Pessoas vacinadas podem testar positivo para Covid-19?

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Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 23/04/2021.

Pesquisas, desenvolvimento de vacinas e ensaios clínicos resultaram no início da vacinação contra a Covid-19 em tempo recorde, em menos de 12 meses após o início da pandemia. 

Em alguns países, a vacinação iniciou em dezembro de 2020. No Brasil, começou no dia 18 de janeiro de 2021 seguindo o Plano Nacional de Imunização.

Neste momento, a vacinação contra a Covid-19 está sendo realizada no mundo: em alguns lugares mais rapidamente e em outros nem tanto. No Brasil, apenas cerca de 4% da população foi totalmente vacinada (recebeu as duas doses).

Enquanto a imunização segue acontecendo, o conhecimento sobre as vacinas está em processo de construção com estudos sendo realizados e dados sobre a vacinação acompanhados.

Pesquisas sobre possibilidade de reinfecção, variantes do SARS-CoV-2 e testes para detectar anticorpos neutralizantes também estão sendo realizados e contribuem com o conhecimento sobre a doença. 

Embora ainda existam lacunas a serem preenchidas, alguns pontos sobre a vacinação contra a Covid-19 estão mais esclarecidos.

Vamos ver alguns deles neste artigo.

A vacina contra a COVID-19 pode causar um resultado positivo para teste de antígeno?

Não. Nenhuma vacina aprovada e disponível no Brasil é capaz de causar a doença. Os testes de antígeno verificam se há doença ativa no momento da testagem, portanto, caso a pessoa não esteja realmente doente, o teste de antígeno não será positivo por conta da vacina. 

Por outro lado, como a vacina induz a resposta imunológica, é possível que a pessoa teste positivo em testes de anticorpos (sorologia).

Pessoas vacinadas ficaram doentes. Por quê?

Segundo o Instituto Butantan, a pessoa vacinada só adquire imunidade completa contra a Covid-19 após a segunda dose da vacina. 

Além disso, o organismo normalmente demora algumas semanas para desenvolver imunidade (anticorpos contra a doença) depois da vacinação.

É possível que uma pessoa esteja infectada antes de tomar vacina e sem sintomas por estar no período de incubação do vírus (que pode variar de 2 a 14 dias) ou se contamine logo após ter tomado a vacina e fique doente. Isso porque o corpo não teve tempo suficiente para produzir anticorpos. 

Casos de pessoas que testaram positivo após vacinação no Brasil

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), em diversas situações o intervalo entre a aplicação da vacina e o início dos sintomas não foi suficiente para a esperada resposta de anticorpos desencadeada pela vacinação. 

É possível que pessoas vacinadas contra a Covid-19 sejam infectadas?

Sim. Existe uma taxa muito pequena de pessoas completamente vacinadas (com as duas doses da vacina)  que testaram positivo para coronavírus mesmo após o intervalo esperado para produção de anticorpos. Os pesquisadores estão nomeando esse acontecimento como “casos revolucionários ou inovadores”.

Nenhuma vacina tem 100% de eficácia e diante do cenário com milhares de novos casos diários ocorrendo paralelamente com a vacinação, é esperado que ocorra infecção em pessoas vacinadas. 

Por que ser vacinado então?

Dados de ensaios clínicos demonstraram que as vacinas evitaram a doença na maioria dos casos e as pessoas que ficaram doentes não desenvolveram quadros graves ou críticos.

Dessa maneira, é possível afirmar que tomar uma vacina contra a COVID-19 ajudará a evitar que uma pessoa adoeça gravemente, mesmo que fique doente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há casos de pessoas vacinadas e que foram infectadas posteriormente, mas não tiveram sintomas, e casos de pessoas vacinadas que tiveram quadros leves da Covid-19.

Isso reforça os dados dos ensaios clínicos: as vacinas protegem contra quadros graves.

Além de proteger contra a forma grave da doença, ser vacinado também pode proteger as outras pessoas porque é menos provável que uma pessoa protegida infecte outras pessoas.

Pessoas que já tiveram Covid-19 devem ser vacinadas?

Sim, a vacina é recomendada para todas as pessoas dos grupos autorizados até o momento. Existe estudo com pessoas que tiveram infecção anteriormente que demonstrou aumento nos níveis de anticorpos neutralizantes após uma única dose da vacina nessas pessoas. A vacinação, portanto, pode atuar como um impulsionador da imunidade produzida por uma infecção natural.

Pessoas com Covid-19 devem ser vacinadas?

Não. O Ministério da Saúde recomenda adiar a vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção por SARS-CoV-2 até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.  

Eficácia das vacinas exigida pela Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde exige índices de eficácia superiores a 50% para as vacinas, assim como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ambas as vacinas (Coronavac e AstraZeneca) disponíveis no Brasil até o presente momento demonstraram excelente perfil de segurança e atendem o parâmetro de eficácia exigido pelos órgãos reguladores.

Fatores que podem interferir na eficácia das vacinas

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirma que há vários fatores que afetam o funcionamento de uma vacina “em condições do mundo real”:

  • Fatores do paciente, como pessoas não incluídas nos ensaios clínicos que podem responder de maneira diferente à vacina;
  •  Fatores virais, como as variantes;
  • Fatores programáticos, como seguir os esquemas de dosagem ou armazenar e manusear as vacinas de maneira adequada.

Eficácia das vacinas aprovadas para uso no Brasil

  • Cononavac: 50,38% de eficácia global no estudo clínico desenvolvido no Brasil – 78% em casos leves e 100% contra casos moderados e graves.
  • Fiocruz/AstraZeneca: eficácia global de 76% na primeira dose e 82,4% na segunda.
  • Pfizer/BioNTech: 95%.
  • Janssen: 66,9% de eficácia para casos leves e moderados e 76,7% de eficácia para casos graves, após 14 dias da aplicação.

Entre as vacinas aprovadas, a da Janssen é a única de dose única, mas, assim como a vacina da Pfizer, ainda não está disponível no território brasileiro.

Importante!

Farmacêutico, lembre-se que os testes de antígenos são os testes recomendados para investigação da doença ativa. Caso o seu paciente, mesmo completamente vacinado, apresente sintomas, escolha o teste de antígeno disponível na sua farmácia para verificar se ele está infectado.

Mesmo após a vacina os cuidados devem permanecer

Se você foi totalmente vacinado contra a Covid-19, ainda existe uma chance de você contrair o vírus. A boa notícia é que caso você venha a desenvolver sintomas, você tem grandes chances de a doença não evoluir para um quadro grave ou crítico.

As vacinas são eficazes e os pesquisadores ainda estão estudando como as vacinas evitam que alguém espalhe o vírus, portanto as pessoas vacinadas ainda devem manter todas as medidas de segurança em ambientes públicos.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

              “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

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