Coronavírus: transmissão, aspectos clínicos e diagnóstico

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Este artigo sobre o novo coronavírus está em constante atualização. Última versão: 12/03/2020.

Coronavírus (COVID-19) é uma infecção viral e respiratória que inicialmente assemelha-se a uma gripe ou resfriado comum e, inclusive, pode evoluir para pneumonia grave e óbito. 

Após o primeiro contato com o vírus, que é denominado SARS-CoV-2, o paciente desenvolve febre que, diferentemente do resfriado comum, aumenta e persiste por 3 ou 4 dias.

Na maioria dos casos, em 80% a 85% os sintomas são leves e moderados, sendo poucos os casos que levam a óbito.

Ainda não há medicamentos específicos para tratar a COVID-19 ou vacina, por isso o melhor cuidado é evitar a exposição ao vírus.

Um resumo do que você encontrará neste artigo:

  • O novo coronavírus (vírus SARS-CoV-2) é o causador da doença COVID-19. 
  • Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade respiratória.
  • O período de incubação varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias em média.
  • A transmissão ocorre principalmente após 7 dias do início dos sintomas, mas já ocorreram casos de transmissão por pessoas assintomáticas.
  • A febre alta é o principal sintoma da doença e persiste por 3 a 4 dias.
  • O diagnóstico é clínico, por anamnese e exame físico, exame laboratorial confirmatório e exames diferenciais.
  • O tratamento é sintomático e de suporte. Não existe ainda vacina ou tratamento que cure a infecção pelo novo coronavírus.

Transmissão

A forma de transmissão do SARS-CoV-2 é semelhante ao da gripe comum, assim como ao de outros patógenos respiratórios.

Ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

A transmissão pode ocorrer inclusive por aperto de mão com pessoas infectadas e contato com objetos e superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos. 

Entretanto, a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa o COVID-19 a partir de um pacote que foi movido, transportado ou exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

Assim como é improvável a contaminação a partir de alimentos bem cozidos e corretamente manipulados.

Agente etiológico

Coronavírus (CoV) é uma família de vírus (Coronaviridae) que causa infecções respiratórias. 

Os vírus que pertencem a essa família pertencem, principalmente, a 4 gêneros: alphacoronavírus, betacoronavírus, gammacoronavírus e deltacoronavírus.

Além do SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em 2019, e que pertence ao gênero beta, outros seis coronavírus humanos (HCoV) já foram identificados anteriormente, a saber:

Alphacoronavírus:

  • HCoV-229E
  • HCoV-NL63

Betacoronavírus:

  • HCoV-OC43
  • HCoV-HKU1
  • SARS-CoV
  • MERS-CoV

Histórico da Nomenclatura

Em 30 de janeiro de 2020, a OMS recomendou que o nome provisório do novo coronavírus deveria ser 2019-nCoV.

Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS anunciou que o nome para a doença causada pelo novo CoV seria COVID-19.

No mesmo dia, o vírus foi designado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus como SARS-CoV-2, devido à semelhança do novo vírus com o CoV causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), identificado no final de 2002. Ou seja, o vírus SARS-CoV-2 é o causador da doença COVID-19

Período de incubação do coronavírus

O período de incubação se caracteriza pelo tempo decorrido entre a exposição de um animal ou ser humano a um organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Neste período não há doença e o hospedeiro não manifesta sintomas, pois todo o processo está acontecendo no âmbito celular.

No caso da infecção pelo SARS-CoV-2, este período varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias o período médio de incubação.

Transmissibilidade do coronavírus

É o intervalo de tempo em que há transmissão do agente etiológico para o ambiente, pelo humano contaminado.

A estimativa da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas. 

Dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer também mesmo antes do surgimento de sinais e sintomas e até mesmo por pacientes assintomáticos. 

Medidas de prevenção

As medidas preventivas mais eficazes são:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
  • Manter uma distância mínima de 1 metro de pessoas com sintomas de infecção respiratória, evitando o contato.

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COVID-19 - Informe-se.

Manifestação clínica

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado comum.

Febre, tosse e dificuldade para respirar são alguns destes sintomas.

Na admissão hospitalar, a febre e a tosse aparecem em mais de 80% dos pacientes, enquanto a dificuldade para respirar aparece em cerca de 30%.

Nos casos mais graves podem ocorrer infecção do trato respiratório inferior e quadros de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até mesmo óbito.

Linfopenia, dor muscular, mal-estar, rinorreia, confusão, dor de garganta, dor no peito, aumento das secreções respiratórias, náuseas, vômitos e diarreia podem ocorrer em pacientes com quadros de pneumonia.

Suscetibilidade e Imunidade

Por se tratar de um vírus identificado recentemente, todas as pessoas são suscetíveis.

Grupos de risco

Pacientes imunodeprimidos, idosos, bem como pacientes com alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) estão mais suscetíveis a contrair a desenvolver as formas graves da infecção por SARS-CoV-2.

Nesse grupo de pacientes a mortalidade é maior, por isso as medidas de prevenção e isolamento domiciliar tornam-se mais importantes.

Em princípio não é possível afirmar se a infecção em humanos que não foram a óbito resultará em imunidade contra novas infecções futuras e se essa imunidade permanece por toda a vida. 

Diagnóstico do COVID-19

O diagnóstico da COVID-19 pode ser dividido em clínico, laboratorial e diferencial.

Diagnóstico clínico

O quadro clínico parece muito com uma gripe comum, entretanto a febre aumenta e persiste por mais de três a quatro dias.

No início da epidemia o histórico de viagem ou contato próximo com pessoas que tinham viajado para áreas de transmissão local era crucial no diagnóstico clínico mas agora o Brasil já é considerado área de transmissão local e esses requisitos não são mais definitivos para o diagnóstico. 

Diagnóstico laboratorial 

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectem o RNA viral do coronavírus em secreções respiratórias.

Para esta detecção é utilizada a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).  Mesmo que laboratórios clínicos possam realizar o exame, uma contraprova é encaminhada para laboratórios de referência.

Diagnóstico diferencial

É imprescindível a realização do diagnóstico diferencial para COVID-19.

As características clínicas não são específicas e podem ser confundidas com infecções causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório, adenovírus e outros CoV, que também ocorrem sob a forma de surtos e podem circular num mesmo local simultaneamente.

Uma dos testes diagnósticos mais importantes é para influenza.

Distribuição da Pandemia de Coronavírus

O surto de coronavírus iniciado em Wuhan na China acelerou exponencialmente desde seu surgimento, em dezembro de 2019, e tornou-se uma preocupação global.

No início de março de 2020 a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.

Pandemia é o termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias.

Existem sites onde é possível acompanhar a evolução do alcance da pandemia praticamente em tempo real.

Um deles é o da plataforma IVIS (Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde) – http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/.

Outro é da Universidade americana “Johns Hopkins” – https://www.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6.

Mantenha a calma

Durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica, visto que atuamos diretamente no trabalho diário combatendo a disseminação da doença.

Sobretudo, é importante realizarmos uma boa gestão emocional, não perdermos o controle em meio a tantas notícias, muitas vezes alarmistas.

Da mesma forma, estabeleça um bom relacionamento interpessoal e mantenha uma atitude positiva e otimista sobre a situação.

Busque garantir um sono adequado e uma dieta equilibrada, pois isso ajuda a fortalecer a imunidade.

Pratique atividades físicas e tente relaxar.

Evite assistir, ler ou ouvir notícias que possam causar ansiedade ou estresse. 

E acima de tudo mantenha-se informado por fontes confiáveis e siga as orientações fornecidas por entidades responsáveis, como o Ministério da Saúde.

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