Conheça a vacina contra Herpes-Zoster

A herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus da varicela no corpo, causando erupções cutâneas dolorosas. A doença é chamada também de cobrão ou cobreiro. Ela pode surgir um qualquer idade, mas a ocorrência aumenta principalmente a partir dos 60 anos. Felizmente, é uma doença que pode ser evitada por vacinação, por isso é importante conhecer mais sobre a vacina contra Herpes-Zoster.

Quem pode desenvolver Herpes-Zoster?

Qualquer pessoa que teve catapora pode desenvolver a herpes zóster, e as causas que levam à reativação do vírus ainda são desconhecidas. Essas “bolhas” ou pequenas feridas na pele surgem geralmente na região do tronco, põem durar semanas e desaparecem sozinhas. Apesar dessa resolução espontânea, o maior problema é a dor associada às lesões. É a chama “nevralgia do herpes-zóster”, ou nevralgia pós-herpética. Essa dor na região das lesões pode durar meses ou mesmo anos após a cicatrização das erupções cutâneas.

Lesões características de Herpes-Zoster. Crédito pela imagem: Google.

Para muitas pessoas, esse quadro doloroso pode interferir nas atividades diárias normais, como caminhar e dormir, e nas atividades sociais. Perceba então que a infecção, apesar de não estar associada à mortalidade elevada, como o tétano ou a raiva, apresenta morbidade significativa, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Como é o tratamento da Herpes-Zoster?

O tratamento da herpes zóster inclui uso de analgésicos e antivirais, como o aciclovir ou valaciclovir. Tanto a vacina da catapora ou varicela, tomada na infância, como a vacina contra zóster, tomada na idade adulta, podem minimizar o risco de desenvolver a doença.

A partir de que idade é recomendada vacina contra Herpes Zóster?

A vacina está indicada para pessoas a partir dos 50 anos, mas o calendário da SBIM recomenda vacinação em homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Como já dito, a herpes zóster é causada pela reativação do vírus chamado varicela zóster, o mesmo que causa a catapora. Portanto, todo adulto que teve varicela apresenta risco de ter herpes-zóster. E esse risco aumenta progressivamente com o avançar da idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes-zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida, mas nas pessoas com 85 anos ou mais, por exemplo, a prevalência pode ultrapassar 50%.  

Por isso, é recomendado que os idosos recebam a vacina, independentemente de já terem tido ou não um episódio de zóster.

Qual é a eficácia da vacina?

Um grande estudo randomizado, controlado, com mais de 30.000 adultos, com finalidade de avaliar a eficácia e segurança da vacina indicou uma redução no risco de herpes zóster em 51% e no risco de nevralgia pós-herpética em 67%.  Isto é, a vacina reduz a chance de ter a doença pela metade. As maiores respostas imunológicas são observadas após seis semanas da aplicação da vacina.

Naquelas pessoas que, mesmo após vacinação, desenvolveram herpes-zóster, a vacina reduziu significativamente a dor relacionada ao herpes-zóster em comparação ao placebo. No período de acompanhamento de 6 meses, houve redução de 22% na pontuação de gravidade da dor.

Quais são as reações adversas e contraindicações?

A vacina apresentou um bom perfil de segurança. Ela pode ser administrada sem problemas em idosos com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou doença pulmonar crônica.

As principais reações adversas foram leves e autolimitadas. À exceção das reações no local da aplicação, como dor, vermelhidão e prurido, que ocorreram em até 30% dos pacientes, as reações sistêmicas, como febre, sintomas respiratórios, diarreia e cansaço foram pouco prevalentes e acometeram de 1% a 1,5% dos pacientes.

Com relação às contraindicações, a vacina não deve dada em pessoas com alergia conhecida à neomicina, pois a vacina contem traços de neomicina, o que pode desencadear uma resposta alérgica.

Também não deve ser administrada em pacientes imunodeprimidos, seja por doenças como HIV ou câncer, ou pelo uso de imunossupressores, incluindo glicocorticoides por via oral em doses elevadas. Não há problema, contudo, em administrar a vacina em usuários de corticoides tópicos ou por via inalatória. Por fim, Deve ser considerado adiamento da vacinação em caso de febre acima de 38,5°C.

Qual é a composição da vacina e como deve ser administrada?

A vacina herpes zoster (atenuada) é uma preparação liofilizada da cepa viva atenuada do Vírus da Varicela Zoster, da cepa Oka/Merck. O nome de marca da vacina no mercado brasileiro é Zostavax, medicamento produzido pela MSD.

A vacina contra Zóster tem a mesma composição da vacina da varicela, dada na infância, porém com conteúdo do agente imunizante cerca de 14 vezes maior.

Após reconstituída, a vacina não pode ser congelada e deve ser aplicada imediatamente, para minimizar a perda de potência. Se ela não for aplicada em até 30 minutos, deve ser descartada.

Ela é administrada em uma dose única injetável, por via subcutânea. A proteção produzida pela vacina dura por anos, por isso atualmente não é indicada revacinação. A vacina é dose única.

Ela pode ser administrada concomitantemente com a vacina influenza e com a pneumocócica, mas em seringas separadas. Isto é, não devem ser misturadas.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Vacina do HPV: entenda como funciona

vacina hpv

O HPV é um vírus sexualmente transmissível que provoca verrugas ano-genitais em homens e mulheres. A infecção viral é responsável também por praticamente todos os casos de câncer do colo do útero e podem causar também outros tipos de câncer. Felizmente, é possível prevenir essas doenças por vacinação, por isso é importante entender como funciona a vacina do HPV.

Quais as vacinas disponíveis no mercado para o HPV?

No Brasil estão disponíveis dois tipos: a bivalente, com ação contra os tipos 6 e 18 do HPV e a quadrivalente, com ação contra tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD)

A vacina bivalente está disponível nas clínicas e farmácias para administração em meninas e mulheres a partir de 9 anos de idade. Já a vacina quadrivalente está no SUS através do Programa Nacional de Imunização (PNI), para meninas entre 9 e 13 anos, e nas clínicas e farmácias para meninas e mulheres, de 9 a 45 anos, e meninos e jovens, de 9 a 26 anos.

É isso mesmo, homens de 9 a 26 anos também podem se vacinar contra o HPV! Lembre-se que essa é uma importante maneira de interromper a cadeia de transmissão do vírus e evitar vários tipos de câncer.

Existe alguma nova vacina do HPV sendo lançada?

Recentemente foi aprovada uma vacina nonavalente, chamada Gardasil 9, que pode ser utilizada por mulheres com idade entre 9 e 26 anos e meninos com idades entre 9 e 15 anos. Ela oferece proteção mais ampla na prevenção das infecções cervicais, vulvar, vaginal e câncer anal causadas por HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, e para a prevenção de verrugas genitais provocadas pelos tipos de HPV 6 ou 11, resultando em um potencial de 90% de prevenção.

Quais são os esquemas de vacinação recomendados?

Segundo o calendário da SBIM, para meninos e meninas entre 9 e 15 anos de idade são recomendadas duas doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre elas. A vacina HPV4 é licenciada para ambos os sexos, e a HPV2 é licenciada apenas para o sexo feminino. Para adolescentes e adultos acima de 15 anos não vacinados anteriormente são recomendadas 3 doses.

No SUS, em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, o calendário prevê 2 doses (seis meses de intervalo entre as doses).

Quais seriam os cuidados especiais ao administrar essa vacina?

Foram muitos os casos de manifestações de pacientes, com possíveis efeitos adversos, após a administração em larga escala da vacina no Brasil alguns anos atrás. De fato, casos de sincope e desmaio podem ocorrer com a aplicação de qualquer vacina, principalmente em adolescentes e jovens. Isso foi observado com a vacina quadrivalente do HPV. Portanto, as pessoas vacinadas devem ser observadas com atenção por aproximadamente 15 minutos após a administração da vacina.

Com relação às precauções, a vacina pode ser administrada em caso de febre baixa ou infecções respiratórias de baixa gravidade, no entanto essa é uma decisão do clínico. Pode-se também aguardar que os sintomas passem e após alguns dias fazer a vacinação. Outros perfis de pacientes que só devem receber a vacina sob cuidados médicos incluem imunosuprimidos, incluindo HIV positivos, e aqueles pacientes com distúrbios de coagulação.

A vacina do HPV é considerada risco B na gestação, e por isso pode ser dada a gestantes. Em mulheres amamentando, não se sabe se os antígenos da vacina ou os anticorpos induzidos pela vacina são excretados no leite humano, portanto a vacina só deve ser dada sob responsabilidade do médico.

A vacina pode ser administrada de forma concomitante à vacina contra Hepatite B, em seringas e locais separados. E por falta de estudos, não se recomenda administração conjunta com outras vacinas, como por exemplo, vacinas contra difteria, tétano, sarampo ou rubéola.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Vacinação: descubra a importância de usar uma plataforma para esse serviço

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Sabemos como é a rotina de um farmacêutico e o tamanho da sua responsabilidade. Por isso, pensamos em facilitar sua rotina de trabalho! Quando o assunto é serviço de vacinação, é necessário que seja prestado de forma segura e organizada.

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Confira abaixo os fatores essenciais que entregamos para o seu serviço de vacinação:

Segurança na aplicação da vacina

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    • Nós sugerimos as vacinas que são permitidas serem aplicadas, com base no perfil do paciente.
    • Nós guiamos sua anamnese no momento da aplicação, com todas as contraindicações da vacina para você orientar seu paciente.
    • Nós temos todas as vacinas existentes no mercado cadastradas no sistema, com informações técnicas de aplicação e dicas práticas.

Organização e praticidade 

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    • Nós guiamos você durante todo o procedimento, com informações técnicas de vacinação, sobre como avaliar o paciente, local de aplicação recomendado e possuímos todos os tipos de vacinas padronizados dentro da plataforma.

    • Ao final do atendimento, nós te entregamos a declaração de serviços farmacêuticos (DSF) de forma automática com todas as informações necessárias, e assim, você poderá entregar ao seu paciente.

    • Com a nossa plataforma, você poderá imprimir a carteira de vacinação do paciente, contendo todas as vacinas tomadas por ele na rede.

    • Além disso, poderá imprimir as vacinas recomendadas dos calendários SBIM e Ministério da Saúde, de acordo com o perfil do paciente. Assim você poderá orientar o paciente sobre qual dose ele deverá tomar no futuro.

Resultados do serviço de vacinação

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Vacina contra gripe: entenda como funciona

vacina

 

 

A gripe é uma doença que afeta milhões de pessoas todos os anos e é uma causa importante de morte, principalmente em crianças e idosos. A vacinação anual da gripe é uma importante medida de saúde pública para a prevenção de complicações graves, como pneumonia e infecções bacterianas secundárias, por isso é importante entender como funciona a vacina contra gripe.

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Quem deve receber a vacina contra gripe?

Apesar da vacinação anual ser recomendada para todos as pessoas a partir dos 6 meses de idade, quando a oferta de vacinas é limitada, aqueles que estão em maior risco de complicações devem ter prioridade.

No Brasil, na rede pública, a vacina influenza, é oferecida exclusivamente para as crianças até os 5 anos de idade, para idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da área da saúde, presidiários, trabalhadores do sistema carcerário e doentes crônicos.

Nas farmácias, não há restrição para recebimento anual da vacina, havendo recomendação pela SBIM para vacinação anual em todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade.

Como ela funciona?

A vacina da gripe é composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenzae inativados, fragmentados e purificados. Geralmente contém elementos da superfície o vírus, como hemaglutinina e neuraminidase. Portanto, trata-se de uma vacina inativada, que não causa a doença.

A proteção proporcionada pela vacina é baseada na indução da produção de anticorpos neutralizantes do vírus, principalmente contra a hemaglutinina viral contida na vacina. A imunidade conferida pela vacina desenvolve-se após 15 dias da vacinação e sua duração é de cerca de 6 meses a 1 ano. Como os títulos máximos de anticorpos, obtidos dentro de 1 a 2 meses após a vacinação.

A composição da vacina pode mudar todo ano

Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais candidatas que irão compor as vacinas contra influenza sazonal dos hemisférios norte e sul. Portanto, a cada ano, a composição da vacina da gripe pode mudar.

A escolha dos vírus que irão compor a vacina daquele ano depende da monitorização dos casos da doença feita pelo CDC, que é o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos e de todos os Centros Colaboradores da OMS espalhados pelo mundo.

As amostras vacinais candidatas, a cada ano, são geralmente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua capacidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados para serem produzidos em larga escala.

Existe diferença entre as vacinas do setor público e privado?

A diferença pode estar na composição da vacina. No SUS em 2016, por exemplo, foi feita a vacina trivalente, que protege contra 2 subtipos do influenza A, o H1N1 e o H3N2, e 1 subtipo do influenza B, chamado de Brisbane.

No setor privado está disponível tanto a vacina trivalente, como a tetravelente, que protege contra mais um tipo de influenza B, chamado Phuket. As duas vacinas são suficientes para garantir uma proteção contra os principais tipos de gripe, incluindo a H1N1, portanto a qualidade da imunização dada no setor público e privado é a mesma.

Há quatro marcas da vacina influenza tetravalente disponíveis: Fluarix Tetra (GSK), a Fluquadri (Sanofi-Pasteur), a Influvac Tetra (Abbott) e a Vaxitetra (Sanofi-Pasteur).

Administração e cuidados com a vacina da gripe

A via de aplicação é intramuscular, e como já mencionado a administração deve ser repetida anualmente.

Quanto ao volume, para menores de 3 anos a dose é de 0,25 mL e para crianças com 3 anos completos ou mais, é de 0,5 mL. Lembre-se que antes, durante e após a administração da mesma, você deve ficar atento a alguns cuidados, como:

  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que o paciente re-estabeleça as condições ótimas de saúde;
  • Pessoas com história de alergia grave ao ovo de galinha, com sinais de anafilaxia, só podem receber vacina em ambiente com condições de atendimento para reações anafiláticas, como no hospital, por exemplo, e permanecer em observação por pelo menos 30 minutos;
  • Pessoas com alergia ao Timerosal, a neomicina ou ao formaldeído também devem ter cautela, pois há traços dessas substâncias na vacina.
  • No caso de história prévia de síndrome de Guillain-Barré (SGB), recomenda-se avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício antes de administrar a vacina da gripe. Geralmente a vacina será contraindicada nesse caso;
  • Se houver dor no local, após a aplicação, podem ser usadas compressas frias para alivio. Em casos mais intensos ou de febre pode-se recomendar medicação analgésica, como a dipirona, paracetamol ou Ibuprofeno;
  • Sintomas de efeitos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas, devem ser investigados pelo médico para verificação de outras causas.
  • As gestantes e mulheres amamentando podem receber a vacina da gripe. A vacina é considerada risco C na gravidez.
  • A vacina influenza pode ser administrada simultaneamente a outras vacinas. Neste caso, a aplicação deve ocorrer em membros distintos, com seringas e agulhas diferentes. Fique atento também, pois nesse caso pode ocorrer intensificação das reações adversas.
  • A vacina deve ser agitada antes de administrar. Também inspecione visualmente a vacina antes do uso. A suspensão deve estar límpida e incolor a levemente opalescente. Não utilizar se a suspensão apresentar-se turva, com partículas em suspensão ou precipitados. A vacina influenza não deve ser misturada com outra vacina na mesma seringa.

Como se vê muitos detalhes e situações que devem ser levadas em consideração no momento da aplicação. Felizmente, com ajuda de softwares avançados de serviços farmacêuticos e vacinação é possível receber alertas e orientações específicas no momento do atendimento, reduzindo a chance de erros e aumentando a segurança do paciente.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

[KIT] Carteira de vacinação + Calendário vacinal

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Conheça as vias de administração das vacinas

vias de administracao de vacinas

Vacinas são medicamentos imunobiológicos que contêm uma ou mais substâncias antigênicas que, quando inoculadas, são capazes de induzir imunidade específica ativa, a fim de proteger contra, reduzir a severidade ou combater as doenças causadas pelo agente que originou o antígeno. Nem todas as vacinas são medicamentos injetáveis, por isso é importante conhecer quais são as vias de administração mais comuns das vacinas e como usá-las corretamente.

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Vacinas pela via de administração oral (VO)

São vacinas dadas pela boca, em gotas. A vacina mais famosa administrada por essa via é a da poliomielite oral (VOP), contra paralisia infantil, também chamada Sabin. Ficaram famosas as campanhas de vacinação contra essa doença que tinham o Zé Gotinha como personagem principal.

 

Exemplo de Campanha de Vacinação Oral com Personagem Zé Gotinha, feito por prefeitura do Município de Mato Castelhano (RS).

Outras vacinas feitas com vírus atenuados com administração por via oral são a rotavírus e as novas vacinas contra cólera e febre tifóide.

Vacinas pela via de administração intradérmica (ID)

A aplicação intradérmica é uma técnica menos comum, em que a vacina á aplicada sob a pele, porém sem atingir a camada subcutânea ou muscular.

A principal vacina com administração por essa via é a BCG. É composta pelo bacilo de Calmette-Guérin, obtido pela atenuação (enfraquecimento) de uma das bactérias que causam a tuberculose. O esquema de vacinação corresponde à dose única ao nascer, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

Segundo o Ministério da Saúde, a administração da vacina é feita na região do músculo deltoide, no nível da inserção inferior, na face externa superior do braço direito. O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em avaliações da atividade de vacinação.

Ainda que a formação de cicatriz seja esperada, a Organização Mundial da Saúde aponta que a ausência da cicatriz de BCG após a administração da vacina não é indicativo de ausência de proteção.

Vacinas pela via subcutânea (SC)

A via subcutânea é a segunda via mais comum de aplicação de vacinas. Consiste na administração da vacina na camada imediatamente acima do músculo, portanto mais superficialmente do que na aplicação intramuscular.

Aplica-se geralmente na face externa superior do braço (região do tríceps, em adultos) ou face anterior da coxa, em bebês ou crianças. Vacinas aplicadas por essa via incluem a febre amarela, varicela (catapora), tríplice viral (SRC) e a tetraviral (SRC-V).

Vacinas pela via intramuscular (IM)

Esta é a via de administração mais comum de vacinas. Trata-se de uma injeção mais profunda, que atinge a camada muscular. Em crianças geralmente aplica-se no músculo lateral da coxa. Em adultos e crianças maiores aplica-se na região do deltóide ou glúteo.

Vacinas aplicadas por essa via incluem a Hepatite B e A, HIB, HPV, influenza, a poliomelite inativada (VIP), tríplice bacteriana (DTP), dupla (DT), pentavalente, pneumocócica e a meningocócica.

Um ponto de atenção neste caso é que nem todas as vacinas aplicadas por via IM podem ser aplicadas no deltóide e no glúteo. Um exemplo é a vacina da gripe, a qual não se recomenda ser aplicada no glúteo, mas apenas no deltóide ou músculo lateral da coxa (crianças). A fim de contornar esse risco de erro e dar segurança ao farmacêutico, o Clinicarx indica automaticamente a melhor via e local de aplicação para cada vacina selecionada.

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Vacina contra dengue: entenda como funciona

A Dengue é uma doença importante, que ocorre em praticamente todas as regiões do Brasil e atinge milhões de brasileiros. Por isso é importante entender como prevenir e como funciona a vacina contra dengue.

A dengue é uma doença febril, que pode ser causada por quatro sorotipos de um flavivírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3, e DEN-4). Ela é endêmica em mais de 100 países, nas regiões tropicais e subtropicais do mundo e é responsável por um número estimado de 50 milhões de infecções por ano em todo o mundo. Só no Brasil, em 2015, ocorreram mais de um milhão e meio de casos de dengue.

A manifestação da dengue pode variar em intensidade, desde uma doença leve, até casos graves que necessitam de hospitalização.  As formas mais graves são a febre hemorrágica da dengue (FHD) e a síndrome do choque da dengue (SCD), que podem levar à morte e, por isso, impulsionam os esforços de prevenção da doença.

Como foi criada a vacina contra a dengue?

Pois bem, vamos entender um pouco melhor a importância da vacina contra a dengue e como ela funciona no nosso organismo. Vamos começar falando um pouco sobre a imunidade em relação a dengue.

Os estudos demonstraram que quando uma pessoa tem dengue, ela adquire uma proteção em longo prazo contra o sorotipo que causou a doença, e isso apoiou a possibilidade de uma vacina contra a dengue, já que é possível estimular uma resposta duradoura. No entanto, a infecção por um tipo de vírus fornece apenas uma imunidade de curta duração para os outros três sorotipos da doença, e isso não é muito bom. Pois como vimos, existe associação entre infecção prévia com dengue e evolução grave em caso de uma re-exposição.

Com o reconhecimento de que todos os quatro sorotipos são
capazes de induzir febre hemorrágica, o ideal é que uma vacina contra dengue produza
imunidade duradoura protetora contra os quatro sorotipos.

Considerando isso, uma série de vacinas candidatas entrou fase de desenvolvimento, inclusive no Brasil há duas iniciativas em andamento, uma do instituto Butantã, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e uma da Fiocruz em parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK).

Mas quem saiu na frente dessa corrida foi a vacina Dengvaxia produzida pela Sanofi-Pasteur. Ela obteve autorização da ANVISA para uso e comercialização no Brasil em dezembro de 2015, e já está disponível para uso. Essa vacina já havia sido liberada para comercialização no México e nas Filipinas.

Como a Dengvaxia funciona e como deve ser administrada?

A Dengvaxia é uma vacina tetravalente, recombinante e atenuada. Ela deve ser administrada por via subcutânea em três doses, com intervalo de 6 meses entre cada dose, para indivíduos com idade entre 9 e 45 anos, que moram em áreas endêmicas. A vacina deve ser administrada apenas em indivíduos com história de infecção prévia por dengue.

A Dengvaxia é a única vacina aprovada no mundo que demonstrou segurança e eficácia na prevenção dos quatro sorotipos da dengue. A análise também confirmou o valor protetor de longo prazo da vacina em indivíduos com uma infecção prévia pelo vírus. Em indivíduos com infecção prévia por dengue, a vacina demonstrou eficácia de cerca de 80% na redução de hospitalizações e na redução de casos graves ao longo dos 6 anos de acompanhamento.

Aprofundando os ensaios clínicos

Dois grandes ensaios clínicos controlados, randomizados, de
fase III indicaram uma eficácia de 57 e 61% contra a dengue virologicamente
confirmada, ou seja, um potencial para prevenir duas em cada três infecções
possíveis. A eficácia da vacina variou por sorotipo e foi significativamente mais
elevada para DENV-3 e DENV N-4 (cerca de 75%) do que para DENV-1 (50%) e DEN-2
(35 a 42%). A parte boa é que a eficácia da vacina contra a dengue hemorrágica ou
infecção grave com necessidade de hospitalização é maior, com potencial para
proteger de 80 a 95% dos casos.

Quais são os efeitos adversos e contraindicações da vacina?

O perfil de segurança da vacina foi considerado bom. As
reações adversas mais comuns ocorrem nos primeiros 3 dias após aplicação e
incluem dor de cabeça, dor no local da aplicação, mal-estar e dor no corpo.
Pode ocorrer também febre até os primeiros 14 dias após aplicação.

Agora falando das contraindicações, este vacina não deve ser administrada em pessoas em doença aguda ou quadro febril agudo, como por exemplo, com sintomas de infecção viral respiratória. Também não deve ser aplicada em pessoas com imunidade comprometida, seja por infecção por HIV, câncer ou tratamento imunossupressor. E nem em mulheres gravidas ou amamentando.

Em 2018, a Anvisa mudou a bula da vacina contra dengue, determinando que ela seja administrada apenas em pessoas com história de infecção prévia por dengue. Isto é, a vacina é contraindicada a pessoas sem história da doença.

Por que a vacina não é usada em crianças abaixo de 9 anos?

Em crianças entre 2 a 5 anos de idade, a eficácia da vacina
foi menor (34 a 36%). Além disso, uma análise publicada em 2015 mostrou que em
crianças com idade abaixo de 9 anos, a vacina foi associada a um risco elevado
de infecção grave, com necessidade de hospitalização, entre 1 a 2 anos após a
última dose. Então, devido a esses resultados ruins de eficácia, a vacina não
foi aprovada nessa faixa etária.

Outras vacinas da dengue que surgirão no mercado, serão mais eficazes?

Os ensaios iniciais apontam potencial para isso, no entanto
é um pouco cedo para termos certeza. O certo é que novas alternativas devem
surgir no mercado em breve.

Em resumo, a vacina contra a dengue é uma estratégia de saúde pública essencial, e a vacinação pode evitar a maioria dos casos graves e de dengue hemorrágica, o que é muito bom. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já divulgou parecer favorável à inserção da vacina contra dengue nos programas de imunização de países onde há alta incidência da doença, como no Brasil. A expectativa é que, em 30 anos, a vacinação sistemática de crianças a partir de 9 anos reduza os casos sintomáticos e a hospitalização decorrente da enfermidade entre 10% a 30%.

Como se vê muitos detalhes e situações que devem ser levadas em consideração no momento da aplicação. Felizmente, com ajuda de softwares avançados de serviços farmacêuticos e vacinação, é possível receber alertas e orientações específicas no momento do atendimento, reduzindo a chance de erros e aumentando a segurança do paciente.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Conheça as diferenças nas vacinas do setor público e privado

vacinas

Uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes é sobre as diferenças entre as vacinas disponíveis no setor público e no setor privado. Neste artigo, vamos entender algumas dessas diferenças para as principais vacinas.

Tríplice Bacteriana

Vamos começar pela vacina Tríplice Bacteriana, que existe em duas formas, a DTPa e a DTPw.

A tríplice bacteriana protege o bebê contra difteria, coqueluche e tétano. Na rede pública está disponível a DTPw que é feita a partir de células inteiras das bactérias. Já na rede privada, existe a versão DTPa que é acelular, ou seja, não é feita com as células inteiras, mas sim com proteínas das bactérias.

Ambas fornecem uma boa proteção, mas a DTPa tende a produzir menos efeitos adversos pós-vacinais. A utilidade pode ser que uma criança que teve uma reação mais forte, como febre, com a DPTw, pode receber a próxima dose com a DTPa. Quem começou a vacinação com uma pode completar o esquema com a mesma ou com a outra.

Vacinas Pneumocócicas

Outra diferença está na Vacina Pneumocócica. As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que causam doenças como a pneumonia, meningite e otite média aguda.

A vacina pneumocócica conjugada VPC 10, que está presente na rede pública, protege contra 10 subtipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada VPC-13, que está na rede privada, protege contra 13 subtipos de pneumococos. Cabe frisar que os principais pneumococos estão presentes nas duas vacinas.

Uma possível vantagem da VPC-13 é que alguns sorotipos presentes apenas na VPC13, os sorotipos 3, 6A e 19A, apresentam uma resistência maior a antibióticos. Então essa vacina pode prevenir doenças que, apesar de mais raras, também seriam mais difíceis de tratar no caso de ocorrerem.

Outra vacina existente no setor privado é a Penumocócica Polissacarídica 23 Valente, a VPP23. Ela é uma vacina inativada, composta de polissacarídeos das cápsulas de 23 tipos diferentes de Streptococcus pneumoniae. Ela é complementar e pode ser usada em combinação com a VPC-10 ou a VPC-13. Nesse caso, aplica-se duas doses da VPP23, uma 6 a 12 meses depois da dose da pneumocócica conjugada, e outra cinco anos depois. Ela é indicada como rotina para idosos, a partir dos 60 anos, e para crianças acima de 2 anos, adolescentes e adultos, com fator de risco para doença pneumocócica, como diabetes, doenças cardíacas ou respiratórias, doença hepática, doença renal ou imunossuprimidos.

Rotavírus

Nossa próxima vacina é contra o Rotaívus. A vacina de rotavirus é uma vacina de vírus vivo, feita por via oral. No SUS, a vacina dada é a monovalente, que protege contra um sorotipo de rotavírus, com proteção cruzada contra outros sorotipos.

A outra opção é a vacina pentavalente, que está presente na rede privada. Ela protege contra 5 sorotipos diferente de rotavirus, incluindo imunidade contra o subtipo G2 que está ausente na versão monovalente. Essa vacina é dada em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses. Um ponto importante nessa caso, é que o esquema com cada vacina precisa ser completo. Então, não se deve completar o esquema de uma vacina com a outra.

Vacinas Meningocócicas

Por fim, vamos falar um pouco da vacina meningocócica. A doença meningocócica é endêmica no Brasil e existem 5 subgrupos da doença: A, B, C, W e Y. No setor público, a vacina oferecida é Meningocócica Conjugada C, que protege contra o tipo mais frequente da doença, que é o tipo C. No setor privado, nós temos a versão quadrivalente da vacina, contra os grupos A, C, W e Y. Essa vacina pode ser dada a partir de 1 ano de idade, como reforço da meningo C, que é feita aos 3 e 5 meses de idade no SUS.

Em 2015, foi aprovada outra vacina no Brasil, que é a meningocócica B. Foi um avanço importante porque o grupo B foi responsável por 20% dos casos de doença meningocócica no país só em 2014. A meningocócica B é feita em 2 doses, aos 3 e 5 meses, sempre respeitando intervalo de 2 meses entres as doses, e com reforço podendo ser feito entre 12 e 15 meses.

Essas são as diferenças entre as principais vacinas. Eu recomendo que você estude também as vacinas mais aplicadas em farmácias, a fim de conhecer melhor o que as pessoas procuram. Com isso, você vai poder fazer uma orientação melhor e mais completa aos seus pacientes.

Confira mais sobre vacinação em farmácia aqui.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

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Vacinação: confira as farmácias que já oferecem esse serviço

vacinação na farmácia

As farmácias estão realizando o serviço de vacinação de forma totalmente regularizada! Não fique de fora da concorrência. Aumente também a rentabilidade da sua farmácia agregando a vacinação aos seus serviços.

A RDC  nº 197/2017, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a possibilidade da vacinação ser realizada em drogarias e farmácias. 

Segundo a Anvisa, todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina. 

Algumas vacinas podem ser aplicadas na farmácia sem necessidade de receita médica. No caso das vacinas fora do calendário nacional de imunização, elas necessitam de prescrição médica. Para isso, o paciente vai ter que ir ao médico primeiro, antes de tomar a vacina na farmácia.

A farmácia é um estabelecimento expert em guarda, armazenamento e aplicação de medicamentos, por isso é natural que apliquem também vacinas.

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Confira as redes de farmácias que prestam o serviço de vacinação com o Clinicarx:

Por que escolheram o Clinicarx?

No Clinicarx, elaboramos um sistema único para controle e registro de aplicações de vacinas na farmácia. Já utilizado e comprovado pelas melhores farmácias do país.

O sistema aumenta a segurança do gesto vacinal, informando ao farmacêutico quais vacinas estão recomendadas para o paciente, que doses já tomou, que doses faltam… Tudo de forma automática!

Automaticamente identifica as características como idade, sexo, gestação e evita orientações incorretas. Além disso, você pode consultar as informações técnicas mais importantes sobre cada vacina.

Selecionada a vacina que o paciente precisa, o sistema irá lhe guiar por algumas perguntas de segurança, alertando sobre situações em que é melhor não aplicar a vacina. Se tudo estiver ok, você seguirá para a aplicação.

Na aplicação, via de administração e local de aplicação são recomendados automaticamente. Não há risco de você aplicar no lugar errado.

Ao final, você fornecerá uma declaração da aplicação ao paciente, sua carteira de vacinação digital e terá todas as informações organizadas para envio ao SI-PNI.

Quando o conhecimento e a experiência do profissional se aliam à tecnologia, os processos se tornam mais simples e seguros. Na correria do dia a dia, você garante que cada paciente/cliente tenha o melhor atendimento. 

Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde na sua farmácia, inclusive o de vacinação.

Básico

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Conheça as principais vacinas aplicadas em farmácias

A Anvisa aprovou aplicação de vacinas em farmácias em dezembro de 2017 e muitas farmácias já começam a oferecer este serviço. Apesar de recente, esta foi uma novidade muito bem recebida pela população. Se você é farmacêutico ou proprietário e está pensando em montar um serviço de vacinação, confira as principais vacinas aplicadas que você pode ter na sua farmácia.

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Os dados são resultado de uma análise de mais de 13 mil doses de vacinas aplicadas com Clinicarx e mostram um ranking das dez vacinas mais comuns em quantidade de pacientes atendidos.

10° lugar: Vacinas de Hepatite A

A Hepatite A é uma doença infecciosa, causada pelo vírus VHA e transmitida principalmente pelo contato de pessoas saudáveis com alimentos ou água contaminada. A incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é precário.

Trata-se de uma vacina inativada, composta pelo antígeno do vírus da hepatite A, aplicada por via intramuscular. O SUS oferece esta vacina para crianças em dose única, aos 15 meses de idade. Segundo calendário da SBIM, a vacina deve ser dada em duas doses, a partir dos 12 meses de idade. Nos adultos não vacinados ou com imunização incerta, a vacina também pode ser aplicada, inclusive em associação com a vacina da hepatite B.

Há três vacinas para Hepatite A no mercado: Avaxim (Sanofi-Pasteur), Havrix (GSK) e Vaqta (MSD). A Twinrix (GSK) é uma vacina combinada da Hepatite A + Hepatite B.

9° lugar: Vacinas de Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. É uma doença endêmica no Brasil, presente principalmente na região norte, mas houve surtos recentes em outras regiões, o que levou a uma maior busca pela vacinação.

A vacina é composta de vírus vivo atenuado e pode ser encontrada tanto na rede pública quanto privada. No SUS, a vacina é aplicada em uma dose única aos 9 meses de vida. Em pessoas não vacinadas ou que irão viajar para regiões de risco, a dose da vacina é recomendada também para adolescentes, adultos e idosos.

A vacina da febre amarela adquirida no mercado privado é a Stamaril (Sanofi-Pasteur).

8° lugar: Rotavírus

O Rotavírus causa infecção intestinal, com quadro de gastroenterite aguda. É uma causa importante de diarreia em bebês e crianças, que pode levar a desidratação grave e morte. A vacina é dada por via oral, em duas doses, aos 2 e 4 meses de vida.

No setor privado, a vacina é dada em duas ou três doses, dependendo da vacina utilizada (VR1 ou VR 5). A vacina oral atenuada pentavalente (VR5) é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”. A vacina do rotavírus é contraindicada a partir dos 8 meses de vida.

Existem duas marcas dessa vacina no mercado, a Monovalente Rotarix (GSK) e a Pentavalente Rotateq (MSD).

7° lugar: Vacinas de HPV

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta tanto homens quanto mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. Em mulheres é causa importante de câncer do colo de útero.

Existem basicamente três tipos de vacinas contra HPV, a HPV 2, HPV 4 e HPV 9. A HPV 2 previne contra infecções causadas pelos tipos de HPV 16 e 18. A HPV 4, previne contra infecções causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18. Mais recentemente foi aprovada a vacina HPV9, que protege contra 9 tipos do vírus, indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade.

No SUS a vacina é dada a meninas e meninos, em duas doses, na adolescência. No setor privado, recomenda-se vacinação em duas doses para meninos e meninas entre 9 e 15 anos. De 15 anos em diante, recomenda-se três doses. Em adultos a partir dos 20 anos, vacinar os não vacinados anteriormente, a critério médico.

Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD) e a Gardasil 9 (MSD).

6° lugar: Tríplice Viral

A vacina tríplice viral é composta a partir de vírus vivos atenuados, protegendo contra três doenças importantes: sarampo, caxumba e rubéola. A volta dos casos de sarampo, em várias regiões do Brasil, aumentou a procura por essa vacina, inclusive por adultos e idosos.

No SUS, a vacina é dada em duas doses, sendo a primeira aos 12 meses de vida, e a segunda aos 15 meses, combinada à vacina contra varicela (tetraviral). Adolescentes e adultos que não foram vacinados anteriormente ou que possuem histórico de vacinação incerto, também podem tomar a vacina.

Duas marcas da tríplice viral disponíveis no mercado são a M-M-R-II (MSD) e a Priorix (GSK).

5° lugar: Hexavalente

A vacina Hexavalente é uma combinação de 6 vacinas em 1. Protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B e poliomielite. É ministrada em três doses, em bebês aos dois, quatro e seis meses de vida. Esta vacina não está disponível no SUS e é muito procurada no setor privado, pois representa uma injeção a menos no calendário de vacinação.

Há três marcas de hexavalente no mercado: Hexaxim (Sanofi-Pasteur), Infanrix Hexa (GSK) e Pediacel (Sanofi-Pasteur).

4° lugar: Meningocócica ACWY

A vacina Meningocócica conjugada quadrivalente — ACWY protege contra quatro sorogrupos de bactérias causadoras da meningite. No SUS, a vacina disponível é a Meningocócica C, que protege apenas contra o sorogrupo C, por isso essa vacina é bastante procurada no setor privado.

A vacina é aplicada em duas doses, a partir dos 3 meses de idade, com dose de reforço aos 12 meses e 5 anos de idade. Recomenda-se dose de reforço em adolescentes apenas para os não vacinados. Em adultos e idosos, vacina-se apenas pessoas em situações especiais de risco.

Três marcas dessa vacina existentes no mercado são a Menactra (Sanofi Pasteur), Menveo (GSK) e Nimenrix (Pfizer).

3° lugar: Pneumocócica

A vacina pneumocócica protege contra pneumonias causadas por diferentes tipos de agentes, entre eles o Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b. É indicada principalmente para crianças e idosos, que são mais sucetíveis à doença.

Existem três tipos de vacinas pneumocócicas disponíveis no mercado: a vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), que previne cerca de 70% das doenças graves, a conjugada 13-valente (VPC13), que previne cerca de 90% das doenças e a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23), que protege contra 23 tipos de pneumococos.

No SUS, é dada a VPC10, em duas doses, aos 2 e 4 meses de vida, com uma dose de reforço aos 12 meses. O mesmo esquema pode ser feito com a VPC13 no setor privado e esta é a vacina mais procurada.

A VPP23 está disponível no SUS apenas para certos grupos de risco, por isso também possui demanda no setor privado. É indicada especialmente em idosos, em duas doses com intervalo de 5 anos entre elas. Recomenda-se que os idosos tomem também uma dose da VPC13.

Confira na imagem abaixo, desenvolvida pela MSD, o esquema de aplicação da VPC-13 e VPP-23, para adultos com indicação para a vacina.

A Synflorix (GSK) é a vacina VPC-10, a Prenevar 13 (Pfizer) é a vacina VPC-13 e a Pneumovax 23 (MSD) é a VPP-23 disponível no mercado.

2° lugar: Meningocócica B

A meningite meningocócica é uma doença grave causada por bactérias. Há 12 tipos de meningococos, sendo o tipo C mais comum (80% dos casos), seguido do tipo B. Os tipos A, W e Y são menos frequentes.

A vacina da Meningite B não é disponibilizada pelo SUS, por isso é uma das mais procuradas no setor privado. Em bebês, é aplicada em duas doses, iniciando aos 3 meses de idade, com uma dose de reforço entre os 12 e 15 meses. A partir dessa idade, é aplicada apenas para os não vacinados anteriormente. Em adultos e idosos, é recomendada apenas a pessoas em situação de risco.

A única vacina contra meningite B existente no mercado atualmente é a Bexsero (GSK).

1° lugar: Vacinas de Influenza (Gripe)

A vacina da gripe é a campeã disparada, correspondendo a mais de 60% de todos os pacientes atendidos em vacinação na farmácia. É uma vacina oferecida no SUS apenas a grupos de alto risco, como crianças, idosos e gestantes, por isso há grande procura no setor privado, principalmente por adultos.

Existem basicamente dois tipos de vacina influenza: a trivalente, que protege contra 3 tipos diferentes do vírus e a quadrivalente, que protege contra 4 tipos, sendo esta última a mais procurada. É uma vacina recomendada em todas as fases da vida, a partir dos 6 meses de idade até idosos, mas com forte componente sazonal. A campanha nacional de vacinação contra gripe vai de abril a junho de cada ano, portanto esteja atento a este período. Uma dica é reservar seu estoque de vacinas com bastante antecedência, pois em anos com alta incidência da doença, a grande procura pode levar a falta deste importante medicamento.

Há quatro marcas da vacina influenza tetravalente disponíveis: Fluarix Tetra (GSK), a Fluquadri (Sanofi-Pasteur), a Influvac Tetra (Abbott) e a Vaxitetra (Sanofi-Pasteur).

Para mais informações

As informações completas sobre calendários vacinais podem ser encontradas no site do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações. As informações sobre vacinas registradas no Brasil podem ser encontradas no site da Anvisa.

[KIT] Carteira de vacinação + Calendário vacinal

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Vacinação para farmacêuticos: confira os cursos disponíveis

vacinação na farmácia

Você quer prestar o serviço de vacinação na sua farmácia e/ou se especializar no assunto? Fique aí que nós iremos te ajudar!

Sabe qual é a importância da capacitação para fornecer esse serviço na farmácia?

Não só na farmácia com o serviço de vacinação, mas em qualquer âmbito profissional, há uma imensa concorrência no mercado atual. Com isso, para se destacar e ter um diferencial competitivo, é necessário se especializar cada vez mais na área.

Infelizmente, a realização de uma graduação não é mais suficiente para garantir o sucesso na carreira. A busca pela capacitação, pelo conhecimento e pela melhoria deve ser constante. Por isso, é fundamental buscar aprender mais a cada dia através de cursos e especializações para poder crescer na carreira.

O que os seus concorrentes estão fazendo?

Segundo o Panorama Farmacêutico, com o avanço de 62% no número de salas de atendimento clínico em farmácias do país, cresce também a busca de profissionais por especialização em serviços de cuidados farmacêuticos. 

De acordo com a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), mais de 16 mil farmacêuticos já concluíram algum curso de capacitação ou graduação dentro do programa de certificação da entidade, nas modalidades online e presencial, entre 2016 e 2019.

Cassyano Correr, farmacêutico, coordenador de Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma e fundador do Clinicarx aponta que “A farmácia é a porta de entrada do sistema de saúde para a população brasileira, contribuindo para a prevenção de doenças. A transformação nesses estabelecimentos só é possível com a especialização e conhecimento científico desses profissionais”.

Por quê o curso de vacinação é obrigatório para farmacêuticos?

Em 2018, o Conselho Federal de Farmácia publicou a Resolução 654, que dispõe sobre os requisitos necessários à prestação do serviço de vacinação pelo farmacêutico.

Esta resolução criou a figura do “farmacêutico vacinador”, isto é, estabeleceu que o profissional deve passar por um curso presencial de capacitação antes de estar autorizado a aplicar vacinas.

O CFF é responsável por credenciar cursos de formação em vacinação, caso o curso não seja oferecido por uma universidade. O farmacêutico deve realizar o curso e procurar seu Conselho Regional para averbar sua formação, passando a estar apto para prestação do serviço.

Confira alguns cursos disponíveis de formação nesse serviço:

IBRAS

Capacitação em Serviços de Vacinação em Farmácias: da implantação à segurança na prática da aplicação

De acordo com o IBRAS, o curso tem por objetivo tornar os farmacêuticos aptos a implantar no seu consultório farmacêutico o serviço de  aplicação de vacinas, bem como na própria farmácia. Os alunos aprendem todos os requisitos e cuidados para a segurança na aplicação dos medicamentos.

Se interessou? Saiba mais aqui.

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) 

A SBIM oferece cursos gratuitos sobre princípios básicos de imunização, vacina meningocócica, vacinação em idosos, entre outros.

São cursos à distância, por isso não são suficientes para credenciar o farmacêutico para a vacinação. A formação online deverá ser complementada por curso presencial prático, oferecido por instituição reconhecida.

Confira aqui.

Abrafarma

A Abrafarma oferece cursos livres online de educação continuada na área dos serviços farmacêuticos, com certificação aos profissionais aprovados, com a chancela da Abrafarma.

Há um curso exclusivo sobre “Imunização e administração de vacinas” que vale a pena conferir!

Da mesma forma, o curso online deve ser complementado por curso presencial de aplicação de vacinas para permitir o credenciamento junto ao CRF do seu estado.

Saiba mais aqui.

Não para por aí! Nós entregamos mais uma chave de sucesso pra você!

Confira algumas dicas sobre o serviço de vacinação

Além disso, o que mais podemos oferecer para os seus serviços?

 

No Clinicarx, elaboramos um sistema único para controle e registro de aplicações de vacinas na farmácia.

 

O sistema aumenta a segurança do gesto vacinal, informando ao farmacêutico quais vacinas estão recomendadas para o paciente, que doses já tomou, que doses faltam. Automaticamente identifica as características como idade, sexo, gestação e evita orientações incorretas. Além disso, você pode consultar as informações técnicas mais importantes sobre cada vacina.

 

Tudo de forma automática!

 

Selecionada a vacina que o paciente precisa, o sistema irá lhe guiar por algumas perguntas de segurança, alertando sobre situações em que é melhor não aplicar a vacina. Se tudo estiver ok, você seguirá para a aplicação.

 

Na aplicação, via de administração e local de aplicação são recomendados automaticamente. Não há risco de você aplicar no lugar errado.

 

Ao final, você fornecerá uma declaração da aplicação ao paciente, sua carteira de vacinação digital e terá todas as informações organizadas para envio ao SI-PNI.

 

Confira mais sobre vacinação aqui.

Quando o conhecimento e a experiência do profissional se aliam à tecnologia, os processos se tornam mais simples e seguros. Na correria do dia a dia, você garante que cada paciente/cliente tenha o melhor atendimento de forma prática, rápida e segura!

 

Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde na sua farmácia.

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Como implantar o serviço de vacinação na farmácia

vacinação na farmácia

Se você está implantando (ou pensando em implantar) um serviço de vacinação na sua farmácia e está com dificuldades, este artigo é para você.

Em dezembro de 2017, a Anvisa autorizou as farmácias a realizarem vacinação, conforme a RDC 197/2017. Esta RDC da Anvisa veio regulamentar o Artigo 7º. Da Lei 13.021/2014, que tornou as farmácias unidades de prestação de serviços farmacêuticos e assistência à saúde à população.

Desde então, centenas de farmácias já inauguraram seu serviço de vacinação em todo Brasil. Entre 2018 e 2019, já foram aplicadas mais de 150 mil doses de vacinas de diversos tipos, sendo a vacina contra a gripe a mais comumente encontrada.

Esta é uma grande oportunidade para farmácias e farmacêuticos, pois trata-se de um mercado de mais de 17 bilhões de dólares em todo mundo. Mais do que isso, as vacinas são medicamentos de extrema importância, que devem ser tratados com a máxima seriedade, e é missão de todo profissional da saúde contribuir para o aumento a cobertura vacinal da população. Esta é uma responsabilidade que todo farmacêutico deve também assumir.

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Por onde começar o serviço de vacinação?

 

Para implantar um serviço de vacinação na sua farmácia, existem alguns passos que devem ser seguidos. Confira:

 

Conheça a legislação

 

As duas normas mais importantes já foram citadas: a Lei 13.021/2014 e a RDC 197/2017. Mas além dessas, outras normas devem ser conhecidas, como a RDC 50/2002, a RDC 44/2009, a RDC 63/2015 e a Resolução CFF 654/2018.

 

Prepare a infraestrutura

 

Sua infraestrutura na farmácia deverá contar com três ambientes principais: uma área de espera para clientes, um banheiro acessível para clientes e a sala de vacinação. Para mais detalhes sobre isso, temos um ebook com um guia definitivo sobre como montar um serviço de vacinação. Confira aqui.

Adquira o mobiliário

O mobiliário dentro da sala inclui mesa e cadeiras para atender o paciente, espaços fechados de armazenagem, uma maca e uma bancada com pia de lavagem. Computador e impressora fazem parte desse conjunto e lembre-se que cada equipamento da sala precisa ter uma tomada elétrica exclusiva.

Adquira equipamentos e insumos

Aqui destaque para equipamentos e insumos diretamente ligados às vacinas. Sem dúvida, o principal é o refrigerador de vacinas, que precisa ter registro na Anvisa. Caixas térmicas, termômetro de momento, lixos, descartes, seringas e agulhas, entre outros insumos, completam a lista do que você irá precisar.

Prepare a documentação

A documentação é um dos quesitos mais “atraentes” para a vigilância sanitária. Você irá precisar de um plano de gerenciamento de resíduos e diversos procedimentos operacionais padrão (POPs). Os principais POPs são para atividades de conservação, armazenamento e transporte de vacinas, higiene de pessoas e ambientes, e o processo de atendimento.

Prepare as pessoas

Segundo o CFF, o(a) farmacêutico(a) deverá estar apto (habilitado) para poder fazer a vacinação. Para isso deverá concluir um curso de capacitação reconhecido e averbado pelo Conselho Regional de Farmácia de seu Estado. A equipe de vendas e gerência da loja também devem passar por treinamento nos aspectos operacionais do serviço.

Licencie seu estabelecimento

Obter as autorizações para começar a operar costuma ser a parte mais demorada, pois são muitos protocolos, taxas e burocracia! Não se esqueça da inclusão de atividades CNAE específicas em seu CNPJ e seu projeto arquitetônico/ memorial descritivo. Além disso, você precisará do alvará da prefeitura, certidão de regularidade do CRF, autorização de funcionamento da Anvisa, licença sanitária incluindo atividade de vacinação e CNES (cadastro nacional de estabelecimento de saúde).

Adquira um software

Um bom software para cuidar de toda sua operação e inteligência de negócio é uma escolha importante. Você precisará manter um prontuário do paciente, registros de atendimento, fornecer declarações de atendimento, carteira de vacinação, segurança da informação e cumprimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

No Clinicarx, desenvolvemos um módulo de vacinação que muito nos orgulha, utilizado pelas principais redes de farmácias do país. O sistema avalia o paciente para você, recomenda as vacinas necessárias, guia sua anamnese em busca de contraindicações para a imunização, orienta sobre dose, via e local mais indicado de aplicação, agenda os retornos e lembra o paciente de voltar para você. Ele fornece também indicadores de gestão financeira e operacional, além de permitir exportar automaticamente o relatório de doses aplicadas ao SI-PNI Web.

Organize sua operação

Identifique as distribuidoras e faça seu cadastro para adquirir suas vacinas. Mas antes disso, você precisará definir o estoque de vacinas a trabalhar e precificar seu gesto vacinal. Atenção para as questões comerciais e tributárias envolvendo a venda de produtos e serviços e cuidado para não pagar impostos desnecessários.

Atendimento e crescimento

Comece! Seu serviço de vacinação autorizado e instalado na farmácia, com profissional capacitado, estoque inicial de vacinas, serviço precificado e divulgado, pronto para aplicar a primeira dose no primeiro paciente.

Nesta fase, seu foco principal será no bom atendimento, promoção e divulgação de seus serviços. Não descuide da sinalização da sua loja e ações de marketing digital, que são fundamentais para atrair mais clientes.

Parece complicado?

Parece complicado e, às vezes, pode mesmo ser. Pensando nisso, organizamos todo esse passo-a-passo em um curso online aprofundado sobre implantação de serviço de vacinação. Nosso objetivo é que milhares de farmácias no Brasil ofereçam este serviço e alcancem milhões de pessoas. Para isso, sabemos que superar a fase da implantação é fundamental. Se você achar necessário, podemos ajudá-lo a fazer isso mais rapidamente através da nossa Plataforma.

 

Básico

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Por fim, boa sorte em seu projeto! Esperamos que muitas famílias possam ser impactadas por seu serviço de vacinação, para uma vida mais saudável e feliz, protegidas de diversas doenças.

Clinicarx amplia serviço de testes rápidos em parceria com ECO Diagnóstica

Levar testes rápidos e confiáveis à população, com comodidade e segurança, promovendo mais acesso à saúde.

Esta é a proposta da parceria entre Clinicarx e ECO Diagnóstica, que permite que farmácias e consultórios realizem Testes Laboratoriais Remotos (TLR), ampliando seu rol de serviços prestados.

Para o paciente, mais comodidade e economia de tempo. Para o estabelecimento, oportunidade de diferenciação e aumento da receita. Para os profissionais da saúde, um novo recurso para melhoria do cuidado prestado.

O que é o Clinicarx?

Clinicarx é a plataforma digital que leva serviços de saúde à população, através de farmácias e consultórios. Ela permite a implantação de serviços como avaliações de saúde, acompanhamento de pacientes crônicos, vacinação, prescrição farmacêutica e exames laboratoriais, funcionando também como um prontuário eletrônico.

É líder no mercado de tecnologia voltada a serviços farmacêuticos, operando em redes de farmácias, universidades e consultórios independentes. Entre seus clientes, destacam-se grandes redes de farmácias, como Pague Menos, Drogaria São Paulo e Drogaria Araujo. 

O que é a ECO Diagnóstica?

ECO Diagnóstica é uma empresa brasileira, que oferece equipamentos e insumos de alta qualidade voltados ao Point-of-Care Testing (POCT) e mercado de diagnóstico laboratorial. É pioneira na área, com metodologia analítica de ponta, atendendo a grandes laboratórios em todo país.

Entre seus clientes destacam-se o laboratório Hermes Pardini, Grupo DASA, Hospital Albert Einstein e Grupo Fleury.

Como funciona o serviço?

O estabelecimento interessado entra em contato com o Clinicarx para ativação do serviço e aquisição de equipamentos, insumos e todo pacote de implantação. Aliando tecnologias e expertises nas áreas de farmácia clínica e point-of-care testing, a Plataforma Clinicarx permite implantar esse novo serviço com rapidez e segurança, incluindo:

imagem da ECO Diagnostica

  • Tecnologia POCT: equipamentos e insumos da ECO Diagnóstica;
  • Software online e aplicativo mobile para atendimento ao paciente;
  • Laboratório clínico vinculado, com sistema de garantia da qualidade;
  • Conectividade para emissão de laudo, válido em todo território nacional;
  • Treinamento e capacitação de farmacêuticos e profissionais da saúde;
  • Padronização do serviço e suporte para implantação;
  • Suporte científico e acompanhamento contínuo.

Estão disponíveis mais de 20 exames diferentes, incluindo Beta-HCG, perfil lipídico, hemoglobina glicada e testes rápidos para doenças infecciosas, como Dengue, Hepatite C, Sífilis, Influenza e HIV. Destaca-se a metodologia utilizada para diversos exames, por fluorescência, garantindo confiabilidade superior aos resultados, em comparação a métodos tradicionais como a imunocromatografia.

imagem de uma descrição completa de um serviço de TLR

Interessados em levar o serviço de testes rápidos para sua farmácia ou consultório, podem entrar em contato pelo email: contato@clinicarx.com.br

Saiba mais sobre testes rápidos

Nos últimos anos, a modernização da medicina laboratorial permitiu o desenvolvimento de várias novas tecnologias. Entre elas estão os chamados Point-of-Care Testing (POCT), que são exames rápidos feitos no ponto de cuidado do paciente. Simultaneamente, são também conhecidos no Brasil como Testes Laboratoriais Remotos (TLR) ou simplesmente Testes Rápidos (TR).

Os testes são realizados fora da área de um laboratório de análises clínicas, utilizando pequenos aparelhos portáteis. De fácil utilização, devem ser operados por profissional treinado e legalmente habilitado. O resultado de um teste rápido é obtido em poucos minutos e auxilia, principalmente, o rastreamento em saúde e o acompanhamento de pacientes portadores de doenças crônicas.

Você encontra mais informações no nosso artigo: O que são Testes Laboratoriais Remotos?

Ilustração de quantos farmacêuticos usam Clinicarx

Baixe agora nosso guia de testes rápidos para farmácias

Posso aplicar essa vacina? Como fazer o serviço de vacinação na farmácia

vacinação na farmácia

Sua farmácia já superou toda burocracia de infraestrutura, documentação e licença sanitária. Seu serviço de vacinação finalmente será inaugurado! Os primeiros pacientes começam a aparecer, eles querem saber mais sobre isso, fazem perguntas, decidem tomar uma vacina. Como você deve proceder?

Algumas vacinas podem ser aplicadas na farmácia sem necessidade de receita médica. Segundo a Anvisa, todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina. Outras vacinas não constam no calendário oficial, por isso necessitam de receita médica. Neste caso, o paciente vai ter que ir ao médico primeiro, antes de tomar a vacina na farmácia.

Podemos fortalecer a cobertura vacinal dos brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, todas as vacinas do calendário do adulto em 2018 ficaram abaixo da meta de cobertura ideal. Portanto, as farmácias tem o dever de entrar nessa luta pela ampliação do acesso e da cobertura vacinal.

Tomar vacinas na farmácia é seguro?

Se você que está lendo este artigo não é farmacêutico(a), fique tranquilo(a). Sabia que o número de farmácias aplicando vacinas no Brasil já é igual ou maior do que o número de clínicas privadas de vacinação?

As farmácias aplicam medicamentos injetáveis há muitos anos. É um serviço tradicional. Além disso, são responsáveis pela guarda de diversos tipos de medicamentos sensíveis, como insulinas e hormônios. A farmácia é um estabelecimento expert em guarda, armazenamento e aplicação de medicamentos, por isso é natural que apliquem também vacinas.

Farmacêuticos que oferecem serviço de vacinação, além de terem feito curso de graduação com 4 a 6 anos de duração, passam por um treinamento obrigatório específico em vacinas. São profissionais preparados e certificados para esse serviço.

Vacinação passo a passo

Passo 1. Analise o estado vacinal

O primeiro passo é verificar quais vacinas são recomendadas para a faixa etária do paciente e qual seu estado vacinal atual para cada uma delas. Os calendários são diferentes para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, por isso cada paciente pode ter uma necessidade de vacina diferente.

Muitas vezes, as pessoas se esquecem de tomar a segunda ou terceira dose de uma vacina ou simplesmente perdem o registro de uma vacina tomada. Por isso, pergunte sobre doses tomadas. Pessoas não vacinas ou com estado vacinal incompleto precisam completar seu esquema. Lembre-se: vacina dada é vacinação não perdida.

Passo 2. Verifique contraindicações

Muitos profissionais da saúde, infelizmente, ainda aplicam vacinas sem antes perguntar ao paciente sobre possíveis contraindicações.

Cada vacina tem sua especificidade e algumas perguntas de segurança são indispensáveis para uma aplicação segura. São várias situações que precisam ser verificadas antes da aplicação. Por exemplo, pacientes que estão doentes e febris devem adiar a vacinação contra gripe. Pessoas que tomaram vacinas de vírus atenuados não devem tomar outras vacinas semelhantes dentro de 30 dias.

Passo 3. Aplique com segurança

Cada vacina tem seu volume de dose específico, via de administração e locais de aplicação recomendados, portanto devem ser aplicadas com cuidado.

Antes de aplicar, confirme essas informações. Há vacinas de uso por via intramuscular, por exemplo, que não podem ser aplicadas no glúteo, mas apenas no deltóide.

Vacinação rápida e segura

No Clinicarx, elaboramos um sistema único para controle e registro de aplicações de vacinas na farmácia.

O sistema aumenta a segurança do gesto vacinal, informando ao farmacêutico quais vacinas estão recomendadas para o paciente, que doses já tomou, que doses faltam. Automaticamente identifica as características como idade, sexo, gestação e evita orientações incorretas. Além disso, você pode consultar as informações técnicas mais importantes sobre cada vacina.

Selecionada a vacina que o paciente precisa, o sistema irá lhe guiar por algumas perguntas de segurança, alertando sobre situações em que é melhor não aplicar a vacina. Se tudo estiver ok, você seguirá para a aplicação.

Na aplicação, via de administração e local de aplicação são recomendados automaticamente. Não há risco de você aplicar no lugar errado.

Ao final, você fornecerá uma declaração da aplicação ao paciente, sua carteira de vacinação digital e terá todas as informações organizadas para envio ao SI-PNI.

Quando o conhecimento e a experiência do profissional se aliam à tecnologia, os processos se tornam mais simples e seguros. Na correria do dia a dia, você garante que cada paciente/cliente tenha o melhor atendimento. Ele merece.

[KIT] Carteira de vacinação + Calendário vacinal

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