Vacina contra COVID-19: restrições e indicações

vacina contra covid-19

As vacinas contra a Covid-19 já estão em fase de imunização do primeiro grupo determinado no plano de vacinação pelo Ministério da Saúde e pelo Programa Nacional de Imunizações do. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. 

No dia 17 de janeiro de 2021 a ANVISA liberou duas vacinas para a vacinação emergencial: 

A CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Life Science, importada  e registrada pelo Instituto Butantan e a vacina CoviShield da AstraZeneca, produzida pelo laboratório Serum (Índia) e importada pela FioCruz. 

Segundo os estudos de desenvolvimento, as duas vacinas apresentam contraindicações para determinados grupos de pessoas. Algumas dúvidas surgiram sobre essas restrições, então, vamos esclarecer. 

Vacina contra COVID-19: CoronaVac

A CoronaVac foi uma das primeiras a ser autorizadas pela ANVISA após as fases de testes. Cada dose de 0,5 mL de suspensão injetável, contém 600 SU* do antígeno do vírus inativado SARS CoV-2. 

SU*: SARS CoV- 2 units é a unidade utilizada para demonstrar a quantidade de vírus presente na vacina. 

A vacina é contraindicada para pessoas que já tiveram reações alérgicas graves à algum dos componentes do produto: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio. 

Vacina contra COVID-19: CoviShield (AstraZeneca) 

Desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e produzida pelo Instituto Serum (Índia), é uma vacina de vetor baseada em um adenovírus de chimpanzé chamado ChAdOx1 ao qual é acoplada a porção imunogênica do novo coronavírus (sua espícula). Após a exposição a essa vacina o sistema imunológico das pessoas imunizadas está preparado para atacar o vírus SARS-CoV-2, se houver infecção posterior.

É contraindicada para pessoas com reações alérgicas grave à cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio e edetato dissódico di-hidratado. 

Vacina contra COVID-19: Pfizer / BionTech

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer com a BioNTech utiliza uma tecnologia diferente, o RNA mensageiro sintético. É administrada em duas doses, com intervalo mínimo de 21 dias entre elas.

A vacina é contraindicada a pessoas com histórico de alergia grave (anafilaxia) a qualquer medicamento ou doença, por exemplo. Outras, no entanto, comorbidades não foram associadas à vacina, por isso esses pacientes, desde que acima de 16 anos, podem ser imunizados.

Grupos de risco e condições clínicas

Abaixo estão listados os indivíduos com determinadas condições clínicas, em situações determinadas ou grupos de risco que podem ou não serem vacinados ou vacinados com precaução:

Grávidas e lactantes

Esse grupo não participou de nenhum dos estudos de desenvolvimento da vacina, então, não há recomendação de vacinação. A CoronaVac, entretanto, possui tecnologia semelhante à vacina contra gripe (influenza), já aplicada em gestantes sem contra-indicações. 

A bula da CoviShield (AstraZeneca), porém, contra-indica a vacina para mulheres grávidas ou lactantes. Ainda, é ressaltado a importância de avaliar se os riscos de possíveis reações adversas são maiores do que o risco da doença da COVID-19. 

A FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou uma nota explicando que o médico obstetra deve avaliar os riscos de contaminação, o potencial  e eficácia da vacina e de informar a sua paciente sobre riscos da vacina. Ainda não há dados que comprovem a segurança da vacina durante a gestação. 

Em maio de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma nota recomendando a suspensão da aplicação da vacina ChAdOx1 nCov-19 (Vaxzevria e Covishield) da AstraZeneca, envasada pela Fiocruz, em mulheres grávidas.

Pacientes com uso de anticoagulantes 

Tanto para CoronaVac quanto para CoviShield a vacina deve ser administrada com cuidado em pessoas com trombocitopenia ou coagulopatias, uma vez que pode ocorrer sangramento e hematoma após uma administração intramuscular nesses indivíduos. 

Deficiência na produção de anticorpos

Pacientes com deficiência de produção de anticorpos, geralmente causada por motivos genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora devem se vacinar contra a COVID-19, mesmo que a imunidade não seja adquirida com o sucesso esperado. 

Quem teve reação alérgica à outras vacinas 

Pessoas que já tiveram reações devido à outras vacinações anteriores, sem saber o motivo pontual, pode se vacinar, porém devem reportar o acontecimento ao profissional de saúde, ter certeza que o local oferece suporte para caso ocorra uma reação e ficar em observação entre 15 e 30 minutos após aplicação da vacina.

Pacientes com Covid-19 ou suspeitos

Quem está com a doença ou com suspeita de infecção, deve realizar os exames necessários e, se positivado, aguardar pelo menos quatro semanas após o surgimento dos primeiros sintomas para tomar a vacina. Lembrando sempre do período de isolamento de 14 dias. 

Em casos de febre entre 37,5ºC no dia ou nas últimas 24 horas, a vacinação deve ser adiada. 

Pacientes crônicos

Todos os indivíduos com condições clínicas crônicas, como Asma, Diabete Mellitus, Hipertensão, entre outras, devem se vacinar. Caso o paciente esteja em uma fase aguda ou em crise, por exemplo, de Asma, a vacinação deve ser adiada também. 

Quem pode tomar a vacina contra a Covid-19

    • Pessoas que já tiveram covid-19, mas desde que o início dos sintomas tenha ocorrido há pelo menos 4 semanas (para quem não teve sintomas, 4 semanas a partir do primeiro resultado positivo no teste RT-PCR); 
    • Idosos; 
    • Pessoas imunodeprimidas; 
    • Pessoas com HIV, asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), cirrose, diabetes, pressão alta, cardiopatia, epilepsia; 
    • Pessoas com tatuagem; 
    • Pessoas que tomam os seguintes medicamentos: antibiótico, corticoide, imunossupressor, imunobiológico (anticorpos monoclonais), anticoagulante (com os cuidados citados abaixo); 
    • Pessoas com silicone na região da aplicação (mas escolha outro local na hora da vacinação); 
    • Pessoas que estão tratando câncer ou ou que já tiveram a doença; 
    • Pessoas com alergia a ovo; 
    • Pessoas com doença autoimune; 
    • Pessoas que convivem com parentes imunossuprimidos/doentes em casa;
    • Pacientes transplantados.

Em resumo, quem de fato não deve tomar a vacina contra a COVID-19 com restrições claras, é: quem tem alergia ao componente da vacina, quem já tomou outra vacina contra o coronavírus. 

Via de administração da vacina da Covid-19

A vacina Covid-19 é destinada apenas para injeção intramuscular (IM), preferivelmente no músculo deltoide. A vacina covid-19 (recombinante) é uma suspensão incolor a levemente marrom, clara a levemente opaca.

A vacina deve ser inspecionada visualmente quanto a partículas e descoloração antes da administração.

Descartar o frasco se a suspensão estiver descolorida ou partículas visíveis forem observadas.

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*Esse artigo foi revisado pelo corpo técnico da Clinicarx.

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