Mudanças regulatórias nas farmácias durante a epidemia da Covid-19

Confira as principais mudanças regulatórias e políticas afetando as farmácias durante a epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Com a epidemia, diversas mudanças regulatórias estão ocorrendo, afetando a dispensação de medicamentos, o funcionamento das farmácias e os serviços farmacêuticos. Abaixo você encontra um resumo dessas mudanças até a data de 18 de Abril de 2020:

AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR

As receitas médicas passam a ter validade de 365 dias, inclusive com validade retroativa e os pacientes podem comprar medicamentos para até 90 dias de tratamento..

Pacientes podem enviar um representante em seu lugar, portando uma procuração simples (sem reconhecimento de firma em cartório), contendo todos os dados dos documentos dos envolvidos.

MEDICAMENTOS CONTROLADOS

Entrega remota de medicamentos controlados está permitida, com algumas limitações, como conferir a prescrição antes de concretizar a venda e a entrega.

Prazos de validade das receitas de controlados continua igual.

Receitas médicas digitais para medicamentos controlados e antimicrobianos são aceitas, desde que com assinatura eletrônica, mas não para notificações de receita (azul/amarela).

As receitas de controle especial eletrônicas aceitas são aquelas utilizadas para medicamentos que contenham substâncias das listas C1 e C5 e dos adendos das listas A1, A2 e B1 da Portaria nº 344/ 1998 da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde.

A possibilidade de assinatura eletrônica e receita digital não se aplica a outros receituários eletrônicos de medicamentos controlados, como os talonários de Notificação de Receita A (NRA), Notificação de Receita Especial para Talidomida, Notificação de Receita B e B2 e Notificação de Receita Especial para Retinóides de uso sistêmico.

Pacientes podem adquirir até 6 meses de tratamento para controlados (com algumas especificidade conforme lista em que o medicamento se enquadre).

Venda de controlados por e-commerce / internet continua proibida.

Medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e nitazoxanida passaram a ter controle especial, a fim de evitar a compra indiscriminada por conta da possível eficácia contra a Covid-19.

PRESCRIÇÃO ELETRÔNICA E TELEMEDICINA

A farmácia pode aceitar uma receita digital para dispensação de controlados, desde que com assinatura eletrônica certificada. Essa é uma das mudanças regulatórias mais importantes até o momento.

Uma receita digital é um arquivo gerado e mantido digitalmente, com assinatura eletrônica válida, reconhecida pelo ICP Brasil.

A farmácia deve verificar a autenticidade da receita digital recebida pelo paciente, utilizando validadores na internet, antes de proceder a dispensação.

A validação da autenticidade de uma receita digital pode ser feita diretamente no site de plataforma emissoras de receitas digitais (utilizadas pelo médico) ou diretamente no site do ITI, que valida chaves reconhecidas pelo ICP Brasil. Acesse esse site aqui.

Telemedicina foi regulamentada no Brasil. Os médicos podem fazer consultas remotas e emitir receitas digitais. Devemos lembrar que uma consulta médica presencial também pode gerar uma receita digital, portanto a telemedicina depende da prescrição eletrônica para ter efeito, mas a prescrição eletrônica independente da telemedicina.

Outros profissionais da saúde, como psicólogos também estão realizando atendimento remoto.

MUDANÇAS REGULATÓRIAS NOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS

Dispensação. A farmácia deve reorganizar seu fluxo de atendimento, evitando aglomerações e tomando medidas de limpeza, desinfecção e proteção de funcionários e clientes.

Vacinação. Regras para liberar vacinação na farmácia não mudaram. Continua valendo a RDC 197/2017.

Anvisa abriu possibilidade de farmácias sem licença de vacinação poderem aplicar vacinas, desde que em parceria com poder público e com ciência da VISA local. Grandes campanhas de vacinação contra gripe ocorreram nas farmácias privadas, em regiões como Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Anvisa publicou AIR (Análise de Impacto Regulatório) sobre a revisão da RDC 44/2009 e anunciou que prepara consulta pública para ampliar os serviços de assistência à saúde nas farmácias, seguindo a Lei 13.021/2014.

TESTES RÁPIDOS COVID-19 NAS FARMÁCIAS

A Anvisa liberou a realização de testes rápidos Covid-19 para farmácia, seguindo normas específicas de segurança, uso de EPIs, protocolo de atendimento e fornecimento de laudo.

Para mais informações, criamos um artigo específico sobre o tema: Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia.

Procurando farmácias que fazem o Teste Covid-19? Clique aqui: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

PROFISSIONAIS FARMACÊUTICOS

Farmacêuticos foram solicitados a se cadastrarem no Ministério da Saúde, sendo facultativo se colocarem como potenciais voluntários do SUS no enfrentamento à epidemia.

Ministério da Saúde lançou curso online sobre protocolo de atendimento a Covid-19, convocando todos os profissionais da saúde do Brasil a fazerem o treinamento. O curso é disponibilizado após o farmacêutico fazer seu cadastramento online.

Anvisa suaviza as regras para medicamentos controlados

Em função da situação de emergência de saúde pública internacional provocada pela Covid-19, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 357/2020, que altera temporariamente as regras para prescrição e dispensação de medicamentos controlados.

Principais mudanças

Uma das mudanças é o aumento da quantidade máxima de produtos permitida em notificações de receita e receitas de controle especial. Outra é a possibilidade de entrega desses remédios no domicílio do paciente. O objetivo é evitar o comparecimento a unidades dispensadoras de medicamentos, como farmácias e serviços de saúde, bem como reduzir o contato social que propicia a propagação do vírus.

Para notificações de receita e receitas de controle especial emitidas antes da  RDC 357/2020, mas que ainda estejam dentro do prazo de validade, fica permitida a dispensação estendida para até 30 dias. Porém, essa regra só é válida para as prescrições que ainda estão em poder do paciente e não foram aviadas pelas farmácias.

Muitas clínicas e farmácias se preparam para atender a população com testes rápidos de coronavírus. Saiba mais clicando na imagem acima.

Validade das mudanças

As normas são temporárias e terão validade de seis meses, podendo ser renovadas sucessivamente por iguais períodos ou não, enquanto reconhecida pelo Ministério da Saúde a emergência relacionada ao novo coronavírus. Além disso, os estabelecimentos deverão atender aos requisitos de controle estabelecidos pelas demais normas pertinentes, tais como os itens obrigatórios de preenchimento dos receituários e a escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A lista de medicamentos abrangidos pelas novas regras é extensa e inclui, por exemplo, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, anfetaminas, ansiolíticos e os demais produtos controlados pela  Portaria SVS/MS 344/1998, referente ao Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.

Entrega domiciliar de controlados

A Anvisa ressalta que a entrega de medicamentos controlados deve ser feita com a retenção da notificação ou da receita de controle especial. Além disso, devem ser seguidos todos os requisitos adicionais estabelecidos pela nova RDC. Também é importante frisar que a compra e a venda dos medicamentos a serem entregues remotamente não pode ser realizada por meio da internet.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

O que são Testes Laboratoriais Remotos?

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Nos últimos anos, a modernização da medicina laboratorial permitiu o desenvolvimento de várias novas tecnologias. Entre elas estão os chamados Point-of-Care Testing (POCT), que são exames rápidos feitos no ponto de cuidado do paciente. São também conhecidos como Testes Laboratoriais Remotos (TLR) ou simplesmente Testes Rápidos (TR).

Os testes são realizados fora da área de um laboratório de análises clínicas, utilizando pequenos aparelhos portáteis. De fácil utilização, devem ser operados por profissional treinado e legalmente habilitado. O resultado de um teste rápido é obtido em poucos minutos e auxilia, principalmente, o rastreamento e/ou acompanhamento de pacientes portadores de doenças crônicas.

Por serem uma solução prática e econômica, os testes rápidos já são uma realidade mundial e estão cada vez mais presentes na rotina dos farmacêuticos e demais profissionais da saúde. Na Europa, a realização de testes rápidos é o serviço mais comum em farmácias, presente em 23 países. Já nos Estados Unidos, são mais de 10 mil farmácias independentes ou de rede que oferecem esse serviço, disponibilizando mais de 100 tipos de testes.

Quais os benefícios dos Testes Rápidos?

Pensando no cenário brasileiro atual, o tempo de realização de exames e o acesso a esse tipo de recurso é um dos problemas enfrentados na área da saúde. Como consequência, o diagnóstico médico é prejudicado, impactando a efetividade de tratamentos que sejam necessários ao paciente. 

Nesse ponto, o maior benefício dos testes rápidos realizados junto ao paciente é a rapidez na obtenção dos resultados. Essa agilidade permite que o processo de rastreamento (triagem) ou encaminhamento seja concluído durante um único encontro. Com isso, facilita o acesso a cuidados, aconselhamento, tratamentos e resultados para os pacientes. 

Um outro ponto importante é a qualidade. O fato de serem testes feitos em aparelhos portáteis não dispensa esses exames de terem um sistema de garantia de qualidade envolvido. Procedimentos padronizados para controle interno e externo de qualidade, treinamento de operadores, padrões na emissão de laudos e gerenciamento da informação são fundamentais para garantir a confiabilidade dos resultados.

Além de tudo, fornece uma excelente oportunidade para os profissionais de saúde. Enquanto aumentam a receita expandindo os serviços de atendimento ao paciente, também melhoram a saúde nos níveis de pacientes e população em geral. Isso porque também podem ser usados em locais onde há dificuldade de acesso a um laboratório, como por exemplo em comunidades e cidades isoladas ou afastadas dos grandes centros. 

Como fica regulamentação dos testes rápidos?

Quando implementados de maneira correta, os TLR’s trazem benefícios tanto para os profissionais da saúde, quanto para os pacientes. Para isso, são necessários diversos cuidados, a fim de garantir a confiança de seus resultados. 

Para que um exame seja efetivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da RDC 302/2005, determina que a execução dos TLR’s deve estar vinculada a um laboratório clínico. O laboratório deve estar envolvido em todas as etapas do processo, já que será o responsável pela validação, acompanhamento dos resultados e verificação do desempenho.  Os TLR’s podem ser realizados hoje em ambientes como consultórios privados, unidades básicas de saúde, pronto atendimento, empresas e até mesmo na casa do paciente.

Atualmente, a implementação de TLR’s nas farmácias enfrenta um desafio relacionado a sua regulamentação. Uma decisão da Anvisa impede os estabelecimentos como farmácias e drogarias de ministrar os exames rápidos, com a alegação de que a RDC 44/2009 permite a realização somente do teste de glicemia e a comercialização de autotestes para detecção do HCG e anti-HIV. Portanto, qualquer exame fora dos citados estaria em desacordo com a resolução. Felizmente, esta norma encontra-se em revisão e a expectativa da setor é que a Anvisa libere a realização de testes rápidos nas farmácias.

Profissionais da área acreditam que a liberação desses testes está baseada no avanço tecnológico e ocorre em conformidade com a RDC 302/2005, por se tratar de um serviço que auxilia o médico no diagnóstico, contribui para detectar casos suspeitos com mais rapidez e possibilita o acompanhamento de doenças crônicas. Além disso, a Lei Federal 13.021/2014 define que a farmácia é uma unidade de prestação de serviços de assistência à saúde, e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) estabelece que o farmacêutico possui competência para o exercício do cuidado ao paciente, incluindo ações de rastreamento em saúde, acompanhamento farmacoterapêutico, entre outras. 

Com o conhecimento de como os testes rápidos podem beneficiar o paciente e a saúde da população em geral, a implementação de TLR’S deve ser vista como uma oportunidade para que órgãos regulamentadores, empresas e profissionais da saúde trabalhem juntos para tornar esse serviço uma realidade acessível para todos. 

Ilustração de quantos farmacêuticos usam Clinicarx

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Como aplicar estratégias de marketing digital na sua farmácia

marketing digital farmácias

Apesar de importantes e essenciais, apenas a qualidade no atendimento e bons preços já não são diferenciais das farmácias. Para quem deseja se destacar em meio ao competitivo mercado farmacêutico, a presença no ambiente digital é fundamental. Por isso, o marketing digital tem atraído diversas farmácias interessadas em alavancar vendas, atrair e fidelizar mais clientes e divulgar seus serviços farmacêuticos.

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Neste post, abordaremos algumas dicas para ajudá-lo a conquistar mais clientes e aumentar a sua fidelização, através do Marketing Digital.

O que é marketing digital?

O Marketing Digital é um conjunto de técnicas utilizadas para promover uma marca, produto ou serviço na internet. Um dos mais importantes benefícios dessa prática é a possibilidade de criar conteúdo de qualidade, direcionado às necessidades do seu público-alvo. Essas informações são coletadas através de um estudo detalhado do mercado e do segmento. Por meio delas e de estratégias (bem planejadas!), é possível aumentar consideravelmente o fluxo de pessoas que visitam seu estabelecimento. Além disso, também fortalecer a marca e agregar valor ao negócio.

Um novo tipo de comportamento

Com as mudanças geradas pela transformação digital, muitos dos clientes das farmácias usam redes sociais, fazem pesquisas e buscam informações sobre saúde e bem-estar. Esse novo comportamento do consumidor apresenta um público digitalmente habilitado e com um perfil alto de interconexão. Por isso, o marketing precisa se adaptar a essa realidade se quiser continuar dialogando (e consequentemente vendendo) com esse novo tipo de cliente. Mais do que um conceito, o Marketing Digital representa hoje a possibilidade de conhecer tudo o que o consumidor deseja, sendo uma ferramenta essencial na construção de um relacionamento entre o estabelecimento e os seus clientes.

O segredo está agora em como construir uma ótima experiência para este novo tipo de consumidor. A estratégia de transformar o consumo em uma experiência única e cada vez mais prática é um desafio que várias empresas estão tentando alcançar. Isso porque os consumidores estão mais exigentes e querem mais comodidade.

Ao suprir as expectativas do seu cliente, o seu negócio tem mais chances de melhorar os serviços oferecidos, as vendas, o processo de fidelização e imagem da sua marca.

Munido de mais informações e conhecimento, resta ao cliente optar por qual rede farmacêutica ele irá comprar o seu próximo produto ou buscar algum serviço farmacêutico. Qual destes varejistas vai construir uma experiência realmente encantadora e relevante? Será a sua farmácia? Conheça algumas estratégias do Marketing Digital que podem te auxiliar nessa jornada.

Comece pelo planejamento e público-alvo

Uma estratégia de Marketing Digital de resultados é aquela que foi bem planejada. O planejamento deve ser o primeiro passo a ser seguido em qualquer tipo de atividade direcionada para os meios digitais. Ele será pensado visando exclusivamente o público-alvo da farmácia.

Saber quem é público-alvo da sua farmácia é essencial para que você invista, com qualidade e segurança, em ações que tragam retorno para o seu negócio. Isso porque todo objetivo de qualquer estratégia é pensada para o seu público, por isso a necessidade de conhecê-lo, entendendo suas dores e expectativas.

A definição do público-alvo é feita através de pesquisa. Conheça o gênero, faixa etária, hábitos de consumo, renda média e qualquer outra informação relevante que faça sentido ao seu estabelecimento. Após essa coleta de dados, é hora de aprofundar esse perfil através das personas.

Construa a persona

Através dos dados obtidos através da pesquisa de público-alvo, é possível aprofundar ainda mais conhecimento sobre seus clientes ideais. É hora de construir um modelo ideal de consumidor da sua farmácia, chamado de persona.

A persona é a representação semi-fictícia criada com o objetivo de definir o cliente característico do seu negócio. Ao construir esse modelo, as chances de obter sucesso com suas estratégias de marketing aumentam exponencialmente. Isso porque você terá a representação ideal do seu público consumidor.

As personas englobam todos os dados do seu público-alvo, porém de maneira mais especificada. Por exemplo: Luciano, 27 anos, solteiro, sem filhos, que busca por medicamentos específicos como MIPS e produtos de higiene.

Com a ajuda dessa persona, é possível investir em recursos de qualidade, focando todas as suas estratégias em pessoas que realmente podem e vão se tornar seus clientes. Com isso, você evita investimentos em estratégias indefinidas e com poucos resultados.

Dê valor ao conteúdo

Segundo dados da mesma pesquisa, 1 em cada 20 pesquisas feitas está relacionada à busca de sintomas. Essa informação revela que os potenciais clientes da sua farmácia pesquisam por informações de qualidade sobre saúde.

Com base nesses dados, é importante ter a produção de conteúdo como uma das estratégias para atender necessidades dos clientes fora da farmácia e atraí-los para o estabelecimento. Ou seja, um bom conteúdo auxilia a fidelizar e reter clientes, sanando suas dúvidas e atendendo suas demandas e anseios.

Para farmácias que já oferecem serviços farmacêuticos, é importante investir na criação de um planejamento de marketing voltado para a promoção dos serviços disponíveis na farmácia. Alinhado ao planejamento, a sua produção de conteúdo pode ser diversificada e atender diferentes plataformas. Uma série de posts na página do estabelecimento nas redes sociais, um e-book sobre cuidados com serviços farmacêuticos, postagens em blogs são algumas das opções. Porém, todas devem seguir as estratégias e o planejamento, feitos de acordo com cada persona construída.

Atenção às redes sociais

As redes sociais têm um papel todo especial entre as estratégias de Marketing Digital. Apesar de qualquer segmento contar com recurso, alguns erros comuns podem acontecer. Entre eles, misturar o perfil pessoal com o profissional da farmácia.

O primeiro passo é verificar se o seu público realmente está presente nesse meio. Após essa verificação, realize todo o planejamento de conteúdo e alinhe a identidade visual da farmácia com a identidade nas redes.  Além disso, crie uma boa base de referências, evite assuntos polêmicos, responda todos os comentários, sejam eles negativos ou positivos. Não esqueça também do monitoramento e da manutenção da página.

IMPORTANTE: por se tratar do ramo da saúde, a farmácia deve contar sempre contar com fontes seguras de informação.

Otimize seu site

Apesar da grande relevância das redes sociais, os sites ainda concentram os maiores acessos para quem busca informações sobre o estabelecimento. Por isso, procure fazer com que o seu site contenha as informações sobre os serviços prestados e um sistema otimizado para buscadores online.

Para isso, é importante entender o que significa o famoso SEO. SEO é a sigla para “Search Engine Optimization”, que significa “otimização para mecanismos de busca”. Em resumo, é o conjunto de estratégias com o objetivo de fortalecer e melhorar o posicionamento de um site nas páginas de resultados nos sites de busca.

Um bom posicionamento nos resultados orgânicos dos motores de busca é essencial para empresas que procuram ter maior visibilidade na internet e tráfego em seu site. Isso porque, segundo estudos da área, os primeiros resultados são os que recebem o maior número de cliques. Dados revelam que o primeiro resultado recebe entre 20% e 40% dos cliques, enquanto o quinto resultado fica entre 6% e 9%.

Para farmácias que desejam um bom posicionamento, é importante seguir algumas dicas para começar:

1. Ter uma boa estratégia de palavras-chave: palavras-chave são os termos que mais se relacionam com o negócio. Geralmente são mais buscadas pelos usuários.

2. Produzir conteúdos relevantes: os conteúdos produzidos devem ser atrativos e conquistar a atenção do usuário. Além disso, todo material produzido deve ser de qualidade, sem cópias, erros gramaticais e de ortografia.

3. Valorizar a experiência do usuário: é ideal que seu site não tenha problemas de carregamento ou dificuldades de navegação. Quando a experiência é negativa, o resultado é um tempo de navegação baixo. Com isso, haverá o aumento da taxa de rejeição e a soma disso tudo será um site mal ranqueado

Essas dicas fazem parte de um conjunto de técnicas que , refletem no bom posicionamento nas páginas de resultados. Consequentemente, atraindo cada vez mais clientes a sua farmácia.

Invista nessas estratégias!

As mudanças nas formas comunicação e a velocidade de transformação proporcionada pela era digital, mudaram o modo de vender. Por isso, os estabelecimentos farmacêuticos precisam adaptar os seus negócios e encarar a realidade digital como uma aliada.


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Plataforma Clinicarx lança nova tecnologia para prescrição farmacêutica

Prescrição Farmacêutica

Regulamentada desde 2013, por meio da resolução 586/2013, do Conselho Federal de Farmácia, a prescrição farmacêutica é definida como o ato que beneficia os pacientes e promove o autocuidado apoiado no uso de medicamentos e produtos isentos de receita médica. Nesta prática, o farmacêutico pode selecionar e documentar as mais diversas terapias farmacológicas e não farmacológicas relacionadas ao cuidado à saúde do paciente.

Segundo pesquisa do Ibope/Interfarma, 69% dos brasileiros procura pelo farmacêutico quando vai comprar medicamentos sem receita e 62% solicitam que o profissional recomende o tratamento. Segundo dados da Abrafarma, somente nas grandes redes, estima-se mais de 4 milhões de atendimentos mensais em que clientes buscam auxílio do farmacêutico para o autocuidado.

Pensando em facilitar o processo de atendimento desses pacientes, o Clinicarx lançou em 2019 um novo recurso de prescrição farmacêutica, disponível na última versão do software. O recurso apresenta a tecnologia SmartRx, desenvolvida pelo Clinicarx, que sugere tratamentos de autocuidado a partir da informação de sinais, sintomas, idade e sexo do paciente, fornecidas pelo farmacêutico. Os usuários do Clinicarx contam agora com essa nova tecnologia embarcada, sem custo adicional.

A funcionalidade fornece uma ampla biblioteca com mais de 500 protocolos e tratamentos sugeridos, para uma série de sinais e sintomas comuns. As prescrições sugeridas incluem MIPs, dermocosméticos, nutricosméticos, suplementos alimentares, fitoterápicos, entre outros. Dessa forma, o farmacêutico encontra suporte para atendimento de diversas condições de saúde na farmácia. É mais segurança para o farmacêutico, para a farmácia e para o paciente.

Conforme comenta Cassyano Correr, CEO do Clinicarx:

“Estamos dando o próximo passo na qualificação do atendimento farmacêutico feito nas farmácias e consultórios. Com a SmartRx, disponível dentro do Clinicarx, abrimos caminho para o uso da inteligência artificial no atendimento de problemas de saúde de baixa gravidade. A farmácia tem um importante papel a cumprir como porta de entrada do sistema de saúde e acreditamos que a tecnologia poderá ajudar a garantir a qualidade desse acesso”.

Para acessar o recurso, basta que o farmacêutico inicie o atendimento do paciente e escolha a opção prescrever. O software, então, solicita a anamnese sobre os sinais e sintomas do paciente, sexo e idade, mostrando em seguida sugestões de tratamento de autocuidado para o caso. Cabe ao farmacêutico selecionar a melhor opção, com base em seu julgamento, e facilmente criar uma orientação escrita ao paciente. O sistema sugere tratamentos principalmente com base na denominação genérica da substância ativa.

Além dos protocolos padronizados, o Clinicarx oferece a opção de personalização de acordo com a necessidade do paciente, além da possibilidade do farmacêutico criar e salvar suas próprias prescrições, sejam elas de produtos industrializados ou formulações magistrais. A farmácia também pode padronizar seus próprios protocolos de atendimento, que ficam disponíveis a todos os farmacêuticos que nela atuam.

Assim, o profissional pode se concentrar no paciente, enquanto o Clinicarx fornece suporte à decisão e cuida da parte burocrática. A prescrição gerada tem um design único, simples e intuitivo, que vai reforçar a autoridade e profissionalismo daquele atendimento, promovendo uso racional do medicamento e aumentando as chances de sucesso do tratamento.

Se quiser saber mais sobre este assunto, conheça um modelo pronto que desenvolvemos para você levar sua prescrição farmacêutica da teoria à prática.

Como fazer o serviço de glicemia capilar na farmácia

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O Brasil é um dos países com pior controle do diabetes do mundo. Um em cada 11 adultos tem diabetes e mais de 70% dos pacientes não estão controlados. Isto é, não mantém sua glicemia dentro dos valores considerados desejáveis para evitar complicações da doença.

O primeiro passo para um bom controle é conhecer seus resultados de glicemia. Existem dois exames que são fundamentais para isso: a hemoglobina glicada A1c, que reflete o nível de glicose nos últimos 90 dias, e o teste de glicemia, que mostra o nível de glicose sanguínea no momento em que foi realizado o teste.

Segundo o IBGE, 11,5% dos brasileiros adultos nunca fez um exame para medir a glicemia. Entre os homens esse percentual é maior, 15,8%. Além disso, 1 em cada 4 pacientes não recebeu nenhuma assistência médica nos últimos 12 meses. Essa qualidade ruim do acompanhamento é ruim se reflete no mal controle da doença.

O exame de glicemia pode ser feito em um laboratório ou utilizando equipamentos portáteis, chamados de glicosímetros. Ainda que o exame laboratorial seja mais preciso, os testes capilares são muito mais acessíveis, permitindo uma monitorização mais frequente da glicemia.

Teste de glicemia na farmácia

As farmácias comercializam diversas marcas de glicosímetros, tiras e lancetas, sendo uma referência sobre esses produtos. Portanto, é natural que o serviço de avaliação da glicemia seja um dos mais frequentes, oferecido por 73% dos farmacêuticos que atuam em redes de farmácias com consultório.

Se você oferece este serviço na sua farmácia, parabéns! Mas será que você está fazendo o serviço de glicemia da forma correta? Confira a seguir os principais pontos para iniciar (ou melhorar) seu serviço de avaliação da glicemia.

Tudo começa com um bom glicosímetro

Posso confiar no resultado do glicosímetro? A resposta é sim, mas você deve utilizar um equipamento confiável. Ele deve possuir registro na Anvisa e aprovação em análises segundo a ISO 15.197:2013. Existem perto de 10 modelos com essa certificação no Brasil. Trabalhe com um deles.

Em segundo lugar, siga rigorosamente as instruções do fabricante quando for proceder o teste no paciente. Confira um protocolo sobre como fazer o teste, elaborado pelo Conselho Federal de Farmácia e Sociedade Brasileira de Diabetes para a Campanha Novembro Diabetes Azul em 2018.

Defina claramente seu público-alvo

Para quem o teste de glicemia é indicado? A resposta é simples: para todos que desejam conhecer seus níveis de glicemia. Mas existe uma diferença grande em testar pessoas sem diabetes e com diabetes.

Para pessoas sem diagnóstico de diabetes, o objetivo da avaliação é o rastreamento em saúde. Em outras palavras, detectar alterações na glicemia que indiquem risco de diabetes. Neste caso, um único teste pode ser suficiente. O paciente com glicemia elevada deve ser encaminhado ao médico para confirmação diagnóstica.

Para pessoas com diabetes, o objetivo é avaliar o controle glicêmico, isto é, os resultados do tratamento. Neste caso, tenha em mente que um teste isolado de glicemia tem pouco valor clínico, pois reflete apenas aquele momento. É preciso acompanhar a glicemia do paciente ao longo do tempo, com testes frequentes, a fim de construir uma análise mais útil. Falaremos sobre isso mais a frente.

Qual o melhor horário para fazer o teste de glicemia?

A glicemia capilar pode ser feita a qualquer horário do dia. Dependendo desse horário e do estado alimentar associado, a forma como interpretamos os resultados será diferente. Para que você possa fazer uma orientação confiável, tenha em mente as seguintes situações:

  • Glicemia em jejum. Feita após 8 horas sem ingestão calórica. Mostra a glicemia basal do paciente naquele dia. É o teste de referência para rastreamento do diabetes e também é útil como referência no ajuste da medicação em pacientes sob tratamento. Valores desejáveis ficam abaixo de 130 mg/dl para diabéticos e abaixo de 100mg/dl para pessoas sem a doença.
  • Glicemia pré-prandial. Teste feito antes das refeições, como almoço e jantar. Muito importante para pacientes diabéticos que utilizam insulina ou medicação oral, mas pouco útil na avaliação em pessoas sem diagnóstico. Valores desejáveis ficam entre 80 e 130 mg/dl.
  • Glicemia pós-prandial. Realizado 1 a 2 horas após uma refeição, como café da manhã, almoço ou jantar. Da mesma forma que a glicemia pré-prandial, é muito importante para pacientes fazendo tratamento. No caso de pessoas sem diagnóstico, não é um resultado muito útil. Valores desejáveis ficam abaixo de 180 mg/dl.
  • Glicemia casual. A glicemia casual é aquele feita a qualquer momento, ignorando o estado alimentar do paciente. Este teste tem pouca utilidade no acompanhamento de diabéticos sob tratamento, mas pode ser utilizado para rastreamento em saúde. Valores normais ficam abaixo de 200 mg/dl.

Como entregar o resultado ao paciente?

O resultado deve ser entregue por escrito, em uma declaração de serviço farmacêutico, em formato papel e/ou digital. Sempre frisamos a importância desse documento como uma forma de tangibilizar o serviço e melhorar a experiência do paciente. Isso é vital para seu serviço.

Além das informações básicas, como identificação da farmácia, do paciente e do farmacêutico, um bom laudo de resultado deve conter:

  • Diagnóstico prévio de diabetes. Informação se o paciente possui diagnóstico de diabetes ou não. Quando diagnosticado, se possui diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional ou outro tipo.
  • Estado alimentar. O estado alimentar do paciente no momento do teste: jejum, pré-prandial, pós-prandial ou casual.
  • Resultado. O resultado da glicemia, expresso em mg/dl. No caso de repetição de testes, você pode expressar o resultado médio encontrado.
  • Valores considerados normais. Informe ao paciente quais são os valores de referência. Lembre-se que os valores de referência mudam no caso do paciente ter ou não diagnóstico prévio de diabetes.
  • Orientação ao paciente. A interpretação dos valores encontrados e uma orientação ao paciente sobre o que fazer. Lembre-se de utilizar uma linguagem simples e direta.

No Clinicarx, desenvolvemos um design exclusivo para os laudos de serviços farmacêuticos. São documentos únicos, muito mais atraentes e intuitivos para os pacientes. O software também interpreta os resultados da glicemia automaticamente, fornecendo uma orientação ao paciente. Confira na imagem abaixo.

Detalhe do resultado de glicemia capilar em paciente com diagnóstico prévio de diabetes mellitus. Declaração de Serviço Farmacêutico ©2019 Clinicarx.

Forneça os resultados do acompanhamento glicêmico

Fazer um teste de glicemia e fornecer o resultado ao paciente é uma parte importante do trabalho. Mas não é possível prestar um cuidado de qualidade ao paciente com diabetes sem acompanhamento. Uma resultado isolado de glicemia tem muito pouco valor prático, por isso, repetir o teste de glicemia em diferentes dias e horários é necessário para termos um panorama mais completo.

Mas quantos testes de glicemia são necessários para se ter esse panorama mais completo? A resposta é depende! Veja dois cenários possíveis:

  • Pacientes clinicamente estáveis. Pacientes com HbA1c normal ou quase normal tem menor necessidade de testes de glicemia, principalmente se forem usuários apenas de medicação oral. Neste caso, 2 testes por semana, em diferentes horários, já é suficiente. Usuários de insulina continuam necessitando de 2 testes por dia.
  • Pacientes menos estáveis. Neste grupo estão pacientes com glicemia elevada, iniciando novo tratamento, com episódios de hipoglicemia ou sofrendo quadro infeccioso. Neste caso, pode-se seguir o protocolo intensivo para análise do perfil glicêmico.

Confira na imagem abaixo os protocolos recomendados pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Recomendações para a prática da automonitorização da glicemia, com base nas condições clínicas específicas de cada paciente. Sociedade Brasileira de Diabetes, 2017.

Os resultados do monitoramento da glicemia na farmácia também podem se converter em um gráfico de evolução como na figura abaixo. No Clinicarx, esse gráfico é criado automaticamente pelo sistema, o que permite observar o comportamento da glicemia em jejum, pré-prandial e pós-prandial. Além disso, os gráficos acompanham uma tabela detalhada contendo a data, hora, estado alimentar e resultado de cada teste.

Exemplo de gráfico de evolução de glicemias para um paciente com diabetes tipo 2. Relatório de evolução da glicemia ©2019 Clinicarx.

Conclusões

O teste de glicemia é um serviço farmacêutico muito comum, com grande poder de impactar a saúde dos pacientes. Ele deve ser bem feito para que produza resultados, portanto, lembre-se de cuidar da qualidade do procedimento, a entrega do resultado, o acompanhamento e o relatório de evolução.

Não seja como a maioria, torne seu serviço um diferencial na vida dos seus pacientes e para seu negócio na farmácia. Conte com o Clinicarx para lhe ajudar nessa jornada.

Básico

Recursos
Essenciais
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Qualidade & Profissionalismo
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Posso aplicar essa vacina? Como fazer o serviço de vacinação na farmácia

vacinação na farmácia

Sua farmácia já superou toda burocracia de infraestrutura, documentação e licença sanitária. Seu serviço de vacinação finalmente será inaugurado! Os primeiros pacientes começam a aparecer, eles querem saber mais sobre isso, fazem perguntas, decidem tomar uma vacina. Como você deve proceder?

Algumas vacinas podem ser aplicadas na farmácia sem necessidade de receita médica. Segundo a Anvisa, todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina. Outras vacinas não constam no calendário oficial, por isso necessitam de receita médica. Neste caso, o paciente vai ter que ir ao médico primeiro, antes de tomar a vacina na farmácia.

Podemos fortalecer a cobertura vacinal dos brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas do calendário do adulto em 2018 ficaram abaixo da meta de cobertura ideal. Portanto, as farmácias tem o dever de entrar nessa luta pela ampliação do acesso e da cobertura vacinal.

Tomar vacinas na farmácia é seguro?

Se você que está lendo este artigo não é farmacêutico(a), fique tranquilo(a). Sabia que o número de farmácias aplicando vacinas no Brasil já é igual ou maior do que o número de clínicas privadas de vacinação?

As farmácias aplicam medicamentos injetáveis há muitos anos. É um serviço tradicional. Além disso, são responsáveis pela guarda de diversos tipos de medicamentos sensíveis, como insulinas e hormônios. A farmácia é um estabelecimento expert em guarda, armazenamento e aplicação de medicamentos, por isso é natural que apliquem também vacinas.

Farmacêuticos que oferecem serviço de vacinação, além de terem feito curso de graduação com 4 a 6 anos de duração, passam por um treinamento obrigatório específico em vacinas. São profissionais preparados e certificados para esse serviço.

Vacinação passo a passo

Passo 1. Analise o estado vacinal

O primeiro passo é verificar quais vacinas são recomendadas para a faixa etária do paciente e qual seu estado vacinal atual para cada uma delas. Os calendários são diferentes para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, por isso cada paciente pode ter uma necessidade de vacina diferente.

Muitas vezes, as pessoas se esquecem de tomar a segunda ou terceira dose de uma vacina ou simplesmente perdem o registro de uma vacina tomada. Por isso, pergunte sobre doses tomadas. Pessoas não vacinas ou com estado vacinal incompleto precisam completar seu esquema. Lembre-se: vacina dada é vacinação não perdida.

Passo 2. Verifique contraindicações

Muitos profissionais da saúde, infelizmente, ainda aplicam vacinas sem antes perguntar ao paciente sobre possíveis contraindicações.

Cada vacina tem sua especificidade e algumas perguntas de segurança são indispensáveis para uma aplicação segura. São várias situações que precisam ser verificadas antes da aplicação. Por exemplo, pacientes que estão doentes e febris devem adiar a vacinação contra gripe. Pessoas que tomaram vacinas de vírus atenuados não devem tomar outras vacinas semelhantes dentro de 30 dias.

Passo 3. Aplique com segurança

Cada vacina tem seu volume de dose específico, via de administração e locais de aplicação recomendados, portanto devem ser aplicadas com cuidado.

Antes de aplicar, confirme essas informações. Há vacinas de uso por via intramuscular, por exemplo, que não podem ser aplicadas no glúteo, mas apenas no deltóide.

Vacinação rápida e segura

No Clinicarx, elaboramos um sistema único para controle e registro de aplicações de vacinas na farmácia.

O sistema aumenta a segurança do gesto vacinal, informando ao farmacêutico quais vacinas estão recomendadas para o paciente, que doses já tomou, que doses faltam. Automaticamente identifica as características como idade, sexo, gestação e evita orientações incorretas. Além disso, você pode consultar as informações técnicas mais importantes sobre cada vacina.

Selecionada a vacina que o paciente precisa, o sistema irá lhe guiar por algumas perguntas de segurança, alertando sobre situações em que é melhor não aplicar a vacina. Se tudo estiver ok, você seguirá para a aplicação.

Na aplicação, via de administração e local de aplicação são recomendados automaticamente. Não há risco de você aplicar no lugar errado.

Ao final, você fornecerá uma declaração da aplicação ao paciente, sua carteira de vacinação digital e terá todas as informações organizadas para envio ao SI-PNI.

Quando o conhecimento e a experiência do profissional se aliam à tecnologia, os processos se tornam mais simples e seguros. Na correria do dia a dia, você garante que cada paciente/cliente tenha o melhor atendimento. Ele merece.

[KIT] Carteira de vacinação + Calendário vacinal

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Tendências do varejo farmacêutico para 2025

Tendências Varejo 2025

O impacto da transformação digital

Todos os setores da economia vêm sendo impactados pela velocidade da transformação digital. São mudanças que vem de fora, para dentro de setores tradicionais como o varejo e os cuidados com a saúde. Por isso, ficar atento às tendências dessa transformação sobre varejo farmacêutico pode fazer a diferença na sobrevivência do seu negócio.

Transformação no PDV

Segundo especialistas do setor, a tendência central no varejo é a transformação do Ponto de Venda (PDV). Nessa mudança, definida como PDX (“ponto de experiências”), o varejo incorpora funções e atividades para além da venda de produtos. Nesse sentido, um cliente mais informado e com muito mais opções terá menos interesse em entrar em uma loja tradicional de produtos, isso porque ele buscará algo mais.

Transformação no sistema de saúde

Além do varejo, assistimos ao início de uma profunda transformação digital no sistema de saúde. Eventualmente, os dados de saúde de um paciente se tornarão altamente centralizados, padronizados e compartilháveis. Por exemplo, no futuro, será comum uma pessoa receber insights, diagnósticos ou predições sobre sua saúde. Esses dados serão baseados em grande quantidade de informações armazenadas de diversas fontes (atendimentos profissionais, exames, automonitorização).

Como resultado, profissionais da saúde auxiliarão pacientes a tomarem melhores decisões baseados nesses dados, com ajuda de algoritmos de inteligência artificial. Assim, o paciente estará cada vez mais no centro das decisões sobre sua própria saúde. Essas mudanças também trarão impacto sobre o varejo farmacêutico.

Quais são essas tendências?

Veja a seguir algumas tendências do varejo farmacêutico brasileiro para 2025.

1. Consolidação do mercado

Apesar do aumento do número de farmácias no Brasil, que acompanha também o crescimento populacional, a tendência é de concentração do mercado. Em breve, as redes e associações deverão representar mais de 30% do número de lojas (hoje representam menos de 20%). Nesse sentido, haverá redução no número de farmácias independentes. Em faturamento, as redes e associações já representam mais de 50% do mercado e essa concentração deve aumentar.

2. Serviços

As farmácias devem se transformar em centros de serviços de saúde – com clínicas, serviços farmacêuticos, exames laboratoriais, ópticos e de beleza. Portanto, o farmacêutico deverá se firmar como protagonista dessa transformação, dividindo espaço com outros profissionais da saúde, como nutricionistas, enfermeiros e médicos.

Dessa forma, a oferta de serviços incluirá consultas, vacinação, exames rápidos, testes genéticos, navegação em saúde, nutrição, programas preventivos, acompanhamento e ações com grupos de pacientes. A estruturação desses processos através de software será central para acelerar essa transformação.

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3. Jornada digital

A tecnologia permitirá menos atrito em toda jornada de saúde dos pacientes, incluindo as compras e os serviços feitos na farmácia. Com isso, pacientes com sintomas poderão se comunicar com sistemas de inteligência artificial, médicos, farmacêuticos ou outros profissionais antes mesmo de irem à farmácia ou a um centro de saúde. A receita médica se converterá em prescrição eletrônica de forma rotineira, disponível na nuvem.

A dispensação de medicamentos se converterá em gerenciamento do tratamento, mapeado em aplicativos ao alcance do paciente. Estarão disponíveis consultas remotas com médicos e demais profissionais, que o paciente poderá fazer de sua casa ou na farmácia, para qualquer lugar. Ou seja, todas as informações de saúde do paciente estarão centralizadas com ele, em um prontuário único digital, que se comunicará com todos os pontos de saúde. Em resumo, o paciente será o dono supremo de suas informações e decidirá o que compartilhar, quando e com quem.

4. Remuneração baseada em valor

O modelo de remuneração dos serviços de saúde é considerado ineficiente. Por isso, será aos poucos substituído por um sistema de pagamento baseado em desfechos (valor). Consequentemente, clínicas, hospitais e profissionais serão pagos pelos resultados efetivamente obtidos e valorados por seus pacientes, não apenas por consultas, exames e procedimentos. Essa mudança terá um grande impacto sobre o varejo farmacêutico, na medida em que a adesão ao tratamento, por exemplo, se tornará fundamental para alcance desses resultados. Além disso, os próprios serviços de saúde providos dentro da farmácia deverão ser capazes de avaliar e reportar seus desfechos.

5. Marcas próprias e mais conveniência

Essa tendência tem a ver com a próprio conceito de PDX. Na medida em que o consumidor não precisa mais ir à loja para obtenção de produtos e até de alguns serviços, o próprio conceito de loja tende a mudar. Categorias de marca própria desempenharão um papel estratégico, na busca por exclusividade e melhores margens. Esses produtos poderão representar, segundo especialistas, de 5% a 10% dos negócios. Além disso, uma loja mais focada em conveniência e estruturada para ser um hub de soluções tende a ganhar espaço. É a farmácia se transformando num ponto de experiências, educação, informação, relacionamento, alimentação, orientação, serviços, entretenimento, lazer e até compras.

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Testes rápidos: integração entre Clinicarx e Hilab

testes rapidos e integração Clinicarx Hilab

Com a integração, o(a) farmacêutico(a) pode realizar exames com os testes rápidos utilizando o Hilab, dentro do Clinicarx. Ou seja, ele terá os resultados dos exames laboratoriais no momento do atendimento ou em poucos minutos após o término. Como benefício, a integração proporciona agilidade na solução de problemas de saúde do paciente.

Segundo Cassyano Correr, Farmacêutico fundador do Clinicarx, “a integração com o Hilab é um passo importante no alcance da nossa missão, que é levar serviços farmacêuticos de qualidade para todos. Os testes laboratoriais remotos (TLR) são uma alternativa para ampliar o acesso da população a resultados de exames mais rápidos e convenientes, e as farmácias estão em uma posição estratégica para levar isso às pessoas. Os farmacêuticos que utilizam o Clinicarx podem contar agora com mais essa tecnologia embarcada, melhorando a segurança e a experiência dos pacientes que buscam seus serviços. Estamos felizes por fazer parte dessa história”.

Conheça alguns dos exames disponíveis:

  • Beta hCG: O exame beta-hCG detecta a presença de gonadotrofina coriônica humana (hCG), utilizado para detectar a gravidez.
  • Perfil Lipídico: realizado para avaliar se os níveis de lipídios (gorduras) no sangue estão elevados (dislipidemia)
  • HIV: utilizado para detectar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV)
  • Dengue: utilizado tanto para auxiliar no diagnóstico de infecção aguda ou prévia por dengue, quanto para avaliar a indicação de vacina.

A opção de registro de exames do Hilab já está disponível na versão beta no Clinicarx. Após o atendimento feito pelo farmacêutico, o registro dos dados do exame e a finalização do procedimento, os resultados são exibidos na tela de exame e o laudo é anexado ao atendimento.

O Clinicarx é um software exclusivo das Redes de Farmácias associadas à Abrafarma. Maiores informações podem ser obtidas através do formulário de contato presente no site. Farmácias não associadas podem acompanhar os conteúdos publicados no blog da empresa, que auxiliam na implementação e gestão de negócios baseados em serviços farmacêuticos.

 

Como montar uma campanha de obesidade na sua farmácia?

Campanhas de saúde são uma excelente forma de apresentar os serviços clínicos da sua farmácia.

A obesidade é um problema de saúde pública, sendo também uma epidemia de saúde global. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade em todo o mundo dobrou desde 1980. No mundo todo, nós teremos até 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões, com obesidade. Da mesma maneira, o número de crianças com sobrepeso e obesidade poderá chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

No Brasil, mais de 50% da população encontra-se em sobrepeso ou obesidade. Similarmente, a obesidade infantil também vem crescendo cada vez mais em nosso país. Nas crianças entre 5 e 9 anos, uma em cada três (cerca de 30%) estão com excesso de peso. Já na faixa etária entre 10 e 19 anos, uma em cada cinco crianças (cerca de 20%) estão com excesso de peso.

2,3 bilhões

de adultos com excesso de peso em todo mundo até 2025.

75 milhões

de crianças com sobrepeso ou obesidade, se nada for feito, até 2025.

1 em cada 3

crianças entre 5 e 9 anos de idade, com excesso de peso no Brasil

1 em cada 5

crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos com excesso de peso no Brasil

O sobrepeso e a obesidade estão associados a um aumento significativo da mortalidade. Além disso, também estão intimamente relacionados com alterações metabólicas no organismo, as quais podem se manifestar na forma de elevação da pressão arterial, colesterol e triglicérides, além de aumento da resistência à insulina.

Com o aumento do índice de massa corporal (IMC), o risco de manifestações de doenças cardíacas coronarianas, acidente vascular cerebral isquêmico, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2 aumenta substancialmente. Outras consequências envolvem também maior risco de doenças hepáticas, respiratórias e várias neoplasias. Por isso, os benefícios da perda de peso são enormes e repercutem nos aspectos psicológicos, clínicos, humanísticos e econômicos.

Diante disso, as campanhas de saúde são uma forma muito útil e poderosa do farmacêutico promover a educação em saúde junto à população e colaborar para um melhor cuidado com a saúde.  As campanhas podem ser, inclusive, o primeiro passo para a oferta de serviços clínicos mais elaborados.

No calendário de saúde brasileiro, nós temos pelo menos três datas que guardam relação direta com a prevenção do excesso de peso:

  • 31 de março: dia da saúde e da nutrição
  • 06 de abril: dia mundial da atividade física
  • 11 de novembro: dia mundial da obesidade

Em resumo, os serviços de rastreamento e educação em saúde para pacientes com sobrepeso e obesidade são úteis para conscientizar quanto a importância da mudança de hábitos de vida. Além disso, representam uma importante via para divulgação dos serviços farmacêuticos e seleção de pacientes para um programa estruturado de perda de peso.

Como eu organizo uma campanha contra obesidade na minha farmácia?

Vamos elencar alguns pontos que você não pode deixar de fora, quando organizar uma campanha contra obesidade na sua farmácia:

  1. Defina com clareza tipo de serviços você irá oferecer à população neste dia. Você irá medir o IMC? A composição corporal? Aplicará algum questionário?
  2. Prepare a estrutura física e o fluxo de trabalho da sua farmácia para atendimento aos clientes nesse dia (ou período). Você tem mesas para atendimento? Possui uma sala de serviços que pode ser usada? Pode montar uma tenda ou estrutura de atendimento fora da farmácia?
  3. Defina o material educativo será entregue aos pacientes que passarem pelo atendimento durante a campanha. Que mensagem você quer passar? As informações que você irá fornecer tem base científica?
  4. Pense em ofertas, atrações ou brindes que possam atrair a atenção das pessoas para sua farmácia. Haverá música? Alguma atração artística? Alguma oferta, como uma mesa de café da manhã saudável?

Ferramentas utilizadas em uma campanha

Em uma campanha de conscientização sobre a obesidade na farmácia, para rastreamento e avaliação metabólica dos pacientes, podem ser utilizadas as seguintes ferramentas:

Cálculo do IMC

O cálculo do índice de massa corporal permite estimar a taxa de gordura corporal de um paciente, apresentando boa relação com a incidência de doenças cardiovasculares e mortalidade. Trata-se de um método de “estimativa” simples e fácil, que tem por base dois parâmetros objetivos: o peso e a altura. O IMC pode ser calculado através da seguinte fórmula:

IMC = Peso (em Kg) / Altura (em m) ao quadrado

Apesar do IMC ser amplamente utilizado e apresentar boa aplicabilidade na maioria dos pacientes, ele apresenta algumas limitações:

  • Não distingue massa gordurosa de massa magra, podendo subestimar o grau de gordura em indivíduos idosos, em decorrência de sua perda de massa muscular associada ao envelhecimento, e superestimar em indivíduos que estão acima do peso, mas que possuem muita massa muscular (por exemplo, atletas profissionais ou fisiculturistas);
  • Não reflete, necessariamente, a distribuição da gordura corporal, a qual é importante na avaliação de sobrepeso e obesidade, visto que o acúmulo de gordura intra-abdominal é um fator de risco potencial para doenças, independentemente da gordura corporal total.

Essas limitações justificam a avaliação complementar, por meio de dois parâmetros: circunferência abdominal  e composição corporal (bioimpedância).

Circunferência abdominal / da cintura 

A associação da medida da circunferência abdominal com o IMC pode oferecer uma forma combinada de avaliação de risco e ajudar a diminuir as limitações de cada uma das avaliações isoladas. A circunferência abdominal é uma medida da gordura do abdômen e fornece informação sobre risco que não é contabilizado pelo IMC. Esta medida pode ser feita em uma campanha de saúde, por exemplo, naqueles pacientes com IMC em sobrepeso ou obesidade.

A avaliação da circunferência abdominal deve ser realizada com fita antropométrica de uso profissional, no ponto médio entre a crista ilíaca e o rebordo intercostal. Pode-se padronizar a medida pela altura do umbigo do paciente.

Distribuição corporal 

Se você conta com uma balança de bioimpedância portátil, a análise da composição corporal é uma terceira avaliação complementar útil. Ela permite uma estimativa mais fidedigna da taxa de gordura corporal, e apresenta excelente correlação com desfechos clínicos. Por conta disso, pode ser feita como avaliação mais específica, por exemplo, em pacientes com IMC e circunferência abdominal acima do desejado.

Nesse método, a análise da composição corporal tem como base a medida da resistência total do corpo à passagem de uma corrente elétrica. Os componentes corporais oferecem uma resistência diferenciada à passagem da corrente elétrica. Os ossos e a gordura constituem um meio de baixa conectividade, ou seja, uma alta resistência à corrente elétrica. Já a massa muscular e outros tecidos ricos em água e eletrólitos, são bons condutores, permitindo mais facilmente a passagem de corrente elétrica. Antes da realização da medida, é necessário digitar no equipamento a idade, altura e gênero do paciente. Após a entrada dos dados, o paciente deve ser orientado a retirar o calçado e as meias, subir na balança e segurar o visor em ângulo de 90ºC, conforme a ilustração a seguir.

Como interpretar os resultados? 

VALORES DE REFERÊNCIA PARA IMC E CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
IMCClassificaçãoInterpretação
1Menor do 18,5Abaixo do pesoPode ser uma característica pessoal, mas pode ser um sinal de desnutrição. Avaliar individualmente.
2Entre 18,6 e 24,9Peso normalIMC normal. Educar quando a importância da manutenção de hábitos de vida saudáveis para manutenção do peso.
3Entre 25 e 29,9Sobrepeso / pré-obesidadeRisco um pouco aumentado para doenças cardiometabólicas. Educar sobre a necessidade de mudanças em hábitos de vida (dieta + exercícios) para alcançar peso adequado. Convidar paciente para o programa perda de peso.
4Entre 30 e 34,9Obesidade grau 1Risco aumentado para doenças cardiometabólicas. Frisar a necessidade de mudança imediata, mesmo se exames e/ou parâmetros físicos normais. Educar sobre a necessidade de mudanças em hábitos de vida (dieta + exercícios) para alcançar peso adequado. Indicar programa farmacêutico para perda de peso.
5Entre 35 e 39,9Obesidade grau 2Risco muito alto para doenças cardiometabólicas. Frisar a necessidade de mudança imediata, mesmo se exames e/ou parâmetros físicos normais. Educar sobre a necessidade de mudanças em hábitos de vida (dieta + exercícios) para alcançar peso adequado. Indicar fortemente programa farmacêutico para perda de peso.
6Acima de 40Obesidade grau 3
COMBINANDO O IMC COM A CIRCUNFERÊNCIA DA ABDOMINAL
 Circunferência Abdominal
Risco de complicações cardiometabólicas*IMC (Kg/m2)Homem: 94-102Homem: > 102
Mulher: 80-88Mulher: > 88
Baixo peso<18,5Sem risco associadoSem risco associado
Peso normal18,5-24,9Sem risco associadoAumentado
Sobrepeso25-29,9AumentadoAlto
Obesidade>30AltoMuito alto
*Risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Fonte: ABESO.
VALORES DE REFERÊNCIA PARA DISTRIBUIÇÃO CORPORAL – MÚSCULOS E GORDURA
SexoIdadeGordura corporal (%)
BaixaNormalAltoMuito alta
Masculino20-39< 21,021,0 – 32,933,0 – 38,9≥ 39,0
40-59< 23,023,0 – 33,934,0 – 39,9≥ 40,0
60-79< 24,024,0 – 35,936,0 – 41,9≥ 42,0
Feminino20-39< 8,08,0 – 19,920,0 – 24,9≥  25,0
40-59< 11,011,0 – 21,922,0 – 27,9≥ 28,0
60-79< 13,013,0 – 24,925,0 – 29,9≥ 30,0
SexoIdadeMúsculo (%)
BaixaNormalAltoMuito alta
Masculino18 – 39< 33.333,3 – 39,339,4 – 44,0≥ 44,1
40 – 59< 33,133,1 – 39,139,2 – 43,8≥ 43,9
60 – 80< 32,932,9 – 38,939,0 – 43,6≥ 43,7
Feminino18 – 39< 24,324,3 – 30,330,4 – 35,3≥ 35,4
40 – 59< 24,124,1 – 30,130,2 – 35,1≥ 35,2
60 – 80< 23,923,9 – 29,930,0 – 34,9≥ 35,0

Fluxo de atendimento do paciente durante a campanha  

O fluxo de atendimento pode seguir uma abordagem sequencial, na qual o IMC é feito em todos os pacientes que comparecem para a campanha. Para pacientes em faixa de sobrepeso ou obesidade, a circunferência abdominal pode ser feita como parâmetro adicional. Já para aqueles com IMC e circunferência do abdômen elevados, a composição corporal pode ser feita como terceira avaliação. Adapte este fluxo à sua realidade. Por exemplo, deixar a avaliação corporal mais completa apenas para pacientes com maior necessidade, ou que agendam uma consulta posterior com o farmacêutico.

Nós preparamos uma ferramenta específica que explica com mais detalhes como organizar este fluxo de atendimento. Para baixá-la, clique aqui.

Avaliação dos resultados da campanha

Por fim, é fundamental que você conte com um sistema para registro dos atendimentos feitos no dia da sua campanha. Isso irá permitir que você avalie os resultados, tendo por base métricas de pacientes atendidos, parâmetros avaliados e encaminhamentos ao médico realizados, por exemplo.

Além disso, é bom aproveitar a oportunidade para obter dados pessoais mínimos desses pacientes, de forma que contatos posteriores possam ser realizados. Toda essa gestão de informações pode ser feita manualmente ou por meio de plataformas informatizadas de gestão dos serviços farmacêuticos, como o Clinicarx.

Aproveite a oportunidade das datas de saúde para impulsionar seus serviços farmacêuticos e, assim, fortalecer o posicionamento da sua farmácia como ponto de referencia da saúde da sua comunidade. Boas campanhas para você.

Básico

Recursos
Essenciais
  •  

pro

Qualidade & Profissionalismo
  •  
Popular

premium

Experiência Completa
  •  

Venda seu serviço: 5 técnicas de vendas que podem impactar seus resultados

5 técnicas de vendas para farmácias

Desde a sua regulamentação, os serviços farmacêuticos têm despertado cada vez mais interesse no setor. Essa oferta aparece hoje como um diferencial para farmácias que desejam se destacar em um cenário bastante competitivo. Além de prestar um serviço de saúde acessível e com qualidade à população, os serviços farmacêuticos também tem seu impacto como fonte de receita para esses estabelecimentos, gerando ainda mais vendas.

Segundo estudo sobre serviços farmacêuticos, realizado pela Abrafarma em parceria com a Universidade Federal do Paraná, mais de 93% dos farmacêuticos entrevistados acreditam que a prática desses serviços pode atrair mais clientes para a loja. Como consequência disso, há geração de lucro para as farmácias. Mas, para que esses serviços tenham o retorno desejado, é necessário investir na divulgação e em um bom atendimento.

Na maioria das vezes a atividade de vendas e atendimento está focada no relacionamento e na percepção do cliente. Apesar disso, ela deve ser estabelecida com base em uma série de técnicas e boas práticas. Essas têm como objetivo principal a fidelização de clientes, hoje um dos principais desafios do mercado. Mas então, como é possível se destacar nesse contexto? Separamos algumas técnicas de vendas que podem ajudar na divulgação dos serviços farmacêuticos.

Confira abaixo e aumente suas vendas!

1.Conheça os clientes da sua farmácia

Primeiramente, é importante saber que cada cliente tem necessidades e desejos diferentes. Por isso, nem sempre o que é bom para um, pode ser para o outro. Esse conhecimento irá auxiliar na hora de identificar prontamente as dificuldades e ajudá-lo a encontrar uma solução para seus problemas.  

Fazer das necessidades do seu cliente a sua maior prioridade é entender o que ele precisa. Além disso, é também honrar a confiança depositada em você durante um atendimento ou na prestação de algum outro serviço, criando uma conexão. Nenhum cliente vai comprar se não existir uma conexão entre você e ele. Por isso, todo bom profissional que quer vender seu serviço precisa entender que se o cliente perceber que o vendedor realmente quer ajudá-lo, ele estará seguro para voltar outras vezes.

2. Conheça seu produto

Uma das melhores habilidades de vendas é conhecer cada detalhe do serviço que você está oferecendo. Isso vai além de saber apenas as características básicas do que se oferta, mas sim ter a capacidade de apresentar quais são os reais benefícios do serviço. Ou seja,  é importante entender que a oferta deve vender a solução e não o serviço em si.

Ao apresentar os benefícios, procure utilizar termos como: “isso significa que”, “isso serve para” ou “isso quer dizer que”. Assim, você criará uma ligação lógica entre trazer o benefício à realidade do cliente.

3. Utilize a técnica SPIN Selling

Spin Selling é uma das metodologias de vendas mais eficientes e conhecidas em todo o mercado. O nome faz referência aos quatro tipos de pergunta que o vendedor deve fazer durante a venda de seus serviços, sendo elas:

Perguntas de Situação: São utilizadas para entender o contexto da compra. Nesse momento você já sabe quem é seu cliente, suas necessidades e identifica se ele se encaixa no perfil que você pode atender.

Exemplos de perguntas:

“Como está sua saúde?”
“Você está em tratamento?”

Perguntas de Problemas: Essas perguntas devem ser feitas com o objetivo de entender o que está incomodando o cliente. Por isso, questioná-lo já evidenciando o problema é a melhor forma de usar esse modelo de perguntas ao seu favor.

Exemplos de perguntas:

“Por que você está tomando este medicamento?”

“O que você está sentindo agora?”

Perguntas de Implicações: Serve para identificar quais as consequências para o cliente, caso seus problemas não sejam solucionados. Além disso, evidencia como seu serviço pode ajudar esse cliente.

Exemplos de perguntas:

“Você já se automedicou quando sentiu esse sintoma?”

Perguntas de Necessidade de Solução:  Serve para auxiliar o cliente a entender que seu serviço se encaixa no que ele precisa.

Exemplos de perguntas:

“Você sabia que aqui pode receber atendimento farmacêutico, além de acompanhamento no seu tratamento?”

Essa técnica oferece um diálogo aberto entre cliente e vendedor, evidenciando os benefícios do serviço através da coleta de fatos e dados sobre o cliente.

4. Encante seu cliente

Criar uma conexão com seu cliente é uma técnica conhecida como Rapport. Quando se identifica o ponto em comum com o cliente para criar o Rapport, a recepção da sua mensagem é qualificada e estabelece segurança na relação. Ou seja, encontrar essa sintonia aproxima o vendedor da necessidade do cliente, assim como inspira o cliente a acreditar que será atendido da melhor forma. Para alcançar o Rapport, algumas das atitudes do vendedor devem envolver: demonstração de empatia, saber ouvir, ser sincero e tratar o cliente de maneira personalizada.

Além disso, é importante que o relacionamento com o cliente não acabe quando o serviço é concluído. Manter o contato (e o cuidado) mesmo após encerrado o ciclo de vendas pode te ajudar a fidelizar clientes. Ou seja, isso garante que eles retornem e permaneçam consumindo seus serviços, assim como também facilita que eles sejam propagados pelo público, o que definitivamente irá ajudar a aumentar suas vendas.

5. Invista em conhecimento

Cursos e treinamentos são importantes para aprender e dominar o que se deseja vender. Apesar disso, um profissional bom em vendas também precisa se sentir motivado a buscar conhecimento.

Através da troca de conhecimento e experiência com outros colegas, é possível identificar como os melhores vendedores alcançam seus resultados, quais argumentos utilizam e como se comportam. Dessa maneira, é possível adequar e aperfeiçoar sua experiência de vendas com os conhecimentos e novas técnicas adquiridas.

Investir no aprendizado é uma das técnicas para ser um expert em vendas. O resultado disso será melhores atendimentos e, consequentemente, maiores faturamentos.

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Indicadores dos serviços farmacêuticos: 5 KPIs para acompanhar

Indicadores (KPIs) para serviços farmacêuticos

Os KPIs (Key Performance Indicators), ou Indicadores-Chave de Desempenho, são uma técnica de gestão muito utilizada em diferentes áreas de negócios. Os KPIs são importantes para acompanhar os resultados do seu projeto, pois permitem saber o que está funcionando e o que não está. Dessa maneira, é possível fazer os ajustes necessários para atingir seus objetivos.

Para uma boa gestão dos resultados dos serviços farmacêuticos, é fundamental eleger um conjunto de KPIs que melhor expressem o sucesso do seu negócio. Contudo, lembre-se de garantir que esses indicadores sejam mensurados de forma confiável. Além disso, é  importante que os resultados sejam analisados de forma sistemática e periódica por toda equipe responsável.

Quais KPIs de serviços farmacêuticos acompanhar?

Um bom KPI deve ser capaz de mover os números da sua empresa em direção às metas estabelecidas. Apesar disso, é importante ter cuidado para não acompanhar métricas demais. O excesso de indicadores pode confundir e tirar o foco daquilo que é mais importante. Um número restrito de KPIs de alta relevância irá tornar mais claro para sua equipe o que deve ser feito para que o jogo seja ganho.

Além dos indicadores tradicionais de faturamento e número de atendimentos, confira abaixo cinco KPIs que podem alavancar a gestão dos seus serviços farmacêuticos.

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1. Ticket-médio dos serviços

Este é um indicador fundamental dos serviços farmacêuticos, assim como acontece no varejo farmacêutico. Dividindo o faturamento total pelo número de atendimentos, em um certo período tempo, você obtém o ticket-médio dos serviços. Esse é o valor médio pago por cada paciente em cada atendimento.

Se você já analisou sua estrutura de custos e seu custo por atendimento (CPA), pelo ticket-médio será possível saber se está sendo possível cobrir esses custos basais a cada atendimento. Além disso, este indicador irá lhe mostrar oportunidades em termos de melhoria na oferta de serviços e na qualidade de atendimento. Dessa maneira, as necessidades dos pacientes serão atendidas de forma integral, impactando na quantidade de serviços utilizados.

2. Taxa de agendamentos

Considerando que a maioria dos clientes de serviços farmacêuticos são pacientes crônicos, a prática de agendar o retorno ao final do atendimento gera um KPI importante a monitorar. Calcule a razão entre o número de agendamentos e o total de atendimentos em um certo período. Por exemplo, uma taxa de 30% significa que 1 a cada 3 dos atendimentos geraram agendamentos de retorno.

Esses agendamentos significam melhor qualidade no acompanhamento desses pacientes e, consequentemente, uma certa garantia de fluxo de retorno aos serviços a cada mês. É saudável para os serviços farmacêuticos que pelo menos metade do seu fluxo de atendimentos seja com novos pacientes e metade com pacientes de retorno.

3. Taxa de prescrições farmacêuticas

É natural que um certo percentual dos atendimentos gere prescrições farmacêuticas. Considerando as necessidades de saúde dos pacientes, é esperado que o farmacêutico eventualmente recomende tratamentos com MIPs (medicamentos isentos de prescrição médica), suplementos alimentares, dermocosméticos, nutricosméticos, entre outros.

Acompanhar essa taxa de prescrições permite dimensionar essa demanda, ao mesmo tempo que reflete a qualidade do registro dessas recomendações.

4. Índice de controle da saúde

Além dos indicadores de processo ou produtividade, é fundamental se aproximar de indicadores de desfechos em saúde. Desfechos significam, por exemplo, a quantidade de pacientes que obtém melhor controle de suas condições de saúde dentro do serviço ou a taxa de hospitalização dos pacientes. São indicadores difíceis de mensurar, mas são muito importantes, pois refletem o impacto real que os serviços estão proporcionando aos pacientes.

Uma forma simples de se aproximar dos desfechos, é medir o percentual de parâmetros, como pressão arterial, glicemia, colesterol total ou circunferência abdominal, que se encontram dentro das metas terapêuticas estabelecidas, em relação ao total de parâmetros relevantes para cada paciente. É essa relação que chamamos de “índice de controle da saúde”. Este KPI permite um olhar de qualidade da assistência prestada sobre o conjunto da população de pacientes do seu serviço.

5. Taxa de conversão em vendas

Finalmente, este KPI reflete o retorno financeiro obtido a partir dos serviços farmacêuticos sobre as vendas da farmácia. Além da cobrança direta pelo serviço, a fidelização do cliente e a geração de fluxo para a farmácia devem se refletir nas vendas.

Uma forma de acompanhar esse resultado é medir o percentual de clientes atendidos nos serviços farmacêuticos que efetuam alguma compra no estabelecimento nos dias de atendimento. Em outras palavras, se a farmácia atende 30 pessoas em serviços farmacêuticos em um determinado dia, quantos dessas efetuam alguma compra na farmácia nesses mesmos dias? Isso irá refletir no impacto que os serviços podem produzir enquanto geradores de tráfego para a farmácia.

Mas como posso acompanhar esses KPIs na prática?

Uma forma eficaz de obter os KPIs é garantindo que cada atendimento seja registrado em um software seguro e robusto, que permita a recuperação dessas informações, transformadas em KPIs.

No Clinicarx, desenvolvemos uma série de Dashboards e relatórios que permitem ao gestor dos serviços farmacêuticos uma visão estratégica dos resultados, de uma forma nunca antes feita no varejo farmacêutico. Esse tipo de tecnologia, integrada ao sistema de gestão do PDV, permite uma visão única das oportunidades e coloca a farmácia como um importante ponto de atenção dentro no sistema de saúde.

Clinicarx ultrapassa a marca de 100 mil atendimentos

SOBRE 2018

Levar serviços clínicos farmacêuticos de qualidade para todos. É com essa missão que o Clinicarx encerra 2018 alcançando a incrível marca mais de 100 mil atendimentos farmacêuticos. Impactando, dessa forma, a saúde de milhares de pessoas em todo país. Utilizado pelas maiores redes de farmácia, o sistema está presente em 98 municípios, em 15 Estados e no Distrito Federal.

“Temos trabalhado de forma incessante para ajudar as empresas a desenvolverem seus serviços de forma sustentável, e estamos conseguindo” declara Cassyano Correr, um dos idealizadores do software.

O sistema foi anunciado em versão beta durante o Abrafarma Future Trends, em agosto de 2017. Contudo, a primeira versão comercial foi lançada com exclusividade para redes de farmácias associadas à Abrafarma e em abril de 2018. Em apenas 18 meses, o software se firmou como a mais importante ferramenta para consolidação dos novos serviços de assistência farmacêutica avançada das redes de farmácias, tornando-se assim referência no país na gestão de serviços clínicos farmacêuticos.

ENTREGANDO VALOR

Segundo Cassyano, a adoção rápida do sistema se baseia em uma proposta de valor clara. Ela é baseada em 3 pilares: registro eletrônico seguro de informações, suporte à decisão profissional e recursos de gestão estratégica.

“Entendemos que, para dar certo, o farmacêutico deve se sentir seguro no atendimento. Para isso, ele precisa de um software que lhe ajude a saber o que fazer. Os gestores devem contar com relatórios financeiros e de produtividade práticos, que os auxiliem na geração de resultados. Por fim, o paciente deve se encantar com esse novo atendimento”, relata.

Para isso, o Clinicarx oferece uma série de funcionalidades. Elas incluem procedimentos padronizados, vacinação, exames laboratoriais, prescrição farmacêutica, mensagens automáticas aos pacientes e protocolos para acompanhamento de crônicos. As declarações de serviços farmacêuticos geradas pelo sistema são um destaque, por seu design e originalidade.

O QUE ESPERAR PARA 2019

Em 2019, o objetivo da empresa é continuar expandindo essas funcionalidades, deixando o sistema cada vez mais autônomo, seguro e fácil de usar. Trabalhamos lado a lado com nossos clientes nesse desenvolvimento. Por isso, acreditamos que podemos multiplicar o número de atendimentos por muitas vezes esse ano.

Mais informações sobre o Clinicarx podem ser obtidas aqui.

Serviços farmacêuticos: 5 passos para fazer a precificação dos seus serviços

precificação serviços farmacêuticos

Para que os serviços farmacêuticos da sua farmácia tragam resultados reais para a empresa é preciso que eles sejam remunerados. No modelo atual de cobrança por serviços de saúde no qual estamos inseridos, esta remuneração virá do pagamento direto pelos pacientes. Mas quanto você deve cobrar por seus serviços? Para responder a essa pergunta, elaboramos este artigo que vai te ensinar a como organizar sua estrutura de custos e fazer a precificação dos seus serviços farmacêuticos.

Organizamos o processo de análise de custos e precificação em 5 passos simples e objetivos. Vamos a eles, com um aviso: os valores usados em cada passo são fictícios, incluídos apenas para exemplo.

Criamos também uma ferramenta em excel, que irá ajudá-lo(a) a fazer esses cálculos de forma automática e que você pode baixar gratuitamente. 

 

Passo 1. Analise o custo direto do tempo do farmacêutico

O custo do tempo que o farmacêutico passa junto do cliente/paciente é o primeiro componente de custo que você deve analisar. Para este cálculo, considere não apenas o salário, mas também os encargos trabalhistas e ganhos adicionais. Existem calculadoras online gratuitas que podem lhe ajudar nesta tarefa.

Geralmente, o custo total será da ordem de 1,8 a 2,0 vezes o salário base. Além de FGTS, 13º salário e férias, lembre-se de colocar nessa conta comissões, gratificações, plano de saúde, vale transporte, vale alimentação, entre outras despesas. Por exemplo, um farmacêutico com salário mensal de R$ 3.100,00 pode representar um custo total entorno de R$ 5.600,00 a R$ 6.200,00 por mês. O custo total anual será calculado multiplicando-se o custo mensal por 12.

Para chegar ao custo por hora, você pode considerar 260 dias úteis de trabalho por ano. Considerando 8 horas de trabalho por dia, temos algo entorno de 2.080 horas por ano, ou 189 horas por mês (11 meses trabalhados).

Um farmacêutico cujo custo mensal seja de R$ 6.200,00, por exemplo, terá um custo de R$ 35,76 por hora (R$ 74.400,00 de custo anual / 2.080 horas anuais) ou R$ 0,60 por minuto. Agora considere a carga-horária semanal e mensal esperada que esse farmacêutico dedicará aos serviços farmacêuticos. Neste exemplo, se o profissional dedicar 95 horas mensais ao serviço (aproximadamente metade do seu período de trabalho na farmácia), o custo total mensal do tempo do farmacêutico será de R$ 3.397,20.

 

Passo 2. Analise o custo dos materiais consumidos para prestação dos serviços

A prestação de serviços farmacêuticos consome insumos. Esses insumos geram um custo variável mensal que precisa ser computado. Veja alguns exemplos de materiais utilizados nos serviços farmacêuticos:

  • Tiras de glicemia
  • Lancetas
  • Tiras de colesterol ou perfil lipídico
  • Capilares para coleta de sangue
  • Papel A4
  • Tinta de impressora
  • Papel toalha
  • Copo descartável
  • Seringas e agulhas
  • Algodão
  • Esparadrapo
  • Luvas
  • Álcool gel
  • Stopper (adesivo para parar sangramentos)
  • Álcool 70º
  • Sabão líquido
  • Materiais gráficos (panfletos, folders)
  • Manutenções periódicas de equipamentos

Para calcular este custo é muito simples. Liste os itens de consumo, seu custo unitário, o consumo mensal de cada item e calcule os custos mensais e anuais. Assim, você chegará a um valor mensal que utilizaremos mais adiante para incorporar ao custo total do serviço. Vamos imaginar, apenas para efeito de cálculo, que este custo mensal chegue a R$ 500,00.

 

Passo 3. Calcule o investimento feito em estrutura e converta em custo mensal

Eu costumo chamar este investimento inicial de “custo de setup”. Isto é, móveis e equipamentos que você precisará adquirir para poder atender seus clientes. Cada item de capital adquirido possui uma vida útil (os bens se depreciam com o tempo). Dessa forma, podemos calcular seu custo ao longo do tempo, somando-se ao custo fixo do negócio. Veja exemplos de investimentos em infraestrutura e vida útil estimada (apenas estimativa, pode ser mais ou menos):

  • Computador com teclado e mouse: 5 anos
  • Impressora jato de tinta: 5 anos
  • Reforma de espaço, construção da sala: 10 anos
  • Aparelho de pressão arterial: 4 anos
  • Manguitos extras para aparelho de pressão arterial: 4 anos
  • Glucosímetros: 4 anos
  • Aparelho de colesterol: 4 anos
  • Fita antropométrica profissional: 10 anos
  • Balança digital para peso corporal: 3 anos
  • Aparelho de bioimpedância: 2 anos
  • Camara refrigeradora para vacinas: 5 anos
  • Mesa para escritório: 5 anos
  • Cadeiras: 5 anos
  • Armários: 5 anos
  • Bebedouro água potável: 5 anos

Para calcular o custo mensal de infraestrutura, liste os itens de investimento, quantidade, custo unitário, custo total, vida útil e seu custo anual (custo total / vida útil). A soma dos custos anuais de todos os itens, dividido por 12 meses, lhe dará uma estimativa do custo mensal de infraestrutura dos seus serviços farmacêuticos. Um investimento total de R$ 29mil reais, por exemplo, considerando todos os itens elencados acima, representa um custo mensal de R$ 489,50, que deverá ser somado ao custo fixo do negócio.

Passo 4. Calcule os custos fixos

Além dos custos mensais extraídos do investimento em infraestrutura e dos custos variáveis dos insumos, vamos considerar os custos fixos mensais dos serviços farmacêuticos no contexto da loja/farmácia. Esses custos incluirão aluguel, luz, água, internet, telefone, IPTU, entre outros. Uma forma simples é pegar o custo fixo total da loja (o gerente deve conhecer esse custo) e dividir pela metragem quadrada total da loja. Então, calcule o proporcional considerando a área da sala de serviços farmacêuticos.

Por exemplo, uma loja com custo fixo mensal de R$ 10.000,00 e área total de 200 metros quadrados, tem um custo R$ 50,00 / metro quadrado / mês. Se o espaço destinado à prestação de serviços farmacêuticos ocupa 7 m2 desta loja, então o custo fixo mensal desta área será de R$ 350,00.

 

Passo 5. Colocando tudo junto: analisando custos totais para chegar à precificação

Os custos totais serão a soma dos custos diretos e indiretos analisados nos passos anteriores. Então teremos algo como:

  • Custo do farmacêutico no serviço: R$ 3.397,20/mês
  • Custo de materiais de consumo: R$ 500,00/mês
  • Custo do investimento: R$ 489,50/mês
  • Custo fixo da sala de serviços farmacêuticos: R$ 350,00/mês
  • Custo total do serviço: R$ 4.736,70 / mês.

Agora vamos pensar em produtividade. Quantos atendimentos o farmacêutico fará por mês nesta sala de serviços farmacêuticos? Essa produtividade impactará diretamente no custo por atendimento ou no alcance do ponto de equilíbrio do negócio. Dessa forma, se o farmacêutico fizer, digamos, 200 atendimentos por mês, o custo unitário médio por atendimento será de R$ 23,68. Este seria nosso equivalente ao CMV (custo da mercadoria vendida), mas nessa caso seria algo como o “custo do serviço entregue, ou CSE”.

Você já deve ter percebido que em um cenário mais atendimentos/mês, o CSE tenderá a ser menor, pois os custos diretos e indiretos não irão variar muito. Com 300 atendimentos/mês, por exemplo, teríamos algo como R$ 15,70 por atendimento. Lembre-se que essa é uma estimativa, para que você possa chegar a uma receita mínima que precisa ser obtido em cada atendimento, para que o negócio seja rentável.

Agora vamos aplicar um markup e chegaremos ao preço do serviço

Partindo de um CSE de $ 23,68, você poderá aplicar um markup (margem bruta) que espera obter com cada prestação de serviço. Aplicando um markup de 40%, por exemplo, chegaríamos a R$ 33,15 como preço final do serviço, isto é, o cliente deveria pagar este valor por cada atendimento, em média (mais adiante explico porque, em média).

Para conhecer o lucro líquido, vamos descontar agora os impostos. Considerando apenas impostos diretos, você pagará algo próximo de 5% de ISS (imposto municipal sobre serviços). Assim, teríamos R$ 33,15 – 5% = R$ 31,49. O lucro obtido foi de R$ 7,81, algo como 23% sobre o preço cobrado. Lembre-se, porém, que existem outros impostos que devem ser considerados, como PIS, COFINS, IR e CSLL, além de custos com pagamento de comissões e gratificações ao farmaceutico e gerente da loja, por exemplo, que impactarão no seu lucro líquido final.

Portanto, seu atendimento deverá ter o preço de R$ 33,15, segundo os cálculos que fizemos neste artigo.

O preço da concorrência

Tudo que fizemos até aqui foram cálculos baseados em médias. E chegamos a um custo médio e a um preço final por atendimento. Mas você irá oferecer uma diversidade de serviços diferentes em sua farmácia, certo? E cada um desses serviços pode ter uma estrutura de custo diferente e deverá ter um preço diferente. Então, leve isso em consideração ao ler este artigo.

Além disso, temos a concorrência. De nada servem muitos cálculos, se no final você precisa precificar seu serviço pelo preço da concorrência, certo? Errado. Você deve precificar baseado na concorrência, sim, e se posicionar no mercado em relação a isso, mas é obrigatório que você conheça sua estrutura de custos. Caso contrário, irá pagar para trabalhar e seus serviços farmacêuticos fecharão as portas.

Agora, o gran finale

Note que a receita e os resultados que você irá obter com seus serviços depende de 5 fatores principais:

  1. Qual seu custo total mensal para entregar seus serviços (foi o que vimos neste artigo). Calcule seu custo total mensal e tente mantê-lo o mais baixo possível. Controle compulsivamente os custos.
  2. Quanto tempo dura, em média, cada atendimento. Desenhe seus serviços farmacêuticos de modo que o tempo de atendimento seja suficiente para entregar valor, mas respeite o preço cobrado. Cobrar barato (ou não cobrar) e fazer atendimento longo é morte certa.
  3. Qual o ticket-médio de cada atendimento. Pense seu portfólio de serviços de modo a potencializar o ticket-médio. Isto é, serviços que entregam valor e se complementam podem ser oferecidos em conjunto. Por exemplo, avaliação da pressão arterial e glicemia capilar. Crie combos e ofereça serviços de maior valor a clientes que utilizam serviços de menor valor. Claro, por favor, apenas quando o paciente necessita!
  4. Quantos atendimentos você faz por mês. Crie metas arrojadas de atendimentos por mês. Porque o tempo do farmacêutico já está pago, de qualquer maneira, então é preciso ter máxima eficiência. Tempo atendendo é tempo útil.
  5. A venda de produtos atrelados aos serviços. Pacientes que utilizam serviços também são clientes de produtos da sua farmácia. Medicamentos, higiene, beleza, equipamentos, conveniência são categorias que podem ter suas vendas aumentadas pela fidelização e aumento de tráfego gerado pelos serviços. Então, se você puder computar esse faturamento e comparar com clientes que não são de serviços, excelente.

No Clinicarx, criamos métricas e indicadores que entregam todas essas variáveis, para que no final você consiga avaliar os verdadeiros resultados dos serviços farmacêuticos da sua empresa.

Sobre o autor: Cassyano Correr é farmacêutico, doutor em medicina interna. Coordenador de Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma e professor da UFPR. É fundador do Clinicarx.

[PLANILHA] GRÁTIS

Planilha para cálculo de custos e precificação de serviços farmacêuticos

Serviços farmacêuticos: 7 tipos que podem ajudar sua farmácia

serviços farmacêuticos

Os serviços farmacêuticos são bons para os negócios, beneficiam a população e colocam as farmácias no centro da saúde. Mas quais serviços realmente funcionam na prática?

Diversos serviços foram testados em farmácias de vários países e mostraram benefícios para o paciente e a sociedade, quando oferecidos por farmacêuticos clínicos bem treinados. Vários desses serviços tem sido implementados por farmácias e drogarias de todo país, pois representam um diferencial competitivo importante e uma nova fonte de receitas para as farmácias.

No Brasil, o Conselho Federal de Farmácia publicou um documento de referência sobre o tema, que traz luz a uma série de práticas. Neste artigo fazemos um rápido link entre teoria por detrás dos serviços e sua aplicação no mundo real.

Rastreamento em saúde

É o serviço voltado a pessoas assintomáticas, com objetivo de detectar riscos e alterações de saúde que podem sugerir uma doença. Um exemplo é a avaliação da glicemia capilar e do risco de diabetes, que pode revelar um paciente com diabetes mellitus que não sabia que tinha a doença. É importante frisar que o rastreamento não confirma o diagnóstico. O paciente precisa ser encaminhado ao médico para avaliação e confirmação.

Nos Estados Unidos, redes de farmácias investem em grandes feiras de saúde, focadas na oferta de testes de saúde e detecção rápida de doenças. Esses eventos geram tráfego e promovem a venda de produtos e serviços. Exemplos incluem medida da pressão arterial, testes de glicemia, painel lipídico, densitometria óssea, bioimpedância, testes de HIV, entre outros. No Brasil, a Abrafarma mantém uma iniciativa de promover Campanhas de Saúde em parceria com suas redes associadas em todo país.

A Walgreens, por exemplo, por mais de 5 anos vem organizando eventos para testes rápidos de HIV/AIDS, em parceria com grupos comunitários e ONGs. Segundo Jim Cohn, assessor de imprensa da empresa, “Essas feiras já ajudaram mais de 27.000 pessoas a conhecer seu resultado de HIV. Em 2015, por exemplo, nós trabalhamos com mais de 215 secretarias públicas de saúde e organizações civis locais e realizamos eventos em mais de 150 cidades americanas”.

Manejo de problemas de saúde autolimitados

É o serviço clínico mais típico que um farmacêutico pode oferecer na farmácia. Trata-se de uma consulta, geralmente por demanda do paciente, que traz uma queixa, sinais e sintomas que poderiam ser tratados na farmácia. O farmacêutico pode, nesses casos, recomendar, prescrever medicamentos que não exigem receita médica, bem como medidas não farmacológicas. E encaminhar o paciente ao médico nos casos mais graves. Inclusive este serviço é uma forma eficaz de melhorar a experiência de compra de um MIP na sua farmácia.

No Reino Unido, países como a Inglaterra, Escócia e Irlanda tem promovido contratos entre o sistema público de saúde e os farmacêuticos, em redes de farmácias como a Boots, para tratamento de transtornos menores (minor ailments scheme) nas farmácias. O objetivo é desafogar a atenção primária de demandas que podem ser resolvidas pelo farmacêutico, liberando a agenda do médico para pacientes mais graves. É um exemplo de aliança entre setor privado e setor público, utilizando as farmácias como porta de entrada para pacientes menos graves.

O farmacêutico, nestes casos, tem autonomia para recomendar tratamentos e o medicamento é coberto pelo sistema público se o paciente estiver no perfil elegível. Existem protocolos para guiar a conduta dos profissionais. Na imagem acima, vê-se a propaganda do NHS (National Health System) promovendo este tipo de esquema.

No Brasil, serviços como esse tem sido oferecidos como consultas de autocuidado ou prescrição farmacêutica, com remuneração exclusiva por pagamento direto do paciente.

Educação em saúde

É um termo amplo, que abrange todas as ações que visam aumentar o conhecimento e a capacidade dos pacientes de tomar melhores decisões em saúde. Inclui o aconselhamento do paciente sobre os medicamentos e as campanhas de saúde que podem ser feitas nas farmácias. Possuem uma eficácia bem estabelecida no aumento do “letramento em saúde” e da adesão ao tratamento, podendo em alguns casos ter grande impacto sobre desfechos clínicos.

É como ocorre na asma, em que a educação em saúde já provou produzir melhora do controle da doença e redução de hospitalizações. Evidências como essas levam ao surgimento de programas de educação para pacientes, que envolvem diretamente os farmacêuticos e as farmácias.

É o caso da Inland Pharmacy, da cidade de Hemet, na Califórnia (EUA). Ela participa desde 2013 de um programa de pagamento por performance (pay-for-performance) no plano de saúde Empire Health Plan (IEHP), que inclui entre suas métricas para pagamento de serviços indicadores para asma, como “ausência de utilização de medicamentos de resgate entre os pacientes” e “controle subótimo da doença”. Em outras palavras, a farmácia recebe pagamentos de medicamentos e serviços conforme os resultados que alcançam nos pacientes.

Esse sistema de auditoria e pagamento levou a farmácia a criar programas de educação em saúde e acompanhamento de pacientes. Como diz Bruno Tching [foto], farmacêutico PharmD: “Nós ligamos e nos encontramos com nossos pacientes regularmente, para ter certeza de que está indo tudo bem com o tratamento deles, que eles não tem efeitos colaterais e que estão sendo aderentes à terapia”. Na foto abaixo, Dr. Tching conduz o aconselhamento com uma paciente sobre o uso correto de dispositivos inalatórios.

Conciliação de medicamentos

Na prática ambulatorial, é um serviço pensado para pacientes que receberam alta hospitalar recente. Muitas vezes o paciente se confunde com prescrições de vários médicos diferentes e não sabe quais medicamentos deve continuar a tomar depois que sai do hospital. Conciliar significa checar todas as prescrições e detectar discrepâncias que precisam ser resolvidas. O produto deste serviço é uma lista conciliada dos medicamentos que o paciente deve seguir utilizando.

A transição do paciente do hospital de volta para sua casa é um momento delicado. Veja alguns números sobre problemas que podem ocorrer:

  • Perto de 1 a cada 5 idosos são re-hospitalizados nos 30 dias após a alta.
  • Mais da metade desses internamentos é evitável e 66% são relacionados a problemas com os medicamentos.
  • Pacientes idosos recebem alta com uma média de 10 medicamentos diferentes prescritos.
  • Faltam informações sobre os medicamentos no resumo de alta em até 40% das vezes.
  • Menos de 10% dos pacientes que receberam alta são totalmente aderentes ao seu tratamento.

Nos Estados Unidos estes números tem geralmente mudanças. Alguns hospitais tem sido penalizados, recebendo multas, caso seus pacientes sejam readmitidos em 30 dias após alta. Em 2013, o governo Americano aplicou perto de 280 milhões de dólares em multas.

Apesar de historicamente a alta ter sido uma questão unicamente hospitalar, isso tem mudado e o papel das farmácias tem sido levantado. Os farmacêuticos podem funcionar como elos de ligação entre esses pontos de atenção à saúde, garantindo a continuidade do cuidado.

Ainda existem barreiras, como por exemplo, o acesso das farmácias a informações completas sobre os medicamentos dos pacientes utilizadas no hospital e o modelo remuneração do serviço. Mas esta é uma tendência para os serviços farmacêuticos na comunidade.

Revisão da farmacoterapia

Na verdade existem diferentes tipos de revisão da farmacoterapia ou revisão da medicação. Nas farmácias, o serviço mais prestado é uma espécie de checkup dos medicamentos. O farmacêutico pede ao paciente que leve os medicamentos para a farmácia e faz, durante a consulta, uma revisão detalhada com ele sobre cada tratamento. Tira dúvidas, resolve problemas, orienta o paciente e promove adesão ao tratamento. Também pode fazer recomendações de mudanças ao médico e encaminhar o paciente. O produto deste serviço costuma ser uma lista precisa dos medicamentos que o paciente deve seguir utilizando. Esta revisão melhora a adesão ao tratamento, resolve problemas da terapêutica e previne consultas e hospitalizações não previstas.

Um tipo de serviço de revisão da medicação que ficou famoso esta todo mundo é o Medicines Use Review (MUR), patrocinado pelo NHS inglês. Os farmacêuticos que passam por um curso e são qualificados para MUR, podem realizar até 400 consultas deste tipo por ano, e a farmácia recebe 27 libras por cada atendimento registrado. A recomendação é que cada paciente passe por uma consulta como essa com seu farmacêutico pelo menos 1 vez ao ano39.

Como exemplo, temos a Lloyds Pharmacy, uma rede de farmácias da Inglaterra com mais de 1.600 lojas, que dispensa 150 milhões de prescrições por ano. Um de seus serviços é o Medicines Checkup Service, um serviço de MUR que permite que os pacientes terem uma consulta privada com o farmacêutico sobre seus medicamentos. No Brasil, diversas farmácias, de rede ou independentes, tem oferecido serviços semelhantes de revisão da medicação e promoção da adesão ao tratamento.

Segundo Kelly Winstanley, brasileira e farmacêutica da Lloyds: “A consulta de MUR dura 10-15 minutos e nós nos guiamos por sete perguntas muito simples:

1. Como está indo seu tratamento com medicamentos?
2. Como você utiliza cada um de seus medicamentos?
3. Está tendo algum problema ou preocupação com relação a eles?
4. Você acha que seus medicamentos estão funcionando?
5. Você acha que está tendo algum efeito colateral ou inesperado?
6. Você já esqueceu de tomar alguma dose? Quando foi a última vez?
7. Teria algo mais que você gostaria de saber sobre seus medicamentos?

Acompanhamento farmacoterapêutico

A acompanhamento se inicia por uma consulta de revisão clínica da farmacoterapia, com um olhar mais voltado aos resultados do tratamento. Em seguida o farmacêutico trabalha com o paciente em um plano de cuidado e organiza consultas de retorno. Diferentemente dos serviços farmacêuticos anteriores, o acompanhamento farmacoterapêutico permite um relacionamento mais longo e longitudinal entre o paciente e o farmacêutico.

Alguns métodos que tratam do acompanhamento, como o Dáder (Espanha) e o Pharmacotherapy Workup (EUA), são bastante conhecidos no Brasil.

Uma iniciativa significativa de implantação do acompanhamento farmacoterapêutico como um serviço das farmácias, é o Projeto conSIGUE, do Consejo General de Colegios Oficiales de Farmacéuticos e o Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica de la Universidad de Granada, na Espanha. O projeto já alcançou, segundo números de fevereiro de 2016, mais de 800 pacientes em 135 farmácias. O acompanhamento é feito em idosos polimedicados e mostrou reduzir 56% os problemas de saúde não controlados, em 49% o número de pacientes referindo consultas de urgência e em 55% as admissões hospitalares.

“Já temos a evidência de que os farmacêuticos, mediante este serviço, podem contribuir para a melhoria da saúde dos cidadãos e da eficiência do sistema. A profissão está preparada e agora devemos convencer aos gestores para que contem com o farmacêutico, querem melhorar o sistema de saúde”, afirmou Jesús Aguilar, presidente do CGF. O objetivo do projeto, portanto, é demostrar a eficácia do serviço, a fim de conseguir remuneração junto ao Ministério de Saúde Espanhol para que os farmacêuticos prestem este serviço de forma extensiva nas farmácias.

Gestão da condição de saúde

Também é chamado de gestão da doença. Neste serviço, o profissional atende e acompanha o paciente, mas focado em uma doença específica, como o diabetes, a hipertensão ou a hiperlipidemia. Diferente do acompanhamento farmacoterapêutico em que a avaliação é mais global e generalista. O serviço de gestão da doença é importante porque pode melhorar a capacidade do paciente em cuidar melhor da sua condição, num enfoque para o autocuidado apoiado. O processo do ‘coaching’ do paciente é fundamental neste trabalho. Existem evidências bastante sólidas de que esse serviço melhora o controle de várias doenças crônicas.

As populações tradicionais que recebem este serviço são aquelas com doenças de alta prevalência e alto custo, como asma, diabetes, insuficiência cardíaca, DPOC e doença coronariana. Nos Estados Unidos, o mercado entorno deste serviço movimentou $30 bilhões em 2013 e existem mais de 160 empresas especializadas que oferecem programas de gestão de doenças.

Naquele país, há uma forte tendência da oferta desse tipo de serviços em farmácias. Esse movimento é impulsionado pelo sucesso das Clínicas de Varejo que vem sendo criadas nas grandes redes e do pagamento por esses serviços por parte das operadoras de planos de saúde e do Medicare.

Um ponto importante neste caso é o trabalho multiprofissional. Clínicas de varejo são formadas por médicos e enfermeiras que, em conjunto com o farmacêutico dessas farmácias, podem oferecer excelentes serviços de gestão de doenças. É o que acontece, por exemplo, na Healthcare Clinic da Walgreens, que em seu website divulga serviços de acompanhamento e exames para DRGE, asma, bronquite crônica, diabetes, enfisema, hipertensão arterial, hipercolesterolemia, depressão, osteoartrite, osteoporose e distúrbios da tireoide.

No Brasil, a Abrafarma lançou em seus manuais diversos serviços farmacêuticos que aplicam os princípios do acompanhamento farmacoterapêutico e gestão de doenças para condições como hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias, obesidade e tabagismo. As farmácias tem oferecido programas de saúde entorno deste tema, com modelo de remuneração por desembolso direto do paciente, a um preço médio de R$ 30,00 por atendimento, permitindo retornos para monitorização de parâmetros por um mês.

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Grandes benefícios para o paciente e para a farmácia

Recentemente, a Colaboração Cochrane publicou uma revisão sistemática com estudos feitos em países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. Os principais efeitos obtidos do cuidado farmacêutico ambulatorial em relação aos cuidados usuais são mostrados no gráfico.

As conclusões dos autores são as seguintes:

“Os serviços farmacêuticos orientados aos pacientes podem melhorar resultados clínicos como o gerenciamento da hiperglicemia em diabéticos, gerenciamento dos níveis de pressão arterial e colesterol, e pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes com condições crônicas como o diabetes, hipertensão e asma. Os serviços do farmacêutico podem reduzir a utilização dos serviços de saúde, tais como visitas aos médicos de família e as taxas de hospitalização”

Por fim, vale lembrar que todos esses serviços tem uma coisa em comum: eles vem para somar às vendas da farmácia e não para tirar o tempo do farmacêutico das atividades lucrativas. Por isso é fundamental ter um espaço privado na farmácia, seja um consultório ou sala de serviços farmacêuticos. Também um plano de marketing bem elaborado e um sistema informatizado robusto de gestão dos serviços e suporte à decisão, essenciais para a sustentabilidade ao longo do tempo. Faz a diferença e certamente levará os resultados da sua farmácia para a próximo nível.

Quer ir mais fundo? Conheça essas referências:

  • Conselho Federal de Farmácia. Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual. Brasília: Conselho Federal de Farmácia, 2016.
  • Health Event Horizon. Screening events expand pharmacy’s reach amid the inescapacle force of U.S. healthcare trends. Drug Store News. 2016;38(2).
  • Benavides S, Rodriguez JC, Maniscalco-Feichtl M. Pharmacist involvement in improving asthma outcomes in various healthcare settings: 1997 to present. Ann Pharmacother. 2009;43(1):85–97. doi:10.1345/aph.1K612.
  • Smart Retailing Rx. Retail Pharmacy: A “Community Liaison” in the Discharge Process. Setembro. 2013.
  • Gaunt MJ. Barriers to Medication Reconciliation. Pharm Times. 2011.
  • NHS Employers, PSNC. Guidance on the Medicines Use Review service.; 2013.
  • Consejo General de Colegios Oficiales de Farmaceuticos, Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica- Universidad de Granada. CONSIGUE. Informe 2011-2014. Madrid; 2014.
  • El Consejo General de Farmacéuticos avanza en la implantación del Servicio de Seguimiento Farmacoterapéutico en la red de farmacias. Portalfarma.com. 2016.
  • Hernandez D, Castro MMS, Dáder MJF. Método Dáder. Guía de seguimiento farmacoterapéutico. Tercera Edición. Granada: Grupo de Investigación en Atención Farmacéutica (CTS-131). Universidad de Granada.; 2007.
  • Cipolle R, Strand L, Morley P. Pharmaceutical Care Practice – The patient centered approach to medication management. 3a. ed. New York: McGraw-Hill; 2012.
  • Chisholm-Burns MA, Kim Lee J, Spivey CA, et al. US pharmacists’ effect as team members on patient care: systematic review and meta-analyses. Med Care. 2010;48(10):923–933.
  • Deloitte Center for Health Solutions. Disease Management and Retail Pharmacies. Deloitte Center for Health Solutions; 2008.
  • Pande S, Hiller JE, Nkansah N, Bero L. The effect of pharmacist-provided non-dispensing services on patient outcomes, health service utilisation and costs in low- and middle-income countries. Cochrane Database Syst Rev. 2013;2:CD010398.

Sobre o autor: Cassyano Correr é farmacêutico, doutor em medicina interna. Coordenador de Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma e professor da UFPR. É fundador do Clinicarx.

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10 Passos para implementação de serviços farmacêuticos

Saiba como iniciar seu projeto para implementação de serviços farmacêuticos, de uma forma profissional.

Farmacêuticos: como recrutá-los com o perfil clínico que você procura?

Atrair, reter e motivar profissionais qualificados é um grande desafio dos gestores e profissionais de RH de todas as empresas, não importa o tamanho e o segmento. Com o mercado dos serviços farmacêuticos crescendo, recrutar farmacêuticos com perfil clínico adequado se tornou o novo desafio.

As empresas estão diante de grandes dúvidas, relativas à contratação e treinamento de farmacêuticos que sejam capazes de fazer acontecer quando se trata da farmácia clínica. Michael Gerber, no livro “O mito do empreendedor” descrever três perfis diferentes de profissionais que vale a pena conhecer:

Perfil 1: o empreendedor

Visionário, sonhador, catalisador da mudança, com personalidade criativa, para quem pessoas são aliados ou obstáculos no caminho da realização dos sonhos.

Perfil 2: o gestor

Planejador, pragmático, organizador, que vive no passado, apegado ao status quo, treinado para ver os problemas.

Perfil 3: o técnico

Gente que faz, do faça você mesmo, busca realizações, quer ter o que fazer, acredita que tarefas existem para serem cumpridas, é feliz trabalhando e busca o melhor modo de fazer seu trabalho.

No caso do farmacêutico, que perfil você desejaria para sua empresa? Você acredita que no caso dos serviços clínicos, seria melhor contar com alguém de perfil empreendedor, gestor ou técnico?

Em geral, as grandes empresas do varejo farmacêutico não possuem um plano de carreira claro para o farmacêutico. É comum conhecer profissionais que atuam por mais de uma década na dispensação de medicamentos e que, por não possuírem vocação ou desejo de se tornarem gerentes ou supervisores de lojas, permanecem “estagnados” no cargo de responsável técnico ou simplesmente farmacêutico do balcão.

Em geral, esses profissionais possuem um perfil mais técnico. Podem ser ótimos no que fazem, mas muitos possuem habilidades e aspirações que são subaproveitadas. Perde a empresa, perde o farmacêutico, perde a sociedade, que poderia melhor se servir do potencial desses profissionais.

Acontece que o profissional ideal para os serviços farmacêuticos hoje é aquele que consegue combinar mais ou menos bem os três perfis descritos por Gerber. Isso mesmo, é preciso ser um pouco 3 em 1. Bom técnico, bom clínico, mas também com perfil de gestão e empreendedorismo. É um profissional mais do tipo T, isto é, com conhecimentos aprofundados em um campo técnico, mas que estendem seu interesse e habilidades para áreas menos especializadas.

O cargo de “farmacêutico clínico” é recente no varejo farmacêutico. Mais comum em hospitais, sua principal responsabilidade é prover cuidados de saúde aos clientes, tendo a prestação de serviços como foco principal de atuação. Quando os serviços farmacêuticos se tornam estratégicos para as farmácias e drogarias, é esse profissional que as empresas precisam contratar. O perfil ideal é o farmacêutico clínico, com habilidades em vendas e que se envolva diretamente no atendimento do balcão, dispensando medicamentos, entre outras atividades típicas da farmácia.

Existem algumas ferramentas de avaliação ou “assessment” que se mostraram úteis para recrutar profissionais com esse perfil mais clínico. Uma delas foi desenvolvido nos Estados Unidos por Hebert e colaboradores (2006) para prever o comportamento de farmacêuticos no que diz respeito à prestação de serviços aos pacientes.

Este instrumento é baseado na Teoria do Comportamento Planejado. Teoria psicológica que considera a atitude (sentimentos positivos ou negativos do indivíduo sobre a realização de um comportamento), a norma subjetiva (percepção do indivíduo se pessoas importantes para ele acham que o comportamento deve ser realizado), o controle comportamental percebido (percepção do indivíduo da dificuldade de realizar um comportamento), e intenção comportamental (plano do indivíduo para realizar o comportamento) para determinar a probabilidade de ocorrência de um comportamento específico.

No Brasil, este instrumento de 18 perguntas foi validado em 2015 e já foi aplicado a mais de 3 mil farmacêuticos que atuam em farmácias independentes e grandes redes. O resultado mostrou que farmacêuticos que prestam mais serviços aos pacientes mostram  pontuações mais altas no questionário. Em outras palavras, profissionais com melhores pontuações neste questionário tem mais chance de darem certo nos serviços farmacêuticos que você está planejando para sua farmácia. O questionário funciona melhor quando os farmacêuticos respondentes estão “cegos” em relação aos objetivos da pesquisa.

Se você ficou interessado baixe gratuitamente uma ferramenta para avaliação do perfil do farmacêutico para os serviços farmacêuticos. Ela explica como aplicar este instrumento na próxima vez que recrutar farmacêuticos para sua empresa.

É evidente que apenas este instrumento será insuficiente para identificar o profissional ideal para a clínica, mas pode ser um apoio útil. Além disso, quando chega a hora de recrutar e entrevistar o(a) candidato(a), eu me concentraria em três características:

Estudo

Dispensa explicações. O farmacêutico assume a promessa de prover melhores cuidados em saúde quando passa a oferecer serviços farmacêuticos. Isso significa manter-se atualizado e adquirir novas habilidades todos os dias. Pessoas que gostam de aprender e que tem maior facilidade auto-aprendizado tem mais chance de sucesso.

Liderança

Os serviços farmacêuticos não se tornam realidade apenas pelas mãos do farmacêutico. Se não houver uma equipe engajada, sem chance. Se o farmacêutico ficar esperando que a diretoria e a gerência tomem a iniciativa, sem chance. Se ficar esperando cair do céu, sem chance! Então, mesmo com todas as condições favoráveis, é preciso visão empreendedora e liderança para mover a farmácia na direção dos serviços.

Sentido de servir

Para ser profissional da saúde tem que gostar de gente. Se o farmacêutico não sente nada quando, por meio do seu trabalho, melhora a saúde e a vida de alguém, precisa repensar sua vocação. Servir não significa ser subserviente. Significa compreender e respeitar a grandeza de um ser humano trabalhando por outro ser humano. É uma atitude. É o coração daquilo que chamamos cuidados farmacêuticos.

Este é o primeiro passo. Investir tempo e energia na contratação do profissional. Para concluir compartilho uma frase que é atribuída ao alemão Peter Schutz, CEO da Porsche nos anos 80: “Contrate caráter, treine técnica.”  Muito mais difícil do que se treinar para a técnica, é passar valores. Acredito que o mais importante é encontrar pessoas que compartilham do mesmo propósito e dos valores da sua empresa.

Autor: Cassyano Correr é farmacêutico, doutor em medicina interna. Coordenador de Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma e professor da UFPR. É fundador do Clinicarx.

10 passos para a implantação de um serviço clínico farmacêutico de sucesso

As farmácias do futuro chegaram, prontas para ir além da simples oferta de medicamentos e produtos de HPC. Elas estão cada vez mais próximas da população, contribuindo para ampliar o acesso à saúde e ajudando médicos a alcançar melhores resultados com seus pacientes. Para isso, as farmácias seguem alguns passos para oferecer serviços clínicos farmacêuticos, incluindo avaliações de saúde, exames rápidos, vacinação, programas de acompanhamento, entre diversos outros.

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Mas, como colocar em prática o modelo de serviços farmacêuticos? Por onde começar?

Cassyano Correr, coordenador do Programa Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma e Fundador do Clinicarx, listou dez passos que devem ser seguidos. “O ponto de partida é entender que, da teoria à prática, há uma jornada a se cumprir, que passa pela descoberta, planejamento, piloto, operação em si e posterior consolidação”, ressalta.

A implementação de serviços não deve ser feita de forma improvisada, mas sim com uma abordagem sistemática e guiada por dados. Há uma série de metodologias e ferramentas advindas do Design Thinking, Lean Startup, desenvolvimento ágil, design de serviços e marketing de serviços que podem ser muito úteis. “São áreas bem distantes do dia-a-dia do farmacêutico e mesmo dos gestores do varejo, daí a dificuldade muitas vezes enfrentada”, argumenta Correr.

A fim de facilitar este novo caminho das farmácias, todo esse conteúdo foi sintetizado pelo autor em uma série de artigos que vão direto ao ponto. Confira a seguir os dez passos e clique para se aprofundar em cada um deles:

1 – Entenda que a implantação de serviços farmacêuticos é uma jornada

2 – Ofereça serviços farmacêuticos que interessam ao paciente, não a você

3 – Decida a estrutura de seu atendimento pensando além da legislação

4 – Pense na jornada de seu cliente de forma holística

5 – As pessoas lembram-se daquilo que experimentam ou levam para casa

6 – Calcule corretamente o custo dos seus serviços farmacêuticos

7 – Divulgue para gerar demanda, sempre monitorando o funil de vendas

8 – As pessoas não vendem o produto, elas são o produto

9 – Só se melhora aquilo que é medido e só é possível o que se registra

10 – Some tecnologia ao seu atendimento para encantar seus clientes

Nissei investe em tecnologia e amplia serviços clínicos farmacêuticos

Rede Nissei está fortalecendo seu programa de serviços farmacêuticos, denominado Serviços Avançados Nissei (SAN).

Com mais de 30 anos de tradição no mercado, a Nissei é considerada a oitava maior Rede de Farmácias do País em número de lojas segundo a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).  A rede conta com mais de 250 lojas nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, foi responsável por introduzir o conceito Drugstore no mercado paranaense, e oferece ao estado o maior número de farmácias 24 horas.

Os Serviços Avançados Nissei (SAN), oferecidos em diversas farmácias da rede, oferecem vacinação, exames laboratoriais, controle de diabetes, colesterol, peso, hipertensão, revisão da medicação e também o programa de auxílio para dependentes do tabagismo. Segundo Alexandre Maeoka, Diretor Executivo, “esse é um projeto novo, que visa também ampliar a comodidade ao cliente, além de retomar o papel do farmacêutico na difusão de importantes informações ao paciente”.

Um dos diferenciais do SAN é a oferta de exames laboratoriais rápidos, em parceria com o sistema HiLab. De acordo com a coordenadora de serviços farmacêuticos da Nissei, Carolina Escobar, em breve outras farmácias da Rede também estarão oferecendo essa tecnologia. “Estamos empenhados em oferecer soluções inovadoras aos nossos clientes que gerem ganhos de tempo e economia”, enfatiza.

Recentemente, a rede deu o próximo passo em tecnologia, para o aprimoramento de seus processos e portfólio de serviços, fechando parceria com o software Clinicarx. O objetivo é ampliar a oferta de serviços para mais unidades, garantindo consistência e qualidade no atendimento. Com a implantação da plataforma, a rede poderá dar um maior suporte ao farmacêutico no atendimento dos pacientes e obter melhor controle na gestão, permitindo um gerenciamento em tempo real de tudo que acontece em relação aos serviços farmacêuticos dentro das lojas. “Estamos muito felizes com a parceria fechada com a Nissei. Além da empresa e farmacêuticos, estamos certos que pacientes e médicos serão os maiores beneficiados”, relata Cassyano Correr, fundador do Clinicarx.

Passo #8 Pessoas – As pessoas não vendem o produto, elas são o produto (por isso cuide bem delas)

pessoas profissionais da saúde

O provedor do serviço é bem preparado?

Finalmente chegamos às pessoas! Quando se trabalha no planejamento dos serviços, temos que pensar: que profissional precisamos para que nosso serviço tenha excelência?

Atrair, reter e motivar profissionais qualificados é o grande desafio dos gestores e profissionais de RH de todas as empresas, não importa o tamanho e o segmento.

No caso da farmácia não é diferente. Com a inovação dos serviços farmacêuticos, as empresas estão diante de grandes dúvidas, relativas à contratação e treinamento de farmacêuticos que sejam capazes de fazer acontecer quando se trata da farmácia clínica. Nem todas as pessoas têm perfil para esta empreitada.

Queal é o seu perfil?

Michael Gerber, no livro “O mito do empreendedor” descreve três perfis diferentes de profissionais que vale a pena conhecer:

Perfil 1: Empreendedor

Perfil 2:  Gestor

Perfil 3: Técnico

Visionário,  sonhador, catalisador da mudança, com personalidade criativa, que acredita que pessoas são obstáculos no caminho da realização dos sonhos.

 

Planejador, pragmático, organizador, que vive no passado, apegado ao status quo, treinado para ver os problemas.

 

Gente que gosta de executar, do faça você mesmo, busca realizações, quer ter o que fazer, acreditam que tarefas existem para serem cumpridas, é feliz trabalhando e busca o melhor modo de fazer.

No caso do farmacêutico, que perfil você desejaria para sua empresa? Se você é farmacêutico, qual você acha que é seu perfil? Você acredita que no caso dos serviços clínicos, seria melhor contar com alguém de perfil empreendedor, gestor ou técnico?

Plano de carreira nas empresas

Em geral, as grandes empresas do varejo farmacêutico não possuem um plano de carreira claro para o farmacêutico. É comum conhecer profissionais que atuam por mais de uma década na dispensação de medicamentos e que, por não possuírem vocação ou desejo de se tornarem gerentes ou supervisores de lojas, permanecem “estagnados” no cargo de responsável técnico ou farmacêuticos do balcão.
Em geral, esses profissionais possuem um perfil mais técnico. Podem ser ótimos no que fazem, mas muitos possuem habilidades e aspirações que são subaproveitadas. Perde a empresa, perde o farmacêutico e perde a sociedade, que poderia melhor se servir do potencial desses profissionais.

Acontece que o profissional ideal para os serviços farmacêuticos hoje é aquele que consegue combinar mais ou menos bem os três perfis descritos por Gerber. Isso mesmo, é preciso ser um pouco 3 em 1. Bom técnico, bom clínico, mas também com perfil de gestão e empreendedorismo. É um profissional mais do tipo T, isto é, com conhecimentos aprofundados em um campo técnico, mas que estendem seu interesse e habilidades para áreas menos especializadas.

Você é um farmacêutico clínico?

O cargo de “farmacêutico clínico” é recente no varejo farmacêutico. Mais comum em hospitais, sua principal responsabilidade é prover cuidados de saúde aos clientes, tendo a prestação de serviços como foco principal de atuação. Quando os serviços farmacêuticos se tornam estratégicos para as farmácias e drogarias, é esse profissional que as empresas precisam contratar. E geralmente esse profissional irá acumular funções de dispensação de medicamentos e atendimento clínico em consultório.

Existem alguns questionários de avaliação que se podem ser úteis no recrutamento de profissionais com esse perfil mais clínico. Além disso, durante a entrevista do candidato, eu me concentraria em três características:

  • Estudo. Dispensa explicações. O farmacêutico assume a promessa de prover melhores cuidados em saúde quando passa a oferecer serviços farmacêuticos. Isso significa manter-se atualizado e adquirir novos conhecimentos todos os dias. E isso não é força de expressão.
  • Liderança. Os serviços farmacêuticos não se tornam realidade apenas pelas mãos do farmacêutico. Se não houver uma equipe engajada, sem chance. Se o farmacêutico ficar esperando que a diretoria e a gerência tomem a iniciativa, sem chance. Se ficar esperando o paciente cair do céu, sem chance! Mesmo com todas as condições favoráveis, é preciso visão empreendedora e liderança para mover a farmácia na direção dos serviços.
  • Sentido de servir. Para ser profissional da saúde tem que gostar de gente. Se o farmacêutico não sente nada quando, por meio do seu trabalho, melhora a saúde e a vida de alguém, precisa repensar sua vocação. Servir não significa ser subserviente. Significa compreender e respeitar a grandeza de um ser humano trabalhando por outro ser humano. É uma atitude. É o coração daquilo que chamamos cuidados farmacêuticos.

Este é o primeiro passo: investir tempo e energia no recrutamento e seleção de profissionais para sua empresa. Crie sua própria “máquina de talentos”.

Se você não dedicar algum tempo para selecionar e manter um banco de currículos sempre em dia, pode perder a oportunidade de contratar pessoas talentosas. Além disso, na hora do sufoco, quando seu principal profissional pedir demissão, você terá que começar a procurar do zero. Isso toma tempo!

Para concluir compartilho uma frase que é atribuída ao alemão Peter Schutz, CEO da Porsche nos anos 80: “Contrate caráter, treine técnica.”  Muito mais difícil do que se treinar para a técnica, é passar valores. Acredito que o mais importante é encontrar pessoas que compartilham do mesmo propósito e dos valores da sua empresa.

É isso. Estamos quase lá. Em nosso próximo passo, trataremos de um ponto estratégico para a gestão de qualquer projeto de serviços farmacêuticos: as métricas.

Passo #9 Métricas – Você só pode melhorar aquilo que mede, você só pode medir aquilo que registra

Quais são os indicadores dos seus serviços?

Você está avançando! Caso tenha lido nossos últimos passos, você já deve ter em mente um plano geral mais claro sobre como implementar os serviços farmacêuticos na sua farmácia ou consultório. Chegou a hora de falar das métricas.

A questão é quais indicadores de gestão você irá escolher, para saber se seu projeto está avançando bem, ou não.

Existem muitos modelos diferentes de indicadores que podem ser utilizados. Segundo o Prof. Todd Sorensen, da Universidade de Minnesota (EUA), existem 4 categorias diferentes de métricas que interessam aos serviços farmacêuticos em nível ambulatorial: consistência, eficiência, qualidade e sustentabilidade. A essas, acrescentei uma quinta categoria, de estrutura, o que nos leva à imagem abaixo.

Métricas de Estrutura

São aqueles indicadores que mostram as condições de estruturação dos serviços e perfil dos provedores e clientes. São úteis para comparar serviços entre si e para estudar novas possibilidades de melhorias junto ao público-alvo.

Exemplos de métricas de estrutura incluem:

i) o número de farmácias em que você oferece serviços;

ii) o número de farmacêuticos responsáveis pelos atendimentos;

iii) informações sobre o perfil dos seus pacientes, como doenças mais comuns ou medicamentos mais utilizados.

São indicadores mais simples de conseguir, mas também, mais estáticos, pois tendem a mudar menos ao longo do tempo.

Métricas de Consistência

São aqueles indicadores que mostram se você está sendo capaz de gerar resultados reprodutíveis na entrega do serviço ao longo do tempo e entre diferentes farmacêuticos. São métricas úteis para comparar lojas ou farmacêuticos entre si.

Exemplos de métricas de consistência:

i) total de pacientes atendidos em um período de tempo;

ii) total de atendimentos realizados;

iii) média de atendimentos e pacientes por loja (no caso de redes);

iv) média de pacientes e consultas por farmacêutico;

v) tempo médio por atendimento por paciente (em minutos);

vi) número de procedimentos (p.ex. PA, Glicemia) ocorridos por atendimento.

Estes são indicadores relativamente simples de calcular, que dependem, basicamente, de um controle temporal sobre o número total de pacientes cadastrados e de atendimentos realizados, em cada farmácia e por cada farmacêutico.

Métricas de Eficiência

O objetivo é garantir que o tempo do farmacêutico está sendo empregado de forma otimizada, isto é, que a produtividade está sendo coerente com o tempo empregado na prestação de serviços. Em outras palavras, indicadores que mostram o que está acontecendo dentro dos atendimentos.

Aqui, uma nota sobre o método do atendimento clínico. Na prestação de qualquer serviço farmacêutico, sempre haverá uma entrada de dados (input), uma saída de informações (output) e resultados de saúde relacionados (desfechos). Métricas de eficiência mostram os outputs, enquanto métricas de qualidade buscam revelar os desfechos.

Exemplos desses outputs incluem:

i) problemas de farmacoterapia identificados por consulta;

ii) condutas/intervenções farmacêuticas realizadas por consulta (p.ex. encaminhamentos ao médico);

iii) média de problemas e condutas realizadas por farmacêutico.

Métricas de Qualidade

Neste caso, são indicadores que mostram o impacto que está sendo produzido na saúde dos pacientes que você atende. São métricas mais clínicas e que interessam mais do ponto de vista dos pagadores de saúde e dos próprios pacientes. Por outro lado, são bem mais difíceis de medir e gerenciar.

Essas métricas vão depender da população-alvo e resultados que interessam conforme doenças ou medicamentos em uso. Por exemplo:

i) o percentual de diabéticos que alcança exame de A1c <7%;

ii) percentual de hipertensos que alcançam PA abaixo de 140/90 mmHg;

iii) percentual de pacientes que deixaram de fumar;

iv) percentual de adesão ao tratamento (em % de comprimidos tomados) dos pacientes ao longo do tempo;

v) média de internamentos/paciente em um certo período de tempo, etc.

Uma métrica mais simples que você pode usar também, neste caso, seria a relação entre problemas da farmacoterapia identificados e resolvidos em seu serviço, ao longo do tempo. Na ausência de indicadores mais robustos, este indicador pode ser útil para mostrar a qualidade do seu serviço.

Métricas de Sustentabilidade

Essas são as métricas mais relevantes do ponto de vista da gestão financeira do serviço, que complementam as demais. Mostram se você está produzindo uma história de performance que está somando resultados e valor para a organização.

Para obter estes indicadores, o primeiro passo é ter uma lista clara dos serviços  que são entregues a cada atendimento. Por exemplo, se “medida da pressão arterial” e “programa de cessação do tabagismo – primeira avaliação” são dois serviços da sua farmácia, você deve ser capaz de quantificar quantas vezes eles são realizados. Num mesmo atendimento, você pode ter os dois.

Depois, é preciso registrar os dados de resultados financeiros dos serviços. Exemplos de métricas incluem:

i) percentual de consultas que geraram cobrança dos clientes;

ii) faturamento total dos serviços farmacêuticos;

iii) ticket médio de serviços por paciente.

Além dessas métricas diretas, há aquelas indiretas da loja, mais difíceis de medir, mas que podem revelar muito sobre o impacto dos serviços na empresa. Entre elas:

i) ticket médio geral de produtos dos clientes atendidos no serviço farmacêutico versus os demais;

ii) tráfego médio dos clientes da farmácia atendidos no serviço farmacêutico versus os demais, entre outras.

Para ler um pouco mais sobre indicadores, veja este artigo sobre KPIs para serviços farmacêuticos. Poderá te ajudar…

Como escolher e calcular meu primeiro painel de métricas?

Se você trabalha com registro manual, em papel, não vamos “dourar a pílula”: será bastante difícil coletar, organizar, calcular e analisar as métricas citadas neste artigo. O caminho será escolher um set mínimo e organizar seus números em planilhas do Excel, por exemplo. Torne alguém responsável direto por manter esses números atualizados e gerar relatórios periódicos na empresa. Isso, obviamente, implicará em um custo adicional pelo tempo de trabalho dessa pessoa. Lembre-se que é impossível muito difícil gerenciar e melhorar seus serviços sem essa informação. Sem métricas, você fica completamente no escuro, e expõe seu projeto a grandes riscos.

Minha sugestão, neste caso, para seu primeiro painel de métricas:

  • Total de atendimentos no período;
  • Total de pacientes novos cadastrados no período;
  • Média de atendimentos por paciente;
  • Tempo médio de atendimento por paciente (em minutos);
  • Percentual de atendimentos que gerou cobrança (faturamento);
  • Quantidade realizada de cada serviço;
  • Ticket Médio por paciente por atendimento (venda direta de serviços);
  • Total de procedimentos realizados e média por atendimento;
  • Atendimentos realizados por dia, ao longo do tempo.

Por sorte, existem softwares de serviços farmacêuticos que podem ajudar (e muito) na organização de todas essas informações. Eles permitem ao gestor (proprietário, gerente, farmacêutico) um controle maior sobre tudo que acontece nos serviços da farmácia, o que irá impactar em todo planejamento e execução do projeto. Lembre-se do ciclo PDCA (planejar, executar, verificar, ajustar). Sem as métricas suas etapas de verificação e ajustes tornam-se, para dizer o mínimo, bastante difíceis.

E assim vamos ao nosso último artigo da série. Nos vemos em breve para falarmos da aplicação da tecnologia aos serviços farmacêuticos, como uma solução de software pode somar ao seu atendimento, para que você continue melhorando e avançando.

Até lá!