Attive Pharma: caso de sucesso em serviços clínicos e testagem para Covid-19

ATTIVE PHARMA

A farmácia de manipulação Attive Pharma foi a 1ª no Brasil a executar a testagem para Covid-19 de anticorpos e a primeira do Mato Grosso do Sul a realizar teste de antígeno.

Farmacêutica realiza a coleta para o Teste Covid-19 Antígeno utilizando um swab para nasofaringe.

O teste de antígeno por swab na nasofaringe, indica a presença do vírus Covid-19 no organismo, e em 30 minutos o paciente recebe o laudo, isso oferece agilidade ao atendimento médico, quando necessário. A testagem para Covid-19 também é indicada para quem teve contato com algum infectado. O serviço é oferecido em parceria com a Plataforma Clinicarx, que dá suporte à farmácia na implantação do serviço, protocolo de atendimento, treinamento, software e laboratório clínico de apoio.

Laudo Clinicarx
Paciente recebe um Laudo completo e intutivo após o exame pelo farmacêutico

Segundo a farmacêutica Flávia Franca, diretora da Attive Pharma, o teste pode ser agendado com 2 a 7 dias de sintomas ou em pessoas assintomáticas que tiveram exposição de risco ao novo coronavírus. “O teste de antígeno identifica a presença da proteína do vírus via secreção nasal. É considerada uma opção rápida e segura para detecção do Covid-19, com sensibilidade de 96.5% e especificidade de 99.9%”, afirma.

Farmacêutico assinando laudo Clinicarx
Farmacêutica assinado laudo do teste rápido ao paciente, um dos diversos serviços oferecidos.

Oferta de diferentes serviços à saúde

Além da testagem para Covid-19, a farmácia vem oferecendo outros serviços em parceria com a Clinicarx, incluindo vacinação, prescrição farmacêutica, acompanhamento a pacientes crônicos, avaliações de saúde diversas e exames rápidos como influenza, perfil lipídico, beta-HCG e PSA (próstata). Os serviços são oferecidos desde antes do início da pandemia.

Os pacientes podem agendar seus atendimentos por telefone ou se dirigir diretamente a farmácia para pronto atendimento. “Contamos com um time habilitado para testar pessoas de todas as idades e limitações. Esse formato a domicílio é voltado principalmente àqueles considerados grupo de risco”, finaliza Flávia.

A farmácia já atendeu milhares de pacientes em 2020 e se firma como um belo exemplo do valor dos serviços farmacêuticos para a população, gerando bom resultados também para o negócio, inclusive em farmácias de manipulação magistral.

Crédito: Campo Grande News.

Mudanças regulatórias nas farmácias durante a epidemia da Covid-19

Confira as principais mudanças regulatórias e políticas afetando as farmácias durante a epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Com a epidemia, diversas mudanças regulatórias estão ocorrendo, afetando a dispensação de medicamentos, o funcionamento das farmácias e os serviços farmacêuticos. Abaixo você encontra um resumo dessas mudanças até a data de 18 de Abril de 2020:

AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR

As receitas médicas passam a ter validade de 365 dias, inclusive com validade retroativa e os pacientes podem comprar medicamentos para até 90 dias de tratamento..

Pacientes podem enviar um representante em seu lugar, portando uma procuração simples (sem reconhecimento de firma em cartório), contendo todos os dados dos documentos dos envolvidos.

MEDICAMENTOS CONTROLADOS

Entrega remota de medicamentos controlados está permitida, com algumas limitações, como conferir a prescrição antes de concretizar a venda e a entrega.

Prazos de validade das receitas de controlados continua igual.

Receitas médicas digitais para medicamentos controlados e antimicrobianos são aceitas, desde que com assinatura eletrônica, mas não para notificações de receita (azul/amarela).

As receitas de controle especial eletrônicas aceitas são aquelas utilizadas para medicamentos que contenham substâncias das listas C1 e C5 e dos adendos das listas A1, A2 e B1 da Portaria nº 344/ 1998 da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde.

A possibilidade de assinatura eletrônica e receita digital não se aplica a outros receituários eletrônicos de medicamentos controlados, como os talonários de Notificação de Receita A (NRA), Notificação de Receita Especial para Talidomida, Notificação de Receita B e B2 e Notificação de Receita Especial para Retinóides de uso sistêmico.

Pacientes podem adquirir até 6 meses de tratamento para controlados (com algumas especificidade conforme lista em que o medicamento se enquadre).

Venda de controlados por e-commerce / internet continua proibida.

Medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e nitazoxanida passaram a ter controle especial, a fim de evitar a compra indiscriminada por conta da possível eficácia contra a Covid-19.

PRESCRIÇÃO ELETRÔNICA E TELEMEDICINA

A farmácia pode aceitar uma receita digital para dispensação de controlados, desde que com assinatura eletrônica certificada. Essa é uma das mudanças regulatórias mais importantes até o momento.

Uma receita digital é um arquivo gerado e mantido digitalmente, com assinatura eletrônica válida, reconhecida pelo ICP Brasil.

A farmácia deve verificar a autenticidade da receita digital recebida pelo paciente, utilizando validadores na internet, antes de proceder a dispensação.

A validação da autenticidade de uma receita digital pode ser feita diretamente no site de plataforma emissoras de receitas digitais (utilizadas pelo médico) ou diretamente no site do ITI, que valida chaves reconhecidas pelo ICP Brasil. Acesse esse site aqui.

Telemedicina foi regulamentada no Brasil. Os médicos podem fazer consultas remotas e emitir receitas digitais. Devemos lembrar que uma consulta médica presencial também pode gerar uma receita digital, portanto a telemedicina depende da prescrição eletrônica para ter efeito, mas a prescrição eletrônica independente da telemedicina.

Outros profissionais da saúde, como psicólogos também estão realizando atendimento remoto.

MUDANÇAS REGULATÓRIAS NOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS

Dispensação. A farmácia deve reorganizar seu fluxo de atendimento, evitando aglomerações e tomando medidas de limpeza, desinfecção e proteção de funcionários e clientes.

Vacinação. Regras para liberar vacinação na farmácia não mudaram. Continua valendo a RDC 197/2017.

Anvisa abriu possibilidade de farmácias sem licença de vacinação poderem aplicar vacinas, desde que em parceria com poder público e com ciência da VISA local. Grandes campanhas de vacinação contra gripe ocorreram nas farmácias privadas, em regiões como Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Anvisa publicou AIR (Análise de Impacto Regulatório) sobre a revisão da RDC 44/2009 e anunciou que prepara consulta pública para ampliar os serviços de assistência à saúde nas farmácias, seguindo a Lei 13.021/2014.

TESTES RÁPIDOS COVID-19 NAS FARMÁCIAS

A Anvisa liberou a realização de testes rápidos Covid-19 para farmácia, seguindo normas específicas de segurança, uso de EPIs, protocolo de atendimento e fornecimento de laudo.

Para mais informações, criamos um artigo específico sobre o tema: Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia.

Procurando farmácias que fazem o Teste Covid-19? Clique aqui: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

PROFISSIONAIS FARMACÊUTICOS

Farmacêuticos foram solicitados a se cadastrarem no Ministério da Saúde, sendo facultativo se colocarem como potenciais voluntários do SUS no enfrentamento à epidemia.

Ministério da Saúde lançou curso online sobre protocolo de atendimento a Covid-19, convocando todos os profissionais da saúde do Brasil a fazerem o treinamento. O curso é disponibilizado após o farmacêutico fazer seu cadastramento online.

A reação das farmácias contra o coronavírus

O momento que estamos vivendo é algo que ninguém imaginava até pouco tempo atrás. A crise que o novo coronavírus trouxe a todo o mundo, foi algo inesperado, mas que certamente terá um fim. A sua missão como um farmacêutico é garantir que essa doença não chegue até sua comunidade, amigos e família.

Você presta um serviço essencial à nação, até por isso as mais de 80 mil farmácias espalhadas pelo Brasil não fecharão suas portas. A pergunta que fica é: como superar essa crise e se adaptar ao novo cenário?

É fato que mesmo sendo um serviço essencial, sua farmácia não estará automaticamente imune à crise. Então como se adaptar e ainda ter um modelo de negócios que vá além desse período? Separamos alguma dicas importantes que com certeza te ajudarão a expandir os horizontes para atender a população e se tornar uma referência no seu bairro ou cidade. 

Serviços farmacêuticos são uma ótima fonte de renda e de credibilidade perante à população

Serviços farmacêuticos com propósito e que façam sentido durante a pandemia

É importante que a farmácia nesse momento saiba atrair público oferecendo serviços que impactem sua comunidade e que sejam essenciais à saúde de todos. Vamos trazer alguns insights que ajudarão sua farmácia a se tornar referência durante e após a pandemia.

1. Avaliações e check-ups agendados e exclusivos, com toda segurança para pacientes crônicos que não podem perder o controle de sua saúde

Condições crônicas como hipertensão, diabetes, dislipidemias, obesidade, asma, depressão, tabagismo, hipotireoidismo, entre diversas outras, continuam existindo, a despeito da Covid-19. Esses atendimentos devem ser individuais, de preferência com horário agendado, em um ambiente privativo e seguro da farmácia. Também podem ser feitos em domicílio e até remotamente. 


2. Trabalhe a dispensação programada dos pacientes que tomam vários medicamentos e os ajude a não deixar acabar seus medicamentos

Organize a lista de todos os seus pacientes crônicos, principalmente aqueles que frequentam sua farmácia e tomam 5 ou mais medicamentos. Sincronize o tratamento, para que toda medicação de cada paciente seja dispensada em um único dia. Por último, envie lembretes para seu paciente não esquecer essa data. A dispensação programada é uma forma avançada de relacionamento e fidelização, capaz de garantir boa parte das suas vendas mensais.

3. Ofereça atendimento remoto, para tratamento de problemas menores e sintomas gripais. Pessoas que não podem sair de casa podem contar com sua prescrição farmacêutica

Como atender em tempos de isolamento social? Dê ao seu paciente uma forma de falar com você, sem precisar se deslocar até a farmácia. As pessoas continuam tendo azia, má digestão, diarreia, constipação intestinal, dores nas costas, problemas de pele, cabelos ou unhas, micoses, dificuldades paras dormir, estresse ou ansiedade. Já imaginou se você tivesse mais de 500 protocolos prontos para fazer esse tipo de atendimento? Teria mais segurança e agilidade? Acredite, muitas pessoas se interessariam por esse serviço.

4. Implante seu serviço de vacinação e aplicação de injetáveis agora! Libere sua sala de atendimentos, crie seu diferencial e se torne um ponto de referência para a grande demanda por vacinas que vem por aí

Nas últimas semanas, farmácias já preparadas para vacinação tiveram grande repercussão na mídia, inclusive sendo convocadas pelo Ministro da Saúde para acelerar a campanha de gripe. Foram centenas de milhares de vacinas aplicadas em tempo recorde! Essas farmácias garantiram grande movimento de pessoas, com todas as medidas de segurança, e tiveram enorme repercussão na mídia.

O que você está esperando para fazer o mesmo?

5. Monte seu serviço de atendimento domiciliar. Leve tecnologia e protocolos prontos de atendimento para a casa das pessoas

A assistência farmacêutica domiciliar é prevista em lei desde 2009, quando a Anvisa publicou a RDC 44/2009. Mas o que fazer durante a pandemia do coronavírus? Como cuidar dos idosos, dos acamados, das pessoas com dificuldades de locomoção ou impossibilitadas de ir à farmácia? Para todas você pode oferecer um serviço domiciliar, que pode funcionar, por exemplo, em uma ou duas manhãs da semana. É um serviço especial, para casos especiais. E faz toda diferença.

Essa dicas são apenas um pequeno resumo do que preparamos para você e sua farmácia em nosso mais novo ebook. Lá você encontra todas as soluções de maneira detalhada e terá a oportunidade de seguir estratégias que comprovadamente já foram bem-sucedidas.


Saiba que na Clinicarx, trabalhamos todos os dias ajudando farmácias a dar um verdadeiro salto em seu atendimento. Do zero à implantação de serviços farmacêuticos em poucos dias.

Se você já tem uma sala de serviços farmacêuticos, então está um passo à frente dos demais e com o nosso auxílio, você ainda pode contar com: modelo pronto de serviços farmacêuticos, software para farmácias, aplicativo para o paciente, treinamento online para sua equipe e consultoria de implantação com farmacêuticos especializados.

Venha fazer parte da inovação, supere a crise e se torne a referência em atendimento na sua comunidade. 

Covid-19: As farmácias devem suspender seus serviços durante a epidemia?

A epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, está produzindo profundas mudanças na rotina e hábitos de consumo de milhões de brasileiros. Isso tem gerado muitas dúvidas nas farmácias sobre seu papel durante a epidemia.

Seria o momento de suspender os serviços farmacêuticos? Com certeza não. Observamos que é chegada a hora de não parar e, pelo contrário, ampliar alguns serviços.

Em 20 de Março de 2020, o governo federal publicou medidas para garantir a aquisição de bens e serviços essenciais à população. Foram assinadas a Medida Provisória nº 926/2020 e o Decreto nº 10.282/2020.

As medidas deram segurança às atividades essenciais, consideradas indispensáveis ao atendimento das necessidades da população, que não podem esperar o fim da pandemia.

Entre elas, os serviços de assistência à saúde e assistência farmacêutica devem preservar seu atendimento à população, ajudando a preservar nosso bem mais precioso: a saúde.

Por isso, farmácias, serviços médicos e hospitalares não fecham as portas.

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Como ficam os serviços farmacêuticos na epidemia da Covid-19

Nas farmácias, é essencial que os serviços farmacêuticos continuem, a fim de dar acolhimento aos pacientes e resolutividade a diversos problemas de saúde. Além disso, a farmácia deve tomar as medidas para proteger seus funcionários e pacientes.

Apesar da epidemia da Covid-19, as pessoas continuam cuidando de suas doenças crônicas, medicamentos, e necessitam, mais do que nunca, acolhimento, avaliação e acompanhamento, a fim de evitarem qualquer ida desnecessária a hospitais e unidades de saúde.

Com o isolamento social, as formas remotas de atendimento (por telefone, chat ou vídeo-chamada) ganharam destaque. Mas situações que requerem consulta presencial continuam existindo. 

Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia ou polimedicados continuam em risco de agravamento ou descompensação, e necessitam redobrar os cuidados para controle de suas condições crônicas.

Como manter o atendimento, com segurança

Confira algumas medidas para prestação segura de serviços farmacêuticos durante a epidemia da Covid-19:

Divulgue um número de telefone

Um número para onde as pessoas possam ligar, se quiseram falar com o farmacêutico. Se possível, ofereça atendimentos remotos também por vídeo, utilizando serviços gratuitos como Skype, Google Hangouts ou mesmo WhatsApp. 

Realize atendimentos presenciais

Faça atendimentos presenciais apenas com segurança, a pessoas que necessitam de procedimentos específicos que não podem esperar, como aplicação de injetáveis, vacinações, procedimentos de exame físico e testes rápidos. Siga os protocolos de higiene e biosegurança.

Trabalhe com horários agendados

A fim de evitar aglomerações, fixe horários para atendimentos de pacientes idosos ou de grupos de risco, reduzindo o número de pessoas que ficam ao mesmo tempo na farmácia.

Na sala de serviços farmacêuticos

Atenda apenas uma pessoa por vez e tome todas as medidas para garantir a segurança do ambiente, com higiene, uso de EPIs e limpeza após cada atendimento. Mantenha a sala limpa e arejada.

No caso de pacientes com sintomas respiratórios

Utilize máscara e luvas durante o atendimento e encaminhe este paciente rapidamente ao serviço médico para avaliação. Todo quadro respiratório pode ser um caso suspeito da Covid-19.

Nas redes sociais da sua empresa

Divulgue as mudanças, incentive as pessoas a continuarem cuidando de seus problemas crônicos de saúde, e a manterem seus tratamentos. Toda ida ao hospital que puder ser evitada, deve ser evitada.

Trabalhe a dispensação programada

Pacientes que utilizam vários medicamentos não podem parar a medicação. Cadastre esses pacientes e combine a melhor data para busca ou envio da medicação, de modo que não parem o tratamento. Uma interrupção abrupta na medicação pode causar crise hipertensiva ou hiperglicêmica, por exemplo.

Maneje problemas menores de saúde

Mais do que nunca, pessoas com sintomas de baixa gravidade devem evitar o serviço médico, seja em hospitais ou unidades de saúde. Farmacêuticos podem atender esses casos, recomendando com segurança tratamentos para sintomas, com medicamentos e produtos isentos de receita médica, e encaminhando casos mais graves.

Divulgue na sua comunidade

Utilize carros de som, panfletos ou outros meios para divulgar os serviços que sua farmácia está prestando durante a epidemia. Mais do que nunca, você deve ir até os pacientes, uma vez que eles não estão vindo até você.

Vacinação

Se você realiza vacinação, esta é a hora de participar ativamente da campanha contra gripe e se aproximar do poder público da sua cidade. Várias farmácias estão participando de campanhas em parceria com as unidades de saúde.

Testes Rápidos

As farmácias, há anos, reivindicam o direito de realizarem testes laboratoriais remotos (TLR). Alguns Estados e Municípios já regulamentaram essa pratica, mas o tema carece de decisão definitiva da Anvisa. O momento é crítico para a expansão desses serviços, pois eles agilizam muito o atendimento de pacientes com problemas. A Organização Mundial da Saúde vem recomendando fortemente o teste rápido para Covid-19 como ação estratégico no combate à epidemia. É uma oportunidade das farmácias fazerem, ainda mais, a diferença. Nesse caso, dependemos de um posicionamento da Anvisa e Ministério da Saúde para uma solução legal definitiva.

As empresas estão em risco, cuide do seu negócio

Com a queda no movimento dos estabelecimentos, intensificar a prestação de serviços se mostra uma estratégia inteligente para manter a proximidade com a comunidade e oferecer acolhimento (presencial e remoto) a quem está sozinho, fragilizado ou necessitando de cuidados. Por isso, veja este movimento também do ponto de vista da saúde do seu negócio.

Serviços de assistência farmacêutica são essenciais para a população. São bons também para os negócios e a manutenção de empregos e renda. É um momento crítico em que o posicionamento da sua empresa pode ser decisivo para os resultados em um curto espaço de tempo.

Coronavírus nas farmácias em imagens ao redor do mundo

As imagens dizem mais. Com a epidemia de coronavírus nas farmácias, profissionais viram sua rotina transformada e tiveram que se adaptar para garantir atendimento e abastecimento a seus pacientes.

A epidemia do COVID-19 teve início na China, mas em apenas 2 meses tornou-se uma pandemia mundial. Os farmacêuticos precisaram aprender rápido sobre a doença e se preparar para falta de produtos e explosão da demanda por atendimento.

Confira abaixo algumas imagens e suas histórias

O pânico fez as máscaras desparecerem e ameaçou o abastecimento de EPIs em toda Ásia. Janeiro/2020. Confira a matéria. (Photo by HECTOR RETAMAL / AFP) (Photo by HECTOR RETAMAL/AFP via Getty Images)
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Farmacêutica em Barcelona – Espanha – Fevereiro de 2020. A Europa preocupada com a pandemia no continente. Confira a matéria.
Na África, busca por máscaras nas farmácias começam a crescer. Países não se sentem preparados para enfrentar uma epidemia. Fevereiro de 2020. Confira a matéria.
Farmacêutico em uma farmácia de Roma – Itália – Março/2020. As farmácias permanecem abertas no país, mesmo no auge da epidemia. Confira a matéria.
Farmacêutica em farmácia do Norte da Itália, durante o período de quarentena. Março/2020. “Nova rotina”. Confira a matéria.
Uma farmacêutica de Milão/Itália conversa à distância com um cliente à porta da farmácia. Durante a quarentena, farmácias e mercados permanecem abertos. Março/2020. Confira a matéria.
Farmácia da Bélgica vendendo máscaras. OMS alerta sobre subida de preços e risco de falta de equipamentos de proteção no mercado. Março/2020. Confira a matéria.
Farmácia na Inglaterra coloca aviso à porta pedindo a clientes com sintomas que não entrem e busquem atendimento pelo sistema de saúde. Março/2020. Confira a matéria.
Farmácias e outros estabelecimentos colocam pontos de álcool gel 70% à porta para clientes fazerem higiene antes de entraram. Reino Unido. Março/2020. Confira a matéria.

Essa história continua…

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Créditos: todas as imagens reproduzidas neste artigo vieram das matérias jornalísticas originais e seus links estão nas imagens. A imagem destaque é do blog https://blog.emania.com.br/.

O papel da farmácia durante a epidemia de coronavírus

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As farmácias são frequentemente o primeiro ponto de contato com o sistema de saúde para muitas pessoas. Este papel deve ser reforçado durante a epidemia de coronavírus. Então, como a farmácia deve proceder?

Este artigo sobre o novo coronavírus está em constante atualização. Última versão: 15/03/2020.

Caso você ainda não esteja familiarizado com o COVID-19 e quais são as medidas efetivas de prevenção e proteção, sugiro que você faça este curso online gratuito sobre o tema. Será uma forma de se aprofundar após a leitura deste artigo.

Confira agora as principais medidas que a farmácia deve tomar.

Entenda as fases da epidemia de coronavírus

A epidemia de coronavírus, o COVID-19, evolui em “fases epidemiológicas”, sendo três fases iniciais, crescentes de gravidade.

A fase 1 da COVID-19 é de “casos importados”, em que há poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia.

A fase 2 epidemiológica é de transmissão local, quando pessoas que não viajaram para o exterior ficam doentes, mas ainda é possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo.

Depois disso, pode ocorrer a fase 3 epidemiológica ou de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e perdemos a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

Fases da epidemia de coronavírus
Fases epidemiológicas iniciais da epidemia do coronavírus.

As medidas de prevenção e proteção devem ser intensificadas quando a epidemia chega à fase 3.

Proteja seus funcionários

O primeiro passo é tomar medidas de prevenção dentro da farmácia, pois um funcionário doente não poderá atender outras pessoas e pode passar o vírus adiante.

As principais medidas são de higiene. Lavar as mãos e o rosto ao chegar na empresa. Manter uso de álcool gel 70% nas mãos frequentemente ao longo do dia. Lavar o uniforme ou jaleco a quente pelo menos duas vezes por semana.

No caso de atendentes e farmacêuticos, é recomendável que utilizem máscara quando estiverem em contato com pessoas com sintomas como tosse, espirros e febre.

Mantenha o ambiente seguro

A limpeza e desinfecção do ambiente da loja é fundamental para conter a disseminação do vírus.

Todas as superfícies, balcão, mesas, objetos, equipamentos, corrimões, maçanetas de porta, entre outros, devem ser desinfectados com álcool líquido 70% várias vezes ao dia.

Grandes áreas como chão, banheiros e pias devem ser limpos todos os dias com detergentes, de preferência contendo cloro ativo, ou solução de hipoclorito 1%, pois isso elimina o vírus.

Mantenha o ambiente arejado, deixando janelas abertas ou ligando ventilador no mínimo duas vezes ao dia, por 30 minutos.

Atenção para a proteção da equipe de limpeza, que deve utilizar luva, óculos de proteção e avental ao lidar com esses produtos químicos.

Padronize o atendimento a pessoas doentes

É esperado que pessoas com sintomas respiratórios busquem a farmácia para atendimento ou compra de medicamentos. A equipe deve estar apta a acolher, identificar, avaliar, orientar e encaminhar esse paciente.

É desejável manter álcool gel 70% disponível na entrada da farmácia, para que todas os clientes limpem as mãos na chegada.

Pessoas que vão à farmácia com sintomas como tosse, espirros e febre podem ter coronavírus, portanto devem ser identificadas e encaminhadas para atendimento separado, pelo farmacêutico.

A sala de serviços farmacêuticos é um bom lugar para esse atendimento, mas cuidado para manter a sala bem arejada e ventilada. Durante o atendimento, mantenha uma distância mínima de 1 metro do paciente.

Se o paciente estiver tossindo, espirrando ou com febre, ofereça uma máscara cirúrgica, se disponível, ou pelo menos lenço de papel. Peça que cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Você, farmacêutico(a), deve utilizar máscara durante esse atendimento.

Já existem testes rápidos para detecção de antígenos e/ou anticorpos do coronavírus. Os testes point-of-care tem seu valor, pois podem auxiliar na identificação de pacientes negativos para coronavírus. Essa triagem pode auxiliar a evitar a superlotação dos sistema de saúde em momentos de pico de casos.

Após atendimento do paciente, limpe a mesa, equipamento, maçaneta e demais objetos utilizados com álcool líquido 70%, pois isso evita contaminação. Descarte corretamente os resíduos.

E se o paciente tiver mesmo suspeita de coronavírus?

Em primeiro lugar, você deve seguir as recomendações do Ministério da Saúde. Acompanhe também as recomendações publicadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma).

Pacientes com sintomas leves de infecção respiratória

Orientar o paciente que vá para casa, permaneça isolado, tomando medidas de autocuidado. Caso ele não possa fazer isso por conta própria, deverá procurar atendimento médico imediatamente para avaliação e obtenção de atestado, a critério médico.

Pacientes acima de 60 anos ou portadores de doenças crônicas.

Mesmo com sintomas leves, devem ser encaminhados para atendimento médico imediatamente. Todos os pacientes devem ser orientados a procurar atendimento médico imediato caso os sintomas persistam ou piorem nas próximas 24 horas.

Pacientes com sintomas moderados e graves de infecção respiratória

Pacientes com sintomas que indiquem maior gravidade, principalmente febre alta persistente há dias e dificuldade em respirar, devem ser encaminhados imediatamente. O Ministério da Saúde mantém uma lista de unidades de referência para este atendimento, geralmente hospitais.

Como você pode se preparar?

Para saber mais, ter acesso a ferramentas e acompanhar o que está acontecendo, acesse nossa página especial sobre coronavírus no Clinicarx clicando na imagem abaixo.

Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia

Com a disseminação do coronavírus no Brasil, diversos tipos de testes rápidos surgiram para identificar o COVID-19 em minutos. Saiba como eles funcionam.

O COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). O período de incubação varia de 2 a 14 dias, sendo de 5 dias em média. Os sintomas surgem após esse período e geralmente persistem por 5 a 7 dias. Após sete dias, começa o período de maior transmissibilidade, isto é, quando as pessoas podem passar o vírus a outras pessoas.

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O processo imunológico de resposta ao coronavírus

Para entender como funciona o teste rápido, você precisa conhecer a história natural da doença, observando a resposta imunológica. Confira na figura abaixo.

Resposta imunológica esperada após contado com o novo coronavírus e manifestação da doença. Imagem gentilmente cedida por ECO Diagnóstica.

Após infecção pelo vírus, a carga viral no organismo aumenta rapidamente em poucos dias. Mas o paciente permanece assintomático, pois ainda está no período de incubação. O vírus pode permanecer incubado durante dias.

Após alguns dias de incubação, surgem os primeiros sintomas, como febre alta (acima de 37, 8 graus) e tosse seca. Esses sintomas duram em torno de 1 semana e o maior risco de complicações respiratórias, como pneumonia, ocorre entre 8 a 9 dias.

Neste momento, o organismo inicia a produção de anticorpos, a fim de combater e, na maioria dos casos, vencer a infecção. O primeiro anticorpo a ter seus níveis aumentados é o IgM e, posteriormente, o IgG.

Testes rápidos Covid-19 na farmácia: pode?

Pode sim. A Anvisa aprovou em 28/04 a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos e antígenos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias. A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia. 

Acesse os documentos relacionados:

RDC 377, publicada no DOU de 29/4/20

Nota técnica nº 97/2020 – Orientação para utilização de testes rápidos para a Covid-19 em farmácias privadas durante o período de pandemia da Covid-19

Nota técnica nº 96/2020 – Orientação para farmácias durante o período de pandemia da Covid-19

Teste rápido para detecção de anticorpos

Testes rápidos que detectam a presença de IgG e IgM não são os melhores para a fase aguda da doença, pois é alta a probabilidade de falso negativo. Isto é, o paciente está com COVID-19, mas ainda não produz anticorpos. O teste rápido dá negativo.

Portanto, testes rápidos de IgG e IgM são indicados para:

Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias. Quanto mais tempo passado do início dos sintomas, melhor a acurácia do teste.

Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas.

Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19, há pelo menos 20 dias.

Por exemplo, uma pessoa que teve sintomas semelhantes ao COVID-19 e se curou pode fazer o teste para saber se teve realmente a doença e se estão imunizados. Com a ressalva de que a presença de IgG não garante imunidade por toda vida, ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade adquirida.

Conhecer quem são as pessoas imunizadas também pode ser determinante durante a epidemia, pois mostra, por exemplo, quem são os trabalhadores e profissionais da saúde que podem continuar na linha de frente, atendendo a população.

Por outro lado, a vantagem do teste de anticorpos é que ele utiliza amostra de sangue total, em torno de apenas 10 uL, facilitando muito sua execução. A amostra é aplicada no cassete e o resultado é observado 10-15 minutos depois, por meio de linhas nos pontos de “teste” e “controle”. A linha colorida no Controle é obrigatória, para se considerar o teste válido.

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2. Reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

O uso de EPIs para coleta também é fundamental, incluindo máscara cirúrgica, luvas, avental, touca e óculos de proteção (ou protetor facial). É um teste seguro para o paciente e o profissional, contanto que este siga as recomendações de higiene e biossegurança.

Por esses motivos, o teste de coronavírus IgG/IgM é o mais indicado ao serviço de cuidado farmacêutico em uma farmácia.

Teste rápido para detecção de antígeno

O teste rápido que detecta a presença de antígeno é útil na fase aguda da doença. Isto é, podem ser feitos em pacientes que iniciam os primeiros sintomas.

Um resultado reagente no teste rápido indica presença do SARS-CoV-2 e precisa ser confirmado no exame laboratorial. Em laboratórios de referência, a testagem padrão-ouro para confirmar o COVID-10 é feita por biologia molecular, rRT-PCR ou qRT-PCR (Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase).

Portanto, o teste rápido de coronavírus antígeno não confirma diagnóstico, sendo válido para triagem de pacientes e correto encaminhamento ao hospital. O teste tem seu valor na atenção primário à saúde pois ajuda também a identificar casos suspeitos, promovendo rápido isolamento.

A desvantagem está na coleta e na amostra utilizada: swab de nasofaringe ou orofaringe. O processo de coleta é um pouco mais complexo, exige treinamento, e o profissional deve estar paramentado, preferencialmente com máscara N95, luvas, macacão e óculos de proteção ou protetor facial.

É um teste mais complexo, recomendado apenas para farmácias que possuam times experientes de farmacêuticos clínicos ou em campanhas articuladas com o poder público.

Testes rápidos para coronavírus na farmácia

Neste momento de epidemia, é esperado que muitas farmácias ofereçam o teste de coronavírus, especialmente de anticorpos. Os testes rápidos Covid-19 nas farmácias podem ser úteis para evitar buscas desnecessárias das pessoas ao sistema de saúde lotado.

Por outro lado, as farmácias devem montar um serviço sério e seguir as normas de qualidade já aplicadas aos demais testes laboratoriais remotos (TLR). Somente assim, é possível contribuir de forma correta para o controle da epidemia.

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Como funciona este serviço na prática?

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Mas um aviso importante, se você não dispõe de um serviço farmacêutico estruturado em sua farmácia, iniciar testagem para coronavírus pode ser temerário. É fundamental que você disponha de estrutura para um serviço completo de TLR (teste laboratorial remoto), incluindo espaço privativo de atendimento e, preferencialmente, suporte de um laboratório clínico vinculado, para emissão de laudo válido para exames feitos em tecnologia point-of-care.

Não se aventure com a prestação de testes rápidos sem isso, pois os resultados podem ser desastrosos.

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Coronavírus: transmissão, aspectos clínicos e diagnóstico

coronavirus

Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 27/06/2020.

Coronavírus (COVID-19) é uma infecção viral e respiratória que inicialmente assemelha-se a uma gripe ou resfriado comum e, inclusive, pode evoluir para pneumonia grave e óbito. 

Após o primeiro contato com o vírus, que é denominado SARS-CoV-2, o paciente desenvolve febre que, diferentemente do resfriado comum, aumenta e persiste por 3 ou 4 dias.

Na maioria dos casos, em 80% a 85% os sintomas são leves e moderados, sendo poucos os casos que levam a óbito.

Ainda não há medicamentos específicos para tratar a COVID-19 ou vacina, por isso o melhor cuidado é evitar a exposição ao vírus.

Um resumo do que você encontrará neste artigo:

  • O novo coronavírus (vírus SARS-CoV-2) é o causador da doença COVID-19. 
  • Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade respiratória.
  • O período de incubação varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias em média.
  • A transmissão ocorre principalmente após 7 dias do início dos sintomas, mas já ocorreram casos de transmissão por pessoas assintomáticas.
  • A febre alta é o principal sintoma da doença e persiste por 3 a 4 dias, mas outros sintomas como tosse, dor no corpo, perda do paladar ou olfato e diarreia também são muito comuns.
  • O diagnóstico é clínico, por anamnese e exame físico, exame laboratorial confirmatório e exames diferenciais.
  • O tratamento é sintomático e de suporte. Não existe ainda vacina ou tratamento comprovado que cure a infecção pelo novo coronavírus.

Transmissão

A forma de transmissão do SARS-CoV-2 é semelhante ao da gripe comum, assim como ao de outros patógenos respiratórios.

Ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

A transmissão pode ocorrer inclusive por aperto de mão com pessoas infectadas e contato com objetos e superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. 

Entretanto, a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa o COVID-19 a partir de um pacote que foi movido, transportado ou exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

Assim como é improvável a contaminação a partir de alimentos bem cozidos e corretamente manipulados.

Agente etiológico

Coronavírus (CoV) é uma família de vírus (Coronaviridae) que causa infecções respiratórias. 

Os vírus que pertencem a essa família pertencem, principalmente, a 4 gêneros: alphacoronavírus, betacoronavírus, gammacoronavírus e deltacoronavírus.

Além do SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em 2019, e que pertence ao gênero beta, outros seis coronavírus humanos (HCoV) já foram identificados anteriormente, a saber:

Alphacoronavírus:

  • HCoV-229E
  • HCoV-NL63

Betacoronavírus:

  • HCoV-OC43
  • HCoV-HKU1
  • SARS-CoV
  • MERS-CoV

Histórico da Nomenclatura

Em 30 de janeiro de 2020, a OMS recomendou que o nome provisório do novo coronavírus deveria ser 2019-nCoV.

Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS anunciou que o nome para a doença causada pelo novo CoV seria COVID-19.

No mesmo dia, o vírus foi designado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus como SARS-CoV-2, devido à semelhança do novo vírus com o CoV causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), identificado no final de 2002. Ou seja, o vírus SARS-CoV-2 é o causador da doença COVID-19

Período de incubação do coronavírus

O período de incubação se caracteriza pelo tempo decorrido entre a exposição de um animal ou ser humano a um organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Neste período não há doença e o hospedeiro não manifesta sintomas, pois todo o processo está acontecendo no âmbito celular.

No caso da infecção pelo SARS-CoV-2, este período varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias o período médio de incubação.

Transmissibilidade do coronavírus

É o intervalo de tempo em que há transmissão do agente etiológico para o ambiente, pelo humano contaminado.

A estimativa da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas. 

Dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer também mesmo antes do surgimento de sinais e sintomas e até mesmo por pacientes assintomáticos. 

Medidas de prevenção

As medidas preventivas mais eficazes são:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
  • Manter uma distância mínima de 1 metro de pessoas com sintomas de infecção respiratória, evitando o contato.

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COVID-19 - Informe-se.

Manifestação clínica

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado comum.

Febre, tosse e dificuldade para respirar são alguns destes sintomas.

Na admissão hospitalar, a febre e a tosse aparecem em mais de 80% dos pacientes, enquanto a dificuldade para respirar aparece em cerca de 30%.

Nos casos mais graves podem ocorrer infecção do trato respiratório inferior e quadros de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até mesmo óbito.

Linfopenia, dor muscular, mal-estar, rinorreia, confusão, dor de garganta, dor no peito, aumento das secreções respiratórias, náuseas, vômitos e diarreia podem ocorrer em pacientes com quadros de pneumonia.

Suscetibilidade e Imunidade

Por se tratar de um vírus identificado recentemente, todas as pessoas são suscetíveis.

Grupos de risco

Pacientes imunodeprimidos, idosos, bem como pacientes com alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) estão mais suscetíveis a contrair a desenvolver as formas graves da infecção por SARS-CoV-2.

Nesse grupo de pacientes a mortalidade é maior, por isso as medidas de prevenção e isolamento domiciliar tornam-se mais importantes.

Em princípio não é possível afirmar se a infecção em humanos que não foram a óbito resultará em imunidade contra novas infecções futuras e se essa imunidade permanece por toda a vida. 

Diagnóstico do COVID-19

O diagnóstico da COVID-19 pode ser dividido em clínico, laboratorial e diferencial.

Diagnóstico clínico

O quadro clínico parece muito com uma gripe comum, entretanto a febre aumenta e persiste por mais de três a quatro dias.

No início da epidemia o histórico de viagem ou contato próximo com pessoas que tinham viajado para áreas de transmissão local era crucial no diagnóstico clínico mas agora o Brasil já é considerado área de transmissão local e esses requisitos não são mais definitivos para o diagnóstico. 

Diagnóstico laboratorial 

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectem o RNA viral do coronavírus em secreções respiratórias.

Para esta detecção é utilizada a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).  Mesmo que laboratórios clínicos possam realizar o exame, uma contraprova é encaminhada para laboratórios de referência.

Testes Rápidos para detecção de anticorpos IgG/IgM não são utilizados como padrão para diagnóstico, mas são úteis para analisar a infecção pregressa e desenvolvimento de imunidade contra a doença.

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Diagnóstico diferencial

É imprescindível a realização do diagnóstico diferencial para COVID-19.

As características clínicas não são específicas e podem ser confundidas com infecções causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório, adenovírus e outros CoV, que também ocorrem sob a forma de surtos e podem circular num mesmo local simultaneamente.

Uma dos testes diagnósticos mais importantes é para influenza.

Distribuição da Pandemia de Coronavírus

O surto de coronavírus iniciado em Wuhan na China acelerou exponencialmente desde seu surgimento, em dezembro de 2019, e tornou-se uma preocupação global.

No início de março de 2020 a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.

Pandemia é o termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias.

Existem sites onde é possível acompanhar a evolução do alcance da pandemia praticamente em tempo real.

Um deles é o da plataforma IVIS (Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde) – http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/.

Outro é da Universidade americana “Johns Hopkins” – https://www.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6.

Mantenha a calma

Durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica, visto que atuamos diretamente no trabalho diário combatendo a disseminação da doença.

Sobretudo, é importante realizarmos uma boa gestão emocional, não perdermos o controle em meio a tantas notícias, muitas vezes alarmistas.

Da mesma forma, estabeleça um bom relacionamento interpessoal e mantenha uma atitude positiva e otimista sobre a situação.

Busque garantir um sono adequado e uma dieta equilibrada, pois isso ajuda a fortalecer a imunidade.

Pratique atividades físicas e tente relaxar.

Evite assistir, ler ou ouvir notícias que possam causar ansiedade ou estresse. 

E acima de tudo mantenha-se informado por fontes confiáveis e siga as orientações fornecidas por entidades responsáveis, como o Ministério da Saúde.

Influenza: teste rápido para detecção do vírus da gripe

influenza

A influenza é uma infecção viral. Trata-se de uma doença respiratória aguda, altamente transmissível e autolimitada, popularmente conhecida como gripe.

O teste de influenza pode ser usado como um critério diferencial na identificação de pessoas que apresentam sintomas de gripe e não estão com coronavírus. Por isso este artigo é relevante para sua leitura durante a epidemia.

O teste rápido de influenza pode auxiliar na detecção de infecção pelo vírus da gripe, ajudando o profissional da saúde a diferenciar casos e orientar adequadamente o paciente.

Transmissão

A transmissão direta do vírus acontece diretamente através de gotículas de saliva produzidas por indivíduos infectados, ao tossir, espirrar ou falar, e que podem se dispersar no ar ambiente por até 1 metro. A transmissão indireta pode ocorrer por meio do contato com secreções de pacientes contaminados, sendo a mão o principal veículo transmissor.

Agente etiológico

A influenza é causada pelo vírus influenza que é um RNA-vírus, pertencente à família Ortomixiviridae, antigenicamente dividido entre os tipos A, B e C. O vírus tipo A está mais associado a casos de pandemias e o tipo B a epidemias mais localizadas. O tipo C está associado a quadros mais leves e subclínicos.

Período de incubação

O período de incubação no ser humano pode variar de 1 a 4 dias.

Período de transmissibilidade

O período de transmissibilidade varia de acordo com a faixa etária e imunocompetência do indivíduo. Adultos hígidos podem transmitir o vírus entre 24 a 48h antes do aparecimento dos sintomas, mesmo com carga viral mais baixa que no período sintomático.

No período sintomático, o pico de excreção viral acontece entre 24 e 72h do início do quadro clínico, deixando o vírus de ser detectáveis após o 5º dia. As crianças são capazes de excretar o vírus em tempos menores após a infecção, com maiores cargas virais e por períodos mais extensos quando comparadas aos adultos. No caso de indivíduos imunologicamente comprometidos, a transmissibilidade do vírus pode durar semanas ou meses.

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade ao vírus é universal e a imunidade adquirida, por infecção natural ou vacinação, é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga) e pouca ou nenhuma para os outros sorotipos (imunidade cruzada / heteróloga).

Infecções recentes e agudas são evidenciadas a partir da detecção de anticorpos IgM, que surgem em decorrência da presença antigênica no organismo acometido e perdurando até a produção de IgG, que representa resposta imunológica cicatricial. Infecções por Influenza, contudo, não apresentam memória imunológica duradoura, uma vez que se trata de uma espécie antigênica altamente mutável.

Complicações graves podem ocorrer em indivíduos pertencentes aos extremos etários, como os idosos e crianças menores de 2 anos, o que pode determinar elevados níveis de morbimortalidade.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas da influenza apresentam início abrupto e são sistêmicas e inespecíficas e de caráter autolimitado, com resolução espontânea em até 7 dias. São elas: febre (em geral, acima de 38ºC e com duração média de até 3 dias), tosse seca (podendo estar associada a incômodos na garganta), mialgia (do muscular), cefaleia (dor de cabeça), prostração e fadiga.

A doença pode evoluir para formas mais graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a Síndrome Gripal (SG), que é mais frequente em crianças abaixo de 2 anos de idade e se caracteriza pela ocorrência de febre súbita acompanhada de manifestações respiratórias (coriza, tosse, congestão nasal).

Os principais grupos de risco incluem crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60, gestantes ou imunodeprimidos, podendo, nestes casos, evoluir para a forma grave.

Prevenção

A vacina é o método de prevenção mais eficaz, indicado especialmente para os grupos de risco. A vacinação contra gripe é recomendada anualmente a todas as faixas etárias, podendo ser encontrada no setor público, com restrições, ou no setor privado, em farmácias que oferecem este serviço à população.

Hábitos de higiene (como a lavagem adequada das mãos) são uma importante forma de prevenção, uma vez que evita a contaminação de objetos e materiais que entram em contato com o paciente infectado, além de proteger indivíduos saudáveis de se contaminarem.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico resulta da anamnese e da investigação clínico-epidemiológica.

O diagnóstico laboratorial se utiliza de secreção da nasofaringe (SNF) como amostra preferencial, analisada através de reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa em tempo real (RT-PCR) ou, alternativamente, através de imunofluorescência indireta (IFI).

O período mais adequado para coleta amostral é do 3º ao 7º dia após o surgimento dos sintomas, exceto em casos de complicações graves, que requerem hospitalização do paciente, nos quis a coleta deve ser feita imediatamente independentemente do dia.

A realização de teste rápido com swab nasal para detecção de reatividade ou não para o vírus Influenza é uma ferramenta que conduz a encaminhamento e orientações mais assertivos e prudentes. Uma das metodologias empregadas é o ensaio imunoenzimático de fluorescência, que apresenta alta sensibilidade e especificidade e é similar a metodologia empregada por laboratórios tradicionais.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (leitura do resultado em até no máximo 20 minutos) e a alta confiabilidade, faz do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

O tratamento medicamentoso mais empregado consiste na administração via oral do Fosfato de Osetalmivir (Tamiflu®) em doses que variam de 30 a 75mg, de acordo com as condições e características do paciente, a cada 12 h, por 5 dias.

O Zanamivir 5mg (Relenza®) também pode ser utilizado. Ele é administrado por via inalatória a cada 12h, por 5 dias, e é indicado para pacientes com risco elevado de complicações, sendo o início da terapia recomendado em até 48h após o aparecimento dos sintomas.

Analgésicos e antipiréticos estão entre os medicamentos que não necessitam de prescrição médica e que podem ser prescritos pelo farmacêutico para o manejo sintomático.

O manejo da infecção em pacientes pertencentes aos grupos de risco para a doença, como crianças, gestantes, idosos, portadores de doenças pulmonares crônicas (incluindo asma) ou doença cardíaca, diabetes mellitus, doença renal, doença hepática, doenças neurológicas crônicas, pacientes imunodeprimidos e profissionais da área da saúde, no entanto, deve ser cauteloso, uma vez que podem existir complicações graves passíveis de levar o indivíduo a óbito.

O tratamento não farmacológico é centrado na ingestão de água, a fim de evitar desidratação, e no repouso até alívio dos sintomas.

As orientações gerais de cuidado e prevenção são: realizar adequada higienização das mãos, evitar a manipulação de objetos contaminados, evitar ambientes fechado ou sem circulação de ar, evitar o contato com pessoas sabida ou potencialmente infectadas e reforçar a ingestão de líquidos, a fim de fluidificar secreções e evitar desidratação.

O alívio dos sintomas pode ser feito através do uso de medicamentos isentos de prescrição, como analgésicos e antipiréticos (ex.: paracetamol, diripona), recomendação de repouso, hidratação e alimentação balanceada, que evitam maiores desconfortos e incômodos.

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Vírus Sincicial Respiratório (VSR): teste rápido para rastreamento e detecção precoce

VSR

É uma infecção respiratória febril, aguda e sistêmica. O VSR é um vírus responsável pela maioria dos casos de infecções do trato respiratório inferior em bebês.

Transmissão do VSR

A transmissão do vírus sincicial respiratório (VSR) acontece através do contato direto de secreções respiratórias de pessoas infectadas com mucosas da boca, nariz ou olhos, da inalação de gotículas provenientes de tosse ou espirro de paciente infectado ou do contato com objetos e superfícies contaminados com vírus ou com secreções de pacientes contaminados.

Com caráter sazonal, a transmissão da infecção é predominante no inverno e início da primavera, podendo perdurar por até 6 meses a depender das características de cada região. Para os países do hemisfério sul, a sazonalidade do VSR compreende, em geral, o período que vai de maio até setembro.

Agente etiológico

O VSR é um RNA-vírus e pertencente à família Paramyxoviridae e ao gênero Pneumovirus. Outros agentes etiológicos também podem causar infecções respiratórias.

Período de incubação do VSR

O período de incubação do vírus no ser humano varia de 4 a 5 dias. O período de replicação viral na região nasofaríngea e o período de excreção viral variam de 2 a 8 dias ou até melhora do quadro clínico.

Período de transmissibilidade do VSR

O período de transmissibilidade em geral se inicia 2 dias antes do surgimento dos sintomas e termina somente quando a infecção está controlada, com o início do tratamento medicamentoso. Em pacientes recém-natos, lactentes jovens e imunocomprometidos, a transmissão viral pode perdurar por até 4 semanas.

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade ao vírus é universal e a imunidade é permanente. Entretanto, grupos de maior risco para a infecção e com maior morbimortalidade compreendem prematuros, portadores de cardiopatias e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) decorrentes do nascimento prematuro.

Lactentes jovens que adquiriram anticorpos neutralizantes em títulos elevados, oriundos passivamente durante a vida intrauterina, apresentam menor risco de internamento e hospitalização.

Linfócitos T citotóxicos são fundamentais para o controle efetivo do processo infeccioso, bem como da eliminação do agente infeccioso. Falhas no sistema imune levam a quadros potencialmente mais complexos e graves da doença, comprometendo não apenas a melhora do quadro do paciente acometido, mas, também, a segurança dos contactantes.

A infecção primária (aguda) pelo VSR induz resposta mediada por IgM em 5 a 10 dias, variando de acordo com a idade e condição imunológica do paciente. A detecção de IgG inicia, em geral, 20a 30 dias após o surgimento dos sintomas. Após 1 ano da primo infecção, anticorpos específicos IgG VSR atingem baixos títulos, porém, em casos de reinfecção, o rápido aumento dos títulos possibilita detecção entre 5 e 7 dias após o reconhecimento do antígeno.

Manifestações clínicas do VSR

As manifestações clínicas decorrentes da infecção pelo vírus sincicial respiratório compreendem sintomatologia específica condizente com alterações do quadro respiratório do paciente. A gravidade do quadro varia de acordo com a idade do paciente, com história de contato prévio com o vírus e com a associação com outras comorbidades.

Sintomas

A percepção de alteração da funcionalidade do trato respiratório inferior de 2 a 4 dias após a infecção pode ser evidenciada através de taquipneia, tosse, sibilo, aumento do esforço respiratório ou mesmo expiração prolongada.

Bronquiolite e pneumonias são as principais formas de complicação, podendo originar quadros moderados que também podem incluir retrações intercostais, alimentação inadequada, hipoxemia e desidratação.

Em casos graves, pode ocorrer hipóxia e insuficiência respiratória. No caso de pacientes neonatos, apneia e sepse são ocorrências graves e potencialmente fatais.

A doença causada pelo VSR pode ter grande impacto na saúde das crianças em fase de desenvolvimento em curto e longo prazo. A ocorrência de formas graves da doença, em geral, está associada ao acometimento de vias aéreas inferiores (manifestações clínicas).

Diagnóstico do VSR

O diagnóstico clínico de doenças causadas pelo VSR deve ser feito com base em anamnese completa, acompanhada da análise do histórico clínico do paciente potencialmente infectado.

O diagnóstico laboratorial específico para o VSR é realizado a partir de coleta amostral de aspirado de nasofaringe através dos seguintes métodos:

Isolamento viral em cultura tecidual

Permite a caracterização antigênica e a definição do perfil de suscetibilidade aos antivirais. Tem com desvantagens demora na emissão do laudo, alto custo, técnica difícil e restrição a laboratórios especializados de referência.

Detecção de antígenos virais

Baseada na identificação de fragmentos antigênicos por meio de imunofluorescência direta ou indireta é a principal técnica empregada na realização dos testes rápidos de detecção antigênica, que são de fácil e rápida execução e que permitem a emissão de resultados em até 10 minutos, possibilitando o início imediato de intervenções.

Biologia molecular

Utiliza a reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa (PCR-TR) em tempo real. É um método altamente sensível e capaz de detectar diversas formas virais em um mesmo teste, utilizado como método de escolha em diferentes cenários clínicos.

Testes sorológicos

Apesar de importantes para estudos epidemiológicos de soroprevalência, não são usualmente empregados para a tomada de decisões clínicas e orientação ao paciente, pois requerem presença de elevados títulos de anticorpos contra o vírus na amostra, o que geralmente não acontece na fase crítica inicial.

Testes rápidos

Os testes rápidos também podem ser utilizados. A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (até 15 minutos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

Não há tratamento específico e a doença apresenta cura espontânea em 15 dias. Quando necessário, o manejo do quadro se baseia no alívio dos sintomas. Como forma de terapia adjuvante, pode-se administrar broncodilatadores, nebulização com solução salina hipertônica, ribavarina, antibióticos, corticosteroides e aplicação intravenosa de imunoglobulinas anti-SRV.

Medidas de suporte envolvendo a adequação de ambientes (evitando aglomerações e favorecendo o fluxo e circulação de ar), educação para hábitos sanitários (lavagem de mãos antes e depois do contato com qualquer região de mucosa e/ou lesão tecidual) e conscientização dos diferentes grupos de risco são sempre indicadas.

Prevenção

A profilaxia existente é baseada na administração de anticorpo monoclonal específico (Palivizumabe), para prevenir a ocorrência de formas graves da doença, sendo recomendada em diferentes esquemas terapêuticos.

A educação e conscientização de hábitos sanitários adequados são elementos fundamentais para que a disseminação do vírus sincicial respiratório seja controlada.

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