Proteína C Reativa (PCR): teste rápido para avaliação de processos inflamatórios

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Derivada da resposta hepática frente a ação de citocinas (mediadores citoquímicos), a proteína C reativa (PCR) é um biomarcador característico de processo inflamatório agudo e que atua ativamente no processo aterogênico.

A PCR pode ser utilizada para o acompanhamento do controle clínico de infecções, lesões inflamatórias teciduais e distúrbios inflamatórios em geral e do risco cardiovascular.

Como marcador inflamatório, pode ser utilizado em pacientes com a Covid-19 como um marcador de gravidade. Atenção para não confundir este exame com o RT-PCR, utilizado para detecção do vírus e diagnóstico da Covid-19.

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Risco Cardiovascular

Definição

Representa a probabilidade de ocorrência de um evento cardiovascular em um indivíduo.

Manifestações clínicas

As principais manifestações clínicas cardiovasculares, quando presentes, são sensação de dormência e formigamento de extremidades (acompanhada ou não da perda de sensibilidade), hematomas, fadiga, cefaleia (dor de cabeça), astenia, angina, sensação de palpitação, arritmias, mal-estar geral, dispepsia e outros distúrbios gastrointestinais, sudorese excessiva, infecções e palidez.

Fatores de risco cardiovascular e grupo de risco

Indivíduos com processos ateroscleróticos são tidos como grupo de risco. A inflamação, nestes casos, está atrelada a ocorrência de níveis exacerbados da fração lipídica de colesterol LDL, sendo este o principal fator de risco. A presença de fatores de risco cardiovascular possui maior associação com o estabelecimento do quadro do que a idade de forma isolada, logo, avaliar a presença destes fatores e controlar sua manifestação sintomática são ações de prevenção.

Prevenção

A prevenção de eventos cardiovasculares consiste na promoção de mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercício físico ao menos 3x na semana, dieta alimentar balanceada centrada na baixa ingestão de alimentos ricos em gorduras ou com alto teor de carboidratos e no aumento de consumo de fibras alimentares, cessação tabágica e redução do consumo de bebidas alcoólicas.

Rastreamento

A detecção e quantificação da proteína C reativa (PCR) pode ser feita em pacientes com suspeita ou confirmação diagnóstica de doenças ateroscleróticas. Para tais condições, recomenda-se testagem logo que surgirem sintomas, tendo periodicidade regular definida junto ao especialista que acompanha o caso.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico é feito a partir da realização de anamnese, exame físico completo e análise de história clínica pregressa e do histórico familiar, associado a interpretação das condições clínicas que levaram o indivíduo a buscar um atendimento em saúde.

O diagnóstico laboratorial consiste na coleta de amostra sanguínea capilar ou venosa para quantificação dos níveis de PCR circulante. A pesquisa de doenças ateroscleróticas consiste na análise do perfil lipídico do indivíduo, que revela a exacerbação de fatores de risco importantes para a condição), e na dosagem dos níveis de proteínas de fase aguda (PCR, fibrinogênio, proteína amiloide sérico A, entre outras), além do emprego de técnicas biomoleculares para detecção de fatores genéticos.

Limitações do PCR

A proteína C reativa é um marcador de baixa especificidade, o que ressalta a necessidade da realização de exames complementares e confirmatórios. Encaminhamento médico oportuno é necessário para investigação da presença de outras condições associadas ou que descarte quadros relacionados ao aumento do risco cardiovascular.

Mulheres na fase final da gestação podem apresentar valores de PCR naturalmente elevados, assim como as que fazem uso de terapia hormonal contraceptiva e pessoas em alto grau de obesidade.

Pacientes com hepatopatias podem apresentar alterações na produção de tal proteína, sendo importante analisar outros parâmetros biológicos que indicam a presença de processos inflamatórios que interferem nos níveis esperados de PCR.

A quantificação de mediadores citoquímicos, a visualização de lesões teciduais, a detecção dos respectivos agentes patológicos e a presença de outros biomarcadores de processos inflamatórios são exames complementares auxiliares para elucidação do diagnóstico.

Papel do teste rápido

A realização de teste rápido com metodologia imunoenzimática de reflectometria em látex para quantificação de PCR fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (até 3 minutos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

O tratamento de pacientes com risco cardiovascular alterado é centrado na condição basal associada ao risco e passa pelo manejo dos fatores de risco.

Acompanhamento

Pacientes com níveis elevados da proteína C reativa devem passar por investigação clínica em busca da causa. Uma vez detectada a causa primária, a realização de novos exames deve ser feita com periodicidade variável, a fim de possibilitar a avaliação de outras condições clínicas que o paciente possua, bem como a natureza da origem inflamatória e fatores de risco para eventos cardiovasculares. A terapia deve ser adequada a cada caso e reavaliada sempre que necessário conforme os resultados dos exames laboratoriais.

Processos inflamatórios

Definição

Infecções causadas por diferentes agentes, sejam bactérias ou vírus, estimulam resposta inflamatória, capaz de alterar os níveis de PCR.

Manifestações clínicas

As manifestações clínicas sistêmicas são quadro febril, que pode atingir picos de febre alta acima de 38,5ºC, mais frequentes em infecções bacterianas, algias (dores no corpo), astenia (fraqueza), perda de apetite, prostração e distúrbios gastrointestinais.

Sintomas específicos podem ocorrer em casos de infecção localizada, tornando a região potencialmente sensível e dolorida à palpação, bem como podendo evidenciar aumento dos linfonodos próximos ao sítio de infecção.

Faixa etária e grupo de risco

A suscetibilidade a infecções, tanto bacterianas quanto virais, é universal. Indivíduos com o sistema imunológico em desenvolvimento (pacientes pediátricos), debilitados ou imunocomprometidos estão mais expostos. Pacientes em terapia antineoplásica (quimioterapia), portadores do HIV, e demais condições, constituem grupo de risco para coinfecções.

Prevenção

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, através de campanhas de vacinação promovidas pelo Ministério da Saúde, promove a imunização de diversos grupos populacionais contra diversas condições infectocontagiosas imunopreveníveis. O calendário de vacinação preconiza as principais datas e esquemas vacinais a serem seguidos para completa imunização. A ampla divulgação e conscientização da população para adoção de tal medida preventiva são ações coletivas de saúde pública com grande impacto na promoção da saúde e prevenção de doenças da população.

No caso de infecções para as quais não há profilaxia vacinal, é recomendada a educação sanitária e adoção de práticas de higiene que favoreçam a redução das diferentes formas de transmissão e a proliferação vetorial.

Rastreamento

O rastreamento deve ser feito a partir da detecção de sintomas suspeitos de infecções. Testes como a quantificação de PCR são indicação para definição do estadiamento de possíveis infecções e para definição do agente causador mais provável. Testes rápidos para pesquisa de agentes infecciosos também podem ser empregados como ferramentas complementares para o rastreamento.

Diagnóstico

De modo geral, tem-se que infecções bacterianas estão comumente associadas (aproximadamente 85% das vezes) a valores >100 mg/dL no PCR, uma vez que revelam alto grau de lesão tecidual.

Diferentemente, quando em infecções virais, os níveis de PCR apresentam valores <40 mg/dL. Contudo, infecções por adenovírus, citomegalovírus, influenza, herpes simples, sarampo e caxumba podem relevar valores acima de 100 mg/dL, sendo necessário o emprego de outras técnicas mais específicas para diagnóstico diferencial.

Reforçamos que a proteína C reativa é um marcador de baixa especificidade, o que ressalta a necessidade da realização de exames complementares e confirmatórios. Encaminhamento médico oportuno é importante para investigação de outras condições associadas que podem levar ao aumento nos níveis de PCR.

Papel do teste rápido

A realização de teste rápido com metodologia imunoenzimática de reflectometria em látex para quantificação de PCR fornece mais assertividade e segurança para o profissional da saúde orientar e/ou encaminhar o paciente da melhor maneira possível.

A facilidade de acesso ao estabelecimento, coleta de amostra, curto tempo para emissão do resultado (até 3 minutos) e a alta confiabilidade fazem do teste rápido uma opção altamente vantajosa para o indivíduo que busca atendimento em saúde de qualidade e segurança.

Tratamento e orientações

O tratamento não farmacológico pode ser aplicado independentemente da natureza do agente infecioso e consiste em reidratação, dieta alimentar balanceada e repouso.

O tratamento farmacológico varia de acordo com o tipo e a natureza do agente causador da infecção:

Infecções bacterianas

O tratamento inclui antibioticoterapia, prescrita por profissional competente. Diferentes classes de antimicrobianos podem ser utilizados, por via oral, intramuscular ou intravenosa. Β-lactâmicos, como penicilinas, cefalosporinas e carbapenens, quinolonas, como o ciprofloxacino, aminoglicosídeos, como a gentamicina, macrolídeos, como a azitromicina, sulfonamida, como o sulfametoxazol, tetraciclinas, cloranfenicol, entre outros, são as principais classes de antibióticos administrados.

A antibioticoterapia pode ser associada ao uso de medicamentos isentos de prescrição como anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) a exemplo do paracetamol, complexos vitamínicos que visam o fortalecimento do sistema imunológico e a promoção da recuperação orgânica. Sprays e pastilhas contendo anestésico local, amplamente usados em infecções de garganta, e repositores hidroeletrolíticos (isotônicos) são alguns dos produtos para saúde que também podem ser empregados.

A adesão do paciente ao tratamento é fundamental para evitar a proliferação de bactérias multirresistentes, cabendo ao profissional da saúde em contato com o paciente conscientizá-lo a respeito da importância da terapia, esclarecendo possíveis dúvidas e colocando-se à disposição, especialmente na avaliação da segurança (eventos adversos) e efetividade (piora do quadro) terapêutica.

Infecções virais

Geralmente relacionadas a quadros autolimitados, o tratamento é sintomático e centrado na administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e uso de produtos para a saúde, como compressas que auxiliam no alívio de dores articulares.

Deve-se promover o uso racional de medicamentos em todos os quadros clínicos, evitando a ocorrência de desfechos desfavoráveis ao paciente.

Acompanhamento

O acompanhamento deve ser feito de acordo com a natureza do processo infeccioso e o grau de comprometimento do indivíduo acometido. Em casos agudos, a periodicidade recomendada pode ser diária, como no caso de pacientes hospitalizados em quadro grave ou até a remissão da sintomatologia apresentada para pacientes que não necessitam de hospitalização, visando avaliação da eficácia terapêutica. Testes como a quantificação da PCR e a verificação de outros elementos constituintes do sistema circulatório, a exemplo do leucograma, podem ser utilizados no acompanhamento.

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