7 dúvidas mais comuns sobre serviços de saúde em farmácias

serviços de saúde em farmácias
Este artigo é para você que tem dúvidas sobre serviços de saúde em farmácias. Iremos abordar:
 
  • o que são serviços de saúde;
  • como são esses serviços nas farmácias;
  • como oferecê-los na sua farmácia.

 

Hoje em dia as pessoas buscam cuidar da saúde de forma ágil, prática e conveniente, e os serviços de saúde em farmácias se tornaram essenciais nesse movimento.

Os serviços farmacêuticos cresceram exponencialmente nos últimos anos e a sua necessidade se fez notável, em especial com a oferta de testes rápidos e vacinação.

Você, farmacêutico, que quer começar a oferecer mais aos seus clientes, têm dúvidas?

Nós esclarecemos para você as principais perguntas sobre os serviços de saúde em farmácias

Entendendo o que são e quais são os serviços de saúde em farmácias

1. O que são os serviços farmacêuticos?

Serviços farmacêuticos são aqueles serviços de cuidado à saúde, prestados por farmacêuticos aos pacientes em farmácias ou consultórios particulares.

O modelo de prática no qual os serviços farmacêuticos se fundamentam é chamado de “cuidado farmacêutico” ou “atenção farmacêutica”.

Os serviços farmacêuticos tornaram-se uma tendência para as farmácias nos últimos anos, devido aos benefícios de sua implementação, como maior valor ao atendimento, entrega de saúde de qualidade ao paciente, rentabilidade e destaque no mercado para a farmácia.

Existem diversos tipos de serviços que podem ajudar a farmácia e beneficiar a saúde dos clientes.

2. Que serviços clínicos o farmacêutico está autorizado a oferecer?

As atribuições do farmacêutico no campo da farmácia clínica e dos serviços farmacêuticos avançaram muito na última década, e isso começa pela própria formação na graduação.

Estão entre as competências desse profissional ligadas à prestação de serviços de cuidado em saúde, destacam-se:

  • Rastreamento em saúde; 
  • Educação em saúde; 
  • Manejo de problemas de saúde autolimitados;
  • Revisão da farmacoterapia;
  • Gestão  da condição clínica;
  • Entre outros serviços de saúde como: testes rápidos e vacinação. 

Dentre as atribuições clínicas do farmacêutico, na assistência à saúde, destacam-se:

  • Estabelecer e conduzir uma relação de cuidado centrada no paciente;
  • Desenvolver, em colaboração com outros profissionais de saúde, ações para a promoção, proteção e recuperação da saúde, e a prevenção de doenças e de outros problemas de saúde;
  • Realizar intervenções farmacêuticas e emitir parecer farmacêutico a outros profissionais de saúde, com o propósito de auxiliar na seleção, adição, substituição, ajuste ou interrupção da farmacoterapia do paciente;
  • Prover a consulta farmacêutica em consultório farmacêutico ou em outro ambiente adequado que garanta a privacidade do atendimento;
  • Fazer a anamnese farmacêutica, bem como verificar sinais e sintomas, com o propósito de prover cuidado ao paciente;
  • Solicitar exames laboratoriais, no âmbito de sua competência profissional, com a finalidade de monitorar os resultados da farmacoterapia;
  • Avaliar resultados de exames clínico-laboratoriais do paciente, como instrumento para individualização da farmacoterapia;
  • Determinar parâmetros bioquímicos e fisiológicos do paciente, para fins de acompanhamento da farmacoterapia e rastreamento em saúde;
  • Realizar ações de rastreamento em saúde baseadas em evidências técnico-científicas e em consonância com as políticas de saúde vigentes; 
  • Informar, orientar e educar os pacientes, a família, os cuidadores e a sociedade sobre temas relacionados à saúde, ao uso racional de medicamentos e a outras tecnologias em saúde.

3. Que tipos de clientes a farmácia atende com esses serviços?

Com a variedade de serviços de saúde em farmácias, podemos dizer que toda a população pode se beneficiar em diferentes momentos do ciclo de vida (criança, adolescente, adulto e idoso) ou da história natural de doenças.

  • Serviços como procedimentos básicos e avançados podem auxiliar na avaliação de sintomas e fatores de risco, servindo tanto para detecção precoce de doenças, como parâmetros de saúde no acompanhamento de doenças crônicas. 
  • O paciente crônico pode ter na farmácia seu ponto de apoio de acompanhamento da doença, levando relatórios de evolução e avaliação farmacêutica ao médico, agilizando e otimizando o ajuste contínuo do tratamento. 
  • A maioria das vacinas do calendário nacional do setor público e privado podem ser encontradas na farmácia, incluindo vacinas para meningites, HPV, hepatites, influenza, herpes zoster, pneumonias, entre outras. 
  • Serviços de testes rápidos são um recurso importante para detecção precoce de várias doenças, possibilitando encaminhamento rápido e informação acurada para o médico realizar o diagnóstico e prescrever um tratamento. 

Na Clinicarx, o profissional de saúde conta com todos esses serviços padronizados e com algoritmos inteligentes que vão ajudar a guiar o atendimento e dar mais segurança ao farmacêutico.

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4. Quanto tempo leva um atendimento na farmácia?

O tempo médio por atendimento fica entre 10 e 15 minutos, dependendo do serviço prestado na sua drogaria ou farmácia.

Na Clinicarx, analisando os mais de 2,8 milhões de atendimentos feitos entre janeiro/2020 e fevereiro/2021, o tempo médio por atendimento no software foi de 13 minutos. Na configuração padrão da agenda da clínica, reservamos 20 minutos para cada atendimento.

Alguns serviços de saúde, como testes rápidos, exigem que o paciente aguarde pelo resultado do exame no equipamento ou cassete, o que pode levar cerca de 15 minutos em alguns casos. 

Por isso, esse tipo de atendimento geralmente vai consumir 20 a 30 minutos da agenda.  Outros serviços, como procedimentos básicos, são mais ágeis e podem levar apenas 5 a 10 minutos.

No acompanhamento de pacientes crônicos, principalmente aqueles que utilizam muitos medicamentos, o farmacêutico pode ficar tentado a passar muito tempo com o paciente, em consultas longas de 30 a 60 minutos, mas esse não é o formato recomendado. 

É preferível que o profissional limite o tempo de consulta, investindo em mais retornos do paciente, abordando os problemas de saúde aos poucos e priorizando as situações mais graves e urgentes.

5. Quais testes rápidos podem ser realizados nas farmácias?

Os testes rápidos podem ser realizados hoje em ambientes como consultórios privados, unidades básicas de saúde, pronto atendimento, empresas, farmácias e até mesmo na casa do paciente. 

São também chamados de “point-of-care testing”.

Os testes rápidos mais procurados em farmácias, são:

Covid-19 IgG/IgM

Covid-19 Antígeno

Beta-HCG (Gravidez)

Glicemia

Hemoglobina Glicada A1c

Perfil Lipídico

Dengue (DUO; IgG/IgM; NS1)

Ácido Úrico

Antígeno Prostático Específico (PSA)

Chikungunya

Covid/Flu A/B Ag

Dímero-D

Estreptococos Grupo A

H. Pylori

Hemoglobina (Hematócrito)

Hepatite B

Hepatite C

Hormônio Luteinizante (LH)

HIV

HIV/Sífilis

Influenza A/B (Gripe)

Malária

Lactato

Proteína C Reativa (PCR)

Rubéola

Sífilis

Toxoplasmose

Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Zika

 

6. Qual o investimento necessário para começar a oferecer?

O investimento depende dos serviços que serão prestados e dos materiais e infraestrutura que você precisará adquirir para iniciar seus serviços.

Sala de Atendimento

Depende muito da necessidade de reforma e do padrão de acabamento desejado. Uma sala básica com divisórias pode sair por menos de R$ 5.000,00. 

A aquisição de móveis e equipamentos básicos, como computador e impressora, pode ficar em torno de R$ 7.000,00.

Além da estrutura física e mobiliário, o investimento em insumos é marginal, pois são itens como álcool 70%, algodão, stopper, papel toalha, entre outros itens normais de consultório.

Procedimentos Básicos e Avançados

Os equipamentos e insumos necessários para esses serviços costumam ter baixo custo. O investimento para adquirir equipamento de pressão, glicosímetro, fita antropométrica e balança gira em torno de  R$ 1.000,00.

Confira mais sobre investimentos pontuais sobre cada serviço aqui.

7. Serviços de saúde em farmácias aumentam as vendas?

Sim, e isso acontece de duas formas diferentes. Uma delas é pela criação de novas oportunidades de vendas geradas pela prestação de serviços.

Um paciente vai a farmácia para receber um serviço e pode adquirir algum medicamento ou produto destinado a melhorar sua saúde, receitados pelo médico ou para problemas detectados pela própria prestação do serviço. 

Falando em números, com a Clinicarx, o farmacêutico Alan Rezende, da PharmaReal, aumentou em aproximadamente 40% seu faturamento

Além de garantir um atendimento personalizado e aumentar a receita, a plataforma ajudou a profissionalizar a operação e valorizar o papel do farmacêutico na atenção primária à saúde.

Existem muitas oportunidades de vendas agregadas para uma série de categorias de produtos de prescrição e isentos de receita médica.

Outra forma de aumentar as vendas é pela fidelização do cliente. Todos os meses, são alguns clientes que compram muitos medicamentos e representam uma parte substancial do seu faturamento. São clientes que “garantem a meta” das vendas da farmácia.

Agora que você já tirou as principais dúvidas que podem surgir na hora de desenhar os seus serviços de saúde em farmácias, não deixe de experimentar gratuitamente a plataforma mais utilizada por farmacêuticos.

Conheça e acesse o plano Free da Clinicarx e comece a oferecer serviços farmacêuticos!

Nova ferramenta Clinicarx: emissão 2ª via do laudo no aplicativo

2ª via do laudo

A Clinicarx lança mais uma feature para facilitar a vida dos profissionais de saúde que utilizam a plataforma e dos pacientes: emissão da 2ª via do laudo pelo aplicativo.

Agora é possível emitir a 2ª via do laudo de todos os  testes rápidos realizados através da plataforma Clinicarx.

Dessa forma,  através da nossa página de Laudos, o farmacêutico ou paciente pode acessar os e resultados dos testes  realizados na farmácia. 

Assim, o paciente sempre terá ao seu alcance informações importantes sobre sua saúde, e, ao ir na farmácia, o profissional também conseguirá rapidamente acessar os laudos dos testes desse cliente.

emissão de laudo

2ª via do laudo: como emitir

O processo é simples para facilitar e otimizar o atendimento.

Para o farmacêutico emitir a 2ª via do laudo:

  1. Inicie o atendimento do paciente e realize qualquer procedimento de Teste Rápido Clinicarx;
  2. Após preencher todos os campos necessários e executar o teste, no lado esquerdo abrirá a opção de “baixar laudo” e “enviar para whatsapp”;
  3. Caso opte por baixar, irá iniciar o download do laudo e poderá ser impresso no momento do atendimento e disponibilizado para o cliente;
  4. Caso opte por enviar via whatsapp será enviado para o número do telefone cadastrado as informações para que o paciente possa emitir o laudo após o atendimento;
  5. Também ficará disponível na tela de fechamento a opção de enviar via whatsapp.

Caso o paciente não possua nenhum número de telefone cadastrado, iremos solicitar através de um pop-up que insira um número válido, salvando assim no cadastro do paciente.

Além disso, agora será possível através da plataforma enviar o número do laudo direto para o Whatsapp do cliente. Basta o farmacêutico clicar no link do whatsapp que aparecerá na tela de resultado do laudo após a realização do teste. 

O paciente recebe no seu Whatsapp o número correspondente para acessar o laudo.

Para o paciente emitir seu laudo de casa:

  1. Acesse a página clinicarx.com.br/laudo;
  2. Insira o número do laudo no primeiro campo e o CPF ou E-mail no segundo campo;
  3. Clique em emitir laudo;
  4. Em seguida escolha qual laudo deseja baixar/visualizar clicando no ícone ou no botão “Baixar”.

Para menores que não possuem CPF, deve-se colocar o CPF do responsável conforme cadastro.

Para estrangeiros, deve-se colocar o e-mail.

Ao proporcionar mais facilidade dos pacientes acessarem informações importantes sobre sua saúde e laudos, você agrega valor ao seu atendimento além de fidelizar clientes com esse diferencial na farmácia ou clínica. 

Com a Clinicarx você oferece mais e entrega saúde de qualidade. Conheça nosso plano Free, gratuito e por tempo ilimitado, comece hoje!

Imunização: a vacinação contra Influenza e Covid-19

Imunização

Em tempos de vacinação contra a Covid-19, a campanha nacional de imunização contra a gripe, que inicia hoje, dia 12 de abril e se estende até o dia 09 de julho, torna-se particularmente necessária. 

A influenza pode ser causada por diferentes vírus, entre eles estão o tipo A e o B. O vírus A, por exemplo, está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias.  

O período de incubação do vírus no ser humano geralmente é de 2 dias, mas pode variar de 1 a 4 dias.

A influenza é uma infecção viral, caracterizada por uma doença respiratória aguda, altamente transmissível e autolimitada, popularmente conhecida como gripe. 

A vacina contra a Influenza. segundo calendário SBIM, é:

  • Anual;
  • Gratuita na rede pública apenas para menores de 6 anos e maiores de 55;
  • Disponível na rede privada para todos os públicos (começando com crianças a partir de 6 meses de idade);
  • Disponível nos  CRIEs.

Orientações sobre a imunização contra Influenza e Covid-19

O Ministério da Saúde fez recomendações referentes à vacinação contra a gripe em paralelo à imunização contra a Covid-19.

Ainda não se sabe como será a temporada de maior risco de contágio pelo vírus da gripe em 2021, mas com a cocirculação dos vírus influenza e do SARS-CoV-2 (que causa a Covid-19), a imunização se torna mais uma medida de segurança.

Com o objetivo de reduzir os associados à Influenza, a campanha nacional de vacinação de 2021 voltada, principalmente, para grupos de risco, visa reduzir a carga da doença e prevenir hospitalizações.

Além disso, diante do colapso sanitário da saúde pública no Brasil devido à Covid-19, é importante que a vacinação cumpra o papel de reduzir as chances de agravamento nos quadros de gripe de populações mais vulneráveis e diminua o número de pessoas que podem procurar os serviços de saúde com sintomas semelhantes ao da Covid-19.  

As recomendações do Ministério da Saúde  são:

  • Grupos prioritários para vacinação: profissionais da saúde, idosos, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e portadores de determinadas doenças crônicas; 
  • Adiamento da vacinação contra a influenza nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela covid-19 em atividade;
  • Deve-se priorizar a dose contra a Covid-19 em pessoas pertencentes ao grupo prioritário para a vacinação contra Influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19. A vacina contra a Influenza deve ser agendada posteriormente respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas.

Orientações de medidas de segurança aos profissionais da saúde durante o período de vacinação:

  • Uso de máscaras de proteção individual à toda população que buscar o serviço de imunização no setor público ou privado;
  • Equipamentos de proteção individual (EPIs) obrigatórios durante a rotina de vacinação;
  • A máscara cirúrgica é obrigatória durante todo o período de vacinação, prevendo-se a troca sempre que estiver suja ou úmida;
  • EPIs recomendados durante a rotina de vacinação: proteção ocular – proteção facial (face shield) ou óculos de proteção; o avental descartável para uso diário ou avental de tecido higienizado diariamente;
  • EPIs com possibilidade de uso eventual (somente para situações específicas):
    Luvas: Não está indicada na rotina de vacinação. Dispor de quantitativo na unidade somente para indicações específicas: vacinadores com lesões abertas nas mãos ou raras situações que envolvam contato com fluidos corporais do paciente. Se usadas, devem ser trocadas entre os pacientes.

Com a Clinicarx você pode oferecer um serviço de vacinação completo, com as vacinas padronizadas dentro da plataforma com:

  • Protocolos automáticos que sugerem as vacinas e guiam sua aplicação;
  • Todas as vacinas do mercado padronizadas, conforme calendários do SUS e SBIM;
  • Treinamento online com checklist completo para implantação do serviço;
  • Suporte técnico por farmacêuticos;
  • Emissão de declaração de serviço, carteira de vacinação digital e vacinas recomendadas ao paciente;
  • Integração com SI-PNI Web para emissão de relatórios à vigilância sanitária.

    Acesse para saber mais.

Segundo o Ministério da Saúde, está prevista a distribuição de 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente para garantir a vacinação de toda a população-alvo. 

As medidas de segurança contra a Covid-19 devem continuar: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

                                                 “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Cuidados com a higiene íntima feminina

higiene íntima

Existe uma variedade de produtos para a higiene íntima das mulheres e embora existam vários estudos sobre o meio vaginal, poucos falam sobre lavagens tópicas externas e o impacto desses cuidados  na saúde da mulher.

Não se sabe muito sobre como as práticas de higiene pessoal podem afetar a estabilidade biológica e fisiológica das mulheres.

As práticas de higiene feminina podem variar por diferentes fatores como cultura, preferência pessoal e orientações de profissionais de saúde. 

Estudos com mulheres saudáveis demonstraram que a microbiota da mulher é variada e individual para cada mulher. 

A composição da microbiota vaginal pode mudar em função de fatores como idade, menstruação, gravidez, práticas de higiene, uso de antibióticos, entre outros.

A microbiota normal, o pH vaginal ácido e o corrimento vaginal são componentes que atuam como mecanismo de defesa inatos que protegem a mulher contra infecções vulvovaginais.

É extremamente necessário considerar essa informação ao escolher produtos para uso íntimo.

Existem individualidades entre os aspectos fisiológicos das mulheres, mas algumas recomendações sobre a higiene íntima são comuns para todas.

Neste artigo iremos abordar essas recomendações para que os farmacêuticos saibam como orientar suas pacientes na farmácia. 

Higiene íntima feminina

Para cuidar da higiene íntima, é necessário se atentar aos fatores fisiológicos considerados normais e importantes para manter a saúde da mulher, portanto alguns produtos devem ser utilizados com cautela ou até mesmo ser evitados.

Os produtos de higiene feminina devem ser formulados e testados especificamente para a área vulvar para garantir que não causem irritação ou sensibilização na pele.

A lavagem rotineira da vulva é desejável para prevenir o acúmulo de secreção vaginal, suor, urina e contaminação fecal. 

A higiene íntima inadequada pode ser entendida como a falta ou excesso de higiene causando alterações na homeostase genital que podem favorecer o surgimento de doenças.

Sabonetes

Os sabonetes possuem componentes que podem dissolver gordura, além de um pH neutro ou alcalino que, com o uso rotineiro na região genital, pode ter consequências indesejáveis, como ressecamento e diminuição da acidez da pele.

Os sabonetes antibacterianos podem alterar o ambiente vaginal, por isso não são indicados para uso diário e devem ser utilizados com cautela.

Ducha vaginal

Não há benefícios comprovados para a saúde, e isso pode prejudicar as defesas imunológicas inatas, alterando a flora vaginal normal e predispondo as mulheres a infecções.

A ducha vaginal também foi associada a um risco aumentado de doença inflamatória pélvica, endometriose e infecções sexualmente transmissíveis. 

Neutralizantes de odores

Alguns desses produtos podem alterar o pH na área vulvovaginal e isso afetará a composição da microbiota vulvovaginal normal necessária para proteção contra infecções.

Lubrificantes

Lubrificantes à base de óleo devem ser evitados.

Protetor diário

O uso diário de protetores diários podem desencadear infecções porque o abafamento contínuo propicia o crescimento de bactérias anaeróbias e fungos.

Lenço umedecido

Apesar de não apresentarem contraindicação, não existem evidências robustas que sustentam a recomendação para uso frequente de lenços umedecidos. 

Ao fazer o uso dos lenços, escolha os que são hipoalergênicos, sem álcool e sem perfume para evitar alergia e irritação na região íntima.

Atenção

A vulvovaginite é uma condição inflamatória ou infecciosa da vulva e mucosa vaginal. Os sinais e sintomas incluem coceira, eritema, dor, abrasões vulvares, bem como alterações na cor, odor ou quantidade de secreção vaginal. 

Aproximadamente 90% das mulheres que apresentam sinais clínicos de vulvovaginites são decorrentes de uma infecção por agentes da própria microbiota vaginal, que surge quando há um desequilíbrio no microambiente genital. 

A vulvovaginite pode ter  impacto significativo na qualidade de vida.  Fique atento aos sinais e sintomas e não hesite em encaminhar a paciente para o médico sempre que necessário. 

O uso de medicamentos, pomadas ou cremes sem indicação correta pode piorar o quadro clínico.

Farmacêutico, receba as suas pacientes e dê atenção às dúvidas que podem surgir, principalmente na hora da compra de produtos e medicamentos.

Um atendimento de qualidade, cuidadoso e que ofereça mais do que a venda de produtos pode fidelizar novas clientes na sua farmácia.

Dicas de cuidado

Mulheres de todas as idades requerem higiene íntima diária para manter sua área genital limpa.

A vulva é suscetível à dermatite de contato, por isso tome cuidado para evitar o contato com irritantes.

Veja algumas dicas para você indicar às suas pacientes: 

  • Use roupas íntimas de algodão e reduza o uso de roupas justas;
  • Tenha cuidado com a higiene íntima antes e após a relação sexual;
  • Para as mulheres que se depilam, escolher um método seguro de remoção dos pelos púbicos é importante para evitar sensibilidade e cicatrizes;
  • Evite anti-séptico na região vulvar.

A atenção e cuidado às suas pacientes é um diferencial no seu atendimento, e, ao ter conhecimento para orientações, você destaca sua farmácia no seu bairro ou comunidade fidelizando suas clientes.

7 Passos para ter uma farmácia referência na comunidade

farmácia referência

Se você é farmacêutico e oferece serviços em saúde, certamente pensa em como manter essa estrutura de forma rentável e fazer da sua farmácia referência na comunidade. 

Uma farmácia referência, seja no seu bairro ou cidade, começa pela oferta de serviços que interessam aos clientes e uma variedade de procedimentos.

Além disso, é imprescindível que você consiga administrar todos os seus serviços e os fluxos de trabalho de forma otimizada para focar no melhor atendimento ao seu cliente. 

Vamos conferir os 7 passos para você alcançar esse sucesso?

Sua farmácia referência na comunidade: como?

1. Fidelize os seus clientes com um atendimento que ofereça tudo o que ele precisa

Não existe uma fórmula mágica pronta para encantar os seus clientes, porém um bom atendimento que ofereça todos os procedimentos que ele procura com certeza é um diferencial.

Além disso, atenção e cuidado ao seu cliente são indispensáveis, por isso:

  • Acolha e receba bem o seu cliente. Ofereça seus serviços sempre;
  • Sempre que possível agregue no mesmo atendimento diferentes serviços que o paciente necessita;
  • Registre os medicamentos que o paciente utiliza e suas doenças também;
  • Agende o retorno do seu paciente;
  • Agende a dispensação para pacientes polimedicados, promova adesão e aumente suas vendas.


    2. A comunidade precisa saber que serviços sua farmácia oferece

É fundamental oferecer os serviços de saúde da farmácia para todos os clientes que “combinem” com algum de seus serviços.

Por exemplo, se você executa os procedimentos básicos, então pacientes que comprar anti-hipertensivos, antidiabéticos, medicamentos injetáveis são seu público-alvo preferencial.

Uma técnica muito famosa que você pode aplicar em sua farmácia, é o Spin Selling. O nome faz referência aos quatro tipos de pergunta que o vendedor deve fazer durante a venda de seus serviços, sendo elas:

  • Perguntas de Situação: São utilizadas para entender o contexto da compra. Nesse momento você já sabe quem é seu cliente, suas necessidades e identifica se ele se encaixa no perfil que você pode atender. Exemplos de perguntas:
  • “Como está sua saúde?”
  • “Você está em tratamento?”
  • Perguntas de Problemas: Essas perguntas devem ser feitas com o objetivo de entender o que está incomodando o cliente. Por isso, questioná-lo já evidenciando o problema é a melhor forma de usar esse modelo de perguntas a seu favor. Exemplos de perguntas:
  • “Por que você está tomando este medicamento?”
  • “O que você está sentindo agora?”
  • Perguntas de Implicações: Serve para identificar quais as consequências para o cliente, caso seus problemas não sejam solucionados. Além disso, evidencia como seu serviço pode ajudar esse cliente. Exemplos de perguntas:
  • “Você já se automedicou quando sentiu esse sintoma?”
  • Perguntas de Necessidade de Solução:  Serve para auxiliar o cliente a entender que seu serviço se encaixa no que ele precisa. Exemplos de perguntas:
  • “Você sabia que aqui pode receber atendimento farmacêutico, além de acompanhamento no seu tratamento?”


    3. Estoque: evite que falte produtos importantes na sua farmácia


    Registre e saiba tudo o que você oferece, principalmente os produtos e medicamentos. Evite que o cliente chegue com uma demanda e seu estoque esteja em falta.

4. Invista no marketing de seus serviços farmacêuticos


Uma farmácia referência deve saber atrair seus clientes com com divulgação e posicionamento.

  • Sinalização da loja e merchandising. Prepare o interior da sua farmácia para atrair a atenção e converter mais clientes. 
  • Redes Sociais. Crie um calendário de postagens sobre saúde em suas redes sociais (facebook, instagram) para seus clientes. Aborde temas que façam sentido para os serviços que você presta. 
  • Agendamento online. Com a Clinicarx, você pode oferecer seus serviços na internet e atrair mais clientes. Compartilhe a agenda web da sua farmácia/clínica com seus pacientes utilizando um link exclusivo.
    Saiba mais sobre esta funcionalidade disponível sem custo adicional para assinantes da Clinicarx.
  • Cadastre sua empresa no google. Com a conta do Google Meu Negócio, você se conecta com os clientes através da Busca do Google e no Google Maps de forma gratuita.

Estar presente nos principais canais utilizados pelo seu público fará uma grande diferença.  Então, confira quais são as mídias fundamentais para a sua estratégia:

  • Website;
  • Redes sociais – Instagram, Facebook.

Com isso, você mantém um relacionamento com os seguidores e novos clientes.

5. Campanhas externas encantam e destacam sua farmácia


As campanhas externas são uma forma de levar a saúde para mais perto da população.

Campanhas de check up de pressão arterial e glicemia, por exemplo, são sucesso pela alta demanda e pela importância do rastreamento em saúde. 

Essas campanhas têm como público alvo pessoas adultas com idade entre 18 e 60 anos que podem ser atendidos em diversos locais diferentes como em empresas, salões, clínicas, escolas, mercados, etc.

Não se esqueça das ações para vacinação, confira aqui o que você precisa.

Além disso, campanhas temáticas como a de obesidade em farmácias são um ótimo gancho para atrair clientes e tornar seus serviços mais visíveis para a comunidade ou bairro.

6. Sinalização da sua farmácia


A sinalização de loja pode incluir adesivos (fachada, portas), cartazes, displays no balcão ou no caixa, panfletos. 

Materiais que divulguem seus novos serviços aos clientes que já frequentam sua farmácia. O objetivo é converter compradores de medicamentos em pacientes.

Como ferramentas de merchandising, utilize ponta de gôndola, mobiles, wobblers, para atrair a atenção de seus clientes em momentos específicos da jornada de compra. 

Por exemplo, se você oferece teste rápido Beta-HCG, você pode colocar uma sinalização ao lado dos kits de auto teste de gravidez na gôndola. 

Na Clinicarx, nós desenvolvemos um Kit pronto para materiais gráficos para sinalização e merchandising da loja, disponível sem custo adicional para usuários de alguns planos de assinatura.

7. Administração e gerenciamento com um software inteligente

Você precisa gerenciar tudo isso, certo? Principalmente seus pacientes atendidos e os procedimentos que sua farmácia realiza, é importante contar com uma ferramenta que centraliza essas operações.

A Clinicarx oferece solução única em um só lugar: serviços avançados em saúde padronizados, administração dos serviços farmacêuticos, gerenciamento de processos e finanças, controle de laudos de testes rápidos e mais. 

Você já conhece o plano Free da nossa plataforma?
Uma assinatura gratuita por tempo ilimitado para que você utilize e veja o sucesso da sua farmácia crescer. 

Gerencie sua base de clientes com todo cuidado. Existem 20% dos seus clientes que, provavelmente, estão garantindo 80% das suas receitas. Cuide bem deles. 

Ofereça produtos e serviços de qualidade para todos e atraia novos clientes pela melhor propaganda do mundo: o boca-a-boca. Faça isso e veja a diferença.

Dia Mundial da Saúde: um mundo mais justo e saudável é o tema da OMS

Dia Mundial da Saúde

Todo ano a Organização Nacional da Saúde determina um tema para a campanha referente ao Dia Mundial da Saúde, datado no dia 07 de abril. 

Em 2021, a mensagem da campanha tem como objetivo construir um mundo mais justo e saudável para todos e em todos os lugares. 

A pandemia deixou muito clara as diferenças e as condições enfrentadas por alguns grupos populacionais. Essa inquietação frente ao caos e às desigualdades que a Covid-19 escancarou ao redor do mundo foi a motivação da campanha.

Social e economicamente, uma quantidade significativa de pessoas não tem acesso à educação, habitação, recursos básicos, oportunidade de emprego e, principalmente, acesso à segurança e serviços em saúde. 

“Isso não é apenas injusto: é evitável.” – Organização Mundial da Saúde/2021.

As condições em que determinadas populações são condicionadas a viver acentuam os quadros clínicos e tornam essas pessoas ainda mais vulneráveis a doenças como a Covid-19, além da falta de acesso a tratamentos hospitalares e métodos de prevenção.

A campanha da OMS, então, se propôs a incentivar líderes e profissionais da saúde a garantir o direito à saúde de qualidade para todos em todos os lugares. 

Dia Mundial da Saúde

Sete assuntos foram definidos para discussão em eventos onlines promovidos pela OMS na semana do Dia Mundial da Saúde.

  • Equidade em saúde;
  • Igualdade de gênero na saúde;
  • Determinantes Sociais da Saúde;
  • Atenção Primária à Saúde;
  • Saúde Urbana;
  • Incapacidade;
  • Saúde universal.

O Dia Mundial da Saúde e as farmácias

As farmácias, como pontos de saúde com maior capilaridade no Brasil, podem fazer parte dessa campanha. E, os farmacêuticos têm cada vez mais espaço para ajudar a construir esse mundo mais saudável por meio dos serviços farmacêuticos. 

Seja por meio da atenção farmacêutica básica, orientação aos pacientes, acompanhamento de doenças crônicas ou até mesmo com procedimentos mais avançados como Testes Rápidos e Vacinação.

A Clinicarx está alinhada com os propósitos da equidade no acesso à saúde ao prezar pela promoção de serviços de saúde acessíveis, convenientes, contínuos e de qualidade a todos.

Acreditamos que o paciente está no centro desse processo e que todos devem ter acesso a saúde de qualidade. 

Por isso, trabalhamos todos os dias para criar  uma comunidade de profissionais da saúde, especialmente farmacêuticos, empoderados para desenvolver uma série de serviços clínicos, que beneficiam toda a população. 

Quer participar dessa campanha também? Conheça nossa plataforma, nossa marca e descubra como você pode fazer parte  da comunidade de profissionais que levam mais saúde ao maior número de pessoas e em todos os lugares.

Saúde mental durante a pandemia: como o farmacêutico pode ajudar?

Saúde mental

A pandemia da Covid-19 resultou em mudanças em todo o mundo e a continuidade desse cenário em 2021 despertou ainda mais incertezas sobre o futuro.

Medidas de saúde pública, como o distanciamento social, quarentena e lockdown, seguem sendo adotadas para conter o avanço da doença e a transmissão do vírus de pessoa para pessoa. 

Tudo isso impactou a saúde mental e o comportamento das pessoas. 

Cresceu o número de pessoas com preocupações financeiras, irritabilidade, ansiedade, preocupações com a saúde e dificuldade para dormir. 

O tipo e a gravidade dos problemas de saúde mental podem variar entre indivíduos com diferentes condições de saúde e papéis sociais devido às diferenças no risco de infecção e estilo de vida.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) em 11 países demonstrou que o Brasil lidera os casos de ansiedade e depressão durante a pandemia.

Uma outra pesquisa realizada pela USP sugere que as mulheres são mais afetadas emocionalmente pela pandemia

Os profissionais de saúde também têm sido fortemente impactados e estudos demonstram o aumento de sintomas de depressão, ansiedade, sofrimento psicológico e má qualidade de sono entre eles.

O atual cenário no Brasil também pode ser fonte de preocupação e estresse. Diante disso, o cuidado com a saúde mental se torna ainda mais necessário.

Diversas pessoas vão até as farmácias à procura de medicamentos para amenizar a ansiedade e dormir melhor.

Por isso, vamos ver como o farmacêutico pode ajudar?

Cuidado com a saúde mental na farmácia

É importante que o farmacêutico saiba identificar pacientes com humor deprimido e faça o encaminhamento para outro profissional quando necessário.

Existe uma ferramenta desenvolvida para esse tipo de rastreamento. É um dos instrumentos mais estudados para avaliar depressão na atenção primária: o Patient Health Questionnaire (PHQ).

O PHQ possui duas versões:

  •  PHQ-2 é um teste de duas perguntas utilizado para rastreamento de depressão em pessoas sem diagnóstico ou tratamento. 
  • O PHQ-9 é um teste de nove perguntas utilizado para avaliar o estado clínico da doença e a efetividade do tratamento. 

Com a Clinicarx, você pode aplicar o PHQ de forma simples e rápida durante o atendimento do paciente.

Basta fazer alguns cliques para responder às perguntas do questionário e, a partir das respostas, o sistema faz a análise por você. 

Com o resultado, interpretação e orientações, você terá mais informações para fazer um plano de cuidado e se concentrar no que realmente importa: a pessoa que está à sua frente.

Resultados alterados podem ser encaminhados ao médico. Essa medida pode ajudar a melhorar o resultado do tratamento, elevar a qualidade de vida e prevenir casos graves, que podem levar ao suicídio. 

Medidas de cuidado com a saúde mental 

A aplicação do PHQ durante a consulta farmacêutica é importante para obter informações sobre a saúde mental do paciente. 

Adicionalmente, após avaliar a necessidade de cuidados médicos, você pode sugerir medidas para ajudar no cuidado da saúde mental.

Confira algumas dicas abaixo de como você, farmacêutico, pode ajudar seu paciente:

Pensar na rotina diária

A vida mudou na pandemia. Escrever um plano para o dia ou semana pode ser útil para manter o foco e conseguir manter as atividades diárias. 

Leve isso em consideração de acordo com o estilo de vida do paciente e, se for necessário, faça essa sugestão. 

Conexão com outras pessoas

O distanciamento físico que o momento exige não precisa significar estar longe. Manter o relacionamento e contato com pessoas de confiança é importante para o bem-estar mental. 

Por isso, sugira um meio de manter contato com essas pessoas através de videochamadas ou redes sociais.

No Brasil, existem projetos em que voluntários conversam com idosos para diminuir a solidão na quarentena. 

Cuidar do bem-estar físico

A saúde física tem um grande impacto em como as pessoas se sentem emocionalmente e mentalmente. 

Em momentos como esses, pode ser fácil cair em padrões de comportamento prejudiciais que, por sua vez, podem fazer com que a pessoa se sinta pior. 

Se possível, sugira medidas como refeições saudáveis e bem balanceadas, e beber bastante água para manter a hidratação.

Um outro ponto importante é tentar se manter fisicamente ativo. Oriente os seus pacientes a praticarem exercícios e outras atividades que podem ter um impacto positivo no humor, melhorar o sono e reduzir o estresse e a ansiedade. 

Existem muitas maneiras fáceis de se exercitar e você pode sugerir, por exemplo, canais que ajudam a fazer exercícios em casa.

Cuidar do sono

Sentir ansiedade ou preocupação pode dificultar uma boa noite de sono. 

O sono de boa qualidade faz uma grande diferença em como a pessoa se sente mental e fisicamente, por isso é importante dormir o suficiente. 

Sugira dicas para higienizar o sono e evitar insônia, como: adotar horários regulares de sono, evitar bebidas com cafeína à noite, diminuir a exposição à luz durante a noite e fazer atividades relaxantes à noite.

Conheça a Clinicarx

A Clinicarx ajuda a avaliar a gravidade dos sintomas relacionados à depressão e a acompanhar a eficácia do tratamento de pacientes com diagnóstico. 

Com a plataforma também é possível rastrear pacientes com humor deprimido e identificar se o paciente precisa de cuidados médicos.

Além do PHQ que pode ajudar a salvar vidas e pode ser encontrado dentro da farmácia, ao alcance de todos, existem muitos serviços farmacêuticos que agregam valor ao atendimento.

A Clinicarx pode te ajudar a oferecer todos esses serviços com qualidade na sua farmácia. Confira os nossos planos.

Teste rápido de Dímero-D: interpretação de resultados e orientações

Teste rápido de Dímero-D

Os testes rápidos permitem agilidade no processo de rastreamento (triagem) e encaminhamento do paciente quando necessário.

O teste rápido de Dímero-D é baseado em uma metodologia imunoenzimática de fluorescência para análise quantitativa de Dímero-D. 

O exame fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

Esse TLR utiliza sangue total como amostra e é indicado para pessoas com sintomas sugestivos de trombose, para assintomáticos com múltiplos fatores de risco ou em uso de medicamentos antitrombóticos ou anticoagulantes.

A quantificação do Dímero-D é importante para auxiliar no diagnóstico de complicações vasculares, como: coagulação intravascular disseminada (CID), trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP).

Pacientes com estas condições apresentam elevação do dímero-D (DD) decorrente da alta taxa de fibrinólise endógena logo na primeira hora após a formação do trombo.

Os níveis de DD permanecem elevados, em média, por até 7 dias.

Conheça os valores de referência para o teste e como interpretá-los.

Valores de referência para o teste rápido de Dímero-D

Valores
Até 350 ng/mL
Negativo para eventos tromboembólicos; valor preditivo negativo para ocorrência de eventos tromboembólicos.
Entre 351 e 500 ng/mL
Intermediário
Acima de 500 ng/mL
Pode estar associado a quadros tromboembólicos. Valores >500 ng/mL FEU são considerados críticos na presença de sinais e sintomas (vide indicações do teste). Neste caso, a condição é considerada urgência médica e requer conduta terapêutica imediata.

Interpretação dos resultados

O teste rápido de Dímero-D tem alta sensibilidade, mas baixa especificidade.

Isso significa que um resultado considerado negativo para ocorrência de eventos tromboembólicos ajuda a descartar causas trombóticas em pacientes com sintomas sugestivos de trombose.

Porém um resultado com valor elevado de DD não está necessariamente relacionado a um evento trombótico (falso-positivo).

Por isso, tenha cautela ao orientar pacientes com resultados elevados.

A leitura do resultado referente aos valores de Dímero-D é mostrado no painel do equipamento em ng/mL FEU. Esse é o valor que deve constar no laudo.

Vamos ver como você, farmacêutico, deve interpretar os resultados do teste rápido de Dímero-D e qual a conduta adequada para cada interpretação.

Resultado Interpretação Conduta
≤500 ng/mL FEU
Não associado a alterações tromboembólicas. Até 350 ng/mL FEU – Negativo para eventos tromboembolíticos: valor preditivo negativo para a ocorrência de eventos tromboembolíticos; Entre 351 e 500 ng/mL FEU – Intermediário.
Orientar o paciente sobre o resultado. Este resultado ajuda a descartar causas trombóticas em pacientes com sintomas. Se o paciente estiver em tratamento para evitar trombos, esse resultado ajuda a descartar risco, indicando efetividade do tratamento. Na presença de sintomas sugestivos de trombose, encaminhar o paciente ao médico, mesmo com resultado normal de DD no laudo TLR.
>500 ng/mL FEU
Na presença de sinais e sintomas, significa DD em quantidades superiores a 500 ng/mL FEU, resultado que pode estar associado a quadros vasculares como Coagulação Intravascular Disseminada (CID), Trombose Venosa Profunda (TVP) e Tromboembolismo Pulmonar (TEP).
Na presença de sintomas sugestivos de trombose, realizar encaminhamento imediato ao médico, juntamente com laudo TLR. Em assintomáticos tenha cautela, pois o resultado elevado pode estar relacionado a outros fatores (vide interferentes).

Interferentes para alteração nos valores de Dímero-D

Diversos fatores contribuem para a alteração nos valores de Dímero-D. Os principais interferentes e que devem ser considerados pelo profissional de saúde que realiza o teste são: 

  • Fator reumatóide acima de 100 UI/mL; 
  • Concentrações de heparina acima de 100 UI/mL;
  • Concentrações elevadas de fragmentos D (estrutura parcial do produto de degradação da fibrina) – comum de ocorrer em casos de lise e elevação dos níveis de IgM, (especialmente em pacientes com mieloma, podendo produzir valores falsamente elevados).

O produto DD apresenta valor preditivo apenas em pacientes com baixa probabilidade clínica para ocorrência de trombose venosa profunda (TVP).

O Dímero-D não apresenta 100% de especificidade. Esta propriedade apresenta variação inversamente proporcional em relação ao avanço da idade. 

Causas associadas

Listamos algumas condições clínicas que podem estar associadas ao aumento do valor do Dímero-D e os respectivos sintomas que devem ser investigados na anamnese.

Confira:


Trombose Venosa Profunda (TVP)

É caracterizada pela formação de trombos no sistema venoso periférico.

O coágulo é formado comumente em grandes veias profundas da perna, coxa, pelve ou abdomen, obstruindo o vaso e comprometendo o fluxo sanguíneo local. 

Sintomas: Pode haver dor ou inchaço na perna, bem como não ocorrer sintomas. Em alguns casos não apresenta sintomas, mas as pessoas podem ter: 

  • Dores locais: na perna ou panturrilha 
  • Inchaço nas extremidades, pele quente ou sensibilidade.

Tromboembolismo Pulmonar (TEP)

Também conhecido como embolia pulmonar (EP), corresponde ao quadro caracterizado pela presença de coágulo na vasculatura pulmonar. 

A obstrução promovida por este coágulo aumenta a resistência vascular pulmonar (RVP), sobrecarregando o ventrículo direito, que busca compensação elevando a frequência cardíaca e dilatando o coração. 

Sintomas:  falta de ar, dor no peito e tosse.

  • Dores circunstanciais: no peito, ao respirar;
  • No coração: palpitações ou ritmo cardíaco acelerado;
  • No sistema respiratório: falta de ar ou respiração rápida;
  • Também é comum: baixos níveis de oxigênio no corpo ou tosse seca.

Coagulação Intravascular Disseminada (CID)

É uma síndrome que pode se desenvolver a partir da ativação de cascatas de coagulação, que resulta na formação de trombos e na depleção de plaquetas.

Sintomas: formação de coágulos de sangue e hemorragia, possivelmente em vários locais do corpo.

  • Na pele: erupção de pequenas manchas arroxeadas ou manchas vermelhas;
  • Confusão mental, desconforto respiratório, insuficiência hepática, insuficiência renal aguda, lesões ou sangramento.

Rastreamento pelo Teste rápido de Dímero-D

Com o teste rápido, o farmacêutico pode realizar rastreamento em saúde e verificar se existe associação a quadros tromboembólicos através o teste rápido de Dímero-D. 

No rastreamento em pacientes assintomáticos, lembre-se que o teste possui alta sensibilidade, mas baixa especificidade (maior chance de falso-positivo), por isso indique o teste apenas a pessoas com vários fatores de risco. 

É importante estar atento aos fatores de risco para eventos tromboembólicos:

  • Histórico familiar de eventos trombóticos;
  • Hormonoterapia; cirurgias de longa duração (pós-cirúrgico);
  • Idade acima de 40 anos;
  • Dificuldade para caminhar; insuficiência cardíaca e/ou respiratória;
  • Obesidade;
  • Confinamento na cama, pacientes acamados; pós viagens aéreas ou terrestres que Obriguem o passageiro a ficar sentado por muitas horas;
  • Gravidez e pós-parto;
  • Traumas recentes em membros inferiores ou superiores; desidratação;
  • Câncer;
  • Veias varicosas; após acidentes ofídicos;
  • Uso de contraceptivo oral;
  • Tabagismo;
  • Doença hepática.

Acompanhamento de pacientes sob tratamento com medicamentos antitrombóticos ou anticoagulantes

O teste rápido de Dímero-D também pode ser indicado para monitorar a evolução e acompanhar o tratamento de pacientes com risco ou quadros trombóticos. 

Exemplos de tratamentos antitrombóticos ou anticoagulantes:

  • Varfarina 2,5 e 5 mg comprimido;
  • Dabigatrana 110 mg, 150 mg;
  • Enoxaparina 20 mg, 40 mg, 60 mg, 80 mg e 100 mg, seringa preenchida;
  • Heparina não fracionada 5000 UI/0,25ml solução injetável subcutânea;
  • Heparina não fracionada 5000 UI/ml solução injetável intravenosa;
  • Fondaparinux 2,5 mg e 7,5 mg seringa preenchida;
  • Clopidogrel 75mg comprimido;
  • Abciximabe 2 mg/ml frasco ampola 5 ml;
  • Tirofiban 0,25 mg/ml frasco ampola 50 ml.

O farmacêutico pode utilizar o resultado do teste rápido para avaliar a efetividade do tratamento pelo qual o paciente está submetido e fazer o encaminhamento médico para ajustes de doses sempre que necessário.

Testes Rápidos Clinicarx

Com o serviço de Testes Rápidos da Clinicarx, você conta com todo suporte do nosso Laboratório Clínico Central, e, assim, obter um laudo laboratorial válido para entregar ao seu paciente. 

Você também pode encontrar um curso completo online sobre testes rápidos em nossa plataforma educacional, ideal para quem está começando no tema.

Clinicarx é uma Plataforma Digital que leva serviços básicos de saúde a farmácias e consultórios de todo Brasil.

Presente em todos os estados brasileiros, auxilia profissionais a estruturarem seu portfólio de serviços e padroniza protocolos de atendimento. 

Se você é profissional da saúde e deseja ampliar seu negócio oferecendo serviços como avaliações de saúde, acompanhamento de pacientes, vacinação e TLR com tecnologia, descubra o que a Clinicarx pode fazer por você.

Nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial

A nova  Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial é fruto de um trabalho conjunto entre  a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

A publicação traz novas recomendações para o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial sistêmica.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença com alta prevalência em todo o mundo e está fortemente associada a mortes por doenças cardíacas.

No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte, hospitalizações e atendimentos ambulatoriais.

Apesar de fácil diagnóstico e tratamento eficaz com diversas possibilidades terapêuticas, a doença frequentemente assintomática dificulta a adesão aos cuidados, tornando o controle da HAS difícil em todo o mundo. 

A pressão arterial deve ser medida em toda avaliação por profissionais da saúde capacitados.

Nesse contexto, o farmacêutico, como um profissional de saúde habilitado e capacitado, pode oferecer esse serviço na farmácia e fazer o acompanhamento de pacientes hipertensos.

Para isso, ele deve sempre estar atento às novas recomendações divulgadas em publicações de referência, como é o caso da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

Pensando nisso, destacamos as mudanças da nova diretriz para você conferir neste artigo.

Mudança na classificação da pré-hipertensão

Com a nova diretriz, a pressão arterial (PA) antes considerada normal passou a ser considerada ótima e os valores que eram considerados na definição de pré-hipertensão passaram a ser divididos entre PA normal e pré-hipertensão. 

A pré-hipertensão agora é definida por uma pressão arterial sistólica (PAS) entre 130 e 139 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) entre 85 e 89 mmHg.

Portanto, as classificações da pressão arterial de acordo com medição no consultório ficaram:

Classificação

PAS (mmHg)

PAD (mmHg)

PA ótima

<120

<80

PA normal

120-129

80-84

Pré-hipertensão

130-139

85-89

HAS Estágio 1

140-159

90-99

HAS Estágio 2

160-179

100-109

HAS Estágio 3

≥180

≥110

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

É importante ressaltar que a faixa dos valores de PA normal não são considerados ótimos e deve ser acompanhada mais de perto.

Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA)

A MRPA é uma modalidade de medição realizada com protocolo específico que consiste na obtenção de três medidas da PA pela manhã (antes do desjejum e antes da tomada da medicação) e três medidas à noite (antes do jantar) durante cinco dias ou na obtenção de duas medidas pela manhã e à noite durante sete dias consecutivos. 

Os valores de referência para MRPA mudaram e a nova diretriz considera hipertensão arterial quando os valores são maiores ou iguais que 130/80 mmHg, enquanto na Diretriz de 2016 os valores de referência eram 135/85 mmHg.

Metas terapêuticas

A nova diretriz enfatiza a importância de determinar o risco cardiovascular do paciente (a partir da estratificação de risco) para estabelecer as metas pressóricas a serem obtidas com o tratamento anti-hipertensivo.

Confira as metas pressóricas de acordo com o risco cardiovascular: 

META

Risco baixo ou moderado

Risco alto

PA sistólica (mmHg)

<140 mmHg

120-129 mmHg

PA diastólica (mmHg)

<90 mmHg

70-79 mmHg

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

Metas pressóricas para idosos

Na nova Diretriz, os idosos são divididos em dois grupos conforme seu estado global de saúde: hígidos e frágeis.

Confira as metas de tratamento para idosos considerando a condição global de seu estado de saúde e a medida da pressão arterial no consultório:

 

PAS de consultório

PAD de consultório

Condição global

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Limiar de tratamento

Meta pressórica

Hígidos

≥140

130-139

≥90

70-79

Frágeis

≥160

140-149

≥90

70-79

Fonte: Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2020)

 Tratamento medicamentoso 

Em relação ao tratamento medicamentoso, a monoterapia passou a ser indicada apenas para pré-hipertensos com alto risco cardiovascular, para pacientes muito idosos ou idosos frágeis e para pessoas com HAS estágio 1 com risco cardiovascular baixo.

Dessa maneira, o início do tratamento com terapia combinada é indicado para pacientes com HAS estágio 1 de risco moderado ou alto, pacientes com HAS estágio 2 e 3.

Assista ao nosso Webinar completo de Acompanhamento de Pacientes Hipertensos com a Clinicarx, ministrado pela farmacêutica Fernanda Alcântara.

Que tal aplicar o conhecimento?

Agora que você já leu sobre as mudanças estabelecidas com a nova Diretriz Brasileira de Hipertensão, lembre-se delas no momento em que estiver fazendo o acompanhamento de um paciente hipertenso ou realizando um rastreamento em saúde.

Além disso, você pode marcar um retorno com os pacientes hipertensos, avaliar as metas terapêuticas e acompanhar mais de perto os pré-hipertensos.

Com a plataforma Clinicarx, além de contar com um checklist para seguir a técnica correta, após a avaliação da pressão arterial você pode imprimir a Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) com um design exclusivo que torna o documento muito mais atrativo e intuitivo para o seu paciente.

Clinicarx na capacitação farmacêutica e empoderamento dos profissionais

capacitação farmacêutica

Promover serviços de saúde acessíveis, convenientes, contínuos e de qualidade a todos, de forma integrada ao sistema de saúde, tendo o paciente no centro de todo processo é a principal missão da Clinicarx.

Para isso, novos pontos de saúde são levados para lugares acessíveis, que criam novos serviços em saúde para beneficiar o maior número de pessoas. 

Um ponto chave desse processo é o empoderamento de farmacêuticos, para que eles estejam preparados e seguros na atuação clínica na farmácia.

O oferecimento de cursos e materiais educativos voltados para a capacitação farmacêutica se tornou fundamental para a Clinicarx.

Principalmente durante a pandemia da Covid-19 que destacou a importância da farmácia enquanto estabelecimento de saúde que está no atendimento direto da população.

Nesse cenário, a Clinicarx já tinha padronizado os principais Testes Rápidos e vacinas que a farmácia pode aplicar com vínculo aos laboratórios para emissão de laudos clínicos.

Exames para detecção da Covid-19 foram integrados à plataforma com os melhores fornecedores do mercado. Além disso, a plataforma também disponibiliza o serviço completo de triagem clínica para casos suspeitos.

Diversos clientes Clinicarx impulsionaram suas farmácias e clínicas nesse processo.

A farmacêutica clínica Daniely Proença, passou a oferecer serviços em saúde com mais qualidade e maior retorno financeiro com ajuda da tecnologia.

Há pelo menos 5 anos utilizando a plataforma Clinicarx, a farmacêutica integra diversos serviços no atendimento clínico, desde a anamnese até avaliação antropométrica, teste de glicemia, exame de perfil lipídico.

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A farmacêutica Flávia Thomazzi França, proprietária da Attive Pharma, é uma cliente antiga Clinicarx. 

A farmácia foi a primeira farmácia no Brasil a executar a testagem para Covid-19 de anticorpos. Além disso, foi a primeira do Mato Grosso do Sul a realizar teste de antígeno, tudo isso com a Clinicarx.

Em um ano, eles aumentaram em 300% o faturamento de fornecimentos de serviços, com os testes rápidos, e, após, com a implementação da vacinação na farmácia.

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O farmacêutico Alan Rezende, da PharmaReal, aumentou em pelo menos 40% seu faturamento mensal na farmácia com a oferta de serviços em saúde pela Clinicarx. 

Com os acompanhamentos e avaliações à pacientes crônicos que ele consegue realizar pela plataforma, a fidelização de pacientes veio como consequência junto com o retorno financeiro.

Confira a nossa conversa na íntegra e como ele utilizou a Clinicarx para impulsionar seu negócio.

 

A capacitação farmacêutica para atuação clínica


Além disso, logo no início da pandemia, a Clinicarx lançou gratuitamente o
primeiro curso da América Latina voltado para a capacitação farmacêutica para enfrentamento da Covid-19.

Posteriormente, com os desdobramentos da vacinação no mundo e no Brasil, foi lançado um curso completo sobre as vacinas.

Os profissionais da Clinicarx realizam diversos webinars e treinamentos online sobre a temática da Covid-19 e como o farmacêutico é central no combate à pandemia e no atendimento direto à população, principalmente na testagem.

O protagonismo farmacêutico foi notável diante da incansável atuação dos profissionais que estavam na linha de frente atendendo e orientando pacientes. 

Diante das expectativas da vacinação em massa da população e os novos testes de avaliação de soroconversão pós-vacina, a farmácia se tornará ainda mais um ponto central na saúde. E o momento é este.

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Como parte imprescindível do processo, o empoderamento farmacêutico para atuação em serviços em saúde é um dos focos da Clinicarx também.

Por isso, as capacitações e treinamentos foram desenvolvidos por profissionais especializados e 100% voltadas para a prática clínica.

Os cursos oferecidos contêm informações e orientações alinhadas com as melhores evidências disponíveis na literatura científica. 

Para muitos farmacêuticos que utilizam a plataforma, os treinamentos e materiais educativos disponibilizados pelo software fazem a diferença no dia a dia.

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O curso gratuito Novo Coronavírus: o que a farmácia precisa saber, é voltado para o atendimento dos profissionais às pessoas que chegam com  preocupações relacionadas à saúde ou necessitam de informação e aconselhamento confiável.

O curso é composto por aulas programáticas:

    1. Conhecimento sobre a doença;
    2. Prevenção e controle da infecção;
    3. Procedimentos e prevenção na farmácia;
    4. Atendimento ao paciente e cuidado farmacêutico;
    5. Mindset – Mantendo a cabeça no lugar.
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Para farmacêuticos que estão entrando no mundo da farmácia clínica, o curso Exames Rápidos na Farmácia aborda os princípios do point-of-care testing, os testes rápidos na farmácia e sua implementação. 

Além disso, as diferenças entre Testes Rápidos e autotestes, infraestruturar necessária para oferecer o serviço, como funcionam na prática e um especial sobre os testes para Covid-19.

A capacitação farmacêutica voltada à prática clínica cresceu exponencialmente, principalmente no último ano, e contar com esses pontos no currículo impulsiona sua carreira.

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O curso Vacinas Covid-19: O que farmacêuticos precisam saber foi desenvolvido pensando na atuação que será necessária da farmácia frente à vacinação e os novos testes pós vacina. 

Pelos números da Clinicarx, o profissional de saúde na farmácia tende a atuar de forma ainda mais intensa no atendimento direto à população, por isso, a capacitação farmacêutica deve ser uma prioridade.

Foram mais de 2 milhões atendimentos realizados  apenas no primeiro trimestre de 2021, por mais de 12 mil profissionais utilizando a plataforma.

O reconhecimento: Prêmio Farma do Ano

A Clinicarx se orgulha de todos os profissionais da saúde que estão à frente do combate ao coronavírus, e, como forma de homenagem, lançou a 1ª edição do Prêmio Farma do Ano

O Prêmio veio para reconhecer publicamente os profissionais que mais se destacaram dentro da nossa plataforma de forma incansável na missão de continuar levando saúde à população.

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Quer conhecer mais a Clinicarx?

Veja o que nossos clientes dizem sobre a plataforma!

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Novos desafios virão e, com a esperança de dias melhores e com a vacinação em percurso, o papel do farmacêutico continuará indispensável no cuidado e orientação ao paciente.


A Clinicarx produz conteúdo e materiais de capacitação pensando nos farmacêuticos que estão na linha de frente no atendimento à população. 

Variantes do SARS-CoV-2: o que são e o que sabemos sobre as vacinas

Variantes do SARS-CoV-2
Este artigo sobre variantes do SARS-CoV-2 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 19/03/2021.
 

Mais de um ano se passou desde que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Brasil, no dia 26 de fevereiro de 2020.

A partir de então, um ano sem precedentes seguiu. Atualmente o Brasil é o segundo país com maior número de mortes causadas pela Covid-19, acumulando mais de 280 mil mortes, e o segundo país do mundo com maior número de registro de casos da doença, segundo dados do Ministério da Saúde e da Johns Hopkins University, que faz o mapeamento do cenário de vários países do mundo a partir de informações disponibilizadas pelos órgãos competentes.

Estamos no pior momento desde o início da pandemia, considerado como o maior colapso sanitário e hospitalar do país, e nesse momento a preocupação em relação às novas variantes do SARS-CoV-2 e a eficácia das vacinas têm surgido.

Vamos ver o que temos descrito na literatura científica até o momento?

O que são as variantes do SARS-CoV-2 e por que elas são preocupantes?

Todos os vírus têm capacidade de sofrer mutação. O termo mutação se refere a alterações no genoma do vírus que ocorrem como resultado da mudança na sequência de aminoácidos.

As mutações podem acontecer no momento em que o vírus se replica na célula do hospedeiro.

Essas mutações podem tornar o vírus mais fraco ou, da mesma maneira, podem aumentar a sua capacidade de transmissão e a intensidade que o vírus causa a doença.

É importante ressaltar que enquanto o vírus está circulando amplamente na população, a probabilidade de mutação é maior.

Uma variante é considerada nova quando tem uma ou mais mutações que a diferenciam do vírus original ou do vírus predominante que circula entre a população em geral. 

As novas variantes são preocupantes porque elas podem gerar desafios no manejo clínico da doença devido a maior transmissibilidade e virulência do vírus. Além disso, as variantes também podem afetar a eficácia das vacinas e causar a doença em indivíduos que já foram vacinados.

Segundo o último boletim de atualização epidemiológica da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), mais de quatrocentas mil sequências genéticas do SARS-CoV-2 foram compartilhadas em bancos de dados de acesso público.

No entanto, três variantes têm sido apontadas como preocupantes.

Quais são as principais variantes?

As mutações de particular relevância clínica são aquelas que acontecem na proteína S, que é responsável pela ligação do vírus e é alvo de anticorpos neutralizantes durante a infecção, bem como de alguns tratamentos e vacinas. 

Até o momento, três variantes do SARS-CoV-2 são consideradas preocupantes: B1.1.7, B.1.351 e P.1.

    • B.1.1.7 (Reino Unido): foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e está relacionada com aumento da transmissibilidade em até 50% (transmissão mais eficiente e mais rápida), potencial aumento da virulência e baixa preocupação com a diminuição da eficácia das vacinas.
    • B.1.351 (África do Sul): foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 na África do Sul e está relacionada com aumento da transmissibilidade, ainda não existe evidência sobre o aumento da virulência, dados sugerem potencial escape imunológico após infecção natural e menor efeito na potência dos anticorpos produzidos por vacina.
    • P.1 (Brasil): foi identificada pela primeira vez em janeiro de 2021 em viajantes brasileiros durante uma triagem de rotina em um aeroporto do Japão. Essa variante foi relacionada à propensão para a reinfecção de indivíduos pelo SARS-CoV-2.

As variantes descritas acima compartilham a mesma mutação N501Y, que está relacionada com maior transmissibilidade do vírus.

Uma outra mutação, a E484K, está presente nas variantes B.1351 e P.1 e está relacionada com a alteração da neutralização do vírus por alguns anticorpos (potencial escape imunológico).

Essas três variantes inicialmente foram associadas ao aumento do número de casos em seus respectivos locais de descoberta e já se encontram espalhadas por vários países.

A elevação no número de casos aumenta a demanda do sistema de saúde, o número de hospitalizações e, potencialmente, o número de mortes.

O que sabemos sobre as vacinas disponíveis?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas são projetadas para atuar na maioria dos casos contra as novas variantes do vírus, portanto as mutações não devem tornar as vacinas totalmente ineficazes.

Além disso, os cientistas seguem trabalhando e estudando para alterar a composição das vacinas, caso uma vacina seja menos eficaz contra uma ou mais variantes.

Até o momento, estudos sugerem que os anticorpos gerados pelas vacinas atualmente autorizadas e em uso em diferentes países do mundo reconhecem essas variantes. 


Qual é o cenário das vacinas disponíveis no Brasil?

  • Até o dia 12/03/2021, a Coronavac e a vacina da Fiocruz/Astrazeneca estavam disponíveis para uso emergencial, enquanto apenas a vacina da Pfizer tinha o registro definitivo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • Apesar do registro definitivo, a disponibilização da vacina da Pfizer no território brasileiro ainda segue em negociação.
  • Recentemente a ANVISA concedeu o registro definitivo para a vacina da Fiocruz/Astrazeneca e, no mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V.
  • A vacina Sputnik V ainda não possui autorização para uso emergencial e nem o registro definitivo concedido pela ANVISA, mas a expectativa é que a indústria entre com o pedido para uso emergencial e temporário em breve.
  • Adicionalmente, foram sancionadas leis com o propósito de acelerar o processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil.
  • Essas ações são importantes porque o processo de vacinação no Brasil está lento e nesse ritmo a Fiocruz prevê tempo necessário de dois anos e meio para imunizar toda a população maior de 18 anos.
  • A vacinação da população em um ritmo lento não é capaz de controlar a pandemia e é desafiada pelo surgimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

Dados disponíveis de estudos sobre vacinas disponíveis no Brasil e as variantes do SARS-CoV-2

A eficácia das vacinas ainda está sendo investigada de perto por diferentes estudos. 

Resultados preliminares indicam que a vacina do Butantan é eficaz contra as novas variantes do coronavírus em circulação no Brasil.

Já a vacina da Fiocruz/AstraZeneca foi apontada com 75% de eficácia contra a variante B.1.1.7, mas com eficácia inferior contra a variante B.1351. No entanto, mais estudos estão em andamento e as variantes seguem sendo monitoradas.

Como podemos prevenir novas variantes do SARS-CoV-2?

Enquanto estudos sobre as variantes estão sendo realizados, medidas que visam diminuir a disseminação do vírus, com o propósito de prevenir mutações que possam alterar a eficácia das vacinas, são altamente recomendadas.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Aplicar injetáveis na farmácia: vias de administração

injetáveis na farmácia

Um dos serviços mais realizados nas farmácias é a aplicação de injetáveis. O procedimento deve ocorrer na sala de serviços clínicos, a partir da demanda do cliente que chega na farmácia com uma prescrição médica. 

As orientações sobre esse serviço estão descritas nas resoluções 499 do Conselho Federal de Farmácia e na RDC 44/2009 publicada pela ANVISA.

Vamos conhecer um pouco sobre o processo de aplicação de injetáveis e as principais  vias de administração?


eBook Sala Clinica

Aplicação de medicamentos injetáveis nas farmácias

Entre as classes de medicamentos mais administradas na farmácia estão os corticosteróides, vitaminas, anticoncepcionais e antimicrobianos.

É importante ressaltar que os medicamentos injetáveis na farmácia só devem ser administrados pelo  farmacêutico ou por profissional habilitado mediante a presença ou supervisão do farmacêutico

O ambiente destinado ao serviço de aplicação de injetáveis deve ser distinto do local de dispensação e circulação de pessoas, garantindo privacidade e conforto do cliente.

Não se esqueça: a farmácia deve garantir que a sala seja provida de lavatório contendo: água corrente, sabonete líquido, gel bactericida e álcool 70% para antissepsia, toalha de uso individual e descartável, lixeira com pedal e tampa e caixa especial para coleta de material perfurocortante.

Não existe uma lista definindo quais são os medicamentos injetáveis que podem ser administrados nas farmácias. 

Porém, segundo a RDC 44/2009, devemos sempre ficar atentos aos medicamentos que são exclusivamente de uso hospitalar porque esses medicamentos não podem ser administrados nas farmácias

O Plasil® e Kanakion® são exemplos de medicamentos cuja administração é proibida na farmácia. 


10 passos para implantação de serviços

Vias de administração dos injetáveis na farmácia

A administração de medicamentos injetáveis inclui as seguintes vias: 

  • subcutânea;
  • intramuscular;
  • intravenosa;
  • intradérmica.

Na RDC 44/2009 não estão descritas as vias de administração permitidas para aplicação de injetáveis na farmácia, mas as vias mais comuns são: a via intramuscular (IM) e a subcutânea (SC).

Essas duas vias serão abordadas neste artigo.

Cuidados necessários que precedem a injeção

Ao chegar na sua farmácia, o paciente irá entregar a receita médica contendo o medicamento prescrito. 

É importante que seja feita avaliação da prescrição com o propósito de identificar o medicamento prescrito e a via de aplicação indicada para o medicamento, de acordo com o fabricante e informações na literatura científica. 

Existem regiões e vias de administração recomendadas para cada tipo de grupo de medicamentos. 

Adicionalmente, o farmacêutico precisa inspecionar de maneira visual e tátil o local onde será aplicada a injeção. 

É necessária a atenção especial ao local com o propósito de identificar a presença de condições que impedem a aplicação do injetável no local escolhido. 

Não é recomendada injeção nos locais onde são identificados sinais de inflamação (vermelhidão e inchaço), nódulo, cicatriz, implante de silicone (na região do glúteo, por exemplo) e  tatuagem.

 Vamos conhecer sobre as técnicas de aplicação, as vias mais comuns  e suas respectivas particularidades.

Via subcutânea

  • Essa via é utilizada para a administração de alguns injetáveis na farmácia como vacinas, hormônios, insulinas e anticoagulantes.

A via subcutânea comporta pequenos volumes e é indicada para para administração de soluções que necessitam ser absorvidas mais lentamente, garantindo ação contínua do medicamento. 

Essa via é destinada para volume máximo de 1,5 mL  de medicamento que será administrado no tecido conjuntivo, localizado abaixo da derme. 

As agulhas devem preferencialmente ser pequenas (6 mm e 8 mm) para evitar aplicação intramuscular não desejada.

O ângulo de aplicação é determinado pelo comprimento da agulha. Nos casos da agulha 13×4,5 (canetas) o ângulo indicado é de  90º e para a agulha  25×6, o ângulo indicado é de 45º. Quanto maior for o comprimento da agulha, menor será o ângulo para aplicação. 

Os locais mais comuns para injeção pela via subcutânea são:
região do deltóide, no terço proximal ou na face superior externa do braço; face anterior do antebraço; região frontal ou lateral externa da coxa; região lateral direita ou esquerda do abdômen; região superior externa do glúteo. 

Vamos ver o passo a passo do procedimento técnico para administração de injetáveis para essa via:

  • Faça a antissepsia do local utilizando algodão embebido em álcool 70% ou álcool swab;
  • Pince a dobra subcutânea da região com os dedos indicador e polegar, fazendo uma prega;
  • Insira a agulha em um ângulo de 45 ou 90º, dependendo do medicamento e do comprimento da agulha. 
  • Injete o medicamento lentamente e aguarde o tempo de retirada da agulha após o êmbolo ser completamente pressionado (5 segundos para seringas e 10 segundos para canetas);
  • Retire a agulha no mesmo ângulo que foi inserida;
  • Solte a prega cutânea
  • Faça uma leve compressão no local com uma bola de algodão ou gaze seca (sem massagear);
  • Coloque curativo pós-punção ou micropore/esparadrapo + algodão no local de aplicação;
  • Despreze a agulha e a seringa no descarte.

Via intramuscular

A administração pela via intramuscular é a mais comum na farmácia e consiste na aplicação de medicamentos nas camadas musculares. A quantidade máxima de líquido é determinada de acordo com o músculo escolhido para a aplicação

Essa via é utilizada para administrar medicamentos para administração de volumes superiores a 1,5 mL de soluções irritantes (aquosas ou oleosas) que necessitam ser absorvidas rapidamente e também quando efeitos mais rápidos são desejados.

Os locais de administração utilizados são deltóide, vasto lateral da coxa, dorso glúteo ou músculo grande glúteo. É importante aplicar a injeção em local distante dos grandes nervos e dos vasos sanguíneos.

Procedimento técnico – técnica em Z:

Você conhece essa técnica? 

Ela é utilizada para administrar substâncias irritativas e para evitar que ocorra o refluxo do medicamento.

Para aplicação de injetáveis na farmácia com a técnica em Z, escolha músculos grandes, como os da região dorsal e ventroglútea. 

  • Faça a antissepsia do local utilizando algodão embebido em álcool 70% ou álcool swab; 
  • Posicione a mão não dominante logo abaixo do local e puxe a pele aproximadamente 2,5 a 3,5 cm para baixo, ou lateralmente com o lado ulnar da mão.
  • Segurando a pele esticada, introduza a agulha de uma só vez e com firmeza; 
  • Tracione o êmbolo, certificando-se de que o medicamento não será aplicado em um vaso. Se não houver retorno de sangue, injete o medicamento lentamente;
  • Após o medicamento ser completamente injetado, espere 10 segundos e então retire suavemente a agulha no mesmo ângulo que foi inserida; 
  • Coloque bolinha de algodão no local fazendo uma leve compressão (não massagear); 
  • Coloque um curativo pós-punção ou micropore/esparadrapo + algodão sobre o local da injeção; 
  • Despreze a agulha e a seringa no descarte.

Agora você, farmacêutico, já conhece as principais vias de administração e o que precisa saber sobre cada uma delas. Aplique injetáveis na farmácia com mais segurança. 

Na plataforma Clinicarx, você pode anexar a prescrição médica do injetável, colocar os dados do paciente e do médico que prescreveu e emitir sua Declaração de Serviço Farmacêutico para entregar ao seu paciente, conforme exigência da Anvisa

O procedimento, dados e registros do paciente ficam armazenados na plataforma para que você consiga consultar sempre que precisar ou no retorno do paciente para outras aplicações. 

Quer conhecer mais a Clinicarx? Visite nosso site e veja como a gente pode ajudar você a impulsionar sua farmácia com serviços em saúde.

Serviço clínico cresce em farmácias independentes

foto de um serviço farmaceutico

Atenção farmacêutica chega a representar 45% do faturamento da loja

A implementação de salas de assistência clínica, já consolidada em redes grandes e médias do varejo farmacêutico, chega também às farmácias independentes. Os estabelecimentos encontram nesses serviços um caminho para ampliar a rentabilidade e fidelizar consumidores, hoje mais dispostos a frequentar lojas de bairro em função do distanciamento social.

Para colocar em prática esse modelo e garantir a padronização dos serviços, as pequenas farmácias contrataram a plataforma digital da Clinicarx. É o caso da Attive Pharma, farmácia de manipulação localizada em Campo Grande (MS), onde a atenção farmacêutica já totaliza 45% do faturamento.

A farmácia foi a primeira do Brasil a executar a testagem de anticorpos para a detecção da Covid-19 e pioneira no estado a realizar o teste de antígeno, com uma média de 220 atendimentos por dia. “Nosso grande diferencial é a entrega do laudo que explica detalhadamente o resultado, o ciclo da doença e as orientações necessárias caso o teste seja positivo”, afirma a diretora Flavia Buainain.

Outra farmácia que também aderiu a esse modelo foi a PharmaReal, localizada em Conselheiro Lafaiete (MG). A loja mantém serviços de teste glicêmico, aplicação de injetáveis, avaliação antropométrica, distribuição corporal, hábito tabágico, check-up de pressão arterial e teste rápido da Covid-19. “Além de garantir um atendimento personalizado e aumentar a receita, a plataforma ajudou a profissionalizar a operação e valorizar o papel do farmacêutico na atenção primária à saúde”, explica o proprietário Alan Rezende.

E são os farmacêuticos clínicos que também estão descobrindo as vantagens do uso da plataforma. Uma delas é Layz Santos, que possui um consultório em uma clínica de estética no Rio de Janeiro (RJ) e utiliza a solução da Clinicarx para gerenciar os atendimentos de avaliação antropométrica, análise de bioimpedância, índice de massa corporal e aferição de pressão arterial voltada para a área de modificação corporal.

Já para a farmacêutica Daniely Proença, que administra um consultório dentro de uma clínica médica no Mato Grosso do Sul, o uso da plataforma de serviços clínicos contribui para armazenar o histórico de saúde e emitir gráficos e relatórios, que servem de apoio para o paciente e os profissionais de saúde a quem ele recorre.

“O fato de conseguir montar uma rotina de medicação, com um calendário posológico personalizado e que gera resultados a curto prazo, faz com que aquele paciente traga outros membros de sua família, cuidadores e até médicos para conhecerem os serviços que ofereço no meu consultório”, ressalta Daniely.

Farmácias independentes interessadas em implantar os serviços podem acessar o link. Por ele, é possível fazer um agendamento sem compromisso de análise e diagnóstico de sua empresa.

Sobre a Clinicarx

Fundada em 2016, a Clinicarx é a maior plataforma online de serviços de saúde voltados às farmácias e drogarias do Brasil. Esses estabelecimentos encontram um modelo validado de como oferecer serviços clínicos a seus clientes, tornando-se mais rentáveis e competitivos. O software auxilia na implementação de serviços como vacinação, exames rápidos, acompanhamento de pacientes crônicos e no gerenciamento de atividades como o registro eletrônico de atendimentos, treinamento, suporte científico, comercial e financeiro. Está presente em mais de 3 mil pontos de saúde, distribuídos por mais de 600 municípios de 26 estados e no Distrito Federal. Em 2020, a plataforma ultrapassou a marca de 1 milhão de atendimentos.

Texto: Scritta Assessoria de Comunicação

Transformação digital na saúde: as mudanças para farmácias

transformação digital na saúde

O mundo digital ocupa um lugar notável em diferentes espaços do nosso dia a dia e no setor da saúde não é diferente. A transformação digital na saúde se tornou fundamental diante do cenário atual, como já vinha acontecendo em vários setores da economia.

Devemos ficar atentos às mudanças e às tendências que essa transformação vêm trazendo e promete trazer (em um futuro bem próximo) para as farmácias.

Transformação digital na área de saúde

Tecnologias com o propósito de auxiliar a gestão da saúde do paciente surgem a todo momento. Softwares de monitoramento, canais online de atendimento e plataformas de prescrição digital estão cada vez mais presentes na rotina dos profissionais de saúde.

Com a idealização do paciente no centro do processo recebendo cuidados primários de qualidade, a aposta do mercado tem sido substancial em plataformas digitais que possibilitam a padronização da oferta dos serviços clínicos e recursos que se propõem a melhorar a experiência do paciente com o atendimento concedido.

Nesse mesmo contexto, surge também a necessidade por plataformas de comunicação seguras e integradas com as soluções necessárias em um único lugar. Softwares intuitivos e confiáveis que oferecem suportes para o profissional e respondem às expectativas do atendente e do paciente tendem a se destacar.

Adicionalmente, a crescente demanda por atendimento evidencia a utilidade de ferramentas que permitem o armazenamento de dados dos pacientes de maneira ágil e segura. Isso, por sua vez, revela a necessidade de os profissionais se adaptarem e se prepararem para trabalhar com as tendências do mercado.

As novas tecnologias continuarão surgindo e novos formatos de atendimento online, como a telemedicina, serão cada vez mais importantes e frequentes, principalmente quando integradas ao contexto que prioriza a agilidade e a confiança nos atendimentos em saúde.

O paciente no centro

A transformação digital visa melhorar a experiência da jornada do paciente. A possibilidade de buscar os serviços de saúde, ter uma consulta e poder acessar o histórico de informações registradas em seus atendimentos está a um clique de distância, na palma da mão do cliente.

Os pacientes já podem relatar os sintomas e interagir online com sistemas inteligentes (como softwares e aplicativos), com médicos, farmacêuticos e outros profissionais, antes mesmo de irem à farmácia ou a outro estabelecimento de saúde. Consultas remotas com profissionais da saúde também já são uma realidade para muitos brasileiros.

Além disso, em um futuro próximo, a receita médica se converterá em prescrição eletrônica disponível em um sistema que produzirá todas as orientações necessárias para um tratamento seguro. Somado a esse sistema, a dispensação de medicamentos será acompanhada do gerenciamento, assistência e avaliação do tratamento. Tudo isso poderá ser mapeado em aplicativos que vão disponibilizar informações para o paciente e para o farmacêutico.

Em suma, o paciente se torna cada vez mais o centro das atenções e o protagonista do gerenciamento da sua própria saúde. Para as farmácias, o caminho para essa transformação digital vem acontecendo de maneira mais rápida nos últimos tempos.

A transformação digital nas farmácias

A transformação digital na farmácia se associa a três pontos importantes quando pensamos nessa implementação digital completa e integrada.

Gestão dos serviços de saúde

Atualmente a simplificação e otimização do gerenciamento das prestações de serviços em saúde são altamente desejáveis, principalmente nas farmácias, local em que muitos clientes desejam um atendimento rápido com soluções eficazes.

Com a tecnologia, o atendimento farmacêutico flui de maneira ágil e integrada, já que possibilita ao profissional a realização e registro de vários serviços em um único atendimento – desde as informações obtidas durante a anamnese até outros serviços como a revisão da farmacoterapia, avaliação antropométrica, teste de glicemia, exame de perfil lipídico, entre outros serviços disponíveis.

Uma plataforma que vincule de maneira inteligente os serviços ofertados e que produza dias e sugestões automaticamente, baseadas nos dados do paciente e nos procedimentos realizados durante a consulta farmacêutica, tende a somar nesse cenário e a se destacar.

Além disso, ao oferecer serviços em saúde, o farmacêutico deve saber precificar e analisar o custo por oferta de serviço. Um software que apresenta um painel gerencial para esse controle é uma ferramenta extremamente útil para auxiliar a parte financeira dos serviços farmacêuticos, afinal de contas é preciso que essa estrutura de negócio seja rentável e sustentável.

Comunicação com o paciente

O uso da inteligência artificial para ajudar o farmacêutico nos cuidados de saúde do paciente (mostrando dicas e informações baseadas em recomendações clínicas presentes em diretrizes atualizadas) deve ser o foco de uma tecnologia para farmácias. Como representação da oportunidade do acesso à saúde, a farmácia precisa utilizar a tecnologia disponível no mercado para receber da melhor maneira possível a demanda do seu cliente.

Canais que facilitem o agendamento online das consultas e serviços na farmácia são os novos queridinhos! Isso porque, na era da transformação digital, o paciente não quer mais sair de casa para agendar um atendimento.
Sites e softwares que disponibilizam uma página de agendamento para que o paciente marque o seu teste para COVID-19 ou seu teste de glicemia, por exemplo, são diferenciais que a sua farmácia deve ter nessa nova configuração da saúde.

Além disso, aplicativos mobile com interface entre farmácia e paciente estão cada vez mais em alta pela facilidade de comunicação. O paciente tem todos os seus dados, medicamentos e posologia em um só lugar e ainda é possível verificar os seus agendamentos de retorno. Oferecer essa ferramenta na sua farmácia pode ser um diferencial para se destacar no mercado. Adicionalmente, essas tecnologias podem ser uma forma de fidelizar o cliente.

Normas e legislação

Com essa transformação digital ocorrendo na área da saúde, é importante que os estabelecimentos que acompanhem as tendências tecnológicas estejam de acordo com as legislações e regras exigidas para a prestação de serviços em saúde.

A entrega da Declaração de Serviço Farmacêutico para o paciente é obrigatória após o atendimento clínico. A ANVISA, através da RDC nº 44/2009, determina que os dados do estabelecimento estejam identificados em todas as declarações de serviços impressas e fornecidas ao paciente. Dessa maneira, é fundamental ter o auxílio de uma ferramenta que produza esse documento de acordo com todas as especificações exigidas juntamente com o relatório dos procedimentos realizados durante a consulta farmacêutica.

Além disso, documentos de Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) de cada procedimento realizado dentro de uma farmácia são obrigatórios e fiscalizados pela Vigilância Sanitária. Esse tipo de documento exige grande esforço da equipe técnica da farmácia, tanto para a sua produção quanto para a sua atualização, quando necessária.

Ter uma plataforma digital que facilite esse trabalho facilita o trabalho do farmacêutico. Com POP’s prontos e constantemente atualizados para a farmácia, o farmacêutico pode concentrar o seu foco no atendimento aos pacientes.

Um bom planejamento de comunicação é importante para que os clientes saibam de todos esses diferenciais que a sua farmácia apresenta. Aproveite as facilidades que as redes sociais proporcionam para que a sua farmácia se comunique com seus clientes. Não se esqueça de fazer um planejamento para implementar estratégias de marketing digital na sua farmácia. Uma clareza na comunicação ajuda a trazer novos clientes e a fidelizar pacientes.

Plataforma digital para farmácias 

Quer saber mais sobre o assunto e como a tecnologia pode ajudar a sua farmácia?

Fique por dentro das últimas tendências e o que esperar para preparar sua farmácia neste ano, veja como a tecnologia é uma aliada das farmácias.

Pague Menos expande serviços farmacêuticos para 70% dos PDVs

Pague menos - Farmacêutica realizando atendimento com paciente

As Farmácias Pague Menos aceleram a implementação de salas clínicas. Com o apoio da a plataforma online de serviços de saúde da Clinicarx, a rede já conta com serviços farmacêuticos em 70% de suas mais de 1.100 lojas, distribuídas por 327 municípios brasileiros.

“O sistema padronizado, com protocolos clínicos que direcionam o trabalho do profissional farmacêutico, trouxe segurança para capilarizar esses procedimentos na maior quantidade de lojas possíveis”, revela Socorro Simões, gerente de serviços farmacêuticos da rede.

software fornece dashboards e relatórios que permitem ao gestor uma visão detalhada dos resultados, além de auxiliar em áreas como precificação, estratégias de marketing e monitoramento do histórico do paciente. “Podemos emitir laudos confiáveis e completos e criar banco de dados com informações do cliente. Isso traz mais engajamento e confiança aos 4 mil farmacêuticos da rede, no momento de orientar pessoas com doenças crônicas”, explica Simões.

Ainda de acordo com a executiva, as ferramentas da startup foram fundamentais para a realização de mais de 50 mil testes rápidos em mais de 300 lojas.

Para Cassyano Correr, fundador e CEO da Clinicarx, os serviços farmacêuticos geram uma receita nova e trazem mais rentabilidade para a farmácia. “As farmácias que utilizam a Clinicarx já geram mais de R$ 10 milhões por mês em receita direta por serviços. Esse é um resultado importante, que mostra a potencial de retorno sobre o investimento, fora o impacto nas vendas da farmácia”, ressalta.

A plataforma digital está presente em mais de 2,3 mil estabelecimentos contribuindo com mais de 200 mil atendimentos por mês. Também auxilia na prescrição farmacêutica e vendas consultivas de diversas categorias de produtos, além de disponibilizar diversos treinamentos em parceria com a indústria.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico.

O papel do farmacêutico na imunização da COVID-19

o papel do farmacêutico na imunização

A pandemia da COVID-19 transformou o mercado da saúde, o papel do farmacêutico na imunização, frente à expectativa da vacinação em massa, e do novo teste de soroconversão se torna ainda mais relevante para o controle da doença.

Em 2020, a farmácia foi fundamental, 90 mil farmácias continuaram funcionando durante o isolamento social, 1,4 milhão de testes de COVID-19 foram realizados para rastreamento de pacientes infectados e prevenção.

Nosso cenário hoje, 25.02.2021, é o seguinte: 

    • Vacinação emergencial já acontecendo no sistema público para os grupos prioritários;
    • Expectativa de compra de novas vacinas registradas pelo setor privado;
    • Novo teste para COVID-19 pós vacinação; este que avalia a soroconversão do paciente após receber a vacina contra a COVID-19. 
    • O papel do farmacêutico na imunização em massa da população brasileira.Para entendermos esse segundo momento da pandemia, neste artigo abordaremos o momento atual da vacinação no Brasil, o registro sanitário definitivo da Anvisa para a vacina da Pfizer, o novo teste de soroconversão e como o farmacêutico deve se preparar para a aplicação da vacina pelas farmácias.

O que isso muda?

A principal diferença entre a autorização para uso emergencial e o registro sanitário definitivo é que a vacina registrada oficialmente pela Anvisa pode ser comercializada e aplicada pelo setor privado, como clínicas, laboratórios e farmácias.

Além disso, com o registro, a vacinação poderá ser realizada em todas as pessoas acima de 16 anos, não apenas nos grupos prioritários definidos pelo plano de vacinação emergencial.

E, apesar de ainda não haver contratos de compra realizados. Para preparar as farmácias para imunização da população, a Abrafarma divulgou em dezembro um projeto para aplicação das vacinas em massa contra a COVID-19 em, pelo menos, 4.573 unidades com sala de vacinação e a atuação de 6.860 farmacêuticos.

De acordo com o plano, o agendamento da vacinação ocorreria de forma online, além da disponibilização das redes associadas para facilitar a distribuição e acesso à vacina, já que são 45 localidades que abrigam esses pontos de saúde.

Portanto, é importante que farmácias que ainda não estão aplicando vacinas, realizarem treinamentos e capacitações junto a seus farmacêuticos, tanto para administração de vacinas quanto para a capacitação no serviço de imunização, além de preparar a sala de vacinação conforme determinação da ANVISA.

O papel do farmacêutico na imunização

Desde 2017, com a RDC nº 197/2017, as farmácias aplicam vacinas de forma regularizada e segura. As vacinas que são aplicadas no setor privado são preconizadas pela SBIM (sociedade brasileira de imunização). Todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina.

Como já comentado acima, nesse segundo momento da pandemia, farmacêuticos devem se preparar e aperfeiçoar sua farmácia para receber a população, isso inclui a estrutura da sala de vacinação com equipamentos e documentos em dia, além da capacitação para aplicar vacinas.

Aqui vão algumas dicas práticas do que você, farmacêutico, deve saber para implantar o serviço de vacinação na sua farmácia:

    • De acordo com a RDC 304/19, a armazenagem de vacinas e medicamentos deve ser realizada em equipamento que tenha controle e registros de temperatura, assim como garanta a homogeneidade da temperatura interna do equipamento;
    • Cada vacina tem a sua temperatura ideal de armazenamento. Redobre a atenção antes de comprar a vacina: verifique se sua farmácia possui câmaras frias e geladeiras apropriadas para receber e armazenar a vacina;
    • Se você vai oferecer o serviço de vacinação extramuros, verifique com a vigilância sanitária local as exigências para este serviço;
    • A sala de vacinação deverá contar com mesa e cadeiras para atender o paciente, espaços fechados de armazenagem, uma maca e uma bancada com pia de lavagem. Computador e impressora fazem parte desse conjunto e lembre-se que cada equipamento da sala precisa ter uma tomada elétrica exclusiva;
    • Fique atento para itens como caixas térmicas, termômetro de momento, lixos, descartes, seringas e agulhas, entre outros insumos que você pode precisar adicionar na sua sala de vacinação.
    • Informe-se com a vigilância sanitária como será o processo de envio de relatórios. Fique atento às notificações online que o Ministério da Saúde exige após você realizar a vacinação no seu paciente.

O novo teste pós vacinação da Covid-19

Um novo teste para verificar se houve soroconversão após a vacinação está para ser lançado no mercado e reúne expectativa dos profissionais da saúde. Ele também poderá ser aplicado em farmácias. Nesse sentido, o papel do farmacêutico na imunização será indispensável para a avaliação de pessoas já vacinadas e orientação para a população após a vacinação.

Mais informações completas serão divulgadas nos nossos canais assim que tivermos todos os dados acerca do novo teste.

O papel da farmácia na imunização

Com os novos desdobramentos, como vimos, o papel do farmacêutico na imunização será por ambos os lados: na vacinação em massa da população e na avaliação de soroconversão pós vacina.

Além disso, enquanto ponto de saúde mais acessível, boa parte das pessoas busca informações na farmácia, o que demanda um preparo dos profissionais para estarem atualizados e capacitados para receber essa demanda. 

Pela plataforma Clinicarx, mais de 1 milhão de testes para COVID-19 e avaliações foram realizados. O que demonstra a posição estratégica do papel do farmacêutico na realização do teste e a importância da farmácia como referência.

E, diante do novo cenário, podemos prever que o farmacêutico irá exercer papel fundamental no processo de imunização, tanto pela aplicação da vacina quanto pelo acompanhamento por testes rápidos de soroconversão. 

 

Fique por dentro dos próximos passos sobre o cenário da COVID-19 e as novidades sobre o papel do farmacêutico na imunização, acompanhe nosso blog. 

    • Com uma plataforma digital, você, farmacêutico, consegue administrar todos os serviços, incluindo testes rápidos e vacinas, de forma segura. Além do registro de pacientes, a Clinicarx auxilia em cada processo com orientações para administração de vacinas de cada tipo e com a emissão de laudos laboratoriais para testes rápidos. Conheça mais a nossa plataforma

Condições clínicas acentuadas pela Covid-19

Condições clínicas acentuadas pela Covid-19

Os primeiros casos por infecção da COVID-19 aconteceram em Wuhan, província de Hubei (China), em meados de dezembro de 2019, e se espalharam rapidamente pelo mundo. O agente etiológico da doença, SARS-CoV-2, é um beta-coronavírus, do mesmo tipo de vírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS). 

Diversos estudos clínicos com pacientes infectados por SARS-CoV-2 estão em andamento e outros já foram concluídos, com o objetivo de entender as manifestações da doença, seus desdobramentos e possíveis sequelas a longo prazo. 

Grupos de risco foram sinalizados, como portadores de doenças crônicas, incluindo Hipertensão, Diabetes Mellitus, Insuficiência Venosa e Síndromes Respiratórias, demonstrando haver um agravamento destas condições em casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2.

Sintomas da COVID-19

Os sintomas da COVID-19 podem ser leves, acentuados ou graves, além dos casos de pacientes assintomáticos. Clinicamente, consideram-se 3 categorias: portadores assintomáticos, indivíduos com doença respiratória aguda (DRA) ou pacientes com pneumonia em diferentes graus de gravidade.

Os sintomas se manifestam de forma semelhante à síndrome gripal, o que torna necessário o diagnóstico diferencial através da detecção do antígeno em amostra biológica do paciente suspeito da infecção por SARS-CoV-2. 

Em relação aos sintomas, febre, tosse seca e cansaço são mais comuns, seguidos de dificuldade respiratória, coriza, dores musculares e dor de cabeça. Em quadros graves, o paciente pode apresentar insuficiência respiratória e necessitar de internamento em UTI para uso de ventilação mecânica.

SARS – Síndrome Respiratória Aguda Severa 

A Síndrome Respiratória Aguda Severa causada pelo coronavírus (SARS), teve seu surto registrado em 2003, no histórico de uma epidemia que levou 9 meses para ser controlada. O vírus passou a ser identificado pela sigla SARS-CoV e nenhum novo caso foi identificado desde então. 

Em 2019, um segundo coronavírus capaz de provocar estes mesmos sintomas dá início à atual pandemia. O vírus recebe a sigla SARS-CoV-2 e provoca a doença que conhecemos como COVID-19. 

Uma das observações clínicas importantes é o risco de sequelas em pacientes recuperados da COVID-19 que desenvolveram os sintomas da SARS. Em alguns casos, os pacientes apresentaram deficiências pulmonares persistentes, com redução de até 30% na taxa de difusão pulmonar. 

Condições clínicas acentuadas pela Covid-19

Covid-19 e Condições Tromboembólicas – Trombose Venosa Profunda e Embolia Pulmonar

 

Em casos graves de manifestação da COVID-19, alterações na coagulação do sangue podem desencadear ou acentuar quadros de Trombose Venosa. Segundo pesquisa da SBACV-RJ, há uma predisposição de risco de trombose na doença do coronavírus (SARS-CoV-2) 

Os níveis altos do marcador Dímero D e os resultados anormais na coagulação sanguínea demonstraram relação direta com o agravamento da doença da COVID-19 e pior prognóstico. Fatores de risco devem ser considerados ao analisar esse quadro, como idade, obesidade, tabagismo, além de elevação nos índices de IL-6 e troponina. Alguns pacientes que apresentam risco para TVP desencadearam a doença após infecção por SARS-CoV-2. 

O vírus infecta as células de uma enzima presente em grande número nos pulmões e nas células endoteliais, o que leva à hipercoagulação e induz à trombose pelo aumento da consistência do sangue. 

O quadro de Trombose Venosa Profunda se acentua e pode evoluir para outras condições clínicas, como cianose, que pode comprometer a circulação arterial com risco elevado. A embolia pulmonar também é uma complicação grave da TVP, que bloqueia o fluxo sanguíneo para o pulmão. 

A embolia pulmonar se origina de trombos nas veias profundas. Alguns coágulos sanguíneos podem danificar as válvulas das veias, o que gera insuficiência venosa crônica, uma complicação de quadros de Trombose. 

Mesmo em pacientes sem histórico de coagulação ou trombofilia, o quadro de trombose evoluiu, o que foi associado à infecção da COVID-19 como fator a ser considerado nesse processo. 

Risco da Covid-19 aos pacientes com Diabetes Mellitus

A doença do coronavírus se manifesta de forma mais grave em pacientes com condições clínicas subjacentes como hipertensão, câncer, doença pulmonar crônica, quadro cardiovascular, e diabetes mellitus. O diabetes já foi associado a maiores complicações de outras infecções como a Influenza A (H1NI). 

Estudos clínicos da Primary Care Diabetes, demonstram que a susceptibilidade a infecções virais de pacientes com diabetes é maior, devido ao desempenho da imunidade afetada devido à doença. 

A hiperglicemia afeta a atividade imunológica de neutrófilos e fagófagos, o que impede que o sistema de imunidade atue com a mesma efetividade contra agentes infecciosos, como o coronavírus, além de outras complicações diabéticas como  insuficiência vascular e neuropatia periférica. 

A resistência à insulina da diabetes associada à doença da Covid-19 pode desencadear quadro pró-trombótico hipercoagulável. Essa hipercoagulação possibilita o desenvolvimento da “tempestade de citocinas”, complicação grave da infecção do coronavírus (produção alterada de citocinas como IL-6, IL-10 e TNFa). Em pacientes infectados e com diabetes, os índices de neutrófilos, proteína C reativa (CRP), dímero-D, são mais altos do que em pacientes infectados, mas sem a doença crônica. 

Alterações pulmonares causadas pela infecção também são acentuadas em pacientes com diabetes, devido às condições instáveis dos pulmões que a diabetes pode causar, como estresse oxidativo, micro ou macroangiopatia dos capilares alveolares e arteríolas pulmonares.

Outros fatores de risco sempre devem ser levados em conta, como idade, obesidade e outras condições clínicas. 

Diagnóstico

O diagnóstico da SARS e da COVID-19 se dá por exames laboratoriais específicos que indicam níveis desregulados de linfócitos CD4 e CD8, tempo prolongado de protrombina (PT), LDH, Dímero-D, PCR.

Outra condição clínica, como a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), foi associada à manifestação da infecção do coronavírus. Segundo estudo da ATS Journals, entre os hospitalizados pela COVID-19, 42% manifestam quadros de insuficiência respiratória pela SDRA. 

O diagnóstico clínico decorre da instalação aguda de insuficiência respiratória e da evidência de opacidades alveolares nos quatro quadrantes dos campos pleuropulmonares na radiografia de tórax. 

Em relação à SDRA, os sobreviventes desenvolveram fibrose pulmonar substancial enquanto sequelas, principalmente em pacientes que foram tratados com oxigenação por membrana extracorpórea. 

Assim, em relação aos pacientes que vieram a óbito, segundo o estudo, a imunidade instável e a carga viral nasofaríngea, ou seja, a quantidade de vírus no trato respiratório, podem estar associadas ao agravamento da doença que leva à morte. Já que quantidades diferentes foram encontradas em pacientes recuperados e não recuperados, na qual a infecção e a síndrome respiratória foram mais agressivas. 

Testes Rápidos Clinicarx

A pandemia do coronavírus mudou o cenário da saúde, com isso, as farmácias se transformaram em pontos de saúde acessíveis para rastreamento de testes para Covid-19.

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Vacina contra COVID-19: restrições e indicações

vacina contra covid-19

As vacinas contra a Covid-19 já estão em fase de imunização do primeiro grupo determinado no plano de vacinação pelo Ministério da Saúde e pelo Programa Nacional de Imunizações do. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. 

No dia 17 de janeiro de 2021 a ANVISA liberou duas vacinas para a vacinação emergencial: 

A CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Life Science, importada  e registrada pelo Instituto Butantan e a vacina CoviShield da AstraZeneca, produzida pelo laboratório Serum (Índia) e importada pela FioCruz. 

Segundo os estudos de desenvolvimento, as duas vacinas apresentam contraindicações para determinados grupos de pessoas. Algumas dúvidas surgiram sobre essas restrições, então, vamos esclarecer. 

Vacina contra COVID-19: CoronaVac

A CoronaVac foi uma das primeiras a ser autorizadas pela ANVISA após as fases de testes. Cada dose de 0,5 mL de suspensão injetável, contém 600 SU* do antígeno do vírus inativado SARS CoV-2. 

SU*: SARS CoV- 2 units é a unidade utilizada para demonstrar a quantidade de vírus presente na vacina. 

É contraindicada para pessoas que já tiveram reações alérgicas graves à algum dos componentes do produto: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio. 

Vacina contra COVID-19: CoviShield (AstraZeneca) 

Desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e produzida pelo Instituto Serum (Índia), é uma vacina de vetor baseada em um adenovírus de chimpanzé chamado ChAdOx1 ao qual é acoplada a porção imunogênica do novo coronavírus (sua espícula). Após a exposição a essa vacina o sistema imunológico das pessoas imunizadas está preparado para atacar o vírus SARS-CoV-2, se houver infecção posterior.

É contraindicada para pessoas com reações alérgicas grave à cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio e edetato dissódico di-hidratado. 

Grupos de risco e condições clínicas

Abaixo estão listados os indivíduos com determinadas condições clínicas, em situações determinadas ou grupos de risco que podem ou não serem vacinados ou vacinados com precaução:

Grávidas e lactantes

Esse grupo não participou de nenhum dos estudos de desenvolvimento da vacina, então, não há recomendação de vacinação. A CoronaVac, entretanto, possui tecnologia semelhante à vacina contra gripe (influenza), já aplicada em gestantes sem contra-indicações. 

Porém a bula da CoviShield (AstraZeneca) indica a contra indicação para mulheres grávidas ou lactantes, ainda, é ressaltado a importância de avaliar se os riscos de possíveis reações adversas são maiores do que o risco da doença da COVID-19. 

A FRESBARGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou uma nota explicando que o médico obstetra deve avaliar os riscos de contaminação, o potencial  e eficácia da vacina e de informar a sua paciente sobre riscos da vacina. Ainda não há dados que comprovem a segurança da vacina durante a gestação. 

Pacientes com uso de anticoagulantes 

Tanto para CoronaVac quanto para CoviShield a vacina deve ser administrada com cuidado em pessoas com trombocitopenia ou coagulopatias, uma vez que pode ocorrer sangramento e hematoma após uma administração intramuscular nesses indivíduos. 

Deficiência na produção de anticorpos

Pacientes com deficiência de produção de anticorpos, geralmente causada por motivos genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora devem se vacinar contra a COVID-19, mesmo que a imunidade não seja adquirida com o sucesso esperado. 

Quem teve reação alérgica à outras vacinas 

Pessoas que já tiveram reações devido à outras vacinações anteriores, sem saber o motivo pontual, pode se vacinar, porém devem reportar o acontecimento ao profissional de saúde, ter certeza que o local oferece suporte para caso ocorra uma reação e ficar em observação entre 15 e 30 minutos após aplicação da vacina.

Pacientes com Covid-19 ou suspeitos

Quem está com a doença ou com suspeita de infecção, deve realizar os exames necessários e, se positivado, aguardar pelo menos quatro semanas após o surgimento dos primeiros sintomas para tomar a vacina. Lembrando sempre do período de isolamento de 14 dias. 

Em casos de febre entre 37,5ºC no dia ou nas últimas 24 horas, a vacinação deve ser adiada. 

Pacientes crônicos

Todos os indivíduos com condições clínicas crônicas, como Asma, Diabete Mellitus, Hipertensão, entre outras, devem se vacinar. Caso o paciente esteja em uma fase aguda ou em crise, por exemplo, de Asma, a vacinação deve ser adiada também. 

Quem pode tomar a vacina contra a Covid-19

  • Pessoas que já tiveram covid-19, mas desde que o início dos sintomas tenha ocorrido há pelo menos 4 semanas (para quem não teve sintomas, 4 semanas a partir do primeiro resultado positivo no teste RT-PCR); 
  • Idosos; 
  • Pessoas imunodeprimidas; 
  • Pessoas com HIV, asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), cirrose, diabetes, pressão alta, cardiopatia, epilepsia; 
  • Pessoas com tatuagem; 
  • Pessoas que tomam os seguintes medicamentos: antibiótico, corticoide, imunossupressor, imunobiológico (anticorpos monoclonais), anticoagulante (com os cuidados citados abaixo); 
  • Pessoas com silicone na região da aplicação (mas escolha outro local na hora da vacinação); 
  • Pessoas que estão tratando câncer ou ou que já tiveram a doença; 
  • Pessoas com alergia a ovo; 
  • Pessoas com doença autoimune; 
  • Pessoas que convivem com parentes imunossuprimidos/doentes em casa;
  • Pacientes transplantados.

Em resumo, quem de fato não pode tomar a vacina contra a COVID-19 com restrições claras, é: quem tem alergia ao componente da vacina, quem já tomou outra vacina contra o coronavírus. 

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Proteína C Reativa (PCR) em processos infecciosos

Proteína C Reativa em processos infecciosos
A  Proteína C reativa (PCR) é um biomarcador característico de determinados períodos de inflamação ou infecção no organismo. A Proteína C Reativa em processos infecciosos pode indicar a gravidade do quadro da infecção e ser um sinalizador de atenção entre os outros marcadores do estado clínico do paciente. Neste artigo, vamos abordar:
  • Características desses processos virais e bacterianos;
  • Manifestações clínicas;
  • Tratamentos;
  • Papel do teste rápido de Proteína C Reativa nos processos infecciosos.

Processos infecciosos e a Proteína C Reativa

Infecções causadas por diferentes agentes, sejam bactérias ou vírus, estimulam resposta inflamatória, capaz de alterar os níveis de PCR.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas sistêmicas são quadro febril, que pode atingir picos de febre alta acima de 38,5ºC, mais frequentes em infecções bacterianas, algias (dores no corpo), astenia (fraqueza), perda de apetite, prostração e distúrbios gastrointestinais.

Sintomas específicos podem ocorrer em casos de infecção localizada, tornando a região potencialmente sensível e dolorida à palpação, bem como podendo evidenciar aumento dos linfonodos próximos ao sítio de infecção.

Faixa etária e grupo de risco

A suscetibilidade a infecções, tanto bacterianas quanto virais, é universal. Indivíduos com o sistema imunológico em desenvolvimento (pacientes pediátricos), debilitados ou imunocomprometidos estão mais expostos.

Pacientes em terapia antineoplásica (quimioterapia), portadores do HIV, e demais condições, constituem grupo de risco para coinfecções.

Prevenção

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, através de campanhas de vacinação promovidas pelo Ministério da Saúde, promove a imunização de diversos grupos populacionais contra diversas condições infectocontagiosas imunopreveníveis

O calendário de vacinação preconiza as principais datas e esquemas vacinais a serem seguidos para completa imunização. A ampla divulgação e conscientização da população para adoção de tal medida preventiva são ações coletivas de saúde pública com grande impacto na promoção da saúde e prevenção de doenças da população.

No caso de infecções para as quais não há profilaxia vacinal, é recomendada a educação sanitária e adoção de práticas de higiene que favoreçam a redução das diferentes formas de transmissão e a proliferação vetorial.

Rastreamento

O rastreamento deve ser feito a partir da detecção de sintomas suspeitos de infecções. Testes como a quantificação de PCR são indicação para definição do estadiamento de possíveis infecções e para definição do agente causador mais provável. Testes rápidos para pesquisa de agentes infecciosos também podem ser empregados como ferramentas complementares para o rastreamento.

De modo geral, sabe-se que infecções bacterianas estão comumente associadas (aproximadamente 85% das vezes) a valores >100 mg/dL no PCR, uma vez que revelam alto grau de lesão tecidual.

Diferentemente, quando em infecções virais, os níveis de PCR apresentam valores <40 mg/dL. Contudo, infecções por adenovírus, citomegalovírus, influenza, herpes simples, sarampo e caxumba;podem apresentar valores acima de 100mg/dL, sendo necessário o emprego de outras técnicas mais específicas para diagnóstico diferencial.

Reforçamos que a proteína C reativa é um marcador de baixa especificidade, o que ressalta a necessidade da realização de exames complementares e confirmatórios.

Encaminhamento médico oportuno é importante para investigação de outras condições associadas que podem levar ao aumento nos níveis de PCR.

O teste rápido da Proteína C Reativa

A realização de teste rápido com metodologia imunoenzimática de reflectometria em látex para quantificação de PCR, fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (até 3 minutos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações das condições associadas à Proteína C Reativa

O tratamento não farmacológico pode ser aplicado independentemente da natureza do agente infeccioso e consiste em reidratação, dieta alimentar balanceada e repouso.

O tratamento farmacológico varia de acordo com o tipo e a natureza do agente causador da infecção:

Infecções bacterianas

O tratamento inclui antibioticoterapia, prescrita por profissional competente. Diferentes classes de antimicrobianos podem ser utilizados, por via oral, intramuscular ou intravenosa.

Β-lactâmicos, como penicilinas, cefalosporinas e carbapenens, quinolonas, como o ciprofloxacino, aminoglicosídeos, como a gentamicina, macrolídeos, como a azitromicina, sulfonamida, como o sulfametoxazol, tetraciclinas, cloranfenicol, entre outros, são as principais classes de antibióticos administrados.

A antibioticoterapia pode ser associada ao uso de medicamentos isentos de prescrição como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) a exemplo do paracetamol.

Complexos vitamínicos que visam o fortalecimento do sistema imunológico e a promoção da recuperação orgânica, sprays e pastilhas contendo anestésico local, amplamente usados em infecções de garganta, e repositores hidroeletrolíticos (isotônicos) são alguns dos produtos para saúde que também podem ser empregados.

A adesão do paciente ao tratamento é fundamental para evitar a proliferação de bactérias multirresistentes, cabendo ao profissional da saúde em contato com o paciente conscientizá-lo a respeito da importância da terapia, esclarecendo possíveis dúvidas e colocando-se à disposição, especialmente na avaliação da segurança (eventos adversos) e efetividade (piora do quadro) terapêutica.

Infecções virais

Geralmente relacionadas a quadros autolimitados, o tratamento é sintomático e centrado na administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e uso de produtos para a saúde, como compressas que auxiliam no alívio de dores articulares.

Deve-se promover o uso racional de medicamentos em todos os quadros clínicos, evitando a ocorrência de desfechos desfavoráveis ao paciente.

Acompanhamento

O acompanhamento deve ser feito de acordo com a natureza do processo infeccioso e o grau de comprometimento do indivíduo acometido.

Em casos agudos, a periodicidade recomendada pode ser diária, como no caso de pacientes hospitalizados em quadro grave ou até a remissão da sintomatologia apresentada para pacientes que não necessitam de hospitalização, visando avaliação da eficácia terapêutica.

Testes como a quantificação da PCR e a verificação de outros elementos constituintes do sistema circulatório, a exemplo do leucograma, podem ser utilizados no acompanhamento.

PCR na sinalização de gravidade da Covid-19

A Proteína C Reativa acusa valores mais altos conforme o nível de infecção e gravidade, principalmente para infecções respiratórias.

Como marcador inflamatório, pode ser utilizado em pacientes com a COVID-19 como um marcador de gravidade. Assim, é possível identificar o nível de avanço da doença e intensidade da inflamação respiratória.

Como isso funciona?

O excesso de proteína C reativa encontrada no sangue de pacientes com Covid-19 indica alto nível de inflamação. Segundo estudo da Universidade Federal Fluminense, as alterações mais frequentes da PCR em pacientes infectados são de 75% a 93%. Dessa forma, é possível visualizar direcionamentos de tratamento desse paciente.

Por exemplo, o tratamento com esteróides é indicado nesses casos, que reduz a necessidade de ventilação mecânica em 80% dos pacientes e o risco de morte em 77% deles.

Atenção: não confundir este exame com o RT-PCR, utilizado para detecção do vírus e diagnóstico da COVID-19.

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Acompanhamento de pacientes hipertensos com o Clinicarx

pacientes hipertensos

No nosso último CRx Class #3, com a farmacêutica Fernanda Alcantara, abordamos a importância da farmácia no acompanhamento de pacientes hipertensos. Como condição prevalente no país e principal fator de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, é importante sabermos a importância do farmacêutico nesse cenário.

Por isso, no último webinar do CRx Class, Fernanda contou em detalhes como é possível realizar o acompanhamento ao paciente hipertenso.

Segundo a farmacêutica, cerca de 60% da população idosa tem hipertensão arterial, sendo um fator direto ou indireto para 50% das mortes por doença cardiovascular no Brasil.


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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial a níveis iguais ou superiores a 140 ou 90 mm de mercúrio. Ou seja, uma pressão a partir de 140/90 mmHg merece atenção. Essa condição está frequentemente associada a distúrbios metabólicos, alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo, e é agravada por fatores de risco como, por exemplo, a dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus (DM). Possui associação independente com morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica, fatal e não fatal.

  • Fatores de risco de pacientes hipertensos

Para a farmacêutica, conhecer os fatores de risco da hipertensão é essencial para trabalhar com o paciente e gerenciar condições  de forma a tentar diminuir o risco cardiovascular.
Segundo Fernanda, são fatores de risco:

  • Envelhecimento;
  • Sexo feminino;
  • Situação socioeconômica;
  • Excesso de peso e obesidade (fatores muito importantes)

Já com relação à genética, ainda não está completamente estabelecida a contribuição do componente genético ou histórico familiar no desenvolvimento da hipertensão arterial.

Hábitos de vida e comorbidades

Os hábitos de vida, como por exemplo, ingestão excessiva de sódio, ingestão crônica elevada de álcool e sedentarismo são outras condições que colocam em risco o paciente com hipertensão. Além disso, comorbidades como diabetes mellitus e dislipidemias também são considerados fatores de risco que agregam risco cardiovascular ao paciente. Por isso, os profissionais de saúde devem lembrar de avaliar esses dois pontos – hábitos de vida e comorbidades – como fatores de risco importantes, porém gerenciáveis.

  • Órgãos-alvo: o que significa?

No webinar, também foi ressaltada a importância de prestar atenção nos órgãos-alvo do paciente, uma vez que nos casos de  hipertensão arterial, são órgãos que potencialmente podem vir a apresentar alterações funcionais ou estruturais. A lesão de órgãos-alvo alerta para o aumento do risco cardiovascular desse paciente. A farmacêutica, ainda, falou sobre os principais órgãos que são acometidos pela hipertensão arterial e condições clínicas que decorrem desse processo: encefalopatias, convulsões, acometimento renal, insuficiência renal, acometimento ocular, alterações visuais, deficiência hepática, insuficiência miocárdica. 

  • Tratamento e acompanhamento de pacientes hipertensos 

Fernanda também abordou o papel do profissional na prevenção e acompanhamento desse paciente. É importante que o farmacêutico saiba monitorar e identificar os fatores de risco citados acima, além de ser apoio de cuidado a esse paciente.

O tratamento da hipertensão arterial com medidas não farmacológicas incide diretamente nos efeitos cumulativos positivos do controle da pressão arterial, como: controle do peso corporal; recomendações nutricionais e redefinição do padrão alimentar; redução de álcool e alimentos com sódio, como sal de cozinha;  controle da pressão arterial; ingestão de alimentos com gordura insaturada, fibras oleaginosas vitamina B, alho; monitoramento dos hábitos de vida, prática de atividades físicas, cessação tabágica e técnica de respiração lenta, para tranquilizar o paciente no controle pressórico em situações de estresse.

Já os tratamentos farmacológicos, como apontados no webinar, visam à prevenção da morbimortalidade por risco cardiovascular causado pela presença de hipertensão arterial. São medicamentos prescritos geralmente por médicos cardiologistas, que acompanham os nossos pacientes hipertensos. Lembrando que o farmacêutico tem um papel indispensável na adesão ao tratamento farmacológico de prescrição médica.

  • Checklist farmacêutico com pacientes hipertensos

No acompanhamento de pacientes hipertensos, Fernanda apontou quais iniciativas o farmacêutico deve ter para avaliação e auxílio no manejo dessa condição clínica.

Ao receber o paciente na sua farmácia, sempre verifique a pressão arterial, avalie o risco cardiovascular, não esqueça de monitorar e conter fatores de risco e de avaliar os órgãos-alvo. Junto a isso, é papel do farmacêutico orientar para medidas não farmacológicas de controle e prevenção do risco cardiovascular e promover adesão ao tratamento medicamentoso. É importante, como foi destacado no webinar, verificar a efetividade  terapêutica desse tratamento.

Com o calendário posológico, por exemplo, você pode organizar a farmacoterapia desse paciente, registrar todos os medicamentos e horários de tomada. Ao ter registrado, inclusive, quais medicamentos ele comprou na sua farmácia e a duração desse tratamento, você pode agendar o retorno do seu cliente e programar a dispensação dos medicamentos. Além disso, testes de avaliação de triglicerídeos, colesterol e hemoglobina glicada são importantes para o farmacêutico examinar e conseguir realizar o melhor encaminhamento do paciente.

Todas essas ferramentas citadas no webinar do CRx Class #3 são padronizadas e disponibilizadas dentro da nossa plataforma para que você, farmacêutico, possa oferecer o melhor atendimento e fidelizar seus pacientes.

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