Acompanhamento farmacêutico de pacientes hipertensos com o Clinicarx

No nosso último CRx Class #3, com a farmacêutica Fernanda Alcantara, abordamos a importância da farmácia no rastreamento e acompanhamento de pacientes hipertensos. Como condição prevalente no país e principal fator de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, é importante sabermos a importância do farmacêutico nesse cenário. 

Por isso, no último webinar do CRx Class, Fernanda contou em detalhes como é possível realizar o acompanhamento ao paciente hipertenso. 

Segundo a farmacêutica, cerca de 60% da população idosa tem hipertensão arterial, sendo um fator direto ou indireto para 50% das mortes por doença cardiovascular no Brasil.

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial a níveis iguais ou superiores a 140 ou 90 mm de mercúrio. Ou seja, uma pressão a partir de 140/90 mmHg merece atenção. Essa condição está frequentemente associada a distúrbios metabólicos, alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo, e é agravada por fatores de risco como, por exemplo, a dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus (DM). Possui associação independente com morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica, fatal e não fatal.

  • Fatores de risco de pacientes hipertensos

Para a farmacêutica, conhecer os fatores de risco da hipertensão é essencial para trabalhar com o paciente e gerenciar condições  de forma a tentar diminuir o risco cardiovascular.
Segundo Fernanda, são fatores de risco:

  • Envelhecimento;
  • Sexo feminino; 
  • Situação socioeconômica;
  • Excesso de peso e obesidade (fatores muito importantes)

Já com relação à genética, ainda não está completamente estabelecida a contribuição do componente genético ou histórico familiar no desenvolvimento da hipertensão arterial. 

Hábitos de vida e comorbidades

Os hábitos de vida, como por exemplo, ingestão excessiva de sódio, ingestão crônica elevada de álcool e sedentarismo são outras condições que colocam em risco o paciente com hipertensão. Além disso, comorbidades como diabetes mellitus e dislipidemias também são considerados fatores de risco que agregam risco cardiovascular ao paciente. Por isso, os profissionais de saúde devem lembrar de avaliar esses dois pontos – hábitos de vida e comorbidades – como fatores de risco importantes, porém gerenciáveis.

  • Órgãos-alvo: o que significa?

No webinar, também foi ressaltada a importância de prestar atenção nos órgãos-alvo do paciente, uma vez que nos casos de  hipertensão arterial, são órgãos que potencialmente podem vir a apresentar alterações funcionais ou estruturais. A lesão de órgãos-alvo alerta para o aumento do risco cardiovascular desse paciente. A farmacêutica, ainda, falou sobre os principais órgãos que são acometidos pela hipertensão arterial e condições clínicas que decorrem desse processo: encefalopatias, convulsões, acometimento renal, insuficiência renal, acometimento ocular, alterações visuais, deficiência hepática, insuficiência miocárdica. 

  • Tratamento e acompanhamento de pacientes hipertensos 

Fernanda também abordou o papel do profissional na prevenção e acompanhamento desse paciente. É importante que o farmacêutico saiba monitorar e identificar os fatores de risco citados acima, além de ser apoio de cuidado a esse paciente. 

O tratamento da hipertensão arterial com medidas não farmacológicas incide diretamente nos efeitos cumulativos positivos do controle da pressão arterial, como: controle do peso corporal; recomendações nutricionais e redefinição do padrão alimentar; redução de álcool e alimentos com sódio, como sal de cozinha;  controle da pressão arterial; ingestão de alimentos com gordura insaturada, fibras oleaginosas vitamina B, alho; monitoramento dos hábitos de vida, prática de atividades físicas, cessação tabágica e técnica de respiração lenta, para tranquilizar o paciente no controle pressórico em situações de estresse. 

Já os tratamentos farmacológicos, como apontados no webinar, visam à prevenção da morbimortalidade por risco cardiovascular causado pela presença de hipertensão arterial. São medicamentos prescritos geralmente por médicos cardiologistas, que acompanham os nossos pacientes hipertensos. Lembrando que o farmacêutico tem um papel indispensável na adesão ao tratamento farmacológico de prescrição médica. 

  • Checklist farmacêutico com pacientes hipertensos

No acompanhamento de pacientes hipertensos, Fernanda apontou quais iniciativas o farmacêutico deve ter para avaliação e auxílio no manejo dessa condição clínica. 

Ao receber o paciente na sua farmácia, sempre verifique a pressão arterial, avalie o risco cardiovascular, não esqueça de monitorar e conter fatores de risco e de avaliar os órgãos-alvo. Junto a isso, é papel do farmacêutico orientar para medidas não farmacológicas de controle e prevenção do risco cardiovascular e promover adesão ao tratamento medicamentoso. É importante, como foi destacado no webinar, verificar a efetividade  terapêutica desse tratamento.

Com o calendário posológico, por exemplo, você pode organizar a farmacoterapia desse paciente, registrar todos os medicamentos e horários de tomada. Ao ter registrado, inclusive, quais medicamentos ele comprou na sua farmácia e a duração desse tratamento, você pode agendar o retorno do seu cliente e programar a dispensação dos medicamentos. Além disso, testes de avaliação de triglicerídeos, colesterol e hemoglobina glicada são importantes para o farmacêutico examinar e conseguir realizar o melhor encaminhamento do paciente. 

Todas essas ferramentas citadas no webinar do CRx Class #3 são padronizadas e disponibilizadas dentro da nossa plataforma para que você, farmacêutico, possa oferecer o melhor atendimento e fidelizar seus pacientes. 

Com o serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente. 

Não deixe de acompanhar nossos próximos CRx Class, fique conectado

Diferenças entre testes para Covid-19: métodos e resultados

Testes para Covid-19

Com a pandemia do coronavírus e as novas fases desse contexto, diversas expectativas em relação à saúde e aprimoramentos estão sendo feitas para a prevenção da doença. Principalmente com os testes para detecção do vírus, com algumas empresas e ramos trabalhistas voltando à rotina presencial, metodologias novas surgiram e são variadas. É importante sabermos as diferenças entre testes para Covid-19.

Vamos conhecer as diferenças entre os virológicos e de anticorpos?

Teste virológico RT – PCR

O teste diagnóstico de antígeno para Covid-19 é o mais demorado para receber seu resultado e tem algumas limitações. Por demandarem estrutura laboratorial para sua realização e avaliação de amostra, seu uso não é indicado para a testagem rápida, como aeroportos ou pontos de testagem em massa. 

O RT – PCR  é um teste molecular da reação em cadeia da polimerase em tempo real. O teste identifica o RNA do Sars-Cov-2 presente no trato respiratório, pela amplificação do ácido nucleico pela reação em cadeia da polimerase. Ele é realizado a partir da coleta swab com cotonete no canal do nariz e garganta. O recomendado é que esse teste seja feito logo no início dos sintomas, na fase aguda da doença. O profissional da saúde que irá aplicar o teste precisa saber do tempo de infecção e em qual fase a doença está no paciente. O resultado é entre 2 e 3 dias. 

O exame PCR pode ser encontrado em laboratórios, devido à alta complexidade para análise e equipamentos.

Para quem é indicado?

Para pacientes que tiveram contato com o vírus ou com suspeita, pois o exame identifica a presença do Sars-Cov-2 no organismo. 

Teste de antígeno

O teste diagnóstico de antígeno, conhecido como a sigla Ag-RDT, detecta a presença do vírus SARS CoV-2 no organismo. Ele é recomendado para casos suspeitos ou para pessoas que tiveram contato com pacientes infectados. Dessa forma, o exame é feito a partir da amostra coletada pelo Swab de nasofaringe e orofaringe. 

Como o teste detecta a presença do vírus, é recomendado que seja realizado entre 2 e 7 dias de contato ou aparecimento dos sintomas. Um teste com resultado não reagente não exclui o diagnóstico e é indicada a complementação com o teste padrão ouro, ou seja, RT-PCR.

Para quem é indicado?

Com eficácia de 90%, ele identifica a presença da proteína do coronavírus no organismo. Indicado para pacientes com doenças crônicas que podem agravar o quadro, para profissionais da saúde ou em hospitais.

Você encontra o exame rápido em farmácias, hospitais, clínicas, unidades de saúde, empresas e locais para testagem em massa.

Teste de anticorpo IgM/IgG

A principal diferença entre o teste de sorologia e o teste rápido são as técnicas de leitura dos resultados. O teste sorológico aponta a quantidade de anticorpos presentes que demonstram contato com o vírus e a resposta imunológica à ele. Já o teste rápido, detecta quantitativamente se há presença de anticorpos contra o vírus por meio da análise do sangue capilar com adição do reagente, sem mensuração exata. 

A amostra pode ser tanto para sangue total, soro ou plasma. Esse teste é recomendado para pessoas com início de sintomas entre 7 e 10 dias para que o resultado tenha maior precisão possível. Isso devido ao tempo de produção de anticorpos, pois nem todas as técnicas conseguem captar a presença exata de anticorpos, principalmente em assintomáticos ou sintomas leves. Por isso, o teste de sorologia pode dar negativo mesmo para o PCR positivo.

Para quem é indicado?

O teste de anticorpo IgM é indicado para quem pode ter se infectado na primeira semana, pois ele capta a proteína do sistema imune nos primeiros dias. Esse anticorpo é produzido de forma rara no organismo, por se tratar de um dos primeiros anticorpos que são produzidos quando há uma infecção. Ou seja, o teste é indicado para saber se houve contato com o vírus, mas não é totalmente preciso. 

O teste de anticorpo IgG é indicado duas semanas depois do início dos sintomas, quando a doença da Covid-19 quase já não está se manifestando mais no corpo. Ele é a segunda proteína imunológica produzida pelo organismo e permanece maior tempo nele. 

As principais diferenças entre os testes para Covid-19 de anticorpos são o tempo de permanência do anticorpo no organismo e fase da doença. Porém, ambos não confirmam com certeza quem está infectado no exato momento do teste.

Você encontra o exame rápido em farmácias, hospitais, clínicas, unidades de saúde, empresas e locais para testagem em massa.

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O que sua farmácia precisa para 2021: tendências e tecnologia

Tendências e tecnologias para farmácias

Você sabe o que sua farmácia precisa para 2021?

O cenário farmacêutico passou por transformações importantes ao longo do tempo, desde o reconhecimento da necessidade de um farmacêutico na farmácia até a autonomia para prescrever medicamentos não tarjados. Com a pandemia do coronavírus e medidas para que as farmácias estivessem à frente pela prevenção da saúde, novas transformações se deram, principalmente, nos serviços ofertados e no armazenamento de dados e procedimentos. Tecnologia e tendências para serviços em saúde estão na previsão para o ano que chega. 

Assim, veja o que sua farmácia precisa para 2021 e alinhe-se com as tendências do mercado e varejo. 

 

 

  • Tecnologia intuitiva


    Seus serviços farmacêuticos em atendimentos a pacientes não são mais os mesmos. Hoje, cada vez mais é necessário o armazenamento de dados, procedimentos realizados e registros de forma otimizada em softwares intuitivos que são capazes de receber e interpretar esses dados. A tecnologia permitirá menos atrito em toda jornada de saúde dos pacientes, incluindo as compras e os serviços feitos na farmácia. Com isso, pacientes com sintomas poderão se comunicar com sistemas de inteligência artificial, médicos, farmacêuticos ou outros profissionais antes mesmo de irem à farmácia ou a um centro de saúde. A receita médica se converterá em prescrição eletrônica de forma rotineira, disponível na nuvem.

     

  • Testes laboratoriais remotos

    Uma pesquisa realizada pela Abrafarma e pela SBFFC, aponta que a realização de testes laboratoriais remotos nas farmácias conta com a aprovação de 94,2% dos farmacêuticos atuantes no país. Os muitos profissionais estão modernizando cada vez mais seus serviços, destacando-se dos demais que ainda não aderiram à essa nova tecnologia. Ofertar testes laboratoriais remotos (TLR) agrega muito valor à farmácia e aumenta a resolutividade do cuidado farmacêutico. Os resultados das farmácias pioneiras nesse serviço impressionam, tanto em termos do impacto sobre o acesso à saúde, qualidade dos encaminhamentos, como pelo ponto de vista financeiro.

    O maior benefício dos testes rápidos realizados junto ao paciente é a rapidez na obtenção dos resultados. Essa agilidade permite que o processo de rastreamento (triagem) ou encaminhamento seja concluído durante um único encontro. Com isso, facilita o acesso a cuidados, aconselhamento, tratamentos e resultados para os pacientes. Um outro ponto importante é a qualidade.

    O fato de serem testes feitos em aparelhos portáteis não dispensa esses exames de terem um sistema de garantia de qualidade envolvido. Procedimentos padronizados para controle interno e externo de qualidade, treinamento de operadores, padrões na emissão de laudos e gerenciamento da informação são fundamentais para garantir a confiabilidade dos resultados.

     

  • Vacinação na farmácia


Muitas farmácias já oferecem serviço de vacinação, portanto você poderia imaginar que essa não é uma tendência para o ano que vem. Muito pelo contrário. O próximo ano será o quarto ano da liberação da vacinação em farmácias pela Anvisa, tempo suficiente para que as vigilâncias sanitárias locais tenham aprendido mais sobre o assunto. Assim, há uma tendência de maior eficiência na liberação desses serviços. Isso irá estimular mais farmácias a aderirem.

Além disso, crescerá a oferta de cursos de capacitação para farmacêuticos vacinadores, item obrigatório pelo Conselho Federal de Farmácia. Com mais profissionais preparados e autorizados a vacinar, também há um estímulo natural de crescimento desses serviços.
Principalmente com a previsão de vacinas contra a Covid-19, as farmácias continuarão sendo chaves importantes na oferta desse serviço e prevenção em saúde. 

  • Cobrança e profissionalização dos serviços farmacêuticos


    Todo esse avanço nos serviços farmacêuticos não se sustentará, se não houver uma gestão profissional por trás. O primeiro engano de muitas farmácias ainda é prestar muitos serviços farmacêuticos de forma gratuita. Isso é um erro. Mesmo os serviços básicos devem ser cobrados, ainda que sejam baratos. Aquilo que é de graça não tem valor. A sustentabilidade dos serviços depende de trabalhar todo espectro possível, ampliando o mix de serviços ofertados. Além disso, trabalhar com metas claras, modelos de remuneração do farmacêutico, indicadores e gerenciamento diário são ações fundamentais para o sucesso de qualquer projeto. Trate os serviços farmacêuticos com a mesma seriedade que você trata a gestão completa da sua empresa. Um software que agregue automação e organização orçamentária de seus serviços pode salvar sua farmácia em 2021.

  • Foco em adesão a tratamentos medicamentosos 

A adesão ao tratamento é considerada um conceito-chave para os serviços farmacêuticos. Diversos estudos internacionais indicam que 50% dos pacientes perdem adesão ou mesmo abandonam o tratamento após 6 meses de uso da medicação. Aumentar a adesão é a medida mais impactante que podemos ter para melhorar a saúde dos pacientes crônicos. Além disso, nenhuma ação de marketing se compara ao potencial do aumento na adesão aos medicamentos sobre o faturamento da farmácia. Para promover adesão ao tratamento, o principal tipo de serviço consiste em gerenciar a medicação do paciente, conectando a dispensação agendada de medicamentos com o acompanhamento dos resultados da farmacoterapia. Tudo isso com tecnologia, a fim de dar ganho de escala. Diversas farmácias começam a trabalhar nesse sentido, e esta é uma forte tendência nos serviços farmacêuticos do próximo ano.

Se planeje e pense no que você sonha para sua farmácia em 2021. É possível decolar quando nos organizamos e contamos com as ferramentas certas. 

Um maravilhoso ano novo!

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Prevenção de doenças tropicais e tratamentos

Prevenção de doenças tropicais
Algumas doenças de determinadas regiões do Brasil acabam aumentando seus casos em épocas de veraneio. Devido ao grande número de pessoas que viajam em férias e, geralmente, para áreas que não estão acostumadas a viver, também não têm o organismo preparado para  vírus, bactérias e parasitos dessas áreas. Principalmente no contexto da pandemia da Covid-19, é importante redobrar os cuidados na prevenção de doenças tropicais e nos seus tratamentos. Por isso, esteja atento às medidaspara quem irá viajar para regiões tropicais.As principais mais comuns são: Dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Vamos conhecer um pouco sobre elas, as recomendações e cuidados?

Dengue: Prevenção e tratamento

A Dengue é uma das doenças transmitidas por mosquito que mais se expande rapidamente. No Brasil, são 765.000 novos casos por ano que surgem em todas as regiões do país. Para se prevenir, é indicado: sempre checar e evitar reservatórios ou recipientes com água parada,  como calhas e locais onde se acumula sujeira, bandejas de ar condicionado, por exemplo, ambientes nos quais o agente epidemiológico se hospeda. O transmissor na América Latina é o mosquito Aedes aegypti. Fique atento aos sintomas: náuseas; vômito; dores nos músculos, nas articulações, nos olhos e na cabeça; manchas vermelhas na pele; febre; diarreia; conjuntivite. Já existe uma vacina específica contra a dengue. 

Os aspectos clínicos para diagnóstico são identificados pelos anticorpos IgM, que surgem e se elevam rapidamente, tornando-se detectáveis a partir do 6° dia após a infecção, permanecendo na circulação por 30 a 60 dias. Já o IgG leva cerca de 7 dias para aparecer, atingindo picos em 2 a 3 semanas e persistindo por toda a vida. 

Para casos de suspeita, existe o teste rápido disponível em farmácias, postos de saúde e clínicas. O teste é baseado em metodologia clássica imunocromatográfica ou imunofluorescência, capaz de detectar e diferenciar anticorpos específicos IgM e IgG permite ao profissional de saúde, conduzir o atendimento de forma mais assertiva e eficaz. Assim, com o resultado em mãos e analisando as condições clínicas apresentadas pelo paciente, o farmacêutico pode orientar o paciente para o encaminhamento médico mais adequado, facilitando a tomada de decisão e o rastreamento em saúde. 

Tratamento indicado

O farmacêutico pode orientar no manejo sintomático pelo uso de medicamentos analgésicos e antitérmicos e inclui repouso e ingestão de líquidos (reidratação oral com soro, sopa, suco, água de coco, entre outros). Banhos frios e compressas em temperatura ambiente na testa e pescoço podem auxiliar na contenção da febre. Cuidados hospitalares podem ser requeridos em casos graves.

É contraindicado o uso de produtos com ácido acetilsalicílico devido ao aumento do risco de hemorragia.

Zika: Prevenção e transmissão


O vírus Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, foi identificado pela primeira vez em 2015 no Brasil, ainda não há comprovação de transmissão do vírus zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva. A principal forma de prevenção de doenças tropicais é impedir a circulação e reprodução do agente transmissor, da mesma forma da Dengue. Por isso, também é recomendado evitar roupas que exponham muito a pele durante a viagem e cuidado redobrado para mulheres gestantes. Altamente importante o uso de repelentes. Fique atento aos sintomas:  dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Ainda não há vacina contra o vírus. 

A principal via de transmissão é a via vetorial, que ocorre principalmente através da picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti. A transmissão vertical pode ocorrer durante o parto, através do contato sanguíneo e com demais fluidos biológicos, levando o recém-nato a apresentar distúrbios e malformações congênitas.

O diagnóstico laboratorial é feito através de exames diretos ou indiretos. Dentre os métodos diretos, o isolamento do vírus ou a busca pelo genoma do (ZIKV) através de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) se destacam como metodologias mais frequentes. Para os métodos indiretos, a pesquisa de anticorpos (IgG e IgM) através de testes sorológicos auxilia no rastreamento da doença.

Tratamentos indicados

Farmacêuticos devem sinalizar a precaução quanto ao uso de Aspirina® ou outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) até o descarte da possibilidade de infecção pelo vírus da dengue, evitando-se o risco de quadros hemorrágicos. O uso de loções à base de calamina é recomendado em casos de prurido cutâneo. Casos suspeitos em gestantes devem ser monitorados e encaminhados precocemente para diagnóstico e início do tratamento

Chikungunya: Prevenção e tipos de tratamentos

Também com agente transmissor Aedes aegypti, esse vírus acomete a membrana que recobre as articulações, por isso, os sintomas são dores em dedos, pulsos e tornozelos. A prevenção é a mesma contra Zyka e Dengue, já que o hospedeiro é o mesmo: evitar os focos de água parada e ambientes com sujeito acumulada, principalmente em regiões de alta temperatura, umidade do ar e chuvas frequentes. Altamente importante o uso de repelentes. 

A principal via de transmissão é a via vetorial, que ocorre principalmente através da picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti. O período de transmissão começa 2 dias antes do aparecimento de sintomas e vai até o 5° dia após o início das manifestações clínicas.

O diagnóstico laboratorial pode ser feito através de exames diretos ou indiretos. Dentre os métodos diretos, utilizam-se o isolamento do vírus ou a busca do genoma do CHIKV através de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa em tempo real (RT-PCR). Para os métodos indiretos, a pesquisa de anticorpos IgG e IgM através de testes sorológicos.

A realização de teste rápido para identificação de marcadores imunológicos IgG e IgM é uma ferramenta que permite ao farmacêutico encaminhar e orientar o indivíduo oportunamente e que favorece o atendimento mais assertivo e com maior agilidade na tomada de decisão clínica, além do rastreamento em saúde. 

Tratamentos indicados

Para fase aguda febril, Paracetamol é o medicamento de escolha para controle da hipertemia, contudo, tratando-se de um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) que apresenta hepatotoxicidade, deve ser administrado com cautela por pacientes que apresentem comprometimento hepático. Na fase crônica, com sintomas de artrite reumatoide durante pelo menos 12 semanas após o início da doença, são indicados medicamentos antirreumáticos modificadores de doença (MARMDs), especialmente para o caso de pacientes positivos para antipeptídeos citrulinados cíclicos (anti-CCP), sendo a hidroxicloroquinona, o medicamento de escolha. O farmacêutico também pode recomendar o uso de colírios de ação lubrificante visando aliviar os sintomas oculares, realização de compressas em regiões de fortes dores musculares, dieta balanceada evitando sobrepeso, que agrava as artralgias, e a utilização de loções e pastas d’água para amenizar a irritação e sintomas dérmicos, evitando banhos quentes, que levam a desidratação e consequente agravamento dos sintomas. 

Febre amarela

A Febre Amarela é uma doença infecciosa mais grave, transmitida pelo Aedes aegypti, em áreas tropicais como Norte, Nordeste, Centro-Oeste. Os sintomas são repetidos, com febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. É recomendada a vacinação contra a febre amarela, ela pode ser aplicada a partir dos nove meses de vida e reforçada a cada 10 anos. Se você vai viajar para uma área florestal ou tropical, de alta temperatura, é importante que ela seja feita antes.

A transmissibilidade ocorre por via vetorial, vertical e transfusional. Pode ocorrer um breve período sem manifestação dos sintomas, o que não descarta a possibilidade de agravamento da doença.

O diagnóstico na fase inicial da infecção é realizado pelo teste de reação em cadeia da polimerase (PCR), que identifica a presença direta do vírus no organismo, recomendado pelo prazo de no máximo 7 dias após o início dos sintomas. Após esse período, em estado mais avançado, o teste sorológico para identificação de anticorpos IgG e IgM sinaliza o resultado. Os anticorpos IgM surgem na fase aguda da infecção e duram em média 2 a 4 semanas, os anticorpos IgG aparecem após e permanecem mesmo após o desaparecimento dos sintomas, podem indicar também o estado de imunização da vacina no organismo.

Tratamento indicado

Não há um tratamento contra a febre amarela, o recomendado é focar no alívio dos sintomas como as dores no corpo e cabeça, com analgésicos e antitérmicos.

É contraindicado o uso de produtos com ácido acetilsalicílico devido ao aumento do risco de hemorragia.

Como a sua farmácia pode ajudar no combate a doenças tropicais com a Clinicarx

Todos esses testes rápidos e vacinas você, farmacêutico, pode oferecer na sua farmácia e auxiliar na prevenção dessas doenças infecciosas, além de acolher seu paciente e passar as informações necessárias para tomadas de decisão. Conheça a Clinicarx e o que podemos oferecer para o seu estabelecimento de saúde.

O encaminhamento médico deve ser feito para confirmação do diagnóstico e tratamento clínico.

Não deixe de cuidar da sua saúde no verão e continuar seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde contra a pandemia do coronavírus.

CRX Talks #2: Faturamento com serviços farmacêuticos

Nosso segundo Webinar do CRX Talks #2 foi com uma convidada muito especial, que faz parte da nossa história há muito tempo. A  Flávia Thomazi França, proprietária da Attive Pharma, foi nossa primeira cliente Clinicarx, e é um dos cases que demonstra o faturamento com serviços farmacêuticos. Ela participou das várias fases da plataforma conforme íamos aperfeiçoando e hoje é ativa na nossa comunidade de farmacêuticos. 

 

 

Na conversa com Flávia, ela contou sua trajetória na farmácia clínica e como o faturamento com serviços farmacêuticos agregou no crescimento. A Attive Pharma foi a primeira farmácia no Brasil a executar a testagem para Covid-19 de anticorpos. Além disso, foi a primeira do Mato Grosso do Sul a realizar teste de antígeno, tudo isso com a Clinicarx. Em um ano, eles aumentaram em 300% o faturamento de fornecimentos de serviços, com os testes rápidos, e, após, com a implementação da vacinação na farmácia. 

 

 

 

A Clinicarx, serviços farmacêuticos e capacitação

 

A Clinicarx oferece o auxílio que você precisa para oferecer serviços em sua farmácia, como App para pacientes, menu de serviços, gerenciamento de resultados e muito mais, afirma Flávia. Ela viu na nossa plataforma a saída para a necessidade de um software para registrar atendimentos e acompanhar os pacientes. Assim, ela pontua a facilidade de atendimento com os relatórios gerados automaticamente, desde financeiros, até número de serviços realizados. 

 

A farmacêutica também destaca o quanto os cursos de treinamento técnico e as qualificações em diversas temáticas. Desde testes rápidos, vacinação, entre outros como manejo de sintomas gripais, atendimento à primeira infância e homeopatias. Além disso, “é possível personalizar nossas prescrições com todas as informações necessárias da clínica, logomarca, endereço e telefone”, conta. Para ela, é visível que uma das missões da Clinicarx é empoderar os farmacêuticos para que se façam cada vez mais atendimentos clínicos. 

 

Com isso, hoje, os testes laboratoriais remotos e vacinação representam 45% do faturamento da Attive Pharma. O faturamento com serviços farmacêuticos impulsionou o negócio de Flávia e sua farmácia está preparada para crescer cada vez mais com a Clinicarx. Quer saber mais? Entre em contato com os nossos consultores.

1º CRX Talks aborda atuação farmacêutica clínica e tecnologia

Neste mês de novembro, realizamos nosso primeiro CRX Talks. Uma iniciativa da Clinicarx composta por uma série de Webinars com profissionais da saúde, farmacêuticos, biomédicos, enfermeiros, médicos, entre outros, para conversar sobre o mercado atual dos serviços em saúde. 

A convidada do primeiro webinar foi a farmacêutica clínica, Daniely Proença. Ela contou sobre sua trajetória e como passou a oferecer serviços em saúde com mais qualidade e maior retorno financeiro com ajuda da tecnologia. 

Daniely conta que é importante explicar para o que um farmacêutico faz em um consultório ou sala clínica. “Você tem que mostrar para seu paciente que você pode e consegue acompanhá-lo e fazer a diferença na vida dele”. A primeira consulta é um momento de conhecimento, afirma Daniely, “o farmacêutico dá um pouco de si, e o cliente um pouco dele”. 

A partir da segunda ou terceira consulta que o paciente se solta e conversa sobre seu histórico, suas condições clínicas, realidades e conflitos, traz os familiares e já comenta com amigos e conhecidos como está conseguindo finalmente controlar sua pressão arterial na farmácia, por exemplo, conta a farmacêutica. Muitas vezes o cliente comenta que nunca foi questionado por outros profissionais de forma tão personalizadas e com o nível de atenção ao seu estado de saúde, como o da farmacêutica. Ao realizar essa abordagem na sala clínica, o profissional quebra uma barreira e ganha a confiança do paciente.

O dia a dia do farmacêutico clínico no consultório da Daniely é um trabalho interdisciplinar, junto à nutricionistas, clínicos gerais, fisioterapeutas, geneticistas, principalmente na prescrição e fórmula farmacológica. Essa troca, aliada ao estudo continuo e qualificações,  enriquece e empodera os profissionais a atuarem com segurança. “Conheça e leia os artigos sobre o medicamento, as reações, ações, formas correta de utilizar, para conseguir fazer sua prescrição e colocar no papel”, afirma Daniely. 

Há pelo menos 4 anos utilizando a plataforma Clinicarx, a farmacêutica integra diversos serviços no atendimento clínico, desde a anamnese até avaliação antropométrica, teste de glicemia, exame de perfil lipídico, entre outros Testes Rápidos disponibilizados. São mais de 20 exames que a Clinicarx oferece, em parceria com fornecedores de equipamentos e materiais de alta qualidade. 

A Clinicarx oferece uma gama de serviços aos seus pacientes e acompanhamentos em saúde. Acesse e conheça mais

Confira o Webinar completo abaixo:

Manejo Clínico e Prescrição: O novo perfil do Farmacêutico

O farmacêutico é um dos profissionais da saúde que mais teve mudanças no seu campo de atuação durante a história da profissão. Hoje as autoridades em saúde compreendem a relevância do farmacêutico para o manejo clínico e prescrição para diversas condições de saúde.

De acordo com a ONU, o uso inadequado de medicamentos é responsável pela morte de aproximadamente 1 milhão de pessoas ao ano, e é nesta realidade que o farmacêutico torna-se fundamental. 

Os serviços clínicos associados à farmacoterapia não se resumem em garantir um tratamento seguro, mas buscam também a melhora do quadro clínico do paciente. Para que isso ocorra, o farmacêutico deve ter autonomia para conduzir o tratamento dos pacientes atendidos, seja no balcão da farmácia  ou na sala clínica. 

Manejo Clínico e Prescrição Farmacêutica

Com a Resolução CFF 586/2013, a prescrição farmacêutica foi regulamentada e faz parte dos serviços clínicos disponíveis em farmácias e/ou outros estabelecimentos de saúde. Este avanço na legislação farmacêutica também trouxe uma nova necessidade: o preparo e qualificação do farmacêutico que está à frente do atendimento. Mais clientes tornam-se pacientes, e algumas condições clínicas podem ser tratadas com medicamentos prescritos pelo próprio farmacêutico, que também acompanha a farmacoterapia. É uma situação que pede por capacitações além da graduação desses profissionais. 

Além disso, com a pandemia do COVID-19, a ANVISA alterou a RDC 357/2020 e suavizou as regras para dispensação de medicamentos controlados. Assim, cresceu a quantidade máxima de produtos permitida em notificações de receita e receitas de controle especial. Dessa forma, a acessibilidade à medicamentos indicados com orientação e segurança pelos farmacêuticos permite que a farmácia ofereça ainda mais aos pacientes e leve mais saúde à população.

Além disso, a acessibilidade à medicamentos sem necessidade de prescrição médica, indicados com orientação e segurança pelos farmacêuticos permite que a farmácia ofereça ainda mais aos pacientes e leve mais saúde à população.

Mas você, farmacêutico(a), ainda pode estar se perguntando qual o seu papel nisso tudo e qual a importância de estar preparado para receber seus pacientes. Vamos conversar sobre alguns contextos em que você tem uma função ainda mais importante?

Manejo clínico e prescrição para sintomas da primeira infância

No interior do útero, o bebê não tem contato com vírus e bactérias externas com as quais convivemos todos os dias, por isso, é comum que alguns sintomas se manifestem na primeira infância, período em que o organismo está amadurecendo. Os primeiros meses de vida são cheios de fases instáveis e sintomas comuns desse primeiro período, cólicas relacionadas à lactação e digestibilidade, por exemplo, despertam preocupações. 

Doenças prevalentes comuns na infância:

Alergias, infecções no ouvido, refluxo, gripe e resfriados, sintomas respiratórios como rinite, congestão nasal, coriza, tosse, cólicas, desconforto e dores relacionadas ao nascimento da primeira dentição. 

Primeira dentição

Os sintomas mais frequentes da primeira dentição são dor, coceira, inflamação da gengiva, problemas digestivos como diarréia e vômitos, salivação excessiva, otalgia, febre, insônia e irritabilidade. Um episódio de nascimento do primeiro dente de leite dura, em média, 8 dias. Geralmente ocorrem no 3º ou no 33º mês de idade. Geralmente ocorrem entre 3º e 33º mês de idade. 

Resfriados

Já os resfriados mais comuns têm origem viral e atingem o trato respiratório superior, ou seja, o nariz e a garganta. Os sintomas são tosse, coriza, inflamação na mucosa nasal, espirros e dor de garganta. 

Cólicas Infantis

As cólicas infantis vêm com queixas comuns como gases intestinais, espasmos, choro e irritabilidade sem motivos aparentes. Elas geralmente ocorrem nos primeiros três meses de vida do bebê, com seu pico na 6ª semana de vida, onde os sintomas ficam mais frequentes e intensos. 

O atendimento de farmacêuticos às mães ou pais que chegam com queixas de seus filhos pequenos é um tema complexo. Atender crianças pode gerar insegurança nos profissionais da saúde que não se sentem preparados quando não estão atualizados ou capacitados sobre as fases e condições clínicas infantis. Principalmente pelos órgãos dos bebês ainda não estarem completamente desenvolvidos, os efeitos colaterais de medicamentos são mais fáceis de ocorrer. Assim, a mucosa intestinal das crianças é altamente suscetível à atuação de prebióticos e probióticos e essa susceptibilidade tende a decrescer com a idade. 

Os pontos a serem considerados na hora de indicar medicamentos isentos de prescrição são os números de doses ideais, efeitos adversos a serem prevenidos e cuidados, e, principalmente, a fórmula ideal para cada fase da infância. (Os pontos a serem considerados na hora de indicar medicamentos isentos de prescrição são as doses ideais, efeitos adversos a serem prevenidos e cuidados, e, principalmente, a fórmula correta para cada fase da infância.) Nem sempre os medicamentos são seguros ou menos invasivos para o bebê, dessa forma, o papel do farmacêutico é acolher, entender e orientar tratamentos seguros, que aliviam os sintomas com eficácia. 

Conhecimentos rápidos e práticos

Sabemos que conhecimento é empoderamento para atuar de forma segura e suprir as necessidades dos pais que estão preocupados com a saúde do filho e, algumas vezes, não têm acesso à um sistema de saúde adequado. Em nosso microcurso especial sobre a temática, inclusive, você confere maiores informações para o manejo clínico e prescrição farmacêutica dessas condições na sua farmácia. 

A prescrição farmacêutica é um assunto delicado, e, muitas vezes tratado com insegurança pela falta de conhecimento e capacitação específica de profissionais da saúde não médicos. Sua farmácia pode ser o estabelecimento de saúde mais próximo e acessível para orientações, não necessariamente medicamentosas. Sintomas clínicos que podem ocorrer durante o desenvolvimento fisiológico do bebê, eventos e doenças comuns na primeira infância, são temáticas abordadas na nossa qualificação da Clinicarx sobre Sintomas da Primeira Infância, disponível com exclusividade para farmacêuticos e outros profissionais da saúde que utilizam o Clinicarx.

Síndrome gripal em adultos, idosos e gestantes

A gripe ou influenza é uma doença viral respiratória aguda, febril, com sintomas sistêmicos. O comportamento mais comum é a procura por tratamentos rápidos de alívio dos sintomas, assim, o cenário de pacientes que chegam na farmácia buscando manejo clínico e prescrição é recorrente. 

Os sintomas da gripe são: febre, dor de cabeça, dor de garganta, mialgia, coriza, congestão nasal, tosse, rinite, dores oculares (atrás do olho). Porém, o farmacêutico durante a anamnese e exames precisa saber identificar e diferenciar sintomas de gripe ou sintomas graves de condições clínicas respiratórias que necessitam de encaminhamento médico. Os sinais mais importantes são a dispneia, dificuldade para respirar intensa e saturação de O²  menor do que 95%

Resfriados são infecções virais no trato respiratório superior, geralmente os sintomas são sensação de congestão no nariz e fundo da garganta, mucosa nasal vermelha e inchada, dor de cabeça e cansaço generalizado, exaustão, garganta inflamada e rouquidão. 

Ao receber o paciente, o farmacêutico pode prescrever medicamentos não tarjados, fazer o manejo clínico e prescrição de tratamentos, bem como agendar o retorno para o acompanhamento, caso os sintomas persistam. 

  • Para crianças: soluções para irrigação nasal, fórmulas a base de sulfato de zinco, unguentos ou bálsamos para alívio de dores e diminuição de tosse, fitoterápicos para redução de sintomas nas vias aéreas superiores. 
  • Para crianças: soluções para irrigação nasal, fórmulas a base de sulfato de zinco, unguentos ou bálsamos para alívio de dores e diminuição de tosse, fitoterápicos para redução de sintomas nas vias aéreas superiores. 

A prática farmacêutica está evoluindo como todas as outras profissões que se atualizam, acompanhando o fluxo contemporâneo conforme os movimentos tecnológicos e industriais da sociedade. Assim, o farmacêutico está no campo direto de atenção ao paciente, conforme a demanda por serviços em saúde com acesso e qualidade, cresceu. A versatilidade e a qualificação são necessárias para uma prática completa de destaque. 

Conheça nossa plataforma Clinicarx e veja o que podemos oferecer em serviços farmacêuticos e de assistência à saúde para seu estabelecimento de saúde.

Nova funcionalidade da Clinicarx: agendamento online de serviços farmacêuticos

Novas oportunidades em serviços de saúde ganharam espaço nas farmácias comunitárias em 2020. Testes laboratoriais remotos, vacinação, prescrição farmacêutica, acompanhamento a doenças crônicas e também serviços básicos, como aplicação de medicamentos injetáveis e verificação da pressão e glicemia, foram alguns dos serviços mais realizados. Cuidar da saúde ocupou o mindset de clientes e profissionais da saúde neste ano ímpar!

Além da farmácia se tornar ponto de referência em saúde e, muita vezes, o único, mais próximo e mais acessível estabelecimento para algumas pessoas, a tecnologia também impactou positivamente este movimento de levar o cuidado em saúde para dentro das farmácias e clínicas e a Clinicarx não poderia ficar de fora dessa. 

Já sabemos que a farmácia pode oferecer muito mais do que a dispensação de medicamentos! Serviços básicos de saúde dentro da sala de serviços ou no balcão geram rentabilidade significativa, além de agregar valor e fidelizar clientes. 

A Clinicarx, sua plataforma de serviços farmacêuticos para farmácias e consultórios, cresceu e reúne cada vez mais farmacêuticos em uma comunidade nacional com foco na entrega de serviços em saúde acessíveis, contínuos, resolutivos e convenientes. Com esse propósito, nosso novo lançamento é o Agendamento Online. Agora, os seus pacientes encontram pontos de saúde em qualquer região do Brasil. Tudo isso pela página de Clínicas e Serviços Farmacêuticos.

Na plataforma, o administrador cadastra os serviços oferecidos e habilita a clínica para o agendamento online, além de configurar o horário de funcionamento da sala de serviços. Nós mapeamos todos os pontos de saúde de forma simples e rápida de acordo com Estado e Cidade e os serviços disponíveis são exibidos para o cliente. O cliente escolhe o melhor dia e horário para ser atendido, faz a reserva online e pronto! Receberá um e-mail com a confirmação do dia e horário agendados, com o telefone e endereço da clínica onde será atendido. O farmacêutico visualiza o agendamento diretamente na sua agenda dentro da plataforma e pode se preparar antecipadamente para receber e atender o paciente na data e horário agendados. 

O administrador configura o Agendamento Online de forma simples e rápida, cadastrando e atualizando os dados, horários de funcionamento e serviços oferecidos. Os pacientes encontram a clínica diretamente na página de Clínicas e Serviços Farmacêuticos e agendam o atendimento. E a Clinicarx facilita a acessibilidade e a aproximação dos pacientes com os pontos de saúde para que você possa entregar serviços de saúde encantadores.

Quer saber mais? Fale com um de nossos consultores.

Attive Pharma: caso de sucesso em serviços clínicos e testagem para Covid-19

Attive Pharma

A farmácia de manipulação Attive Pharma foi a 1ª no Brasil a executar a testagem para Covid-19 de anticorpos e a primeira do Mato Grosso do Sul a realizar teste de antígeno.

Farmacêutica realiza a coleta para o Teste Covid-19 Antígeno utilizando um swab para nasofaringe.

O teste de antígeno por swab na nasofaringe, indica a presença do vírus Covid-19 no organismo, e em 30 minutos o paciente recebe o laudo, isso oferece agilidade ao atendimento médico, quando necessário. A testagem para Covid-19 também é indicada para quem teve contato com algum infectado. O serviço é oferecido em parceria com a Plataforma Clinicarx, que dá suporte à farmácia na implantação do serviço, protocolo de atendimento, treinamento, software e laboratório clínico de apoio.

Laudo Clinicarx

Paciente recebe um Laudo completo e intutivo após o exame pelo farmacêutico

Segundo a farmacêutica Flávia Franca, diretora da Attive Pharma, o teste pode ser agendado com 2 a 7 dias de sintomas ou em pessoas assintomáticas que tiveram exposição de risco ao novo coronavírus. “O teste de antígeno identifica a presença da proteína do vírus via secreção nasal. É considerada uma opção rápida e segura para detecção do Covid-19, com sensibilidade de 96.5% e especificidade de 99.9%”, afirma.

Farmacêutico assinando laudo Clinicarx

Farmacêutica assinado laudo do teste rápido ao paciente, um dos diversos serviços oferecidos.

Oferta de diferentes serviços à saúde

Além da testagem para Covid-19, a farmácia vem oferecendo outros serviços em parceria com a Clinicarx, incluindo vacinação, prescrição farmacêutica, acompanhamento a pacientes crônicos, avaliações de saúde diversas e exames rápidos como influenza, perfil lipídico, beta-HCG e PSA (próstata). Os serviços são oferecidos desde antes do início da pandemia.

Os pacientes podem agendar seus atendimentos por telefone ou se dirigir diretamente a farmácia para pronto atendimento. “Contamos com um time habilitado para testar pessoas de todas as idades e limitações. Esse formato a domicílio é voltado principalmente àqueles considerados grupo de risco”, finaliza Flávia.

A farmácia já atendeu milhares de pacientes em 2020 e se firma como um belo exemplo do valor dos serviços farmacêuticos para a população, gerando bom resultados também para o negócio, inclusive em farmácias de manipulação magistral.

Crédito: Campo Grande News.

Como reduzir a ruptura do estoque de medicamentos na sua farmácia

Ruptura do estoque de medicamentos na farmácia

Seu cliente vai até a farmácia com uma lista de 5 medicamentos que precisa comprar. Você tem três deles em estoque, mas faltam dois. O cliente faz “aquela cara”, vai embora sem comprar nada e leva sua lista para a próxima farmácia. Esse é o grande problema da ruptura.

Isso já aconteceu com você? Então continue lendo esse artigo, que pode te ajudar a combater esse problema.

A ruptura de estoque é um dos grandes problemas que afetam os resultados de vendas tanto do varejo farmacêutico como da indústria. Além disso, a falta do produto gera frustração no paciente, perda de tempo e pode até comprometer os resultados de saúde, gerando baixa adesão e abandono do tratamento.

Estudos de mercado já mostraram que o índice de ruptura nas grandes redes fica próximo a 10%, isto é, a cada 10 produtos pedidos, falta 1. Em farmácias independentes esse índice chega a 50%! E na sua farmácia, como está o índice de ruptura?

Confira a seguir algumas dicas práticas sobre como minimizar esse problema na sua farmácia. Em especial, a dica #5 poderá ser surpreendente para você!

#1 Negociação e tempo de entrega com fornecedores

Cuide do relacionamento com seus fornecedores e distribuidoras de medicamentos. Mantenha uma boa negociação de preços, mas não descuide do tempo de entrega, para que possa contar com o produto quando precisar.

Diversifique seu processo de pedido, utilizando tanto meios digitais, como o telefone e representante. Um pedido automático gerado pelo seu sistema de gestão de estoques faz toda diferença.

#2 Gestão e reposição de estoque para reduzir ruptura

Profissionalize sua gestão de estoque, controlando todas as entradas e saídas de mercadorias. Utilize métodos como curva ABC, garantindo que a disponibilidade de estoque de cada item seja condizente com a demanda histórica. Seu estoque precisa ser o menor possível, sem dúvida, mas a “qualidade” desse estoque é mais importante ainda do que a “quantidade”.

Outras ferramentas, como estoque mínimo e máximo e controle de validade também fazem toda diferença para que os pedidos de reposição ocorram no momento correto e que as perdas de produtos sejam minimizadas.

#3 Observe a sazonalidade dos produtos para evitar ruptura

Existem produtos que possuem maior demanda em certas estações do ano. No inverno os antigripais, no verão os filtros solares e antimicóticos, e tantos outros exemplos.

Cuide dessa sazonalidade observando a tendência histórica das categorias ao longo de todo ano. Aumente o estoque apenas quando, e sempre que, necessário.

#4 Mantenha o cadastro e inventário de produtos em dia

Esta poderia ser a dica número #1, pois é um fundamento para reduzir a ruptura. Mas, infelizmente, muitas farmácias tem dificuldade nisso. O cadastro de produtos da loja precisa ser preciso: nome comercial, genérico, categoria, EAN, apresentações, PMC, estoque.

Além disso, um produto que o sistema acusa precisa estar na prateleira, e vice-versa. Mas na prática, muitas vezes aquilo que o sistema mostra não bate com o estoque real. Ajustes de inventário ajudam nessa manutenção, além de um controle rígido de entradas e saídas, fundamentais para não perder dinheiro.

#5 Gerencie o tratamento do seus melhores clientes

Quantos clientes da sua farmácia são usuários crônicos de medicamentos, utilizam mais de 5 medicamentos por dia, e representam a maior parte do seu faturamento? Muitas farmácias não tem essa resposta e isso impacta diretamente a ruptura do estoque, sem que as pessoas se atentem.

Uma forma inteligente de melhorar isso é cadastrar seus clientes e os medicamentos que eles utilizam. E, mais importante, conhecer a posologia utilizada e quantos “dias de tratamento” esse cliente leva pra casa a cada compra ou dispensação. Somente assim é possível gerenciar a reposição desses clientes e, até mesmo, agendar o retorno a cada mês. Sabendo que o paciente vai voltar e que produtos ele utiliza, é mais fácil não deixar faltar.

Se 20% dos seus clientes podem representar até 80% do seu faturamento, cuide desses clientes de forma diferente. Pare de vender caixinhas de produtos e comece a fornecer dias de tratamento, investindo em relacionamento e trabalhando a dispensação programada de medicamentos para esses pacientes.

Essa ação pode fazer uma grande diferença e impactar seu negócio como um todo, contribuindo também para reduzir a ruptura de estoque e aumentar as vendas.

Serviços clínicos aumentam em até 10% faturamento das farmácias

Salas de atendimento com serviços clínicos representam uma nova oportunidade de negócios para as farmácias de todo o país. A receita desses estabelecimentos pode crescer até 10% no primeiro ano, o equivalente a um mês adicional de faturamento anual da loja. O levantamento é da plataforma digital Clinicarx, que oferta soluções tecnológicas para implementação de serviços de assistência farmacêutica.

Depois de se consolidar no grande varejo e estar presente em mais de 1.500 estabelecimentos de 400 municípios, facilitando mais de 1,2 milhão de atendimentos por mês, a startup passa a atuar em farmácias independentes e redes associativistas. O segmento representa mais de 42% dos 80 mil pontos de venda espalhados nos 26 estados e no Distrito Federal.

Farmácias aderem aos serviços farmacêuticos

Recentemente, a solução foi adotada por três grupos – Droga Bem, Multifarma e Rede Soma Drogarias. “O serviço agrega mais rentabilidade à venda de medicamentos. No primeiro ano após a implementação, o retorno sobre investimento (ROI) é o dobro do valor alocado. Já no ano seguinte é até seis vezes superior”, explica Cassyano Correr, fundador e CEO da plataforma.

Ainda de acordo com o executivo, o crescimento da receita advém da cobrança direta por serviços de vacinação, testes rápidos, avaliação e check-ups de saúde, aumento do tíquete médio e da adesão ao tratamento de pacientes crônicos e outros serviços de aferição automatizada. Ao contratar a plataforma, o proprietário do estabelecimento recebe uma gama completa de ferramentas – inclusive aplicativo mobile – treinamentos, apoio de marketing e consultoria.

Na Rede Soma Drogarias, 20 unidades aderiram à plataforma e estão em fase inicial de implementação. “Estimamos que esses estabelecimentos possam aumentar o faturamento entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por mês”, projeta Paulo Henrique Ribeiro, CEO da Rede Soma. De acordo com ele, a solução da Clinicarx está sendo apresentada a todos as 560 lojas associativistas por incluir serviço de treinamento, permitir fácil manuseio e disponibilizar o gerenciamento de resultados.

Como implantar

Farmácias independentes e associativistas interessadas em implantar os serviços podem acessar o link. Por ele, é possível fazer um agendamento sem compromisso de análise e diagnóstico de sua empresa.

Fonte: Saúde Business.

Teste Rápido para COVID-19: 19 perguntas e respostas

As 19 dúvidas mais frequentes dos farmacêuticos sobre o coronavírus

Teste para COVID-19. Quais são suas dúvidas? A equipe Clinicarx responde!

Ao longo da pandemia de Coronavírus, nós da equipe Clinicarx atendemos muitos profissionais. Farmacêuticos com dúvidas variadas sobre como e quando realizar os testes para COVID-19 e como interpretá-los, por exemplo. Fizemos um compilado de todas as dúvidas mais frequentes relacionadas ao tema e trazemos neste artigo as respostas que você precisa para atender e orientar corretamente seus pacientes.

PROTOCOLO CLÍNICO DE ATENDIMENTO 

1. O teste rápido de COVID-19  IgM/IgG é indicado para meu cliente?

O teste rápido para COVID-19  IgM/IgG é indicado nos seguintes casos:

– Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias;

– Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas;

– Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19, há pelo menos 20 dias.

Você pode também realizar a triagem clínica com a Clinicarx e descobrir se o seu paciente é suspeito ou não de COVID-19. 

2. O que é a triagem para COVID-19 da plataforma Clinicarx?

A triagem para COVID-19 é uma ferramenta desenvolvida pela Clinicarx com base nas recomendações do Ministério da Saúde. Trata-se de um questionário que avalia a presença de sinais e sintomas para identificar casos suspeitos de COVID-19. Somente deve ser realizada a triagem em pacientes que apresentam sintomas. Não é possível realizar a  triagem clínica em pacientes assintomáticos. Para saber mais sobre este procedimento clique aqui. 

3. Quando não é indicado realizar o teste rápido de COVID-19 IgM/IgG?

Situações que não se enquadram nos critérios de indicação do teste conforme preconizado pelo Ministério da Saúde possuem maior chance de apresentar resultados menos confiáveis. Pacientes com menos de 8 dias de sintomas, por exemplo, podem apresentar a doença e ainda não ter produzido anticorpos ou os ter produzido em níveis muito baixos que podem não ser detectados pelos testes. Além disso, antes de 20 dias do potencial contato de risco, podem da mesma forma resultar em falso negativo devido à janela sorológica, que é o tempo que o organismo leva para produzir anticorpos contra o vírus. Resultados falso negativos dão a falsa impressão de ausência de infecção, quando na verdade houve uma falha na detecção da presença da infecção por vários motivos.

4. Meu cliente não tem sintomas, mas teve contato com caso suspeito e/ou confirmado de COVID-19. Posso realizar teste rápido de COVID-19 IgM/IgG ?

Em casos de pacientes assintomáticos, é recomendado realizar o teste rápido de COVID-19 IgM/IgG após pelo menos 20 dias do contato próximo a pessoa confirmada ou suspeita.  

5. Realizei o teste rápido de COVID-19 IgM/IgG e o resultado é “positivo”. E agora?

Primeiramente, o termo correto para exames que identificam anticorpos presentes no sangue do paciente é reagente. Caso seu paciente seja reagente para IgM e/ou IgG, você deve orientá-lo a permanecer em isolamento por 14 dias desde o início dos sintomas e somente procurar atendimentos presenciais no caso do agravamento dos sintomas ou do surgimento de novos sintomas.   

Além de orientações ao paciente, deve se realizar a notificação dos casos no site do e-SUS. Lembre-se: devem ser notificados pacientes reagentes e não reagentes. 

6. Como faço para notificar os testes após o resultado?

Independentemente do resultado do teste ser reagente ou não reagente, o seu paciente deve ser notificado no site do e-SUS. Para mais informações sobre cadastro, como adicionar, alterar, atualizar, visualizar, imprimir e exportar notificações, consulte o Tutorial de Navegação do e-SUS NOTIFICA. Além disso, não esqueça de seguir as recomendações do seu estado e município, pois outras plataformas ou formulários podem ser indicados como preenchimento obrigatório. Ficar em dia com a vigilância sanitária e epidemiológica do seu município é primordial neste momento. Todos os dados em saúde da população são importantes para a tomada de ações e decisões estratégias em prol da sociedade.

7. Quais dados são obrigatórios para preencher a notificação no e-SUS NOTIFICA?

Para notificar seu atendimento no e-SUS, você precisará do máximo de informações que puder coletar sobre o seu paciente. Alguns dados, como nome completo, CPF, telefone para contato, ocupação e raça/cor, são obrigatórios. Avaliar a presença de sinais e sintomas, bem como a data de início do quadro e o histórico de doenças crônicas que seu paciente possui são informações epidemiológicas importantes. 

 

8. Qual a faixa etária recomendada para a realização dos testes?

Não existe restrições em relação à faixa etária para realização do teste rápido de COVID-19 IgM/IgG. Mas esteja atento ao avaliar bebês em idade de amamentação, pois os anticorpos maternos podem passar pelo aleitamento, resultando em falso positivo na testagem do bebê. Crianças possuem sistema imune imaturo e podem não produzir anticorpos conforme o esperado. Esteja atento à clínica do paciente e ao resultado dos demais familiares para orientar corretamente a família toda.

9. Posso fazer  teste rápido para COVID-19 em bebês?

Sim. Mas lembre-se que no período de amamentação a mãe pode transferir seus anticorpos ao bebê. Por conta disso, em bebês que estão recebendo leite materno, o resultado precisa ser interpretado com cautela.

 

10 . Como faço para realizar a coleta em bebês e crianças? 

Em bebês a recomendação é coletar amostra por punção calcânea. Mas em crianças maiores pode ser feita a coleta por punção digital, como se realiza em adultos. A lanceta utilizada para crianças pode ter um calibre menor, como 28 ou 26G que já é suficiente para gerar volume suficiente de amostra, pois a pele é mais fina. A tabela abaixo demonstra as condições que influenciam a escolha de punção calcânea ou digital. 

 
Tabela - Condições que influenciam a punção de calcanhar ou de dedo

DESEMPENHO DO TESTE

11. Realizei o teste rápido para COVID-19 e a linha reagente que apareceu é fraca. Este teste é válido?

Sim. Qualquer intensidade de marcação na altura esperada para a linha correspondente a IgG ou IgM indica reação no teste. Ou seja, a  presença de linha, mesmo que fraca, deve ser considerada como reagente. Mas, lembre-se que a leitura deve ser realizada dentro do período indicado pelo fabricante. Leituras em tempos superiores devem ser desconsideradas e o teste repetido. O mesmo vale para a linha controle, que deve ser visível em todos os testes, atestando a confiança nos resultados obtidos como controle interno do kit em uso.

12. Realizei o teste rápido para COVID-19 IgM/IgG e a linha que apareceu no controle ficou fraca. Este teste é um teste válido?

Sim. Qualquer tonalidade de marcação na linha C (controle) indica teste válido. Mas lembre-se que a leitura deve ser realizada no prazo indicado pelo fabricante. Leituras com prazos superiores devem ser desconsideradas e o teste repetido.

BIOSEGURANÇA

13. Como organizar o fluxo de atendimento na farmácia para diminuir o risco de contágio por COVID-19?

Neste momento de pandemia, é primordial manter bons hábitos de higiene e cuidado pessoal, bem como limpar ambientes e superfícies. Para isso lembre-se sempre de:

– Evitar aglomerações ;

– Manter no mínimo 1m de distância entre as pessoas, através de barreiras físicas como fitas e marcações no chão;

– Diminuir tempo que os clientes ficam na fila, usando estratégias como triagens prévias das prescrições e agendamento para agilizar os atendimentos;

– Se possível, disponibilizar área externo para espera, controlando o fluxo de pessoas no interior da sua farmácia ou clínica;

– Atender pacientes com suspeita de COVID-19 em local isolado e bem ventilado, separado dos demais clientes. O paciente deve estar utilizando máscara e, caso esteja com coriza ou tosse, deve ser oferecido lenço de papel e orientado a higienizar as mãos após tossir/espirrar.

14. Como se prevenir diariamente na farmácia do risco de contaminação por COVID-19?

Cuidar de si e do próximo é primordial neste período de pandemia, isso evita o risco de contaminação e proliferação da doença. Algumas medidas básicas de cuidado podem te ajudar nesta missão:

– Utilizar EPI’s (equipamentos de proteção individual) adequados;

– Disponibilizar e facilitar acesso a sabonete líquido, álcool em gel e EPI’s aos colaboradores e aos clientes;

– Disponibilizar cartazes orientativos sobre cuidados com o coronavírus;

– Evitar sempre que possível o contato direto com os clientes, inclusive através de prescrições e canetas para assinatura de documentos; 

– Se possível, dispensar os medicamentos para períodos maiores, evitando o retorno frequente à farmácia;

– Dar preferência a atendimento por delivery/telefone;

– Orientar a equipe de higienização para que realize a limpeza e a desinfecção do ambiente e de superfícies comuns ao atendimento, como o balcão da farmácia, materiais de informática e canetas, com frequência, utilizando álcool 70% ou hipoclorito de sódio 1%. 

– Evitar a realização de atividades em grupo, priorizando os atendimentos individuais;

– Nas consultas farmacêuticas, manter cuidados como ventilar ambiente, manter a distância mínima (1m) e higienizar mãos e superfícies.

– Pacientes que pertencem ao grupo de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas, como doenças respiratórias e cardiovasculares, e autoimunes, pacientes transplantados e gestantes de alto risco, devem sempre que possível pedir a alguém para retirar os medicamentos por eles, para evitar exposição ao risco.

15. Como diminuir os riscos de contaminação durante e após a realização do teste?

Ao atender um paciente com suspeita de COVID-19, recomende que ele utilize máscara principalmente se estiver com sintomas. O lenço de papel deverá ser utilizado no caso de tosse ou espirro. Tanto você quando seu paciente devem higienizar bem as mãos antes do início do atendimento, que deve ocorrer em local isolado e bem ventilado. Esteja com todos os EPI’s vestidos: jaleco comprido e de mangas longas, luvas de procedimento, máscara de uso profissional (ex: máscara cirúrgica), avental descartável, óculos de proteção ou protetor facial (escudo facial ou face shield) e touca descartável. Durante o período em que estiver atendendo, evite tocar olhos, nariz e boca. Lembre-se de higienizar a área onde ocorreu o atendimento, inclusive locais e objetos compartilhados. Descartar corretamente todos os EPI’s descartáveis e higienize bem as mãos.

 

16. Que produtos de limpeza utilizar para limpeza de superfícies e com que frequência?

Adequada higienização de superfícies salva vidas e evita a proliferação da doença. Esteja atento a estas recomendações para a higienização de superfícies na sua farmácia ou clínica:

– Passar álcool líquido 70% a cada 2h em superfícies como telefones, computadores, maçanetas e outros objetos/mobiliários frequentemente tocados;

– Passar álcool líquido 70% imediatamente após o uso de equipamentos como termômetros, aparelhos de pressão, glicosímetros, estetoscópios e balanças;

– Passar desinfetante com cloro ativo e/ou solução de hipoclorito 0,5-1%, no mínimo uma vez ao dia em chão, banheiros, pias, balcões, refrigeradores, armários, ar condicionado;

– Imediatamente após realização de teste rápido para COVID-19, desinfetar objetos/mobiliários/piso tocados pelo paciente, conforme instruções acima, e também o sanitário, caso seja utilizado pelo cliente.

A equipe de limpeza deve utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara, touca e óculos de proteção, durante a limpeza para se proteger do risco de contaminação.

17. Meu colaborador que realiza o teste, corre o risco de contrair COVID-19?

Um fluxo da farmácia bem organizado, que cumpre todas as medidas de higienização pessoal e do ambiente; pacientes com caso suspeito em uso de máscara e/ou lenço de papel e seguindo a etiqueta respiratória; distanciamento mínimo de 1m; e correta utilização dos EPI’s protegem seu colaborador do risco de contaminação. Monitore periodicamente o estado de saúde dos seus funcionários, verificando periodicamente a temperatura e a presença de sintomas respiratórios. E, invista em treinamento e EPIs para garantir a segurança dos seus colaboradores.

18. O que devo fazer  para diminuir o risco de contágio por COVID-19 entre os colaboradores?

Mesmo quem não está diretamente envolvido na realização dos testes, está exposto ao risco de contaminação. Procure monitorar periodicamente o estado de saúde dos funcionários, incluindo medida de temperatura e checagem de sintomas respiratórios. Oriente a não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos. Tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos está proibido! Se um funcionário apresentar sintomas, deve ser orientado a comunicar imediatamente à gerência, que deve deixar claro que isso não será motivo de punição, mas sim a omissão da informação. Funcionários com suspeita de COVID-19 devem ficar afastados por 14 dias. Cuide da saúde dos seus colaboradores! Eles estão nessa luta contigo.

19. Como proceder quando o teste rápido dá IgG reagente e IgM não reagente, sendo que o teste PCR também havia dado reagente?

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2.

Reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

Dessa forma, se um paciente obter o resultado do PCR e IgG reagente e o IgM não reagente, ele pode estar no estágio tardio da doença ou recorrente da infecção.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus. [acesso em 15 jun 2020].

Conselho Reginal de Farmácia de são Paulo. Uso de EPI’s e outras providências.  – Recomendações ao farmacêutico que atua em locais com atendimento ao público. [acesso em 15 jun 2020].

BRASIL. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos – DAF/SCTIE/MS. NOTA INFORMATIVA Nº 1/2020-SCTIE/GAB/SCTIE/MS. [acesso em 15 jun 2020]

Mudanças regulatórias nas farmácias durante a epidemia da Covid-19

Confira as principais mudanças regulatórias e políticas afetando as farmácias durante a epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Com a epidemia, diversas mudanças regulatórias estão ocorrendo, afetando a dispensação de medicamentos, o funcionamento das farmácias e os serviços farmacêuticos. Abaixo você encontra um resumo dessas mudanças até a data de 18 de Abril de 2020:

AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR

As receitas médicas passam a ter validade de 365 dias, inclusive com validade retroativa e os pacientes podem comprar medicamentos para até 90 dias de tratamento..

Pacientes podem enviar um representante em seu lugar, portando uma procuração simples (sem reconhecimento de firma em cartório), contendo todos os dados dos documentos dos envolvidos.

MEDICAMENTOS CONTROLADOS

Entrega remota de medicamentos controlados está permitida, com algumas limitações, como conferir a prescrição antes de concretizar a venda e a entrega.

Prazos de validade das receitas de controlados continua igual.

Receitas médicas digitais para medicamentos controlados e antimicrobianos são aceitas, desde que com assinatura eletrônica, mas não para notificações de receita (azul/amarela).

As receitas de controle especial eletrônicas aceitas são aquelas utilizadas para medicamentos que contenham substâncias das listas C1 e C5 e dos adendos das listas A1, A2 e B1 da Portaria nº 344/ 1998 da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde.

A possibilidade de assinatura eletrônica e receita digital não se aplica a outros receituários eletrônicos de medicamentos controlados, como os talonários de Notificação de Receita A (NRA), Notificação de Receita Especial para Talidomida, Notificação de Receita B e B2 e Notificação de Receita Especial para Retinóides de uso sistêmico.

Pacientes podem adquirir até 6 meses de tratamento para controlados (com algumas especificidade conforme lista em que o medicamento se enquadre).

Venda de controlados por e-commerce / internet continua proibida.

Medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e nitazoxanida passaram a ter controle especial, a fim de evitar a compra indiscriminada por conta da possível eficácia contra a Covid-19.

PRESCRIÇÃO ELETRÔNICA E TELEMEDICINA

A farmácia pode aceitar uma receita digital para dispensação de controlados, desde que com assinatura eletrônica certificada. Essa é uma das mudanças regulatórias mais importantes até o momento.

Uma receita digital é um arquivo gerado e mantido digitalmente, com assinatura eletrônica válida, reconhecida pelo ICP Brasil.

A farmácia deve verificar a autenticidade da receita digital recebida pelo paciente, utilizando validadores na internet, antes de proceder a dispensação.

A validação da autenticidade de uma receita digital pode ser feita diretamente no site de plataforma emissoras de receitas digitais (utilizadas pelo médico) ou diretamente no site do ITI, que valida chaves reconhecidas pelo ICP Brasil. Acesse esse site aqui.

Telemedicina foi regulamentada no Brasil. Os médicos podem fazer consultas remotas e emitir receitas digitais. Devemos lembrar que uma consulta médica presencial também pode gerar uma receita digital, portanto a telemedicina depende da prescrição eletrônica para ter efeito, mas a prescrição eletrônica independente da telemedicina.

Outros profissionais da saúde, como psicólogos também estão realizando atendimento remoto.

MUDANÇAS REGULATÓRIAS NOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS

Dispensação. A farmácia deve reorganizar seu fluxo de atendimento, evitando aglomerações e tomando medidas de limpeza, desinfecção e proteção de funcionários e clientes.

Vacinação. Regras para liberar vacinação na farmácia não mudaram. Continua valendo a RDC 197/2017.

Anvisa abriu possibilidade de farmácias sem licença de vacinação poderem aplicar vacinas, desde que em parceria com poder público e com ciência da VISA local. Grandes campanhas de vacinação contra gripe ocorreram nas farmácias privadas, em regiões como Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Anvisa publicou AIR (Análise de Impacto Regulatório) sobre a revisão da RDC 44/2009 e anunciou que prepara consulta pública para ampliar os serviços de assistência à saúde nas farmácias, seguindo a Lei 13.021/2014.

TESTES RÁPIDOS COVID-19 NAS FARMÁCIAS

A Anvisa liberou a realização de testes rápidos Covid-19 para farmácia, seguindo normas específicas de segurança, uso de EPIs, protocolo de atendimento e fornecimento de laudo.

Para mais informações, criamos um artigo específico sobre o tema: Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia.

Procurando farmácias que fazem o Teste Covid-19? Clique aqui: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

PROFISSIONAIS FARMACÊUTICOS

Farmacêuticos foram solicitados a se cadastrarem no Ministério da Saúde, sendo facultativo se colocarem como potenciais voluntários do SUS no enfrentamento à epidemia.

Ministério da Saúde lançou curso online sobre protocolo de atendimento a Covid-19, convocando todos os profissionais da saúde do Brasil a fazerem o treinamento. O curso é disponibilizado após o farmacêutico fazer seu cadastramento online.

Anvisa suaviza as regras para medicamentos controlados

Em função da situação de emergência de saúde pública internacional provocada pela Covid-19, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 357/2020, que altera temporariamente as regras para prescrição e dispensação de medicamentos controlados.

Principais mudanças

Uma das mudanças é o aumento da quantidade máxima de produtos permitida em notificações de receita e receitas de controle especial. Outra é a possibilidade de entrega desses remédios no domicílio do paciente. O objetivo é evitar o comparecimento a unidades dispensadoras de medicamentos, como farmácias e serviços de saúde, bem como reduzir o contato social que propicia a propagação do vírus.

Para notificações de receita e receitas de controle especial emitidas antes da  RDC 357/2020, mas que ainda estejam dentro do prazo de validade, fica permitida a dispensação estendida para até 30 dias. Porém, essa regra só é válida para as prescrições que ainda estão em poder do paciente e não foram aviadas pelas farmácias.

Muitas clínicas e farmácias se preparam para atender a população com testes rápidos de coronavírus. Saiba mais clicando na imagem acima.

Validade das mudanças

As normas são temporárias e terão validade de seis meses, podendo ser renovadas sucessivamente por iguais períodos ou não, enquanto reconhecida pelo Ministério da Saúde a emergência relacionada ao novo coronavírus. Além disso, os estabelecimentos deverão atender aos requisitos de controle estabelecidos pelas demais normas pertinentes, tais como os itens obrigatórios de preenchimento dos receituários e a escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A lista de medicamentos abrangidos pelas novas regras é extensa e inclui, por exemplo, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, anfetaminas, ansiolíticos e os demais produtos controlados pela  Portaria SVS/MS 344/1998, referente ao Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.

Entrega domiciliar de controlados

A Anvisa ressalta que a entrega de medicamentos controlados deve ser feita com a retenção da notificação ou da receita de controle especial. Além disso, devem ser seguidos todos os requisitos adicionais estabelecidos pela nova RDC. Também é importante frisar que a compra e a venda dos medicamentos a serem entregues remotamente não pode ser realizada por meio da internet.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Serviços farmacêuticos: 4 formas da farmácia ganhar dinheiro

dinheiro com serviços farmacêuticos

Serviços de assistência farmacêutica precisam ter alta qualidade e o paciente deve receber bons cuidados em saúde. Isso não se discute. Mas para serem sustentáveis, profissionais e empresas precisam também gerar dinheiro e obter lucro da prestação de serviços farmacêuticos.

 

 

Existe um leque amplo de serviços farmacêuticos que podem ser prestados na farmácia e eles não são todos iguais. Por isso, deve-se pensar em “mix de serviços“, numa lógica semelhante ao “mix de produtos” que uma loja possui. Maior mix geralmente significa maior rentabilidade.

 

 

Trabalhando há alguns anos com farmácias de todo país, observamos quatro formas pelas quais uma farmácia aumenta seu faturamento com serviços farmacêuticos.

 

 

#1 Cobrando pela prestação de serviços

 

 

Cobrar pelos serviços é uma fonte de “dinheiro novo” para a farmácia. Isso é fundamental para que não haja aumento nos custos da loja. Investir em tecnologia e plataformas validadas é uma ótima forma de garantir retorno.

 

 

Serviços básicos como avaliações de saúde, pequenos check-ups e procedimentos assistenciais possuem alto volume e boa margem. Por isso, são fundamentais para a saúde financeira de um negócio baseado em serviços.

 

 

Além deles, serviços avançados como a vacinação e os testes laboratoriais remotos (TLR), possuem ticket-médio mais alto e são atraentes para a população e a farmácia. Por outro lado, possuem volume menor e margem mais apertada.

 

 

Combinar esses dois tipos de serviços farmacêuticos geram uma fonte de receita nova e poderosa para a farmácia.

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Planilha para cálculo de custos e precificação de serviços farmacêuticos

#2 Promovendo as vendas consultivas

Cada atendimento realizado na sala de serviços farmacêuticos é uma oportunidade para novas vendas. Não se trata de “empurrar produtos”, muito pelo contrário. Durante o atendimento, é natural que o paciente relate necessidades de saúde que, eventualmente, podem ser atendidas pelo farmacêutico ou encaminhadas ao médico.

A orientação dos pacientes sobre o melhor uso de produtos como medicamentos isentos de prescrição médica (MIPs), suplementos alimentares, dermocosméticos, nutricosméticos, fitoterápicos e fórmulas magistrais, são uma forma de promover o autocuidado e as vendas.

É mil vezes melhor promover uma venda consultiva, centrada no paciente, do que deixar que o cliente “se vire sozinho”, podendo cometer erros e, muitas vezes, automedicação inadequada.

#3 Garantindo o retorno dos melhores clientes

Todo dia primeiro de cada mês, a farmácia precisa se preocupar em, começando do zero, alcançar sua meta de vendas. É isso ou a empresa fecha as portas. Essa é uma das “principais dores” do varejo farmacêutico.

Os serviços farmacêuticos são uma ferramenta poderosa para “resolver esta dor”. Todos os meses, 25% dos clientes da sua farmácia representam 50% ou mais das suas vendas. São geralmente pacientes crônicos que passam por sua loja. É fundamental saber quem eles são e se estão voltando!

Por isso, deve-se identificar pacientes polimedicados, que utilizam vários medicamentos, e engajá-los de forma a programar sua dispensação todos os meses e acompanhar a evolução de seu tratamento. Esta é uma forma de promover adesão ao tratamento, melhores resultados de saúde, garantir fidelidade e vendas, mês após mês.

#4 Atraindo novos clientes

Transformar sua farmácia de um “ponto de venda (PDV)” em um “ponto de cuidado (PDC)”, sem dúvida, é uma forma de diferenciação em relação à concorrência.

Enxugar custos, dar descontos, reduzir a ruptura e desenvolver categorias de produtos, sem dúvida são ações fundamentais para sobreviver neste mercado. Mas cada vez mais, medicamentos estão se tornando commodities. A concorrência será cada vez maior e as margens cada vez menores. O dinheiro torna-se cada vez mais raro.

Nesse caso, buscar novos negócios e novas fontes de receita são medidas inteligentes (e prudentes).

Por isso, oferecer serviços e vender “soluções completas”, ao invés de apenas produtos é uma forma de atrair novos clientes. Pessoas que sofrem com seus problemas de saúde poderão encontrar respostas no atendimento da sua farmácia, mais do que apenas caixinhas de produtos. E levarão seu dinheiro para ela ao invés da concorrência.-

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Serviços farmacêuticos: afinal, o que são?

serviços farmacêuticos

Os serviços farmacêuticos são um conjunto de serviços de natureza clínica, prestados pelo farmacêutico na farmácia ou consultório, que fornecem a assistência farmacêutica e assistência à saúde, auxiliando pessoas na promoção e proteção da saúde, na detecção de riscos, autocuidado, adesão e acompanhamento dos tratamentos, garantindo o acesso e uso racional do medicamento.

Há diversas maneiras de entregar saúde à população e aumentar o faturamento do seu negócio. Confira aqui quais serviços farmacêuticos podem ajudar sua farmácia! 

No entanto, qual é o valor que esses serviços podem entregar para sua farmácia/ consultório e aos seus clientes?

Uma das maiores demandas da população é o cuidado à saúde. As pessoas buscam cada vez mais cuidar da saúde de forma ágil, prática e de fácil acesso. Com os serviços farmacêuticos, a farmácia vai além da simples entrega de produtos, ela permite o acesso primário da população à saúde.

O maior valor que uma farmácia pode entregar a seus clientes não são medicamentos ou produtos de higiene e beleza. O maior valor que uma farmácia pode entregar é o bem-estar e a qualidade de vida daqueles que buscam seus produtos e serviços. 

Prestando essa assistência farmacêutica, o farmacêutico fideliza seus clientes e aumenta a rentabilidade do negócio.

Com isso, as farmácias que, até então, centralizavam suas ações na venda de produtos, passam a ser referência com a oferta de serviços de assistência à saúde, contribuindo para o atendimento básico da população e faturamento da sua farmácia ou consultório.

E os seus concorrentes? Já aderiram os serviços farmacêuticos?

Em 2018, segundo dados da Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma), aproximadamente 3 milhões de atendimentos clínicos foram realizados em mais de 2 mil farmácias que já aderiram a este novo modelo. A expectativa para os próximos anos é que este número cresça de forma significativa, com potencial de receita direta que pode se aproximar de 100 milhões de reais. 

Além disso, o modelo de assistência farmacêutica avançada nas grandes redes de farmácias do país deve ultrapassar 3,4 milhões de atendimentos em 2019, um crescimento de 39% em relação ao ano anterior. 

Os serviços farmacêuticos tendem a só aumentar! Confira alguns casos de sucesso:

A Drogaria São Bento, fundada no Mato Grosso do Sul há 69 anos, foi a farmácia pioneira no estado a oferecer serviços farmacêuticos em consultórios dentro de seus pontos de venda. 

Com um processo sistemático de implantação e expansão, o faturamento com serviços farmacêuticos cresceu mais de 300% em 12 meses e já representa 1,5% do faturamento da Rede. 

A rede fechou a implantação do Clinicarx em todas as lojas da rede. Com a implantação, novos serviços foram criados com auxílio da ferramenta e todo processo de gerenciamento de metas e indicadores foi aprimorado. 

Segundo a superintendente Flávia Buainain Thomazi:  “através do Clinicarx nós mudamos o patamar de qualidade no atendimento dos nossos serviços farmacêuticos. Foi realmente um marco no programa Saúde em Dia da Drogaria São Bento”.

E não para por aí! 

A Nissei, considerada a oitava maior Rede de Farmácias do País em número de lojas segundo a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), também aderiu os serviços farmacêuticos na prestação da assistência farmacêutica.  

Os Serviços Avançados Nissei (SAN), oferecidos em diversas farmácias da rede, oferecem vacinação, exames laboratoriais, controle de diabetes, colesterol, peso, hipertensão, revisão da medicação e também o programa de auxílio para dependentes do tabagismo.

Com o Clinicarx, a rede deu o próximo passo em tecnologia, para o aprimoramento de seus processos e portfólio de serviços.

 O objetivo é ampliar a oferta de serviços para mais unidades, garantindo consistência e qualidade no atendimento. 

Com a implantação da plataforma, a rede poderá dar um maior suporte ao farmacêutico no atendimento dos pacientes e obter melhor controle na gestão, permitindo um gerenciamento em tempo real de tudo que acontece em relação aos serviços farmacêuticos dentro das lojas.

No entanto, você deve estar se perguntando: Como implantar os serviços farmacêuticos?

Adequar o espaço físico é apenas o primeiro passo nessa jornada, e a partir desse ponto entra o Clinicarx. Nós criamos uma plataforma que te ajuda a perceber oportunidades e alcançar resultados. 

Você terá ferramentas que auxiliam na prestação dos serviços, no treinamento dos farmacêuticos, na padronização dos processos, na gestão dos resultados financeiros e na garantia da qualidade.

Não fique com dúvidas! Saiba por onde começar com 10 passos gratuitos para implantar os serviços farmacêuticos na sua farmácia ou consultório aqui

Além disso, preparamos um material gratuito para você desenhar e organizar seus serviços da melhor forma. Confira aqui! 

O Clinicarx permite, ainda, que os pacientes se conectem com os serviços da sua farmácia, tendo acesso as suas informações de saúde de forma segura e cumprindo a legislação de proteção de dados. Isso permite que a qualidade da prestação de serviços seja uniforme por toda sua rede e que os pacientes recebam um atendimento rápido e seguro.

Você não vai ficar de fora, não é? Assine um dos nossos planos e ganhe 30 dias grátis do Clinicarx: 

O que são Testes Laboratoriais Remotos?

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Nos últimos anos, a modernização da medicina laboratorial permitiu o desenvolvimento de várias novas tecnologias. Entre elas estão os chamados Point-of-Care Testing (POCT), que são exames rápidos feitos no ponto de cuidado do paciente. São também conhecidos como Testes Laboratoriais Remotos (TLR) ou simplesmente Testes Rápidos (TR).

Os testes são realizados fora da área de um laboratório de análises clínicas, utilizando pequenos aparelhos portáteis. De fácil utilização, devem ser operados por profissional treinado e legalmente habilitado. O resultado de um teste rápido é obtido em poucos minutos e auxilia, principalmente, o rastreamento e/ou acompanhamento de pacientes portadores de doenças crônicas.

Por serem uma solução prática e econômica, os testes rápidos já são uma realidade mundial e estão cada vez mais presentes na rotina dos farmacêuticos e demais profissionais da saúde. Na Europa, a realização de testes rápidos é o serviço mais comum em farmácias, presente em 23 países. Já nos Estados Unidos, são mais de 10 mil farmácias independentes ou de rede que oferecem esse serviço, disponibilizando mais de 100 tipos de testes.

Quais os benefícios dos Testes Rápidos?

Pensando no cenário brasileiro atual, o tempo de realização de exames e o acesso a esse tipo de recurso é um dos problemas enfrentados na área da saúde. Como consequência, o diagnóstico médico é prejudicado, impactando a efetividade de tratamentos que sejam necessários ao paciente. 

Nesse ponto, o maior benefício dos testes rápidos realizados junto ao paciente é a rapidez na obtenção dos resultados. Essa agilidade permite que o processo de rastreamento (triagem) ou encaminhamento seja concluído durante um único encontro. Com isso, facilita o acesso a cuidados, aconselhamento, tratamentos e resultados para os pacientes. 

Um outro ponto importante é a qualidade. O fato de serem testes feitos em aparelhos portáteis não dispensa esses exames de terem um sistema de garantia de qualidade envolvido. Procedimentos padronizados para controle interno e externo de qualidade, treinamento de operadores, padrões na emissão de laudos e gerenciamento da informação são fundamentais para garantir a confiabilidade dos resultados.

Além de tudo, fornece uma excelente oportunidade para os profissionais de saúde. Enquanto aumentam a receita expandindo os serviços de atendimento ao paciente, também melhoram a saúde nos níveis de pacientes e população em geral. Isso porque também podem ser usados em locais onde há dificuldade de acesso a um laboratório, como por exemplo em comunidades e cidades isoladas ou afastadas dos grandes centros. 

Como fica regulamentação dos testes rápidos?

Quando implementados de maneira correta, os TLR’s trazem benefícios tanto para os profissionais da saúde, quanto para os pacientes. Para isso, são necessários diversos cuidados, a fim de garantir a confiança de seus resultados. 

Para que um exame seja efetivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da RDC 302/2005, determina que a execução dos TLR’s deve estar vinculada a um laboratório clínico. O laboratório deve estar envolvido em todas as etapas do processo, já que será o responsável pela validação, acompanhamento dos resultados e verificação do desempenho.  Os TLR’s podem ser realizados hoje em ambientes como consultórios privados, unidades básicas de saúde, pronto atendimento, empresas e até mesmo na casa do paciente.

Atualmente, a implementação de TLR’s nas farmácias enfrenta um desafio relacionado a sua regulamentação. Uma decisão da Anvisa impede os estabelecimentos como farmácias e drogarias de ministrar os exames rápidos, com a alegação de que a RDC 44/2009 permite a realização somente do teste de glicemia e a comercialização de autotestes para detecção do HCG e anti-HIV. Portanto, qualquer exame fora dos citados estaria em desacordo com a resolução. Felizmente, esta norma encontra-se em revisão e a expectativa da setor é que a Anvisa libere a realização de testes rápidos nas farmácias.

Profissionais da área acreditam que a liberação desses testes está baseada no avanço tecnológico e ocorre em conformidade com a RDC 302/2005, por se tratar de um serviço que auxilia o médico no diagnóstico, contribui para detectar casos suspeitos com mais rapidez e possibilita o acompanhamento de doenças crônicas. Além disso, a Lei Federal 13.021/2014 define que a farmácia é uma unidade de prestação de serviços de assistência à saúde, e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) estabelece que o farmacêutico possui competência para o exercício do cuidado ao paciente, incluindo ações de rastreamento em saúde, acompanhamento farmacoterapêutico, entre outras. 

Com o conhecimento de como os testes rápidos podem beneficiar o paciente e a saúde da população em geral, a implementação de TLR’S deve ser vista como uma oportunidade para que órgãos regulamentadores, empresas e profissionais da saúde trabalhem juntos para tornar esse serviço uma realidade acessível para todos. 

Ilustração de quantos farmacêuticos usam Clinicarx

Baixe agora nosso guia de testes rápidos para farmácias

Como aplicar estratégias de marketing digital na sua farmácia

marketing digital farmácias

Apesar de importantes e essenciais, apenas a qualidade no atendimento e bons preços já não são diferenciais das farmácias. Para quem deseja se destacar em meio ao competitivo mercado farmacêutico, a presença no ambiente digital é fundamental. Por isso, o marketing digital tem atraído diversas farmácias interessadas em alavancar vendas, atrair e fidelizar mais clientes e divulgar seus serviços farmacêuticos.

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Neste post, abordaremos algumas dicas para ajudá-lo a conquistar mais clientes e aumentar a sua fidelização, através do Marketing Digital.

O que é marketing digital?

O Marketing Digital é um conjunto de técnicas utilizadas para promover uma marca, produto ou serviço na internet. Um dos mais importantes benefícios dessa prática é a possibilidade de criar conteúdo de qualidade, direcionado às necessidades do seu público-alvo. Essas informações são coletadas através de um estudo detalhado do mercado e do segmento. Por meio delas e de estratégias (bem planejadas!), é possível aumentar consideravelmente o fluxo de pessoas que visitam seu estabelecimento. Além disso, também fortalecer a marca e agregar valor ao negócio.

Um novo tipo de comportamento

Com as mudanças geradas pela transformação digital, muitos dos clientes das farmácias usam redes sociais, fazem pesquisas e buscam informações sobre saúde e bem-estar. Esse novo comportamento do consumidor apresenta um público digitalmente habilitado e com um perfil alto de interconexão. Por isso, o marketing precisa se adaptar a essa realidade se quiser continuar dialogando (e consequentemente vendendo) com esse novo tipo de cliente. Mais do que um conceito, o Marketing Digital representa hoje a possibilidade de conhecer tudo o que o consumidor deseja, sendo uma ferramenta essencial na construção de um relacionamento entre o estabelecimento e os seus clientes.

O segredo está agora em como construir uma ótima experiência para este novo tipo de consumidor. A estratégia de transformar o consumo em uma experiência única e cada vez mais prática é um desafio que várias empresas estão tentando alcançar. Isso porque os consumidores estão mais exigentes e querem mais comodidade.

Ao suprir as expectativas do seu cliente, o seu negócio tem mais chances de melhorar os serviços oferecidos, as vendas, o processo de fidelização e imagem da sua marca.

Munido de mais informações e conhecimento, resta ao cliente optar por qual rede farmacêutica ele irá comprar o seu próximo produto ou buscar algum serviço farmacêutico. Qual destes varejistas vai construir uma experiência realmente encantadora e relevante? Será a sua farmácia? Conheça algumas estratégias do Marketing Digital que podem te auxiliar nessa jornada.

Comece pelo planejamento e público-alvo

Uma estratégia de Marketing Digital de resultados é aquela que foi bem planejada. O planejamento deve ser o primeiro passo a ser seguido em qualquer tipo de atividade direcionada para os meios digitais. Ele será pensado visando exclusivamente o público-alvo da farmácia.

Saber quem é público-alvo da sua farmácia é essencial para que você invista, com qualidade e segurança, em ações que tragam retorno para o seu negócio. Isso porque todo objetivo de qualquer estratégia é pensada para o seu público, por isso a necessidade de conhecê-lo, entendendo suas dores e expectativas.

A definição do público-alvo é feita através de pesquisa. Conheça o gênero, faixa etária, hábitos de consumo, renda média e qualquer outra informação relevante que faça sentido ao seu estabelecimento. Após essa coleta de dados, é hora de aprofundar esse perfil através das personas.

Construa a persona

Através dos dados obtidos através da pesquisa de público-alvo, é possível aprofundar ainda mais conhecimento sobre seus clientes ideais. É hora de construir um modelo ideal de consumidor da sua farmácia, chamado de persona.

A persona é a representação semi-fictícia criada com o objetivo de definir o cliente característico do seu negócio. Ao construir esse modelo, as chances de obter sucesso com suas estratégias de marketing aumentam exponencialmente. Isso porque você terá a representação ideal do seu público consumidor.

As personas englobam todos os dados do seu público-alvo, porém de maneira mais especificada. Por exemplo: Luciano, 27 anos, solteiro, sem filhos, que busca por medicamentos específicos como MIPS e produtos de higiene.

Com a ajuda dessa persona, é possível investir em recursos de qualidade, focando todas as suas estratégias em pessoas que realmente podem e vão se tornar seus clientes. Com isso, você evita investimentos em estratégias indefinidas e com poucos resultados.

Dê valor ao conteúdo

Segundo dados da mesma pesquisa, 1 em cada 20 pesquisas feitas está relacionada à busca de sintomas. Essa informação revela que os potenciais clientes da sua farmácia pesquisam por informações de qualidade sobre saúde.

Com base nesses dados, é importante ter a produção de conteúdo como uma das estratégias para atender necessidades dos clientes fora da farmácia e atraí-los para o estabelecimento. Ou seja, um bom conteúdo auxilia a fidelizar e reter clientes, sanando suas dúvidas e atendendo suas demandas e anseios.

Para farmácias que já oferecem serviços farmacêuticos, é importante investir na criação de um planejamento de marketing voltado para a promoção dos serviços disponíveis na farmácia. Alinhado ao planejamento, a sua produção de conteúdo pode ser diversificada e atender diferentes plataformas. Uma série de posts na página do estabelecimento nas redes sociais, um e-book sobre cuidados com serviços farmacêuticos, postagens em blogs são algumas das opções. Porém, todas devem seguir as estratégias e o planejamento, feitos de acordo com cada persona construída.

Atenção às redes sociais

As redes sociais têm um papel todo especial entre as estratégias de Marketing Digital. Apesar de qualquer segmento contar com recurso, alguns erros comuns podem acontecer. Entre eles, misturar o perfil pessoal com o profissional da farmácia.

O primeiro passo é verificar se o seu público realmente está presente nesse meio. Após essa verificação, realize todo o planejamento de conteúdo e alinhe a identidade visual da farmácia com a identidade nas redes.  Além disso, crie uma boa base de referências, evite assuntos polêmicos, responda todos os comentários, sejam eles negativos ou positivos. Não esqueça também do monitoramento e da manutenção da página.

IMPORTANTE: por se tratar do ramo da saúde, a farmácia deve contar sempre contar com fontes seguras de informação.

Otimize seu site

Apesar da grande relevância das redes sociais, os sites ainda concentram os maiores acessos para quem busca informações sobre o estabelecimento. Por isso, procure fazer com que o seu site contenha as informações sobre os serviços prestados e um sistema otimizado para buscadores online.

Para isso, é importante entender o que significa o famoso SEO. SEO é a sigla para “Search Engine Optimization”, que significa “otimização para mecanismos de busca”. Em resumo, é o conjunto de estratégias com o objetivo de fortalecer e melhorar o posicionamento de um site nas páginas de resultados nos sites de busca.

Um bom posicionamento nos resultados orgânicos dos motores de busca é essencial para empresas que procuram ter maior visibilidade na internet e tráfego em seu site. Isso porque, segundo estudos da área, os primeiros resultados são os que recebem o maior número de cliques. Dados revelam que o primeiro resultado recebe entre 20% e 40% dos cliques, enquanto o quinto resultado fica entre 6% e 9%.

Para farmácias que desejam um bom posicionamento, é importante seguir algumas dicas para começar:

1. Ter uma boa estratégia de palavras-chave: palavras-chave são os termos que mais se relacionam com o negócio. Geralmente são mais buscadas pelos usuários.

2. Produzir conteúdos relevantes: os conteúdos produzidos devem ser atrativos e conquistar a atenção do usuário. Além disso, todo material produzido deve ser de qualidade, sem cópias, erros gramaticais e de ortografia.

3. Valorizar a experiência do usuário: é ideal que seu site não tenha problemas de carregamento ou dificuldades de navegação. Quando a experiência é negativa, o resultado é um tempo de navegação baixo. Com isso, haverá o aumento da taxa de rejeição e a soma disso tudo será um site mal ranqueado

Essas dicas fazem parte de um conjunto de técnicas que , refletem no bom posicionamento nas páginas de resultados. Consequentemente, atraindo cada vez mais clientes a sua farmácia.

Invista nessas estratégias!

As mudanças nas formas comunicação e a velocidade de transformação proporcionada pela era digital, mudaram o modo de vender. Por isso, os estabelecimentos farmacêuticos precisam adaptar os seus negócios e encarar a realidade digital como uma aliada.


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Plataforma Clinicarx lança nova tecnologia para prescrição farmacêutica

Prescrição Farmacêutica

Regulamentada desde 2013, por meio da resolução 586/2013, do Conselho Federal de Farmácia, a prescrição farmacêutica é definida como o ato que beneficia os pacientes e promove o autocuidado apoiado no uso de medicamentos e produtos isentos de receita médica. Nesta prática, o farmacêutico pode selecionar e documentar as mais diversas terapias farmacológicas e não farmacológicas relacionadas ao cuidado à saúde do paciente.

Segundo pesquisa do Ibope/Interfarma, 69% dos brasileiros procura pelo farmacêutico quando vai comprar medicamentos sem receita e 62% solicitam que o profissional recomende o tratamento. Segundo dados da Abrafarma, somente nas grandes redes, estima-se mais de 4 milhões de atendimentos mensais em que clientes buscam auxílio do farmacêutico para o autocuidado.

Pensando em facilitar o processo de atendimento desses pacientes, o Clinicarx lançou em 2019 um novo recurso de prescrição farmacêutica, disponível na última versão do software. O recurso apresenta a tecnologia SmartRx, desenvolvida pelo Clinicarx, que sugere tratamentos de autocuidado a partir da informação de sinais, sintomas, idade e sexo do paciente, fornecidas pelo farmacêutico. Os usuários do Clinicarx contam agora com essa nova tecnologia embarcada, sem custo adicional.

A funcionalidade fornece uma ampla biblioteca com mais de 500 protocolos e tratamentos sugeridos, para uma série de sinais e sintomas comuns. As prescrições sugeridas incluem MIPs, dermocosméticos, nutricosméticos, suplementos alimentares, fitoterápicos, entre outros. Dessa forma, o farmacêutico encontra suporte para atendimento de diversas condições de saúde na farmácia. É mais segurança para o farmacêutico, para a farmácia e para o paciente.

Conforme comenta Cassyano Correr, CEO do Clinicarx:

“Estamos dando o próximo passo na qualificação do atendimento farmacêutico feito nas farmácias e consultórios. Com a SmartRx, disponível dentro do Clinicarx, abrimos caminho para o uso da inteligência artificial no atendimento de problemas de saúde de baixa gravidade. A farmácia tem um importante papel a cumprir como porta de entrada do sistema de saúde e acreditamos que a tecnologia poderá ajudar a garantir a qualidade desse acesso”.

Para acessar o recurso, basta que o farmacêutico inicie o atendimento do paciente e escolha a opção prescrever. O software, então, solicita a anamnese sobre os sinais e sintomas do paciente, sexo e idade, mostrando em seguida sugestões de tratamento de autocuidado para o caso. Cabe ao farmacêutico selecionar a melhor opção, com base em seu julgamento, e facilmente criar uma orientação escrita ao paciente. O sistema sugere tratamentos principalmente com base na denominação genérica da substância ativa.

Além dos protocolos padronizados, o Clinicarx oferece a opção de personalização de acordo com a necessidade do paciente, além da possibilidade do farmacêutico criar e salvar suas próprias prescrições, sejam elas de produtos industrializados ou formulações magistrais. A farmácia também pode padronizar seus próprios protocolos de atendimento, que ficam disponíveis a todos os farmacêuticos que nela atuam.

Assim, o profissional pode se concentrar no paciente, enquanto o Clinicarx fornece suporte à decisão e cuida da parte burocrática. A prescrição gerada tem um design único, simples e intuitivo, que vai reforçar a autoridade e profissionalismo daquele atendimento, promovendo uso racional do medicamento e aumentando as chances de sucesso do tratamento.

Se quiser saber mais sobre este assunto, conheça um modelo pronto que desenvolvemos para você levar sua prescrição farmacêutica da teoria à prática.

Como fazer o serviço de glicemia capilar na farmácia

teste_glicemia

O Brasil é um dos países com pior controle do diabetes do mundo. Um em cada 11 adultos tem diabetes e mais de 70% dos pacientes não estão controlados. Isto é, não mantém sua glicemia dentro dos valores considerados desejáveis para evitar complicações da doença.

O primeiro passo para um bom controle é conhecer seus resultados de glicemia. Existem dois exames que são fundamentais para isso: a hemoglobina glicada A1c, que reflete o nível de glicose nos últimos 90 dias, e o teste de glicemia, que mostra o nível de glicose sanguínea no momento em que foi realizado o teste.

Segundo o IBGE, 11,5% dos brasileiros adultos nunca fez um exame para medir a glicemia. Entre os homens esse percentual é maior, 15,8%. Além disso, 1 em cada 4 pacientes não recebeu nenhuma assistência médica nos últimos 12 meses. Essa qualidade ruim do acompanhamento é ruim se reflete no mal controle da doença.

O exame de glicemia pode ser feito em um laboratório ou utilizando equipamentos portáteis, chamados de glicosímetros. Ainda que o exame laboratorial seja mais preciso, os testes capilares são muito mais acessíveis, permitindo uma monitorização mais frequente da glicemia.

Teste de glicemia na farmácia

As farmácias comercializam diversas marcas de glicosímetros, tiras e lancetas, sendo uma referência sobre esses produtos. Portanto, é natural que o serviço de avaliação da glicemia seja um dos mais frequentes, oferecido por 73% dos farmacêuticos que atuam em redes de farmácias com consultório.

Se você oferece este serviço na sua farmácia, parabéns! Mas será que você está fazendo o serviço de glicemia da forma correta? Confira a seguir os principais pontos para iniciar (ou melhorar) seu serviço de avaliação da glicemia.

Tudo começa com um bom glicosímetro

Posso confiar no resultado do glicosímetro? A resposta é sim, mas você deve utilizar um equipamento confiável. Ele deve possuir registro na Anvisa e aprovação em análises segundo a ISO 15.197:2013. Existem perto de 10 modelos com essa certificação no Brasil. Trabalhe com um deles.

Em segundo lugar, siga rigorosamente as instruções do fabricante quando for proceder o teste no paciente. Confira um protocolo sobre como fazer o teste, elaborado pelo Conselho Federal de Farmácia e Sociedade Brasileira de Diabetes para a rastreamento em saúde. Em outras palavras, detectar alterações na glicemia que indiquem risco de diabetes. Neste caso, um único teste pode ser suficiente. O paciente com glicemia elevada deve ser encaminhado ao médico para confirmação diagnóstica.

Para pessoas com diabetes, o objetivo é avaliar o controle glicêmico, isto é, os resultados do tratamento. Neste caso, tenha em mente que um teste isolado de glicemia tem pouco valor clínico, pois reflete apenas aquele momento. É preciso acompanhar a glicemia do paciente ao longo do tempo, com testes frequentes, a fim de construir uma análise mais útil. Falaremos sobre isso mais a frente.

Qual o melhor horário para fazer o teste de glicemia?

A glicemia capilar pode ser feita a qualquer horário do dia. Dependendo desse horário e do estado alimentar associado, a forma como interpretamos os resultados será diferente. Para que você possa fazer uma orientação confiável, tenha em mente as seguintes situações:

  • Glicemia em jejum. Feita após 8 horas sem ingestão calórica. Mostra a glicemia basal do paciente naquele dia. É o teste de referência para rastreamento do diabetes e também é útil como referência no ajuste da medicação em pacientes sob tratamento. Valores desejáveis ficam abaixo de 130 mg/dl para diabéticos e abaixo de 100mg/dl para pessoas sem a doença.
  • Glicemia pré-prandial. Teste feito antes das refeições, como almoço e jantar. Muito importante para pacientes diabéticos que utilizam insulina ou medicação oral, mas pouco útil na avaliação em pessoas sem diagnóstico. Valores desejáveis ficam entre 80 e 130 mg/dl.
  • Glicemia pós-prandial. Realizado 1 a 2 horas após uma refeição, como café da manhã, almoço ou jantar. Da mesma forma que a glicemia pré-prandial, é muito importante para pacientes fazendo tratamento. No caso de pessoas sem diagnóstico, não é um resultado muito útil. Valores desejáveis ficam abaixo de 180 mg/dl.
  • Glicemia casual. A glicemia casual é aquele feita a qualquer momento, ignorando o estado alimentar do paciente. Este teste tem pouca utilidade no acompanhamento de diabéticos sob tratamento, mas pode ser utilizado para rastreamento em saúde. Valores normais ficam abaixo de 200 mg/dl.

Como entregar o resultado ao paciente?

O resultado deve ser entregue por escrito, em uma declaração de serviço farmacêutico, em formato papel e/ou digital. Sempre frisamos a importância desse documento como uma forma de tangibilizar o serviço e melhorar a experiência do paciente. Isso é vital para seu serviço.

Além das informações básicas, como identificação da farmácia, do paciente e do farmacêutico, um bom laudo de resultado deve conter:

  • Diagnóstico prévio de diabetes. Informação se o paciente possui diagnóstico de diabetes ou não. Quando diagnosticado, se possui diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional ou outro tipo.
  • Estado alimentar. O estado alimentar do paciente no momento do teste: jejum, pré-prandial, pós-prandial ou casual.
  • Resultado. O resultado da glicemia, expresso em mg/dl. No caso de repetição de testes, você pode expressar o resultado médio encontrado.
  • Valores considerados normais. Informe ao paciente quais são os valores de referência. Lembre-se que os valores de referência mudam no caso do paciente ter ou não diagnóstico prévio de diabetes.
  • Orientação ao paciente. A interpretação dos valores encontrados e uma orientação ao paciente sobre o que fazer. Lembre-se de utilizar uma linguagem simples e direta.

Na Clinicarx, desenvolvemos um design exclusivo para os laudos de serviços farmacêuticos. São documentos únicos, muito mais atraentes e intuitivos para os pacientes. O software também interpreta os resultados da glicemia automaticamente, fornecendo uma orientação ao paciente. Confira na imagem abaixo.

Detalhe do resultado de glicemia capilar em paciente com diagnóstico prévio de diabetes mellitus. Declaração de Serviço Farmacêutico ©2019 Clinicarx.
Detalhe do resultado de glicemia capilar em paciente com diagnóstico prévio de diabetes mellitus. Declaração de Serviço Farmacêutico ©2019 Clinicarx.

Forneça os resultados do acompanhamento glicêmico

Fazer um teste de glicemia e fornecer o resultado ao paciente é uma parte importante do trabalho. Mas não é possível prestar um cuidado de qualidade ao paciente com diabetes sem acompanhamento. Uma resultado isolado de glicemia tem muito pouco valor prático, por isso, repetir o teste de glicemia em diferentes dias e horários é necessário para termos um panorama mais completo.

Mas quantos testes de glicemia são necessários para se ter esse panorama mais completo? A resposta é depende! Veja dois cenários possíveis:

  • Pacientes clinicamente estáveis. Pacientes com HbA1c normal ou quase normal tem menor necessidade de testes de glicemia, principalmente se forem usuários apenas de medicação oral. Neste caso, 2 testes por semana, em diferentes horários, já é suficiente. Usuários de insulina continuam necessitando de 2 testes por dia.
  • Pacientes menos estáveis. Neste grupo estão pacientes com glicemia elevada, iniciando novo tratamento, com episódios de hipoglicemia ou sofrendo quadro infeccioso. Neste caso, pode-se seguir o protocolo intensivo para análise do perfil glicêmico.

Confira na imagem abaixo os protocolos recomendados pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Recomendações para a prática da automonitorização da glicemia, com base nas condições clínicas específicas de cada paciente. Sociedade Brasileira de Diabetes, 2017.
Recomendações para a prática da automonitorização da glicemia, com base nas condições clínicas específicas de cada paciente. Sociedade Brasileira de Diabetes, 2017.

Os resultados do monitoramento da glicemia na farmácia também podem se converter em um gráfico de evolução como na figura abaixo. No Clinicarx, esse gráfico é criado automaticamente pelo sistema, o que permite observar o comportamento da glicemia em jejum, pré-prandial e pós-prandial. Além disso, os gráficos acompanham uma tabela detalhada contendo a data, hora, estado alimentar e resultado de cada teste.

Exemplo de gráfico de evolução de glicemias para um paciente com diabetes tipo 2. Relatório de evolução da glicemia ©2019 Clinicarx.
Exemplo de gráfico de evolução de glicemias para um paciente com diabetes tipo 2. Relatório de evolução da glicemia ©2019 Clinicarx.

 

Conclusões

O teste de glicemia é um serviço farmacêutico muito comum, com grande poder de impactar a saúde dos pacientes. Ele deve ser bem feito para que produza resultados, portanto, lembre-se de cuidar da qualidade do procedimento, a entrega do resultado, o acompanhamento e o relatório de evolução.

Não seja como a maioria, torne seu serviço um diferencial na vida dos seus pacientes e para seu negócio na farmácia. Conte com o Clinicarx para lhe ajudar nessa jornada.