Rubéola: teste rápido para rastreamento e detecção precoce

Rubéola: Infecção viral contagiosa evitável por vacina e conhecida pela sua erupção vermelha característica.

A rubéola é uma virose aguda sistêmica, altamente contagiosa, popularmente conhecida como “Sarampo Alemão.” Os sintomas geralmente surgem de duas a três semanas após a exposição, e incluem febre baixa e dor de cabeça.

Rubéola

Transmissão da Rubéola

O vírus da Rubéola é transmitido de forma direta, por meio da exposição a secreções oro e nasofaríngeas que podem ser expelidas através do ar exalado após um indivíduo infectado respirar, tossir, falar e/ou espirrar.

Agente etiológico da Rubéola

A rubéola é causada pelo vírus da rubéola que é um RNA-vírus, pertencente ao gênero Rubivirus e à família Togaviridae.

Período de incubação

O período de incubação pode variar de 14 a 21 dias.

Período de transmissibilidade

O período de transmissibilidade do vírus varia de 5 a 7 dias antes e depois do início do exantema (erupção cutânea característica).

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade ao vírus é geral e a imunidade adquirida através de infecção natural ou vacinal é permanente por quase toda vida.

Eventual reinfecção é usualmente assintomática e detectável apenas por métodos sorológicos.

A resposta imune se manifesta entre 2 a 4 semanas após a infecção. Na fase aguda, anticorpos IgM podem ser encontrados no sangue a partir os primeiros sintomas, e perduram por até 4 semanas após a regressão do exantema. Anticorpos IgG são detectados na fase crônica da doença, mesmo muito tempo após a exposição e infecção primárias.

Manifestações clínicas da Rubéola

Há manifestação clínicas sintomática da doença ocorrem em cerca de 50% dos casos, que podem ser específicas, como o surgimento de exantemas (“rash” / erupções cutâneas), evidenciados inicialmente na região da face, couro cabeludo e pescoço e, posteriormente nas nádegas, costas e posterior de coxa, ou inespecíficas, como quadro febril leve (febre baixa < 38,5ºC), linfadenopatia retro auricular, occipital e/ou cervical e artralgia (dores articulares).

Em geral, crianças constituem o grupo que menos apresenta manifestações clínicas clássicas.

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Rubéola: Infecção viral contagiosa evitável por vacina e conhecida pela sua erupção vermelha característica. Crédito pela imagem: Google.

Adolescentes e adultos, podem apresentar outras queixas sistêmicas, como fadiga, cefaleia (dor de cabeça), coriza, tosse e conjuntivite.

Adultos são mais atingidos por complicações, dentre as mais frequentes estão: artrites/artralgias, encefalites e manifestações hemorrágicas.

Para gestantes, a infecção em mulheres não imunizadas, especialmente se no primeiro trimestre, pode culminar em aborto espontâneo, morte fetal intrauterina ou deformidades anatômicas e anomalias laboratoriais, a exemplo da Síndrome da Rubéola Congênita.

Prevenção da Rubéola

A mais eficaz medida de prevenção é a vacinação, que faz parte do calendário de vacinação do Ministério da Saúde. Trata-se da vacina tríplice viral que previne também contra sarampo e caxumba.

A vacina tríplice viral também está disponível nas farmácias que oferecem serviço de imunização.

Educação em saúde e conscientização de pais e responsáveis legais a respeito da imunização é fundamental para a prevenção e o controle de surtos da doença.

Diagnóstico da Rubéola

O diagnóstico clínico da rubéola resulta da anamnese completa acompanhada de análise do histórico clínico do paciente.

O diagnóstico laboratorial primário é baseado em testes sorológicos para pesquisa de IgM/IgG, capazes de revelar o estágio (agudo ou crônico) do quadro ou a ocorrência da soroconversão. Ensaio imunoenzimático (ELISA) também é comumente empregado, bem como a realização de hemograma completo, sendo os resultados esperados dentro da normalidade, podendo haver trombocitopenia leve, possivelmente derivada de alterações imunológicas do paciente.

Esta é uma doença de notificação compulsória. Na pesquisa de anticorpos IgM com resultado reagente ou inconclusivo, deve-se realizar notificação imediata para a continuidade da investigação. A coleta da segunda amostra de sangue, caso necessária, poderá ser empregada para a classificação final dos casos e deverá ser realizada de 15 a 25 dias após a primeira. Amostra hemolisada é considerada um interferente para o teste.

Papel do teste rápido

A existência de teste rápido por imunocromatografia é capaz de revelar, de forma qualitativa, a presença e distinção de IgG e IgM, facilitando a tomada de decisão do profissional da saúde, que poderá encaminhar precocemente o paciente e orientá-lo com assertividade.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (apenas 10 minutos para leitura e emissão de resultados) e a alta confiabilidade (sensibilidade e especificidade superiores a 95%), faz do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Exames complementares

Cultura viral e reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa são alguns dos exames complementares que podem ser requeridos para confirmação diagnóstica.

O diagnóstico diferencial deve ser feito com as seguintes doenças: sarampo, Roséola infantum, escarlatina, dengue, exantema súbito, eritema infecioso, enterovirose e síndromes congênitas como mononucleose, toxoplasmose e citomegalovírus.

Tratamento da Rubéola e orientações

Não há tratamento específico e a doença apresenta cura espontânea em cerca de 10 dias. O tratamento da Rubéola é sintomático e centrado em cuidados de suporte, não havendo terapia antiviral específica.

No caso de casos agudos da infecção em pacientes gestantes, o tratamento de primeira escolha consiste no encaminhamento ao especialista, sendo a administração de imunoglobulina humana normal (0,55 mL/kg) via intramuscular (IM), um coadjuvante com intuito de prevenção da rubéola neonatal no caso da gestante não optar pela interrupção da gestação.

A administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) em ciclos curtos é empregada em pacientes com artrite.

A prescrição de medicamentos isentos de prescrição, tais como analgésicos ou anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), é útil no controle dos sintomas (em especial, artralgias). Sintomas oftálmicos são aliviados com o uso de colírios lubrificantes e os eventos dermatológicos são amenizados pelo uso de cremes, géis e loções hidratantes em regiões livres de lesões, de modo a “acalmar” a pele do paciente.

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