Testagem rápida COVID-19: por que testes de antígeno ainda são necessários?

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A testagem rápida para a COVID-19 segue sendo fortemente recomendada pelas autoridades em saúde. Os testes recomendados são os testes de antígeno ou RT-PCR.

Desde o início da pandemia, 614.278 pessoas morreram em decorrência da COVID-19 no Brasil. A falta da implementação de medidas para mitigar a transmissão do vírus da COVID-19 e o processo inicial lento da vacinação contribuíram para esse número. 

A vacina é uma tecnologia muito eficaz para prevenir infecção pelo vírus da COVID-19 e diminuir a probabilidade de uma pessoa desenvolver o quadro grave da doença. No entanto, nenhuma vacina é 100% eficaz.

Um estudo publicado pela Public Health England, demonstrou que, mesmo com o esquema vacinal completo, as pessoas ainda podem contrair o vírus e, ainda com sintomas leves ou assintomáticos, transmitir para outros

O cenário atual do Brasil é de cerca de 60% da população com o esquema vacinal completo contra a COVID-19 e, aproximadamente, 9 mil novos casos são notificados diariamente. 

Embora a vacinação esteja progredindo no território nacional, as novas variantes do SARS-CoV-2 e a notificação diária de novos casos são motivos de preocupação que reforçam que os testes rápidos ainda são aliados na prevenção da disseminação do vírus. 

Isso porque a testagem oportuniza a identificação de pessoas que estão infectadas e possibilita que condutas adequadas para esses casos sejam tomadas.

A vacinação e nova variante Ômicron

Com novas cepas detectadas, como a Variante B.1.1.259, denominada Ômicron, as medidas de cuidado devem continuar. O Reino Unido, por exemplo, irá realizar testagem em massa de todos que chegarem ao país. 

No Brasil, foram suspensos temporariamente os desembarques de voos que tiveram passagem pela África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

Além disso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que a população evite viagens desnecessárias

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a Ômicron como variante de preocupação (VOC), por conter um grande número de mutações, e está monitorando de perto para identificar todos os riscos que essa variante pode causar.

Estudos clínicos sobre essa nova variante estão em andamento, mas laboratórios já deram um posicionamento sobre a resistência  à vacina.

  • Vacina Pfizer/BioNTech: o CEO, Ugur Sahin, afirma que não há motivos para preocupações excessivas e que a vacina deve manter a imunidade para casos graves da COVID-19 que poderiam ser causados pela nova variante;
  • Oxford/AstraZeneca: Universidade de Oxford comenta que está pronta para desenvolver uma versão atualizada da vacina AstraZeneca caso necessário, e que as vacinas continuam a oferecer altos níveis de proteção contra variantes;
  • Moderna: a Moderna afirmou que pode ter uma versão atualizada da vacina contra a Variante Ômicron, testada e pronta para ser solicitada autorização aos EUA, também sugeriu doses de reforço direcionadas para combater a nova cepa;
  • Sputnik: há alta probabilidade de proteção imunológica contra a nova variante e o país estaria preparado para produzir centenas de doses de reforço, se necessário;
  • Novavax: já está trabalhando em uma nova vacina com foco na Variante Ômicron com previsão de iniciar os testes o quanto antes, segundo a farmacêutica, a vacina contém a proteína Spike desenvolvida com base no mesmo sequenciamento genômico da cepa.

➡ Confira nossos artigos completos sobre a COVID-19 no Brasil.

➡ Ômicron: a nova variante do vírus da COVID-19. Leia aqui.

Testagem rápida para COVID-19 no Brasil

Em relação às recomendações de proteção contra a COVID-19, estados e municípios têm autonomia para decidirem quais serão as medidas adotadas. 

Dos 27 estados brasileiros, 11 estão exigindo laudo do teste rápido para coronavírus como obrigatório para retomada de eventos. Hoje, 20 estados exigem apenas o comprovante de vacinação para eventos. 

Os testes mais recomendados pelos estados são de antígeno ou RT-PCR. Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia, os grupos de risco mais vulneráveis hoje são crianças com comorbidades e idosos. 

A Associação Médica Brasileira (AMB) também reforçou a orientação de testagem em massa de antígeno para eventos de final de ano e carnaval. Em relação à testagem rápida da população mundial, o Brasil se encontra em 139º lugar no ranking dos países com testes rápidos diários.

Como o governo não implementou nem subsidiou a testagem rápida em massa, os testes ficam por conta de clínicas, farmácias e postos de saúde do Sistema Único de Saúde. 

testes padronizados para coronavírus


Por que o teste de Antígeno?

O teste rápido que detecta a presença de antígeno é recomendado para a fase ativa da doença. Isto é, deve ser feito no momento que aparecem os primeiros sintomas ou, preferencialmente, entre o 3º e o 6º dia após a exposição ao vírus.

Um resultado reagente no teste rápido indica presença do vírus SARS-CoV-2 e medidas de cuidado são necessárias para diminuir a disseminação do vírus para outras pessoas.

A Agência de Vigilância Sanitária afirma que vacinas autorizadas para uso no Brasil não interferem em resultados de exames de diagnóstico da doença.

Para as pessoas vacinadas, os testes recomendados para investigar infecção ativa são os de ensaio molecular ou testes rápidos de antígenos. 

Nesse contexto, a tecnologia Point Of Care facilita a testagem rápida, o acesso e a realização do teste no atendimento à população.

Recomendações da OMS 

A Organização Mundial da Saúde continua orientando como medidas de proteção e prevenção contra a COVID-19 o uso de máscaras individuais, como parte da estratégia para reduzir a transmissão do vírus e mortes. 

Ainda, recomenda o distanciamento físico de pelo menos 1 metro de outras pessoas, higienizar as mãos com frequência e evitar tocar o rosto em locais públicos ou com aglomeração. 

Além disso, os testes de COVID-19 seguem sendo recomendados a todos, mesmo após a vacinação, e em especial para pessoas que:

  • Foram expostas à alguém com diagnóstico confirmado de COVID-19;
  • Estão apresentando sintomas semelhantes sugestivos de COVID-19;
  • Estão planejando viajar ou comparecer a eventos sociais.

                “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

*Esse artigo foi revisado pelo corpo técnico da Clinicarx.

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Amanda Souza
Amanda Souza
Jornalista, Mestranda em Comunicação e Estudos de Mídia, Analista de Conteúdo da Clinicarx.
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