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Proteína C Reativa (PCR) em processos infecciosos

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A Proteína C Reativa em processos infecciosos pode indicar a gravidade do quadro da infecção e ser um sinalizador de atenção entre os outros marcadores do estado clínico do paciente.

Neste artigo, vamos abordar:

  • Características desses processos virais e bacterianos;
  • Manifestações clínicas;
  • Tratamentos;
  • Papel do teste rápido de Proteína C Reativa nos processos infecciosos.

O que é a Proteína C Reativa (PCR)?

A proteína C Reativa, também conhecida como PCR, é uma proteína produzida pelo fígado, cuja concentração sanguínea se eleva muito quando há indicativo de processos inflamatórios ou infecciosos.

Derivada da resposta hepática frente a ação de citocinas (mediadores citoquímicos), é um biomarcador característico de processo inflamatório agudo e que atua ativamente no processo aterogênico.

A PCR pode ser utilizada para o rastreamento ou acompanhamento do controle clínico de infecções, lesões inflamatórias teciduais e do risco cardiovascular.

Processos infecciosos e a Proteína C Reativa

Infecções causadas por diferentes agentes, sejam bactérias ou vírus, estimulam resposta inflamatória, capaz de alterar os níveis de PCR.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas sistêmicas são quadro febril, que pode atingir picos de febre alta acima de 38,5ºC, mais frequentes em infecções bacterianas, dores no corpo, fraqueza, perda de apetite, prostração e distúrbios gastrointestinais.

Sintomas específicos podem ocorrer em casos de infecção localizada, tornando a região potencialmente sensível e dolorida à palpação, bem como podendo evidenciar aumento dos linfonodos próximos ao sítio de infecção.

Faixa etária e grupo de risco

A suscetibilidade a infecções, tanto bacterianas quanto virais, é universal. Indivíduos com o sistema imunológico em desenvolvimento (pacientes pediátricos), debilitados ou imunocomprometidos estão mais expostos.

Pacientes em terapia antineoplásica (quimioterapia), portadores do HIV, e demais condições, constituem grupo de risco para coinfecções.

Prevenção

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, através de campanhas de vacinação promovidas pelo Ministério da Saúde, promove a imunização da população contra diversas condições infectocontagiosas imunopreveníveis.

O calendário de vacinação preconiza as principais datas e esquemas vacinais a serem seguidos para completa imunização.

A ampla divulgação e conscientização da população para adoção de tal medida preventiva são ações coletivas de saúde pública com grande impacto na promoção da saúde e prevenção de doenças da população.

No caso de infecções para as quais não há profilaxia vacinal, é recomendada a educação sanitária e adoção de práticas de higiene que favoreçam a redução das diferentes formas de transmissão e a proliferação vetorial.

Rastreamento

O rastreamento deve ser feito a partir da detecção de sintomas suspeitos de infecções.

Testes como a quantificação de Proteína C Reativa são indicados para definição do estadiamento de possíveis infecções e para definição do agente causador mais provável.

Testes rápidos para pesquisa de agentes infecciosos também podem ser empregados como ferramentas complementares para o rastreamento.

De modo geral, sabe-se que infecções bacterianas estão comumente associadas (aproximadamente 85% das vezes) a valores >100 mg/dL no PCR, uma vez que revelam alto grau de lesão tecidual.

Diferentemente, quando em infecções virais, os níveis de PCR apresentam valores <40 mg/dL.

Contudo, infecções por adenovírus, citomegalovírus, influenza, herpes simples, sarampo e caxumba; podem apresentar valores acima de 100mg/dL, sendo necessário o emprego de outras técnicas para diagnóstico diferencial.

Reforçamos que a Proteína C reativa é um marcador de baixa especificidade, o que ressalta a necessidade da realização de exames complementares e confirmatórios.

Encaminhamento médico oportuno é importante para investigação de outras condições associadas que podem levar ao aumento nos níveis de PCR.

O teste rápido da Proteína C Reativa

A realização de teste rápido com metodologia imunoenzimática de reflectometria em látex, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta, curto tempo para emissão do resultado (até 3 minutos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção vantajosa para quem busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações das condições associadas à PCR

O tratamento não farmacológico pode ser aplicado independentemente da natureza do agente infeccioso e consiste em reidratação, dieta alimentar balanceada e repouso.

O tratamento farmacológico varia de acordo com o tipo e a natureza do agente causador da infecção:

Infecções bacterianas

O tratamento inclui antibioticoterapia, prescrita por profissional competente.

Diferentes classes de antimicrobianos podem ser utilizados, por via oral, intramuscular ou intravenosa.

As principais classes de antibióticos administrados são:

  • Β-lactâmicos, como penicilinas, cefalosporinas;
  • Carbapenens, quinolonas, como o ciprofloxacino;
  • Aminoglicosídeos, como a gentamicina, macrolídeos, como a azitromicina;
  • Sulfonamida, como o sulfametoxazol, tetraciclinas, cloranfenicol, entre outros.

A antibioticoterapia pode ser associada ao uso de medicamentos isentos de prescrição como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) a exemplo do paracetamol.

Outros produtos para saúde que também podem ser empregados, como:

  • Complexos vitamínicos que visam o fortalecimento do sistema imunológico e promoção da recuperação orgânica;
  • Sprays e pastilhas contendo anestésico local, amplamente usados em infecções de garganta, e repositores hidroeletrolíticos (isotônicos).

A adesão do paciente ao tratamento é fundamental para evitar a proliferação de bactérias multirresistentes.

Cabe ao profissional da saúde em contato com o paciente e conscientizá-lo a respeito da importância da terapia, esclarecendo dúvidas e colocando-se à disposição, especialmente na avaliação da efetividade terapêutica.

Infecções virais

Geralmente relacionadas a quadros autolimitados, o tratamento é sintomático e centrado na administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e uso de compressas que auxiliam no alívio de dores articulares.

Deve-se promover o uso racional de medicamentos em todos os quadros clínicos, evitando a ocorrência de desfechos desfavoráveis ao paciente.

Acompanhamento

O acompanhamento deve ser feito de acordo com a natureza do processo infeccioso e o grau de comprometimento do indivíduo acometido.

Em casos agudos, a periodicidade recomendada pode ser diária.

No caso de pacientes hospitalizados em quadro grave ou até a remissão da sintomatologia apresentada para pacientes que não necessitam de hospitalização, visando avaliação da eficácia terapêutica.

Testes como a quantificação da Proteína C Reativa e a verificação de outros elementos constituintes do sistema circulatório, a exemplo do leucograma, podem ser utilizados no acompanhamento.

PCR na sinalização de gravidade da Covid-19

A Proteína C Reativa acusa valores mais altos conforme o nível de infecção e gravidade, principalmente para infecções respiratórias.

Como marcador inflamatório, pode ser utilizado em pacientes com a COVID-19 como um marcador de gravidade. Assim, é possível identificar o nível de avanço da doença e intensidade da inflamação respiratória.

Como isso funciona?

O excesso de proteína C reativa encontrada no sangue de pacientes com Covid-19 indica alto nível de inflamação.

Segundo estudo da Universidade Federal Fluminense, as alterações mais frequentes da PCR em pacientes infectados são de 75% a 93%. Dessa forma, é possível visualizar direcionamentos de tratamento desse paciente.

Por exemplo, o tratamento com esteróides é indicado nesses casos, que reduz a necessidade de ventilação mecânica em 80% dos pacientes e o risco de morte em 77% deles.

Atenção: não confundir este exame com o RT-PCR, utilizado para detecção do vírus e diagnóstico da COVID-19.

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