Hormônio Luteinizante (LH): teste rápido marcador do período de ovulação em mulheres

LH

O hormônio luteinizante, também chamado de LH, é um hormônio produzido pela hipófise e que, nas mulheres, é responsável pelo amadurecimento dos folículos, ovulação e produção de progesterona, possuindo papel fundamental na capacidade reprodutiva da mulher. 

O LH (hormônio luteinizante) é um teste utilizado para avaliar problemas de fertilidade, função dos órgãos reprodutivos, puberdade precoce e para detectar a ovulação. A secreção de LH, na mulher, está diretamente relacionada à ocorrência e à evolução da ovulação. Nos homens, é um dos hormônios responsáveis pela maturação dos espermatozoides.

Em mulheres, os níveis de LH esperados durante a fase de ovulação ficam entre 14 e 95,6 mUI/mL. Nos homens, os níveis normais de LH ficam entre 1,5 e 9,3 mUI/mL. Em crianças na pré-puberdade, os valores normais ficam abaixo de 0,3 mUI/mL.

Condições clínicas relacionadas

Ovulação

Na mulher, os sintomas mais comumente associados ao período de ovulação são mudanças na secreção vaginal, aumento na temperatura do corpo, dor abdominal de um lado da pélvis, sangramento mínimo, maior sensibilidade nos seios, aumento da libido, variações de humor, enxaqueca e náuseas.

Se for observado aumento nos níveis de LH em medidas sequenciais: monitorar níveis hormonais até o pico da liberação hormonal, a partir do qual se espera ovulação em 36 a 40h. Espera-se níveis de LH entre 14 e 95,6mUI/mL durante a fase de ovulação.

Se for observada queda nos níveis de LH em medidas sequenciais: indica que a ovulação já aconteceu (aguardar o próximo ciclo e iniciar o acompanhamento 2 dias antes da data provável da ovulação) ou indica ausência de ovulação.

Infertilidade

Definição

É uma doença do sistema reprodutor, na qual não por alguma deficiência orgânica, anatômica ou metabólica, o indivíduo não é capaz de produzir gametas viáveis. A infertilidade pode acometer tanto homens quanto mulheres.

Em homens, o quadro pode ser resultado da não produção dos espermatozoides, da incapacidade de maturação gametocítica (podendo ocorrer em ambos os sexos), da baixa motilidade dos espermatozoides e outros aspectos citológicos.

Já em mulheres, as causas mais frequentes são a anovulação, a idade avançada, as dificuldades orgânicas para fixação e desenvolvimento do embrião (como útero considerado inóspito e endometriose). Neste protocolo trataremos da infertilidade em mulheres.

Manifestações clínicas

A principal manifestação clínica consiste na não capacidade reprodutiva, percebida após diversas tentativas de fecundação sem sucesso, ao longo de no mínimo 12 meses.

Alterações dos níveis do hormônio luteinizante (LH) também podem comprometer efetivamente o processo ovulatório, uma vez que este é o principal estímulo à maturação e liberação do ovócito para uma possível fertilização.

De modo geral, as principais queixas relacionadas a possíveis desencadeantes da infertilidade – especialmente as intensas disfunções hormonais – são: alterações na regularidade e fluxo menstrual, dores pélvicas, grande variabilidade de humor, distúrbios de apetite, fadiga, sonolência ou agitação e episódios depressivos.

Faixa etária e grupo de risco

Acomete a faixa de indivíduos em idade reprodutiva, tendo maior probabilidade de ocorrer em mulheres de idade avançada, homens com histórico familiar de infertilidade e demais condições de saúde relacionadas, como alterações genéticas, comorbidades e disfunções do trato reprodutivo.

Prevenção

O principal método de prevenção contra a infertilidade consiste em hábitos de vida que reduzam as chances de desenvolver quadros que interfiram na plena funcionalidade reprodutiva. Dieta alimentar balanceada e prática de atividades físicas, indicadas para evitar obesidade, favorecem os mecanismos neurofisiológicos de atividade endócrina.

Evitar exposição a agentes radioativos e outras substâncias tóxicas e potencialmente tóxicas também é recomendado.

Rastreamento

O rastreamento para detecção de possíveis casos de infertilidade é feito pela realização de exames de imagem (ultrassonografia transvaginal) e pela análise sanguínea para análise de perfil hormonal. A dosagem de hormônios é fundamental para análise do comportamento do ovulatório e, por outro lado, a visualização de componentes anatômicos também permite a identificação de possíveis interferentes estruturais do pleno funcionamento do sistema reprodutor. A pesquisa para detecção de casos de infertilidade deve ser feita assim que houver a suspeita.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico consiste na anamnese completa associada a história clínica da paciente.

O diagnóstico laboratorial é centrado na realização de análises, como avaliação do perfil hormonal (hemograma e dosagens específicas a exemplo da quantificação de progesterona no 21º dia do ciclo menstrual) e de exames de imagem, como histeroscopia (radiografia das trompas e do órgão uterino), histerossalpingografia (radiografia com contraste iodado das trompas e do órgão uterino) e ultrassonografia abdominal e transvaginal, além de testes para avaliação da reserva ovariana (dosagem de FSH basal e estradiol), teste para clomifeno e contagem de folículos antrais.

Causas de infertilidade

No caso da infertilidade feminina, as principais causas são:

  • Ovarianas e ovulares – Síndrome do ovário policístico ou síndrome da anovulação crônica, insuficiência ovariana prematura ou menopausa precoce; secreção excessiva de prolactina; hipotireoidismo; idade da mulher (em média, a partir dos 37 anos);
  • Tubária e do canal endocervical – Obstruções decorrentes de endometriose ou de infecções pélvicas; alterações do muco cervical;
  • Ligadas à fertilização – Vitalidade do espermatozoide e do óvulo; deficiências cromossômicas ou de estruturas que mediam a fusão entre os gametas na fecundação; exposição a fatores de risco (radioatividade, toxicidade), idade avançada da mulher;
  • Ligadas à implantação e fixação embrionária – Falhas na secreção hormonal de estrógeno e progesterona, podem prejudicar o desenvolvimento endometrial e comprometer a implantação do ovócito fecundado na parede uterina (nidação) e a consequente progressão gestacional.

Amostra hemolisada é considerada interferente para o teste. A hemólise pode ocorrer quando a coleta de sangue total capilar é feita de forma inadequada, quando, por exemplo, a ponta do dedo é “apertada” ou “drenada” de forma intensa, a fim de facilitar o fluxo de sangue.

Papel do teste rápido

O teste rápido para dosagem de LH atende, principalmente, o interesse de pacientes que desejam a gestação, figurando como aliado para o controle dos níveis hormonais e melhor previsão do período fértil ao longo do ciclo ovulatório.

O teste rápido do LH pode ser feito por mulheres, por exemplo, que estão fazendo tratamento de fertilidade e precisam identificar o melhor momento para engravidar. O exame rápido do LH fornece essa informação, aumentando as chances de sucesso do tratamento.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (leitura da amostra em até 15 minutos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para as pacientes que buscam atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento

Homens e mulheres diagnosticados com infertilidade e que desejam engravidar, em geral, fazem administração de agonista dopaminérgico (como bromocriptina, cabergolina), que inibe a secreção de prolactina. 

A prática de atividades esportivas auxilia a busca da regulação hormonal, agindo como neuroprotetor e ativador metabólico.

Acompanhamento

O acompanhamento a pacientes diagnosticados com infertilidade está centrado no acolhimento e na educação em saúde, como promotores de compreensão a respeito de recursos e tratamento disponíveis.

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