Nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

A nova  Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial é fruto de um trabalho conjunto entre  a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

A publicação traz novas recomendações para o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial sistêmica.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença com alta prevalência em todo o mundo e está fortemente associada a mortes por doenças cardíacas.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, hospitalizações e atendimentos ambulatoriais.

Apesar de fácil diagnóstico e tratamento eficaz com diversas possibilidades terapêuticas, a doença frequentemente assintomática dificulta a adesão aos cuidados, tornando o controle da HAS difícil em todo o mundo. 

A pressão arterial deve ser medida em toda avaliação por profissionais da saúde capacitados.

Nesse contexto, o farmacêutico, como um profissional de saúde habilitado e capacitado, pode oferecer esse serviço na farmácia e fazer o acompanhamento de pacientes hipertensos.

Para isso, ele deve sempre estar atento às novas recomendações divulgadas em publicações de referência, como é o caso da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

Pensando nisso, destacamos as mudanças da nova diretriz para você conferir neste artigo.

Mudança na classificação da pré-hipertensão

Com a nova diretriz, a pressão arterial (PA) antes considerada normal passou a ser considerada ótima e os valores que eram considerados na definição de pré-hipertensão passaram a ser divididos entre PA normal e pré-hipertensão. 

A pré-hipertensão agora é definida por uma pressão arterial sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmHg.

Portanto, as classificações da pressão arterial de acordo com medição no consultório ficaram:

Classificação

PAS (mmHg)

PAD (mmHg)

PA ótima

<120

<80

PA normal

120-129

80-84

Pré-hipertensão

130-139

85-89

HAS Estágio 1

140-159

90-99

HAS Estágio 2

160-179

100-109

HAS Estágio 3

≥180

≥110

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

É importante ressaltar que a faixa dos valores de PA normal não são considerados ótimos e deve ser acompanhada mais de perto.

Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA)

A MRPA é uma modalidade de medição realizada com protocolo específico que consiste na obtenção de três medidas da PA pela manhã (antes do desjejum e antes da tomada da medicação) e três medidas à noite (antes do jantar) durante cinco dias ou na obtenção de duas medidas pela manhã e à noite durante sete dias consecutivos. 

Os valores de referência para MRPA mudaram e a nova diretriz considera hipertensão arterial quando os valores são maiores ou iguais que 130/80 mmHg, enquanto na Diretriz de 2016 os valores de referência eram 135/85 mmHg.

Metas terapêuticas

A nova diretriz enfatiza a importância de determinar o risco cardiovascular do paciente (a partir da estratificação de risco) para estabelecer as metas pressóricas a serem obtidas com o tratamento anti-hipertensivo.

Confira as metas pressóricas de acordo com o risco cardiovascular: 

META

Risco baixo ou moderado

Risco alto

PA sistólica (mmHg)

<140 mmHg

120-129 mmHg

PA diastólica (mmHg)

<90 mmHg

70-79 mmHg

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Metas pressóricas para idosos

Na nova Diretriz, os idosos são divididos em dois grupos conforme seu estado global de saúde: hígidos e frágeis.

Confira as metas de tratamento para idosos considerando a condição global de seu estado de saúde e a medida da pressão arterial no consultório:

 

PAS de consultório

PAD de consultório

Condição global

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Hígidos

≥140

130-139

≥90

70-79

Frágeis

≥160

140-149

≥90

70-79

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

 Tratamento medicamentoso 

Em relação ao tratamento medicamentoso, a monoterapia passou a ser indicada apenas para pré-hipertensos com alto risco cardiovascular, para pacientes muito idosos ou idosos frágeis e para pessoas com HAS estágio 1 com risco cardiovascular baixo.

Dessa maneira, o início do tratamento com terapia combinada é indicado para pacientes com HAS estágio 1 de risco moderado ou alto, pacientes com HAS estágio 2 e 3.

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Que tal aplicar o conhecimento?

Agora que você já leu sobre as mudanças estabelecidas com a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão, lembre-se delas no momento em que estiver fazendo o acompanhamento de um paciente hipertenso ou realizando um rastreamento em saúde.

Além disso, você pode marcar um retorno com os pacientes hipertensos, avaliar as metas terapêuticas e acompanhar mais de perto os pré-hipertensos.

Com a plataforma Clinicarx, além de contar com um checklist para seguir a técnica correta, após a avaliação da pressão arterial você pode imprimir a Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) com um design exclusivo que torna o documento muito mais atrativo e intuitivo para o seu paciente.

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