Quem já teve Covid-19 está protegido ou pode pegar de novo? Confira o que diz a ciência.

Proteção contra Covid-19

Quem já teve Covid-19 está protegido ou pode pegar de novo a doença? Por quanto tempo dura a proteção? Essas são dúvidas recorrentes, ainda sem resposta definitiva, mas um novo estudo publicado no Lancet trouxe um pouco mais de luz sobre essas questões.

Pesquisadores da Dinamarca realizaram um grande estudo, para analisar o grau em que a infecção pelo SARS-CoV-2 confere proteção para a reinfecção subsequente. Em 2020, como parte da ampla estratégia de testes PCR gratuitos da Dinamarca, aproximadamente 4 milhões de indivíduos (69% da população) foram submetidos a 10,6 milhões de testes. Usando esses dados de teste de PCR nacional de 2020, os pesquisadores calcularam a proteção contra a repetição da infecção com SARS-CoV-2.

Como o estudo foi conduzido?

Foram coletados dados individuais de pacientes que foram testados para Covid-19, durante o primeiro semestre de 2020, e analisadas as taxas de infecção durante o segundo surto de epidemia de COVID-19, de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2020. O diagnóstico dos pacientes foram feitos com testes de RT-PCR. Mais detalhes da metodologia podem ser encontrados no estudo original publicado.

Este estudo analisa a chance de reinfecção com base em exames de detecção do coronavírus, porém não faz inferência sobre a presença de anticorpos IgG ou anticorpos neutralizantes nos participantes.

Quem já teve Covid-19 está protegido? Confira os resultados

Durante o primeiro surto (ou seja, antes de junho de 2020), 525.339 pessoas foram testadas, das quais 11.068 (2,1%) foram PCR positivos. Isto é, tiveram Covid-19. Essas pessoas foram acompanhadas e avaliadas novamente no período do segundo surto no país, de setembro a dezembro de 2020.

Entra essas 11.068 pessoas, 72 (0,65% [IC de 95% 0,51-0,82]) testaram positivo novamente durante o segundo surto em comparação com 16.819 (3,27% [ 3,22-3,32]) de 514.271 com teste negativo durante o primeiro pico (RR ajustado 0,195 [IC 95% 0,155-0,246]). Portanto, a proteção contra infecção repetida global observada foi de 80,5% (IC 95% 75,4-84,5%).

Em outras palavras, pessoas que tiveram Covid-19 apresentaram 80,5% menos chance de contrair o vírus e ter a doença novamente nos primeiros 6 meses após a infecção.

Proteção conforme sexo e faixa etária

Os pesquisadores também compararam a taxa de reinfecções conforme sexo e faixa etária. Não foram identificadas diferenças de proteção entre homens e mulheres. Também não houve diferença significativa de proteção entre pessoas nas faixas etárias até 65 anos. Veja os resultados na tabela abaixo.

GrupoProteção Estimada
0 a 34 anos82,7%
35 a 49 anos80,1%
50 a 64 anos81,3%
65 anos ou mais47,1%
Proteção contra reinfecção por SARS-CoV-2 conforme grupo etário.

No idosos, porém, a proteção mostrou ser menor. Em pessoas com mais de 65 anos, a proteção observada contra a repetição da infecção foi de 47,1% (IC 95% 24,7-62,8).

Portanto, idosos que já tiveram Covid-19 ainda possuem risco maior de contrairem novamente a doença, nos primeiros 6 meses após a primeira infecção, em comparação aos mais jovens.

Essa descoberta de que as pessoas mais velhas foram mais propensas do que as pessoas mais jovens a testar positivo novamente pode ser explicada por mudanças naturais no sistema imunológico relacionadas à idade. Essas mudanças afetam o sistema imune inato e adaptativo e a coordenação das respostas imunes e, portanto, resultam em idosos sendo mais suscetíveis a doenças infecciosas emergentes, como SARS-CoV-2.

Proteção ao longo do tempo

Não foi observada diminuição da proteção ao longo do tempo (3-6 meses de acompanhamento 79,3% [74,4-83,3] vs ≥7 meses de acompanhamento 77,7% [70,9-82,99]). Isto é, a proteção parece não cair, pelo menos nos primeiros meses após a infecção. Esse resultado, no entanto, é limitado pelo tempo de duração do estudo.

Conclusões

Os resultados desse estudo mostram que pessoas que ja tiveram Covid-19 mostram uma boa proteção contra reinfecção nos primeiros meses após a doença.

Por outro lado, idosos apresentam menos de 50% da proteção observada nos mais jovens. Esses achados reforçam a necessidade de proteção do grupo de idosos, com vacinação por exemplo, mesmo entre aqueles que já tiveram Covid-19.

Cabe frisar que esse estudo é apenas um, entre vários que já foram realizados (e ainda serã), analisando a questão da proteção contra Covid-19. Trata-se de um estudo sólido, com número grande de pacientes, o que reforça seu resultado. No entanto, é preciso lembrar que novas pesquisas estão sendo feitas, que trarão mais resultados sobre esse tema. Vale continuar acompanhando!

Crédito pela imagem de capa: ION UN Migration, 2021.

Vyttra prepara lançamento de novo teste de anticorpos neutralizantes do SARS-CoV-2

anticorpos neutralizantes

O teste de anticorpos neutralizantes é um teste quantitativo que permitirá avaliação e acompanhamento da resposta imunológica protetora pós-vacinação e/ou da infecção pelo SARS-CoV-2, trazendo grandes benefícios ao combate a pandemia da COVID-19.

O cenário da pandemia do Novo Coronavirus vem mudando, e a indústria do diagnóstico in vittro, acompanhando esse cenário, evolui trazendo soluções mais acuradas e aplicáveis a diferentes situações e momentos da pandemia.

Do PCR aos anticorpos neutralizantes

O primeiro teste para Covid-19 implantado em larga escala foi o PCR, até hoje padrão ouro para diagnóstico da infecção ativa, mas que já conta com o apoio dos testes rápidos de antígeno, que possuem a mesma finalidade.

Em seguida surgiram os testes sorológicos IgA, IgM, IgG, que detectam deferentes proteínas e são aplicáveis ao diagnóstico da infecção recente e/ou pregressa (hoje com melhor custo benefício e ainda muito úteis para controle epidemiológico da doença/pandemia), e posteriormente os testes conhecidos como RBD, aqueles que detectam anticorpos específicos contra o Receptor Binding Domain da Proteína Spike, com o objetivo de ampliar a especificidade e sensibilidade do teste e avaliar uma possível proteção contra reinfecções.

A porção RBD é responsável pela ligação do vírus ao receptor celular ECA 2 (enzima conversora de angiotensina 2), que permite a entrada do vírus na célula e, consequentemente, a replicação viral. Portanto, os testes que detectam anticorpos contra RBD tem excelente potencial de avaliar essa proteção, mesmo que estes não sejam específicos para Anticorpos Neutralizantes, pois podem apresentar correlação de até 90% entre si conforme estudos internos da indústria, sendo uma excelente opção diagnóstica disponível hoje para testagem em grande escala.

Mas afinal, o que são os Anticorpos Neutralizantes e qual a diferença deste teste em relação as sorologias disponíveis inicialmente?

 

Anticorpos neutralizantes

 

Primeiramente vale esclarecer que “Neutralizante” não é um tipo de anticorpo e sim uma característica que alguns anticorpos apresentam porque possuem a capacidade de bloquear a entrada do vírus na célula do hospedeiro e, dessa forma, impede que as infecções evoluam. No caso do Sars-CoV-2 os Anticorpos Neutralizantes são aqueles que impedem a ligação entre RBD e ECA2.

A principal diferença entre essas sorologias é o princípio metodológico, pois os testes de Anticorpos Neutralizantes baseiam-se em ensaios competitivos, geralmente revestido com antígeno ECA2 e marcado com antígeno S-RBD (ou ao contrário) isolando os Anticorpos Neutralizantes após essa ligação, simulando o mesmo que ocorre em testes in vitro por ensaio biológico deneutralização celular (padrão ouro, mas inviável em grande escala) e também in vivo, no nosso corpo, quando entramos em contato com o vírus.

Por isso, os testes de anticorpos neutralizantes são uma ótima ferramenta para avaliação da resposta à vacina contra Covid-19.

Novo teste de Anticorpos Neutralizantes Snibe/Vyttra

A especificidade e a sensibilidade do teste de Anticorpos Neutralizantes Snibe*, representado no Brasil pela Vyttra Diagnósticos, é de 100%**, e a correlação positiva com os testes de neutralização celular também é de 100%*. É um teste quantitativo com resultados em μg/dl que permitirá melhor avaliação e acompanhamento da resposta imunológica protetora em relação a vacinação e/ou a infecção trazendo imensuráveis benefícios ao combate a pandemia da COVID-19.

*Em processo de registro junto a ANVISA; **Conforme estudos do fabricantes submetidos a aprovação da ANVISA.

Artigo originalmente publicado no Linkedin, por Beatriz Pane – Gerente de Produtos – Imunologia e Autoimunidade – Vyttra Diagnósticos. Adaptado por Clinicarx.

Variantes do SARS-CoV-2: o que são e o que sabemos sobre as vacinas

Variantes do SARS-CoV-2
Este artigo sobre variantes do SARS-CoV-2 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 19/03/2021.
 

Mais de um ano se passou desde que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Brasil, no dia 26 de fevereiro de 2020.

A partir de então, um ano sem precedentes seguiu. Atualmente o Brasil é o segundo país com maior número de mortes causadas pela Covid-19, acumulando mais de 280 mil mortes, e o segundo país do mundo com maior número de registro de casos da doença, segundo dados do Ministério da Saúde e da Johns Hopkins University, que faz o mapeamento do cenário de vários países do mundo a partir de informações disponibilizadas pelos órgãos competentes.

Estamos no pior momento desde o início da pandemia, considerado como o maior colapso sanitário e hospitalar do país, e nesse momento a preocupação em relação às novas variantes do SARS-CoV-2 e a eficácia das vacinas têm surgido.

Vamos ver o que temos descrito na literatura científica até o momento?

O que são as variantes do SARS-CoV-2 e por que elas são preocupantes?

Todos os vírus têm capacidade de sofrer mutação. O termo mutação se refere a alterações no genoma do vírus que ocorrem como resultado da mudança na sequência de aminoácidos.

As mutações podem acontecer no momento em que o vírus se replica na célula do hospedeiro.

Essas mutações podem tornar o vírus mais fraco ou, da mesma maneira, podem aumentar a sua capacidade de transmissão e a intensidade que o vírus causa a doença.

É importante ressaltar que enquanto o vírus está circulando amplamente na população, a probabilidade de mutação é maior.

Uma variante é considerada nova quando tem uma ou mais mutações que a diferenciam do vírus original ou do vírus predominante que circula entre a população em geral. 

As novas variantes são preocupantes porque elas podem gerar desafios no manejo clínico da doença devido a maior transmissibilidade e virulência do vírus. Além disso, as variantes também podem afetar a eficácia das vacinas e causar a doença em indivíduos que já foram vacinados.

Segundo o último boletim de atualização epidemiológica da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), mais de quatrocentas mil sequências genéticas do SARS-CoV-2 foram compartilhadas em bancos de dados de acesso público.

No entanto, três variantes têm sido apontadas como preocupantes.

Quais são as principais variantes?

As mutações de particular relevância clínica são aquelas que acontecem na proteína S, que é responsável pela ligação do vírus e é alvo de anticorpos neutralizantes durante a infecção, bem como de alguns tratamentos e vacinas. 

Até o momento, três variantes do SARS-CoV-2 são consideradas preocupantes: B1.1.7, B.1.351 e P.1.

    • B.1.1.7 (Reino Unido): foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e está relacionada com aumento da transmissibilidade em até 50% (transmissão mais eficiente e mais rápida), potencial aumento da virulência e baixa preocupação com a diminuição da eficácia das vacinas.
    • B.1.351 (África do Sul): foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 na África do Sul e está relacionada com aumento da transmissibilidade, ainda não existe evidência sobre o aumento da virulência, dados sugerem potencial escape imunológico após infecção natural e menor efeito na potência dos anticorpos produzidos por vacina.
    • P.1 (Brasil): foi identificada pela primeira vez em janeiro de 2021 em viajantes brasileiros durante uma triagem de rotina em um aeroporto do Japão. Essa variante foi relacionada à propensão para a reinfecção de indivíduos pelo SARS-CoV-2.

As variantes descritas acima compartilham a mesma mutação N501Y, que está relacionada com maior transmissibilidade do vírus.

Uma outra mutação, a E484K, está presente nas variantes B.1351 e P.1 e está relacionada com a alteração da neutralização do vírus por alguns anticorpos (potencial escape imunológico).

Essas três variantes inicialmente foram associadas ao aumento do número de casos em seus respectivos locais de descoberta e já se encontram espalhadas por vários países.

A elevação no número de casos aumenta a demanda do sistema de saúde, o número de hospitalizações e, potencialmente, o número de mortes.

O que sabemos sobre as vacinas disponíveis?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas são projetadas para atuar na maioria dos casos contra as novas variantes do vírus, portanto as mutações não devem tornar as vacinas totalmente ineficazes.

Além disso, os cientistas seguem trabalhando e estudando para alterar a composição das vacinas, caso uma vacina seja menos eficaz contra uma ou mais variantes.

Até o momento, estudos sugerem que os anticorpos gerados pelas vacinas atualmente autorizadas e em uso em diferentes países do mundo reconhecem essas variantes. 


Qual é o cenário das vacinas disponíveis no Brasil?

  • Até o dia 12/03/2021, a Coronavac e a vacina da Fiocruz/Astrazeneca estavam disponíveis para uso emergencial, enquanto apenas a vacina da Pfizer tinha o registro definitivo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • Apesar do registro definitivo, a disponibilização da vacina da Pfizer no território brasileiro ainda segue em negociação.
  • Recentemente a ANVISA concedeu o registro definitivo para a vacina da Fiocruz/Astrazeneca e, no mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V.
  • A vacina Sputnik V ainda não possui autorização para uso emergencial e nem o registro definitivo concedido pela ANVISA, mas a expectativa é que a indústria entre com o pedido para uso emergencial e temporário em breve.
  • Adicionalmente, foram sancionadas leis com o propósito de acelerar o processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil.
  • Essas ações são importantes porque o processo de vacinação no Brasil está lento e nesse ritmo a Fiocruz prevê tempo necessário de dois anos e meio para imunizar toda a população maior de 18 anos.
  • A vacinação da população em um ritmo lento não é capaz de controlar a pandemia e é desafiada pelo surgimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

Dados disponíveis de estudos sobre vacinas disponíveis no Brasil e as variantes do SARS-CoV-2

A eficácia das vacinas ainda está sendo investigada de perto por diferentes estudos. 

Resultados preliminares indicam que a vacina do Butantan é eficaz contra as novas variantes do coronavírus em circulação no Brasil.

Já a vacina da Fiocruz/AstraZeneca foi apontada com 75% de eficácia contra a variante B.1.1.7, mas com eficácia inferior contra a variante B.1351. No entanto, mais estudos estão em andamento e as variantes seguem sendo monitoradas.

Como podemos prevenir novas variantes do SARS-CoV-2?

Enquanto estudos sobre as variantes estão sendo realizados, medidas que visam diminuir a disseminação do vírus, com o propósito de prevenir mutações que possam alterar a eficácia das vacinas, são altamente recomendadas.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

A vacina Covid-19 AstraZeneca é segura? Confira perguntas e respostas.

vacina Covid-19 Astra Zeneca

Após casos de trombose venosa profunda (TVP) em pacientes que receberam a vacina Covid-19 AstraZeneca, alguns países europeus suspenderam o uso de um lote específico da vacina, para uma avaliação da possível relação causa-efeito.

No Brasil, a Anvisa emitiu comunicado técnico em 16/03/2021 sobre o assunto. A agência conduziu uma avaliação de 6 casos de TVP em pacientes que receberam dose da vacina Covid-19 AstraZeneca (CoviShield). A avaliação da segurança da vacina conduzida pela Anvisa (GFARM/GGMON/DIRE5/ANVISA) não aponta alteração no equilíbrio benefício‐risco da vacina e recomenda a continuidade do seu uso na população brasileira, sem que haja a necessidade de qualquer medida regulatória neste momento.

A Anvisa solicitou ao fabricante a inclusão na bula, no item advertências e precauções, informação sobre a possibilidade de ocorrência de casos muito raros de coágulos sanguíneos associados a trombocitopenia. Apesar de graves, esses eventos se mostraram muito raros, o que preserva a segurança da utilização da vacina na população.

vacina Covid-19 AstraZeneca

Até março/2021, já foram aplicadas mais de três milhões e oitenta mil de doses da vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca no Brasil. Até esta data, não foi confirmada nenhuma morte atribuível às vacinas contra COVID‐19 no mundo.

Confira a seguir perguntas e respostas sobre esse episódio, reproduzidas com base em informações apuradas por El País e pela própria Anvisa.

Por que alguns países deixaram de administrar a vacina da AstraZeneca?

Inicialmente, autoridades sanitárias austríacas detectaram dois casos graves de trombose depois da inoculação da vacina. Uma dessas pessoas morreu 10 dias depois de receber a vacina, e outra precisou ser hospitalizada com embolia pulmonar. Depois, a Dinamarca detectou outro caso de trombose grave depois da inoculação do fármaco. 

Então, alguns países também anunciaram suspensões na vacinação com a AstraZeneca, mas só de um lote concreto (o ABV5300), que estava relacionado aos casos de trombose. Essa foi a decisão adotada pela Áustria e também por Letônia, Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Itália, Romênia e algumas regiões da Espanha.

O que é uma trombose venosa profunda?

A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza‐se pela formação de trombos dentro de veias profundas, com obstrução parcial ou oclusão, sendo mais comum nos membros inferiores – em 80 a 95% dos casos.

Em relação aos eventos trombóticos, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular estima, de maneira geral, 60 casos de TVP para cada 100.000 habitantes ao ano. A incidência pode ser maior entre pessoas na faixa dos 70 a 79 anos: 300‐500 casos/100.000 pessoas ao ano. Essa faixa etária está entre os grupos prioritários para vacinação no Brasil.

Na Europa, alguns pacientes tiveram um quadro específico de TVP, conhecido como trombose venosa cerebral. Trata-se de um tipo de trombose muito pouco frequente, da qual foram detectados 11 casos na Europa depois da administração da vacina Covid-19 AstraZeneca.

“A trombose de seio venoso é um coágulo que impede que o sangue saia do cérebro. Se afetar uma veia pequena, provoca uma dor de cabeça ou um ataque epilético. Se afetar um seio [veia] grande, pode provocar um edema cerebral, aumenta a pressão cerebral e pode acarretar uma complicação muito grave” Jaume Roquer, chefe de Neurologia do Hospital del Mar de Barcelona.

O médico confirma que são episódios raros – 0,5% de todos os acidentes vasculares cerebrais –, com sintomas muito inespecíficos. Pode ser tratada com anticoagulantes e, em 90% dos casos, é curada sem sequelas.

Está provada a relação entre a vacina e os casos de trombose?

As evidências apontam que sim. Casos de trombocitopenia grave e trombose venosa profunda estão associados ao uso da vacina, mas são extremamente raros.

Desde a suspeita de países europeus, a Anvisa revisou seis casos de eventos tromboembólicos ocorridos no Brasil suspeitos e, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mas ainda não encontrou sinais de causalidade entre os eventos comunicados e o uso da vacina no país. As conclusões, por enquanto, baseiam-se em séries de casos observadas em outros países.

A investigação nesses países continuará e novas informações podem ser divulgadas a qualquer momento.

Como a vacina Covid-19 AstraZeneca funciona?

A Vacina Covid‐19 AstraZeneca é um medicamento administrado para prevenir a doença coronavírus 2019 (COVID‐19) em pessoas com 18 anos ou mais.

A Vacina é composta por outro vírus (da família dos adenovírus) que foi modificado para conter o gene para a produção de uma proteína do SARS‐CoV‐2. A vacina COVID‐19 AstraZeneca não contém o vírus em si e não é capaz de causar a doença.

Os efeitos colaterais mais comuns da Vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca COVID‐19 são geralmente leves ou moderados, envolvendo cefaleia (dor de cabeça), pirexia (febre) e dor (incluindo dor muscular). Em alguns casos, podem ser observados calafrios. Estas reações melhoram alguns dias após a vacinação.

Como o profissional da saúde pode notificar reações adversas pós-vacinação (EAPV)?

Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal.

A grande maioria dos EAPV é local e/ou sistêmico de baixa gravidade. Por essa razão as ações de vigilância são voltadas para os eventos moderados e graves.

O profissional da saúde, seja farmacêutico, enfermeiro ou médico, pode fazer a notificação de EAVP diretamente à Anvisa através do sistema VigiMed.

Referências

Greinacher A, Thiele T, Warkentin TE, Weisser K, Kyrle PA, Eichinger S. Thrombotic Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCov-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104840.

Schultz NH, Sørvoll IH, Michelsen AE, Munthe LA, Lund-Johansen F, Ahlen MT, Wiedmann M, Aamodt AH, Skattør TH, Tjønnfjord GE, Holme PA. Thrombosis and Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCoV-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104882.

Testes rápidos para detecção de anticorpos neutralizantes contra Covid-19

anticorpos neutralizantes contra Covid-19
Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 14/04/2021.

 

Os testes de anticorpos neutralizantes podem ser usados para detecção de anticorpos neutralizantes contra Covid-19, por exemplo, pós infecção ou para avaliar a soroconversão após uma vacina. Neste artigo você vai ler sobre esses testes e recomendações.

A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 18 de janeiro de 2021 no Brasil. O início da vacinação, o crescente número de pessoas recuperadas e a possibilidade de reinfecção despertam cada vez mais o interesse por testes que determinam o status imunológico de uma pessoa.

Uma infecção ou um esquema vacinal na maioria das vezes induz produção de anticorpos. No entanto, nem todos os anticorpos produzidos são responsáveis pela proteção contra a doença e apenas uma fração deles é capaz de realizar a neutralização do vírus e impedir a infecção de novas células.

Os anticorpos que neutralizam o vírus são chamados de anticorpos neutralizantes e são produzidos em resposta à infecção viral ou à vacinação.

Processo infeccioso, proteína S e anticorpos neutralizantes contra Covid-19

Para entendermos sobre os anticorpos neutralizantes contra Covid-19, é preciso entender primeiramente como funciona o processo de infecção do vírus nas células humanas.

As células humanas possuem o receptor de superfície ACE2 (Angiotensin Conversion Enzyme 2) ou receptor da enzima conversora da angiotensina 2, que é o local de ligação do vírus SARS-CoV-2 para infectar a célula humana.

Já o vírus SARS-CoV-2 possui em seu envoltório quatro proteínas estruturais: Spike (S), envelope (E), membrana (M) e nucleocapsídeo (N).

A glicoproteína Spike é formada por duas subunidades funcionais: S1 e S2. A S1 é responsável pela ligação a alguns receptores de membrana na superfície da célula hospedeira (notadamente ao receptor da enzima conversora da angiotensina 2 – ACE2). Já a S2 possui a função de proporcionar a fusão do vírus às membranas celulares.

O domínio B (SB) da subunidade S1, por sua vez, é a região exata onde a proteína S liga-se, com alta afinidade, ao receptor ACE2. Esse domínio, também chamado de domínio de ligação ao receptor (RBD, do inglês receptor-binding domain), interage com o receptor ACE2 da célula hospedeira, levando a endocitose e posterior replicação viral (imagem abaixo).

Estrutura da proteína S e ligação com receptor ACE-2

Quando o paciente é exposto ao vírus, esse microorganismo percorre seu caminho até encontrar as células hospedeiras e o vírus conecta a porção RBD da proteína S com o receptor ACE2 da célula humana. Dessa forma, o coronavírus consegue entrar na célula humana.

Após essa entrada, o material genético do vírus é introduzido no núcleo celular do hospedeiro. Logo a célula começa a replicar aquele agente invasor até que o processo infeccioso seja estabelecido.

Como os Anticorpos Neutralizantes funcionam?

Os anticorpos neutralizantes são glicoproteínas específicas capazes de se ligar à porção RBD (receptor-binding domain) da proteína Spike, presente na superfície do SARS-CoV-2, e impedir a entrada do vírus na célula.

Ao se ligarem na proteína Spike, eles inibem a ligação entre o RBD da proteína Spike e o receptor ACE-2 da célula humana, impedindo a entrada do vírus na célula e, em última análise, a sua replicação. A imagem abaixo mostra um modelo de como esse mecanismo funciona.

anticorpos neutralizantes

Os testes de anticorpos neutralizantes, portando, devem ser aqueles capazes de detectar a presença de anticorpos específicos anti-Spike (anti-RBD) (estrutura), mas também de avaliar a capacidade desses anticorpos em bloquear a ligação do vírus ao receptor ACE-2 (função neutralizante). Assim, não podemos afirmar que todo anticorpo anti-spike é um anticorpo neutralizante, até que sua função seja comprovada.

Existem testes rápidos no mercado que detectam Anticorpos Anti-S, mas não podem afirmar que se tratam de anticorpos neutralizantes. Outros testes, porém, conseguem simular a ligação ao receptor ACE-2 e, por isso, seu resultado mostra se há presença ou não de anticorpos neutralizantes.

Sabe-se que tanto a infecção natural quanto a vacinação estimulam o sistema imunológico de forma mais ampla, produzindo anticorpos não neutralizantes e células TCD4+ e TCD8+, que também exercem importante papel na proteção contra o vírus. Dessa maneira, importante frisar que a resposta imune desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes.

A aplicação desses testes vem sendo discutida. Vamos ver quais são as recomendações e cuidados ao realizar esses testes?

Testes de anticorpos neutralizantes e recomendações

O conhecimento sobre a Covid-19 é dinâmico e está em processo de construção. 

Até o momento, não existem evidências e definições sobre a quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para garantir proteção contra o SARS-CoV-2

Recentemente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou uma nota técnica com informações e recomendações sobre os produtos para detecção de anticorpos neutralizantes. 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) também divulgou uma nota técnica e se posicionou não recomendando, por enquanto, a sorologia para avaliar a resposta imunológica às vacinas contra a Covid-19.

Essa recomendação está em consonância com outros centros, como Centers for Disease Control and Prevention (CDC), por exemplo, que também não recomendam testes de anticorpos para avaliar a resposta imunológica às vacinas.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial – SBPC-ML, por outro lado, defende a importância da testagem pós-vacinal. Segundo a entidade, trata-se de procedimento essencial para que seja possível entender a resposta imune que se segue à vacina, e, consequentemente, acompanhar a relação dela com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de interações e óbitos.

Há consenso sobre a necessidade de mais estudos que investiguem a quantidade necessária de anticorpos para a efetiva proteção contra o vírus, a avaliação da duração desses anticorpos no organismo e sua capacidade de neutralização.

As medidas de prevenção devem continuar

Não há definição científica sobre a duração dos anticorpos contra a COVID-19 no organismo, por isso as medidas de prevenção devem ser mantidas mesmo após infecção ou vacinação.

Além disso, uma pessoa com anticorpos neutralizantes ainda pode contrair o vírus, de forma assintomática, e passar o vírus para outras pessoas!

As medidas de segurança são altamente recomendadas para evitar a disseminação do vírus em escalas ainda maiores.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados.

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

O papel do farmacêutico na imunização da COVID-19

o papel do farmacêutico na imunização

A pandemia da COVID-19 transformou o mercado da saúde, o papel do farmacêutico na imunização, frente à expectativa da vacinação em massa, e do novo teste de soroconversão se torna ainda mais relevante para o controle da doença.

Em 2020, a farmácia foi fundamental, 90 mil farmácias continuaram funcionando durante o isolamento social, 1,4 milhão de testes de COVID-19 foram realizados para rastreamento de pacientes infectados e prevenção.

Nosso cenário hoje, 25.02.2021, é o seguinte: 

    • Vacinação emergencial já acontecendo no sistema público para os grupos prioritários;
    • Expectativa de compra de novas vacinas registradas pelo setor privado;
    • Novo teste para COVID-19 pós vacinação; este que avalia a soroconversão do paciente após receber a vacina contra a COVID-19. 
    • O papel do farmacêutico na imunização em massa da população brasileira.Para entendermos esse segundo momento da pandemia, neste artigo abordaremos o momento atual da vacinação no Brasil, o registro sanitário definitivo da Anvisa para a vacina da Pfizer, o novo teste de soroconversão e como o farmacêutico deve se preparar para a aplicação da vacina pelas farmácias.

O que isso muda?

A principal diferença entre a autorização para uso emergencial e o registro sanitário definitivo é que a vacina registrada oficialmente pela Anvisa pode ser comercializada e aplicada pelo setor privado, como clínicas, laboratórios e farmácias.

Além disso, com o registro, a vacinação poderá ser realizada em todas as pessoas acima de 16 anos, não apenas nos grupos prioritários definidos pelo plano de vacinação emergencial.

E, apesar de ainda não haver contratos de compra realizados. Para preparar as farmácias para imunização da população, a Abrafarma divulgou em dezembro um projeto para aplicação das vacinas em massa contra a COVID-19 em, pelo menos, 4.573 unidades com sala de vacinação e a atuação de 6.860 farmacêuticos.

De acordo com o plano, o agendamento da vacinação ocorreria de forma online, além da disponibilização das redes associadas para facilitar a distribuição e acesso à vacina, já que são 45 localidades que abrigam esses pontos de saúde.

Portanto, é importante que farmácias que ainda não estão aplicando vacinas, realizarem treinamentos e capacitações junto a seus farmacêuticos, tanto para administração de vacinas quanto para a capacitação no serviço de imunização, além de preparar a sala de vacinação conforme determinação da ANVISA.

O papel do farmacêutico na imunização

Desde 2017, com a RDC nº 197/2017, as farmácias aplicam vacinas de forma regularizada e segura. As vacinas que são aplicadas no setor privado são preconizadas pela SBIM (sociedade brasileira de imunização). Todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina.

Como já comentado acima, nesse segundo momento da pandemia, farmacêuticos devem se preparar e aperfeiçoar sua farmácia para receber a população, isso inclui a estrutura da sala de vacinação com equipamentos e documentos em dia, além da capacitação para aplicar vacinas.

Aqui vão algumas dicas práticas do que você, farmacêutico, deve saber para implantar o serviço de vacinação na sua farmácia:

    • De acordo com a RDC 304/19, a armazenagem de vacinas e medicamentos deve ser realizada em equipamento que tenha controle e registros de temperatura, assim como garanta a homogeneidade da temperatura interna do equipamento;
    • Cada vacina tem a sua temperatura ideal de armazenamento. Redobre a atenção antes de comprar a vacina: verifique se sua farmácia possui câmaras frias e geladeiras apropriadas para receber e armazenar a vacina;
    • Se você vai oferecer o serviço de vacinação extramuros, verifique com a vigilância sanitária local as exigências para este serviço;
    • A sala de vacinação deverá contar com mesa e cadeiras para atender o paciente, espaços fechados de armazenagem, uma maca e uma bancada com pia de lavagem. Computador e impressora fazem parte desse conjunto e lembre-se que cada equipamento da sala precisa ter uma tomada elétrica exclusiva;
    • Fique atento para itens como caixas térmicas, termômetro de momento, lixos, descartes, seringas e agulhas, entre outros insumos que você pode precisar adicionar na sua sala de vacinação.
    • Informe-se com a vigilância sanitária como será o processo de envio de relatórios. Fique atento às notificações online que o Ministério da Saúde exige após você realizar a vacinação no seu paciente.

O novo teste pós vacinação da Covid-19

Um novo teste para verificar se houve soroconversão após a vacinação está para ser lançado no mercado e reúne expectativa dos profissionais da saúde. Ele também poderá ser aplicado em farmácias. Nesse sentido, o papel do farmacêutico na imunização será indispensável para a avaliação de pessoas já vacinadas e orientação para a população após a vacinação.

Mais informações completas serão divulgadas nos nossos canais assim que tivermos todos os dados acerca do novo teste.

O papel da farmácia na imunização

Com os novos desdobramentos, como vimos, o papel do farmacêutico na imunização será por ambos os lados: na vacinação em massa da população e na avaliação de soroconversão pós vacina.

Além disso, enquanto ponto de saúde mais acessível, boa parte das pessoas busca informações na farmácia, o que demanda um preparo dos profissionais para estarem atualizados e capacitados para receber essa demanda. 

Pela plataforma Clinicarx, mais de 1 milhão de testes para COVID-19 e avaliações foram realizados. O que demonstra a posição estratégica do papel do farmacêutico na realização do teste e a importância da farmácia como referência.

E, diante do novo cenário, podemos prever que o farmacêutico irá exercer papel fundamental no processo de imunização, tanto pela aplicação da vacina quanto pelo acompanhamento por testes rápidos de soroconversão. 

 

Fique por dentro dos próximos passos sobre o cenário da COVID-19 e as novidades sobre o papel do farmacêutico na imunização, acompanhe nosso blog. 

    • Com uma plataforma digital, você, farmacêutico, consegue administrar todos os serviços, incluindo testes rápidos e vacinas, de forma segura. Além do registro de pacientes, a Clinicarx auxilia em cada processo com orientações para administração de vacinas de cada tipo e com a emissão de laudos laboratoriais para testes rápidos. Conheça mais a nossa plataforma

Condições clínicas acentuadas pela Covid-19

Condições clínicas acentuadas pela Covid-19

Os primeiros casos por infecção da COVID-19 aconteceram em Wuhan, província de Hubei (China), em meados de dezembro de 2019, e se espalharam rapidamente pelo mundo. O agente etiológico da doença, SARS-CoV-2, é um beta-coronavírus, do mesmo tipo de vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS). 

Diversos estudos clínicos com pacientes infectados por SARS-CoV-2 estão em andamento e outros já foram concluídos, com o objetivo de entender as manifestações da doença, seus desdobramentos e possíveis sequelas a longo prazo. 

Grupos de risco foram sinalizados, como portadores de doenças crônicas, incluindo Hipertensão, Diabetes Mellitus, Insuficiência Venosa e Síndromes Respiratórias, demonstrando haver um agravamento destas condições em casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2.

Sintomas da COVID-19

Os sintomas da COVID-19 podem ser leves, acentuados ou graves, além dos casos de pacientes assintomáticos. Clinicamente, consideram-se 3 categorias: portadores assintomáticos, indivíduos com doença respiratória aguda (DRA) ou pacientes com pneumonia em diferentes graus de gravidade.

Os sintomas se manifestam de forma semelhante à síndrome gripal, o que torna necessário o diagnóstico diferencial através da detecção do antígeno em amostra biológica do paciente suspeito da infecção por SARS-CoV-2. 

Em relação aos sintomas, febre, tosse seca e cansaço são mais comuns, seguidos de dificuldade respiratória, coriza, dores musculares e dor de cabeça. Em quadros graves, o paciente pode apresentar insuficiência respiratória e necessitar de internamento em UTI para uso de ventilação mecânica.

SARS – Síndrome Respiratória Aguda Severa 

A Síndrome Respiratória Aguda Severa causada pelo coronavírus (SARS), teve seu surto registrado em 2003, no histórico de uma epidemia que levou 9 meses para ser controlada. O vírus passou a ser identificado pela sigla SARS-CoV e nenhum novo caso foi identificado desde então. 

Em 2019, um segundo coronavírus capaz de provocar estes mesmos sintomas dá início à atual pandemia. O vírus recebe a sigla SARS-CoV-2 e provoca a doença que conhecemos como COVID-19. 

Uma das observações clínicas importantes é o risco de sequelas em pacientes recuperados da COVID-19 que desenvolveram os sintomas da SARS. Em alguns casos, os pacientes apresentaram deficiências pulmonares persistentes, com redução de até 30% na taxa de difusão pulmonar. 

Condições clínicas acentuadas pela Covid-19

Covid-19 e Condições Tromboembólicas – Trombose Venosa Profunda e Embolia Pulmonar

 

Em casos graves de manifestação da COVID-19, alterações na coagulação do sangue podem desencadear ou acentuar quadros de Trombose Venosa. Segundo pesquisa da SBACV-RJ, há uma predisposição de risco de trombose na doença do coronavírus (SARS-CoV-2) 

Os níveis altos do marcador Dímero D e os resultados anormais na coagulação sanguínea demonstraram relação direta com o agravamento da doença da COVID-19 e pior prognóstico. Fatores de risco devem ser considerados ao analisar esse quadro, como idade, obesidade, tabagismo, além de elevação nos índices de IL-6 e troponina. Alguns pacientes que apresentam risco para TVP desencadearam a doença após infecção por SARS-CoV-2. 

O vírus infecta as células de uma enzima presente em grande número nos pulmões e nas células endoteliais, o que leva à hipercoagulação e induz à trombose pelo aumento da consistência do sangue. 

O quadro de Trombose Venosa Profunda se acentua e pode evoluir para outras condições clínicas, como cianose, que pode comprometer a circulação arterial com risco elevado. A embolia pulmonar também é uma complicação grave da TVP, que bloqueia o fluxo sanguíneo para o pulmão. 

A embolia pulmonar se origina de trombos nas veias profundas. Alguns coágulos sanguíneos podem danificar as válvulas das veias, o que gera insuficiência venosa crônica, uma complicação de quadros de Trombose. 

Mesmo em pacientes sem histórico de coagulação ou trombofilia, o quadro de trombose evoluiu, o que foi associado à infecção da COVID-19 como fator a ser considerado nesse processo. 

Risco da Covid-19 aos pacientes com Diabetes Mellitus

A doença do coronavírus se manifesta de forma mais grave em pacientes com condições clínicas subjacentes como hipertensão, câncer, doença pulmonar crônica, quadro cardiovascular, e diabetes mellitus. O diabetes já foi associado a maiores complicações de outras infecções como a Influenza A (H1NI). 

Estudos clínicos da Primary Care Diabetes, demonstram que a susceptibilidade a infecções virais de pacientes com diabetes é maior, devido ao desempenho da imunidade afetada devido à doença. 

A hiperglicemia afeta a atividade imunológica de neutrófilos e fagófagos, o que impede que o sistema de imunidade atue com a mesma efetividade contra agentes infecciosos, como o coronavírus, além de outras complicações diabéticas como  insuficiência vascular e neuropatia periférica. 

A resistência à insulina da diabetes associada à doença da Covid-19 pode desencadear quadro pró-trombótico hipercoagulável. Essa hipercoagulação possibilita o desenvolvimento da “tempestade de citocinas”, complicação grave da infecção do coronavírus (produção alterada de citocinas como IL-6, IL-10 e TNFa). Em pacientes infectados e com diabetes, os índices de neutrófilos, proteína C reativa (CRP), dímero-D, são mais altos do que em pacientes infectados, mas sem a doença crônica. 

Alterações pulmonares causadas pela infecção também são acentuadas em pacientes com diabetes, devido às condições instáveis dos pulmões que a diabetes pode causar, como estresse oxidativo, micro ou macroangiopatia dos capilares alveolares e arteríolas pulmonares.

Outros fatores de risco sempre devem ser levados em conta, como idade, obesidade e outras condições clínicas. 

Diagnóstico

O diagnóstico da SARS e da COVID-19 se dá por exames laboratoriais específicos que indicam níveis desregulados de linfócitos CD4 e CD8, tempo prolongado de protrombina (PT), LDH, Dímero-D, PCR.

Outra condição clínica, como a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), foi associada à manifestação da infecção do coronavírus. Segundo estudo da ATS Journals, entre os hospitalizados pela COVID-19, 42% manifestam quadros de insuficiência respiratória pela SDRA. 

O diagnóstico clínico decorre da instalação aguda de insuficiência respiratória e da evidência de opacidades alveolares nos quatro quadrantes dos campos pleuropulmonares na radiografia de tórax. 

Em relação à SDRA, os sobreviventes desenvolveram fibrose pulmonar substancial enquanto sequelas, principalmente em pacientes que foram tratados com oxigenação por membrana extracorpórea. 

Assim, em relação aos pacientes que vieram a óbito, segundo o estudo, a imunidade instável e a carga viral nasofaríngea, ou seja, a quantidade de vírus no trato respiratório, podem estar associadas ao agravamento da doença que leva à morte. Já que quantidades diferentes foram encontradas em pacientes recuperados e não recuperados, na qual a infecção e a síndrome respiratória foram mais agressivas. 

Testes Rápidos Clinicarx

A pandemia do coronavírus mudou o cenário da saúde, com isso, as farmácias se transformaram em pontos de saúde acessíveis para rastreamento de testes para Covid-19.

Com o serviço de Testes Rápidos do Clinicarx, você pode realizar Testes Laboratoriais Remotos (TLR), com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e assim obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente. Confira como implementar o serviço de testes rápidos em seu consultório.

Você pode encontrar também um curso completo online sobre o assunto em nossa plataforma educacional, ideal para quem está começando no tema.

Clinicarx é a Plataforma Digital que leva serviços básicos de saúde a farmácias e consultórios de todo Brasil. Presente em todos os estados brasileiros, auxilia profissionais a estruturarem seu portfólio de serviços e padronizar protocolos de atendimento.

Se você é proprietário ou profissional da saúde e deseja ampliar seu negócio oferecendo serviços como avaliações de saúde, acompanhamento de pacientes crônicos, vacinação e exames rápidos, embarcados em muita tecnologia, descubra o que o Clinicarx pode fazer por você.

Vacina contra COVID-19: restrições e indicações

vacina contra covid-19

As vacinas contra a Covid-19 já estão em fase de imunização do primeiro grupo determinado no plano de vacinação pelo Ministério da Saúde e pelo Programa Nacional de Imunizações do. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. 

No dia 17 de janeiro de 2021 a ANVISA liberou duas vacinas para a vacinação emergencial: 

A CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Life Science, importada  e registrada pelo Instituto Butantan e a vacina CoviShield da AstraZeneca, produzida pelo laboratório Serum (Índia) e importada pela FioCruz. 

Segundo os estudos de desenvolvimento, as duas vacinas apresentam contraindicações para determinados grupos de pessoas. Algumas dúvidas surgiram sobre essas restrições, então, vamos esclarecer. 

Vacina contra COVID-19: CoronaVac

A CoronaVac foi uma das primeiras a ser autorizadas pela ANVISA após as fases de testes. Cada dose de 0,5 mL de suspensão injetável, contém 600 SU* do antígeno do vírus inativado SARS CoV-2. 

SU*: SARS CoV- 2 units é a unidade utilizada para demonstrar a quantidade de vírus presente na vacina. 

É contraindicada para pessoas que já tiveram reações alérgicas graves à algum dos componentes do produto: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio. 

Vacina contra COVID-19: CoviShield (AstraZeneca) 

Desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e produzida pelo Instituto Serum (Índia), é uma vacina de vetor baseada em um adenovírus de chimpanzé chamado ChAdOx1 ao qual é acoplada a porção imunogênica do novo coronavírus (sua espícula). Após a exposição a essa vacina o sistema imunológico das pessoas imunizadas está preparado para atacar o vírus SARS-CoV-2, se houver infecção posterior.

É contraindicada para pessoas com reações alérgicas grave à cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio e edetato dissódico di-hidratado. 

Grupos de risco e condições clínicas

Abaixo estão listados os indivíduos com determinadas condições clínicas, em situações determinadas ou grupos de risco que podem ou não serem vacinados ou vacinados com precaução:

Grávidas e lactantes

Esse grupo não participou de nenhum dos estudos de desenvolvimento da vacina, então, não há recomendação de vacinação. A CoronaVac, entretanto, possui tecnologia semelhante à vacina contra gripe (influenza), já aplicada em gestantes sem contra-indicações. 

Porém a bula da CoviShield (AstraZeneca) indica a contra indicação para mulheres grávidas ou lactantes, ainda, é ressaltado a importância de avaliar se os riscos de possíveis reações adversas são maiores do que o risco da doença da COVID-19. 

A FRESBARGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou uma nota explicando que o médico obstetra deve avaliar os riscos de contaminação, o potencial  e eficácia da vacina e de informar a sua paciente sobre riscos da vacina. Ainda não há dados que comprovem a segurança da vacina durante a gestação. 

Pacientes com uso de anticoagulantes 

Tanto para CoronaVac quanto para CoviShield a vacina deve ser administrada com cuidado em pessoas com trombocitopenia ou coagulopatias, uma vez que pode ocorrer sangramento e hematoma após uma administração intramuscular nesses indivíduos. 

Deficiência na produção de anticorpos

Pacientes com deficiência de produção de anticorpos, geralmente causada por motivos genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora devem se vacinar contra a COVID-19, mesmo que a imunidade não seja adquirida com o sucesso esperado. 

Quem teve reação alérgica à outras vacinas 

Pessoas que já tiveram reações devido à outras vacinações anteriores, sem saber o motivo pontual, pode se vacinar, porém devem reportar o acontecimento ao profissional de saúde, ter certeza que o local oferece suporte para caso ocorra uma reação e ficar em observação entre 15 e 30 minutos após aplicação da vacina.

Pacientes com Covid-19 ou suspeitos

Quem está com a doença ou com suspeita de infecção, deve realizar os exames necessários e, se positivado, aguardar pelo menos quatro semanas após o surgimento dos primeiros sintomas para tomar a vacina. Lembrando sempre do período de isolamento de 14 dias. 

Em casos de febre entre 37,5ºC no dia ou nas últimas 24 horas, a vacinação deve ser adiada. 

Pacientes crônicos

Todos os indivíduos com condições clínicas crônicas, como Asma, Diabete Mellitus, Hipertensão, entre outras, devem se vacinar. Caso o paciente esteja em uma fase aguda ou em crise, por exemplo, de Asma, a vacinação deve ser adiada também. 

Quem pode tomar a vacina contra a Covid-19

  • Pessoas que já tiveram covid-19, mas desde que o início dos sintomas tenha ocorrido há pelo menos 4 semanas (para quem não teve sintomas, 4 semanas a partir do primeiro resultado positivo no teste RT-PCR); 
  • Idosos; 
  • Pessoas imunodeprimidas; 
  • Pessoas com HIV, asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), cirrose, diabetes, pressão alta, cardiopatia, epilepsia; 
  • Pessoas com tatuagem; 
  • Pessoas que tomam os seguintes medicamentos: antibiótico, corticoide, imunossupressor, imunobiológico (anticorpos monoclonais), anticoagulante (com os cuidados citados abaixo); 
  • Pessoas com silicone na região da aplicação (mas escolha outro local na hora da vacinação); 
  • Pessoas que estão tratando câncer ou ou que já tiveram a doença; 
  • Pessoas com alergia a ovo; 
  • Pessoas com doença autoimune; 
  • Pessoas que convivem com parentes imunossuprimidos/doentes em casa;
  • Pacientes transplantados.

Em resumo, quem de fato não pode tomar a vacina contra a COVID-19 com restrições claras, é: quem tem alergia ao componente da vacina, quem já tomou outra vacina contra o coronavírus. 

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Testes rápidos para Covid-19: métodos e resultados

testes rápidos para covid-19
Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 22/02/2021.

 

Com a pandemia do novo coronavírus e as novas fases desse contexto, diversas expectativas em relação à saúde surgiram e os testes rápidos para a COVID-19 foram aprimorados. 

Com algumas empresas e ramos trabalhistas voltando à rotina presencial, metodologias novas de testes rápidos surgiram e são variadas. É importante sabermos as diferenças entre testes rápidos para a COVID-19.

Vamos conhecer as diferenças entre testes rápidos e para qual público cada um é indicado?

Teste rápido para detecção de anticorpos

O Teste Rápido COVID-19 IgG/IgM é um imunoensaio cromatográfico rápido para a detecção qualitativa dos anticorpos IgG e IgM para a COVID-19 em sangue total, soro ou plasma. É um teste de triagem e auxilia no diagnóstico de infecções agudas e/ou se o indivíduo entrou em contato com o vírus SARS-CoV-2 em algum momento de sua vida.

A vantagem do teste de anticorpos é que pode ser utilizada amostra de sangue total com apenas 10 uL, facilitando muito a sua execução. A amostra é aplicada no cassete e o resultado é observado 10-15 minutos depois, por leitura visual ou de equipamento, nos espaços “controle” e “teste”. A linha controle deve obrigatoriamente aparecer para considerar o teste válido.

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção aguda e ativa pelo vírus do SARS-CoV-2. Um resultado reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

Entretanto, testes rápidos que detectam a presença de IgG e IgM não são os melhores para a fase inicial da doença, ou seja, fase em que o vírus SARS-CoV-2 está ativo. A probabilidade de um resultado falso negativo é alta, pois o organismo demanda pelo menos 8 dias para iniciar a produção de anticorpos.

Portanto, testes rápidos de IgG e IgM são indicados para:

  • Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias. Quanto mais tempo passado do início dos sintomas, melhor a acurácia do teste.
  • Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19 que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas.
  • Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19 há pelo menos 20 dias.
  • Uma pessoa que apresentou sintomas semelhantes a COVID-19 e se curou, pode realizar o teste para saber se realmente teve a doença e se está com memória imunológica. Com a ressalva de que a presença de IgG não garante imunidade por toda vida, pois ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade adquirida, presume-se que seja de 3 a 10 meses.
  • Para pacientes menores de 18 anos, a testagem deve ser feita apenas com autorização e na presença do responsável. O teste não possui contraindicação em relação à idade, mas em bebês abaixo de 6 meses a coleta de sangue total deve ser feita em calcanhar.As principais diferenças entre os testes de anticorpos para a COVID-19 são o tempo de permanência do anticorpo no organismo e a fase da doença. Lembrando que o teste não confirma qual foi o momento exato da infecção.

Testes rápidos para detecção de antígeno

O teste rápido que detecta a presença de antígeno deve ser utilizado na fase inicial ou ativa da doença. Isto é, deve ser feito no momento que aparecem os primeiros sintomas, preferencialmente entre o 3º e o 6º dia após a exposição ao vírus.

Um resultado reagente no teste rápido indica presença do vírus SARS-CoV-2 e precisa ser confirmado com o exame laboratorial padrão ouro. Em laboratórios de referência, a testagem padrão ouro para confirmar a COVID-19 é realizada por biologia molecular, metodologia rRT-PCR ou qRT-PCR (transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase).

O teste rápido de coronavírus antígeno não confirma diagnóstico, sendo válido apenas para triagem e auxílio de diagnóstico. Portanto, dependendo do quadro clínico do paciente, encaminhá-lo imediatamente ao hospital.

O teste tem seu valor na atenção primária à saúde pois ajuda a identificar casos confirmados, promovendo rápido isolamento.

Existem 3 tipos de testes rápidos para detecção de antígeno:

Teste rápido para detecção de antígeno em swab de nasofaringe

Como o nome já diz, a amostra utilizada para realização deste teste é um swab (cotonete) de nasofaringe ou orofaringe.

O processo de coleta é um pouco mais complexo, exige treinamento, e o profissional deve estar paramentado, preferencialmente com máscara N95, luvas, macacão e óculos de proteção ou protetor facial.

Devido a complexidade da coleta, é recomendado apenas para farmácias que possuam times experientes de farmacêuticos clínicos ou em campanhas articuladas com o poder público.

Teste rápido para detecção de antígeno em saliva

Já neste teste, a amostra coletada é a saliva (e/ou muco) do paciente.

Estudos mostraram que a sensibilidade e a especificidade do teste para detecção de antígeno na saliva com muco é equiparado ao teste de nasofaringe RT-PCR.

Entretanto, testes realizados somente com a saliva (sem muco) do paciente ainda são efetivas, apesar de apresentarem sensibilidade diminuída. Ou seja, o teste apresenta uma maior sensibilidade com amostras de saliva + muco e menor sensibilidade com amostras de saliva.

Devido a praticidade da coleta de saliva, o teste pode ser realizado em todas as faixas etárias. Contudo, a coleta de saliva com muco nem sempre é possível, pois depende do paciente se esforçar para tossir e expelir a amostra.

Apesar da coleta poder ser realizada pelo próprio paciente, esta pode se tornar pouco segura para o farmacêutico, devido às partículas de saliva que podem ser expelidas durante o processo de coleta.

Teste rápido para detecção de antígeno em swab nasal

Para o teste de detecção de antígeno com swab nasal, a coleta é realizada somente na parte externa da narina do paciente. Esse teste é uma ótima opção para bebês e crianças por ser uma coleta indolor e de fácil realização.

Além disso, a praticidade da coleta torna o teste seguro para o farmacêutico, devido ao mínimo contato com a amostra do paciente.

Para os 3 tipos de testes rápidos de detecção de antígeno, o tempo de execução do teste normalmente é de 15 a 20 minutos, desde a aplicação da amostra até a leitura do resultado no cassete.

Quando indicar o teste de antígeno e quando indicar anticorpo?

Conhecer quem são as pessoas imunizadas e quem está na fase ativa da doença, pode ser determinante durante a pandemia. Por exemplo, pode-se saber quem são os trabalhadores e profissionais da saúde que podem continuar na linha de frente, atendendo a população e quem realmente deve ficar em isolamento.

Você encontra o teste rápido em farmácias, hospitais, clínicas, unidades de saúde, empresas e locais para testagem em massa.

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Vacinas contra COVID-19: estudos e atualizações

Vacinas na Farmácia

A epidemia da COVID-19 que se disseminou pelo mundo no início de 2020 trouxe mudanças significativas aos setores da saúde. As farmácias passaram a oferecer testes rápidos para triagem da doença, se tornaram ponto de referência para orientação da população.

Com o lançamento das vacina contra Covid-19, devem se preparar para contribuir no processo de imunização em massa. Uma possibilidade real frente aos desdobramentos de novas vacinas contra Covid-19 próximas de chegar ao Brasil.

Conheça alguns tipos de vacinas e as biotecnologias desenvolvidas:

Vacinas de vetor viral 

A proposta inovadora de anticorpos a partir do vetor viral funciona da seguinte maneira: a proteína S do vírus é inserida em outro vírus, modificado em laboratório, que é transportado para o corpo humano impossibilitado de se multiplicar. No corpo, o sistema imunológico identifica a proteína e produz os anticorpos para impedir sua ação quando o vírus da COVID-19 tentar infectar. Alguns projetos, como da organização norte-americana, Janssen, usam adenovírus humanos para transportar a proteína S para o corpo humano. O  Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, da Rússia, também trabalha com esse método, porém, com dois tipos de adenovírus, um em cada dose da vacina. 

A indústria farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, junto à Fundação Oswaldo Cruz, estão trabalhando na produção da vacina a partir de engenharia genética, a partir de um vírus respiratório, do tipo adenovírus. Esse vetor viral é largamente utilizado em biotecnologia por ser benigno. O recrutamento de voluntários para a Fase III do estudo já teve início no Reino Unido e no Brasil. 

Vacinas de vírus inativado

Esta vacina contra Covid-19 induz à produção de anticorpos a partir do vírus inativado. Para isso, o vírus SARS-CoV-2 é cultivado em células e inativado com substâncias químicas e biológicas. Quando a vacina é administrada no organismo humano, as proteínas virais conservadas induzem uma resposta imune, e são produzidos anticorpos contra o patógeno. Após esta imunização, o indivíduo não manifesta a doença mesmo quando infectado, pois os vírus são controlados pelos anticorpos de memória. Este tipo de vacina também é utilizada na prevenção de doenças como poliomielite, hepatite A e tétano. Uma das vacinas de SARS-CoV-2 com vírus inativado é do Instituto Butantan (Inovac), com estudo clínico em andamento (Fase III).

Outra iniciativa de pesquisa clínica com vírus inativado é com a vacina do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, sob o China National Pharmaceutical Group (Sinopharm), junto ao Instituto de Virologia de Wuhan, sob a Academia Chinesa de Ciências. Ela está na sua terceira fase de testes e a previsão é de pelo menos um ano para que todos os ensaios sejam feitos com segurança e precisão antes da publicação dos resultados de eficácia. 

Vacinas genéticas

Uma tecnologia nunca antes usada em imunização é a de vacinas em RNA ou DNA, com ácidos nucléicos do SARS-CoV-2 inseridos no corpo humano. Até o momento, estas vacinas encontram-se na Fase lll dos ensaios clínicos. Ela funciona a partir da inserção do ácido nucléico do vírus no organismo, que fará com que as células sintetizem a proteína S, induzindo a produção de anticorpos no organismo humano. Caso comprovada sua eficácia, essa estratégia é a mais rápida para se considerar em larga escala mundial, pois utiliza RNA sintético, que dispensa o cultivo do vírus em laboratório. Essa tecnologia também já estava sendo testada para combate à outros vírus, como o ebola. 

Os estudos com vacinas genéticas de RNA atualmente em Fase III são da empresa farmacêutica americana Moderna, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, e do grupo de pesquisa que reúne a também americana Pfizer, a alemã Biontech e a chinesa Fosun Pharma.  

Em entrevista à BBC,  BioNTech e a Pfizer anunciaram que conforme os resultados dos testes realizados, a vacina poderia imunizar mais de 90% das pessoas. Nos estudos em andamento da vacina, 43 mil pessoas fazem parte. Quando comprovada precisamente a eficácia da vacina contra Covid-19 da Pfizer, John Bell, professor de medicina da Universidade de Oxford, projeta que a vida deve voltar ao normal no outono/primavera de 2021.     

Vacinas proteicas sub-unitárias 

As vacinas com base nas proteínas sub-unitárias são tecnologias já utilizadas para prevenção e combate ao vírus Influenza e ao Papilomavírus Humano (HPV). O princípio fundamenta-se em levar partículas virais, como fragmentos das proteína S e M do vírus SARS-CoV-2, diretamente para o organismo. Para isso, o vírus da COVID-19 é cultivado e inativado em laboratório, mas apenas seus fragmentos são inoculados no organismo. 

Já a vacina do laboratório norte-americano Novavax, está em fase lll dos estudos que utilizam este tipo de tecnologia. Ela será testada em 10 mil voluntários no Reino Unido, e, após a fase de testes, poderá ser utilizada para imunização na população estadunidense. Esta vacinação segue o protocolo bi-dose, com 21 dias de intervalo entre uma dose e outra.

As possibilidades da vacina BCG 

A fundação Oswaldo Cruz iniciou testes da vacina BCG em profissionais da saúde no Rio de Janeiro (RJ), que visa reduzir os impactos da doença em infectados. A BCG (Bacillus Calmette-Guérin) já é usada para prevenir tuberculose em crianças e tem alto potencial de resposta imunológica contra outras infecções. A proteção contra a COVID-19 pode ser evidente devido à imunidade inata da ação celular contra vírus e bactérias. O ensaio clínico denominado Brace Trial, da Murdoch Children’s Research Institute, entrou na sua fase lll e será testado em diversos países como Austrália, Reino Unido, Espanha, Holanda e Brasil. 

Mesmo com todos esses estudos clínicos em andamento, a liberação de vacinas para imunização em massa contra Covid-19 somente ocorre após a comprovação de sua eficácia, de forma precisa e segura. Continuaremos atentos às notícias sobre os avanços em imunização para o combate à pandemia da COVID-19 para manter você, profissional da saúde, sempre atualizado. 

Últimas notícias da ANVISA

 A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai conceder autorizações emergenciais para vacinação, mesmo sem registro das imunizações na agência. Essas vacinas emergenciais não poderão ser comercializadas, serão utilizadas para “uso institucional”, em programas do governo, programas específicos de controle, com foco emergencial, prevista em regulamento. Um guia, chamado “Guia sobre Requisitos Mínimos para submissão de Autorização Temporária de Uso Emergencial, em caráter experimental, de vacinas COVID-19”, segundo a agência, será disponibilizado para laboratórios com os procedimentos padrão necessários para obter a autorização. 

As vacinas devem ser armazenadas em geladeiras específicas, a temperatura ideal é entre +2°C e +8°C, sem sofrer perda de potência no armazenamento. Ao sair desse armazenamento, para transporte, devem ficar por no máximo até 1 hora em temperatura ambiente. Essa permissão está direcionada apenas para o setor público, até o registro oficial pela agência. Por enquanto, para 2021, as farmácias contam com a expectativa de colaborar com a campanha de vacinação em massa contra Covid-19.

Attive Pharma: caso de sucesso em serviços clínicos e testagem para Covid-19

Attive Pharma

A farmácia de manipulação Attive Pharma foi a 1ª no Brasil a executar a testagem para Covid-19 de anticorpos e a primeira do Mato Grosso do Sul a realizar teste de antígeno.

Farmacêutica realiza a coleta para o Teste Covid-19 Antígeno utilizando um swab para nasofaringe.

Farmacêutica realiza a coleta para o Teste Covid-19 Antígeno utilizando um swab para nasofaringe.

O teste de antígeno por swab na nasofaringe, indica a presença do vírus Covid-19 no organismo, e em 30 minutos o paciente recebe o laudo, isso oferece agilidade ao atendimento médico, quando necessário. A testagem para Covid-19 também é indicada para quem teve contato com algum infectado. O serviço é oferecido em parceria com a Plataforma Clinicarx, que dá suporte à farmácia na implantação do serviço, protocolo de atendimento, treinamento, software e laboratório clínico de apoio.

Laudo Clinicarx

Paciente recebe um Laudo completo e intutivo após o exame pelo farmacêutico

Segundo a farmacêutica Flávia Franca, diretora da Attive Pharma, o teste pode ser agendado com 2 a 7 dias de sintomas ou em pessoas assintomáticas que tiveram exposição de risco ao novo coronavírus. “O teste de antígeno identifica a presença da proteína do vírus via secreção nasal. É considerada uma opção rápida e segura para detecção do Covid-19, com sensibilidade de 96.5% e especificidade de 99.9%”, afirma.

Farmacêutica assinando laudo Clinicarx

Farmacêutica assinado laudo do teste rápido ao paciente, um dos diversos serviços oferecidos.

Oferta de diferentes serviços à saúde

Além da testagem para Covid-19, a farmácia vem oferecendo outros serviços em parceria com a Clinicarx, incluindo vacinação, prescrição farmacêutica, acompanhamento a pacientes crônicos, avaliações de saúde diversas e exames rápidos como influenza, perfil lipídico, beta-HCG e PSA (próstata). Os serviços são oferecidos desde antes do início da pandemia.

Os pacientes podem agendar seus atendimentos por telefone ou se dirigir diretamente a farmácia para pronto atendimento. “Contamos com um time habilitado para testar pessoas de todas as idades e limitações. Esse formato a domicílio é voltado principalmente àqueles considerados grupo de risco”, finaliza Flávia.

A farmácia já atendeu milhares de pacientes em 2020 e se firma como um belo exemplo do valor dos serviços farmacêuticos para a população, gerando bom resultados também para o negócio, inclusive em farmácias de manipulação magistral.

Crédito: Campo Grande News.

Teste Rápido para COVID-19: 19 perguntas e respostas

Lanceta Teste Rápido para Covid-19

As 19 dúvidas mais frequentes dos farmacêuticos sobre o teste rápido para Covid-19

Ao longo da pandemia de Coronavírus, nós da equipe Clinicarx atendemos muitos profissionais. Farmacêuticos com dúvidas variadas sobre como e quando realizar os testes para COVID-19 e como interpretá-los, por exemplo. Fizemos um compilado de todas as dúvidas mais frequentes relacionadas ao tema e trazemos neste artigo as respostas que você precisa para atender e orientar corretamente seus pacientes.

PROTOCOLO CLÍNICO DE ATENDIMENTO

1. O teste rápido para COVID-19  IgM/IgG é indicado para meu cliente?

O teste rápido para COVID-19  IgM/IgG é indicado nos seguintes casos:

    • Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias
    • Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas;
    • Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19, há pelo menos 20 dias.

Você pode também realizar a triagem clínica com a Clinicarx e descobrir se o seu paciente é suspeito ou não de COVID-19.

2. O que é a triagem para COVID-19 da plataforma Clinicarx?

A triagem para COVID-19 é uma ferramenta desenvolvida pela Clinicarx com base nas recomendações do Ministério da Saúde. Trata-se de um questionário que avalia a presença de sinais e sintomas para identificar casos suspeitos de COVID-19. Somente deve ser realizada a triagem em pacientes que apresentam sintomas. Não é possível realizar a  triagem clínica em pacientes assintomáticos.

Para saber mais sobre este procedimento clique aqui.

3. Quando não é indicado realizar o teste rápido para COVID-19 IgM/IgG?

Situações que não se enquadram nos critérios de indicação do teste conforme preconizado pelo Ministério da Saúde possuem maior chance de apresentar resultados menos confiáveis. Pacientes com menos de 8 dias de sintomas, por exemplo, podem apresentar a doença e ainda não ter produzido anticorpos ou os ter produzido em níveis muito baixos que podem não ser detectados pelos testes.

Além disso, antes de 20 dias do potencial contato de risco, podem da mesma forma resultar em falso negativo devido à janela sorológica, que é o tempo que o organismo leva para produzir anticorpos contra o vírus. Resultados falso negativos dão a falsa impressão de ausência de infecção, quando na verdade houve uma falha na detecção da presença da infecção por vários motivos.

4. Meu cliente não tem sintomas, mas teve contato com caso suspeito e/ou confirmado de COVID-19. Posso realizar teste rápido para COVID-19 IgM/IgG ?

Em casos de pacientes assintomáticos, é recomendado realizar o teste rápido para COVID-19 IgM/IgG após pelo menos 20 dias do contato próximo a pessoa confirmada ou suspeita.

5. Realizei o teste rápido para COVID-19 IgM/IgG e o resultado é “positivo”. E agora?

Primeiramente, o termo correto para exames que identificam anticorpos presentes no sangue do paciente é reagente. Caso seu paciente seja reagente para IgM e/ou IgG, você deve orientá-lo a permanecer em isolamento por 14 dias desde o início dos sintomas e somente procurar atendimentos presenciais no caso do agravamento dos sintomas ou do surgimento de novos sintomas.

Além de orientações ao paciente, deve se realizar a notificação dos casos no site do e-SUS. Lembre-se: devem ser notificados pacientes reagentes e não reagentes.

6. Como faço para notificar os testes após o resultado?

Independentemente do resultado do teste ser reagente ou não reagente, o seu paciente deve ser notificado no site do e-SUS. Para mais informações sobre cadastro, como adicionar, alterar, atualizar, visualizar, imprimir e exportar notificações, consulte o Tutorial de Navegação do e-SUS NOTIFICA.

Além disso, não esqueça de seguir as recomendações do seu estado e município, pois outras plataformas ou formulários podem ser indicados como preenchimento obrigatório. Ficar em dia com a vigilância sanitária e epidemiológica do seu município é primordial neste momento. Todos os dados em saúde da população são importantes para a tomada de ações e decisões estratégias em prol da sociedade.

7. Quais dados são obrigatórios para preencher a notificação no e-SUS NOTIFICA?

Para notificar seu atendimento no e-SUS, você precisará do máximo de informações que puder coletar sobre o seu paciente. Alguns dados, como nome completo, CPF, telefone para contato, ocupação e raça/cor, são obrigatórios. Avaliar a presença de sinais e sintomas, bem como a data de início do quadro e o histórico de doenças crônicas que seu paciente possui são informações epidemiológicas importantes.

8. Qual a faixa etária recomendada para a realização dos testes?

Não há restrições em relação à faixa etária para realização do teste rápido para COVID-19 IgM/IgG. Mas esteja atento ao avaliar bebês em idade de amamentação, pois os anticorpos maternos podem passar pelo aleitamento, resultando em falso positivo na testagem do bebê. Crianças possuem sistema imune imaturo e podem não produzir anticorpos conforme o esperado. Esteja atento à clínica do paciente e ao resultado dos demais familiares para orientar corretamente a família toda.

9. Posso fazer  teste rápido para COVID-19 em bebês?

Sim. Mas lembre-se que no período de amamentação a mãe pode transferir seus anticorpos ao bebê. Por conta disso, em bebês que estão recebendo leite materno, o resultado precisa ser interpretado com cautela.

10 . Como faço para realizar a coleta em bebês e crianças?

Em bebês a recomendação é coletar amostra por punção calcânea. Mas em crianças maiores pode ser feita a coleta por punção digital, como se realiza em adultos. A lanceta utilizada para crianças pode ter um calibre menor, como 28 ou 26G que já é suficiente para gerar volume suficiente de amostra, pois a pele é mais fina. A tabela abaixo demonstra as condições que influenciam a escolha de punção calcânea ou digital.

 
Tabela - Condições que influenciam a punção de calcanhar ou de dedo

DESEMPENHO DO TESTE RÁPIDO PARA COVID-19

11. Realizei o teste rápido para COVID-19 e a linha reagente que apareceu é fraca. Este teste é válido?

Sim. Qualquer intensidade de marcação na altura esperada para a linha correspondente a IgG ou IgM indica reação no teste. Ou seja, a  presença de linha, mesmo que fraca, deve ser considerada como reagente. Mas, lembre-se que a leitura deve ser realizada dentro do período indicado pelo fabricante. Leituras em tempos superiores devem ser desconsideradas e o teste repetido.

O mesmo vale para a linha controle, que deve ser visível em todos os testes, atestando a confiança nos resultados obtidos como controle interno do kit em uso.

12. Realizei o teste rápido para COVID-19 IgM/IgG e a linha que apareceu no controle ficou fraca. Este teste é um teste válido?

Sim. Qualquer tonalidade de marcação na linha C (controle) indica teste válido. Mas lembre-se que a leitura deve ser realizada no prazo indicado pelo fabricante. Leituras com prazos superiores devem ser desconsideradas e o teste repetido.

BIOSEGURANÇA

13. Como organizar o fluxo de atendimento na farmácia para diminuir o risco de contágio por COVID-19?

Neste momento de pandemia, é primordial manter bons hábitos de higiene e cuidado pessoal, bem como limpar ambientes e superfícies. Para isso lembre-se sempre de:

    • Evitar aglomerações ;
    • Manter no mínimo 1m de distância entre as pessoas, através de barreiras físicas como fitas e marcações no chão;
    • Diminuir tempo que os clientes ficam na fila, usando estratégias como triagens prévias das prescrições e agendamento para agilizar os atendimentos;
    • Se possível, disponibilizar área externo para espera, controlando o fluxo de pessoas no interior da sua farmácia ou clínica;
    • Atender pacientes com suspeita de COVID-19 em local isolado e bem ventilado, separado dos demais clientes. O paciente deve estar utilizando máscara e, caso esteja com coriza ou tosse, deve ser oferecido lenço de papel e orientado a higienizar as mãos após tossir/espirrar.

14. Como se prevenir diariamente na farmácia do risco de contaminação por COVID-19?

Cuidar de si e do próximo é primordial neste período de pandemia, isso evita o risco de contaminação e proliferação da doença. Algumas medidas básicas de cuidado podem te ajudar nesta missão dentro da farmácia:

    • Utilizar EPI’s (equipamentos de proteção individual) adequados;
    • Disponibilizar e facilitar acesso a sabonete líquido, álcool em gel e EPI’s aos colaboradores e aos clientes;
    • Disponibilizar cartazes orientativos sobre cuidados com o coronavírus;
    • Evitar sempre que possível o contato direto com os clientes, inclusive através de prescrições e canetas para assinatura de documentos;
    • Se possível, dispensar os medicamentos para períodos maiores, evitando o retorno frequente à farmácia;
    • Dar preferência a atendimento por delivery/telefone;
    • Orientar a equipe de higienização para que realize a limpeza e a desinfecção do ambiente e de superfícies comuns ao atendimento, como o balcão da farmácia, materiais de informática e canetas, com frequência, utilizando álcool 70% ou hipoclorito de sódio 1%.
    • Evitar a realização de atividades em grupo, priorizando os atendimentos individuais;
    • Nas consultas farmacêuticas, manter cuidados como ventilar ambiente, manter a distância mínima (1m) e higienizar mãos e superfícies.
    • Pacientes que pertencem ao grupo de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas, como doenças respiratórias e cardiovasculares, e autoimunes, pacientes transplantados e gestantes de alto risco, devem sempre que possível pedir a alguém para retirar os medicamentos por eles, para evitar exposição ao risco.

15. Como diminuir os riscos de contaminação durante e após a realização do teste rápido para Covid-19?

Ao atender um paciente com suspeita de COVID-19, recomende que ele utilize máscara principalmente se estiver com sintomas. O lenço de papel deverá ser utilizado no caso de tosse ou espirro. Tanto você quanto seu paciente devem higienizar bem as mãos antes do início do atendimento, que deve ocorrer em local isolado e bem ventilado.

Esteja com todos os EPI’s vestidos: jaleco comprido e de mangas longas, luvas de procedimento, máscara de uso profissional (ex: máscara cirúrgica), avental descartável, óculos de proteção ou protetor facial (escudo facial ou face shield) e touca descartável. Durante o período em que estiver atendendo, evite tocar olhos, nariz e boca. Lembre-se de higienizar a área onde ocorreu o atendimento, inclusive locais e objetos compartilhados. Descartar corretamente todos os EPI’s descartáveis e higienize bem as mãos.

 

16. Que produtos de limpeza utilizar para limpeza de superfícies e com que frequência?

Adequada higienização de superfícies salva vidas e evita a proliferação da doença. Esteja atento a estas recomendações para a higienização de superfícies na sua farmácia ou clínica:

    • Passar álcool líquido 70% a cada 2h em superfícies como telefones, computadores, maçanetas e outros objetos/mobiliários frequentemente tocados;
    • Passar álcool líquido 70% imediatamente após o uso de equipamentos como termômetros, aparelhos de pressão, glicosímetros, estetoscópios e balanças;
    • Passar desinfetante com cloro ativo e/ou solução de hipoclorito 0,5-1%, no mínimo uma vez ao dia em chão, banheiros, pias, balcões, refrigeradores, armários, ar condicionado;
    • Imediatamente após realização de teste rápido para COVID-19, desinfetar objetos/mobiliários/piso tocados pelo paciente, conforme instruções acima, e também o sanitário, caso seja utilizado pelo cliente.

A equipe de limpeza deve utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscara, touca e óculos de proteção, durante a limpeza para se proteger do risco de contaminação.

17. Meu colaborador que realiza o teste rápido, corre o risco de contrair COVID-19?

Um fluxo da farmácia bem organizado, que cumpre todas as medidas de higienização pessoal e do ambiente; pacientes com caso suspeito em uso de máscara e/ou lenço de papel e seguindo a etiqueta respiratória; distanciamento mínimo de 1m; e correta utilização dos EPI’s protegem seu colaborador do risco de contaminação.

Monitore periodicamente o estado de saúde dos seus funcionários, verificando regularmente a temperatura e a presença de sintomas respiratórios. E, invista em treinamento e EPIs para garantir a segurança dos seus colaboradores.

18. O que devo fazer  para diminuir o risco de contágio por COVID-19 entre os colaboradores?

Mesmo quem não está diretamente envolvido na realização dos testes, está exposto ao risco de contaminação. Procure monitorar periodicamente o estado de saúde dos funcionários, incluindo medida de temperatura e checagem de sintomas respiratórios. Oriente a não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, toalhas, pratos e copos. Tocar olhos, nariz e boca sem higienização adequada das mãos está proibido!

Se um funcionário apresentar sintomas, deve ser orientado a comunicar imediatamente à gerência, que deve deixar claro que isso não será motivo de punição, mas sim a omissão da informação. Funcionários com suspeita de COVID-19 devem ficar afastados por 14 dias. Cuide da saúde dos seus colaboradores! Eles estão nessa luta contigo.

19. Como proceder quando o teste rápido dá IgG reagente e IgM não reagente, sendo que o teste PCR também havia dado reagente?

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2. Reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame. Dessa forma, se um paciente obter o resultado do PCR e IgG reagente e o IgM não reagente, ele pode estar no estágio tardio da doença ou recorrente da infecção.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo de Manejo Clínico para o Novo Coronavírus. [acesso em 15 jun 2020].

Conselho Reginal de Farmácia de são Paulo. Uso de EPI’s e outras providências.  – Recomendações ao farmacêutico que atua em locais com atendimento ao público. [acesso em 15 jun 2020].

BRASIL. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos – DAF/SCTIE/MS. NOTA INFORMATIVA Nº 1/2020-SCTIE/GAB/SCTIE/MS. [acesso em 15 jun 2020]

Mudanças regulatórias nas farmácias durante a epidemia da Covid-19

Corredor de uma farmácia

Confira as principais mudanças regulatórias e políticas afetando as farmácias durante a epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

Com a epidemia, diversas mudanças regulatórias estão ocorrendo, afetando a dispensação de medicamentos, o funcionamento das farmácias e os serviços farmacêuticos. 

Abaixo você encontra um resumo dessas mudanças até a data de 18 de Abril de 2020:

AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR

As receitas médicas passam a ter validade de 365 dias, inclusive com validade retroativa e os pacientes podem comprar medicamentos para até 90 dias de tratamento.

Pacientes podem enviar um representante em seu lugar, portando uma procuração simples (sem reconhecimento de firma em cartório), contendo todos os dados dos documentos dos envolvidos.

MEDICAMENTOS CONTROLADOS

Entrega remota de medicamentos controlados está permitida, com algumas limitações, como conferir a prescrição antes de concretizar a venda e a entrega.

Prazos de validade das receitas de controlados continua igual.

Receitas médicas digitais para medicamentos controlados e antimicrobianos são aceitas, desde que com assinatura eletrônica, mas não para notificações de receita (azul/amarela).

As receitas de controle especial eletrônicas aceitas são aquelas utilizadas para medicamentos que contenham substâncias das listas C1 e C5 e dos adendos das listas A1, A2 e B1 da Portaria nº 344/ 1998 da Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde.

A possibilidade de assinatura eletrônica e receita digital não se aplica a outros receituários eletrônicos de medicamentos controlados, como os talonários de Notificação de Receita A (NRA), Notificação de Receita Especial para Talidomida, Notificação de Receita B e B2 e Notificação de Receita Especial para Retinóides de uso sistêmico.

Pacientes podem adquirir até 6 meses de tratamento para controlados (com algumas especificidade conforme lista em que o medicamento se enquadre).

Venda de controlados por e-commerce / internet continua proibida.

Medicamentos como a cloroquina, hidroxicloroquina e nitazoxanida passaram a ter controle especial, a fim de evitar a compra indiscriminada por conta da possível eficácia contra a Covid-19.

Medicamentos controlados, prazos e quantidades liberadas durante a pandemia

PRESCRIÇÃO ELETRÔNICA E TELEMEDICINA

A farmácia pode aceitar uma receita digital para dispensação de controlados, desde que com assinatura eletrônica certificada. Essa é uma das mudanças regulatórias mais importantes até o momento.

Uma receita digital é um arquivo gerado e mantido digitalmente, com assinatura eletrônica válida, reconhecida pelo ICP Brasil.

A farmácia deve verificar a autenticidade da receita digital recebida pelo paciente, utilizando validadores na internet, antes de proceder a dispensação.

A validação da autenticidade de uma receita digital pode ser feita diretamente no site de plataforma emissoras de receitas digitais (utilizadas pelo médico) ou diretamente no site do ITI, que valida chaves reconhecidas pelo ICP Brasil. Acesse esse site aqui.

Telemedicina foi regulamentada no Brasil. Os médicos podem fazer consultas remotas e emitir receitas digitais. Devemos lembrar que uma consulta médica presencial também pode gerar uma receita digital, portanto a telemedicina depende da prescrição eletrônica para ter efeito, mas a prescrição eletrônica independente da telemedicina.

Outros profissionais da saúde, como psicólogos também estão realizando atendimento remoto.

MUDANÇAS REGULATÓRIAS NOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS

Dispensação. A farmácia deve reorganizar seu fluxo de atendimento, evitando aglomerações e tomando medidas de limpeza, desinfecção e proteção de funcionários e clientes.

Vacinação. Regras para liberar vacinação na farmácia não mudaram. Continua valendo a RDC 197/2017.

Anvisa abriu possibilidade de farmácias sem licença de vacinação poderem aplicar vacinas, desde que em parceria com poder público e com ciência da VISA local. Grandes campanhas de vacinação contra gripe ocorreram nas farmácias privadas, em regiões como Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Anvisa publicou AIR (Análise de Impacto Regulatório) sobre a revisão da RDC 44/2009 e anunciou que prepara consulta pública para ampliar os serviços de assistência à saúde nas farmácias, seguindo a Lei 13.021/2014.

TESTES RÁPIDOS COVID-19 NAS FARMÁCIAS

A Anvisa liberou a realização de testes rápidos Covid-19 para farmácia, seguindo normas específicas de segurança, uso de EPIs, protocolo de atendimento e fornecimento de laudo.

Para mais informações, criamos um artigo específico sobre o tema: Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia.

Procurando farmácias que fazem o Teste Covid-19? Clique aqui: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

PROFISSIONAIS FARMACÊUTICOS

Farmacêuticos foram solicitados a se cadastrarem no Ministério da Saúde, sendo facultativo se colocarem como potenciais voluntários do SUS no enfrentamento à epidemia.

Ministério da Saúde lançou curso online sobre protocolo de atendimento a Covid-19, convocando todos os profissionais da saúde do Brasil a fazerem o treinamento. O curso é disponibilizado após o farmacêutico fazer seu cadastramento online.

A reação das farmácias contra o coronavírus

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O momento que estamos vivendo é algo que ninguém imaginava até pouco tempo atrás. A crise que o novo coronavírus trouxe a todo o mundo, foi algo inesperado, mas que certamente terá um fim. A sua missão como um farmacêutico é garantir que essa doença não chegue até sua comunidade, amigos e família.

Você presta um serviço essencial à nação, até por isso as mais de 80 mil farmácias espalhadas pelo Brasil não fecharão suas portas. A pergunta que fica é: como superar essa crise e se adaptar ao novo cenário?

É fato que mesmo sendo um serviço essencial, sua farmácia não estará automaticamente imune à crise. Então como se adaptar e ainda ter um modelo de negócios que vá além desse período? Separamos alguma dicas importantes que com certeza te ajudarão a expandir os horizontes para atender a população e se tornar uma referência no seu bairro ou cidade. 

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Serviços farmacêuticos são uma ótima fonte de renda e de credibilidade perante à população

Serviços farmacêuticos com propósito e que façam sentido durante a pandemia

É importante que a farmácia nesse momento saiba atrair público oferecendo serviços que impactem sua comunidade e que sejam essenciais à saúde de todos. Vamos trazer alguns insights que ajudarão sua farmácia a se tornar referência durante e após a pandemia.

1. Avaliações e check-ups agendados e exclusivos, com toda segurança para pacientes crônicos que não podem perder o controle de sua saúde

Condições crônicas como hipertensão, diabetes, dislipidemias, obesidade, asma, depressão, tabagismo, hipotireoidismo, entre diversas outras, continuam existindo, a despeito da Covid-19. Esses atendimentos devem ser individuais, de preferência com horário agendado, em um ambiente privativo e seguro da farmácia. Também podem ser feitos em domicílio e até remotamente. 


2. Trabalhe a dispensação programada dos pacientes que tomam vários medicamentos e os ajude a não deixar acabar seus medicamentos

Organize a lista de todos os seus pacientes crônicos, principalmente aqueles que frequentam sua farmácia e tomam 5 ou mais medicamentos. Sincronize o tratamento, para que toda medicação de cada paciente seja dispensada em um único dia. Por último, envie lembretes para seu paciente não esquecer essa data. A dispensação programada é uma forma avançada de relacionamento e fidelização, capaz de garantir boa parte das suas vendas mensais.

3. Ofereça atendimento remoto, para tratamento de problemas menores e sintomas gripais. Pessoas que não podem sair de casa podem contar com sua prescrição farmacêutica

Como atender em tempos de isolamento social? Dê ao seu paciente uma forma de falar com você, sem precisar se deslocar até a farmácia. As pessoas continuam tendo azia, má digestão, diarreia, constipação intestinal, dores nas costas, problemas de pele, cabelos ou unhas, micoses, dificuldades paras dormir, estresse ou ansiedade. Já imaginou se você tivesse mais de 500 protocolos prontos para fazer esse tipo de atendimento? Teria mais segurança e agilidade? Acredite, muitas pessoas se interessariam por esse serviço.


4. Implante seu serviço de vacinação e aplicação de injetáveis agora! Libere sua sala de atendimentos, crie seu diferencial e se torne um ponto de referência para a grande demanda por vacinas que vem por aí

Nas últimas semanas, farmácias já preparadas para vacinação tiveram grande repercussão na mídia, inclusive sendo convocadas pelo Ministro da Saúde para acelerar a campanha de gripe. Foram centenas de milhares de vacinas aplicadas em tempo recorde! Essas farmácias garantiram grande movimento de pessoas, com todas as medidas de segurança, e tiveram enorme repercussão na mídia.

O que você está esperando para fazer o mesmo?

5. Monte seu serviço de atendimento domiciliar. Leve tecnologia e protocolos prontos de atendimento para a casa das pessoas

A assistência farmacêutica domiciliar é prevista em lei desde 2009, quando a Anvisa publicou a RDC 44/2009. Mas o que fazer durante a pandemia do coronavírus? Como cuidar dos idosos, dos acamados, das pessoas com dificuldades de locomoção ou impossibilitadas de ir à farmácia? Para todas você pode oferecer um serviço domiciliar, que pode funcionar, por exemplo, em uma ou duas manhãs da semana. É um serviço especial, para casos especiais. E faz toda diferença.

Essa dicas são apenas um pequeno resumo do que preparamos para você e sua farmácia em nosso mais novo ebook. Lá você encontra todas as soluções de maneira detalhada e terá a oportunidade de seguir estratégias que comprovadamente já foram bem-sucedidas.

Saiba que na Clinicarx, trabalhamos todos os dias ajudando farmácias a dar um verdadeiro salto em seu atendimento. Do zero à implantação de serviços farmacêuticos em poucos dias.

Se você já tem uma sala de serviços farmacêuticos, então está um passo à frente dos demais e com o nosso auxílio, você ainda pode contar com: modelo pronto de serviços farmacêuticos, software para farmácias, aplicativo para o paciente, treinamento online para sua equipe e consultoria de implantação com farmacêuticos especializados.

Venha fazer parte da inovação, supere a crise e se torne a referência em atendimento na sua comunidade. 

 

Covid-19: As farmácias devem suspender seus serviços durante a epidemia?

Injetáveis
Este artigo sobre a Covid-19 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 03/04/2020.
 

A epidemia do novo coronavírus, causador da Covid-19, está produzindo profundas mudanças na rotina e hábitos de consumo de milhões de brasileiros. Isso tem gerado muitas dúvidas nas farmácias sobre seu papel durante a epidemia.

Seria o momento de suspender os serviços farmacêuticos? Com certeza não. Observamos que é chegada a hora de não parar e, pelo contrário, ampliar alguns serviços.

Em 20 de Março de 2020, o governo federal publicou medidas para garantir a aquisição de bens e serviços essenciais à população. Foram assinadas a Medida Provisória nº 926/2020 e o Decreto nº 10.282/2020.

As medidas deram segurança às atividades essenciais, consideradas indispensáveis ao atendimento das necessidades da população, que não podem esperar o fim da pandemia.

Entre elas, os serviços de assistência à saúde e assistência farmacêutica devem preservar seu atendimento à população, ajudando a preservar nosso bem mais precioso: a saúde.

Por isso, farmácias, serviços médicos e hospitalares não fecham as portas.

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Como ficam os serviços farmacêuticos na epidemia da Covid-19

Nas farmácias, é essencial que os serviços farmacêuticos continuem, a fim de dar acolhimento aos pacientes e resolutividade a diversos problemas de saúde. Além disso, a farmácia deve tomar as medidas para proteger seus funcionários e pacientes.

Apesar da epidemia da Covid-19, as pessoas continuam cuidando de suas doenças crônicas, medicamentos, e necessitam, mais do que nunca, acolhimento, avaliação e acompanhamento, a fim de evitarem qualquer ida desnecessária a hospitais e unidades de saúde.

Com o isolamento social, as formas remotas de atendimento (por telefone, chat ou vídeo-chamada) ganharam destaque. Mas situações que requerem consulta presencial continuam existindo.

Pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade, dislipidemia ou polimedicados continuam em risco de agravamento ou descompensação, e necessitam redobrar os cuidados para controle de suas condições crônicas.

Como manter o atendimento, com segurança

Confira algumas medidas para prestação segura de serviços farmacêuticos durante a epidemia da Covid-19:

Divulgue um número de telefone

Um número para onde as pessoas possam ligar, se quiseram falar com o farmacêutico. Se possível, ofereça atendimentos remotos também por vídeo, utilizando serviços gratuitos como Skype, Google Hangouts ou mesmo WhatsApp.

Realize atendimentos presenciais

Faça atendimentos presenciais apenas com segurança, a pessoas que necessitam de procedimentos específicos que não podem esperar, como aplicação de injetáveis, vacinações, procedimentos de exame físico e testes rápidos. Siga os protocolos de higiene e biosegurança.

Trabalhe com horários agendados

A fim de evitar aglomerações, fixe horários para atendimentos de pacientes idosos ou de grupos de risco, reduzindo o número de pessoas que ficam ao mesmo tempo na farmácia.

Na sala de serviços farmacêuticos

Atenda apenas uma pessoa por vez e tome todas as medidas para garantir a segurança do ambiente, com higiene, uso de EPIs e limpeza após cada atendimento. Mantenha a sala limpa e arejada.

No caso de pacientes com sintomas respiratórios

Utilize máscara e luvas durante o atendimento e encaminhe este paciente rapidamente ao serviço médico para avaliação. Todo quadro respiratório pode ser um caso suspeito da Covid-19.

Nas redes sociais da sua empresa

Divulgue as mudanças, incentive as pessoas a continuarem cuidando de seus problemas crônicos de saúde, e a manterem seus tratamentos. Toda ida ao hospital que puder ser evitada, deve ser evitada.

Trabalhe a dispensação programada

Pacientes que utilizam vários medicamentos não podem parar a medicação. Cadastre esses pacientes e combine a melhor data para busca ou envio da medicação, de modo que não parem o tratamento. Uma interrupção abrupta na medicação pode causar crise hipertensiva ou hiperglicêmica, por exemplo.

Maneje problemas menores de saúde

Mais do que nunca, pessoas com sintomas de baixa gravidade devem evitar o serviço médico, seja em hospitais ou unidades de saúde. Farmacêuticos podem atender esses casos, recomendando com segurança tratamentos para sintomas, com medicamentos e produtos isentos de receita médica, e encaminhando casos mais graves.

Divulgue na sua comunidade

Utilize carros de som, panfletos ou outros meios para divulgar os serviços que sua farmácia está prestando durante a epidemia. Mais do que nunca, você deve ir até os pacientes, uma vez que eles não estão vindo até você.

Vacinação

Se você realiza vacinação, esta é a hora de participar ativamente da campanha contra gripe e se aproximar do poder público da sua cidade. Várias farmácias estão participando de campanhas em parceria com as unidades de saúde.

Testes Rápidos

As farmácias, há anos, reivindicam o direito de realizarem testes laboratoriais remotos (TLR). Alguns Estados e Municípios já regulamentaram essa pratica, mas o tema carece de decisão definitiva da Anvisa. O momento é crítico para a expansão desses serviços, pois eles agilizam muito o atendimento de pacientes com problemas.

A Organização Mundial da Saúde vem recomendando fortemente o teste rápido para Covid-19 como ação estratégico no combate à epidemia. É uma oportunidade das farmácias fazerem, ainda mais, a diferença. Nesse caso, dependemos de um posicionamento da Anvisa e Ministério da Saúde para uma solução legal definitiva.

As empresas estão em risco, cuide do seu negócio

Com a queda no movimento dos estabelecimentos, intensificar a prestação de serviços se mostra uma estratégia inteligente para manter a proximidade com a comunidade e oferecer acolhimento (presencial e remoto) a quem está sozinho, fragilizado ou necessitando de cuidados. Por isso, veja este movimento também do ponto de vista da saúde do seu negócio.

Serviços de assistência farmacêutica são essenciais para a população. São bons também para os negócios e a manutenção de empregos e renda. É um momento crítico em que o posicionamento da sua empresa pode ser decisivo para os resultados em um curto espaço de tempo.

Coronavírus nas farmácias em imagens ao redor do mundo

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As imagens dizem mais. Com a epidemia de coronavírus nas farmácias, profissionais viram sua rotina transformada e tiveram que se adaptar para garantir atendimento e abastecimento a seus pacientes.

A epidemia do COVID-19 teve início na China, mas em apenas 2 meses tornou-se uma pandemia mundial. Os farmacêuticos precisaram aprender rápido sobre a doença e se preparar para falta de produtos e explosão da demanda por atendimento.

Confira abaixo algumas imagens e suas histórias

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O pânico fez as máscaras desparecerem e ameaçou o abastecimento de EPIs em toda Ásia. Janeiro/2020. Confira a matéria. (Photo by HECTOR RETAMAL / AFP) (Photo by HECTOR RETAMAL/AFP via Getty Images)
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Farmacêutica em Barcelona – Espanha – Fevereiro de 2020. A Europa preocupada com a pandemia no continente. Confira a matéria.
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Na África, busca por máscaras nas farmácias começam a crescer. Países não se sentem preparados para enfrentar uma epidemia. Fevereiro de 2020. Confira a matéria.
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Farmacêutico em uma farmácia de Roma – Itália – Março/2020. As farmácias permanecem abertas no país, mesmo no auge da epidemia. Confira a matéria.
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Farmacêutica em farmácia do Norte da Itália, durante o período de quarentena. Março/2020. “Nova rotina”. Confira a matéria.
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Uma farmacêutica de Milão/Itália conversa à distância com um cliente à porta da farmácia. Durante a quarentena, farmácias e mercados permanecem abertos. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácia da Bélgica vendendo máscaras. OMS alerta sobre subida de preços e risco de falta de equipamentos de proteção no mercado. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácia na Inglaterra coloca aviso à porta pedindo a clientes com sintomas que não entrem e busquem atendimento pelo sistema de saúde. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácias e outros estabelecimentos colocam pontos de álcool gel 70% à porta para clientes fazerem higiene antes de entraram. Reino Unido. Março/2020. Confira a matéria.

Essa história continua…

Para saber mais, conheça o curso online gratuito sobre coronavírus – o que a farmácia precisa saber. Clique na imagem abaixo.

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Créditos: todas as imagens reproduzidas neste artigo vieram das matérias jornalísticas originais e seus links estão nas imagens. A imagem destaque é do blog https://blog.emania.com.br/.

O papel da farmácia durante a epidemia de coronavírus

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As farmácias são frequentemente o primeiro ponto de contato com o sistema de saúde para muitas pessoas. Este papel deve ser reforçado durante a epidemia de coronavírus. Então, como a farmácia deve proceder?

Este artigo sobre o novo coronavírus está em constante atualização. Última versão: 15/03/2020.

Caso você ainda não esteja familiarizado com o COVID-19 e quais são as medidas efetivas de prevenção e proteção, sugiro que você faça este curso online gratuito sobre o tema. Será uma forma de se aprofundar após a leitura deste artigo.

Confira agora as principais medidas que a farmácia deve tomar.

Entenda as fases da epidemia de coronavírus

A epidemia de coronavírus, o COVID-19, evolui em “fases epidemiológicas”, sendo três fases iniciais, crescentes de gravidade.

A fase 1 da COVID-19 é de “casos importados”, em que há poucas pessoas acometidas e todas regressaram de países onde há epidemia.

A fase 2 epidemiológica é de transmissão local, quando pessoas que não viajaram para o exterior ficam doentes, mas ainda é possível identificar o paciente que transmitiu o vírus, geralmente parentes ou pessoas de convívio social próximo.

Depois disso, pode ocorrer a fase 3 epidemiológica ou de transmissão comunitária, quando o número de casos aumenta exponencialmente e perdemos a capacidade de identificar a fonte ou pessoa transmissora.

Fases da epidemia de coronavírus
Fases epidemiológicas iniciais da epidemia do coronavírus.

As medidas de prevenção e proteção devem ser intensificadas quando a epidemia chega à fase 3.

Proteja seus funcionários

O primeiro passo é tomar medidas de prevenção dentro da farmácia, pois um funcionário doente não poderá atender outras pessoas e pode passar o vírus adiante.

As principais medidas são de higiene. Lavar as mãos e o rosto ao chegar na empresa. Manter uso de álcool gel 70% nas mãos frequentemente ao longo do dia. Lavar o uniforme ou jaleco a quente pelo menos duas vezes por semana.

No caso de atendentes e farmacêuticos, é recomendável que utilizem máscara quando estiverem em contato com pessoas com sintomas como tosse, espirros e febre.

Mantenha o ambiente seguro

A limpeza e desinfecção do ambiente da loja é fundamental para conter a disseminação do vírus.

Todas as superfícies, balcão, mesas, objetos, equipamentos, corrimões, maçanetas de porta, entre outros, devem ser desinfectados com álcool líquido 70% várias vezes ao dia.

Grandes áreas como chão, banheiros e pias devem ser limpos todos os dias com detergentes, de preferência contendo cloro ativo, ou solução de hipoclorito 1%, pois isso elimina o vírus.

Mantenha o ambiente arejado, deixando janelas abertas ou ligando ventilador no mínimo duas vezes ao dia, por 30 minutos.

Atenção para a proteção da equipe de limpeza, que deve utilizar luva, óculos de proteção e avental ao lidar com esses produtos químicos.

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Padronize o atendimento a pessoas doentes

É esperado que pessoas com sintomas respiratórios busquem a farmácia para atendimento ou compra de medicamentos. A equipe deve estar apta a acolher, identificar, avaliar, orientar e encaminhar esse paciente.

É desejável manter álcool gel 70% disponível na entrada da farmácia, para que todas os clientes limpem as mãos na chegada.

Pessoas que vão à farmácia com sintomas como tosse, espirros e febre podem ter coronavírus, portanto devem ser identificadas e encaminhadas para atendimento separado, pelo farmacêutico.

A sala de serviços farmacêuticos é um bom lugar para esse atendimento, mas cuidado para manter a sala bem arejada e ventilada. Durante o atendimento, mantenha uma distância mínima de 1 metro do paciente.

Se o paciente estiver tossindo, espirrando ou com febre, ofereça uma máscara cirúrgica, se disponível, ou pelo menos lenço de papel. Peça que cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Você, farmacêutico(a), deve utilizar máscara durante esse atendimento.

Já existem testes rápidos para detecção de antígenos e/ou anticorpos do coronavírus. Os testes point-of-care tem seu valor, pois podem auxiliar na identificação de pacientes negativos para coronavírus. Essa triagem pode auxiliar a evitar a superlotação dos sistema de saúde em momentos de pico de casos.

Após atendimento do paciente, limpe a mesa, equipamento, maçaneta e demais objetos utilizados com álcool líquido 70%, pois isso evita contaminação. Descarte corretamente os resíduos.

E se o paciente tiver mesmo suspeita de coronavírus?

Em primeiro lugar, você deve seguir as recomendações do Ministério da Saúde. Acompanhe também as recomendações publicadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) e pela Associação Brasileira das Redes de Farmácias (Abrafarma).

Pacientes com sintomas leves de infecção respiratória

Orientar o paciente que vá para casa, permaneça isolado, tomando medidas de autocuidado. Caso ele não possa fazer isso por conta própria, deverá procurar atendimento médico imediatamente para avaliação e obtenção de atestado, a critério médico.

Pacientes acima de 60 anos ou portadores de doenças crônicas.

Mesmo com sintomas leves, devem ser encaminhados para atendimento médico imediatamente. Todos os pacientes devem ser orientados a procurar atendimento médico imediato caso os sintomas persistam ou piorem nas próximas 24 horas.

Pacientes com sintomas moderados e graves de infecção respiratória

Pacientes com sintomas que indiquem maior gravidade, principalmente febre alta persistente há dias e dificuldade em respirar, devem ser encaminhados imediatamente. O Ministério da Saúde mantém uma lista de unidades de referência para este atendimento, geralmente hospitais.

Como você pode se preparar?

Para saber mais, ter acesso a ferramentas e acompanhar o que está acontecendo, acesse nossa página especial sobre coronavírus no Clinicarx clicando na imagem abaixo.

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Testes rápidos para coronavírus: o que fazer na farmácia

Lanceta de Teste Rápido - Covid-19

Existem diversos testes rápidos para coronavírus no Brasil. Eles identificam o COVID-10 em minutos. Saiba como funcionam.

A COVID-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). O período de incubação varia de 2 a 14 dias, sendo de 5 dias em média. Os sintomas surgem após esse período e geralmente persistem por 5 a 7 dias. Após sete dias, começa o período de maior transmissibilidade, isto é, quando as pessoas podem passar o vírus a outras pessoas.

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O processo imunológico de resposta ao coronavírus

Para entender como funciona o teste rápido, você precisa conhecer a história natural da doença, observando a resposta imunológica. Confira na figura abaixo.

Resposta imunológica esperada após contado com o novo coronavírus e manifestação da doença.

 

Resposta imunológica esperada após contado com o Novo Coronavírus e manifestação da doença. Imagem gentilmente cedida por ECO Diagnóstica.

Após infecção pelo vírus, a carga viral no organismo aumenta rapidamente em poucos dias. Mas o paciente permanece assintomático, pois ainda está no período de incubação. O vírus pode permanecer incubado durante dias.

Após alguns dias de incubação, surgem os primeiros sintomas, como febre alta (acima de 37, 8 graus) e tosse seca. Esses sintomas duram em torno de 1 semana e o maior risco de complicações respiratórias, como pneumonia, ocorre entre 8 a 9 dias.

Neste momento, o organismo inicia a produção de anticorpos, a fim de combater e, na maioria dos casos, vencer a infecção. O primeiro anticorpo a ter seus níveis aumentados é o IgM e, posteriormente, o IgG.

Testes rápidos Covid-19 na farmácia: pode?

Pode sim. A Anvisa aprovou em 28/04 a proposta de realização de testes rápidos (ensaios imunocromatográficos) de anticorpos e antígenos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) em farmácias e drogarias. A medida tem caráter temporário e excepcional e visa ampliar a oferta e a rede de testagem, bem como reduzir a alta demanda em serviços públicos de saúde durante a pandemia.

Acesse os documentos relacionados:

RDC 377, publicada no DOU de 29/04/20. Autoriza, em caráter temporário e excepcional, a utilização de “testes rápidos” (ensaios imunocromatográficos) para a COVID-19 em farmácias, suspende os efeitos do § 2º do art. 69 e do art. 70 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009.

Nota técnica nº 06/2021 – Orientação para farmácias durante o período da pandemia da COVID-19.

Nota técnica nº 07/2021 – Orientação para a realização de testes rápidos, do tipo ensaios imunocromatográficos para a investigação da infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Teste rápido para detecção de anticorpos

Testes rápidos que detectam a presença de IgG e IgM não são os melhores para a fase aguda da doença, pois é alta a probabilidade de falso negativo. Isto é, o paciente está com COVID-19, mas ainda não produz anticorpos. O teste rápido dá negativo.

Portanto, testes rápidos de IgG e IgM são indicados para:

  • Pessoas com sintomas suspeitos de Covid-19, com início há pelo menos 8 dias. Quanto mais tempo passado do início dos sintomas, melhor a acurácia do teste.
  • Trabalhadores afastados por suspeita de Covid-19, que iniciaram sintomas há 8 dias e já estão assintomáticos a pelo menos 72 horas.
  • Pessoas assintomáticas que tiveram contato próximo com pessoas diagnosticadas ou suspeitas de Covid-19, há pelo menos 20 dias.

Por exemplo, uma pessoa que teve sintomas semelhantes ao COVID-19 e se curou pode fazer o teste para saber se teve realmente a doença e se estão imunizados. Com a ressalva de que a presença de IgG não garante imunidade por toda vida, ainda não se sabe quanto tempo dura a imunidade adquirida.

Conhecer quem são as pessoas imunizadas também pode ser determinante durante a epidemia, pois mostra, por exemplo, quem são os trabalhadores e profissionais da saúde que podem continuar na linha de frente, atendendo a população.

Por outro lado, a vantagem do teste de anticorpos é que ele utiliza amostra de sangue total, em torno de apenas 10 uL, facilitando muito sua execução. A amostra é aplicada no cassete e o resultado é observado 10-15 minutos depois, por meio de linhas nos pontos de “teste” e “controle”. A linha colorida no Controle é obrigatória, para se considerar o teste válido.

Um resultado reagente para IgM significa presença de anticorpos na amostra, que pode estar relacionada a uma infecção recente e ativa pelo SARS-CoV-2. Reagente para IgG significa presença de anticorpos geralmente associados a uma infecção anterior, não necessariamente ativa no momento do exame.

O uso de EPIs para coleta também é fundamental, incluindo máscara cirúrgica, luvas, avental, touca e óculos de proteção (ou protetor facial).

É um teste seguro para o paciente e o profissional, contanto que este siga as recomendações de higiene e biossegurança. Por esses motivos, o teste de coronavírus IgG/IgM é o mais indicado ao serviço de cuidado farmacêutico em uma farmácia.

Teste rápido para detecção de antígeno

O teste rápido que detecta a presença de antígeno é útil na fase aguda da doença. Isto é, podem ser feitos em pacientes que iniciam os primeiros sintomas. Um resultado reagente no teste rápido indica presença do SARS-CoV-2 e precisa ser confirmado no exame laboratorial.

Em laboratórios de referência, a testagem padrão-ouro para confirmar o COVID-10 é feita por biologia molecular, rRT-PCR ou qRT-PCR (Transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase). 

Portanto, o teste rápido de coronavírus antígeno não confirma diagnóstico, sendo válido para triagem de pacientes e correto encaminhamento ao hospital.

O teste tem seu valor na atenção primário à saúde pois ajuda também a identificar casos suspeitos, promovendo rápido isolamento.

A desvantagem está na coleta e na amostra utilizada: swab de nasofaringe ou orofaringe. O processo de coleta é um pouco mais complexo, exige treinamento, e o profissional deve estar paramentado, preferencialmente com máscara N95, luvas, macacão e óculos de proteção ou protetor facial.

É um teste mais complexo, recomendado apenas para farmácias que possuam times experientes de farmacêuticos clínicos ou em campanhas articuladas com o poder público.

Testes rápidos para coronavírus na farmácia

Neste momento de epidemia, é esperado que muitas farmácias ofereçam o teste de coronavírus, especialmente de anticorpos. Os testes rápidos Covid-19 nas farmácias podem ser úteis para evitar buscas desnecessárias das pessoas ao sistema de saúde lotado.

Por outro lado, as farmácias devem montar um serviço sério e seguir as normas de qualidade já aplicadas aos demais testes laboratoriais remotos (TLR). Somente assim, é possível contribuir de forma correta para o controle da epidemia.

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Como funciona este serviço na prática?

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Mas um aviso importante, se você não dispõe de um serviço farmacêutico estruturado em sua farmácia, iniciar testagem para coronavírus pode ser temerário. É fundamental que você disponha de estrutura para um serviço completo de TLR (teste laboratorial remoto), incluindo espaço privativo de atendimento e, preferencialmente, suporte de um laboratório clínico vinculado, para emissão de laudo válido para exames feitos em tecnologia point-of-care.

Não se aventure com a prestação de testes rápidos sem isso, pois os resultados podem ser desastrosos.

Interessado em levar testes rápidos Covid-19 para sua farmácia. Tire suas dúvidas e entre em contato com a Clinicarx visitando nossa página especial sobre o assunto.

Coronavírus: transmissão, aspectos clínicos e diagnóstico

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Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 16/04/2021.

A COVID-19 é uma infecção viral e respiratória que inicialmente assemelha-se a uma gripe ou resfriado comum e, inclusive, pode evoluir para pneumonia grave e óbito.

Após o primeiro contato com o vírus, que é denominado SARS-CoV-2, o paciente
desenvolve febre que, diferentemente do resfriado comum, aumenta e persiste por 3 ou 4 dias.

Na maioria dos casos, em 80% a 85% os sintomas são leves e moderados, sendo poucos os casos que levam a óbito.

Ainda não há medicamentos específicos para tratar a COVID-19, por isso o melhor cuidado é evitar a exposição ao vírus.

Um resumo do que você encontrará neste artigo:

  • O novo coronavírus (vírus SARS-CoV-2) é o causador da doença COVID-19.
  • Os sintomas mais comuns são febre, tosse e dificuldade respiratória.
  • O período de incubação varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias em média.
  • A transmissão ocorre principalmente após 7 dias do início dos sintomas, mas já ocorreram casos de transmissão por pessoas assintomáticas.
  • A febre alta é o principal sintoma da doença e persiste por 3 a 4 dias, mas outros sintomas como tosse, dor no corpo, perda do paladar ou olfato e diarreia também são muito comuns.
  • O diagnóstico é clínico, por anamnese e exame físico, exame laboratorial confirmatório e exames diferenciais.
  • O tratamento é sintomático e de suporte. Não existe ainda vacina ou tratamento comprovado que cure a infecção pelo novo coronavírus.

Transmissão

A forma de transmissão do SARS-CoV-2 é semelhante ao da gripe comum, assim como ao de outros patógenos respiratórios.

Ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra.

A transmissão pode ocorrer inclusive por aperto de mão com pessoas infectadas e contato com objetos e superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Entretanto, a probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de contrair o vírus que causa o COVID-19 a partir de um pacote que foi movido, transportado ou exposto a diferentes condições e temperaturas também é baixo.

Assim como é improvável a contaminação a partir de alimentos bem cozidos e corretamente manipulados.

Agente etiológico

Coronavírus (CoV) é uma família de vírus (Coronaviridae) que causa infecções respiratórias.

Os vírus que pertencem a essa família pertencem, principalmente, a 4 gêneros: alphacoronavírus, betacoronavírus, gammacoronavírus e deltacoronavírus.

Além do SARS-CoV-2, identificado pela primeira vez em 2019, e que pertence ao gênero beta, outros seis coronavírus humanos (HCoV) já foram identificados anteriormente, a saber:

Alphacoronavírus:

  • HCoV-229E
  • HCoV-NL63

Betacoronavírus:

  • HCoV-OC43
  • HCoV-HKU1
  • SARS-CoV
  • MERS-CoV

Histórico da nomenclatura

Em 30 de janeiro de 2020, a OMS recomendou que o nome provisório do novo coronavírus deveria ser 2019-nCoV.

Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS anunciou que o nome para a doença causada pelo novo CoV seria COVID-19.

No mesmo dia, o vírus foi designado pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus como SARS-CoV-2, devido à semelhança do novo vírus com o CoV causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV), identificado no final de 2002. Ou seja, o vírus SARS-CoV-2 é o causador da doença COVID-19.

Período de incubação do coronavírus

O período de incubação se caracteriza pelo tempo decorrido entre a exposição de um animal ou ser humano a um organismo patogênico e a manifestação dos primeiros sintomas da doença.

Neste período não há doença e o hospedeiro não manifesta sintomas, pois todo o processo está acontecendo no âmbito celular.

No caso da infecção pelo SARS-CoV-2, este período varia entre 2 e 14 dias, sendo 5 dias o período médio de incubação.

Transmissibilidade do coronavírus

É o intervalo de tempo em que há transmissão do agente etiológico para o ambiente, pelo humano contaminado.

A estimativa da transmissibilidade dos pacientes infectados por SARS-CoV-2 é em média 7 dias após o início dos sintomas.

Dados preliminares sugerem que a transmissão possa ocorrer também mesmo antes do
surgimento de sinais e sintomas e até mesmo por pacientes assintomáticos.

Medidas de prevenção

As medidas preventivas mais eficazes são:

  • Lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool gel 70%;
  • Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.
  • Manter uma distância mínima de 1 metro de pessoas com sintomas de infecção respiratória, evitando o contato.

A OPAS Brasil divulgou uma imagem educacional útil para você e ler e imprimir para seus pacientes, promovendo educação em saúde.

Inforgráfico - Covid-19 - Doenças causadas pelo Coronavírus

Manifestação clínica da Covid-19

Os sinais e sintomas clínicos do coronavírus são principalmente
respiratórios, semelhantes a um resfriado comum.

Febre, tosse e dificuldade para respirar são alguns destes sintomas.

Na admissão hospitalar, a febre e a tosse aparecem em mais de 80% dos
pacientes, enquanto a dificuldade para respirar aparece em cerca de 30%.

Nos casos mais graves podem ocorrer infecção do trato respiratório inferior e quadros de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência renal e até mesmo óbito.

Linfopenia, dor muscular, mal-estar, rinorreia, confusão, dor de garganta, dor no peito, aumento das secreções respiratórias, náuseas, vômitos e diarreia podem ocorrer em pacientes com quadros de pneumonia.

Suscetibilidade e Imunidade

Por se tratar de um vírus identificado recentemente, todas as pessoas são suscetíveis.

Grupos de risco

Pacientes imunodeprimidos, idosos, bem como pacientes com alguma doença crônica (hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares) estão mais suscetíveis a contrair a desenvolver as formas graves da infecção por SARS-CoV-2.

Nesse grupo de pacientes a mortalidade é maior, por isso as medidas de prevenção e isolamento domiciliar tornam-se mais importantes.

Em princípio não é possível afirmar se a infecção em humanos que não foram a óbito resultará em imunidade contra novas infecções futuras e se essa imunidade permanece por toda a vida.

Diagnóstico da COVID-19

O diagnóstico da COVID-19 pode ser dividido em clínico, laboratorial e diferencial.

Diagnóstico clínico

O quadro clínico parece muito com uma gripe comum, entretanto a febre aumenta e persiste por mais de três a quatro dias.

No início da epidemia o histórico de viagem ou contato próximo com pessoas que tinham viajado para áreas de transmissão local era crucial no diagnóstico clínico mas agora o Brasil já é considerado área de transmissão local e esses requisitos não são mais definitivos para o diagnóstico.

Diagnóstico laboratorial

O diagnóstico laboratorial é realizado por meio de exames de biologia molecular que detectem o RNA viral do coronavírus em secreções respiratórias.

Para esta detecção é utilizada a técnica de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase). Mesmo que laboratórios clínicos possam realizar o exame, uma contraprova é encaminhada para laboratórios de referência.

Testes Rápidos para detecção de anticorpos IgG/IgM não são utilizados como padrão para diagnóstico, mas são úteis para analisar a infecção pregressa e desenvolvimento de imunidade contra a doença.

Caso esteja procurando uma clínica ou farmácia que oferece este serviço perto de você, consulte nosso buscador: https://clinicarx.com.br/onde-encontrar/

Diagnóstico diferencial

É imprescindível a realização do diagnóstico diferencial para COVID-19.

As características clínicas não são específicas e podem ser confundidas com infecções causadas por outros vírus respiratórios, como influenza, vírus sincicial respiratório, adenovírus e outros CoV, que também ocorrem sob a forma de surtos e podem circular num mesmo local simultaneamente.

Uma dos testes diagnósticos mais importantes é para influenza.

Distribuição da Pandemia de Coronavírus

O surto de coronavírus iniciado em Wuhan na China acelerou exponencialmente desde seu surgimento, em dezembro de 2019, e tornou-se uma preocupação global.

No início de março de 2020 a OMS declarou a COVID-19 como pandemia.

Pandemia é o termo que se refere ao momento em que uma doença já está espalhada por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas.

Segundo a OMS, o número de pacientes infectados, de mortes e de países atingidos deve aumentar nos próximos dias.

Existem sites onde é possível acompanhar a evolução do alcance da pandemia praticamente em tempo real.

Um deles é o da plataforma IVIS (Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde).

Outro é da Universidade americana “Johns Hopkins” .

As novas variantes do SARS-CoV-2

Todos os vírus têm capacidade de sofrer mutação. O termo mutação se refere a alterações no genoma do vírus que ocorrem como resultado da mudança na sequência de aminoácidos.

As mutações podem acontecer no momento em que o vírus se replica na célula do hospedeiro.

As mutações de particular relevância clínica são aquelas que acontecem na proteína S, que é responsável pela ligação do vírus e é alvo de anticorpos neutralizantes durante a infecção, bem como de alguns tratamentos e vacinas. 

Até o momento, três variantes do SARS-CoV-2 são consideradas preocupantes: B1.1.7, B.1.351 e P.1.

    • B.1.1.7 (Reino Unido): foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e está relacionada com aumento da transmissibilidade em até 50% (transmissão mais eficiente e mais rápida), potencial aumento da virulência e baixa preocupação com a diminuição da eficácia das vacinas.
    • B.1.351 (África do Sul): foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 na África do Sul e está relacionada com aumento da transmissibilidade, ainda não existe evidência sobre o aumento da virulência, dados sugerem potencial escape imunológico após infecção natural e menor efeito na potência dos anticorpos produzidos por vacina.
    • P.1 (Brasil): foi identificada pela primeira vez em janeiro de 2021 em viajantes brasileiros durante uma triagem de rotina em um aeroporto do Japão. Essa variante foi relacionada à propensão para a reinfecção de indivíduos pelo SARS-CoV-2.

As variantes descritas acima compartilham a mesma mutação N501Y, que está relacionada com maior transmissibilidade do vírus.

Uma outra mutação, a E484K, está presente nas variantes B.1351 e P.1 e está relacionada com a alteração da neutralização do vírus por alguns anticorpos (potencial escape imunológico).

Essas três variantes inicialmente foram associadas ao aumento do número de casos em seus respectivos locais de descoberta e já se encontram espalhadas por vários países.

A elevação no número de casos aumenta a demanda do sistema de saúde, o número de hospitalizações e, potencialmente, o número de mortes.

Leia o artigo completo sobre as variantes do vírus da Covid-19 aqui.

Mantenha a calma

Durante episódios de epidemias é comum que profissionais da área da saúde passem por momentos de grande pressão psicológica, visto que atuamos diretamente no trabalho diário combatendo a disseminação da doença.

Sobretudo, é importante realizarmos uma boa gestão emocional, não perdermos o controle em meio a tantas notícias, muitas vezes alarmistas.

Da mesma forma, estabeleça um bom relacionamento interpessoal e mantenha uma atitude positiva e otimista sobre a situação.

Busque garantir um sono adequado e uma dieta equilibrada, pois isso ajuda a fortalecer a imunidade.

Pratique atividades físicas e tente relaxar.

Evite assistir, ler ou ouvir notícias que possam causar ansiedade ou estresse.

E acima de tudo mantenha-se informado por fontes confiáveis e siga as orientações fornecidas por entidades responsáveis, como o Ministério da Saúde.

Influenza: teste rápido para detecção do vírus da gripe

Teste rápido influenza - Entenda como funciona

A influenza é uma infecção viral. Trata-se de uma doença respiratória aguda, altamente transmissível e autolimitada, popularmente conhecida como gripe.

O teste de influenza pode ser usado como um critério diferencial na identificação de pessoas que apresentam sintomas de gripe e não estão com coronavírus. Por isso este artigo é relevante para sua leitura durante a epidemia.

O teste rápido de influenza pode auxiliar na detecção de infecção pelo vírus da gripe, ajudando o profissional da saúde a diferenciar casos e orientar adequadamente o paciente.

Transmissão

A transmissão direta do vírus acontece diretamente através de gotículas de saliva produzidas por indivíduos infectados, ao tossir, espirrar ou falar, e que podem se dispersar no ar ambiente por até 1 metro. A transmissão indireta pode ocorrer por meio do contato com secreções de pacientes contaminados, sendo a mão o principal veículo transmissor.

Agente etiológico

A influenza é causada pelo vírus influenza que é um RNA-vírus, pertencente à família Ortomixiviridae, antigenicamente dividido entre os tipos A, B e C. O vírus tipo A está mais associado a casos de pandemias e o tipo B a epidemias mais localizadas. O tipo C está associado a quadros mais leves e subclínicos.

Período de incubação

O período de incubação no ser humano pode variar de 1 a 4 dias.

Período de transmissibilidade

O período de transmissibilidade varia de acordo com a faixa etária e imunocompetência do indivíduo. Adultos hígidos podem transmitir o vírus entre 24 a 48h antes do aparecimento dos sintomas, mesmo com carga viral mais baixa que no período sintomático.

No período sintomático, o pico de excreção viral acontece entre 24 e 72h do início do quadro clínico, deixando o vírus de ser detectáveis após o 5º dia. As crianças são capazes de excretar o vírus em tempos menores após a infecção, com maiores cargas virais e por períodos mais extensos quando comparadas aos adultos. No caso de indivíduos imunologicamente comprometidos, a transmissibilidade do vírus pode durar semanas ou meses.

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade ao vírus é universal e a imunidade adquirida, por infecção natural ou vacinação, é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga) e pouca ou nenhuma para os outros sorotipos (imunidade cruzada / heteróloga).

Infecções recentes e agudas são evidenciadas a partir da detecção de anticorpos IgM, que surgem em decorrência da presença antigênica no organismo acometido e perdurando até a produção de IgG, que representa resposta imunológica cicatricial. Infecções por Influenza, contudo, não apresentam memória imunológica duradoura, uma vez que se trata de uma espécie antigênica altamente mutável.

Complicações graves podem ocorrer em indivíduos pertencentes aos extremos etários, como os idosos e crianças menores de 2 anos, o que pode determinar elevados níveis de morbimortalidade.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas da influenza apresentam início abrupto e são sistêmicas e inespecíficas e de caráter autolimitado, com resolução espontânea em até 7 dias. São elas: febre (em geral, acima de 38ºC e com duração média de até 3 dias), tosse seca (podendo estar associada a incômodos na garganta), mialgia (do muscular), cefaleia (dor de cabeça), prostração e fadiga.

A doença pode evoluir para formas mais graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a Síndrome Gripal (SG), que é mais frequente em crianças abaixo de 2 anos de idade e se caracteriza pela ocorrência de febre súbita acompanhada de manifestações respiratórias (coriza, tosse, congestão nasal).

Os principais grupos de risco incluem crianças menores de 5 anos, idosos maiores de 60, gestantes ou imunodeprimidos, podendo, nestes casos, evoluir para a forma grave.

Prevenção

A vacina é o método de prevenção mais eficaz, indicado especialmente para os grupos de risco. A vacinação contra gripe é recomendada anualmente a todas as faixas etárias, podendo ser encontrada no setor público, com restrições, ou no setor privado, em farmácias que oferecem este serviço à população.

Hábitos de higiene (como a lavagem adequada das mãos) são uma importante forma de prevenção, uma vez que evita a contaminação de objetos e materiais que entram em contato com o paciente infectado, além de proteger indivíduos saudáveis de se contaminarem.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico resulta da anamnese e da investigação clínico-epidemiológica.

O diagnóstico laboratorial se utiliza de secreção da nasofaringe (SNF) como amostra preferencial, analisada através de reação em cadeia da polimerase de transcrição reversa em tempo real (RT-PCR) ou, alternativamente, através de imunofluorescência indireta (IFI).

O período mais adequado para coleta amostral é do 3º ao 7º dia após o surgimento dos sintomas, exceto em casos de complicações graves, que requerem hospitalização do paciente, nos quis a coleta deve ser feita imediatamente independentemente do dia.

A realização de teste rápido com swab nasal para detecção de reatividade ou não para o vírus Influenza é uma ferramenta que conduz a encaminhamento e orientações mais assertivos e prudentes. Uma das metodologias empregadas é o ensaio imunoenzimático de fluorescência, que apresenta alta sensibilidade e especificidade e é similar a metodologia empregada por laboratórios tradicionais.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (leitura do resultado em até no máximo 20 minutos) e a alta confiabilidade, faz do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

O tratamento medicamentoso mais empregado consiste na administração via oral do Fosfato de Osetalmivir (Tamiflu®) em doses que variam de 30 a 75mg, de acordo com as condições e características do paciente, a cada 12 h, por 5 dias.

O Zanamivir 5mg (Relenza®) também pode ser utilizado. Ele é administrado por via inalatória a cada 12h, por 5 dias, e é indicado para pacientes com risco elevado de complicações, sendo o início da terapia recomendado em até 48h após o aparecimento dos sintomas.

Analgésicos e antipiréticos estão entre os medicamentos que não necessitam de prescrição médica e que podem ser prescritos pelo farmacêutico para o manejo sintomático.

O manejo da infecção em pacientes pertencentes aos grupos de risco para a doença, como crianças, gestantes, idosos, portadores de doenças pulmonares crônicas (incluindo asma) ou doença cardíaca, diabetes mellitus, doença renal, doença hepática, doenças neurológicas crônicas, pacientes imunodeprimidos e profissionais da área da saúde, no entanto, deve ser cauteloso, uma vez que podem existir complicações graves passíveis de levar o indivíduo a óbito.

O tratamento não farmacológico é centrado na ingestão de água, a fim de evitar desidratação, e no repouso até alívio dos sintomas.

As orientações gerais de cuidado e prevenção são: realizar adequada higienização das mãos, evitar a manipulação de objetos contaminados, evitar ambientes fechado ou sem circulação de ar, evitar o contato com pessoas sabida ou potencialmente infectadas e reforçar a ingestão de líquidos, a fim de fluidificar secreções e evitar desidratação.

O alívio dos sintomas pode ser feito através do uso de medicamentos isentos de prescrição, como analgésicos e antipiréticos (ex.: paracetamol, diripona), recomendação de repouso, hidratação e alimentação balanceada, que evitam maiores desconfortos e incômodos.

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