Acompanhamento de pacientes hipertensos com o Clinicarx

pacientes hipertensos

No nosso último CRx Class #3, com a farmacêutica Fernanda Alcantara, abordamos a importância da farmácia no acompanhamento de pacientes hipertensos. Como condição prevalente no país e principal fator de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, é importante sabermos a importância do farmacêutico nesse cenário.

Por isso, no último webinar do CRx Class, Fernanda contou em detalhes como é possível realizar o acompanhamento ao paciente hipertenso.

Segundo a farmacêutica, cerca de 60% da população idosa tem hipertensão arterial, sendo um fator direto ou indireto para 50% das mortes por doença cardiovascular no Brasil.


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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial a níveis iguais ou superiores a 140 ou 90 mm de mercúrio. Ou seja, uma pressão a partir de 140/90 mmHg merece atenção. Essa condição está frequentemente associada a distúrbios metabólicos, alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo, e é agravada por fatores de risco como, por exemplo, a dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus (DM). Possui associação independente com morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica, fatal e não fatal.

  • Fatores de risco de pacientes hipertensos

Para a farmacêutica, conhecer os fatores de risco da hipertensão é essencial para trabalhar com o paciente e gerenciar condições  de forma a tentar diminuir o risco cardiovascular.
Segundo Fernanda, são fatores de risco:

  • Envelhecimento;
  • Sexo feminino;
  • Situação socioeconômica;
  • Excesso de peso e obesidade (fatores muito importantes)

Já com relação à genética, ainda não está completamente estabelecida a contribuição do componente genético ou histórico familiar no desenvolvimento da hipertensão arterial.

Hábitos de vida e comorbidades

Os hábitos de vida, como por exemplo, ingestão excessiva de sódio, ingestão crônica elevada de álcool e sedentarismo são outras condições que colocam em risco o paciente com hipertensão. Além disso, comorbidades como diabetes mellitus e dislipidemias também são considerados fatores de risco que agregam risco cardiovascular ao paciente. Por isso, os profissionais de saúde devem lembrar de avaliar esses dois pontos – hábitos de vida e comorbidades – como fatores de risco importantes, porém gerenciáveis.

  • Órgãos-alvo: o que significa?

No webinar, também foi ressaltada a importância de prestar atenção nos órgãos-alvo do paciente, uma vez que nos casos de  hipertensão arterial, são órgãos que potencialmente podem vir a apresentar alterações funcionais ou estruturais. A lesão de órgãos-alvo alerta para o aumento do risco cardiovascular desse paciente. A farmacêutica, ainda, falou sobre os principais órgãos que são acometidos pela hipertensão arterial e condições clínicas que decorrem desse processo: encefalopatias, convulsões, acometimento renal, insuficiência renal, acometimento ocular, alterações visuais, deficiência hepática, insuficiência miocárdica. 

  • Tratamento e acompanhamento de pacientes hipertensos 

Fernanda também abordou o papel do profissional na prevenção e acompanhamento desse paciente. É importante que o farmacêutico saiba monitorar e identificar os fatores de risco citados acima, além de ser apoio de cuidado a esse paciente.

O tratamento da hipertensão arterial com medidas não farmacológicas incide diretamente nos efeitos cumulativos positivos do controle da pressão arterial, como: controle do peso corporal; recomendações nutricionais e redefinição do padrão alimentar; redução de álcool e alimentos com sódio, como sal de cozinha;  controle da pressão arterial; ingestão de alimentos com gordura insaturada, fibras oleaginosas vitamina B, alho; monitoramento dos hábitos de vida, prática de atividades físicas, cessação tabágica e técnica de respiração lenta, para tranquilizar o paciente no controle pressórico em situações de estresse.

Já os tratamentos farmacológicos, como apontados no webinar, visam à prevenção da morbimortalidade por risco cardiovascular causado pela presença de hipertensão arterial. São medicamentos prescritos geralmente por médicos cardiologistas, que acompanham os nossos pacientes hipertensos. Lembrando que o farmacêutico tem um papel indispensável na adesão ao tratamento farmacológico de prescrição médica.

  • Checklist farmacêutico com pacientes hipertensos

No acompanhamento de pacientes hipertensos, Fernanda apontou quais iniciativas o farmacêutico deve ter para avaliação e auxílio no manejo dessa condição clínica.

Ao receber o paciente na sua farmácia, sempre verifique a pressão arterial, avalie o risco cardiovascular, não esqueça de monitorar e conter fatores de risco e de avaliar os órgãos-alvo. Junto a isso, é papel do farmacêutico orientar para medidas não farmacológicas de controle e prevenção do risco cardiovascular e promover adesão ao tratamento medicamentoso. É importante, como foi destacado no webinar, verificar a efetividade  terapêutica desse tratamento.

Com o calendário posológico, por exemplo, você pode organizar a farmacoterapia desse paciente, registrar todos os medicamentos e horários de tomada. Ao ter registrado, inclusive, quais medicamentos ele comprou na sua farmácia e a duração desse tratamento, você pode agendar o retorno do seu cliente e programar a dispensação dos medicamentos. Além disso, testes de avaliação de triglicerídeos, colesterol e hemoglobina glicada são importantes para o farmacêutico examinar e conseguir realizar o melhor encaminhamento do paciente.

Todas essas ferramentas citadas no webinar do CRx Class #3 são padronizadas e disponibilizadas dentro da nossa plataforma para que você, farmacêutico, possa oferecer o melhor atendimento e fidelizar seus pacientes.

Com o serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente.

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