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O que são Testes Laboratoriais Remotos?

Nos últimos anos, a modernização da medicina laboratorial permitiu o desenvolvimento de várias novas tecnologias. Entre elas estão os chamados Point-of-Care Testing (POCT), que são exames rápidos feitos no ponto de cuidado do paciente. São também conhecidos como Testes Laboratoriais Remotos (TLR) ou simplesmente Testes Rápidos (TR).

Os testes são realizados fora da área de um laboratório de análises clínicas, utilizando pequenos aparelhos portáteis. De fácil utilização, devem ser operados por profissional treinado e legalmente habilitado. O resultado de um teste rápido é obtido em poucos minutos e auxilia, principalmente, o rastreamento e/ou acompanhamento de pacientes portadores de doenças crônicas.

Por serem uma solução prática e econômica, os testes rápidos já são uma realidade mundial e estão cada vez mais presentes na rotina dos farmacêuticos e demais profissionais da saúde. Na Europa, a realização de testes rápidos é o serviço mais comum em farmácias, presente em 23 países. Já nos Estados Unidos, são mais de 10 mil farmácias independentes ou de rede que oferecem esse serviço, disponibilizando mais de 100 tipos de testes.

Quais os benefícios dos Testes Rápidos?

Pensando no cenário brasileiro atual, o tempo de realização de exames e o acesso a esse tipo de recurso é um dos problemas enfrentados na área da saúde. Como consequência, o diagnóstico médico é prejudicado, impactando a efetividade de tratamentos que sejam necessários ao paciente. 

Nesse ponto, o maior benefício dos testes rápidos realizados junto ao paciente é a rapidez na obtenção dos resultados. Essa agilidade permite que o processo de rastreamento (triagem) ou encaminhamento seja concluído durante um único encontro. Com isso, facilita o acesso a cuidados, aconselhamento, tratamentos e resultados para os pacientes. 

Um outro ponto importante é a qualidade. O fato de serem testes feitos em aparelhos portáteis não dispensa esses exames de terem um sistema de garantia de qualidade envolvido. Procedimentos padronizados para controle interno e externo de qualidade, treinamento de operadores, padrões na emissão de laudos e gerenciamento da informação são fundamentais para garantir a confiabilidade dos resultados.

Além de tudo, fornece uma excelente oportunidade para os profissionais de saúde. Enquanto aumentam a receita expandindo os serviços de atendimento ao paciente, também melhoram a saúde nos níveis de pacientes e população em geral. Isso porque também podem ser usados em locais onde há dificuldade de acesso a um laboratório, como por exemplo em comunidades e cidades isoladas ou afastadas dos grandes centros. 

Como fica regulamentação dos testes rápidos?

Quando implementados de maneira correta, os TLR’s trazem benefícios tanto para os profissionais da saúde, quanto para os pacientes. Para isso, são necessários diversos cuidados, a fim de garantir a confiança de seus resultados. 

Para que um exame seja efetivo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da RDC 302/2005, determina que a execução dos TLR’s deve estar vinculada a um laboratório clínico. O laboratório deve estar envolvido em todas as etapas do processo, já que será o responsável pela validação, acompanhamento dos resultados e verificação do desempenho.  Os TLR’s podem ser realizados hoje em ambientes como consultórios privados, unidades básicas de saúde, pronto atendimento, empresas e até mesmo na casa do paciente.

Atualmente, a implementação de TLR’s nas farmácias enfrenta um desafio relacionado a sua regulamentação. Uma decisão da Anvisa impede os estabelecimentos como farmácias e drogarias de ministrar os exames rápidos, com a alegação de que a RDC 44/2009 permite a realização somente do teste de glicemia e a comercialização de autotestes para detecção do HCG e anti-HIV. Portanto, qualquer exame fora dos citados estaria em desacordo com a resolução. Felizmente, esta norma encontra-se em revisão e a expectativa da setor é que a Anvisa libere a realização de testes rápidos nas farmácias.

Profissionais da área acreditam que a liberação desses testes está baseada no avanço tecnológico e ocorre em conformidade com a RDC 302/2005, por se tratar de um serviço que auxilia o médico no diagnóstico, contribui para detectar casos suspeitos com mais rapidez e possibilita o acompanhamento de doenças crônicas. Além disso, a Lei Federal 13.021/2014 define que a farmácia é uma unidade de prestação de serviços de assistência à saúde, e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) estabelece que o farmacêutico possui competência para o exercício do cuidado ao paciente, incluindo ações de rastreamento em saúde, acompanhamento farmacoterapêutico, entre outras. 

Com o conhecimento de como os testes rápidos podem beneficiar o paciente e a saúde da população em geral, a implementação de TLR’S deve ser vista como uma oportunidade para que órgãos regulamentadores, empresas e profissionais da saúde trabalhem juntos para tornar esse serviço uma realidade acessível para todos. 

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