Como funcionam os anticorpos casirivimabe e imdevimabe contra Covid-19?

Anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe

A Anvisa aprovou, em 20/04/2021, a autorização de uso emergencial dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe, administrados em conjunto, no tratamento da Covid-19.

A indicação dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe é para quadros leves e moderados da doença, em pacientes adultos e pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por SARS-CoV-2, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença. Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou com doenças crônicas.

O coquetel de dois anticorpos monoclonais da Regeneron (casirivimabe e imdevimabe) também recebeu uma autorização dos EUA para o tratamento de COVID-19 leve a moderado. É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença.

Anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe
Anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe. Crédito pela imagem: Anvisa.

Como esses medicamentos funcionam?

Anticorpos monoclonais são proteínas feitas em laboratório que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus.

Os anticorpos casirivimabe e imdevimabe são especificamente direcionados contra a proteína Spike do Sars-CoV-2, em duas regiões diferentes, projetados para bloquear a adesão e a entrada do vírus em células humanas.

Portanto, esses anticorpos monoclonais buscam imitar o mecanismo das anticorpos neutralizantes, formados naturalmente pelo organismo após a infecção ou recebimento de vacinas contra Covid-19.

Quais são os benefícios dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe?

Em um ensaio clínico com pacientes, os anticorpos, administrados em conjunto, mostraram reduzir a internação relacionada à Covid-19 e consultas de emergência em pacientes com alto risco de progressão da doença, no prazo de 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo.

Como esses medicamentos são administrados?

Os anticorpos são administrados em ambiente hospitalar, mas não estão autorizados para uso em pacientes hospitalizados que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos. De acordo com dados do estudo clínico, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes com quadros graves, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados nesses pacientes.

O casirivimabe e o imdevimabe devem ser administrados juntos por infusão intravenosa (IV). Os possíveis efeitos colaterais incluem anafilaxia (reação alérgica aguda), febre, calafrios, urticária, coceira e rubor. De acordo com a Anvisa, a segurança e a eficácia dos anticorpos continuam a ser avaliadas por meio de estudos que estão em andamento.

Quem já teve Covid-19 está protegido ou pode pegar de novo? Confira o que diz a ciência.

Proteção contra Covid-19

Quem já teve Covid-19 está protegido ou pode pegar de novo a doença? Por quanto tempo dura a proteção? Essas são dúvidas recorrentes, ainda sem resposta definitiva, mas um novo estudo publicado no Lancet trouxe um pouco mais de luz sobre essas questões.

Pesquisadores da Dinamarca realizaram um grande estudo, para analisar o grau em que a infecção pelo SARS-CoV-2 confere proteção para a reinfecção subsequente. Em 2020, como parte da ampla estratégia de testes PCR gratuitos da Dinamarca, aproximadamente 4 milhões de indivíduos (69% da população) foram submetidos a 10,6 milhões de testes. Usando esses dados de teste de PCR nacional de 2020, os pesquisadores calcularam a proteção contra a repetição da infecção com SARS-CoV-2.

Como o estudo foi conduzido?

Foram coletados dados individuais de pacientes que foram testados para Covid-19, durante o primeiro semestre de 2020, e analisadas as taxas de infecção durante o segundo surto de epidemia de COVID-19, de 1º de setembro a 31 de dezembro de 2020. O diagnóstico dos pacientes foram feitos com testes de RT-PCR. Mais detalhes da metodologia podem ser encontrados no estudo original publicado.

Este estudo analisa a chance de reinfecção com base em exames de detecção do coronavírus, porém não faz inferência sobre a presença de anticorpos IgG ou anticorpos neutralizantes nos participantes.

Quem já teve Covid-19 está protegido? Confira os resultados

Durante o primeiro surto (ou seja, antes de junho de 2020), 525.339 pessoas foram testadas, das quais 11.068 (2,1%) foram PCR positivos. Isto é, tiveram Covid-19. Essas pessoas foram acompanhadas e avaliadas novamente no período do segundo surto no país, de setembro a dezembro de 2020.

Entra essas 11.068 pessoas, 72 (0,65% [IC de 95% 0,51-0,82]) testaram positivo novamente durante o segundo surto em comparação com 16.819 (3,27% [ 3,22-3,32]) de 514.271 com teste negativo durante o primeiro pico (RR ajustado 0,195 [IC 95% 0,155-0,246]). Portanto, a proteção contra infecção repetida global observada foi de 80,5% (IC 95% 75,4-84,5%).

Em outras palavras, pessoas que tiveram Covid-19 apresentaram 80,5% menos chance de contrair o vírus e ter a doença novamente nos primeiros 6 meses após a infecção.

Proteção conforme sexo e faixa etária

Os pesquisadores também compararam a taxa de reinfecções conforme sexo e faixa etária. Não foram identificadas diferenças de proteção entre homens e mulheres. Também não houve diferença significativa de proteção entre pessoas nas faixas etárias até 65 anos. Veja os resultados na tabela abaixo.

GrupoProteção Estimada
0 a 34 anos82,7%
35 a 49 anos80,1%
50 a 64 anos81,3%
65 anos ou mais47,1%
Proteção contra reinfecção por SARS-CoV-2 conforme grupo etário.

No idosos, porém, a proteção mostrou ser menor. Em pessoas com mais de 65 anos, a proteção observada contra a repetição da infecção foi de 47,1% (IC 95% 24,7-62,8).

Portanto, idosos que já tiveram Covid-19 ainda possuem risco maior de contrairem novamente a doença, nos primeiros 6 meses após a primeira infecção, em comparação aos mais jovens.

Essa descoberta de que as pessoas mais velhas foram mais propensas do que as pessoas mais jovens a testar positivo novamente pode ser explicada por mudanças naturais no sistema imunológico relacionadas à idade. Essas mudanças afetam o sistema imune inato e adaptativo e a coordenação das respostas imunes e, portanto, resultam em idosos sendo mais suscetíveis a doenças infecciosas emergentes, como SARS-CoV-2.

Proteção ao longo do tempo

Não foi observada diminuição da proteção ao longo do tempo (3-6 meses de acompanhamento 79,3% [74,4-83,3] vs ≥7 meses de acompanhamento 77,7% [70,9-82,99]). Isto é, a proteção parece não cair, pelo menos nos primeiros meses após a infecção. Esse resultado, no entanto, é limitado pelo tempo de duração do estudo.

Conclusões

Os resultados desse estudo mostram que pessoas que ja tiveram Covid-19 mostram uma boa proteção contra reinfecção nos primeiros meses após a doença.

Por outro lado, idosos apresentam menos de 50% da proteção observada nos mais jovens. Esses achados reforçam a necessidade de proteção do grupo de idosos, com vacinação por exemplo, mesmo entre aqueles que já tiveram Covid-19.

Cabe frisar que esse estudo é apenas um, entre vários que já foram realizados (e ainda serã), analisando a questão da proteção contra Covid-19. Trata-se de um estudo sólido, com número grande de pacientes, o que reforça seu resultado. No entanto, é preciso lembrar que novas pesquisas estão sendo feitas, que trarão mais resultados sobre esse tema. Vale continuar acompanhando!

Crédito pela imagem de capa: ION UN Migration, 2021.

Dia Mundial da Saúde: um mundo mais justo e saudável é o tema da OMS

Dia Mundial da Saúde

Todo ano a Organização Nacional da Saúde determina um tema para a campanha referente ao Dia Mundial da Saúde, datado no dia 07 de abril. 

Em 2021, a mensagem da campanha tem como objetivo construir um mundo mais justo e saudável para todos e em todos os lugares. 

A pandemia deixou muito clara as diferenças e as condições enfrentadas por alguns grupos populacionais. Essa inquietação frente ao caos e às desigualdades que a Covid-19 escancarou ao redor do mundo foi a motivação da campanha.

Social e economicamente, uma quantidade significativa de pessoas não tem acesso à educação, habitação, recursos básicos, oportunidade de emprego e, principalmente, acesso à segurança e serviços em saúde. 

“Isso não é apenas injusto: é evitável.” – Organização Mundial da Saúde/2021.

As condições em que determinadas populações são condicionadas a viver acentuam os quadros clínicos e tornam essas pessoas ainda mais vulneráveis a doenças como a Covid-19, além da falta de acesso a tratamentos hospitalares e métodos de prevenção.

A campanha da OMS, então, se propôs a incentivar líderes e profissionais da saúde a garantir o direito à saúde de qualidade para todos em todos os lugares. 

Dia Mundial da Saúde

Sete assuntos foram definidos para discussão em eventos onlines promovidos pela OMS na semana do Dia Mundial da Saúde.

  • Equidade em saúde;
  • Igualdade de gênero na saúde;
  • Determinantes Sociais da Saúde;
  • Atenção Primária à Saúde;
  • Saúde Urbana;
  • Incapacidade;
  • Saúde universal.

O Dia Mundial da Saúde e as farmácias

As farmácias, como pontos de saúde com maior capilaridade no Brasil, podem fazer parte dessa campanha. E, os farmacêuticos têm cada vez mais espaço para ajudar a construir esse mundo mais saudável por meio dos serviços farmacêuticos. 

Seja por meio da atenção farmacêutica básica, orientação aos pacientes, acompanhamento de doenças crônicas ou até mesmo com procedimentos mais avançados como Testes Rápidos e Vacinação.

A Clinicarx está alinhada com os propósitos da equidade no acesso à saúde ao prezar pela promoção de serviços de saúde acessíveis, convenientes, contínuos e de qualidade a todos.

Acreditamos que o paciente está no centro desse processo e que todos devem ter acesso a saúde de qualidade. 

Por isso, trabalhamos todos os dias para criar  uma comunidade de profissionais da saúde, especialmente farmacêuticos, empoderados para desenvolver uma série de serviços clínicos, que beneficiam toda a população. 

Quer participar dessa campanha também? Conheça nossa plataforma, nossa marca e descubra como você pode fazer parte  da comunidade de profissionais que levam mais saúde ao maior número de pessoas e em todos os lugares.

Vyttra prepara lançamento de novo teste de anticorpos neutralizantes do SARS-CoV-2

anticorpos neutralizantes

O teste de anticorpos neutralizantes é um teste quantitativo que permitirá avaliação e acompanhamento da resposta imunológica protetora pós-vacinação e/ou da infecção pelo SARS-CoV-2, trazendo grandes benefícios ao combate a pandemia da COVID-19.

O cenário da pandemia do Novo Coronavirus vem mudando, e a indústria do diagnóstico in vittro, acompanhando esse cenário, evolui trazendo soluções mais acuradas e aplicáveis a diferentes situações e momentos da pandemia.

Do PCR aos anticorpos neutralizantes

O primeiro teste para Covid-19 implantado em larga escala foi o PCR, até hoje padrão ouro para diagnóstico da infecção ativa, mas que já conta com o apoio dos testes rápidos de antígeno, que possuem a mesma finalidade.

Em seguida surgiram os testes sorológicos IgA, IgM, IgG, que detectam deferentes proteínas e são aplicáveis ao diagnóstico da infecção recente e/ou pregressa (hoje com melhor custo benefício e ainda muito úteis para controle epidemiológico da doença/pandemia), e posteriormente os testes conhecidos como RBD, aqueles que detectam anticorpos específicos contra o Receptor Binding Domain da Proteína Spike, com o objetivo de ampliar a especificidade e sensibilidade do teste e avaliar uma possível proteção contra reinfecções.

A porção RBD é responsável pela ligação do vírus ao receptor celular ECA 2 (enzima conversora de angiotensina 2), que permite a entrada do vírus na célula e, consequentemente, a replicação viral. Portanto, os testes que detectam anticorpos contra RBD tem excelente potencial de avaliar essa proteção, mesmo que estes não sejam específicos para Anticorpos Neutralizantes, pois podem apresentar correlação de até 90% entre si conforme estudos internos da indústria, sendo uma excelente opção diagnóstica disponível hoje para testagem em grande escala.

Mas afinal, o que são os Anticorpos Neutralizantes e qual a diferença deste teste em relação as sorologias disponíveis inicialmente?

 

Anticorpos neutralizantes

 

Primeiramente vale esclarecer que “Neutralizante” não é um tipo de anticorpo e sim uma característica que alguns anticorpos apresentam porque possuem a capacidade de bloquear a entrada do vírus na célula do hospedeiro e, dessa forma, impede que as infecções evoluam. No caso do Sars-CoV-2 os Anticorpos Neutralizantes são aqueles que impedem a ligação entre RBD e ECA2.

A principal diferença entre essas sorologias é o princípio metodológico, pois os testes de Anticorpos Neutralizantes baseiam-se em ensaios competitivos, geralmente revestido com antígeno ECA2 e marcado com antígeno S-RBD (ou ao contrário) isolando os Anticorpos Neutralizantes após essa ligação, simulando o mesmo que ocorre em testes in vitro por ensaio biológico deneutralização celular (padrão ouro, mas inviável em grande escala) e também in vivo, no nosso corpo, quando entramos em contato com o vírus.

Por isso, os testes de anticorpos neutralizantes são uma ótima ferramenta para avaliação da resposta à vacina contra Covid-19.

Novo teste de Anticorpos Neutralizantes Snibe/Vyttra

A especificidade e a sensibilidade do teste de Anticorpos Neutralizantes Snibe*, representado no Brasil pela Vyttra Diagnósticos, é de 100%**, e a correlação positiva com os testes de neutralização celular também é de 100%*. É um teste quantitativo com resultados em μg/dl que permitirá melhor avaliação e acompanhamento da resposta imunológica protetora em relação a vacinação e/ou a infecção trazendo imensuráveis benefícios ao combate a pandemia da COVID-19.

*Em processo de registro junto a ANVISA; **Conforme estudos do fabricantes submetidos a aprovação da ANVISA.

Artigo originalmente publicado no Linkedin, por Beatriz Pane – Gerente de Produtos – Imunologia e Autoimunidade – Vyttra Diagnósticos. Adaptado por Clinicarx.

A vacina Covid-19 AstraZeneca é segura? Confira perguntas e respostas.

vacina Covid-19 Astra Zeneca

Após casos de trombose venosa profunda (TVP) em pacientes que receberam a vacina Covid-19 AstraZeneca, alguns países europeus suspenderam o uso de um lote específico da vacina, para uma avaliação da possível relação causa-efeito.

Este artigo foi atualizado em 27 de abril de 2021.

No Brasil, a Anvisa emitiu comunicado técnico em 16/03/2021 sobre o assunto. A agência conduziu uma avaliação de seis casos de TVP em pacientes que receberam dose da vacina Covid-19 AstraZeneca (CoviShield). A avaliação da segurança da vacina conduzida pela Anvisa (GFARM/GGMON/DIRE5/ANVISA) não aponta alteração no equilíbrio benefício‐risco da vacina e recomenda a continuidade do seu uso na população brasileira, sem que haja a necessidade de qualquer medida regulatória neste momento.

vacina Covid-19 AstraZeneca

A Anvisa solicitou ao fabricante a inclusão na bula, no item advertências e precauções, informação sobre a possibilidade de ocorrência de casos muito raros de coágulos sanguíneos associados a trombocitopenia. Apesar de graves, esses eventos se mostraram muito raros, o que preserva a segurança da utilização da vacina na população.

Até março/2021, já haviam sido aplicadas mais de três milhões e oitenta mil de doses da vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca no Brasil. Confira a seguir perguntas e respostas sobre esse episódio, reproduzidas com base em informações apuradas por El País e pela própria Anvisa.

Por que alguns países deixaram de administrar a vacina da AstraZeneca?

Inicialmente, autoridades sanitárias austríacas detectaram dois casos graves de trombose depois da inoculação da vacina. Uma dessas pessoas morreu 10 dias depois de receber a vacina, e outra precisou ser hospitalizada com embolia pulmonar. Depois, a Dinamarca detectou outro caso de trombose grave depois da inoculação do fármaco. 

Então, alguns países também anunciaram suspensões na vacinação com a AstraZeneca, mas só de um lote concreto (o ABV5300), que estava relacionado aos casos de trombose. Essa foi a decisão adotada pela Áustria e também por Letônia, Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Itália, Romênia e algumas regiões da Espanha.

O que é uma trombose venosa profunda?

A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza‐se pela formação de trombos dentro de veias profundas, com obstrução parcial ou oclusão, sendo mais comum nos membros inferiores – em 80 a 95% dos casos.

Em relação aos eventos trombóticos, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular estima, de maneira geral, 60 casos de TVP para cada 100.000 habitantes ao ano. A incidência pode ser maior entre pessoas na faixa dos 70 a 79 anos: 300‐500 casos/100.000 pessoas ao ano. Essa faixa etária está entre os grupos prioritários para vacinação no Brasil.

Na Europa, alguns pacientes tiveram um quadro específico de TVP, conhecido como trombose venosa cerebral. Trata-se de um tipo de trombose muito pouco frequente, da qual foram detectados 11 casos na Europa depois da administração da vacina Covid-19 AstraZeneca.

“A trombose de seio venoso é um coágulo que impede que o sangue saia do cérebro. Se afetar uma veia pequena, provoca uma dor de cabeça ou um ataque epilético. Se afetar um seio [veia] grande, pode provocar um edema cerebral, aumenta a pressão cerebral e pode acarretar uma complicação muito grave” Jaume Roquer, chefe de Neurologia do Hospital del Mar de Barcelona.

O médico confirma que são episódios raros – 0,5% de todos os acidentes vasculares cerebrais –, com sintomas muito inespecíficos. Pode ser tratada com anticoagulantes e, em 90% dos casos, é curada sem sequelas.

Está provada a relação entre a vacina e os casos de trombose?

As evidências apontam que sim. Casos de trombocitopenia grave e trombose venosa profunda foram associados ao uso da vacina, mas são extremamente raros.

Pesquisadores que analisaram essa relação de causalidade chegaram à mesma conclusão: que esses eventos trombóticos graves incomuns, acompanhados de trombocitopenia, são causados por anticorpos intrusos antifator 4 plaquetário (PF4), que causam agregação plaquetária maciça e trombose, resultando na diminuição da contagem plaquetária no organismo, o que por sua vez promove sangramento. Os pacientes podem, assim, ter simultaneamente trombose grave e sangramento grave.

A síndrome é muito semelhante ao quadro bem conhecido de trombocitopenia induzida pela heparina (TIH), sendo diagnosticada e tratada da mesma forma, com a administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) e anticoagulantes. A síndrome associada à vacina foi batizada de trombocitopenia trombótica imunitária vacinal.

No Brasil, desde a suspeita de países europeus, a Anvisa revisou apenas seis casos de eventos tromboembólicos ocorridos no Brasil suspeitos e, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mas ainda não encontrou sinais de causalidade entre os eventos comunicados e o uso da vacina no país. Essas conclusões podem mudar com eventual surgimento de novos casos no país.

Qual é o risco de ter trombose após a vacinação?

O risco de trombose é maior em quem pegou Covid-19 do que em vacinados contra a doença, segundo estudo da Universidade de Oxford foi divulgado pela Fiocruz.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral (CVT, no acrônimo em inglês) em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como os imunizantes da Pfizer, Moderna e Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Embora a magnitude do risco não possa ser quantificada com certeza, o risco após a Covid-19 é aproximadamente de 8 a 10 vezes o relatado para as vacinas, e cerca de 100 vezes maior em comparação com a taxa da população. O aumento do indice de CVT com a Covid-19 é notável, sendo muito mais marcante do que os riscos aumentados para outras formas de acidente vascular cerebral e hemorragia cerebral”, diz o estudo. “Os dados de trombose da veia porta (PVT) destacam que a Covid-19 está associada a eventos trombóticos que não se limitam à vasculatura cerebral”.

Como a vacina Covid-19 AstraZeneca funciona?

A Vacina Covid‐19 AstraZeneca é um medicamento administrado para prevenir a doença coronavírus 2019 (COVID‐19) em pessoas com 18 anos ou mais.

A Vacina é composta por outro vírus (da família dos adenovírus) que foi modificado para conter o gene para a produção de uma proteína do SARS‐CoV‐2. A vacina COVID‐19 AstraZeneca não contém o vírus em si e não é capaz de causar a doença.

Os efeitos colaterais mais comuns da Vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca COVID‐19 são geralmente leves ou moderados, envolvendo cefaleia (dor de cabeça), pirexia (febre) e dor (incluindo dor muscular). Em alguns casos, podem ser observados calafrios. Estas reações melhoram alguns dias após a vacinação.

Como o profissional da saúde pode notificar reações adversas pós-vacinação (EAPV)?

Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal.

A grande maioria dos EAPV é local e/ou sistêmico de baixa gravidade. Por essa razão as ações de vigilância são voltadas para os eventos moderados e graves.

O profissional da saúde, seja farmacêutico, enfermeiro ou médico, pode fazer a notificação de EAVP diretamente à Anvisa através do sistema VigiMed.

Referências

Greinacher A, Thiele T, Warkentin TE, Weisser K, Kyrle PA, Eichinger S. Thrombotic Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCov-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104840.

Schultz NH, Sørvoll IH, Michelsen AE, Munthe LA, Lund-Johansen F, Ahlen MT, Wiedmann M, Aamodt AH, Skattør TH, Tjønnfjord GE, Holme PA. Thrombosis and Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCoV-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104882.

Attive Pharma: caso de sucesso em serviços clínicos e testagem para Covid-19

Attive Pharma

A farmácia de manipulação Attive Pharma foi a 1ª no Brasil a executar a testagem para Covid-19 de anticorpos e a primeira do Mato Grosso do Sul a realizar teste de antígeno.

Farmacêutica realiza a coleta para o Teste Covid-19 Antígeno utilizando um swab para nasofaringe.

Farmacêutica realiza a coleta para o Teste Covid-19 Antígeno utilizando um swab para nasofaringe.

O teste de antígeno por swab na nasofaringe, indica a presença do vírus Covid-19 no organismo, e em 30 minutos o paciente recebe o laudo, isso oferece agilidade ao atendimento médico, quando necessário. A testagem para Covid-19 também é indicada para quem teve contato com algum infectado. O serviço é oferecido em parceria com a Plataforma Clinicarx, que dá suporte à farmácia na implantação do serviço, protocolo de atendimento, treinamento, software e laboratório clínico de apoio.

Laudo Clinicarx

Paciente recebe um Laudo completo e intutivo após o exame pelo farmacêutico

Segundo a farmacêutica Flávia Franca, diretora da Attive Pharma, o teste pode ser agendado com 2 a 7 dias de sintomas ou em pessoas assintomáticas que tiveram exposição de risco ao novo coronavírus. “O teste de antígeno identifica a presença da proteína do vírus via secreção nasal. É considerada uma opção rápida e segura para detecção do Covid-19, com sensibilidade de 96.5% e especificidade de 99.9%”, afirma.

Farmacêutica assinando laudo Clinicarx

Farmacêutica assinado laudo do teste rápido ao paciente, um dos diversos serviços oferecidos.

Oferta de diferentes serviços à saúde

Além da testagem para Covid-19, a farmácia vem oferecendo outros serviços em parceria com a Clinicarx, incluindo vacinação, prescrição farmacêutica, acompanhamento a pacientes crônicos, avaliações de saúde diversas e exames rápidos como influenza, perfil lipídico, beta-HCG e PSA (próstata). Os serviços são oferecidos desde antes do início da pandemia.

Os pacientes podem agendar seus atendimentos por telefone ou se dirigir diretamente a farmácia para pronto atendimento. “Contamos com um time habilitado para testar pessoas de todas as idades e limitações. Esse formato a domicílio é voltado principalmente àqueles considerados grupo de risco”, finaliza Flávia.

A farmácia já atendeu milhares de pacientes em 2020 e se firma como um belo exemplo do valor dos serviços farmacêuticos para a população, gerando bom resultados também para o negócio, inclusive em farmácias de manipulação magistral.

Crédito: Campo Grande News.

Serviços clínicos aumentam em até 10% faturamento das farmácias

farmaceutico responsavel

Salas de atendimento com serviços clínicos representam uma nova oportunidade de negócios para as farmácias de todo o país. A receita desses estabelecimentos pode crescer até 10% no primeiro ano, o equivalente a um mês adicional de faturamento anual da loja. O levantamento é da plataforma digital Clinicarx, que oferta soluções tecnológicas para implementação de serviços de assistência farmacêutica.

Depois de se consolidar no grande varejo e estar presente em mais de 1.500 estabelecimentos de 400 municípios, facilitando mais de 1,2 milhão de atendimentos por mês, a startup passa a atuar em farmácias independentes e redes associativistas. O segmento representa mais de 42% dos 80 mil pontos de venda espalhados nos 26 estados e no Distrito Federal.

Farmácias aderem aos serviços farmacêuticos

Recentemente, a solução foi adotada por três grupos – Droga Bem, Multifarma e Rede Soma Drogarias. “O serviço agrega mais rentabilidade à venda de medicamentos. No primeiro ano após a implementação, o retorno sobre investimento (ROI) é o dobro do valor alocado. Já no ano seguinte é até seis vezes superior”, explica Cassyano Correr, fundador e CEO da plataforma.

Ainda de acordo com o executivo, o crescimento da receita advém da cobrança direta por serviços de vacinação, testes rápidos, avaliação e check-ups de saúde, aumento do tíquete médio e da adesão ao tratamento de pacientes crônicos e outros serviços de aferição automatizada. Ao contratar a plataforma, o proprietário do estabelecimento recebe uma gama completa de ferramentas – inclusive aplicativo mobile – treinamentos, apoio de marketing e consultoria.

Na Rede Soma Drogarias, 20 unidades aderiram à plataforma e estão em fase inicial de implementação. “Estimamos que esses estabelecimentos possam aumentar o faturamento entre R$ 10 mil e R$ 20 mil por mês”, projeta Paulo Henrique Ribeiro, CEO da Rede Soma. De acordo com ele, a solução da Clinicarx está sendo apresentada a todos as 560 lojas associativistas por incluir serviço de treinamento, permitir fácil manuseio e disponibilizar o gerenciamento de resultados.

Como implantar

Farmácias independentes e associativistas interessadas em implantar os serviços podem acessar o link. Por ele, é possível fazer um agendamento sem compromisso de análise e diagnóstico de sua empresa.

Fonte: Saúde Business.

Anvisa suaviza as regras para medicamentos controlados

Medicamentos controlados

Em função da situação de emergência de saúde pública internacional provocada pela Covid-19, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 357/2020, que altera temporariamente as regras para prescrição e dispensação de medicamentos controlados.

Principais mudanças

Uma das mudanças é o aumento da quantidade máxima de produtos permitida em notificações de receita e receitas de controle especial. Outra é a possibilidade de entrega desses remédios no domicílio do paciente. O objetivo é evitar o comparecimento a unidades dispensadoras de medicamentos, como farmácias e serviços de saúde, bem como reduzir o contato social que propicia a propagação do vírus.

Para notificações de receita e receitas de controle especial emitidas antes da  RDC 357/2020, mas que ainda estejam dentro do prazo de validade, fica permitida a dispensação estendida para até 30 dias. Porém, essa regra só é válida para as prescrições que ainda estão em poder do paciente e não foram aviadas pelas farmácias.

Validade das mudanças

As normas são temporárias e terão validade de seis meses, podendo ser renovadas sucessivamente por iguais períodos ou não, enquanto reconhecida pelo Ministério da Saúde a emergência relacionada ao novo coronavírus. Além disso, os estabelecimentos deverão atender aos requisitos de controle estabelecidos pelas demais normas pertinentes, tais como os itens obrigatórios de preenchimento dos receituários e a escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A lista de medicamentos abrangidos pelas novas regras é extensa e inclui, por exemplo, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, anfetaminas, ansiolíticos e os demais produtos controlados pela  Portaria SVS/MS 344/1998, referente ao Regulamento Técnico sobre substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.

Entrega domiciliar de controlados

A Anvisa ressalta que a entrega de medicamentos controlados deve ser feita com a retenção da notificação ou da receita de controle especial. Além disso, devem ser seguidos todos os requisitos adicionais estabelecidos pela nova RDC. Também é importante frisar que a compra e a venda dos medicamentos a serem entregues remotamente não pode ser realizada por meio da internet.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

Coronavírus nas farmácias em imagens ao redor do mundo

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As imagens dizem mais. Com a epidemia de coronavírus nas farmácias, profissionais viram sua rotina transformada e tiveram que se adaptar para garantir atendimento e abastecimento a seus pacientes.

A epidemia do COVID-19 teve início na China, mas em apenas 2 meses tornou-se uma pandemia mundial. Os farmacêuticos precisaram aprender rápido sobre a doença e se preparar para falta de produtos e explosão da demanda por atendimento.

Confira abaixo algumas imagens e suas histórias

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O pânico fez as máscaras desparecerem e ameaçou o abastecimento de EPIs em toda Ásia. Janeiro/2020. Confira a matéria. (Photo by HECTOR RETAMAL / AFP) (Photo by HECTOR RETAMAL/AFP via Getty Images)
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Farmacêutica em Barcelona – Espanha – Fevereiro de 2020. A Europa preocupada com a pandemia no continente. Confira a matéria.
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Na África, busca por máscaras nas farmácias começam a crescer. Países não se sentem preparados para enfrentar uma epidemia. Fevereiro de 2020. Confira a matéria.
0 Italy Extends Emergency Measures Nationwide As Coronavirus Death Toll Jumps
Farmacêutico em uma farmácia de Roma – Itália – Março/2020. As farmácias permanecem abertas no país, mesmo no auge da epidemia. Confira a matéria.
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Farmacêutica em farmácia do Norte da Itália, durante o período de quarentena. Março/2020. “Nova rotina”. Confira a matéria.
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Uma farmacêutica de Milão/Itália conversa à distância com um cliente à porta da farmácia. Durante a quarentena, farmácias e mercados permanecem abertos. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácia da Bélgica vendendo máscaras. OMS alerta sobre subida de preços e risco de falta de equipamentos de proteção no mercado. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácia na Inglaterra coloca aviso à porta pedindo a clientes com sintomas que não entrem e busquem atendimento pelo sistema de saúde. Março/2020. Confira a matéria.
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Farmácias e outros estabelecimentos colocam pontos de álcool gel 70% à porta para clientes fazerem higiene antes de entraram. Reino Unido. Março/2020. Confira a matéria.

Essa história continua…

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Drogal padroniza Clinicarx como plataforma para seu serviço de vacinação

Drogal e vacinação com Clinicarx

A Rede Drogal foi uma das primeiras redes do país a oferecer um programa de serviços clínicos, com o lançamento do Momento Saúde, e agora inicia também seu serviço de vacinação a toda população de Piracicaba e região.

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Conheça a Drogal

A unidade sustentável, em Piracicaba, é a primeira que está imunizando contra a gripe com a vacina quadrivalente. Além disso, disponibiliza vacinas como a HPV, Pneumocócica (para a prevenção pneumonia) e contra a Herpes Zoster, por exemplo. No total serão mais de 14 tipos. O projeto prevê a implantação gradual nas demais unidades da rede.

O Clinicarx foi a plataforma escolhida para garantir a qualidade e gerenciamento desses serviços. Dessa forma, o sistema irá operar inicialmente em 10 lojas, integrando-se gradualmente ao programa de serviços do Momento Saúde.

“Oferecer o serviço de aplicação de vacinas em uma das nossas unidades, com a possibilidade de expandir para toda a rede, é uma comemoração para nossa história de quase 83 anos. Além disso, reforça a importância da prevenção para evitar doenças que podem ser combatidas com vacinas. Mais uma vez, reafirmamos que a responsabilidade em atender com qualidade e respeito se molda neste novo programa de atenção à vida”, comenta Marcelo Cançado, diretor administrativo da Rede Drogal.

Momento Saúde Drogal

Conheça mais sobre o Momento Saúde Drogal, assistindo ao vídeo abaixo.

Nissei investe em tecnologia e amplia serviços clínicos farmacêuticos

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Rede Nissei está fortalecendo seu programa de serviços farmacêuticos, denominado Serviços Avançados Nissei (SAN).

Com mais de 30 anos de tradição no mercado, a Nissei é considerada a oitava maior Rede de Farmácias do País em número de lojas segundo a Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias).  A rede conta com mais de 250 lojas nos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, foi responsável por introduzir o conceito Drugstore no mercado paranaense, e oferece ao estado o maior número de farmácias 24 horas.

Os Serviços Avançados Nissei (SAN), oferecidos em diversas farmácias da rede, oferecem vacinação, exames laboratoriais, controle de diabetes, colesterol, peso, hipertensão, revisão da medicação e também o programa de auxílio para dependentes do tabagismo. Segundo Alexandre Maeoka, Diretor Executivo, “esse é um projeto novo, que visa também ampliar a comodidade ao cliente, além de retomar o papel do farmacêutico na difusão de importantes informações ao paciente”.

logo nisseiUm dos diferenciais do SAN é a oferta de exames laboratoriais rápidos, em parceria com o sistema HiLab. De acordo com a coordenadora de serviços farmacêuticos da Nissei, Carolina Escobar, em breve outras farmácias da Rede também estarão oferecendo essa tecnologia. “Estamos empenhados em oferecer soluções inovadoras aos nossos clientes que gerem ganhos de tempo e economia”, enfatiza.

Recentemente, a rede deu o próximo passo em tecnologia, para o aprimoramento de seus processos e portfólio de serviços, fechando parceria com o software Clinicarx. O objetivo é ampliar a oferta de serviços para mais unidades, garantindo consistência e qualidade no atendimento. Com a implantação da plataforma, a rede poderá dar um maior suporte ao farmacêutico no atendimento dos pacientes e obter melhor controle na gestão, permitindo um gerenciamento em tempo real de tudo que acontece em relação aos serviços farmacêuticos dentro das lojas. “Estamos muito felizes com a parceria fechada com a Nissei. Além da empresa e farmacêuticos, estamos certos que pacientes e médicos serão os maiores beneficiados”, relata Cassyano Correr, fundador do Clinicarx.

Minas-Brasil leva serviços farmacêuticos ao norte de Minas com Clinicarx

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A Drogaria Minas-Brasil inaugurou em 2017 sua primeira clínica de serviços farmacêuticos, o Espaço +Saúde, e agora oficializa o Clinicarx como software que permitirá a ampliação dos serviços farmacêuticos para todas as suas farmácias.

A Minas-Brasil tem um espirito de vanguarda, há mais de 50 anos verificamos pressão arterial, há mais de 20 anos fazemos teste de glicemia. Quando surgiu a oportunidade de termos a clínica farmacêutica, nós atrasamos um pouco a inauguração, por conta de não termos um software adequado para o trabalho. Pensamos até em desenvolver um sistema próprio, até que chegamos ao Clinicarx”, relata Luciano Guedes, farmacêutico e diretor da empresa.

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A empresa foi fundada em 06 de Março de 1958 em Montes Claros (MG), consolidou sua marca com excelência na área farmacêutica, e foi aumentando gradativamente seu mix de produtos e a quantidade de filiais próprias, tornando-se a maior rede de drogarias do Norte de Minas Gerais. Hoje, com 34 lojas físicas, duas lojas virtuais que atendem todo o país, e um moderno Centro de Distribuição Interna com 4.000 m², a Drogaria Minas-Brasil se destaca como empresa líder no setor farmacêutico no Norte de Minas.

O objetivo agora é continuar melhorando a qualidade dos serviços prestados à população mineira. “Temos tido casos sensacionais da percepção do cliente, de que nós não estamos aqui apenas para vender medicamentos, produtos de higiene e conveniência. Nós estamos também muito preocupados com a saúde do cliente. As pessoas tem visto isso, tem tido a percepção da preocupação da Minas Brasil com a saúde das pessoas. Hoje nós falamos menos de doença e mais sobre saúde”, relata Luciano.

A Minas-Brasil conta atualmente com duas salas de serviços farmacêuticos em operação e prepara a inauguração das próximas unidades, mas todas as lojas da rede oferecem serviços básicos como verificação da pressão e glicemia. Segundo Luciano, a empresa irá continuar expandindo seus serviços: “nós já inauguramos duas unidades e vamos abrir mais duas esse ano. Esperamos contribuir com a saúde da população onde atuamos”.

Minas Brasil

O Clinicarx foi a escolha da Drogaria Minas-Brasil por vários motivos, entre eles a qualidade e facilidade do sistema. “É um software sensacional, muito bom, simples de usar e muito útil. Além disso, permitirá termos todos os dados, que levaremos a Abrafarma, somando aos dados nacionais. Assim poderemos mostrar junto a órgãos como a Anvisa a importância da farmácia clínica”.

O coordenador do programa Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma e um dos fundadores do Clinicarx Cassyano Correr, acompanhou a inauguração da primeira clínica de serviços. “Eu fiquei muito impressionado com a receptividade da população de Montes Claros e o quanto a Minas-Brasil está integrada, servindo aquela comunidade da qual fazem parte, há tantas décadas. Foi possível sentir o carinho que a população tem em relação a empresa. Tive também a oportunidade de conhecer mais o trabalho do Dr. Luciano. É um farmacêutico com paixão pelo que faz, que com sua equipe leva um alto nível de qualidade à Minas-Brasil que não se vê sempre por aí”.

Nós, do Clinicarx, estamos muito felizes de podermos servir à Minas-Brasil e em poder ajudá-los em seu propósito de levar desenvolvimento e mais saúde a toda população de Montes-Claros e região.