Atuação do farmacêutico na homeopatia

atuação do farmaceutico na homeopatia

A atuação do farmacêutico na homeopatia inclui garantir que os medicamentos sejam produzidos em obediência aos padrões especificados em mementos, farmacopeias e outros documentos oficiais.

A farmácia é uma área milenar que vem se transformando e se reestruturando. 

Segundo o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o farmacêutico está apto a desempenhar suas funções com qualidade nas 131 especialidades distribuídas em 10 áreas de atuação regulamentadas pela Resolução 572/2013.

Entre as diversas possibilidades de atuação do farmacêutico, está a homeopatia. Essa prática é regulamentada pela Resolução 635/2016 do CFF.

Neste artigo você encontrará informações sobre o conceito, atribuições e atuação do farmacêutico na homeopatia.

Homeopatia: a cura pela semelhança

A homeopatia foi fundada por um médico chamado Samuel Hahnemann no século XVIII e é um método terapêutico que usa medicamentos que, se administrado a uma pessoa saudável, produz sintomas semelhantes aos da mesma doença, mas em menor grau.

Assim, se um paciente está sofrendo, por exemplo,  de náuseas intensas, ele recebe um medicamento que, em uma pessoa saudável, provoca náuseas leves.

Trata-se de uma terapia fundamentada no princípio da semelhança. Existem três princípios fundamentais na homeopatia: lei dos semelhantes, uso da dose mínima e individualização.

Os medicamentos devem ser preparados seguindo um procedimento bem definido com as técnicas de diluição da matéria-prima, em soluções hidroalcoólicas ou em outros excipientes, e a potencialização do produto em diferentes graus. 

Na prática, um insumo ativo é diluído sucessivamente em um insumo inerte em proporção definida e constante, sofrendo agitação (no caso de líquidos) ou trituração (no caso de sólidos) depois de cada diluição. 

Este processo, chamado de dinamização e segundo a homeopatia, desperta as qualidades curativas sutis da substância medicamentosa, ao mesmo tempo em que uma eventual característica tóxica é mitigada. 

O medicamento homeopático geralmente é identificado pelo seu nome em latim e pela notação binária. O nome do medicamento é seguido por um número que indica quantas vezes ele sofreu o processo de dinamização e por letras que identificam por qual método ele foi preparado. 

Dessa maneira, a padronização do nome do medicamento homeopático permite que ele seja identificado em qualquer lugar do mundo, independentemente do idioma oficial do país.

Apesar do dilema sobre a sua eficácia, o método vem sendo adotado há séculos e a atuação do farmacêutico na homeopatia ocupa uma posição fundamental na manipulação dos medicamentos homeopáticos e na orientação do paciente.

No Brasil, a homeopatia integra o arsenal de terapias oferecidas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006.

Habilitação do profissional

Segundo a Resolução do CFF n° 576/2013, as prerrogativas para o exercício da responsabilidade técnica em homeopatia são: 

“a) ter cursado a disciplina de homeopatia com conteúdo mínimo de 60 (sessenta) horas no curso de graduação, além de estágio obrigatório com o mínimo de 120 (cento e vinte) horas nas farmácias de Instituições de Ensino Superior ou conveniadas, em laboratórios de medicamentos e/ou de insumos homeopáticos;

b) possuir título de especialista ou curso de aprimoramento profissional em homeopatia que atenda as resoluções vigentes do Conselho Federal de Farmácia.”

Atribuições e atuação do farmacêutico na homeopatia

O farmacêutico homeopata é o profissional responsável por garantir o padrão e a qualidade de todos os procedimentos de homeopatia realizados no estabelecimento.

A atuação do farmacêutico na homeopatia inclui garantir que os medicamentos sejam produzidos em obediência aos padrões especificados em mementos, farmacopeias e outros documentos adotados oficialmente pelos Estados e/ou Municípios.

Além disso, o contato direto com o paciente na farmácia ressalta a importância da assistência ao paciente com informações sobre o tratamento, objetivando alcançar os resultados terapêuticos esperados.

Áreas de atuação

  • Produção magistral de medicamentos homeopáticos.
  • Produção industrial de medicamentos homeopáticos.
  • Atuações direcionadas ao paciente, à família e à comunidade.
  • Atuação na Educação e Qualificação Profissional.
  • Atuação na Pesquisa.
  • Atuação no Serviço Público.

A Clinicarx

A Clinicarx é uma plataforma de serviços de atenção farmacêutica, para que farmacêuticos e outros profissionais da saúde possam implantar e oferecer esses serviços. Também é possível fazer a gestão completa da saúde financeira da sua farmácia. 

Assim, você consegue realizar uma gestão inteligente e profissional de seu negócio baseado em serviços de saúde. Todos os dados irão alimentar seus indicadores e relatórios para uma gestão eficiente do seu negócio.

Confira aqui o nosso plano Free, a assinatura gratuita da Clinicarx para que você experimente e utilize a plataforma pelo tempo que você quiser, aproveite! 

Além disso, a Clinicarx conta com uma plataforma com cursos EAD para apoiar a educação continuada do farmacêutico. 

As dúvidas sobre anticoncepcional mais comuns na farmácia

dúvidas sobre anticoncepcional

As principais dúvidas sobre anticoncepcional para você, farmacêutico, entender e auxiliar suas pacientes na farmácia de forma segura.

A aprovação da comercialização de pílulas anticoncepcionais aconteceu na década de 1960 nos Estados Unidos.

A partir de então, o uso de anticoncepcional se difundiu pelo mundo como um método contraceptivo para evitar gestação indesejada. No Brasil, há evidências de que a comercialização desses medicamentos iniciou em 1962.

Sabe-se que o farmacêutico não prescreve esses medicamentos, mas preparamos esse material com o propósito de ajudá-los na missão de orientar as clientes que apresentam dúvidas sobre anticoncepcional na farmácia.

Contracepção hormonal oral

Contracepção hormonal consiste no uso de um progestágeno sintético, associado ou não a um estrógeno, com a finalidade de impedir a concepção.

Diferença entre minipílula e anticoncepcionais orais combinados

  • Minipílulas são comprimidos com apenas um hormônio em sua composição: progestágeno sintético. É muito útil para mulheres que têm contraindicação absoluta ou relativa para o uso de anticoncepcionais com estrógeno em sua composição, como os anticoncepcionais combinados, e para mulheres que estão amamentando.

Ex: Cerazette® (Desogestrel 75 mcg), Exluton® (Linestrenol 50 mcg), Norestin® (Noretisterona 35 mcg).

  • Anticoncepcionais orais combinados são comprimidos com dois hormônios em sua composição: progestágeno e estrógeno sintéticos.

Ex: Ciclo 21® (Levonorgestrel 015 mg + Etinilestradiol 0,03 mg), Yasmin® (Drospirenona 3 mg + Etinilestradiol 0,03 mg), Selene® (Acetato de ciproterona 2,0 mg + Etinilestradiol 0,035 mg).

Dica: os estrógenos utilizados em anticoncepcionais orais combinados são sempre o etinilestradiol ou o valerato de estradiol.

Em contrapartida, o progestágeno sintético é o hormônio que se apresenta com mais variedade na produção de anticoncepcionais.

Dúvidas mais comuns de pacientes sobre a minipílula

Qual é o dia recomendado para a paciente iniciar o uso da minipílula?

 É recomendado iniciar no primeiro dia do ciclo menstrual (primeiro dia da menstruação). O uso da minipílula deve ser feito todos os dias no mesmo horário de modo contínuo, sem intervalo entre cartelas.

Como deve ser feita a troca de um anticoncepcional oral combinado, adesivo, anel vaginal ou DIU para uma minipílula?

Iniciar no dia posterior à tomada do último comprimido ativo do anticoncepcional oral ou no dia da retirada do anel, do adesivo ou do DIU. 

Como fazer a troca do injetável só com progestágeno por uma minipílula?

Iniciar a minipílula no dia em que deveria tomar a próxima injeção.

Como orientar a sua cliente em caso de esquecimento do comprimido?

Tomar a pílula assim que se lembrar, mesmo que coincida com o horário da nova dose e a paciente precise tomar dois comprimidos juntos.

Sempre que isso ocorrer é recomendado utilizar um método contraceptivo de barreira (preservativo, por exemplo) nos próximos sete dias.

É importante frisar que não é recomendado exceder três horas de atraso na tomada da minipílula pelo risco de falha, com exceção das pílulas contendo desogestrel 75 mcg/dia, que este intervalo poderá atingir até 12 horas sem prejuízo da eficácia.

O que fazer em caso de vômito ou diarreia intensa após a tomada da minipílula?

Caso o vômito ou diarreia intensa ocorra até 4 horas após a administração, recomenda-se utilizar método contraceptivo de barreira por pelo menos pelos próximos sete dias.

Dúvidas sobre anticoncepcional oral combinado

Qual é o dia recomendado para a paciente iniciar o uso do contraceptivo combinado?

É recomendado iniciar no primeiro dia do ciclo menstrual (primeiro dia da menstruação). A contracepção de apoio nos primeiros sete dias só é recomendada para mulheres que iniciam o tratamento em outro dia do ciclo.

Como deve ser feita a troca de um contraceptivo combinado oral por outro?

Iniciar o novo contraceptivo oral no dia posterior ao término da cartela anterior sem fazer a pausa.

Como deve ser feita a troca de uma minipilula, adesivo, anel vaginal ou DIU para um anticoncepcional oral combinado?

Iniciar no dia seguinte da tomada da última minipílula e utilizar método contraceptivo de barreira nos primeiros 7 dias ou iniciar na retirada do anel, do adesivo ou do DIU.

Como orientar a sua cliente em caso de esquecimento do comprimido?

Tomar o comprimido assim que se lembrar, mesmo que coincida com o horário da nova dose e a paciente precise tomar dois comprimidos juntos.

Caso o atraso da tomada seja maior do que 12 horas, recomenda-se utilizar outro método contraceptivo, principalmente nos 7 dias subsequentes. 

Caso a cliente fique sem tomar por mais de dois dias, recomenda-se utilizar outro método contraceptivo até o final da cartela.

O que fazer em caso de vômito ou diarreia intensa após a tomada do comprimido?

Caso o vômito ou diarreia intensa ocorra até 4 horas após a administração, recomenda-se utilizar método contraceptivo de barreira pelos sete dias subsequentes.

Qual a diferença entre os contraceptivos orais combinados monofásicos, bifásicos e trifásicos?

Os contraceptivos monofásicos têm a mesma quantidade de progestágeno e estrógeno em todos os comprimidos. 

Os bifásicos têm diferentes quantidades de progestágeno e estrógeno nos comprimidos: Para as bifásicas, os primeiros 10 comprimidos têm uma dosagem e os 11 seguintes têm outra dosagem.

Nos trifásicos,  as primeiras sete pílulas têm uma dosagem, as sete seguintes outra dosagem e as últimas sete outra dosagem diferente.

É importante frisar que os três tipos evitam a contracepção. 

Sangramento de escape no início do tratamento indica que o contraceptivo oral não está sendo eficaz?

Não, não significa diminuição de eficácia. O sangramento de escape pode acontecer nos três primeiros meses, mas a tendência é desaparecer após 3 meses.

Importante: essas são recomendações gerais. No entanto, sempre que houver dúvidas ou for possível, a bula do produto deve ser consultada.

Contracepção de emergência

Conhecida também como “pílula do dia seguinte”.

Não há contraindicações absolutas para a contracepção de emergência, além da gravidez. O método mais adequado é o levonorgestrel isolado, que apresenta efeitos colaterais reduzidos, menor interação com outros medicamentos e confere maior efetividade.

Métodos:

  • Levonorgestrel (1,5 mg)

A paciente pode tomar 2 comprimidos de 0,75 mg de Levonorgestrel com o intervalo de doze horas entre eles ou 1 comprimido de 1,5mg de Levonorgestrel em dose única. 

Apresenta eficácia de 95% de efetividade se a primeira dose for tomada em menos de 24h após a relação, 85% de efetividade se a primeira dose for tomada de 24-48h após a relação; 58% de efetividade se a primeira dose for tomada de 48-72h após a relação.

  • Progestágeno + Estrógeno (Yuzpe regimen): 100 a 120 mcg de Etinilestradiol + 500 a 600 mcg de Levonorgestrel em cada dose, 2x com o intervalo de 12h entre elas. Esse método é bem menos usual e apresenta menor eficácia contra concepção. 

O que fazer em casos de vômitos após a dose? 

Quando acontecer vômito nas duas primeiras horas após a administração do levonorgestrel, recomenda-se que a dose seja repetida.

Com a Clinicarx, você pode acompanhar suas pacientes, realizar avaliações em saúde, testes rápidos como Beta-HCG, Hormônio Luteinizante, Dímero-D, entre outros. 

A plataforma também possui o serviço de injetáveis padronizado para que você registre todos os injetáveis aplicados na sua farmácia, anotando local de aplicação e dados do prescritor.

Ainda é possível anexar a receita e emitir a Declaração de Serviços Farmacêuticos (DSF) para você realizar o procedimento com segurança e dentro das normas necessárias. 

Nossa missão é promover serviços de saúde acessíveis, convenientes, contínuos e de qualidade a todos, de forma integrada ao sistema de saúde, tendo o paciente no centro de todo processo.

Desenvolvemos uma plataforma que padroniza os processos de como implantar e gerir serviços de saúde inovadores, atuando como um hub de conexões entre fornecedores, indústria, estabelecimentos, profissionais da saúde e pacientes.

Teste de HIV na farmácia: como o farmacêutico pode orientar o paciente

teste de HIV na farmácia

O teste de HIV na farmácia é um grande aliado na luta contra a AIDS. O tratamento precoce pode contribuir para que a pessoa viva anos sem complicações relacionadas à infecção. O TLR avalia qualitativamente a presença de anticorpos circulantes do HIV.

A acessibilidade de teste de HIV na farmácia apresenta uma oportunidade única para os farmacêuticos contribuírem para o rastreamento e oportuno encaminhamento de pessoas sem diagnóstico.

O vírus HIV é o causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) e pode ser transmitido pelo contato com sangue, sêmen ou fluidos vaginais infectados.

Segundo o UNAIDS, cerca de 6 milhões de pessoas não sabiam que estavam vivendo com HIV em 2020 e cerca de 1,5 milhões de pessoas foram infectadas por HIV em 2020.

Esses dados demonstram a necessidade de ações e acessibilidade para encorajar pessoas que estão em risco substancial de HIV a realizar o teste com mais frequência. 

Apesar da infecção pelo vírus ainda não ter cura, se o tratamento adequado for instituído precocemente, a evolução da infecção é lenta, e a pessoa pode viver anos sem complicações relacionadas à infecção.

Se todas as pessoas com HIV estiverem cientes de sua infecção e receberem o tratamento que precisam, infecções por HIV serão bastante reduzidas.

A possibilidade de realizar o autoteste em casa ou o teste de HIV nas farmácias contribui para tornar o teste simples, acessível e rotineiro.

O papel do teste de HIV na farmácia

Diferente dos autotestes, a realização do teste de HIV na farmácia para detecção qualitativa de anticorpos circulantes do HIV permite ao paciente receber um atendimento conduzido por um profissional de saúde, orientações e cuidados de forma mais assertiva e eficaz.

Existem dois tipos de teste de HIV na farmácia

  • Pesquisa de anticorpos em sangue total (amostra do sangue total obtido por punção capilar);
  • Pesquisa de anticorpos em amostra de saliva obtida com swab oral.

Tendo o resultado em mãos e analisando as condições clínicas apresentadas pelo paciente, é possível realizar a orientação e/ou encaminhamento mais adequado, facilitando a tomada de decisão.

Para quem é o Teste Rápido?

  • Indicado como rastreamento em pacientes com sinais e sintomas sugestivos de infecção por HIV, como: febre, diarreia, mal-estar, dor de garganta, dor muscular, cansaço, suores noturnos, entre outros.
  • Para pessoas assintomáticas com fatores de risco ou exposição de risco há pelo menos 30 dias: sexo desprotegido, uso de drogas injetáveis, pessoas que utilizam instrumentos não-esterilizados, colocação de piercing ou tatuagem, acidentes de trabalho com perfurocortantes, profissionais do sexo, entre outras.
  • Gestantes que não tenham sido testadas durante o pré-natal ou cuja idade gestacional não assegure o recebimento do resultado do teste antes do parto.

O Ministério da Saúde ainda recomenda para pessoas sexualmente ativas que os testes para HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis sejam feitos periodicamente, portanto os testes podem e devem ser repetidos.

Para quem o teste de HIV na farmácia não é indicado

Teste não indicado a pessoas que já foram diagnosticadas com HIV, que estão em tratamento para a doença ou que foram expostas à situação de risco para infecção há menos de 30 dias para evitar falsos-negativos por janela de soroconversão. 

Preparo do paciente para o teste de HIV em farmácia

Ao receber o paciente, é fundamental compartilhar algumas informações com o propósito de garantir que o paciente entenda o significado do teste.

Os principais pontos para esta etapa são:

  • Apresentar-se para o paciente;
  •  Fornecer uma breve visão geral do procedimento, incluindo o tempo estimado, o processo para a realização do teste e como o resultado será apresentado;
  • Reforçar o sigilo da testagem;
  • Obter a concordância para prosseguir com o procedimento.

Esta etapa é importante para construir o relacionamento com o paciente e estabelecer as expectativas do que pode acontecer durante o processo.

Procedimento do teste

Nesta etapa, forneça ao paciente informações básicas sobre o teste. É importante se comunicar de maneira simples e clara para que todas as informações sejam compreendidas.

Este também é o momento de responder a quaisquer dúvidas que possam surgir sobre o procedimento.

Lembre-se que os testes devem sempre ser realizados seguindo as instruções de acordo com as particularidades do teste utilizado na sua farmácia.

Antes de coletar a amostra, explique particularidades do teste de HIV, incluindo:

  • Tipo de teste usado;
  • Amostra que será coletada (sangue ou oral);
  • Tempo de espera estimado para o resultado do teste ficar pronto;
  • O significado dos resultados reagente, não reagente e a possibilidade de resultado inválido;
  • Janela imunológica;
  • Diferença entre HIV e AIDS;

Após isso, colete a amostra e prossiga com o teste. Enquanto o paciente espera o tempo necessário para obter o resultado, o teste pode ser colocado de lado para que o paciente não se distraia ou fique ansioso assistindo a amostra correr.

Tempo de espera pelo resultado 

Este momento pode ser utilizado para conduzir uma breve triagem de risco para compreender melhor o risco de HIV do paciente. Você pode começar perguntando por que ele decidiu ser testado e obter informações adicionais sobre risco imediato, recente ou contínuo.

Os principais pontos são:

  • Perguntar por que o paciente decidiu ser testado, ouvir e questionar o histórico de testes anteriores e indicadores de risco aumentado;
  •  Avaliar o conhecimento do paciente sobre a transmissão do HIV, fornecer informações precisas como os cuidados necessários para evitar a contaminação;
  • Confirmar a disponibilidade do paciente para receber o resultado.

Se o paciente não estiver pronto para ouvir o resultado, envolva-o em uma discussão sobre as razões pelas quais ele não se sente pronto. Forneça motivação e suporte, lembrando da importância de saber o resultado para tomar decisões sobre a sua saúde.

Entrega do resultado

Ao entregar o resultado,  dê uma explicação clara do resultado. Este também é o momento para desenvolver um plano de cuidados e prevenção com base no resultado do teste.

Os passos gerais desta etapa devem ser semelhantes para clientes que recebem um resultado de teste reagente e não reagente, mas as tarefas específicas são diferentes com base em seus resultados.

Como orientar o paciente com resultado não reagente?

Para os pacientes que relataram exposição recente conhecida ou possível ao HIV, é necessário considerar o período de janela imunológica associado ao teste que foi utilizado e um novo teste deve ser recomendado.

Você pode dizer “O resultado do teste não mostra sinais da infecção pelo HIV. No entanto, já que você mencionou uma possível exposição recente, eu gostaria de recomendar que você seja testado novamente em 30 dias.

Pessoas com resultado não reagente, porém com sinais e sintomas de infecção aguda devem ser encaminhados para o médico. Neste momento, é importante enfatizar a necessidade de usar proteção até o momento da infecção aguda ser descartada.

Os principais pontos são:

  •  Discutir a necessidade de um novo teste com base no período de janela de teste usado e o risco do cliente;
  • Enfatizar as principais estratégias de redução de risco que o ajudarão a permanecer soronegativo.

Como orientar o paciente com resultado reagente?

O resultado reagente é interpretado como um teste preliminar positivo. É necessário informar ao paciente de que o resultado não é um diagnóstico, embora seja sugestivo de infecção. 

Esse paciente deve ser encaminhado ao médico porque outros testes são necessários para confirmar o diagnóstico.

Você pode prestar atenção na reação ao receber o resultado e se necessário usar efetivamente o silêncio para expressar empatia e dar ao cliente espaço para absorver esta nova informação. É importante atender às necessidades imediatas do cliente antes de prosseguir com as outras tarefas.

O seu objetivo principal deve ser conectar o paciente com cuidados médicos e outros serviços de acompanhamento. Não deixe que o paciente saia do consultório sem ser orientado sobre os próximos passos.

Os principais pontos são:

  • Aconselhar sobre as próximas etapas para o teste de acompanhamento, incluindo a importância do tratamento para HIV;
  • Enfatizar as principais estratégias de redução de risco que evitarão a transmissão;
  • Discutir a necessidade de o parceiro também ser testado.

Tratamento do HIV

O tratamento antirretroviral (TARV) é indispensável e recomendado para todas as pessoas com HIV, independentemente do tempo de diagnóstico ou do quanto são consideradas  saudáveis.

Pessoas com resultado reagente precisam ser alertadas sobre a significância de seguir o  tratamento que será prescrito caso a infecção seja confirmada.

Pessoas com diagnóstico de HIV que seguem o tratamento conforme prescrito podem manter uma carga viral indetectável e permanecer saudáveis. Indivíduos com carga viral efetivamente indetectável ​​não têm risco de transmitir o HIV aos seus parceiros sexuais HIV negativos.

Carga viral indetectável: significa ter uma carga viral muito baixa (menos de 200 cópias do HIV por mililitro de sangue).

Notificação do Resultado

A infecção causada pelo HIV é de notificação compulsória, de modo que uma vez confirmado o diagnóstico, deve-se notificar a secretaria de vigilância epidemiológica do município, conforme regulamentação específica (Portaria de consolidação MS/GM nº 4, de 28 de setembro de 2017).

Importante

Se você oferece teste de HIV na farmácia, certifique-se de estar preparado para atender essa demanda. O rastreamento em HIV pode ser o primeiro passo para o cuidado contínuo do paciente.

Informe-se sobre os lugares para os quais você pode encaminhar o paciente, fique atento a publicações e manuais técnicos, e garanta sempre o sigilo profissional.

Testes Rápidos Clinicarx

Com serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente. 

Conheça nossos planos e participe do movimento que está mudando a história da farmácia no Brasil.

Acompanhamento de gestante na farmácia

acompanhamento de gestante na farmácia

O acompanhamento de gestante na farmácia é um serviço que os farmacêuticos podem oferecer para garantir ainda mais segurança na monitorização da saúde da gestante.

A gestação pode durar até 42 semanas e provoca dezenas de mudanças, decorrentes de causa multifatorial, no corpo de uma mulher. Tudo com um único objetivo: gerar um novo ser humano. 

A dúvida sobre a gravidez geralmente está associada ao atraso menstrual, mas algumas mulheres podem apresentar alguns sintomas como: sensibilidade ou dor nas mamas, náusea, fadiga, sonolência, entre outros.

O diagnóstico clínico da gravidez é feito pelo médico e consiste na associação entre a história clínica da paciente, anamnese e os resultados laboratoriais confirmatórios. Para rastreamento, existe o teste de urina e testes rápidos de β-HCG – ambos podem ser encontrados na farmácia.

O farmacêutico que realiza os testes rápidos de β-HCG oferece uma opção altamente vantajosa para quem busca atendimento de saúde de qualidade e segurança, e ganha potenciais pacientes para o serviço de acompanhamento de gestante na farmácia. 

Por que oferecer acompanhamento de gestante na farmácia?

A grande transformação pela qual a mulher passa durante a gestação implica na necessidade de diferentes acompanhamentos. O trabalho multiprofissional é fundamental para garantir que a gestante receba  cuidados integrais.

Isso porque as mudanças no organismo de uma gestante podem provocar alguns distúrbios que resultam em doenças ou risco de vida para a mãe e para o feto. 

Exemplos: os distúrbios hipertensivos da gestação constituem algumas das principais causas de mortalidade materna e perinatal em todo o mundo e o Diabetes Mellitus (DM) pode acometer até 25% das gestantes

Além disso, existe uma alta taxa de mulheres grávidas que relatam enjoos, azia e constipação durante o período gestacional. Esses desconfortos podem ser fontes para automedicação.

Neste contexto, o farmacêutico pode ser um profissional chave para alertar quanto à segurança do uso dos medicamentos e fazer orientações adequadas para as gestantes.

Esses fatos destacam a importância do acompanhamento de gestante na farmácia. O serviço colabora com o trabalho médico, mas não substitui o pré-natal e tem por objetivo acompanhar a gestação do início ao fim, considerando condições clínicas presentes na paciente antes da gestação e condições que possam surgir durante a gestação.

Acompanhamento dos valores glicêmicos

Devido à alta taxa de DM na gravidez e às complicações que a descompensação da glicemia pode causar, o acompanhamento de gestante na farmácia junto à avaliação glicêmica é indispensável e favorece a diminuição do risco de malformação fetal.

De modo geral, a DMG é detectada entre a 24ª e a 28ª semanas de gestação, a partir da realização do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) quando o resultado revela resultados anormais.

Esse teste é recomendado para toda mulher sem diagnóstico prévio de DM  ou de DMG no período gestacional citado anteriormente.

O diagnóstico de diabetes gestacional estabelecido se dá quando no mínimo um dos valores a seguir encontrar-se alterado:

  • Glicemia em jejum ≥ 92 mg/dL;
  • Glicemia 1 hora após sobrecarga ≥ 180 mg/dL;
  • Glicemia 2 horas após sobrecarga ≥ 153 mg/dL.

As gestantes que não conseguem controlar os valores glicêmicos adequadamente com dieta e atividade física têm indicação para uso de insulinoterapia.

Esse é um ponto de atenção para o acompanhamento de gestante na farmácia: educação sobre o uso de insulina e o rodízio dos locais de aplicação. 

Fatores de risco para DMG

• Idade materna avançada;
• Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
• Deposição central excessiva de gordura corporal;
• História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau;
• Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
• Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia ou DMG;
• Síndrome de ovários policísticos;
• Baixa estatura (inferior a 1,5 m).

As mulheres com DM pré-gestacional, tanto tipo 1 como tipo 2, devem ser alertadas sobre a importância de um controle glicêmico estreito antes da concepção. 

Recomenda-se, ainda, HbA1c < 6,5% para menor risco de anomalias congênitas e a HbA1c deve ser medida pelo menos uma vez a cada trimestre. 

A avaliação e reavaliação de pacientes gestantes é relevante ao passo em que durante a gestação as inúmeras mudanças podem levar ao desenvolvimento de comorbidades e ao agravo de condições pré-existentes, o que pode requerer novas e diferentes intervenções em saúde.

Para mulheres que desenvolveram DM na gestação, a monitorização da glicemia capilar é recomendada quatro vezes ao dia: em jejum e após as três principais refeições (desjejum, almoço e jantar). 

Segundo as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes, as metas dos níveis glicêmicos para glicemia capilar na gestante são:

  •  Jejum < 95 mg/dL.
  • 1 hora pós-prandial < 140 mg/dL.
  •  2 horas pós-prandial < 120 mg/dL.

Testes rápidos e checkups de glicemia capilar são ferramentas essenciais para o acompanhamento de gestante na farmácia.

Acompanhamento dos valores da pressão arterial 

O acompanhamento dos valores da pressão arterial é fundamental porque estima-se que a pré-eclâmpsia (PE) complica de 2 a 8% das gestações globalmente.

Define-se hipertensão gestacional a pressão arterial sistólica (PAS) ≥140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥90 mmHg em mulher com PA previamente normal, após 20 semanas de gestação, medida em duas ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo.

De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, a meta do controle da hipertensão arterial na gestação deve ser a PAS > 120 e < 160 mmHg, e  PAD > 80 e < 110 mmHg, já que tanto a hipertensão quanto a hipotensão induzida podem prejudicar a perfusão placentária e, consequentemente, o crescimento fetal.

O serviço de medida da pressão arterial é um serviço farmacêutico básico, mas com grande poder de impactar a saúde das gestantes.  

Medicamentos na gestação

A automedicação na gestação deve ser fortemente desencorajada uma vez que o risco-benefício deve sempre ser avaliado por um profissional habilitado. 

É necessário analisar a segurança para a mulher e para o feto porque existe alta probabilidade de danos como, por exemplo, malformação congênita  e aborto.

Algumas medidas não-farmacológicas que podem ser úteis para o manejo de alguns sintomas:

  1. Enjoo: alimentar-se em pequenas quantidades, a cada 2 ou 3 horas e dar preferência para alimentos frios e secos, especialmente pela manhã.
  2. Azia: fazer refeições pequenas e com baixo teor de gordura; evitar cafeína e bebidas gasosas.
  3. Constipação intestinal: ingerir de 2 a 3 litros de água diariamente e alimentos ricos em fibras.

Para mulheres que necessitam fazer o uso de medicamentos, a análise da segurança é imprescindível. 

A Food and Drug Administration (FDA) classifica os medicamentos em 5 categorias de acordo com o risco do uso na gravidez. As categorias de risco são A, B, C, D e X.

Classificação do uso de medicamentos durante a gestação e as características da segurança do medicamento

  • A: em estudos controlados em mulheres grávidas, o fármaco não demonstrou risco para o feto no primeiro trimestre de gravidez. Não há evidências de risco nos trimestres posteriores, sendo remota a possibilidade de dano fetal;
  • B: os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas; ou os estudos em animais revelaram riscos, mas não foram confirmados em estudos controlados em mulheres grávidas;
  • C: não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas; ou os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.
  • D: o fármaco demonstrou evidências positivas de risco fetal humano. No entanto, os benefícios potenciais para a mulher podem, eventualmente, justificar o risco, como, por exemplo, em casos de doenças graves ou que ameaçam a vida, e para as quais não existam outras drogas mais seguras;
  • X: em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de que o risco para o feto é maior do que qualquer benefício possível para a paciente.

Atenção: a dipirona, medicamento muito conhecido e amplamente utilizado, encontra-se na categoria D, devendo ser evitada em gestantes. Isso demonstra a necessidade do cuidado quando o tema é medicamentos e gestantes.

Serviço de acompanhamento de gestantes na farmácia com a Clinicarx

A Clinicarx tem o serviço de acompanhamento de gestantes padronizado na plataforma para ajudar o farmacêutico a prestar assistência com qualidade e segurança.

Com a funcionalidade, além da medida da pressão arterial e glicemia (teste rápido de glicemia, glicemia capilar e teste rápido de HbA1c), é possível realizar e registrar o cálculo da idade gestacional, Índice de Massa Corporal (IMC), visualizar o calendário vacinal de gestantes e, assim, analisar o estado vacinal da mulher e necessidade da aplicação de vacinas de rotina.

Primeira avaliação

A primeira avaliação tem como objetivo identificar a etapa da gestação e orientar sobre os exames, vacinas, acompanhamentos e produtos recomendados à gestante.

Para isso, a plataforma tem maneiras de calcular o período de gestação. Caso a mulher tenha feito ultrassonografia, o farmacêutico pode registrar a idade do embrião e a plataforma informa a provável data da concepção e a data provável para o parto.

O objetivo da avaliação também é identificar condições clínicas presentes antes da gestação para que o farmacêutico seja capaz de conhecer o quadro clínico da gestante e traçar um plano de cuidado e acompanhamento. 

Consultas de retorno

As avaliações de retorno visam acompanhar a evolução da gravidez, incluindo parâmetros como peso, pressão arterial, frequência cardíaca e glicemia.

Além disso, as consultas de retorno destinam-se a auxiliar na resolução de sintomas de baixa gravidade que possam ocorrer até a data do parto.

Com a Clinicarx, todos os registros, avaliações e informações são impressas na Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) e podem apoiar o acompanhamento médico de pré-natal com relatórios de saúde.

Conheça os nossos planos e ofereça serviços com a qualidade que os seus clientes merecem.



Imunidade: como o farmacêutico pode ajudar

Imunidade

O sistema imunológico é responsável por proteger o organismo contra vírus, fungos, bactérias e parasitas infecciosos que podem causar injúrias ao organismo, como doenças, sofrimentos e até mesmo morte.

A ideia de aumentar a imunidade é muito atrativa, mas ocupa espaços ilusórios porque o sistema imunológico é complexo – trata-se de um sistema e não uma unidade única – e por isso requer equilíbrio e harmonia para funcionar bem.  

Portanto, manter-se saudável e com boa imunidade não acontece por acaso ou com comportamentos isolados.

Assim como não depende apenas de um alimento isolado ou um suplemento específico que sozinhos possuem a capacidade de potencializar a imunidade.

Alimentação e o sistema imunológico

Existe evidência de que pessoas desnutridas são mais vulneráveis a doenças infecciosas.

Isso sugere que deficiências nutricionais afetam o funcionamento do sistema imunológico e demonstra o quanto a alimentação está relacionada com o funcionamento desse sistema.

  • Deficiências de micronutrientes – como, por exemplo, zinco, selênio, ferro, cobre, ácido fólico e vitaminas A, B6, C e E – podem alterar a resposta imunológica em humanos.

É importante destacar que a extensão desse comprometimento do sistema imunológico depende do nutriente deficiente, da gravidade da deficiência e da idade do paciente.

  • Caso haja suspeita de que o paciente não esteja suprindo as necessidades de micronutrientes devido à falta de alimentação adequada, a escolha de um suplemento multivitamínico e mineral diário pode ser uma alternativa.

Como aumentar a imunidade do seu paciente de maneira saudável?

Não é difícil encontrar produtos associados ao aumento ou apoio à imunidade.

Mas até o momento não há evidências de que quantidades extras de qualquer vitamina melhore o sistema imunológico de quem não tem deficiência de micronutrientes. 

Nesse contexto, com o propósito de aumentar ou manter a imunidade do paciente, o farmacêutico pode investigar e sugerir hábitos de vida saudáveis e que auxiliam no bom funcionamento do organismo e do corpo.

O ideal é buscar um equilíbrio entre alimentação saudável, cuidados com a saúde e prática regular de exercícios.

5 perguntas que podem ajudar avaliar e aconselhar o seu paciente

  1. Você tem quadros de doenças recorrentes, como resfriado e gripe?
  2. Você percebe infecções constantes, como, por exemplo, herpes oral? 
  3. Como é a sua alimentação? Conte um pouco sobre como costumam ser as suas refeições diárias. 
  4. Como é a sua relação com o sono? Você consegue dormir de 7 a 8 horas por noite? 
  5. Você pratica atividade física regularmente? Se sim, qual é a atividade que você costuma realizar, a duração e a frequência semanal?

Você, farmacêutico, pode acompanhar e avaliar seus pacientes com procedimentos simples como glicemia e medição da pressão arterial para melhor atendê-los.

A Clinicarx tem mais de 30 testes rápidos laboratoriais padronizados, entre eles: Hemoglobina Glicada, Perfil Lipídico, Dímero-D, Proteína C Reativa e mais!

Maneiras saudáveis de fortalecer o sistema imunológico do seu paciente

Hábitos de vida saudáveis, no geral, devem ser sempre estimulados com a finalidade de manter um sistema imune fortalecido.

  • Uma dieta balanceada, prática regular de exercícios e a adoção de medidas de prevenção de doenças são grandes aliados para que o corpo fique melhor preparado para combater eventuais doenças.

Listamos abaixo algumas estratégias para que você oriente o seu paciente com medidas de cuidado individual e com ações de estilo de vida saudável:

  • Não fumar;
  • Ter uma dieta com frutas e vegetais;
  • Praticar exercícios regularmente;
  • Manter um peso saudável;
  • Para quem ingere álcool, é aconselhável beber apenas com moderação;
  • Dormir o suficiente. Para adultos, o ideal é dormir de 7 a 8 horas por noite;
  • Manter-se hidratado. Não beber água apenas quando sentir sede – ingerir água, sucos, chás durante o dia;
  • Expor-se ao sol de 15 a 20 minutos pelo menos três vezes na semana nos horários em que os raios solares são menos perigosos (antes das 10 horas e depois das 16 horas);
  • Adotar medidas para evitar infecções, como lavar as mãos com frequência, cozinhar bem as carnes, higienizar bem as frutas e verduras;
  • Tentar minimizar o estresse;
  • Fazer exames de rastreamento em saúde regulares de acordo com recomendações da faixa etária e categoria de risco;
  • Manter em dia todas as vacinas recomendadas

Com uma plataforma online que padroniza serviços de saúde para farmácias, clínicas e profissionais, cuidar dos seus pacientes fica mais fácil, não fica?

No software da Clinicarx, você encontra desde avaliações em saúde, como avaliação antropométrica, até testes rápidos e vacinação para você oferecer acompanhamento e atendimento completo ao seu cliente.

COVID-19: Confirmação de novas variantes originalmente da Índia e África Sul alertam o Brasil

novas variantes

Na última quinta-feira, dia 13/05, o Ponto Focal do Regulamento Sanitário Internacional do Brasil, através do International Health Regulations (IHR), recebeu a confirmação de casos da variante da Índia e da África do Sul no território argentino. 

O Ministério da Saúde da Argentina confirmou o diagnóstico e presença dessas duas variantes através do sequenciamento de variantes prioritárias em três viajantes: dois casos são variantes B.1.617.2 e B.1.617.1 (originalmente da Índia) e o terceiro se trata da variante B.1.351 (originalmente da África do Sul).

A variante B.1.617, detectada pela primeira vez na Índia, tem três versões, com pequenas diferenças entre elas, identificadas como: a B.1.617.1, a B.1.617.2 e a B.1.617.3. 

Essa variante é considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma das variantes de preocupação global. 

Ela tem mobilizado pesquisadores para desenvolver estudos e produzir mais informações sobre essa variante por ter sido apontada como uma das principais responsáveis pela segunda onda do novo coronavírus que tem provocado recorde de mortes na Índia e por haver indícios de que ela atenua as respostas de anticorpos.

A variante detectada pela primeira vez na Índia também foi relacionada com o aumento de casos de COVID-19 entre pessoas não vacinadas no Reino Unido.

Risco para o Brasil

Até o momento, a variante B.1.617 não foi confirmada no Brasil. No entanto, a detecção dessas variantes em um país que faz fronteira com o Brasil serve de alerta para municípios e estados brasileiros, principalmente do Sul do país. 

Um dia após a confirmação dos casos das variantes na Argentina, o estado do Paraná divulgou um alerta (Alerta CIEVS Nº2 – 14/05/2021) informando o risco e propondo condutas de alerta.

Condutas de alerta 

  • Ampliar e fortalecer a vigilância da COVID-19 em indivíduos com sintomas e/ou exames positivos de SARS-COV-2 que estiveram na Argentina nos últimos 15 dias; 
  • Orientar a população para fortalecer as ações de prevenção e controle da COVID-19, mantendo a etiqueta respiratória, utilizando máscaras, realizando a higiene das mãos, evitando aglomerações e, em caso de sintomas, procurar unidade de saúde para atendimento clínico, testagem e indicação isolamento; 
  • Recomendar que as viagens não essenciais para as áreas onde foram detectadas a variante indiana sejam evitadas. 
  • Detectar, acompanhar e isolar os viajantes, com especial atenção aos caminhoneiros sintomáticos ou caminhoneiros que vierem a adoecer nos 14 dias subsequentes do retorno ao Brasil. 
  • Rastrear contatos dos viajantes doentes ou que vierem a adoecer nos 14 dias subsequentes do retorno ao Brasil. 
  • Indagar, nos serviços de saúde, quanto à ida do paciente às áreas onde foram detectadas novas variantes ou o contato com pessoas provenientes de tais locais.

As medidas de cuidado devem continuar

Mesmo com a vacinação da população acontecendo no Brasil, as medidas devem continuar, inclusive entre as pessoas que já receberam a vacina, porque apenas cerca de 8% da população brasileira está completamente vacinada.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

              “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Seja o farmacêutico de referência dos seus clientes

farmacêutico

No último domingo, dia 16 de maio,  o Fantástico exibiu uma reportagem sobre “empurroterapia” nas farmácias do Brasil.

 A “empurroterapia”, infelizmente, é uma prática antiga de muitas farmácias, em que atendentes sem preparo técnico recomendam produtos aos clientes, baseados apenas em incentivos comerciais, como comissões por vendas. 

Sabemos que essa prática é perigosa, promove o uso inadequado de medicamentos e pode trazer danos aos pacientes.

Após essa reportagem, a ABRAFARMA divulgou uma nota esclarecendo algumas informações e o Conselho Federal de Farmácia propôs um pacto contra a empurroterapia, frisando que o os farmacêuticos têm responsabilidade ética, legal e sanitária de coibir qualquer atividade em desacordo com as boas práticas que regem o uso seguro e racional de medicamento.

Isso me lembrou algumas situações que passei e clientes que conheci enquanto trabalhava em uma grande rede de farmácias. Uma, em especial, aconteceu em 2018 e vou relatar neste artigo.

Certa vez, um cliente que sempre atendia no balcão da farmácia (que ainda não tinha consultório farmacêutico) levou os pais até a farmácia para comprar alguns medicamentos e me apresentou dizendo “essa é a minha farmacêutica”.

Sorri e me apresentei.

No mesmo momento, eu lembrei que esse mesmo cliente tinha levado também a filha dele para eu atender.

Quando ainda estava na graduação, talvez  até um pouco depois da metade do curso, não me imaginava trabalhando em farmácia porque durante os estágios obrigatórios tive contato com pouquíssimos preceptores que realmente gostavam do que faziam e inspiravam os estagiários.

Por isso, eu pensava que os farmacêuticos estavam na farmácia, assim como outros funcionários, para vender caixinhas de medicamentos que as pessoas compram não conhecendo os perigos e adquirem mesmo assim para aliviar algo ou porque a vizinha indicou.

Depois de terminar a graduação e começar a trabalhar como farmacêutica em uma farmácia, comecei a notar que existem pessoas que entram na farmácia sem entender os efeitos dos medicamentos e por isso fazem escolhas erradas.

Mas com o tempo também percebi muitas pessoas que faziam essas escolhas porque não conhecem alguém para orientar sobre uso de medicamentos e quando me dispunha a ajudar sempre tinha alguém para ouvir e agradecer.

Isso me fez pensar que podemos ser os profissionais que aspiramos ser em qualquer local de trabalho e a farmácia é um ótimo lugar para o farmacêutico ser o profissional de saúde de referência dos clientes e se apropriar disso porque a farmácia muitas vezes é o primeiro contato que as pessoas têm com um profissional de saúde e é o estabelecimento de saúde mais acessível para muitas pessoas. 

Os clientes não têm obrigação alguma de saber sobre medicamentos, mas nós, farmacêuticos, temos obrigação de saber e orientar todos sempre que possível.

Dessa maneira, segui  conversando e orientando os clientes que estavam comprando medicamentos. Foi assim que eu descobri que eu era a farmacêutica de confiança de alguém que tinha levado pessoas importantes para eu atender.

Eu garanto: ter o trabalho reconhecido não tem preço.


Hoje, três anos depois, percebemos que a farmácia está caminhando para ser reconhecida como o estabelecimento de saúde que é.

Existem consultórios dentro das farmácias e diversos serviços farmacêuticos que destacam o farmacêutico cada vez mais como o profissional de saúde da farmácia.

Ainda, cabe destacar que legalmente, segundo a RDC 44/2009, os farmacêuticos têm obrigação de prover as condições necessárias para capacitação e treinamento de todos os profissionais envolvidos nas atividades da farmácia.

Espero que sigamos trabalhando para  tornar a farmácia cada vez mais reconhecida e respeitada como estabelecimento de saúde que é e que os farmacêuticos, colegas de profissão se apropriem da função e sigam comprometidos com a saúde da população.

Conte com a Clinicarx para ajudar na missão de levar e possibilitar serviços de saúde acessíveis a todos.

A Clinicarx

Nossa missão é promover serviços de saúde acessíveis, convenientes, contínuos e de qualidade a todos, de forma integrada ao sistema de saúde, tendo o paciente no centro de todo processo.

Desenvolvemos uma plataforma para esses locais e profissionais, que padroniza os processos de como implantar e gerir serviços de saúde inovadores, atuando como um hub de conexões entre fornecedores, indústria, estabelecimentos, profissionais da saúde e pacientes.

“Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde em sua farmácia.”

Home care: como farmacêuticos podem oferecer esse serviço

home care

A assistência domiciliar ganhou ainda mais espaço no último ano, em especial para farmacêuticos que trabalham com serviços de home care.  

O termo home care se refere ao ato de prestar serviços de saúde em domicílio e é praticado por profissionais da saúde devidamente habilitados. 

Esse serviço pode ser realizado como um conjunto de atividades de caráter ambulatorial e como ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação. As atividades têm caráter contínuo e programado.

No último ano, com a pandemia da COVID-19, a procura por esse serviço aumentou cerca de 35%.  

Esse aumento está relacionado com alguns motivos: 

  • Necessidade de suprir demandas de hospitais que estavam lotados devido às internações pela COVID-19, 
  • Necessidade de acompanhamento de pacientes com doenças crônicas que demandam assistência periódica,
  • Acompanhamento na recuperação de pacientes que tiveram sequelas pós-COVID.

Na maioria dos casos, o atendimento domiciliar é indicado por um médico, que opta por dar mais conforto ao paciente durante seu tratamento. 

O serviço geralmente é prestado por uma equipe multidisciplinar, que pode variar de acordo com as necessidades individuais da pessoa que necessita desse atendimento. 

Neste artigo, vamos entender o papel do farmacêutico no serviço de  home care, a sua participação em equipes multidisciplinares e atendimentos domiciliares que as farmácias podem oferecer

O que é necessário para oferecer serviço home care?

Primeiramente, é necessário que o profissional esteja vinculado a um estabelecimento de saúde autorizado a prestar esse tipo de serviço. 

A RDC 11/2006 dispõe  sobre o Regulamento Técnico de Funcionamento de Serviços que prestam Atenção Domiciliar, propondo os requisitos mínimos de segurança para o funcionamento e oferecimento desse atendimento no setor público ou privado.

Caso você esteja interessado e queira oferecer esse tipo de serviço, listamos alguns itens que instituição deve seguir:

  1. A instituição pública ou privada responsável pelo gerenciamento e operacionalização de assistência e/ou internação domiciliar deve possuir alvará expedido pelo órgão sanitário competente.
  2. Deve possuir como responsável técnico um profissional de nível superior da área da saúde, habilitado junto ao respectivo conselho profissional.
  3. Deve estar inscrito no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES.
  4. Deve possuir um regimento interno que defina o tipo de atenção domiciliar prestada e as diretrizes básicas que norteiam seu funcionamento.
  5. Deve elaborar manual e normas técnicas de procedimentos para a atenção domiciliar, de acordo com a especificidade da assistência a ser prestada.

Em relação ao atendimento, é importante destacar que:

  • O profissional de saúde que acompanha o paciente deve encaminhar à instituição um relatório detalhado sobre as condições de saúde e doença do paciente contendo histórico, prescrições, exames e intercorrências.
  • A equipe da instituição deve elaborar um Plano de Atendimento Domiciliar (PAD) que deve contemplar todas as atividades relacionadas ao paciente e  deve ser revisado de acordo com a evolução, acompanhamento do paciente e a gravidade do caso.

Outras recomendações a respeito do plano de cuidado e obrigatoriedades da instituição podem ser consultadas na RDC 11/2006.

O papel do farmacêutico em equipe multidisciplinar

A Resolução 386/2002 do CFF dispõe sobre as atribuições do farmacêutico no âmbito da assistência domiciliar em equipes multidisciplinares, como:

  1. Prestar orientações quanto ao uso, administração e descarte de medicamentos e correlatos, com vistas à promoção do uso racional de medicamentos;
  2. Participar ativamente nas equipes multidisciplinares de terapia nutricional e equipes multidisciplinares de assistência domiciliar diversas
  3. Acompanhar os pacientes com suporte nutricional domiciliar, terapia oncológica e outras que requerem a prestação de cuidados farmacêuticos;
  4. Diluir e preparar soluções de medicamentos de uso intravenoso para administração no domicílio do paciente;
  5. Monitorar as terapias com antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, bem como os parâmetros bioquímicos;
  6. Prestar informações sobre os medicamentos e problemas relacionados aos mesmos, propondo aos demais membros da equipe de saúde as mudanças necessárias à obtenção do resultado desejado;
  7. Realizar levantamento de indicadores relacionados ao uso de medicamentos e correlatos;

Outras atividades que podem ser consultadas na Resolução 386/2002 do CFF.

As farmácias podem oferecer atendimento domiciliar?

Sim, a atenção farmacêutica domiciliar está prevista na RDC 44/2009.

Segundo essa RDC, o atendimento domiciliar consiste no serviço de atenção farmacêutica disponibilizado pelo estabelecimento farmacêutico no domicílio do cliente. 

Todos os serviços que uma farmácia presta, de forma regular, também podem ser prestados pelo farmacêutico na casa do paciente. 

Isso vale para serviços farmacêuticos como medida da pressão arterial, teste de glicemia, aplicação de injetáveis, colocação de brincos, aplicação de vacinas, prescrição farmacêutica, entre outros. 

No entanto, é preciso ficar atento: a prestação de atendimento domiciliar por farmácias somente é permitida a estabelecimentos devidamente licenciados e autorizados pelos órgãos sanitários competentes.

Além disso, as farmácias devem ter, obrigatoriamente, a assistência do farmacêutico responsável técnico ou do seu substituto durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento. Isso significa que a farmácia precisa garantir a presença de um farmacêutico no estabelecimento enquanto o outro profissional se ausenta para realizar o atendimento domiciliar.

Como oferecer o serviço de home care com a Clinicarx?

A Clinicarx é uma plataforma online de serviços de saúde, líder de mercado, que auxilia farmácias e consultórios no processo de implantar, atender e gerenciar serviços farmacêuticos.

A plataforma oferece desde registro e procedimento de avaliação de saúde como pressão arterial e teste de glicemia, até o registro de procedimentos básicos como perfuração de lóbulo auricular e aplicação de injetáveis.

Além disso, ela também oferece recursos para acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, asma e depressão; ou acompanhamento de gestantes, pessoas que desejam cuidar do peso ou parar de fumar, entre outros procedimentos. 

Ela pode ser utilizada no âmbito domiciliar para registrar as consultas, o histórico de saúde do paciente e para seguir um protocolo de atendimento padronizado. 

Além disso, possibilita a emissão do laudo de testes rápidos e a Declaração de Serviços Farmacêuticos (DSF), documentos que devem ser entregues ao paciente após prestação do serviço farmacêutico.

Vamos aos procedimentos e documentos que o farmacêutico pode realizar e emitir com a Clinicarx?

Relatórios e acompanhamento

A Clinicarx viabiliza a emissão de relatórios completos e informações que auxiliam os profissionais a tomarem decisões mais assertivas no tratamento do paciente.

Relatório ao médico

O relatório ao médico resume todos os tratamentos medicamentosos e dados sobre a condição clínica do paciente na farmácia,  assim como pacientes atendidos pelo serviço de home care.

Esse relatório agrega informações importantes sobre a saúde do paciente que poderão auxiliar na tomada de decisão e na elaboração do plano de cuidado.

Para saber como emitir o relatório através da plataforma, acesse aqui.

Relatório de evolução de glicemia 

Durante um atendimento e procedimento do teste de glicemia, o farmacêutico pode acessar e gerar diversos documentos com dados que podem ser impressos aos clientes (incluindo a DSF).

Nesse relatório, constarão as informações:

  • O diagnóstico do seu paciente e o tipo de diabetes (se for o caso);
  • O estado alimentar do paciente no momento do teste;
  • Resultados do teste de glicemia.

Relatório de evolução da Pressão Arterial

Durante o atendimento, com a Clinicarx, o profissional também pode emitir o relatório de pressão arterial do paciente com:

  • Um gráfico com os resultados do acompanhamento dos valores de PAS e PAD;
  • Uma tabela com a data da aferição e os respectivos valores de PAS, PAD e frequência cardíaca.

Além desses documentos, também é possível controlar e emitir um relatório dos medicamentos injetáveis aplicados no seu paciente de home care

O Índice de Controle do Paciente na Clinicarx

Ao lado do nome de alguns dos seus pacientes, durante o atendimento, você verá um indicador chamado índice de controle, expresso em porcentagem (%). 

O que é este índice de controle?

O Índice de Controle é uma ferramenta para acompanhamento do estado de saúde do paciente e surge a partir do momento em que o profissional cadastra as condições clínicas no perfil dele. 

Ele indica o percentual (%) dos parâmetros estabelecidos de acordo com as condições clínicas do paciente em acompanhamento. O percentual é calculado a partir dos resultados dos procedimentos realizados e da meta terapêutica definida. 

Portanto, o índice de controle funciona como um indicador geral do grau de controle clínico do seu paciente, e depende das doenças em acompanhamento e das metas estabelecidas.

Esse índice é um parâmetro simples e útil para que o profissional consiga visualizar a evolução do seu paciente frente às condições clínicas e, assim, traçar planos para que os objetivos sejam alcançados. 

 

Aproveite e obtenha cada vez mais melhores resultados para a saúde dos seus pacientes! 

Pessoas vacinadas podem testar positivo para Covid-19?

pessoas vacinadas

Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 23/04/2021.

Pesquisas, desenvolvimento de vacinas e ensaios clínicos resultaram no início da vacinação contra a Covid-19 em tempo recorde, em menos de 12 meses após o início da pandemia. 

Em alguns países, a vacinação iniciou em dezembro de 2020. No Brasil, começou no dia 18 de janeiro de 2021 seguindo o Plano Nacional de Imunização.

Neste momento, a vacinação contra a Covid-19 está sendo realizada no mundo: em alguns lugares mais rapidamente e em outros nem tanto. No Brasil, apenas cerca de 4% da população foi totalmente vacinada (recebeu as duas doses).

Enquanto a imunização segue acontecendo, o conhecimento sobre as vacinas está em processo de construção com estudos sendo realizados e dados sobre a vacinação acompanhados.

Pesquisas sobre possibilidade de reinfecção, variantes do SARS-CoV-2 e testes para detectar anticorpos neutralizantes também estão sendo realizados e contribuem com o conhecimento sobre a doença. 

Embora ainda existam lacunas a serem preenchidas, alguns pontos sobre a vacinação contra a Covid-19 estão mais esclarecidos.

Vamos ver alguns deles neste artigo.

A vacina contra a COVID-19 pode causar um resultado positivo para teste de antígeno?

Não. Nenhuma vacina aprovada e disponível no Brasil é capaz de causar a doença. Os testes de antígeno verificam se há doença ativa no momento da testagem, portanto, caso a pessoa não esteja realmente doente, o teste de antígeno não será positivo por conta da vacina. 

Por outro lado, como a vacina induz a resposta imunológica, é possível que a pessoa teste positivo em testes de anticorpos (sorologia).

Pessoas vacinadas ficaram doentes. Por quê?

Segundo o Instituto Butantan, a pessoa vacinada só adquire imunidade completa contra a Covid-19 após a segunda dose da vacina. 

Além disso, o organismo normalmente demora algumas semanas para desenvolver imunidade (anticorpos contra a doença) depois da vacinação.

É possível que uma pessoa esteja infectada antes de tomar vacina e sem sintomas por estar no período de incubação do vírus (que pode variar de 2 a 14 dias) ou se contamine logo após ter tomado a vacina e fique doente. Isso porque o corpo não teve tempo suficiente para produzir anticorpos. 

Casos de pessoas que testaram positivo após vacinação no Brasil

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), em diversas situações o intervalo entre a aplicação da vacina e o início dos sintomas não foi suficiente para a esperada resposta de anticorpos desencadeada pela vacinação. 

É possível que pessoas vacinadas contra a Covid-19 sejam infectadas?

Sim. Existe uma taxa muito pequena de pessoas completamente vacinadas (com as duas doses da vacina)  que testaram positivo para coronavírus mesmo após o intervalo esperado para produção de anticorpos. Os pesquisadores estão nomeando esse acontecimento como “casos revolucionários ou inovadores”.

Nenhuma vacina tem 100% de eficácia e diante do cenário com milhares de novos casos diários ocorrendo paralelamente com a vacinação, é esperado que ocorra infecção em pessoas vacinadas. 

Por que ser vacinado então?

Dados de ensaios clínicos demonstraram que as vacinas evitaram a doença na maioria dos casos e as pessoas que ficaram doentes não desenvolveram quadros graves ou críticos.

Dessa maneira, é possível afirmar que tomar uma vacina contra a COVID-19 ajudará a evitar que uma pessoa adoeça gravemente, mesmo que fique doente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há casos de pessoas vacinadas e que foram infectadas posteriormente, mas não tiveram sintomas, e casos de pessoas vacinadas que tiveram quadros leves da Covid-19.

Isso reforça os dados dos ensaios clínicos: as vacinas protegem contra quadros graves.

Além de proteger contra a forma grave da doença, ser vacinado também pode proteger as outras pessoas porque é menos provável que uma pessoa protegida infecte outras pessoas.

Pessoas que já tiveram Covid-19 devem ser vacinadas?

Sim, a vacina é recomendada para todas as pessoas dos grupos autorizados até o momento. Existe estudo com pessoas que tiveram infecção anteriormente que demonstrou aumento nos níveis de anticorpos neutralizantes após uma única dose da vacina nessas pessoas. A vacinação, portanto, pode atuar como um impulsionador da imunidade produzida por uma infecção natural.

Pessoas com Covid-19 devem ser vacinadas?

Não. O Ministério da Saúde recomenda adiar a vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção por SARS-CoV-2 até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.  

Eficácia das vacinas exigida pela Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde exige índices de eficácia superiores a 50% para as vacinas, assim como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ambas as vacinas (Coronavac e AstraZeneca) disponíveis no Brasil até o presente momento demonstraram excelente perfil de segurança e atendem o parâmetro de eficácia exigido pelos órgãos reguladores.

Fatores que podem interferir na eficácia das vacinas

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirma que há vários fatores que afetam o funcionamento de uma vacina “em condições do mundo real”:

    • Fatores do paciente, como pessoas não incluídas nos ensaios clínicos que podem responder de maneira diferente à vacina;
    • Fatores virais, como as variantes;
    • Fatores programáticos, como seguir os esquemas de dosagem ou armazenar e manusear as vacinas de maneira adequada.

Eficácia das vacinas aprovadas para uso no Brasil

    • Cononavac: 50,38% de eficácia global no estudo clínico desenvolvido no Brasil – 78% em casos leves e 100% contra casos moderados e graves.
    • Fiocruz/AstraZeneca: eficácia global de 76% na primeira dose e 82,4% na segunda.
    • Pfizer/BioNTech: 95% de eficácia após duas doses.
    • Janssen: 66,9% de eficácia para casos leves e moderados e 76,7% de eficácia para casos graves, após 14 dias da aplicação.

Entre as vacinas aprovadas, a da Janssen é a única de dose única, mas, assim como a vacina da Pfizer, ainda não está disponível no território brasileiro.

Importante!

Farmacêutico, lembre-se que os testes de antígenos são os testes recomendados para investigação da doença ativa. Caso o seu paciente, mesmo completamente vacinado, apresente sintomas, escolha o teste de antígeno disponível na sua farmácia para verificar se ele está infectado.

Mesmo após a vacina os cuidados devem permanecer

Se você foi totalmente vacinado contra a Covid-19, ainda existe uma chance de você contrair o vírus. A boa notícia é que caso você venha a desenvolver sintomas, você tem grandes chances de a doença não evoluir para um quadro grave ou crítico.

As vacinas são eficazes e os pesquisadores ainda estão estudando como as vacinas evitam que alguém espalhe o vírus, portanto as pessoas vacinadas ainda devem manter todas as medidas de segurança em ambientes públicos.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

              “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Cuidados com a higiene íntima feminina

higiene íntima

Existe uma variedade de produtos para a higiene íntima das mulheres e embora existam vários estudos sobre o meio vaginal, poucos falam sobre lavagens tópicas externas e o impacto desses cuidados  na saúde da mulher.

Não se sabe muito sobre como as práticas de higiene pessoal podem afetar a estabilidade biológica e fisiológica das mulheres.

As práticas de higiene feminina podem variar por diferentes fatores como cultura, preferência pessoal e orientações de profissionais de saúde. 

Estudos com mulheres saudáveis demonstraram que a microbiota da mulher é variada e individual para cada mulher. 

A composição da microbiota vaginal pode mudar em função de fatores como idade, menstruação, gravidez, práticas de higiene, uso de antibióticos, entre outros.

A microbiota normal, o pH vaginal ácido e o corrimento vaginal são componentes que atuam como mecanismo de defesa inatos que protegem a mulher contra infecções vulvovaginais.

É extremamente necessário considerar essa informação ao escolher produtos para uso íntimo.

Existem individualidades entre os aspectos fisiológicos das mulheres, mas algumas recomendações sobre a higiene íntima são comuns para todas.

Neste artigo iremos abordar essas recomendações para que os farmacêuticos saibam como orientar suas pacientes na farmácia. 

Higiene íntima feminina

Para cuidar da higiene íntima, é necessário se atentar aos fatores fisiológicos considerados normais e importantes para manter a saúde da mulher, portanto alguns produtos devem ser utilizados com cautela ou até mesmo ser evitados.

Os produtos de higiene feminina devem ser formulados e testados especificamente para a área vulvar para garantir que não causem irritação ou sensibilização na pele.

A lavagem rotineira da vulva é desejável para prevenir o acúmulo de secreção vaginal, suor, urina e contaminação fecal. 

A higiene íntima inadequada pode ser entendida como a falta ou excesso de higiene causando alterações na homeostase genital que podem favorecer o surgimento de doenças.

Sabonetes

Os sabonetes possuem componentes que podem dissolver gordura, além de um pH neutro ou alcalino que, com o uso rotineiro na região genital, pode ter consequências indesejáveis, como ressecamento e diminuição da acidez da pele.

Os sabonetes antibacterianos podem alterar o ambiente vaginal, por isso não são indicados para uso diário e devem ser utilizados com cautela.

Ducha vaginal

Não há benefícios comprovados para a saúde, e isso pode prejudicar as defesas imunológicas inatas, alterando a flora vaginal normal e predispondo as mulheres a infecções.

A ducha vaginal também foi associada a um risco aumentado de doença inflamatória pélvica, endometriose e infecções sexualmente transmissíveis. 

Neutralizantes de odores

Alguns desses produtos podem alterar o pH na área vulvovaginal e isso afetará a composição da microbiota vulvovaginal normal necessária para proteção contra infecções.

Lubrificantes

Lubrificantes à base de óleo devem ser evitados.

Protetor diário

O uso diário de protetores diários podem desencadear infecções porque o abafamento contínuo propicia o crescimento de bactérias anaeróbias e fungos.

Lenço umedecido

Apesar de não apresentarem contraindicação, não existem evidências robustas que sustentam a recomendação para uso frequente de lenços umedecidos. 

Ao fazer o uso dos lenços, escolha os que são hipoalergênicos, sem álcool e sem perfume para evitar alergia e irritação na região íntima.

Atenção

A vulvovaginite é uma condição inflamatória ou infecciosa da vulva e mucosa vaginal. Os sinais e sintomas incluem coceira, eritema, dor, abrasões vulvares, bem como alterações na cor, odor ou quantidade de secreção vaginal. 

Aproximadamente 90% das mulheres que apresentam sinais clínicos de vulvovaginites são decorrentes de uma infecção por agentes da própria microbiota vaginal, que surge quando há um desequilíbrio no microambiente genital. 

A vulvovaginite pode ter  impacto significativo na qualidade de vida.  Fique atento aos sinais e sintomas e não hesite em encaminhar a paciente para o médico sempre que necessário. 

O uso de medicamentos, pomadas ou cremes sem indicação correta pode piorar o quadro clínico.

Farmacêutico, receba as suas pacientes e dê atenção às dúvidas que podem surgir, principalmente na hora da compra de produtos e medicamentos.

Um atendimento de qualidade, cuidadoso e que ofereça mais do que a venda de produtos pode fidelizar novas clientes na sua farmácia.

Dicas de cuidado

Mulheres de todas as idades requerem higiene íntima diária para manter sua área genital limpa.

A vulva é suscetível à dermatite de contato, por isso tome cuidado para evitar o contato com irritantes.

Veja algumas dicas para você indicar às suas pacientes: 

  • Use roupas íntimas de algodão e reduza o uso de roupas justas;
  • Tenha cuidado com a higiene íntima antes e após a relação sexual;
  • Para as mulheres que se depilam, escolher um método seguro de remoção dos pelos púbicos é importante para evitar sensibilidade e cicatrizes;
  • Evite anti-séptico na região vulvar.

A atenção e cuidado às suas pacientes é um diferencial no seu atendimento, e, ao ter conhecimento para orientações, você destaca sua farmácia no seu bairro ou comunidade fidelizando suas clientes.

Saúde mental durante a pandemia: como o farmacêutico pode ajudar?

Saúde mental

A pandemia da Covid-19 resultou em mudanças em todo o mundo e a continuidade desse cenário em 2021 despertou ainda mais incertezas sobre o futuro.

Medidas de saúde pública, como o distanciamento social, quarentena e lockdown, seguem sendo adotadas para conter o avanço da doença e a transmissão do vírus de pessoa para pessoa. 

Tudo isso impactou a saúde mental e o comportamento das pessoas. 

Cresceu o número de pessoas com preocupações financeiras, irritabilidade, ansiedade, preocupações com a saúde e dificuldade para dormir. 

O tipo e a gravidade dos problemas de saúde mental podem variar entre indivíduos com diferentes condições de saúde e papéis sociais devido às diferenças no risco de infecção e estilo de vida.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) em 11 países demonstrou que o Brasil lidera os casos de ansiedade e depressão durante a pandemia.

Uma outra pesquisa realizada pela USP sugere que as mulheres são mais afetadas emocionalmente pela pandemia

Os profissionais de saúde também têm sido fortemente impactados e estudos demonstram o aumento de sintomas de depressão, ansiedade, sofrimento psicológico e má qualidade de sono entre eles.

O atual cenário no Brasil também pode ser fonte de preocupação e estresse. Diante disso, o cuidado com a saúde mental se torna ainda mais necessário.

Diversas pessoas vão até as farmácias à procura de medicamentos para amenizar a ansiedade e dormir melhor.

Por isso, vamos ver como o farmacêutico pode ajudar?

Cuidado com a saúde mental na farmácia

É importante que o farmacêutico saiba identificar pacientes com humor deprimido e faça o encaminhamento para outro profissional quando necessário.

Existe uma ferramenta desenvolvida para esse tipo de rastreamento. É um dos instrumentos mais estudados para avaliar depressão na atenção primária: o Patient Health Questionnaire (PHQ).

O PHQ possui duas versões:

  •  PHQ-2 é um teste de duas perguntas utilizado para rastreamento de depressão em pessoas sem diagnóstico ou tratamento. 
  • O PHQ-9 é um teste de nove perguntas utilizado para avaliar o estado clínico da doença e a efetividade do tratamento. 

Com a Clinicarx, você pode aplicar o PHQ de forma simples e rápida durante o atendimento do paciente.

Basta fazer alguns cliques para responder às perguntas do questionário e, a partir das respostas, o sistema faz a análise por você. 

Com o resultado, interpretação e orientações, você terá mais informações para fazer um plano de cuidado e se concentrar no que realmente importa: a pessoa que está à sua frente.

Resultados alterados podem ser encaminhados ao médico. Essa medida pode ajudar a melhorar o resultado do tratamento, elevar a qualidade de vida e prevenir casos graves, que podem levar ao suicídio. 

Medidas de cuidado com a saúde mental 

A aplicação do PHQ durante a consulta farmacêutica é importante para obter informações sobre a saúde mental do paciente. 

Adicionalmente, após avaliar a necessidade de cuidados médicos, você pode sugerir medidas para ajudar no cuidado da saúde mental.

Confira algumas dicas abaixo de como você, farmacêutico, pode ajudar seu paciente:

Pensar na rotina diária

A vida mudou na pandemia. Escrever um plano para o dia ou semana pode ser útil para manter o foco e conseguir manter as atividades diárias. 

Leve isso em consideração de acordo com o estilo de vida do paciente e, se for necessário, faça essa sugestão. 

Conexão com outras pessoas

O distanciamento físico que o momento exige não precisa significar estar longe. Manter o relacionamento e contato com pessoas de confiança é importante para o bem-estar mental. 

Por isso, sugira um meio de manter contato com essas pessoas através de videochamadas ou redes sociais.

No Brasil, existem projetos em que voluntários conversam com idosos para diminuir a solidão na quarentena. 

Cuidar do bem-estar físico

A saúde física tem um grande impacto em como as pessoas se sentem emocionalmente e mentalmente. 

Em momentos como esses, pode ser fácil cair em padrões de comportamento prejudiciais que, por sua vez, podem fazer com que a pessoa se sinta pior. 

Se possível, sugira medidas como refeições saudáveis e bem balanceadas, e beber bastante água para manter a hidratação.

Um outro ponto importante é tentar se manter fisicamente ativo. Oriente os seus pacientes a praticarem exercícios e outras atividades que podem ter um impacto positivo no humor, melhorar o sono e reduzir o estresse e a ansiedade. 

Existem muitas maneiras fáceis de se exercitar e você pode sugerir, por exemplo, canais que ajudam a fazer exercícios em casa.

Cuidar do sono

Sentir ansiedade ou preocupação pode dificultar uma boa noite de sono. 

O sono de boa qualidade faz uma grande diferença em como a pessoa se sente mental e fisicamente, por isso é importante dormir o suficiente. 

Sugira dicas para higienizar o sono e evitar insônia, como: adotar horários regulares de sono, evitar bebidas com cafeína à noite, diminuir a exposição à luz durante a noite e fazer atividades relaxantes à noite.

Conheça a Clinicarx

A Clinicarx ajuda a avaliar a gravidade dos sintomas relacionados à depressão e a acompanhar a eficácia do tratamento de pacientes com diagnóstico. 

Com a plataforma também é possível rastrear pacientes com humor deprimido e identificar se o paciente precisa de cuidados médicos.

Além do PHQ que pode ajudar a salvar vidas e pode ser encontrado dentro da farmácia, ao alcance de todos, existem muitos serviços farmacêuticos que agregam valor ao atendimento.

A Clinicarx pode te ajudar a oferecer todos esses serviços com qualidade na sua farmácia. Confira os nossos planos.

Nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

A nova  Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial é fruto de um trabalho conjunto entre  a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

A publicação traz novas recomendações para o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial sistêmica.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença com alta prevalência em todo o mundo e está fortemente associada a mortes por doenças cardíacas.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, hospitalizações e atendimentos ambulatoriais.

Apesar de fácil diagnóstico e tratamento eficaz com diversas possibilidades terapêuticas, a doença frequentemente assintomática dificulta a adesão aos cuidados, tornando o controle da HAS difícil em todo o mundo. 

A pressão arterial deve ser medida em toda avaliação por profissionais da saúde capacitados.

Nesse contexto, o farmacêutico, como um profissional de saúde habilitado e capacitado, pode oferecer esse serviço na farmácia e fazer o acompanhamento de pacientes hipertensos.

Para isso, ele deve sempre estar atento às novas recomendações divulgadas em publicações de referência, como é o caso da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

Pensando nisso, destacamos as mudanças da nova diretriz para você conferir neste artigo.

Mudança na classificação da pré-hipertensão

Com a nova diretriz, a pressão arterial (PA) antes considerada normal passou a ser considerada ótima e os valores que eram considerados na definição de pré-hipertensão passaram a ser divididos entre PA normal e pré-hipertensão. 

A pré-hipertensão agora é definida por uma pressão arterial sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmHg.

Portanto, as classificações da pressão arterial de acordo com medição no consultório ficaram:

Classificação

PAS (mmHg)

PAD (mmHg)

PA ótima

<120

<80

PA normal

120-129

80-84

Pré-hipertensão

130-139

85-89

HAS Estágio 1

140-159

90-99

HAS Estágio 2

160-179

100-109

HAS Estágio 3

≥180

≥110

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

É importante ressaltar que a faixa dos valores de PA normal não são considerados ótimos e deve ser acompanhada mais de perto.

Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA)

A MRPA é uma modalidade de medição realizada com protocolo específico que consiste na obtenção de três medidas da PA pela manhã (antes do desjejum e antes da tomada da medicação) e três medidas à noite (antes do jantar) durante cinco dias ou na obtenção de duas medidas pela manhã e à noite durante sete dias consecutivos. 

Os valores de referência para MRPA mudaram e a nova diretriz considera hipertensão arterial quando os valores são maiores ou iguais que 130/80 mmHg, enquanto na Diretriz de 2016 os valores de referência eram 135/85 mmHg.

Metas terapêuticas

A nova diretriz enfatiza a importância de determinar o risco cardiovascular do paciente (a partir da estratificação de risco) para estabelecer as metas pressóricas a serem obtidas com o tratamento anti-hipertensivo.

Confira as metas pressóricas de acordo com o risco cardiovascular: 

META

Risco baixo ou moderado

Risco alto

PA sistólica (mmHg)

<140 mmHg

120-129 mmHg

PA diastólica (mmHg)

<90 mmHg

70-79 mmHg

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Metas pressóricas para idosos

Na nova Diretriz, os idosos são divididos em dois grupos conforme seu estado global de saúde: hígidos e frágeis.

Confira as metas de tratamento para idosos considerando a condição global de seu estado de saúde e a medida da pressão arterial no consultório:

 

PAS de consultório

PAD de consultório

Condição global

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Hígidos

≥140

130-139

≥90

70-79

Frágeis

≥160

140-149

≥90

70-79

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

 Tratamento medicamentoso 

Em relação ao tratamento medicamentoso, a monoterapia passou a ser indicada apenas para pré-hipertensos com alto risco cardiovascular, para pacientes muito idosos ou idosos frágeis e para pessoas com HAS estágio 1 com risco cardiovascular baixo.

Dessa maneira, o início do tratamento com terapia combinada é indicado para pacientes com HAS estágio 1 de risco moderado ou alto, pacientes com HAS estágio 2 e 3.

Assista ao nosso Webinar completo de Acompanhamento de Pacientes Hipertensos com a Clinicarx, ministrado pela farmacêutica Fernanda Alcântara.

Que tal aplicar o conhecimento?

Agora que você já leu sobre as mudanças estabelecidas com a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão, lembre-se delas no momento em que estiver fazendo o acompanhamento de um paciente hipertenso ou realizando um rastreamento em saúde.

Além disso, você pode marcar um retorno com os pacientes hipertensos, avaliar as metas terapêuticas e acompanhar mais de perto os pré-hipertensos.

Com a plataforma Clinicarx, além de contar com um checklist para seguir a técnica correta, após a avaliação da pressão arterial você pode imprimir a Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) com um design exclusivo que torna o documento muito mais atrativo e intuitivo para o seu paciente.

Variantes do SARS-CoV-2: o que são e o que sabemos sobre as vacinas

Variantes do SARS-CoV-2
Este artigo sobre variantes do SARS-CoV-2 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 19/03/2021.
 

Mais de um ano se passou desde que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Brasil, no dia 26 de fevereiro de 2020.

A partir de então, um ano sem precedentes seguiu. Atualmente o Brasil é o segundo país com maior número de mortes causadas pela Covid-19, acumulando mais de 280 mil mortes, e o segundo país do mundo com maior número de registro de casos da doença, segundo dados do Ministério da Saúde e da Johns Hopkins University, que faz o mapeamento do cenário de vários países do mundo a partir de informações disponibilizadas pelos órgãos competentes.

Estamos no pior momento desde o início da pandemia, considerado como o maior colapso sanitário e hospitalar do país, e nesse momento a preocupação em relação às novas variantes do SARS-CoV-2 e a eficácia das vacinas têm surgido.

Vamos ver o que temos descrito na literatura científica até o momento?

O que são as variantes do SARS-CoV-2 e por que elas são preocupantes?

Todos os vírus têm capacidade de sofrer mutação. O termo mutação se refere a alterações no genoma do vírus que ocorrem como resultado da mudança na sequência de aminoácidos.

As mutações podem acontecer no momento em que o vírus se replica na célula do hospedeiro.

Essas mutações podem tornar o vírus mais fraco ou, da mesma maneira, podem aumentar a sua capacidade de transmissão e a intensidade que o vírus causa a doença.

É importante ressaltar que enquanto o vírus está circulando amplamente na população, a probabilidade de mutação é maior.

Uma variante é considerada nova quando tem uma ou mais mutações que a diferenciam do vírus original ou do vírus predominante que circula entre a população em geral. 

As novas variantes são preocupantes porque elas podem gerar desafios no manejo clínico da doença devido a maior transmissibilidade e virulência do vírus. Além disso, as variantes também podem afetar a eficácia das vacinas e causar a doença em indivíduos que já foram vacinados.

Segundo o último boletim de atualização epidemiológica da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), mais de quatrocentas mil sequências genéticas do SARS-CoV-2 foram compartilhadas em bancos de dados de acesso público.

No entanto, três variantes têm sido apontadas como preocupantes.

Quais são as principais variantes?

As mutações de particular relevância clínica são aquelas que acontecem na proteína S, que é responsável pela ligação do vírus e é alvo de anticorpos neutralizantes durante a infecção, bem como de alguns tratamentos e vacinas. 

Até o momento, três variantes do SARS-CoV-2 são consideradas preocupantes: B1.1.7, B.1.351 e P.1.

    • B.1.1.7 (Reino Unido): foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e está relacionada com aumento da transmissibilidade em até 50% (transmissão mais eficiente e mais rápida), potencial aumento da virulência e baixa preocupação com a diminuição da eficácia das vacinas.
    • B.1.351 (África do Sul): foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 na África do Sul e está relacionada com aumento da transmissibilidade, ainda não existe evidência sobre o aumento da virulência, dados sugerem potencial escape imunológico após infecção natural e menor efeito na potência dos anticorpos produzidos por vacina.
    • P.1 (Brasil): foi identificada pela primeira vez em janeiro de 2021 em viajantes brasileiros durante uma triagem de rotina em um aeroporto do Japão. Essa variante foi relacionada à propensão para a reinfecção de indivíduos pelo SARS-CoV-2.

As variantes descritas acima compartilham a mesma mutação N501Y, que está relacionada com maior transmissibilidade do vírus.

Uma outra mutação, a E484K, está presente nas variantes B.1351 e P.1 e está relacionada com a alteração da neutralização do vírus por alguns anticorpos (potencial escape imunológico).

Essas três variantes inicialmente foram associadas ao aumento do número de casos em seus respectivos locais de descoberta e já se encontram espalhadas por vários países.

A elevação no número de casos aumenta a demanda do sistema de saúde, o número de hospitalizações e, potencialmente, o número de mortes.

O que sabemos sobre as vacinas disponíveis?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas são projetadas para atuar na maioria dos casos contra as novas variantes do vírus, portanto as mutações não devem tornar as vacinas totalmente ineficazes.

Além disso, os cientistas seguem trabalhando e estudando para alterar a composição das vacinas, caso uma vacina seja menos eficaz contra uma ou mais variantes.

Até o momento, estudos sugerem que os anticorpos gerados pelas vacinas atualmente autorizadas e em uso em diferentes países do mundo reconhecem essas variantes. 


Qual é o cenário das vacinas disponíveis no Brasil?

  • Até o dia 12/03/2021, a Coronavac e a vacina da Fiocruz/Astrazeneca estavam disponíveis para uso emergencial, enquanto apenas a vacina da Pfizer tinha o registro definitivo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • Apesar do registro definitivo, a disponibilização da vacina da Pfizer no território brasileiro ainda segue em negociação.
  • Recentemente a ANVISA concedeu o registro definitivo para a vacina da Fiocruz/Astrazeneca e, no mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V.
  • A vacina Sputnik V ainda não possui autorização para uso emergencial e nem o registro definitivo concedido pela ANVISA, mas a expectativa é que a indústria entre com o pedido para uso emergencial e temporário em breve.
  • Adicionalmente, foram sancionadas leis com o propósito de acelerar o processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil.
  • Essas ações são importantes porque o processo de vacinação no Brasil está lento e nesse ritmo a Fiocruz prevê tempo necessário de dois anos e meio para imunizar toda a população maior de 18 anos.
  • A vacinação da população em um ritmo lento não é capaz de controlar a pandemia e é desafiada pelo surgimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

Dados disponíveis de estudos sobre vacinas disponíveis no Brasil e as variantes do SARS-CoV-2

A eficácia das vacinas ainda está sendo investigada de perto por diferentes estudos. 

Resultados preliminares indicam que a vacina do Butantan é eficaz contra as novas variantes do coronavírus em circulação no Brasil.

Já a vacina da Fiocruz/AstraZeneca foi apontada com 75% de eficácia contra a variante B.1.1.7, mas com eficácia inferior contra a variante B.1351. No entanto, mais estudos estão em andamento e as variantes seguem sendo monitoradas.

Como podemos prevenir novas variantes do SARS-CoV-2?

Enquanto estudos sobre as variantes estão sendo realizados, medidas que visam diminuir a disseminação do vírus, com o propósito de prevenir mutações que possam alterar a eficácia das vacinas, são altamente recomendadas.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”