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Depressão na farmácia: como saber se meu paciente precisa de cuidados médicos?

A depressão é uma doença que afeta milhões de brasileiros. O Brasil é o país com maior prevalência de doença em toda América Latina e o segundo com maior prevalência nas Américas. São 5,8% da população, um total de mais de 11,5 milhões de pessoas.

A pior consequência da depressão pode ser o suicídio. Em 2015, 788 mil pessoas morreram por suicídio no mundo. O suicídio está entre as 20 maiores causas de morte e a segunda maior causa entre jovens de 15 a 29 anos.

Esses números mostram que estamos diante de um problema que afeta a saúde pública e exige esforços conjuntos de todos os profissionais da saúde. Você, farmacêutico, também tem um papel a cumprir nessa luta.

Muitas pessoas não descobrem a doença

Os sintomas nem sempre são aparentes e claros. Uma melancolia frequente, ou falta energia para a vida diária, muitas vezes são encaradas como um traço de personalidade ou stress, e não como um problema de saúde. Isso pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento. O primeiro desafio, portanto, é identificar casos suspeitos, que necessitem de avaliação médica.

Além disso, muitos pacientes que recebem o diagnóstico e iniciam tratamento, abandonam os medicamentos. Seja por efeitos colaterais ou pela falta de resposta terapêutica, acabam parando e desaparecendo do consultório médico. Esse abandono leva a recaídas, tornando o reinício do tratamento ainda mais difícil.

Casos leves de depressão podem ser tratados com psicoterapia e medidas não farmacológicas. Casos moderados a graves devem ser tratados com medicamentos. Existem mais de 20 opções de medicamentos disponíveis no Brasil, o que permite diversas combinações a fim de personalizar o tratamento a cada caso. Além disso, é importante que pessoas com doenças crônicas, como diabetes e obesidade, sejam especialmente observadas sobre o risco de depressão concomitante.

O tratamento da depressão com medicamentos leva 4 a 8 semanas para começar a produzir efeito, por isso acompanhamento é fundamental. Os pacientes que recebem esse suporte, principalmente nos primeiros 6 meses, tem mais chances de recuperação e menos chances de recaídas.

Leve o cuidado com a saúde mental para a farmácia

Os medicamentos controlados correspondem a quase 30% de todos os medicamentos de prescrição dispensados. Os antidepressivos estão entre os mais vendidos. Portanto, pessoas em tratamento para depressão entram e saem da sua farmácia todos os dias.

É uma oportunidade para ambos. Você como farmacêutico/a pode oferecer serviços úteis para pessoas com sintomas ou tratamentos para depressão. Por exemplo, oferecer acompanhamento para pacientes tomando medicamentos, promovendo adesão ao tratamento e fidelização a sua farmácia.

Mas como estruturar esse cuidado ao paciente com depressão? Utilize o instrumento Patient Health Questionnaire (PHQ) como referência. O PHQ é um instrumento validado, reconhecido mundialmente, que avalia a gravidade dos sintomas relacionados à depressão e a efetividade do tratamento.

O PHQ possui duas versões. O PHQ-2 é um teste de duas perguntas, usado para rastreamento de depressão em pessoas sem diagnóstico ou tratamento. O PHQ-9 é um teste de nove perguntas, utilizado para avaliar o estado clínico da doença e a efetividade do tratamento. O questionário pode ser aplicado pelo farmacêutico ou respondido diretamente pelo paciente. O resultado é calculado somando-se os pontos das respostas de todas as questões.

Questões do PHQ

O PHQ começa com uma pergunta geral, seguida de nove sentenças que são analisadas em relação à sua frequência. Confira:

Durante as últimas 2 semanas, com que frequência você foi incomodado/a por qualquer um dos problemas abaixo?

  1. Pouco interesse ou pouco prazer em fazer as coisas
  2. Se sentir “para baixo”, deprimido/a ou sem perspectiva
  3. Dificuldade para pegar no sono ou permanecer dormindo, ou dormir mais do que de costume 
  4. Se sentir cansado/a ou com pouca energia 
  5. Falta de apetite ou comendo demais 
  6. Se sentir mal consigo mesmo/a — ou achar que você é um fracasso ou que decepcionou sua família ou você mesmo/a 
  7. Dificuldade para se concentrar nas coisas, como ler o jornal ou ver televisão
  8. Lentidão para se movimentar ou falar, a ponto das outras pessoas perceberem? Ou o oposto – estar tão agitado/a ou irrequieto/a que você fica andando de um lado para o outro muito mais do que de costume
  9. Pensar em se ferir de alguma maneira ou que seria melhor estar morto/a

Avaliações com PHQ na farmácia

No Clinicarx cuidamos com carinho dos procedimentos relacionados à saúde mental. Por isso, implementamos a avaliação com PHQ, que você pode utilizar durante o atendimento do paciente, de forma simples e rápida.

Primeiro, você irá informar se o paciente que você está atendendo tem ou não diagnóstico de depressão. Isso pode ser visto pela existência de receita médica, por exemplo.

Para pacientes sem diagnóstico, o Clinicarx irá oferecer o PHQ-2. Para pacientes com depressão, você terá o PHQ-9.

Com alguns cliques você responde às perguntas do questionário e o sistema faz a análise por você. Com resultado, interpretação e orientações automaticamente à mão, você terá mais tempo para se concentrar no que realmente importa: a pessoa que está a sua frente e que sofre dessa terrível condição.

Resultados alterados podem ser encaminhados ao médico, juntamente com uma Declaração de Serviço Farmacêutico, simples e intuitiva. Para o médico, serão informações valiosas para rever o tratamento, se necessário.

Essa medida pode ajudar a melhorar o resultado do tratamento, elevar a qualidade de vida e prevenir casos graves, que podem levar ao suicídio. São perguntas que podem salvar vidas. Dentro da sua farmácia, ao alcance de todos.

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