Ajude seus pacientes a perder peso! Comece com essa fórmula simples

peso

Mais da metade dos brasileiros está acima do peso. São quase 100 milhões de pessoas com índice de massa corporal acima de 25 kg/m2, e muitas dessas pessoas estão na faixa de obesidade, acima de 30 kg/m2.

Como podemos mudar essa realidade? A resposta é complexa e não depende apenas de uma categoria de profissionais da saúde, como os nutricionistas. Na verdade, todos os profissionais têm um papel a cumprir, considerando sua prática, seus limites e competências técnicas. Por isso, o combate ao sobrepeso e obesidade é uma causa de todos.

Como farmacêutico, o que eu posso fazer?

O farmacêutico é um profissional super acessível à população e encontra-se em uma posição estratégica, na farmácia, para atender a algumas necessidades de saúde de pessoas que buscam perder ou gerenciar melhor seu peso. Isso porque é na farmácia que estão disponíveis milhares de produtos isentos de prescrição, usados para emagrecer. Como consequência, muitas pessoas podem utilizar mal esses tratamentos, sem uma orientação adequada. O combate à obesidade começa com informação.

Além disso, podemos resumir a atuação do farmacêutico nesses casos em duas palavras: rastreamento e acompanhamento. Ambas, ações respaldadas pela Resolução 585/2013 do Conselho Federal de Farmácia, que define as atribuições clínicas desses profissionais.

Vale lembrar, ainda, que a Lei Federal 13.021/2014, define como uma obrigação do farmacêutico “proceder ao acompanhamento farmacoterapêutico de pacientes, internados ou não, em estabelecimentos hospitalares ou ambulatoriais, de natureza pública ou privada”.

Neste artigo, vamos destacar ações de rastreamento em saúde, com destaque para uma fórmula simples: o índice de adiposidade corporal. Mas, antes, vamos entender melhor o que é rastreamento em saúde.

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Rastreamento em saúde

Rastrear significa identificar riscos em pessoas aparentemente saudáveis ou assintomáticas. São avaliações de saúde que permitem ao paciente conhecer melhor “seus números” ou resultados de parâmetros clínicos e, assim, poder tomar uma atitude mais proativa em busca de mudança de hábitos ou tratamento adequado.

Se este é um conceito novo para você, veja neste material do Ministério da Saúde, como o rastreamento é uma boa prática de atendimento à saúde.

Essas ações podem ser oferecidas de forma permanente, em consultas, ou durante campanhas de saúde. Exemplos de avaliações de saúde simples, não invasivas, que podem ser feitas pelo farmacêutico:

  • Medida do peso corporal, altura e cálculo do IMC;
  • Medida da circunferência abdominal;
  • Medida do quadril e cálculo da razão cintura-quadril;
  • Medida de distribuição corporal por bioimpedância;
  • Cálculo do índice de adiposidade corporal.

Índice de adiposidade corporal (IAC)

O IAC é uma alternativa mais confiável do que o IMC para quantificar a gordura corporal, utilizando a medida do quadril e a altura como referência. A medida do quadril é realizada a partir da projeção posterior dos glúteos, em uma linha horizontal, até a região anterior do quadril. A altura é medida com o paciente ereto, sem calçados e pode ser feita contra uma régua fixada à parede.

Para calcular o IAC não é utilizado o peso corporal. O IAC é calculado pela seguinte fórmula:

IAC (%) = [Quadril / (altura X √ altura)] – 18

O resultado expressa o percentual (%) estimado de gordura corporal. Para esse cálculo, você precisa medir sua altura em metros e sua circunferência do quadril em centímetros.

Para desenvolver o IAC, pesquisadores de Los Angeles (USA) analisaram informações de cerca de 1.700 americanos de origem mexicana e africana. Eles procuraram as características, tais como gênero, idade, altura, peso, circunferência do quadril ou alguma combinação desses traços que melhor se correlacionasse com a gordura corporal medida através do uso de uma técnica com raio-x. Os pesquisadores descobriram que a circunferência do quadril e a altura estavam fortemente ligadas à gordura corporal.

Os resultados do IAC são interpretados conforme o quadro a seguir:

IAC (% gordura)HomensMulheres
Baixo<15%<20%
Ideal15-18%20-25%
Moderado19-24%26-29%
Alto (Excesso de gordura)>24%>29%

O IAC é confiável?

É evidente que o IAC é apenas uma estimativa da gordura corporal e contém uma margem de erro intrínseca, relacionada à validade da equação, etnia do paciente, exatidão da medida, entre outros fatores. No entanto, na ausência de métodos mais precisos, como a bioimpedância, este parâmetro pode somar em sua avaliação de saúde e melhorar a qualidade da sua orientação ao paciente.

O IAC já foi utilizado no Brasil em estudos populacionais. Na cidade de Viçosa – MG, os autores constataram que a prevalência de excesso de adiposidade corporal foi elevada, sendo o sexo, a faixa etária, o estado civil, a autoavaliação da saúde e a insatisfação com a imagem corporal fatores determinantes para o aumento da adiposidade corporal, nesta população, indicando um forte risco para doenças crônicas não transmissíveis decorrentes do excesso de adiposidade.

Apenas o cálculo do peso corporal e IMC podem ser pouco para convencer seu paciente a melhorar sua gestão do peso. O IAC, por sua facilidade e praticidade, pode ser um parâmetro que fará essa diferença.

Uma visão mais completa das medidas corporais do paciente

Na farmácia, recomendamos que você realize as medidas da altura, peso, circunferência abdominal, circunferência do quadril, para todos os pacientes que passam por rastreamento em saúde ou iniciam um programa de perda de peso. Veja na imagem abaixo um resumo dessas medidas e cálculos relacionados, extraído do Manual Perda de Peso, publicado pela Abrafarma.

Abrafarma. Manual 8 – Perda de Peso. Curitiba: Practice, 2016.

Na prática, como posso fazer isso?

No Clinicarx, criamos um protocolo padronizado chamado “avaliação antropométrica”, que reúne as principais medidas corporais que você pode fazer. As ferramentas necessárias são uma balança de peso corporal, fita métrica validada e uma régua de medida da altura.

Inserindo as medidas principais de peso, altura, abodmen e quadril, o sistema fornece os resultados automaticamente, interpretando-oes com base no sexo e idade do paciente e fornecendo uma orientação padrão. Veja na imagem abaixo um exemplo dessa avaliação, impressa em uma declaração de serviço simples e intuitiva. Ela será assinada e entregue por você ao seu paciente.

Exemplo de resultados de uma avaliação antropométrica. Clinicarx® 2019 – todos os direitos reservados.

E como vivemos em um mundo cada vez mais digital, essa declaração seguirá automaticamente ao email do paciente e a seu aplicativo mobile, permitindo ser compartilhado diretamente pelo paciente com quem ele desejar.

Todos os profissionais devem atuar juntos

Como já dito, o combate ao sobrepeso e obesidade é uma causa de todos. Os farmacêuticos podem auxiliar, detectando e acompanhamento pacientes, encaminhando casos mais graves ao nutricionista e médico. Na verdade, é possível obter um resultado muito melhor com o trabalho multiprofissional. Ganha o paciente.

O combate ao sobrepeso e obesidade em termos de saúde pública passa, ainda, pelo acesso a alimentos melhores e menos calóricos, cidades com mais espaços abertos para atividades físicas, mudanças de cultura e muita educação.

Esta causa é também uma questão de cidadania. Vamos fazer nossa parte. Ajude seus pacientes a perder peso, começando com essa fórmula simples.

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Como montar uma campanha de obesidade na sua farmácia?

Campanhas de saúde são uma excelente forma de apresentar os serviços clínicos da sua farmácia.

A obesidade é um problema de saúde pública, sendo também uma epidemia de saúde global. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade em todo o mundo dobrou desde 1980. No mundo todo, nós teremos até 2025 cerca de 2,3 bilhões de adultos com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões, com obesidade. Da mesma maneira, o número de crianças com sobrepeso e obesidade poderá chegar a 75 milhões, caso nada seja feito.

No Brasil, mais de 50% da população encontra-se em sobrepeso ou obesidade. Similarmente, a obesidade infantil também vem crescendo cada vez mais em nosso país. Nas crianças entre 5 e 9 anos, uma em cada três (cerca de 30%) estão com excesso de peso. Já na faixa etária entre 10 e 19 anos, uma em cada cinco crianças (cerca de 20%) estão com excesso de peso.

2,3 bilhões

de adultos com excesso de peso em todo mundo até 2025.

75 milhões

de crianças com sobrepeso ou obesidade, se nada for feito, até 2025.

1 em cada 3

crianças entre 5 e 9 anos de idade, com excesso de peso no Brasil

1 em cada 5

crianças e adolescentes entre 10 e 19 anos com excesso de peso no Brasil

O sobrepeso e a obesidade estão associados a um aumento significativo da mortalidade. Além disso, também estão intimamente relacionados com alterações metabólicas no organismo, as quais podem se manifestar na forma de elevação da pressão arterial, colesterol e triglicérides, além de aumento da resistência à insulina.

Com o aumento do índice de massa corporal (IMC), o risco de manifestações de doenças cardíacas coronarianas, acidente vascular cerebral isquêmico, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2 aumenta substancialmente. Outras consequências envolvem também maior risco de doenças hepáticas, respiratórias e várias neoplasias. Por isso, os benefícios da perda de peso são enormes e repercutem nos aspectos psicológicos, clínicos, humanísticos e econômicos.

Diante disso, as campanhas de saúde são uma forma muito útil e poderosa do farmacêutico promover a educação em saúde junto à população e colaborar para um melhor cuidado com a saúde.  As campanhas podem ser, inclusive, o primeiro passo para a oferta de serviços clínicos mais elaborados.

No calendário de saúde brasileiro, nós temos pelo menos três datas que guardam relação direta com a prevenção do excesso de peso:

  • 31 de março: dia da saúde e da nutrição
  • 06 de abril: dia mundial da atividade física
  • 11 de novembro: dia mundial da obesidade

Em resumo, os serviços de rastreamento e educação em saúde para pacientes com sobrepeso e obesidade são úteis para conscientizar quanto a importância da mudança de hábitos de vida. Além disso, representam uma importante via para divulgação dos serviços farmacêuticos e seleção de pacientes para um programa estruturado de perda de peso.

Como eu organizo uma campanha contra obesidade na minha farmácia?

Vamos elencar alguns pontos que você não pode deixar de fora, quando organizar uma campanha contra obesidade na sua farmácia:

  1. Defina com clareza tipo de serviços você irá oferecer à população neste dia. Você irá medir o IMC? A composição corporal? Aplicará algum questionário?
  2. Prepare a estrutura física e o fluxo de trabalho da sua farmácia para atendimento aos clientes nesse dia (ou período). Você tem mesas para atendimento? Possui uma sala de serviços que pode ser usada? Pode montar uma tenda ou estrutura de atendimento fora da farmácia?
  3. Defina o material educativo será entregue aos pacientes que passarem pelo atendimento durante a campanha. Que mensagem você quer passar? As informações que você irá fornecer tem base científica?
  4. Pense em ofertas, atrações ou brindes que possam atrair a atenção das pessoas para sua farmácia. Haverá música? Alguma atração artística? Alguma oferta, como uma mesa de café da manhã saudável?

Ferramentas utilizadas em uma campanha

Em uma campanha de conscientização sobre a obesidade na farmácia, para rastreamento e avaliação metabólica dos pacientes, podem ser utilizadas as seguintes ferramentas:

Cálculo do IMC

O cálculo do índice de massa corporal permite estimar a taxa de gordura corporal de um paciente, apresentando boa relação com a incidência de doenças cardiovasculares e mortalidade. Trata-se de um método de “estimativa” simples e fácil, que tem por base dois parâmetros objetivos: o peso e a altura. O IMC pode ser calculado através da seguinte fórmula:

IMC = Peso (em Kg) / Altura (em m) ao quadrado

Apesar do IMC ser amplamente utilizado e apresentar boa aplicabilidade na maioria dos pacientes, ele apresenta algumas limitações:

  • Não distingue massa gordurosa de massa magra, podendo subestimar o grau de gordura em indivíduos idosos, em decorrência de sua perda de massa muscular associada ao envelhecimento, e superestimar em indivíduos que estão acima do peso, mas que possuem muita massa muscular (por exemplo, atletas profissionais ou fisiculturistas);
  • Não reflete, necessariamente, a distribuição da gordura corporal, a qual é importante na avaliação de sobrepeso e obesidade, visto que o acúmulo de gordura intra-abdominal é um fator de risco potencial para doenças, independentemente da gordura corporal total.

Essas limitações justificam a avaliação complementar, por meio de dois parâmetros: circunferência abdominal  e composição corporal (bioimpedância).

Circunferência abdominal / da cintura 

A associação da medida da circunferência abdominal com o IMC pode oferecer uma forma combinada de avaliação de risco e ajudar a diminuir as limitações de cada uma das avaliações isoladas. A circunferência abdominal é uma medida da gordura do abdômen e fornece informação sobre risco que não é contabilizado pelo IMC. Esta medida pode ser feita em uma campanha de saúde, por exemplo, naqueles pacientes com IMC em sobrepeso ou obesidade.

A avaliação da circunferência abdominal deve ser realizada com fita antropométrica de uso profissional, no ponto médio entre a crista ilíaca e o rebordo intercostal. Pode-se padronizar a medida pela altura do umbigo do paciente.

Distribuição corporal 

Se você conta com uma balança de bioimpedância portátil, a análise da composição corporal é uma terceira avaliação complementar útil. Ela permite uma estimativa mais fidedigna da taxa de gordura corporal, e apresenta excelente correlação com desfechos clínicos. Por conta disso, pode ser feita como avaliação mais específica, por exemplo, em pacientes com IMC e circunferência abdominal acima do desejado.

Nesse método, a análise da composição corporal tem como base a medida da resistência total do corpo à passagem de uma corrente elétrica. Os componentes corporais oferecem uma resistência diferenciada à passagem da corrente elétrica. Os ossos e a gordura constituem um meio de baixa conectividade, ou seja, uma alta resistência à corrente elétrica. Já a massa muscular e outros tecidos ricos em água e eletrólitos, são bons condutores, permitindo mais facilmente a passagem de corrente elétrica. Antes da realização da medida, é necessário digitar no equipamento a idade, altura e gênero do paciente. Após a entrada dos dados, o paciente deve ser orientado a retirar o calçado e as meias, subir na balança e segurar o visor em ângulo de 90ºC, conforme a ilustração a seguir.

Como interpretar os resultados? 

VALORES DE REFERÊNCIA PARA IMC E CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL
IMCClassificaçãoInterpretação
1Menor do 18,5Abaixo do pesoPode ser uma característica pessoal, mas pode ser um sinal de desnutrição. Avaliar individualmente.
2Entre 18,6 e 24,9Peso normalIMC normal. Educar quando a importância da manutenção de hábitos de vida saudáveis para manutenção do peso.
3Entre 25 e 29,9Sobrepeso / pré-obesidadeRisco um pouco aumentado para doenças cardiometabólicas. Educar sobre a necessidade de mudanças em hábitos de vida (dieta + exercícios) para alcançar peso adequado. Convidar paciente para o programa perda de peso.
4Entre 30 e 34,9Obesidade grau 1Risco aumentado para doenças cardiometabólicas. Frisar a necessidade de mudança imediata, mesmo se exames e/ou parâmetros físicos normais. Educar sobre a necessidade de mudanças em hábitos de vida (dieta + exercícios) para alcançar peso adequado. Indicar programa farmacêutico para perda de peso.
5Entre 35 e 39,9Obesidade grau 2Risco muito alto para doenças cardiometabólicas. Frisar a necessidade de mudança imediata, mesmo se exames e/ou parâmetros físicos normais. Educar sobre a necessidade de mudanças em hábitos de vida (dieta + exercícios) para alcançar peso adequado. Indicar fortemente programa farmacêutico para perda de peso.
6Acima de 40Obesidade grau 3
COMBINANDO O IMC COM A CIRCUNFERÊNCIA DA ABDOMINAL
 Circunferência Abdominal
Risco de complicações cardiometabólicas*IMC (Kg/m2)Homem: 94-102Homem: > 102
Mulher: 80-88Mulher: > 88
Baixo peso<18,5Sem risco associadoSem risco associado
Peso normal18,5-24,9Sem risco associadoAumentado
Sobrepeso25-29,9AumentadoAlto
Obesidade>30AltoMuito alto
*Risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Fonte: ABESO.
VALORES DE REFERÊNCIA PARA DISTRIBUIÇÃO CORPORAL – MÚSCULOS E GORDURA
SexoIdadeGordura corporal (%)
BaixaNormalAltoMuito alta
Masculino20-39< 21,021,0 – 32,933,0 – 38,9≥ 39,0
40-59< 23,023,0 – 33,934,0 – 39,9≥ 40,0
60-79< 24,024,0 – 35,936,0 – 41,9≥ 42,0
Feminino20-39< 8,08,0 – 19,920,0 – 24,9≥  25,0
40-59< 11,011,0 – 21,922,0 – 27,9≥ 28,0
60-79< 13,013,0 – 24,925,0 – 29,9≥ 30,0
SexoIdadeMúsculo (%)
BaixaNormalAltoMuito alta
Masculino18 – 39< 33.333,3 – 39,339,4 – 44,0≥ 44,1
40 – 59< 33,133,1 – 39,139,2 – 43,8≥ 43,9
60 – 80< 32,932,9 – 38,939,0 – 43,6≥ 43,7
Feminino18 – 39< 24,324,3 – 30,330,4 – 35,3≥ 35,4
40 – 59< 24,124,1 – 30,130,2 – 35,1≥ 35,2
60 – 80< 23,923,9 – 29,930,0 – 34,9≥ 35,0

Fluxo de atendimento do paciente durante a campanha  

O fluxo de atendimento pode seguir uma abordagem sequencial, na qual o IMC é feito em todos os pacientes que comparecem para a campanha. Para pacientes em faixa de sobrepeso ou obesidade, a circunferência abdominal pode ser feita como parâmetro adicional. Já para aqueles com IMC e circunferência do abdômen elevados, a composição corporal pode ser feita como terceira avaliação. Adapte este fluxo à sua realidade. Por exemplo, deixar a avaliação corporal mais completa apenas para pacientes com maior necessidade, ou que agendam uma consulta posterior com o farmacêutico.

Nós preparamos uma ferramenta específica que explica com mais detalhes como organizar este fluxo de atendimento. Para baixá-la, clique aqui.

Avaliação dos resultados da campanha

Por fim, é fundamental que você conte com um sistema para registro dos atendimentos feitos no dia da sua campanha. Isso irá permitir que você avalie os resultados, tendo por base métricas de pacientes atendidos, parâmetros avaliados e encaminhamentos ao médico realizados, por exemplo.

Além disso, é bom aproveitar a oportunidade para obter dados pessoais mínimos desses pacientes, de forma que contatos posteriores possam ser realizados. Toda essa gestão de informações pode ser feita manualmente ou por meio de plataformas informatizadas de gestão dos serviços farmacêuticos, como o Clinicarx.

Aproveite a oportunidade das datas de saúde para impulsionar seus serviços farmacêuticos e, assim, fortalecer o posicionamento da sua farmácia como ponto de referencia da saúde da sua comunidade. Boas campanhas para você.

Básico

Recursos
Essenciais
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Qualidade & Profissionalismo
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Como oferecer um serviço de gestão do peso na sua farmácia?

Os serviços de gestão do peso estão entre os mais procurados. Como a farmácia pode ajudar seus pacientes que desejam perder peso ou prevenir o sobrepeso e a obesidade. Descubra neste artigo como levá-los também para sua farmácia.

A obesidade é um problemão, e isso não é segredo para ninguém, basta olhar a sua volta. Faça um teste na sua farmácia, ou em seu grupo de amigos, pergunte quantas pessoas estão satisfeitas com seu peso…

Na maioria das vezes a estatística se aproxima muito da realidade do Brasil, em que mais de 50% da população encontra-se em sobrepeso ou obesidade. Mas o que fazer com isso? Como você, farmacêutico(a), pode ajudar os pacientes na gestão do peso? Você está preparado(a) e têm as ferramentas necessárias para oferecer um serviço como esse?

O objetivo deste artigo é te ajudar nessa jornada de implementação do serviço de gestão do peso ou emagrecimento na sua farmácia. A primeira coisa a ser considerada é a necessidade de implantar um serviço estruturado, com acompanhamento periódico.

Mil dietas e programas radicais são amplamente divulgados e estão disponíveis na internet para gestão do peso. Provavelmente você já deve ter tentado algum, e mais ainda, perdido algum peso com algum deles!

Mas o âmago do problema não está em emagrecer, mas na manutenção do peso perdido… já que em dietas muito restritivas a tendência em longo prazo é a recuperação do peso perdido – algumas pessoas até ganham mais peso do que perderam originalmente.

Mas o que isso tem a ver com o meu serviço na farmácia?

As pessoas, em geral, precisarem de ajuda para perder ou manter o peso, isto é, fazer a gestão do peso. Nem sempre é possível para muitas pessoas fazerem isso sozinhas, sem ajuda de medicamentos e, principalmente, de um profissional que dê suporte e acompanhamento.

Isso é verdade porque a maioria das pessoas com sobrepeso ou obesidade apresenta comportamentos que estão na causa do ganho de peso. O comportamento torna-se o único fator modificável que pode levar a melhorias de longo prazo para a saúde para esses pacientes.

É comum as pessoas tentarem emagrecer e falharem. Estudos tem discutido o que leva as pessoas a falharem em suas tentativas de “auto-mudança”, sendo que existem várias razões para isso

Cuidado com as expectativas sobre gestão do peso

As expectativas das pessoas muitas vezes excedem o que é viável. Elas pensam que podem emagrecer muitos quilos em pouco tempo, quando na verdade isso é muito difícil.

As pessoas costumam prever que mudarão mais rapidamente e com mais facilidade do que é possível. Elas partem para o “tudo ou nada”, tentando mudar sua alimentação radicalmente e praticando exercícios físicos, começando tudo na segunda-feira. Isso não é gestão do peso.

As pessoas superestimam suas habilidades em muitos domínios e não sabem que são imprecisas. Não é incomum ouvirmos o discurso “eu engordo mas não como nada”. Elas pensam que sabem escolher bem os alimentos, por exemplo, mas na verdade não sabem.

As pessoas muitas vezes acreditam que fazer uma mudança vai melhorar suas vidas mais do que é razoável esperar. Elas colocam toda culpa por suas frustrações no campo profissional ou pessoal no excesso de peso, por exemplo, quando isso pode não ser a realidade.

Há desajustes comuns no comportamento das pessoas obesas. Elas geralmente carregam padrões de alimentação e exercício físico desajustados que estão contribuindo para o ganho de peso. Isso também não é gestão do peso.

Serviços básicos para começar a gestão do peso

Comece oferecendo serviços de avaliação e checkup da saúde, que vão ajudar seu paciente a ganhar consciência de sua condição atual. Isto é, se o paciente não conhece bem sua condição de peso atual, não terá um ponto de partida para iniciar as mudanças.

Ofereça serviços como:

IMC

É básico e obrigatório. Ter uma balança e uma régua de altura, para determinar o índice de massa corporal do paciente na farmácia. Mesmo um serviço simples como esse pode encantar o paciente, se você puder entregar o resultado de uma forma diferente.

Medidas corporais

Medidas como circunferências (cintura, quadril, braço, panturrilha), juntamente com altura, idade, sexo e peso, permitem calcular uma série de parâmetros antropométricos. O investimento em uma fita antropométrica de uso profissional é baixíssimo e faz toda diferença.

Bioimpedância

A análise por bioimpedância permite estimar o percentual de gordura corporal e massa muscular. É uma avaliação essencial para conhecer não apenas o peso, mas a distribuição corporal. É útil para pessoas que estão iniciando programas para perda de peso ou ganho de massa muscular.

Existem diversas balanças de bioimpedância no mercado, sendo algumas profissionais, outras nem tanto. Dependendo do modelo é possível obter também a massa óssea ou percentual de água corporal.

Mas agora uma boa notícia sobre gestão do peso

A boa notícia é a seguinte: padrões de pensamento e comportamento podem ser modificados. Esse é o ponto central que justifica criarmos serviços de gestão do peso na farmácia. Os medicamentos e produtos para emagrecimento podem ajudar, mas é o trabalho do farmacêutico sobre os aspectos comportamentais que podem fazer a diferença e levar ao sucesso do paciente. Este trabalho deve acontecer em conjunto com a equipe multiprofissional, sempre que possível, para obtenção de resultados ainda melhores.

Considerando isso, você deve entender que o foco de um programa para perda de peso não deve ser apenas a perda de peso momentânea, mas sim uma mudança comportamental duradoura. Pensando nisso, elaboramos algumas dicas para te ajudar:

Antes de começar a atender as pessoas, planeje o programa. Você deve ter certeza que as perguntas abaixo foram respondidas:

Como será minha avaliação inicial?

Sua avaliação inicial pode ser abrangente, incluindo antropometria, distribuição corporal, gasto energético total, hábitos de vida, tentativas anteriores e perfil clínico do paciente. Um sistema informatizado pode ajudar a fazer esta avaliação de forma bastante otimizada. Você pode ainda recomendar produtos isentos de prescrição que podem ajudar o paciente, mas deve manter se foco nas mudanças de comportamento. Elabore um plano de ação e metas factíveis.

Qual a periodicidade e o tempo das consultas?

Quando um paciente com sobrepeso ou obesidade inicia acompanhamento na farmácia, nós recomendamos uma periodicidade semanal durante os primeiros 1 ou 2 meses. Durante cada consulta seu objetivo é ajudar o paciente a resolver os problemas daquela semana e mantê-lo motivado. Mantenha o foco e procure fazer esses atendimento em 15 a 20 minutos;

As consultas de gestão do peso serão sempre presenciais?

É evidente que a primeira consulta, e aquelas em que a avaliação antropométrica está planejada (você que vai definir a frequência, pode ser a cada 30 dias por exemplo) devem ser presenciais. Mas e as demais? Será que outros meios de comunicação podem ser utilizados com a sua população? Vários estudos tem demonstrado que a telessaúde pode ajudar a melhorar a perda de peso. Que tal tentar criar um grupo motivacional no WhatsApp com seus pacientes ou manter uma comunicação por e-mail?

Qual a duração do acompanhamento?

Um programa que vise perda de peso deve partir do pressuposto de que os pacientes estarão mais motivados e propensos a perda de peso no início (1 a 2 meses), portanto nesse período o paciente deve ser estimulado a estabelecer metas realistas, de 5-10% de perda em relação ao peso corporal inicial, e a se engajar fortemente na reeducação alimentar para isso.

Após esse período o paciente deve ser orientado a manter hábitos de vida saudáveis para não recuperar peso. Nessa etapa, um programa de exercícios é a pedra angular. Recomendamos uma duração mínima de 3 meses e máxima de 1 ano;

Como será a divulgação do serviço de gestão do peso?

Fique atento a divulgação e treine sua equipe para identificar pacientes potenciais. Utilize os meios de comunicação a seu favor. Você pode organizar campanhas de saúde sobre obesidade em sua farmácia, por exemplo, em parceria com fornecedores de produtos relacionados. E muito importante, não prometa milagres! Seja claro – ofereça um acompanhamento estruturado e não uma pílula mágica;

Quanto irá custar para o paciente obter o serviço de gestão do peso?

 

É preciso pensar nas fontes de receita, pois isso é o que tornarão esse serviço sustentável. Você pode cobrar de várias formas: um valor fixo mensal pelo programa de acompanhamento, apenas pelos procedimentos realizados e produtos adquiridos, ou pelas consultas presenciais realizadas, já incluídos os procedimentos.

 

Em qualquer desses modelos, portanto, será preciso decidir sobre valores e métodos de pagamento, além de uma análise de seus custos.

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Planilha para cálculo de custos e precificação de serviços farmacêuticos

Como será o espaço onde você atenderá seus pacientes?

 

Você precisa de um ambiente de trabalho. Como em outros serviços clínicos de acompanhamento, um ambiente particular, como uma sala destinada a serviços farmacêuticos, ou um consultório farmacêutico, é fundamental para estabelecer uma relação terapêutica adequada e conduzir uma avaliação antropométrica completa.

 

Por fim…

 

Coloque em prática – Mãos a obra! Você pode sentir um pouco de dificuldade no começo, por isso utilize ferramentas e fontes de pesquisa confiáveis para te ajudar! Lembre-se que a internet é um mundo, com muita coisa boa, mas também muita coisa ruim.

 

Recomendo que você visite o site da Abeso e considere sistemas e softwares que poderão organizar seu trabalho, economizar seu tempo e reduzir a chance de erros, levando seu serviço a outro nível de qualidade.

 

E aí farmacêutico, animado para essa nova jornada clínica? Nós estamos torcendo por você!

 

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6 dicas para uma avaliação antropométrica rápida em sua farmácia

Antropometria

Se você está pensando em oferecer um serviço de gestão ou perda de peso na sua farmácia, então você precisa cuidar para que sua avaliação antropométrica seja eficiente e de alta qualidade.

Vamos entender primeiro o que significa “avaliação antropométrica”. A antropometria pode ser definida como a parte da antropologia que trata da mensuração do corpo humano ou de suas partes, ou; como o registro das particularidades físicas de um indivíduo.

No campo da saúde, uma avaliação antropométrica consiste na avaliação de parâmetros físicos de um indivíduo, com objetivo de estadiar sua composição corporal. Ela pode ser composta por peso, índice de massa corporal (IMC), circunferência abdominal (CA), distribuição corporal (% de massa muscular, % de gordura), dentre outros parâmetros.

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Mas por que fazer avaliação antropométrica?

Pois bem, em primeiro lugar o estadiamento do paciente, antes e periodicamente durante um programa de perda de peso, permite o acompanhamento objetivo, ou seja, de parâmetros mensuráveis, durante um programa de perda de peso. Pense, por exemplo, no quanto um paciente se sentirá estimulado ao saber que perdeu 10 cm de cintura e o quanto isso irá significar para sua saúde.

Além disso, alguns parâmetros apresentam correlação direta com o risco de doenças cardiometabólicas e mortalidade, como o IMC, a CA e o percentual de gordura. Os benefícios da melhora dos parâmetros antropométricos devem ser abordados com o paciente a fim de estimular o autocuidado e uma “vida mais saudável” ou uma “melhor saúde”.

Além disso, não se esqueça de que uma avaliação antropométrica pode ser realizada durante uma campanha, para rastreamento e educação em saúde, como forma de divulgação dos serviços farmacêuticos. Se você quer saber mais sobre campanhas de saúde na farmácia, clique aqui.

Você deve estar pensando: “mas é difícil e demorado fazer isso”, “eu não tenho tempo” ou eu “não sei como fazer isso”. Pensando nisso, elaboramos este artigo, com algumas dicas infalíveis para te ajudar nessa rotina:

Garanta o ambiente de trabalho

Para um serviço completo, que aborde a perda de peso em um contexto individualizado, o ideal é que você tenha disponível um ambiente privativo, de preferência uma sala de serviços farmacêuticos ou o consultório farmacêutico. Isso permitirá uma anamnese mais detalhada e evitará constrangimentos durante a avaliação.

Claro que o serviço pode ser adaptado a depender do seu objetivo. Por exemplo, durante uma campanha para rastreamento e educação em saúde a medida do peso e o cálculo do IMC podem ocorrer em estrutura da farmácia ou externa, montada para essa finalidade, como uma “tenda da saúde”, ou um “cantinho da saúde”.

Defina as medidas que serão avaliadas

Você provavelmente já deve ter feito uma avaliação antropométrica em algum momento da vida, por exemplo, ao iniciar um programa de exercícios na academia ou em uma visita a nutricionista, e deve ter notado que os parâmetros avaliados variam. Na farmácia, é o mesmo, os parâmetros a serem avaliados devem ser definidos previamente e vão depender do seu objetivo e equipamentos disponíveis (veja a próxima dica).

Se você deseja fazer uma avaliação completa, recomendamos que você aplique: Peso, IMC, CA, Relação cintura-quadril RCQ, índice de adiposidade central (IAC) e opcionalmente a bioimpedância. Para uma avaliação mais rápida e concisa, recomendamos que você faça o cálculo do IMC e, em pacientes com sobrepeso ou obesidade, a medida da circunferência abdominal.

Verifique os equipamentos para avaliação antropométrica

Para a avaliação antropométrica, você precisará minimamente de uma balança corporal e de uma fita antropométrica. Caso tenha disponível equipamento para medida da altura, esse também pode ser útil, mas lembre-se que na sua ausência a altura pode ser informada pelo paciente, visto que se trata de um parâmetro mais ou menos constante no adulto.

Se a sua balança for de bioimpedância, aproveite essa função, e verifique a distribuição corporal.

Recomendamos a avaliação da % de gordura e % de músculos, que são extremamente úteis clinicamente. Nesse caso, não é necessário avaliar o índice de adiposidade central. Outra função disponível em algumas balanças é a estimativa da idade corporal, com base na distribuição corporal esperada para o gênero e faixa etária – esse é um parâmetro na maioria das vezes “chocante”, e apesar de ter uma utilidade clínica limitada, pode ser utilizado para motivar o paciente a se engajar no programa de perda de peso.

Organize o seu tempo

Separe um tempo para avaliação antropométrica do paciente. O procedimento de avaliação antropométrica mais completa não precisa durar mais do que 5-7 minutos – 2-3 minutos para medidas e 3-4 minutos para os cálculos. Já a avaliação concisa pode durar menos, em média 2 minutos. Considerando o tempo agregado para aconselhamento do paciente, cada atendimento conciso não precisa durar mais do que 5 minutos.

De forma prática, vamos supor que você tem um período na semana (4h) para acompanhamento do programa perda de peso e avaliação antropométrica, considerando que alguns pacientes complexos podem levar mais tempo, o ideal seria planejar uma média de 10 consultas.

Já durante uma campanha de rastreamento o mesmo tempo seria suficiente para 45 a 50 atendimentos! Nada de falar que não dá tempo viu farmacêutico, com um pouco de experiência você vai ver que é possível.

Fizemos um teste aqui, contando o tempo para o paciente retirar os calçados e para o cadastro de dados na balança de bioimpedância, demorei 1 minuto e 50 segundos para fazer a bioimpedância + medida de circunferência abdominal + medida da circunferência do quadril. Com as fórmulas cadastradas no excel ou com a ajuda de um software como o Clinicarx, demorei apenas 20 segundos para ter todos os cálculos! Haverá tempo de sobra para aconselhar o paciente e agendar uma avaliação mais prolongada se necessário.

Registre os dados da avaliação antropométrica

Para um acompanhamento efetivo, é fundamental manter o histórico de medidas do paciente. Isso traz seriedade ao acompanhamento, e torna fácil a visualização da evolução. Além disso, a comparação das medidas é uma ótima ferramenta motivacional. Vamos pensar no exemplo de um paciente que estava bastante desanimado na última visita. Ele acabou abusando da alimentação nas férias e acha que engordou. Ele faltou em uma consulta e veio para essa já cabisbaixo…

Durante a avaliação, você realmente percebe que ele ganhou 1kg, mas que tal utilizar os dados iniciais para mantê-lo motivado… Você mostra que desde o início do programa ele já perdeu 6 kg, e que com engajamento, na próxima semana, esse quilo ganho nas férias será perdido, assim você em vez de desmotiva-lo mais, e exaltar o seu fracasso semanal, ressalta o seu sucesso no programa. Lembre-se: a perspectiva que você utiliza faz toda diferença para o sucesso do seu programa.

Registre a sua produtividade

Uma vez ouvi um colega falar que farmacêutico era como pato – “nem nadava, nem voava, nem andava bem”, na hora eu esbravejei com a pessoa e falei, mas por que você fala isso, se eu trabalho tanto? A pessoa me respondeu com uma pergunta simples, quantos atendimentos você fez hoje? E essa semana? Esse mês? Onde está o seu trabalho?

Essa experiência me levou a uma reflexão importante e conclui que apesar de desempenhar o meu trabalho da melhor forma possível, era fundamental manter um registro de produtividade. Apesar de inicialmente eu ter a ideia de que estaria perdendo tempo, e que aquilo iria me atrapalhar, o registro acabou me ajudando a organizar o meu tempo e utilizá-lo melhor. Além disso, tenho todos os meus dados disponíveis e posso apresenta-los sempre que necessário!

É isso, a principal mensagem desse artigo é desmitificar a ideia de que uma avaliação antropométrica não é factível na farmácia e te ajudar nesse processo. Espero que tenha ajudado. Boa sorte em seu projeto!

Autora: Walleri Reis. É farmacêutica e professora na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa.