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Como fazer uma anamnese farmacêutica na farmácia

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A anamnese farmacêutica é indicada para profissionais da saúde, farmacêuticos, para guiar a o atendimento clínico e entrevista do paciente.

A anamnese farmacêutica pode resultar em diversas intervenções, tais como a prescrição de medicamentos, a solicitação de exames ou até mesmo ao encaminhamento para outros profissionais de saúde.

Ao receber o paciente para a consulta na farmácia, o profissional de saúde deve realizar uma anamnese para:

  • Acolher e identificar as necessidades de saúde do paciente;
  • Proceder a avaliação do paciente, identificando eventuais problemas de saúde;
  • Definir a conduta apropriada, fazer a prescrição farmacêutica (quando necessário) para produtos cuja venda é isenta de receita médica, orientar e encaminhar o paciente, conforme o caso;

O que o farmacêutico deve buscar solucionar na consulta

A consulta farmacêutica é o serviço voltado ao acolhimento das necessidades do paciente, sensíveis ao cuidado farmacêutico.

O objetivo deve ser claro: avaliação e recomendação de tratamentos para  problemas de saúde autolimitados, atuando também na prevenção e promoção do bem-estar.

O resultado da consulta farmacêutica pode ser a prescrição de um tratamento ao paciente, bem como seu encaminhamento para assistência médica, nos casos considerados mais graves.

A prescrição farmacêutica pode conter produtos industrializados, formulações magistrais e medidas não farmacológicas.

Os principais objetivos da consulta farmacêutica são:

Alívio de sinais e sintomas para problemas de saúde autolimitados

Promoção do bem-estar e qualidade de vida, observada por relato do paciente

Prevenção de doenças, por meio de melhoria de parâmetros fisiológicos ou de nutrição

Promoção do autocuidado, incluindo uso de dispositivos para automonitorização da saúde

Reconhecimento de situações que requeiram atendimento médico, por meio de sinais de alerta

Identificação de necessidades de saúde que requeiram outros serviços farmacêuticos

A Anamnese Farmacêutica

O paciente, quando procura uma consulta com um profissional de saúde, traz a expectativa de resolver seus problemas e obter melhora do seu estado de saúde geral.

Por isso, normalmente o motivo da consulta gira em torno de um ou dois problemas centrais, que serão identificados durante a anamnese farmacêutica. 

Como, por exemplo: 

“Minha pressão não controla de jeito algum. Acho que esses remédios não estão funcionando”; “depois que troquei meus medicamentos estou com uma tosse danada”; “o que me incomoda muito é meu intestino preso. Você pode me ajudar a resolver?”.

Registre as queixas sempre com uma frase curta que descreva o problema e sua duração, se possível. Por exemplo: “pressão arterial não controlando”, “Tosse com suspeita de reação adversa” ou “intestino preso há meses”.

Perceba que em todas as situações mencionadas a informação inicial apresentada pelo paciente não é suficiente para uma tomada de decisão. Então o que perguntar depois?

Existem perguntas que são direcionadas a condições clínicas específicas, portanto anamneses específicas, mas de um modo geral elas derivam de uma mesma ideia geral: 

  • Caracterizar melhor os problemas, sinais e sintomas de um paciente, a fim de estabelecer um plano de cuidado factível e individualizado para resolvê-los da melhor forma possível.

Existem diversos métodos descritos na literatura para estruturar o atendimento clínico. 

Apesar das diferenças terminológicas e organização dos dados, todas elas partem de um raciocínio em comum: é necessário coletar dados do paciente, de uma maneira estruturada, a fim de definir os problemas a serem resolvidos e estabelecer um plano de cuidado em conjunto com o paciente.

Após isso, é necessário acompanhar a evolução clínica geral do paciente. Perceba que se trata de um ciclo, que se reinicia a cada consulta.

anamnese farmacêutica

Para fazer a anamnese farmacêutica dos problemas expostos pelo paciente durante a avaliação, sugerimos que você avalie sete postos-chave, derivados do processo semiológico para conduzir o levantamento da história da doença atual. 

Eles vão te ajudar a entender o que está acontecendo com o paciente para que, assim, vocês possam estabelecer um plano de cuidado eficaz.

Fazendo uma anamnese farmacêutica com a Clinicarx

Na Clinicarx você pode registrar sua anamnese para problemas menores de dois modos diferentes. 

É possível escolher uma anamnese recomendada pela Clinicarx, pelo administrador da rede ou você ainda pode criar uma nova anamnese, que poderá ser salva e utilizada futuramente

As respostas para as perguntas exibidas pela seleção da anamnese ficam salvas no histórico do paciente. Essa anamnese pode ou não gerar uma DSF a ser entregue ao paciente, mediante geração intencional do documento.

Ainda é possível utilizar dados coletados na consulta para realizar uma prescrição farmacêutica: digite o motivo da consulta, sinais e sintomas relatados pelo paciente, para que o software indique tratamentos que você pode recomendar, já prontos para serem prescritos. É a tecnologia SmartRx.

Na tela de encerramento do atendimento existe um campo de texto livre para que você, se desejar, registre informações importantes antes de encerrar o atendimento. Essas informações também ficarão salvas no histórico de atendimentos.

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7 pontos chave da anamnese farmacêutica: história da doença atual (HDA)

  1. Tempo: início, duração e frequência dos sinais ou sintomas.
  2. Localização: área precisa dos sintomas.
  3. Qualidade ou característica: termos descritivos específicos sobre os sintomas (exemplo: dor “aguda”, “em pontadas”).
  4. Quantidade ou gravidade: grau de impacto dos sintomas sobre o paciente, considerando bem-estar, comprometimento das atividades diárias, nível da dor  (leve, moderado ou grave).
  5. Ambiente: o que o paciente estava fazendo quando os sintomas começaram? Algo mudou na rotina? (exemplo: o paciente começou a sentir dor no peito durante o exercício ou “essa dor de cabeça começou desde que mudei de emprego”)
  6. Fatores que agravam ou que aliviam: fatores que fazem com que o sintoma piore ou que o alivie (por exemplo, dor de cabeça que piora com a luz; tosse que piora ao deitar; dor no peito que melhora com repouso)
  7. Sintomas associados: outros sintomas que ocorrem com os sintomas primários (por exemplo, dor no peito que é acompanhada por dor no braço; diarreia acompanhada por dor abdominal; dor de cabeça acompanhada de náuseas)

Motivo da consulta e anamnese são para qualquer tipo de atendimento?

Na verdade sim, mas muda o modelo de anamnese. O uso mais comum desta ferramenta é quando o paciente informa uma queixa, como um sinal, um sintoma, algum problema de saúde que requer cuidados. 

Mas a técnica também se aplica a atendimento para outros motivos de consulta, por exemplo: “revisão dos medicamentos”, “Aconselhamento sobre tabagismo” ou “Avaliação da carteira de vacinação”.

Nos casos em que o motivo da consulta não é propriamente uma queixa, a anamnese deverá sofrer adaptações, e diferentes ferramentas podem ser usadas para “compor” essa anamnese sob medida para o caso.

Por exemplo, em consultas para revisão dos medicamentos,  sua anamnese será mais focada no perfil farmacoterapêutico do paciente, isto é, nas doenças e medicamentos.  

No aconselhamento sobre tabagismo, sua anamnese irá se apoiar em avaliação da dependência nicotínica, razões para fumar, tentativas de cessação, etc. 

No caso da vacinação, a anamnese irá resgatar vacinas tomadas, doses esquecidas, situação vacinal atual. E assim por diante.

anamnese farmacêutica

Diferente de outras ferramentas, no caso da anamnese de um sinal ou sintoma não existe uma interpretação única, “como uma receita de bolo”.

Ela vai depender do raciocínio, do conhecimento clínico do profissional  e das informações fornecidas pelo paciente. 

A anamnese farmacêutica deve terminar com a definição de uma possível causa, evidência ou tratamento que será fundamental para a definição de um plano de cuidado adequado ao paciente.

Ofereça um atendimento completo com serviços de atenção farmacêutica aos seus clientes.

Com a Clinicarx, ainda é possível imprimir documentos importantes como Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF), relatórios de acompanhamento e avaliação para entregar ao paciente. 

 

*Esse artigo foi revisado pelo corpo técnico da Clinicarx.

 

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