Dia da Farmácia: importância da farmácia clínica no sistema público de saúde

No Dia da Farmácia, saiba mais como o farmacêutico clínico é capaz de impactar no cuidado com os seus pacientes.

O Sistema Único de Saúde (SUS), foi criado pela Constituição de 1988 e vem sendo implementado desde então, dando acesso gratuito à população brasileira, direta ou indiretamente.

Um dos obstáculos que impactam a gestão dos cuidados com medicamentos e que interferem na sustentabilidade do SUS  é o financiamento do sistema. Desta forma, o Farmacêutico, principalmente o profissional com formação clínica se torna  essencial para fortalecer a promoção do cuidado à saúde da população, aproveitando o  valor terapêutico e o potencial benéfico dos medicamentos.

Nos municípios a Lei Federal nº 5.991/73 prevê a exigência do farmacêutico como responsável técnico (RT) pelas farmácias municipais, assumindo a responsabilidade em relação ao gerenciamento da Assistência Farmacêutica básica (AF) e a tantos outros programas e projetos que sejam implantados pelo SUS.

Dos diversos campos de atuação no SUS, o farmacêutico pode assumir cargos que vão desde RT pelos serviços relacionados a medicamentos, tais como, farmácia e central de abastecimento, além da vigilância sanitária, vigilância epidemiológica, vigilância ambiental, laboratórios de análises clínicas, farmácia clínica, entre outras.

Uma das áreas que mais vem mostrando a necessidade do farmacêutico é a farmácia clínica (FC). Dados atuais indicam que a presença deste profissional especializado é essencial e pode impactar positivamente no SUS e no serviço de saúde privado.Tanto que em um estudo recente feito em hospitais públicos,  observou-se que  9% entre 24% das internações por urgência acontecem em consequência a problemas na terapia farmacológica, isto é, algo totalmente evitável. Isso mostra que uma intervenção qualificada do farmacêutico clínico pode reduzir custos e até mesmo casos mais graves que podem evoluir para a morte.

O Farmacêutico Clínico, de  forma integrada com a equipe multidisciplinar, aumenta a adesão e o comprometimento dos pacientes em relação ao tratamento, é capaz de intervir na terapia quando necessária, o que também aumenta a qualidade de vida da população. Sem mencionar a economia gerada pelas intervenções.

A farmácia clínica se faz necessária para atender as necessidades dos pacientes relacionadas aos medicamentos de forma integrada, segura, efetiva,  contínua, visando obter resultados terapêuticos concretos. O farmacêutico gerenciará o uso de medicamentos de forma individualizada, tornando o paciente mais ciente e participativo do processo, o que produzirá melhores resultados, e é claro, sem aumento de custos.

Há tempos que se percebe a importância desse profissional no SUS, por isso muitos estados e  municípios vêm introduzindo o Farmacêutico Clínico em seus quadros. A necessidade é tão grande que em algumas localidades do Brasil há uma certa dificuldade para encontrar profissionais com essa devida formação. Se levarmos em consideração o tamanho do SUS e sua rede de unidades, há um potencial mercado de trabalho para o farmacêutico clínico.

Sabemos que a inserção da farmácia clínica no SUS é um passo enorme  na perspectiva de elevar as possibilidades da população ao acesso da saúde, do campo de atuação do farmacêutico e de mostrar a importância do seu papel como uma alternativa de solução dos inúmeros problemas de saúde que afetam e atingem as pessoas.

A seguir veremos quais seriam as principais metas a serem alcançadas com esse tipo de serviço:

  • Orientar e direcionar o paciente ao acesso dos medicamentos de acordo com as suas necessidades.
  • Educar o usuário sobre a guarda , destinação e utilização dos seus medicamentos para aumentar a sua autonomia sobre o tratamento.
  • Promover a adesão do paciente ao tratamento, através da orientação terapêutica adequada.
  • Fazer revisão sempre que possível da polimedicação com a finalidade de otimizar a farmacoterapia, o que pode reduzir a carga de comprimidos e o custo do tratamento.
  • Avaliar a efetividade e ajustar a farmacoterapia juntamente com o prescritor e a equipe de saúde, sempre que necessário.
  • Identificar e prevenir as interações medicamentosas, reações adversas, riscos associados a medicamentos, assim como erros de medicação.

Vimos ao longo deste texto que as atribuições do farmacêutico clínico voltadas para a assistência ao usuário de medicamentos traz uma mudança na resolutividade e na qualidade da farmacoterapia e dos tratamentos.

A farmácia clínica promove transformações no perfil socioepidemiológico, no reconhecimento do profissional farmacêutico como indispensável no atendimento em saúde e na qualidade de vida das pessoas.

Antes de terminar, gostaria de lembrar a todos que  o farmacêutico clínico pode trabalhar  tanto no setor público, como no privado, atuando em hospitais e clínicas, farmácias com ou sem manipulação, consultório farmacêutico, além de poder fazer atendimento domiciliar. 

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Andreza Martins
Andreza Martins
Biomédica multidisciplinar, formada na UNIRIO, mestre em Química Biológica pela UFRJ. Mestrado na área de biologia molecular, em diagnóstico de dengue por RT-PCR em tempo real. Professora universitária há mais de 15 anos. Escritora e revisora técnica na área de Farmácia para a Sanar saúde. Colunista da revista NewsLab e Copywriter na Clinicarx.
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