As 5 principais curiosidades sobre as hepatites que você não conhecia

Como estamos no mês de luta contra as hepatites virais, vamos trazer algumas curiosidades bastante interessantes envolvendo esse universo, e o porquê do diagnóstico precoce ser tão importante.

O dia 28 de julho é conhecido por ser o “Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais”. Ele foi criado em 2010, pela OMS (Organização Mundial da Saúde), com a intenção de estimular a conscientização e prevenção destas doenças. No Brasil, a Lei nº 13.802/2019 determinou que  o “Julho Amarelo” seja  realizado a cada ano em todo o território nacional, e que sejam feitas ações relacionadas à luta contra as hepatites virais. É importantíssimo também alertar sobre a necessidade da vacinação contra as hepatites A e B.

1- Você sabia que nem toda hepatite é causada por vírus?

A hepatite é uma inflamação que ocorre no fígado, podendo ser  causada pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, que quando ingeridas em grandes quantidades, podem ser tóxicas ao órgão, gerando desde um processo agudo, crônico e até mesmo fulminante. Temos também as hepatites causadas por doenças  autoimunes, metabólicas ou até mesmo genéticas, e é claro as virais.

2- Das hepatites virais circulantes no mundo, existem 5 formas mais prevalentes nos seres humanos que são:  vírus da hepatite A (HAV), B (HBV), C (HCV), D (HDV) e E (HEV)

Os tipos virais citados se diferem quanto ao material genético, forma de transmissão e tratamento. 

A hepatite viral é uma doença que pode agir de forma silenciosa por décadas, muitas vezes sem a manifestação de sintomas, por isso é tão importante que façamos o teste anualmente. Caso o diagnóstico ocorra de forma tardia , o paciente pode apresentar quadros avançados de câncer ou cirrose.

O diagnóstico precoce é super importante para que o tratamento se inicie o quanto antes, evitando assim a progressão para formas mais graves que necessitem de transplante ou possam levar o indivíduo à morte.

Logo abaixo veremos um quadro comparativo quanto aos tipos e formas de transmissão.

HAVHBVHCVHDVHEV
TransmissãoOro-fecal,por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.É uma doença sexualmente transmissível. Também pode ser transmitida durante a gestação ou parto.
Através da transfusão de sangue, compartilhamento de material para uso de drogas, lâminas, da mãe infectada para filho durante a gravidez, e no sexo sem preservativo.Através das relações sexuais sem camisinha, da mãe infectada para o  filho durante a gestação ou parto, compartilhamento de objetos de uso pessoal, dentre outras formas.Oro-fecal,por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.

Os sintomas mais comuns e que ocorrem de uma forma geral são: cansaço, tontura, enjoo, vômitos, febre baixa e persistente, dor abdominal (de leve a moderada), dor nas articulações, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura (marrom escura, quase preta) e fezes claras (quase brancas).

A clínica é bastante sugestiva, mas a confirmação acontece pelos exames laboratoriais. Hoje, temos uma variedade de testes para o diagnóstico da hepatite que podem ser realizados. Temos os chamados imunológicos, sorológicos e até mesmo os que utilizam a biologia molecular. Mas independentemente do exame que esteja sendo feito, o importante será sempre que seja realizado precocemente, já que a doença pode evoluir para casos muito graves.

3- Você já ouviu falar que a Hepatite B e C são considerados “ONCOVÍRUS”?

Oncovírus, são  vírus que estão relacionados ao desenvolvimento de cânceres, neste caso o câncer de fígado.  

Ah, então todo mundo que pega esses vírus vai ter câncer? Não, como eu disse, eles tem potencial, mas não quer dizer que isso aconteça com todos os pacientes. Por isso que é importante estar atento aos sintomas, e que a testagem e o diagnóstico sejam feitos rapidamente.  

Os vírus da  Hepatite  B e C são um problema de saúde pública e os que mais comumente causam doenças crônicas como  cirrose e câncer de fígado e até mesmo a morte. Por isso o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é tão importante e tem um papel essencial na prevenção, controle, alerta e conscientização da população em geral.

Outro fato interessante, é que atualmente nós temos os testes laboratoriais remotos (TLR), conhecidos como testes rápidos, que são equivalentes às metodologias tradicionais e podem ser realizados nas farmácias. Isso permite que doenças como a hepatite B e C, sejam detectadas em minutos, permitindo que o tratamento logo se inicie. 

4-Recém-nascidos podem pegar hepatite das mães!

Apesar de a principal forma de transmissão ser a sexual (inclusive a hepatite B é uma infecção sexual transmissível), existem outras formas que são:  a via percutânea, através de objetos perfurocortantes e a transmissão vertical (da mãe para o filho), seja pela placenta, no parto, ou durante o aleitamento materno.

É importante, desta forma, que a mulher faça o acompanhamento durante o pré-natal, pois durante a gestação a hepatite B aumenta o risco de parto prematuro, sendo que 25% dos neonatos nascidos de mães que pegaram a infecção nos últimos 3 meses, serão portadores do vírus com grande chance de terem hepatite crônica.

5- Existe vacina para a hepatite?

A boa notícia é que existe vacina para a hepatite A (faz parte da vacinação infantil de rotina) e para a B! Ela tem uma eficácia protetora elevada, sobretudo nas crianças (vacina para o HAV), mas é  sempre bom lembrar de quem é trabalhador da área da saúde, é fundamental que vacine-se para evitar a transmissão ocupacional do vírus nas unidades de atenção básica à saúde, em hospitais, laboratórios, ou onde quer que esse profissional trabalhe (vacina para o HAB).

Ah, caso você tenha alguma dúvida sobre esse tema, escreva para mim, eu terei um prazer imenso em te responder!

Até o próximo post!

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Andreza Martins
Andreza Martins
Biomédica multidisciplinar, formada na UNIRIO, mestre em Química Biológica pela UFRJ. Mestrado na área de biologia molecular, em diagnóstico de dengue por RT-PCR em tempo real. Professora universitária há mais de 15 anos. Escritora e revisora técnica na área de Farmácia para a Sanar saúde. Colunista da revista NewsLab e Copywriter na Clinicarx.
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