Tendências Varejo 2025

Tendências do varejo farmacêutico para 2025


O impacto da transformação digital

Todos os setores da economia vêm sendo impactados pela velocidade da transformação digital. São mudanças que vem de fora, para dentro de setores tradicionais como o varejo e os cuidados com a saúde. Por isso, ficar atento às tendências dessa transformação sobre varejo farmacêutico pode fazer a diferença na sobrevivência do seu negócio.

Transformação no PDV

Segundo especialistas do setor, a tendência central no varejo é a transformação do Ponto de Venda (PDV). Nessa mudança, definida como PDX (“ponto de experiências”), o varejo incorpora funções e atividades para além da venda de produtos. Nesse sentido, um cliente mais informado e com muito mais opções terá menos interesse em entrar em uma loja tradicional de produtos, isso porque ele buscará algo mais.

Transformação no sistema de saúde

Além do varejo, assistimos ao início de uma profunda transformação digital no sistema de saúde. Eventualmente, os dados de saúde de um paciente se tornarão altamente centralizados, padronizados e compartilháveis. Por exemplo, no futuro, será comum uma pessoa receber insights, diagnósticos ou predições sobre sua saúde. Esses dados serão baseados em grande quantidade de informações armazenadas de diversas fontes (atendimentos profissionais, exames, automonitorização).

Como resultado, profissionais da saúde auxiliarão pacientes a tomarem melhores decisões baseados nesses dados, com ajuda de algoritmos de inteligência artificial. Assim, o paciente estará cada vez mais no centro das decisões sobre sua própria saúde. Essas mudanças também trarão impacto sobre o varejo farmacêutico.

Quais são essas tendências?

Veja a seguir algumas tendências do varejo farmacêutico brasileiro para 2025.

1. Consolidação do mercado

Apesar do aumento do número de farmácias no Brasil, que acompanha também o crescimento populacional, a tendência é de concentração do mercado. Em breve, as redes e associações deverão representar mais de 30% do número de lojas (hoje representam menos de 20%). Nesse sentido, haverá redução no número de farmácias independentes. Em faturamento, as redes e associações já representam mais de 50% do mercado e essa concentração deve aumentar.

2. Serviços

As farmácias devem se transformar em centros de serviços de saúde – com clínicas, serviços farmacêuticos, exames laboratoriais, ópticos e de beleza. Portanto, o farmacêutico deverá se firmar como protagonista dessa transformação, dividindo espaço com outros profissionais da saúde, como nutricionistas, enfermeiros e médicos. Dessa forma, a oferta de serviços incluirá consultas, vacinação, exames rápidos, testes genéticos, navegação em saúde, nutrição, programas preventivos, acompanhamento e ações com grupos de pacientes. A estruturação desses processos através de software será central para acelerar essa transformação.

3. Jornada digital

A tecnologia permitirá menos atrito em toda jornada de saúde dos pacientes, incluindo as compras e os serviços feitos na farmácia. Com isso, pacientes com sintomas poderão se comunicar com sistemas de inteligência artificial, médicos, farmacêuticos ou outros profissionais antes mesmo de irem à farmácia ou a um centro de saúde. A receita médica se converterá em prescrição eletrônica de forma rotineira, disponível na nuvem. A dispensação de medicamentos se converterá em gerenciamento do tratamento, mapeado em aplicativos ao alcance do paciente. Estarão disponíveis consultas remotas com médicos e demais profissionais, que o paciente poderá fazer de sua casa ou na farmácia, para qualquer lugar. Ou seja, todas as informações de saúde do paciente estarão centralizadas com ele, em um prontuário único digital, que se comunicará com todos os pontos de saúde. Em resumo, o paciente será o dono supremo de suas informações e decidirá o que compartilhar, quando e com quem.

4. Remuneração baseada em valor

O modelo de remuneração dos serviços de saúde é considerado ineficiente. Por isso, será aos poucos substituído por um sistema de pagamento baseado em desfechos (valor). Consequentemente, clínicas, hospitais e profissionais serão pagos pelos resultados efetivamente obtidos e valorados por seus pacientes, não apenas por consultas, exames e procedimentos. Essa mudança terá um grande impacto sobre o varejo farmacêutico, na medida em que a adesão ao tratamento, por exemplo, se tornará fundamental para alcance desses resultados. Além disso, os próprios serviços de saúde providos dentro da farmácia deverão ser capazes de avaliar e reportar seus desfechos.

5. Marcas próprias e mais conveniência

Essa tendência tem a ver com a próprio conceito de PDX. Na medida em que o consumidor não precisa mais ir à loja para obtenção de produtos e até de alguns serviços, o próprio conceito de loja tende a mudar. Categorias de marca própria desempenharão um papel estratégico, na busca por exclusividade e melhores margens. Esses produtos poderão representar, segundo especialistas, de 5% a 10% dos negócios. Além disso, uma loja mais focada em conveniência e estruturada para ser um hub de soluções tende a ganhar espaço. É a farmácia se transformando num ponto de experiências, educação, informação, relacionamento, alimentação, orientação, serviços, entretenimento, lazer e até compras.

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2019-03-27

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