atendimento de pacientes com problemas.

A Organização Mundial da Saúde vem recomendando fortemente o teste rápido para Covid-19 como ação estratégico no combate à epidemia. É uma oportunidade das farmácias fazerem, ainda mais, a diferença. Nesse caso, dependemos de um posicionamento da Anvisa e Ministério da Saúde para uma solução legal definitiva.

 
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As empresas estão em risco, cuide do seu negócio

Com a queda no movimento dos estabelecimentos, intensificar a prestação de serviços se mostra uma estratégia inteligente para manter a proximidade com a comunidade e oferecer acolhimento (presencial e remoto) a quem está sozinho, fragilizado ou necessitando de cuidados. Por isso, veja este movimento também do ponto de vista da saúde do seu negócio.

Serviços de assistência farmacêutica são essenciais para a população. São bons também para os negócios e a manutenção de empregos e renda. É um momento crítico em que o posicionamento da sua empresa pode ser decisivo para os resultados em um curto espaço de tempo.

Coronavírus nas farmácias em imagens ao redor do mundo

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As imagens dizem mais. Com a epidemia de coronavírus nas farmácias, profissionais viram sua rotina transformada e tiveram que se adaptar para garantir atendimento e abastecimento a seus pacientes.

A epidemia do COVID-19 teve início na China, mas em apenas 2 meses tornou-se uma pandemia mundial. Os farmacêuticos precisaram aprender rápido sobre a doença e se preparar para falta de produtos e explosão da demanda por atendimento.

Confira abaixo algumas imagens e suas histórias

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O pânico fez as máscaras desparecerem e ameaçou o abastecimento de EPIs em toda Ásia. Janeiro/2020. Confira a matéria. (Photo by HECTOR RETAMAL / AFP) (Photo by HECTOR RETAMAL/AFP via Getty Images)
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Farmacêutica em Barcelona – Espanha – Fevereiro de 2020. A Europa preocupada com a pandemia no continente. Confira a matéria.
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Na África, busca por máscaras nas farmácias começam a crescer. Países não se sentem preparados para enfrentar uma epidemia. Fevereiro de 2020. Confira a matéria.
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Farmacêutico em uma farmácia de Roma – Itália – Março/2020. As farmácias permanecem abertas no país, mesmo no auge da epidemia. Confira a matéria.
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Farmacêutica em farmácia do Norte da Itália, durante o período de quarentena. Março/2020. “Nova rotina”. Confira a matéria.
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Uma farmacêutica de Milão/Itália conversa à distância com um cliente à porta da farmácia. Durante a quarentena, farmácias e mercados permanecem abertos. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácia da Bélgica vendendo máscaras. OMS alerta sobre subida de preços e risco de falta de equipamentos de proteção no mercado. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácia na Inglaterra coloca aviso à porta pedindo a clientes com sintomas que não entrem e busquem atendimento pelo sistema de saúde. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácias e outros estabelecimentos colocam pontos de álcool gel 70% à porta para clientes fazerem higiene antes de entraram. Reino Unido. Março/2020. Confira a matéria.

Essa história continua…

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Créditos: todas as imagens reproduzidas neste artigo vieram das matérias jornalísticas originais e seus links estão nas imagens. A imagem destaque é do blog https://blog.emania.com.br/.

O papel da farmácia durante a epidemia de coronavírus

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As farmácias são frequentemente o primeiro ponto de contato com o sistema de saúde para muitas pessoas. Este papel deve ser reforçado durante a epidemia de coronavírus. Então, como a farmácia deve proceder?

Este artigo sobre o novo coronavírus está em constante atualização. Última versão: 15/03/2020.

Caso você ainda não esteja familiarizado com o COVID-19 e quais são as medidas efetivas de prevenção e proteção, sugiro que você faça este curso online gratuito sobre o tema. Será uma forma de se aprofundar após a leitura deste artigo.

Confira agora as principais medidas que a farmácia deve tomar.

Entenda as fases da epidemia de coronavírus

A epidemia de coronavírus, o COVID-19, evolui em “fases epidemiológicas”, sendo três fases iniciais, crescentes de gravidade.

A fase 1 da COVID-19 é de “casos importados”, em que há poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia.

A fase 2 epidemiológica é de transmissão local, quando pessoas que não viajaram para o exterior ficam doentes, mas ainda é possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo.

Depois disso, pode ocorrer a fase 3 epidemiológica ou de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e perdemos a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

Fases da epidemia de coronavírus
Fases epidemiológicas iniciais da epidemia do coronavírus.

As medidas de prevenção e proteção devem ser intensificadas quando a epidemia chega à fase 3.

Proteja seus funcionários

O primeiro passo é tomar medidas de prevenção dentro da farmácia, pois um funcionário doente não poderá atender outras pessoas e pode passar o vírus adiante.

As principais medidas são de higiene. Lavar as mãos e o rosto ao chegar na empresa. Manter uso de álcool gel 70% nas mãos frequentemente ao longo do dia. Lavar o uniforme ou jaleco a quente pelo menos duas vezes por semana.

No caso de atendentes e farmacêuticos, é recomendável que utilizem máscara quando estiverem em contato com pessoas com sintomas como tosse, espirros e febre.

Mantenha o ambiente seguro

A limpeza e desinfecção do ambiente da loja é fundamental para conter a disseminação do vírus.

Todas as superfícies, balcão, mesas, objetos, equipamentos, corrimões, maçanetas de porta, entre outros, devem ser desinfectados com álcool líquido 70% várias vezes ao dia.

Grandes áreas como chão, banheiros e pias devem ser limpos todos os dias com detergentes, de preferência contendo cloro ativo, ou solução de hipoclorito 1%, pois isso elimina o vírus.

Mantenha o ambiente arejado, deixando janelas abertas ou ligando ventilador no mínimo duas vezes ao dia, por 30 minutos.

Atenção para a proteção da equipe de limpeza, que deve utilizar luva, óculos de proteção e avental ao lidar com esses produtos químicos.

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Padronize o atendimento a pessoas doentes

É esperado que pessoas com sintomas respiratórios busquem a farmácia para atendimento ou compra de medicamentos. A equipe deve estar apta a acolher, identificar, avaliar, orientar e encaminhar esse paciente.

É desejável manter álcool gel 70% disponível na entrada da farmácia, para que todas os clientes limpem as mãos na chegada.

Pessoas que vão à farmácia com sintomas como tosse, espirros e febre podem ter coronavírus, portanto devem ser identificadas e encaminhadas para atendimento separado, pelo farmacêutico.

A sala de serviços farmacêuticos é um bom lugar para esse atendimento, mas cuidado para manter a sala bem arejada e ventilada. Durante o atendimento, mantenha uma distância mínima de 1 metro do paciente.

Se o paciente estiver tossindo, espirrando ou com febre, ofereça uma máscara cirúrgica, se disponível, ou pelo menos lenço de papel. Peça que cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Você, farmacêutico(a), deve utilizar máscara durante esse atendimento.

Já existem testes rápidos para detecção de antígenos e/ou anticorpos do coronavírus. Os testes point-of-care tem seu valor, pois podem auxiliar na identificação de pacientes negativos para coronavírus. Essa triagem pode auxiliar a evitar a superlotação dos sistema de saúde em momentos de pico de casos.

Após atendimento do paciente, limpe a mesa, equipamento, maçaneta e demais objetos utilizados com álcool líquido 70%, pois isso evita contaminação. Descarte corretamente os resíduos.

E se o paciente tiver mesmo suspeita de coronavírus?

Em primeiro lugar, você deve seguir as recomendações do Ministério da Saúde. Acompanhe também as recomendações publicadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma).

Pacientes com sintomas leves de infecção respiratória

Orientar o paciente que vá para casa, permaneça isolado, tomando medidas de autocuidado. Caso ele não possa fazer isso por conta própria, deverá procurar atendimento médico imediatamente para avaliação e obtenção de atestado, a critério médico.

Pacientes acima de 60 anos ou portadores de doenças crônicas.

Mesmo com sintomas leves, devem ser encaminhados para atendimento médico imediatamente. Todos os pacientes devem ser orientados a procurar atendimento médico imediato caso os sintomas persistam ou piorem nas próximas 24 horas.

Pacientes com sintomas moderados e graves de infecção respiratória

Pacientes com sintomas que indiquem maior gravidade, principalmente febre alta persistente há dias e dificuldade em respirar, devem ser encaminhados imediatamente. O Ministério da Saúde mantém uma lista de unidades de referência para este atendimento, geralmente hospitais.

Como você pode se preparar?

Para saber mais, ter acesso a ferramentas e acompanhar o que está acontecendo, acesse nossa página especial sobre coronavírus no Clinicarx clicando na imagem abaixo.

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Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia

Lanceta de Teste Rápido - Covid-19

Existem diversos testes rápidos para coronavírus no Brasil. Eles identificam o COVID-10 em minutos. Saiba como funcionam.

A COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). O período de incubação varia de 2 a 14 dias, sendo de 5 dias em média. Os sintomas surgem após esse período e geralmente persistem por 5 a 7 dias. Após sete dias, começa o período de maior transmissibilidade, isto é, quando as pessoas podem passar o vírus a outras pessoas.

👉Procurando farmácias que fazem o Teste Covid-19? Clique aqui: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

O processo imunológico de resposta ao coronavírus

Para entender como funciona o teste rápido, você precisa conhecer a história natural da doença, observando a resposta imunológica. Confira na figura abaixo.

Resposta imunológica esperada após contado com o novo coronavírus e manifestação da doença.

 

Resposta imunológica esperada após contado com o Novo Coronavírus e manifestação da doença. Imagem gentilmente cedida por ECO Diagnóstica.

Após infecção pelo vírus, a carga viral no organismo aumenta rapidamente em poucos dias. Mas o paciente permanece assintomático, pois ainda está no período de incubação. O vírus pode permanecer incubado durante dias.

Após alguns dias de incubação, surgem os primeiros sintomas, como febre alta (acima de 37, 8 graus) e tosse seca. Esses sintomas duram em torno de 1 semana e o maior risco de complicações respiratórias, como pneumonia, ocorre entre 8 a 9 dias.

Neste momento, o organismo inicia a produção de anticorpos, a fim de combater e, na maioria dos casos, vencer a infecção. O primeiro anticorpo a ter seus níveis aumentados é o IgM e, posteriormente, o IgG.

Testes rápidos Covid-19 na farmácia: pode?

Pode sim. A Anvisa aprovou em 28/04 a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos e antígenos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias. A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia.

Acesse os documentos relacionados:

RDC 377, publicada no DOU de 29/04/20. Autoriza, em caráter temporário e excepcional, a utilização de “testes rápidos” (ensaios imunocromatográficos) para a COVID-19 em farmácias, suspende os efeitos do § 2º do art. 69 e do art. 70 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009.

Nota técnica nº 06/2021 – Orientação para farmácias durante o período da pandemia da COVID-19.

Nota técnica nº 07/2021 – Orientação para a realização de testes rápidos, do tipo ensaios imunocromatográficos para a investigação da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Teste rápido para detecção de anticorpos

Testes rápidos que detectam a presença de IgG e IgM não são os melhores para a fase aguda da doença, pois é alta a probabilidade de falso negativo. Isto é, o paciente está com COVID-19, mas ainda não produz anticorpos. O teste rápido dá negativo.

Portanto, testes rápidos de IgG e IgM são indicados para:

  • Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias. Quanto mais tempo passado do início dos sintomas, melhor a acurácia do teste.
  • Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas.
  • Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19, há pelo menos 20 dias.

Por exemplo, uma pessoa que teve sintomas semelhantes ao COVID-19 e se curou pode fazer o teste para saber se teve realmente a doença e se estão imunizados. Com a ressalva de que a presença de IgG não garante imunidade por toda vida, ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade adquirida.

Conhecer quem são as pessoas imunizadas também pode ser determinante durante a epidemia, pois mostra, por exemplo, quem são os trabalhadores e profissionais da saúde que podem continuar na linha de frente, atendendo a população.

Por outro lado, a vantagem do teste de anticorpos é que ele utiliza amostra de sangue total, em torno de apenas 10 uL, facilitando muito sua execução. A amostra é aplicada no cassete e o resultado é observado 10-15 minutos depois, por meio de linhas nos pontos de “teste” e “controle”. A linha colorida no Controle é obrigatória, para se considerar o teste válido.

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2. Reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

O uso de EPIs para coleta também é fundamental, incluindo máscara cirúrgica, luvas, avental, touca e óculos de proteção (ou protetor facial).

É um teste seguro para o paciente e o profissional, contanto que este siga as recomendações de higiene e biossegurança. Por esses motivos, o teste de coronavírus IgG/IgM é o mais indicado ao serviço de cuidado farmacêutico em uma farmácia.

Teste rápido para detecção de antígeno

O teste rápido que detecta a presença de antígeno é útil na fase aguda da doença. Isto é, podem ser feitos em pacientes que iniciam os primeiros sintomas. Um resultado reagente no teste rápido indica presença do SARS-CoV-2 e precisa ser confirmado no exame laboratorial.

Em laboratórios de referência, a testagem padrão-ouro para confirmar o COVID-10 é feita por biologia molecular, rRT-PCR ou qRT-PCR (Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase). 

Portanto, o teste rápido de coronavírus antígeno não confirma diagnóstico, sendo válido para triagem de pacientes e correto encaminhamento ao hospital.

O teste tem seu valor na atenção primário à saúde pois ajuda também a identificar casos suspeitos, promovendo rápido isolamento.

A desvantagem está na coleta e na amostra utilizada: swab de nasofaringe ou orofaringe. O processo de coleta é um pouco mais complexo, exige treinamento, e o profissional deve estar paramentado, preferencialmente com máscara N95, luvas, macacão e óculos de proteção ou protetor facial.

É um teste mais complexo, recomendado apenas para farmácias que possuam times experientes de farmacêuticos clínicos ou em campanhas articuladas com o poder público.

Testes rápidos para coronavírus na farmácia

Neste momento de epidemia, é esperado que muitas farmácias ofereçam o teste de coronavírus, especialmente de anticorpos. Os testes rápidos Covid-19 nas farmácias podem ser úteis para evitar buscas desnecessárias das pessoas ao sistema de saúde lotado.

Por outro lado, as farmácias devem montar um serviço sério e seguir as normas de qualidade já aplicadas aos demais testes laboratoriais remotos (TLR). Somente assim, é possível contribuir de forma correta para o controle da epidemia.

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Como funciona este serviço na prática?

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Mas um aviso importante, se você não dispõe de um serviço farmacêutico estruturado em sua farmácia, iniciar testagem para coronavírus pode ser temerário. É fundamental que você disponha de estrutura para um serviço completo de TLR (teste laboratorial remoto), incluindo espaço privativo de atendimento e, preferencialmente, suporte de um laboratório clínico vinculado, para emissão de laudo válido para exames feitos em tecnologia point-of-care.

Não se aventure com a prestação de testes rápidos sem isso, pois os resultados podem ser desastrosos.

Interessado em levar testes rápidos Covid-19 para sua farmácia. Tire suas dúvidas e entre em contato com a Clinicarx visitando nossa página especial sobre o assunto.

7 pilares para serviços de Testes Laboratoriais Remotos (TLR)

tlr

Os Testes Laboratoriais Remotos (TLR), ou simplesmente testes rápidos, são definidos como os exames realizados no local ou no momento do cuidado ao paciente. Utilizam tecnologias conhecidas como point-of-care testing. Eles auxiliam os profissionais da área da saúde a tomar decisões imediatas a respeito da saúde do paciente.

Podem ser realizados em diferentes ambientes como clínicas médicas, farmácias, ambiente hospitalar ou domiciliar e até mesmo em campanhas de saúde pública.

A ampliação da disponibilidade de TLRs no mercado é uma tendência mundial e busca alterar a forma como a população tem acesso a diversos exames laboratoriais. O TLR coloca o paciente no centro do cuidado.

As farmácias, como centros de saúde, podem utilizar essa metodologia para ampliar os serviços que disponibilizam para a população.

Pelas normas vigentes, a realização de Testes Laboratoriais Remotos em qualquer unidade de saúde precisa estar vinculada a um laboratório de análises clínicas. É importante que este laboratório tenha expertise na área de TLR para que o serviço
que você oferecerá na sua unidade de atendimento seja de qualidade.

Oferecer um bom serviço de TLR não é tarefa das mais simples. Por isso, nós elencamos 7 pilares fundamentais para a realização de um serviço de qualidade e você pode conhecê-los a seguir:

1. Gerenciamento da Informação

Para disponibilizar TLR em sua unidade de atendimento é preciso realizar o gerenciamento da informação, ou seja, registrar os dados de cada paciente atendido, seu estado de saúde no momento do atendimento, medicamentos utilizados com frequência, outros resultados de exames realizados anteriormente e outras informações que ele possa fornecer enquanto é atendido.

É muito importante que você tenha uma plataforma digital que gerencie todos esses dados.

2. Equipamentos e Insumos

Um dos fatores importantes no processo de TLR é a utilização de equipamentos e insumos que sejam de qualidade comprovada.

A metodologia de cada equipamento também é importante, tendo em vista que ela poderá definir entre resultados qualitativos (reagente ou não reagente) e quantitativos (valor numérico).

Vale a pena lembrar que apenas equipamentos e insumos registrados na ANVISA podem ser utilizados para a realização de testes rápidos.

3. Protocolos Clínicos de Atendimento

É preciso padronizar a realização dos exames para garantir a qualidade do processo. Essa padronização só é atingida com um bom processo de treinamento e atualização dos responsáveis pelo atendimento.

Além disso, a realização de um testes rápido deve ser feita no contexto do cuidado do paciente. Isto é, um bom protocolo de TLR deve considerar o acolhimento da demanda, critérios de inclusão, questões de anamnese, interpretação, condutas e critérios para encaminhamento do paciente.

4. Treinamento e Atualização

Um dos pilares fundamentais na realização de Testes Laboratoriais Remotos. Todos os profissionais que atuam com TLR precisam passar por um treinamento abrangente antes de iniciar os trabalhos e precisam estar em constante atualização para garantir um bom funcionamento desse serviço. Além disso, são necessários novos conhecimentos sobre o setor laboratorial e os exames realizados.

5. Suporte Técnico-Científico

Quando temos dúvidas precisamos recorrer a alguém que nos dê suporte ou assessoria, não é mesmo? Se você quer implantar um serviço de TLR em sua unidade de atendimento, precisa estar atento a este pilar. O laboratório precisa ter uma equipe de suporte e assessoria que consiga te auxiliar quando tiver dúvidas durante a realização dos exames.

6. Controle de Qualidade

Os Testes Laboratoriais Remotos precisam passar por processos que garantam a qualidade de cada exame realizado. A RDC 302/2005 exige que o laboratório realize o Controle Externo da Qualidade, isto é, envie os resultados das suas análises para um avaliador externo verificar a qualidade de cada um deles. Além disso, é preciso que o laboratório tenha controle dos lotes, verificando sua validade e garantindo que apenas lotes aprovados internamente possam ser utilizados.

7. Laudo Laboratorial

Para fechar a nossa lista dos 7 pilares, nós temos a cereja do bolo: o laudo laboratorial. O laudo precisa ser assinado pelo responsável técnico do laboratório e pelo profissional que realizou o exame no momento do atendimento ao paciente.

Além disso, o cliente tem o direito garantido por lei de entender tudo o que ele está recebendo. 

É preciso que o laudo seja simples e intuitivo para auxiliar profissionais da saúde a tomar medidas rápidas para garantir ou promover a saúde do paciente, e que auxilie os pacientes a entender cada vez mais sobre a seu estado de saúde atual.

Testes Rápidos Clinicarx

Clinicarx é a maior Plataforma de Serviços Farmacêuticos do Brasil. Auxilia farmácias e farmacêuticos a implantarem serviços que agregam valor ao negócio e auxiliam milhões de brasileiros.

Com o serviço de Testes Rápidos da Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico de Apoio e assim obter um laudo laboratorial de qualidade para entregar ao seu paciente. 

Ilustração de quantos farmacêuticos usam Clinicarx

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Como a farmácia aumenta seu faturamento com serviços farmacêuticos

como a farmácia ganha dinheiro com serviços farmacêuticos

Os serviços farmacêuticos tem sido uma grande tendência das farmácias e drogarias brasileiras nos últimos anos. Milhares de empresas tem investido em estrutura física, equipamentos e treinamento de profissionais a fim de ofertar novos serviços a seus clientes.

Para que essa tendência se solidifique, porém, é fundamental que os serviços sejam sustentáveis do ponto de vista econômico.

Em outras palavras, serviços de assistência farmacêutica precisam ter alta qualidade e o paciente deve receber bons cuidados em saúde. Isso não se discute. Mas profissionais e empresas precisam também gerar receita e obter lucro dessa operação.

Quais serviços as farmácias estão implantando para aumentar seu faturamento?

Existe um amplo leque de serviços de saúde que podem ser prestados na farmácia e eles não são todos iguais. Por isso, deve-se pensar em “mix de serviços“, numa lógica semelhante ao “mix de produtos” que uma loja possui. Maior mix geralmente significa maior rentabilidade.

A seguir vamos analisar 5 tipos de serviços que estão agregando valor ao negócio de muitas empresas. Para calcular o impacto financeiro dos serviços, vamos considerar uma farmácia que atende 3 mil clientes por mês, com uma meta de conversão de apenas 10% para cada serviço farmacêutico, isto é, 300 pacientes.

#1 Serviços farmacêuticos básicos

São serviços de avaliações de saúde, pequenos check-ups e procedimentos assistenciais básicos. Exemplos incluem a medida da pressão arterial, testes de glicemia, aplicação de injetáveis, colocação de brincos, pequenos curativos, entre outros. São serviços cobrados diretamente do paciente.

Esses serviços geralmente possuem ticket-médio menor (por volta de R$ 9,70) porém maior volume e boa margem (~80%). Por isso, são fundamentais para a saúde financeira de um negócio baseado em serviços. Serviços básicos geram dinheiro novo para a farmácia.

Em uma farmácia que realiza 300 serviços básicos/mês (10% de conversão sobre 3 mil clientes), essa categoria gera um faturamento mensal novo da ordem de R$ 2.910,00, com uma margem em valor de R$ 2.328,00. 

Para ampliar o alcance (e o faturamento), é fundamental ampliar esse leque de serviços básicos, incluindo medidas corporais, bioimpedância, controle da asma, avaliação de saúde mental, avaliação à gestante, controle do tabagismo, entre outros.

Várias dessas avaliações são aplicadas a pacientes crônicos para fim de acompanhamento do tratamento, por isso são um complemento perfeito para os serviços farmacêuticos agregados, como a consulta farmacêutica e a dispensação programada, como veremos a seguir.

#2 Consulta farmacêutica

Na consulta farmacêutica, o objetivo é atender de forma proativa necessidades dos pacientes relativas aos MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição Médica), suplementos alimentares, nutrição, dermocosméticos, nutricosméticos, fitoterápicos e, até mesmo, fórmulas magistrais. Para funcionar, é necessário contar com protocolos que orientem a prescrição farmacêutica.

Segundo números de mercado de 2020, uma venda consultiva de produtos para diversas categorias isentas de receita médica gera um ticket-médio adicional de R$ 14,60 à cesta do paciente, com uma margem de 30%. Com apenas 300 atendimentos/mês, isso significa um faturamento adicional de R$ 4.380,00, com margem em valor de R$ 1.314,00. Importante lembrar que isso é faturamento novo, pois baseia-se em conversões que não aconteceriam se não houvesse a consulta farmacêutica.

#3 Dispensação programada e acompanhamento

Da mesma forma, aumentar a adesão ao tratamento em pacientes que tomam vários medicamentos pode produzir um enorme impacto nas vendas da farmácia. Esse é um raciocínio um pouco mais complexo, por isso acompanhe.

Diversos estudos, no Brasil e no exterior, mostram que a adesão ao tratamento de uso contínuo é da ordem de 50%, um número muito baixo. Isso significa que os pacientes crônicos da sua farmácia não estão retornando e não estão utilizando os medicamentos de forma completa, conforme prescritos.

Para mudar esse número, trabalhamos com a dispensação programada de medicamentos e acompanhamos a evolução do tratamento do paciente.

Em outras palavras, você precisa gerenciar a carteira de pacientes que fazem vários tratamentos, garantindo que eles adquirem a quantidade correta de medicamento todos os meses, e agendar seus retornos, com envio automático de lembretes. Esta é uma forma de promover adesão ao tratamento, melhores resultados de saúde, fidelidade e vendas, mês após mês.

Para calcular o impacto disso no faturamento, vamos considerar uma carteira de apenas 300 pacientes que precisam adquirir 5 medicamentos por mês. Considerando um preço-médio de R$ 32,50 por produto, isso leva a um ticket-médio de R$ 162,50/paciente, um faturamento potencial de R$ 48.750,00/mês. Isso com apenas 10% dos clientes da sua farmácia!

O problema é que esses pacientes não fazem o tratamento completo, tampouco você pode garantir que eles adquirem seu tratamento todos os meses na sua farmácia. Portanto você não tem esse faturamento.

Considerado a adesão média de 50%, é esperado que você esteja atingindo apenas metade disso, isto é, R$ 24.275,00/mês. Você está perdendo metade do seu faturamento potencial.

Com dispensação programa e acompanhamento, porém, você pode aumentar a taxa de adesão nesse grupo especial de clientes, que representam uma grande fatia do faturamento da sua farmácia.

Digamos que você aumente essa adesão apenas de 50% para 75%. Isso gera um ticket-médio adicional de R$ 40,63 por paciente. Em 300 clientes, isso significa um faturamento novo de R$ 12.189,00/mês. Um crescimento de 50% no faturamento dessa carteira.

Somente esse movimento pode trazer um faturamento novo para sua farmácia de mais de R$ 146.000,00/ano. É um mês inteiro de faturamento, na média das independentes, sem precisar adquirir nenhum novo cliente, apenas trabalhando sua base já existente!

Mas isso não para por aí, ainda temos os serviços avançados, como os testes laboratoriais remotos (TLR) e a vacinação.

#4 Testes Rápidos

Os Testes Laboratoriais Remotos, também chamados apenas de “Testes Rápidos”, são exames feitos em dispositivos ou equipamentos portáteis, geralmente utilizando sangue capilar, que fornecem resultados em minutos.

Já existem mais de 30 exames desse tipo que podem ser feitos por farmacêuticos no consultório ou na farmácia. Exemplos incluem o Beta-HCG, perfil lipídico, hemoglobina glicada, PSA, dengue, HIV, entre muitos outros.

Segundo análise de mercado, o ticket-médio de um TLR no Brasil é de R$ 39,00 (dados de 2019), com uma margem média de 40%. Aplicando novamente uma conversão de 10% da sua carteira de clientes, 300 atendimentos, isso significa um faturamento novo de R$ 11.700,00/mês, com margem em valor de R$ 4.680,00/mês.

Além dos TLR, as vacinas também trazem um resultado impactante para a farmácia.

#5 Vacinação

A vacinação nas farmácias agrega valor tanto na venda direta do produto (vacina) como na prestação do serviço (gesto vacinal). É preciso precificar ambos.

Existem dezenas de vacinas no mercado brasileiro, sendo algumas mais acessadas pela população, de todas as idades, por meio dos serviços privados. Os “carros-chefe” da vacinação nas farmácias incluem a influenza (gripe), pneumocócicas, HPV, meningocócicas, hexavalente, entre outras.

Segundo análise de mercado, o ticket-médio da vacinação é de R$ 96,00, com uma margem média de 40%, incluindo o preço da aplicação (gesto vacinal) e a margem do produto.

Sendo um serviço mais específico, vamos considerar apenas 150 aplicações/mês, uma conversão de 5% da sua carteira mensal de clientes. Isso em uma média anual, pois é esperado um maior movimento na época da campanha de vacinação contra gripe e menor nas demais estações.

Dessa forma, a vacinação pode gerar um faturamento novo da ordem de R$ 14.400,00/mês, ou R$ 172.800,00/ano para sua farmácia.

Então, como as farmácias aumentam o faturamento com serviços farmacêuticos?

Entendendo o mix de serviços e o potencial de cada um, vamos reunir as contas e chegar ao faturamento potencial total.

Serviços Básicos – R$ 2.910,00/mês
Consulta Farmacêutica – R$ 4.380,00/mês
Dispensação Programada – R$ 12.189,00/mês
Testes Rápidos – R$ 11.700,00/mês
Vacinação – R$ 14.400,00/mês

Total Mensal – R$ 45.579,00
Total Anual – R$ 546.948,00

Para simular o impacto na sua farmácia, você pode também criar outros cenários. Por exemplo, uma conversão de 2,5%, 5% ou até 15% da sua carteira mensal de clientes.

Observando esses números e calculando o investimento necessário para organizar o espaço físico, ativar uma plataforma digital de serviços e comunicar/divulgar isso aos clientes, você poderá chegar no cálculo do retorno sobre o investimento (ROI).

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Conclusões

A concorrência cresce a cada dia. As farmácias estão se reinventando e mudando de forma acelerada. O comportamento do consumidor também está mudando. É preciso inovar.

Como vimos, investir em serviços farmacêuticos é uma tendência que veio para ficar e é uma ótima forma de diferenciar sua farmácia e trazer um novo faturamento.

Portanto, da próxima vez que alguém lhe disser que serviços farmacêuticos possuem um alto investimento e não dão retorno financeiro, mostre esses cálculos. Só você pode tomar a melhor decisão do seu próprio negócio.

Pense nisso. Boa sorte e conte conosco!

 

Conheça a legislação aplicada ao consultório farmacêutico

Legislação consultório farmacêutico

O consultório farmacêutico tem sido estruturado por diversas farmácias e profissionais independentes para a prestação de serviços farmacêuticos

Segundo dados da Abrafarma, somente nas grandes redes já são mais de 3 mil consultórios instalados em todo país, que realizaram mais de 5 milhões de atendimentos entre 2017 e 2019.

Uma dúvida recorrente de muitos profissionais na hora de montar seu consultório farmacêutico é sobre a legislação, pois muitas perguntas surgem:

Que normas devem ser seguidas?

Quais são as resoluções da Anvisa?

O Conselho Federal de Farmácia autoriza?

Confira a seguir as principais legislações que você deve seguir para seu consultório farmacêutico não ter problema com a fiscalização.

Legislação sanitária do consultório farmacêutico

Brasil. Lei Federal nº 13.021/2014.

Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. É a lei maior da atividade farmacêutica no país, considerada por muitos a “lei do ato farmacêutico”. Como destaque nesta lei estão a autorização de aplicação de vacinas na farmácia e a obrigatoriedade da prestação de acompanhamento farmacoterapêutico ao paciente.

Anvisa. RDC nº 197, de 26 de dezembro de 2017.

Dispõe sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação humana. É uma norma que se aplica tanto a farmácias como clínicas, sendo um marco na liberação de serviços de vacinação, pois permite a responsabilidade técnica por enfermeiros e farmacêuticos. A norma deixa a cargo dos conselhos profissionais decidirem a competência da profissional para assumir RT de vacinação.

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Anvisa. Nota Técnica GRECS/GGTES 01/2018.

Perguntas e Respostas – RDC 197/2017 (serviços de vacinação). Esta nota técnica é muito útil para consultório farmacêutico, especialmente em farmácia, pois orienta que os serviços farmacêuticos e a vacinação podem ocorrer na mesma sala de atendimento.

Anvisa. RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002.

Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Esta norma é antiga e complicada, mas está sob revisão da Anvisa. Ela define aspectos de estrutura física do consultório farmacêutico, como metragem, ponto de água, entre outros critérios.

Anvisa. RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009.

Dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. Esta é a norma clássica dos serviços farmacêuticos em farmácias, mas também está sob revisão da Anvisa. O consultório farmacêutico aparece descrito como “ambiente destinado aos serviços farmacêuticos”.

Anvisa. RDC nº 63, de 25 de novembro de 2011.

Dispõe sobre os Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde. Esta é uma norma pouco conhecida dos farmacêuticos, com impacto principalmente para o consultório farmacêutico localizado em clínicas ou de forma independente.

Anvisa. RDC nº 302, de 13 de outubro de 2005.

Dispõe sobre Regulamento Técnico para funcionamento de Laboratórios Clínicos. Apesar desta norma ser específica de laboratórios, caso você venha a oferecer testes laboratoriais remotos (TLR) em sua farmácia, deverá seguí-la. Por exemplo, possuindo vínculo com laboratório externo para emissão de laudos de testes rápidos.

RESOLUÇÃO – RDC Nº 377, DE 28 DE ABRIL DE 2020

Autoriza, em caráter temporário e excepcional, a utilização de “testes rápidos” (ensaios imunocromatográficos) para a COVID-19 em farmácias, suspende os efeitos do § 2º do art. 69 e do art. 70 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009.

 

Legislação profissional do consultório farmacêutico

Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 585 de 29 de agosto de 2013.

Regulamenta as atribuições clínicas do farmacêutico e dá outras providências. Esta norma é referência e é um marco para a profissão farmacêutica. Define os direitos e deveres do profissional no cuidado ao paciente e oficializa o próprio conceito de “consultório farmacêutico” no Brasil.

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Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 586 de 29 de agosto de 2013.

Regula a prescrição farmacêutica e dá outras providências. Esta norma também é muito importante e um marco, pois oficializa o ato da prescrição farmacêutica no país. Útil para entender os limites e possibilidades desta prática.

Conselho Federal de Farmácia. Resolução nº 654 de 22 de fevereiro de 2018.

Dispõe sobre os requisitos necessários à prestação do serviço de vacinação pelo farmacêutico e dá outras providências. Esta norma é específica se você quiser fazer vacinação em seu consultório farmacêutico, pois define as exigências de capacitação específica e averbação junto aos conselhos regionais de farmácia.

Além da legislação

Montar um consultório farmacêutico pode mudar sua carreira e sua vida, mas também pode ser mais complicado do que apenas seguir a legislação. Um consultório é, na verdade, um negócio, por isso precisa entregar valor ao paciente e ser sustentável financeiramente.

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Boa sorte!

Conheça a vacina contra Herpes-Zoster

Vacina Terceira idade - Herpes Zoster

A herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus da varicela no corpo, causando erupções cutâneas dolorosas. A doença é chamada também de cobrão ou cobreiro. Ela pode surgir um qualquer idade, mas a ocorrência aumenta principalmente a partir dos 60 anos. Felizmente, é uma doença que pode ser evitada por vacinação, por isso é importante conhecer mais sobre a vacina contra Herpes-Zoster.

Quem pode desenvolver Herpes Zóster?

Qualquer pessoa que teve catapora pode desenvolver a herpes zóster, e as causas que levam à reativação do vírus ainda são desconhecidas. Essas “bolhas” ou pequenas feridas na pele surgem geralmente na região do tronco, podem durar semanas e desaparecem sozinhas. Apesar dessa resolução espontânea, o maior problema é a dor associada às lesões. É a chama “nevralgia do herpes-zóster”, ou nevralgia pós-herpética. Essa dor na região das lesões pode durar meses ou mesmo anos após a cicatrização das erupções cutâneas.

Imagem que mostra as erupções dolorosas com bolhas da Herpes Zoster
Lesões características de Herpes-Zoster. 

Para muitas pessoas, esse quadro doloroso pode interferir nas atividades diárias normais, como caminhar e dormir, e nas atividades sociais. Perceba então que a infecção, apesar de não estar associada à mortalidade elevada, como o tétano ou a raiva, apresenta morbidade significativa, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Como é o tratamento da Herpes-Zoster?

O tratamento da Herpes Zóster inclui uso de analgésicos e antivirais, como o aciclovir ou valaciclovir. Tanto a vacina da catapora ou varicela, tomada na infância, como a vacina contra zóster, tomada na idade adulta, podem minimizar o risco de desenvolver a doença.

A partir de que idade é recomendada vacina contra Herpes Zóster?

A vacina está indicada para pessoas a partir dos 50 anos, mas o calendário da SBIM recomenda vacinação em homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Como já dito, a herpes zóster é causada pela reativação do vírus chamado varicela zóster, o mesmo que causa a catapora.

Portanto, todo adulto que teve varicela apresenta risco de ter herpes-zóster. E esse risco aumenta progressivamente com o avançar da idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes-zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida, mas nas pessoas com 85 anos ou mais, por exemplo, a prevalência pode ultrapassar 50%.

Por isso, é recomendado que os idosos recebam a vacina, independentemente de já terem tido ou não um episódio de zóster.

Qual é a eficácia da vacina?

Um grande estudo randomizado, controlado com mais de 30.000 adultos, com finalidade de avaliar a eficácia e segurança da vacina indicou uma redução no risco de herpes zóster em 51% e no risco de nevralgia pós-herpética em 67%.  Isto é, a vacina reduz a chance de ter a doença pela metade. As maiores respostas imunológicas são observadas após seis semanas da aplicação da vacina.

Naquelas pessoas que, mesmo após vacinação, desenvolveram herpes-zóster, a vacina reduziu significativamente a dor relacionada ao herpes-zóster em comparação ao placebo. No período de acompanhamento de 6 meses, houveredução de 22% na pontuação de gravidade da dor.

The New England Journal of Medicine - A Vaccine to prevent Herpes Zoster and Postherpetic Neuralgia in Older Adults

Quais são as reações adversas e contraindicações?

A vacina apresentou um bom perfil de segurança. Ela pode ser administrada sem problemas em idosos com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou doença pulmonar crônica.

As principais reações adversas foram leves e autolimitadas. À exceção das reações no local da aplicação, como dor, vermelhidão e prurido, que ocorreram em até 30% dos pacientes, as reações sistêmicas, como febre, sintomas respiratórios, diarreia e cansaço foram pouco prevalentes e acometeram de 1% a 1,5% dos pacientes.

Com relação às contraindicações, a vacina não deve dada em pessoas com alergia conhecida à neomicina, pois a vacina contem traços de neomicina, o que pode desencadear uma resposta alérgica.

Também não deve ser administrada em pacientes imunodeprimidos, seja por doenças como HIV ou câncer, ou pelo uso de imunossupressores, incluindo glicocorticoides por via oral em doses elevadas.

Não há problema, contudo, em administrar a vacina em usuários de corticoides tópicos ou por via inalatória. Por fim, Deve ser considerado adiamento da vacinação em caso de febre acima de 38,5°C.

Qual é a composição da vacina e como deve ser administrada?

A vacina herpes zoster (atenuada) é uma preparação liofilizada da cepa viva atenuada do Vírus da Varicela Zoster, da cepa Oka/Merck. O nome de marca da vacina no mercado brasileiro é Zostavax, medicamento produzido pela MSD.

A vacina contra Zóster tem a mesma composição da vacina da varicela, dada na infância, porém com conteúdo do agente imunizante cerca de 14 vezes maior.

Após reconstituída, a vacina não pode ser congelada e deve ser aplicada imediatamente, para minimizar a perda de potência. Se ela não for aplicada em até 30 minutos, deve ser descartada.

Ela é administrada em uma dose única injetável, por via subcutânea. A proteção produzida pela vacina dura por anos, por isso atualmente não é indicada revacinação. A vacina é dose única.

Ela pode ser administrada concomitantemente com a vacina influenza e com a pneumocócica, mas em seringas separadas. Isto é, não devem ser misturadas.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Vacina do HPV: entenda como funciona

vacina hpv

O HPV é um vírus sexualmente transmissível que provoca verrugas ano-genitais em homens e mulheres. A infecção viral é responsável também por praticamente todos os casos de câncer do colo do útero e podem causar também outros tipos de câncer. Felizmente, é possível prevenir essas doenças por vacinação, por isso é importante entender como funciona a vacina do HPV.

Quais as vacinas disponíveis no mercado para o HPV?

No Brasil estão disponíveis dois tipos: a bivalente, com ação contra os tipos 6 e 18 do HPV e a quadrivalente, com ação contra tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD)

A vacina bivalente está disponível nas clínicas e farmácias para administração em meninas e mulheres a partir de 9 anos de idade. Já a vacina quadrivalente está no SUS através do Programa Nacional de Imunização (PNI), para meninas entre 9 e 13 anos, e nas clínicas e farmácias para meninas e mulheres, de 9 a 45 anos, e meninos e jovens, de 9 a 26 anos.

É isso mesmo, homens de 9 a 26 anos também podem se vacinar contra o HPV! Lembre-se que essa é uma importante maneira de interromper a cadeia de transmissão do vírus e evitar vários tipos de câncer.

Existe alguma nova vacina do HPV sendo lançada?

Recentemente foi aprovada uma vacina nonavalente, chamada Gardasil 9, que pode ser utilizada por mulheres com idade entre 9 e 26 anos e meninos com idades entre 9 e 15 anos. Ela oferece proteção mais ampla na prevenção das infecções cervicais, vulvar, vaginal e câncer anal causadas por HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, e para a prevenção de verrugas genitais provocadas pelos tipos de HPV 6 ou 11, resultando em um potencial de 90% de prevenção.

Quais são os esquemas de vacinação recomendados?

Segundo o calendário da SBIM, para meninos e meninas entre 9 e 15 anos de idade são recomendadas duas doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre elas. A vacina HPV4 é licenciada para ambos os sexos, e a HPV2 é licenciada apenas para o sexo feminino. Para adolescentes e adultos acima de 15 anos não vacinados anteriormente são recomendadas 3 doses.

No SUS, em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, o calendário prevê 2 doses (seis meses de intervalo entre as doses).

Quais seriam os cuidados especiais ao administrar essa vacina?

Foram muitos os casos de manifestações de pacientes, com possíveis efeitos adversos, após a administração em larga escala da vacina no Brasil alguns anos atrás. De fato, casos de sincope e desmaio podem ocorrer com a aplicação de qualquer vacina, principalmente em adolescentes e jovens. Isso foi observado com a vacina quadrivalente do HPV. Portanto, as pessoas vacinadas devem ser observadas com atenção por aproximadamente 15 minutos após a administração da vacina.

Com relação às precauções, a vacina pode ser administrada em caso de febre baixa ou infecções respiratórias de baixa gravidade, no entanto essa é uma decisão do clínico. Pode-se também aguardar que os sintomas passem e após alguns dias fazer a vacinação. Outros perfis de pacientes que só devem receber a vacina sob cuidados médicos incluem imunosuprimidos, incluindo HIV positivos, e aqueles pacientes com distúrbios de coagulação.

A vacina do HPV é considerada risco B na gestação, e por isso pode ser dada a gestantes. Em mulheres amamentando, não se sabe se os antígenos da vacina ou os anticorpos induzidos pela vacina são excretados no leite humano, portanto a vacina só deve ser dada sob responsabilidade do médico.

A vacina pode ser administrada de forma concomitante à vacina contra Hepatite B, em seringas e locais separados. E por falta de estudos, não se recomenda administração conjunta com outras vacinas, como por exemplo, vacinas contra difteria, tétano, sarampo ou rubéola.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Vacinação: descubra a importância de usar uma plataforma para esse serviço

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Quando o assunto é serviço de vacinação, é necessário que seja prestado de forma segura e organizada. E é isso que vamos te entregar: segurança e organização. Melhor ainda, de forma prática e automática!

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