Pessoas vacinadas podem testar positivo para Covid-19?

pessoas vacinadas

Este artigo sobre o novo coronavírus pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 23/04/2021.

Pesquisas, desenvolvimento de vacinas e ensaios clínicos resultaram no início da vacinação contra a Covid-19 em tempo recorde, em menos de 12 meses após o início da pandemia. 

Em alguns países, a vacinação iniciou em dezembro de 2020. No Brasil, começou no dia 18 de janeiro de 2021 seguindo o Plano Nacional de Imunização.

Neste momento, a vacinação contra a Covid-19 está sendo realizada no mundo: em alguns lugares mais rapidamente e em outros nem tanto. No Brasil, apenas cerca de 4% da população foi totalmente vacinada (recebeu as duas doses).

Enquanto a imunização segue acontecendo, o conhecimento sobre as vacinas está em processo de construção com estudos sendo realizados e dados sobre a vacinação acompanhados.

Pesquisas sobre possibilidade de reinfecção, variantes do SARS-CoV-2 e testes para detectar anticorpos neutralizantes também estão sendo realizados e contribuem com o conhecimento sobre a doença. 

Embora ainda existam lacunas a serem preenchidas, alguns pontos sobre a vacinação contra a Covid-19 estão mais esclarecidos.

Vamos ver alguns deles neste artigo.

A vacina contra a COVID-19 pode causar um resultado positivo para teste de antígeno?

Não. Nenhuma vacina aprovada e disponível no Brasil é capaz de causar a doença. Os testes de antígeno verificam se há doença ativa no momento da testagem, portanto, caso a pessoa não esteja realmente doente, o teste de antígeno não será positivo por conta da vacina. 

Por outro lado, como a vacina induz a resposta imunológica, é possível que a pessoa teste positivo em testes de anticorpos (sorologia).

Pessoas vacinadas ficaram doentes. Por quê?

Segundo o Instituto Butantan, a pessoa vacinada só adquire imunidade completa contra a Covid-19 após a segunda dose da vacina. 

Além disso, o organismo normalmente demora algumas semanas para desenvolver imunidade (anticorpos contra a doença) depois da vacinação.

É possível que uma pessoa esteja infectada antes de tomar vacina e sem sintomas por estar no período de incubação do vírus (que pode variar de 2 a 14 dias) ou se contamine logo após ter tomado a vacina e fique doente. Isso porque o corpo não teve tempo suficiente para produzir anticorpos. 

Casos de pessoas que testaram positivo após vacinação no Brasil

Segundo a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM), em diversas situações o intervalo entre a aplicação da vacina e o início dos sintomas não foi suficiente para a esperada resposta de anticorpos desencadeada pela vacinação. 

É possível que pessoas vacinadas contra a Covid-19 sejam infectadas?

Sim. Existe uma taxa muito pequena de pessoas completamente vacinadas (com as duas doses da vacina)  que testaram positivo para coronavírus mesmo após o intervalo esperado para produção de anticorpos. Os pesquisadores estão nomeando esse acontecimento como “casos revolucionários ou inovadores”.

Nenhuma vacina tem 100% de eficácia e diante do cenário com milhares de novos casos diários ocorrendo paralelamente com a vacinação, é esperado que ocorra infecção em pessoas vacinadas. 

Por que ser vacinado então?

Dados de ensaios clínicos demonstraram que as vacinas evitaram a doença na maioria dos casos e as pessoas que ficaram doentes não desenvolveram quadros graves ou críticos.

Dessa maneira, é possível afirmar que tomar uma vacina contra a COVID-19 ajudará a evitar que uma pessoa adoeça gravemente, mesmo que fique doente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há casos de pessoas vacinadas e que foram infectadas posteriormente, mas não tiveram sintomas, e casos de pessoas vacinadas que tiveram quadros leves da Covid-19.

Isso reforça os dados dos ensaios clínicos: as vacinas protegem contra quadros graves.

Além de proteger contra a forma grave da doença, ser vacinado também pode proteger as outras pessoas porque é menos provável que uma pessoa protegida infecte outras pessoas.

Pessoas que já tiveram Covid-19 devem ser vacinadas?

Sim, a vacina é recomendada para todas as pessoas dos grupos autorizados até o momento. Existe estudo com pessoas que tiveram infecção anteriormente que demonstrou aumento nos níveis de anticorpos neutralizantes após uma única dose da vacina nessas pessoas. A vacinação, portanto, pode atuar como um impulsionador da imunidade produzida por uma infecção natural.

Pessoas com Covid-19 devem ser vacinadas?

Não. O Ministério da Saúde recomenda adiar a vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção por SARS-CoV-2 até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.  

Eficácia das vacinas exigida pela Organização Mundial da Saúde

A Organização Mundial da Saúde exige índices de eficácia superiores a 50% para as vacinas, assim como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ambas as vacinas (Coronavac e AstraZeneca) disponíveis no Brasil até o presente momento demonstraram excelente perfil de segurança e atendem o parâmetro de eficácia exigido pelos órgãos reguladores.

Fatores que podem interferir na eficácia das vacinas

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirma que há vários fatores que afetam o funcionamento de uma vacina “em condições do mundo real”:

  • Fatores do paciente, como pessoas não incluídas nos ensaios clínicos que podem responder de maneira diferente à vacina;
  •  Fatores virais, como as variantes;
  • Fatores programáticos, como seguir os esquemas de dosagem ou armazenar e manusear as vacinas de maneira adequada.

Eficácia das vacinas aprovadas para uso no Brasil

  • Cononavac: 50,38% de eficácia global no estudo clínico desenvolvido no Brasil – 78% em casos leves e 100% contra casos moderados e graves.
  • Fiocruz/AstraZeneca: eficácia global de 76% na primeira dose e 82,4% na segunda.
  • Pfizer/BioNTech: 95%.
  • Janssen: 66,9% de eficácia para casos leves e moderados e 76,7% de eficácia para casos graves, após 14 dias da aplicação.

Entre as vacinas aprovadas, a da Janssen é a única de dose única, mas, assim como a vacina da Pfizer, ainda não está disponível no território brasileiro.

Importante!

Farmacêutico, lembre-se que os testes de antígenos são os testes recomendados para investigação da doença ativa. Caso o seu paciente, mesmo completamente vacinado, apresente sintomas, escolha o teste de antígeno disponível na sua farmácia para verificar se ele está infectado.

Mesmo após a vacina os cuidados devem permanecer

Se você foi totalmente vacinado contra a Covid-19, ainda existe uma chance de você contrair o vírus. A boa notícia é que caso você venha a desenvolver sintomas, você tem grandes chances de a doença não evoluir para um quadro grave ou crítico.

As vacinas são eficazes e os pesquisadores ainda estão estudando como as vacinas evitam que alguém espalhe o vírus, portanto as pessoas vacinadas ainda devem manter todas as medidas de segurança em ambientes públicos.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

              “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Como montar uma sala de vacinação na farmácia

sala de vacinação

Se você está implantando uma sala de vacinação na sua farmácia para oferecer o serviço e está com dificuldades, este artigo é para você.

Muitas farmácias em todo Brasil já oferecem serviços em saúde. Se você está se preparando e pensando em como implantar o serviço de vacinação na farmácia, há pontos que precisam ser considerados nesse processo. 

Qualquer farmácia pode oferecer esse serviço, mas para isso é necessário ter a sala de vacinação segundo algumas legislações para não ter problema com a fiscalização. 

O serviço de vacinação nas farmácias 

Em dezembro de 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou a RDC 197/2017, que estabeleceu os requisitos mínimos para serviços de vacinação humana. Esse foi um marco na liberação de serviços de vacinação porque permitiu a responsabilidade técnica por farmacêuticos. 

Essa RDC da Anvisa veio regulamentar o Artigo Nº7 da Lei 13.021/2014, que autorizou aplicação de vacinas nas farmácias.

Alguns marcos regulatórios e pontos importantes para poder oferecer esse serviço:

  • RDC 197/2017: Dispões sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação humana;
  • A RDC 197/2017 determina que a farmácia deve ter instalações físicas adequadas, de acordo com o que é exigido pela RDC 50/2002. 
  • A Anvisa não exige sala exclusiva para vacinação, mas muitas vigilâncias municipais fazem essa exigência. Por isso, é necessário entrar em contato com a vigilância local durante o processo de implementação desse serviço.
  • Inclua em seu CNPJ o CNAE 8630-5/06 Serviços de vacinação e imunização humana;
  • Segundo a resolução CFF nº 654/2018, o farmacêutico precisa estar capacitado e habilitado para realizar o procedimento de vacina, portanto ele deve realizar um curso presencial e homologar o certificado no Conselho Regional de Farmácia;
  • É obrigatório ter  POP para o serviço de vacinação.

Não esqueça da documentação:

A documentação é um dos quesitos mais “atraentes” para a vigilância sanitária. Você irá precisar de um plano de gerenciamento de resíduos e diversos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs)

Os principais POPs são para atividades de conservação, armazenamento e transporte de vacinas, higiene de pessoas e ambientes, e o processo de atendimento.

Como deve ser a sala de vacinação

A infraestrutura de uma farmácia que oferece esse serviço deve contar com três ambientes principais: uma área de recepção, um banheiro acessível para clientes e a sala de vacinação. A metragem mínima exigida para sala é 6 m²

  • Estrutura da sala de vacinação

A sala de aplicação de vacinas deve ter pisos e paredes íntegros e laváveis; portas e janelas de material lavável; ponto de água; ponto de internet; 1 tomada para cada equipamento; iluminação (natural ou artificial), temperatura, umidade e ventilação adequadas; espaço destinado à sanitário para clientes.

  • Mobiliário da sala

Mesa e cadeiras para atender o paciente, maca, bancada, armário para insumos, lixo com tampa e pedal para descarte de lixo comum e infectado, dispensador de sabonete líquido e papel toalha. 

Computador e impressora fazem parte desse conjunto e saiba que cada equipamento da sala precisa ter uma tomada elétrica exclusiva.

  • Equipamentos

Termômetro de máxima e mínima para ambiente calibrado, equipamento para refrigeração das vacinas (geladeira de vacinas) e caixa térmica de fácil higienização. 

  • Insumos

  • Agulhas e seringas;
  • Álcool 70% e algodão ou gaze;
  • Stopper ou esparadrapo.

 

  • Recursos materiais

Bobinas de gelo reutilizáveis, recipiente para descarte de pérfuro cortante e material biológico. 

 

  • Recursos humanos 

  • Farmacêutico habilitado, com autonomia técnica e regular perante o CRF;
  • Equipe de atendimento treinada, colaborativa e comprometida;
  • Equipe de limpeza treinada.

Montar um consultório farmacêutico pode mudar sua carreira e sua vida, mas também pode ser mais complicado do que apenas seguir a legislação. Um consultório é, na verdade, um negócio, por isso precisa entregar valor ao paciente e ser sustentável financeiramente.

sala de vacinação

Prepare as pessoas

Segundo o CFF, o(a) farmacêutico(a) deverá estar apto (habilitado) para poder fazer a vacinação. Para isso deverá concluir um curso de capacitação reconhecido e averbado pelo Conselho Regional de Farmácia de seu Estado. 

A equipe de vendas e gerência da loja também devem passar por treinamento nos aspectos operacionais do serviço.

A Clinicarx tem um curso online completo sobre vacinação na farmácia. Confira!

Licencie seu estabelecimento

Obter as autorizações para começar a operar costuma ser a parte mais demorada, pois são muitos protocolos, taxas e burocracia! 

Não se esqueça da inclusão de atividades CNAE específicas em seu CNPJ e seu projeto arquitetônico/ memorial descritivo. Além disso, você precisará do alvará da prefeitura, certidão de regularidade do CRF, autorização de funcionamento da Anvisa, licença sanitária incluindo atividade de vacinação e CNES (cadastro nacional de estabelecimento de saúde).

Adquira um software

Um bom software para cuidar de toda sua operação e inteligência de negócio é uma escolha importante. 

Você precisará manter um prontuário do paciente, registros de atendimento, fornecer declarações de atendimento, carteira de vacinação, segurança da informação e cumprimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Conte com a Clinicarx para ajudar a gerenciar seus serviços farmacêuticos e se preocupar com o atendimento ao seu paciente. 

Com a plataforma, você tem acesso a calendários vacinais com todas as vacinas que podem ser aplicadas nas farmácias, de acordo com os calendários da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) e do SUS.

O sistema avalia o paciente para você, recomenda as vacinas necessárias, guia sua anamnese em busca de contra indicações para a imunização, orienta sobre dose, via e local mais indicado de aplicação, agenda os retornos e lembra o paciente de voltar para você. 

Além disso, o farmacêutico conta com orientações clínicas e uma Declaração de Serviço Farmacêutico (DSF) que é gerada automaticamente pelo software ao final do atendimento. 

Ele fornece também indicadores de gestão financeira e operacional, além de permitir exportar automaticamente o relatório de doses aplicadas ao SI-PNI Web.

Organize sua operação

Identifique as distribuidoras e faça seu cadastro para adquirir suas vacinas. Mas antes disso, você precisará definir o estoque de vacinas a trabalhar e precificar seu gesto vacinal. 

Atenção para as questões comerciais e tributárias envolvendo a venda de produtos e serviços e cuidado para não pagar impostos desnecessários.

Pronto! Seu serviço de vacinação atualizado e instalado na farmácia, com profissional capacitado, estoque inicial de vacinas, serviço precificado e divulgado, pronto para aplicar a primeira dose no primeiro paciente.

Nesta fase, seu foco principal será no bom atendimento, promoção e divulgação de seus serviços. Não descuide da sinalização da sua loja e ações de marketing digital, que são fundamentais para atrair mais clientes.

Parece complicado?

Parece complicado e, às vezes, pode mesmo ser. Pensando nisso, organizamos todo esse passo-a-passo em um curso online aprofundado sobre implantação de serviço de vacinação. Nosso objetivo é que milhares de farmácias no Brasil ofereçam este serviço e alcancem milhões de pessoas. Para isso, sabemos que superar a fase da implantação é fundamental. Se você achar necessário, podemos ajudá-lo a fazer isso mais rapidamente através da nossa Plataforma.

É possível ter a sala de vacina perfeita. Combinando os elementos certos na dose certa, você chegará lá!

 

Por fim, boa sorte em seu projeto! Esperamos que muitas famílias possam ser impactadas por seu serviço de vacinação, para uma vida mais saudável e feliz, protegidas de diversas doenças.

 

*Esse conteúdo foi aprovado pelo corpo técnico da Clinicarx.

Como funcionam os anticorpos casirivimabe e imdevimabe contra Covid-19?

Anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe

A Anvisa aprovou, em 20/04/2021, a autorização de uso emergencial dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe, administrados em conjunto, no tratamento da Covid-19.

A indicação dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe é para quadros leves e moderados da doença, em pacientes adultos e pediátricos (12 anos ou mais) com infeção por SARS-CoV-2, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença. Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou com doenças crônicas.

O coquetel de dois anticorpos monoclonais da Regeneron (casirivimabe e imdevimabe) também recebeu uma autorização dos EUA para o tratamento de COVID-19 leve a moderado. É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença.

Anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe
Anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe. Crédito pela imagem: Anvisa.

Como esses medicamentos funcionam?

Anticorpos monoclonais são proteínas feitas em laboratório que imitam a capacidade do sistema imunológico de combater patógenos nocivos, como vírus.

Os anticorpos casirivimabe e imdevimabe são especificamente direcionados contra a proteína Spike do Sars-CoV-2, em duas regiões diferentes, projetados para bloquear a adesão e a entrada do vírus em células humanas.

Portanto, esses anticorpos monoclonais buscam imitar o mecanismo das anticorpos neutralizantes, formados naturalmente pelo organismo após a infecção ou recebimento de vacinas contra Covid-19.

Quais são os benefícios dos anticorpos casirivimabe e imdevimabe?

Em um ensaio clínico com pacientes, os anticorpos, administrados em conjunto, mostraram reduzir a internação relacionada à Covid-19 e consultas de emergência em pacientes com alto risco de progressão da doença, no prazo de 28 dias após o tratamento, quando comparados ao placebo.

Como esses medicamentos são administrados?

Os anticorpos são administrados em ambiente hospitalar, mas não estão autorizados para uso em pacientes hospitalizados que necessitam de oxigênio de alto fluxo ou ventilação mecânica em seus tratamentos. De acordo com dados do estudo clínico, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes com quadros graves, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados nesses pacientes.

O casirivimabe e o imdevimabe devem ser administrados juntos por infusão intravenosa (IV). Os possíveis efeitos colaterais incluem anafilaxia (reação alérgica aguda), febre, calafrios, urticária, coceira e rubor. De acordo com a Anvisa, a segurança e a eficácia dos anticorpos continuam a ser avaliadas por meio de estudos que estão em andamento.

Imunização: a vacinação contra Influenza e Covid-19

Imunização

Em tempos de vacinação contra a Covid-19, a campanha nacional de imunização contra a gripe, que inicia hoje, dia 12 de abril e se estende até o dia 09 de julho, torna-se particularmente necessária. 

A influenza pode ser causada por diferentes vírus, entre eles estão o tipo A e o B. O vírus A, por exemplo, está associado a epidemias e pandemias, tem comportamento sazonal e apresenta aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias.  

O período de incubação do vírus no ser humano geralmente é de 2 dias, mas pode variar de 1 a 4 dias.

A influenza é uma infecção viral, caracterizada por uma doença respiratória aguda, altamente transmissível e autolimitada, popularmente conhecida como gripe. 

A vacina contra a Influenza. segundo calendário SBIM, é:

  • Anual;
  • Gratuita na rede pública apenas para menores de 6 anos e maiores de 55;
  • Disponível na rede privada para todos os públicos (começando com crianças a partir de 6 meses de idade);
  • Disponível nos  CRIEs.

Orientações sobre a imunização contra Influenza e Covid-19

O Ministério da Saúde fez recomendações referentes à vacinação contra a gripe em paralelo à imunização contra a Covid-19.

Ainda não se sabe como será a temporada de maior risco de contágio pelo vírus da gripe em 2021, mas com a cocirculação dos vírus influenza e do SARS-CoV-2 (que causa a Covid-19), a imunização se torna mais uma medida de segurança.

Com o objetivo de reduzir os associados à Influenza, a campanha nacional de vacinação de 2021 voltada, principalmente, para grupos de risco, visa reduzir a carga da doença e prevenir hospitalizações.

Além disso, diante do colapso sanitário da saúde pública no Brasil devido à Covid-19, é importante que a vacinação cumpra o papel de reduzir as chances de agravamento nos quadros de gripe de populações mais vulneráveis e diminua o número de pessoas que podem procurar os serviços de saúde com sintomas semelhantes ao da Covid-19.  

As recomendações do Ministério da Saúde  são:

  • Grupos prioritários para vacinação: profissionais da saúde, idosos, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes e portadores de determinadas doenças crônicas; 
  • Adiamento da vacinação contra a influenza nas pessoas com quadro sugestivo de infecção pela covid-19 em atividade;
  • Deve-se priorizar a dose contra a Covid-19 em pessoas pertencentes ao grupo prioritário para a vacinação contra Influenza e que ainda não foram vacinadas contra a Covid-19. A vacina contra a Influenza deve ser agendada posteriormente respeitando um intervalo mínimo de 14 dias entre elas.

Orientações de medidas de segurança aos profissionais da saúde durante o período de vacinação:

  • Uso de máscaras de proteção individual à toda população que buscar o serviço de imunização no setor público ou privado;
  • Equipamentos de proteção individual (EPIs) obrigatórios durante a rotina de vacinação;
  • A máscara cirúrgica é obrigatória durante todo o período de vacinação, prevendo-se a troca sempre que estiver suja ou úmida;
  • EPIs recomendados durante a rotina de vacinação: proteção ocular – proteção facial (face shield) ou óculos de proteção; o avental descartável para uso diário ou avental de tecido higienizado diariamente;
  • EPIs com possibilidade de uso eventual (somente para situações específicas):
    Luvas: Não está indicada na rotina de vacinação. Dispor de quantitativo na unidade somente para indicações específicas: vacinadores com lesões abertas nas mãos ou raras situações que envolvam contato com fluidos corporais do paciente. Se usadas, devem ser trocadas entre os pacientes.

Com a Clinicarx você pode oferecer um serviço de vacinação completo, com as vacinas padronizadas dentro da plataforma com:

  • Protocolos automáticos que sugerem as vacinas e guiam sua aplicação;
  • Todas as vacinas do mercado padronizadas, conforme calendários do SUS e SBIM;
  • Treinamento online com checklist completo para implantação do serviço;
  • Suporte técnico por farmacêuticos;
  • Emissão de declaração de serviço, carteira de vacinação digital e vacinas recomendadas ao paciente;
  • Integração com SI-PNI Web para emissão de relatórios à vigilância sanitária.

    Acesse para saber mais.

Segundo o Ministério da Saúde, está prevista a distribuição de 80 milhões de doses da vacina influenza trivalente para garantir a vacinação de toda a população-alvo. 

As medidas de segurança contra a Covid-19 devem continuar: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

                                                 “Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

 

*Esse conteúdo foi revisado pelo corpo técnico da Clinicarx.

Variantes do SARS-CoV-2: o que são e o que sabemos sobre as vacinas

Variantes do SARS-CoV-2
Este artigo sobre variantes do SARS-CoV-2 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 19/03/2021.
 

Mais de um ano se passou desde que o primeiro caso de Covid-19 foi confirmado no Brasil, no dia 26 de fevereiro de 2020.

A partir de então, um ano sem precedentes seguiu. Atualmente o Brasil é o segundo país com maior número de mortes causadas pela Covid-19, acumulando mais de 280 mil mortes, e o segundo país do mundo com maior número de registro de casos da doença, segundo dados do Ministério da Saúde e da Johns Hopkins University, que faz o mapeamento do cenário de vários países do mundo a partir de informações disponibilizadas pelos órgãos competentes.

Estamos no pior momento desde o início da pandemia, considerado como o maior colapso sanitário e hospitalar do país, e nesse momento a preocupação em relação às novas variantes do SARS-CoV-2 e a eficácia das vacinas têm surgido.

Vamos ver o que temos descrito na literatura científica até o momento?

O que são as variantes do SARS-CoV-2 e por que elas são preocupantes?

Todos os vírus têm capacidade de sofrer mutação. O termo mutação se refere a alterações no genoma do vírus que ocorrem como resultado da mudança na sequência de aminoácidos.

As mutações podem acontecer no momento em que o vírus se replica na célula do hospedeiro.

Essas mutações podem tornar o vírus mais fraco ou, da mesma maneira, podem aumentar a sua capacidade de transmissão e a intensidade que o vírus causa a doença.

É importante ressaltar que enquanto o vírus está circulando amplamente na população, a probabilidade de mutação é maior.

Uma variante é considerada nova quando tem uma ou mais mutações que a diferenciam do vírus original ou do vírus predominante que circula entre a população em geral. 

As novas variantes são preocupantes porque elas podem gerar desafios no manejo clínico da doença devido a maior transmissibilidade e virulência do vírus. Além disso, as variantes também podem afetar a eficácia das vacinas e causar a doença em indivíduos que já foram vacinados.

Segundo o último boletim de atualização epidemiológica da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), mais de quatrocentas mil sequências genéticas do SARS-CoV-2 foram compartilhadas em bancos de dados de acesso público.

No entanto, três variantes têm sido apontadas como preocupantes.

Quais são as principais variantes?

As mutações de particular relevância clínica são aquelas que acontecem na proteína S, que é responsável pela ligação do vírus e é alvo de anticorpos neutralizantes durante a infecção, bem como de alguns tratamentos e vacinas. 

Até o momento, três variantes do SARS-CoV-2 são consideradas preocupantes: B1.1.7, B.1.351 e P.1.

    • B.1.1.7 (Reino Unido): foi identificada pela primeira vez em setembro de 2020 no Reino Unido e está relacionada com aumento da transmissibilidade em até 50% (transmissão mais eficiente e mais rápida), potencial aumento da virulência e baixa preocupação com a diminuição da eficácia das vacinas.
    • B.1.351 (África do Sul): foi identificada pela primeira vez em dezembro de 2020 na África do Sul e está relacionada com aumento da transmissibilidade, ainda não existe evidência sobre o aumento da virulência, dados sugerem potencial escape imunológico após infecção natural e menor efeito na potência dos anticorpos produzidos por vacina.
    • P.1 (Brasil): foi identificada pela primeira vez em janeiro de 2021 em viajantes brasileiros durante uma triagem de rotina em um aeroporto do Japão. Essa variante foi relacionada à propensão para a reinfecção de indivíduos pelo SARS-CoV-2.

As variantes descritas acima compartilham a mesma mutação N501Y, que está relacionada com maior transmissibilidade do vírus.

Uma outra mutação, a E484K, está presente nas variantes B.1351 e P.1 e está relacionada com a alteração da neutralização do vírus por alguns anticorpos (potencial escape imunológico).

Essas três variantes inicialmente foram associadas ao aumento do número de casos em seus respectivos locais de descoberta e já se encontram espalhadas por vários países.

A elevação no número de casos aumenta a demanda do sistema de saúde, o número de hospitalizações e, potencialmente, o número de mortes.

O que sabemos sobre as vacinas disponíveis?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as vacinas são projetadas para atuar na maioria dos casos contra as novas variantes do vírus, portanto as mutações não devem tornar as vacinas totalmente ineficazes.

Além disso, os cientistas seguem trabalhando e estudando para alterar a composição das vacinas, caso uma vacina seja menos eficaz contra uma ou mais variantes.

Até o momento, estudos sugerem que os anticorpos gerados pelas vacinas atualmente autorizadas e em uso em diferentes países do mundo reconhecem essas variantes. 


Qual é o cenário das vacinas disponíveis no Brasil?

  • Até o dia 12/03/2021, a Coronavac e a vacina da Fiocruz/Astrazeneca estavam disponíveis para uso emergencial, enquanto apenas a vacina da Pfizer tinha o registro definitivo da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
  • Apesar do registro definitivo, a disponibilização da vacina da Pfizer no território brasileiro ainda segue em negociação.
  • Recentemente a ANVISA concedeu o registro definitivo para a vacina da Fiocruz/Astrazeneca e, no mesmo dia, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 10 milhões de doses da vacina Sputnik V.
  • A vacina Sputnik V ainda não possui autorização para uso emergencial e nem o registro definitivo concedido pela ANVISA, mas a expectativa é que a indústria entre com o pedido para uso emergencial e temporário em breve.
  • Adicionalmente, foram sancionadas leis com o propósito de acelerar o processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil.
  • Essas ações são importantes porque o processo de vacinação no Brasil está lento e nesse ritmo a Fiocruz prevê tempo necessário de dois anos e meio para imunizar toda a população maior de 18 anos.
  • A vacinação da população em um ritmo lento não é capaz de controlar a pandemia e é desafiada pelo surgimento de novas variantes do SARS-CoV-2.

Dados disponíveis de estudos sobre vacinas disponíveis no Brasil e as variantes do SARS-CoV-2

A eficácia das vacinas ainda está sendo investigada de perto por diferentes estudos. 

Resultados preliminares indicam que a vacina do Butantan é eficaz contra as novas variantes do coronavírus em circulação no Brasil.

Já a vacina da Fiocruz/AstraZeneca foi apontada com 75% de eficácia contra a variante B.1.1.7, mas com eficácia inferior contra a variante B.1351. No entanto, mais estudos estão em andamento e as variantes seguem sendo monitoradas.

Como podemos prevenir novas variantes do SARS-CoV-2?

Enquanto estudos sobre as variantes estão sendo realizados, medidas que visam diminuir a disseminação do vírus, com o propósito de prevenir mutações que possam alterar a eficácia das vacinas, são altamente recomendadas.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados. 

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

A vacina Covid-19 AstraZeneca é segura? Confira perguntas e respostas.

vacina Covid-19 Astra Zeneca

Após casos de trombose venosa profunda (TVP) em pacientes que receberam a vacina Covid-19 AstraZeneca, alguns países europeus suspenderam o uso de um lote específico da vacina, para uma avaliação da possível relação causa-efeito.

Este artigo foi atualizado em 27 de abril de 2021.

No Brasil, a Anvisa emitiu comunicado técnico em 16/03/2021 sobre o assunto. A agência conduziu uma avaliação de seis casos de TVP em pacientes que receberam dose da vacina Covid-19 AstraZeneca (CoviShield). A avaliação da segurança da vacina conduzida pela Anvisa (GFARM/GGMON/DIRE5/ANVISA) não aponta alteração no equilíbrio benefício‐risco da vacina e recomenda a continuidade do seu uso na população brasileira, sem que haja a necessidade de qualquer medida regulatória neste momento.

vacina Covid-19 AstraZeneca

A Anvisa solicitou ao fabricante a inclusão na bula, no item advertências e precauções, informação sobre a possibilidade de ocorrência de casos muito raros de coágulos sanguíneos associados a trombocitopenia. Apesar de graves, esses eventos se mostraram muito raros, o que preserva a segurança da utilização da vacina na população.

Até março/2021, já haviam sido aplicadas mais de três milhões e oitenta mil de doses da vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca no Brasil. Confira a seguir perguntas e respostas sobre esse episódio, reproduzidas com base em informações apuradas por El País e pela própria Anvisa.

Por que alguns países deixaram de administrar a vacina da AstraZeneca?

Inicialmente, autoridades sanitárias austríacas detectaram dois casos graves de trombose depois da inoculação da vacina. Uma dessas pessoas morreu 10 dias depois de receber a vacina, e outra precisou ser hospitalizada com embolia pulmonar. Depois, a Dinamarca detectou outro caso de trombose grave depois da inoculação do fármaco. 

Então, alguns países também anunciaram suspensões na vacinação com a AstraZeneca, mas só de um lote concreto (o ABV5300), que estava relacionado aos casos de trombose. Essa foi a decisão adotada pela Áustria e também por Letônia, Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Itália, Romênia e algumas regiões da Espanha.

O que é uma trombose venosa profunda?

A trombose venosa profunda (TVP) caracteriza‐se pela formação de trombos dentro de veias profundas, com obstrução parcial ou oclusão, sendo mais comum nos membros inferiores – em 80 a 95% dos casos.

Em relação aos eventos trombóticos, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular estima, de maneira geral, 60 casos de TVP para cada 100.000 habitantes ao ano. A incidência pode ser maior entre pessoas na faixa dos 70 a 79 anos: 300‐500 casos/100.000 pessoas ao ano. Essa faixa etária está entre os grupos prioritários para vacinação no Brasil.

Na Europa, alguns pacientes tiveram um quadro específico de TVP, conhecido como trombose venosa cerebral. Trata-se de um tipo de trombose muito pouco frequente, da qual foram detectados 11 casos na Europa depois da administração da vacina Covid-19 AstraZeneca.

“A trombose de seio venoso é um coágulo que impede que o sangue saia do cérebro. Se afetar uma veia pequena, provoca uma dor de cabeça ou um ataque epilético. Se afetar um seio [veia] grande, pode provocar um edema cerebral, aumenta a pressão cerebral e pode acarretar uma complicação muito grave” Jaume Roquer, chefe de Neurologia do Hospital del Mar de Barcelona.

O médico confirma que são episódios raros – 0,5% de todos os acidentes vasculares cerebrais –, com sintomas muito inespecíficos. Pode ser tratada com anticoagulantes e, em 90% dos casos, é curada sem sequelas.

Está provada a relação entre a vacina e os casos de trombose?

As evidências apontam que sim. Casos de trombocitopenia grave e trombose venosa profunda foram associados ao uso da vacina, mas são extremamente raros.

Pesquisadores que analisaram essa relação de causalidade chegaram à mesma conclusão: que esses eventos trombóticos graves incomuns, acompanhados de trombocitopenia, são causados por anticorpos intrusos antifator 4 plaquetário (PF4), que causam agregação plaquetária maciça e trombose, resultando na diminuição da contagem plaquetária no organismo, o que por sua vez promove sangramento. Os pacientes podem, assim, ter simultaneamente trombose grave e sangramento grave.

A síndrome é muito semelhante ao quadro bem conhecido de trombocitopenia induzida pela heparina (TIH), sendo diagnosticada e tratada da mesma forma, com a administração de imunoglobulina intravenosa (IVIG) e anticoagulantes. A síndrome associada à vacina foi batizada de trombocitopenia trombótica imunitária vacinal.

No Brasil, desde a suspeita de países europeus, a Anvisa revisou apenas seis casos de eventos tromboembólicos ocorridos no Brasil suspeitos e, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, mas ainda não encontrou sinais de causalidade entre os eventos comunicados e o uso da vacina no país. Essas conclusões podem mudar com eventual surgimento de novos casos no país.

Qual é o risco de ter trombose após a vacinação?

O risco de trombose é maior em quem pegou Covid-19 do que em vacinados contra a doença, segundo estudo da Universidade de Oxford foi divulgado pela Fiocruz.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford indica que o risco de ocorrer trombose venosa cerebral (CVT, no acrônimo em inglês) em pessoas com Covid-19 é consideravelmente maior do que nas que receberam vacinas baseadas na tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como os imunizantes da Pfizer, Moderna e Oxford/AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“Embora a magnitude do risco não possa ser quantificada com certeza, o risco após a Covid-19 é aproximadamente de 8 a 10 vezes o relatado para as vacinas, e cerca de 100 vezes maior em comparação com a taxa da população. O aumento do indice de CVT com a Covid-19 é notável, sendo muito mais marcante do que os riscos aumentados para outras formas de acidente vascular cerebral e hemorragia cerebral”, diz o estudo. “Os dados de trombose da veia porta (PVT) destacam que a Covid-19 está associada a eventos trombóticos que não se limitam à vasculatura cerebral”.

Como a vacina Covid-19 AstraZeneca funciona?

A Vacina Covid‐19 AstraZeneca é um medicamento administrado para prevenir a doença coronavírus 2019 (COVID‐19) em pessoas com 18 anos ou mais.

A Vacina é composta por outro vírus (da família dos adenovírus) que foi modificado para conter o gene para a produção de uma proteína do SARS‐CoV‐2. A vacina COVID‐19 AstraZeneca não contém o vírus em si e não é capaz de causar a doença.

Os efeitos colaterais mais comuns da Vacina Fiocruz/ Oxford/ AstraZeneca COVID‐19 são geralmente leves ou moderados, envolvendo cefaleia (dor de cabeça), pirexia (febre) e dor (incluindo dor muscular). Em alguns casos, podem ser observados calafrios. Estas reações melhoram alguns dias após a vacinação.

Como o profissional da saúde pode notificar reações adversas pós-vacinação (EAPV)?

Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV) é qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação e que, não necessariamente, possui uma relação causal com o uso de uma vacina ou outro imunobiológico (imunoglobulinas e soros heterólogos). Um EAPV pode ser qualquer evento indesejável ou não intencional, isto é, sintoma, doença ou um achado laboratorial anormal.

A grande maioria dos EAPV é local e/ou sistêmico de baixa gravidade. Por essa razão as ações de vigilância são voltadas para os eventos moderados e graves.

O profissional da saúde, seja farmacêutico, enfermeiro ou médico, pode fazer a notificação de EAVP diretamente à Anvisa através do sistema VigiMed.

Referências

Greinacher A, Thiele T, Warkentin TE, Weisser K, Kyrle PA, Eichinger S. Thrombotic Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCov-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104840.

Schultz NH, Sørvoll IH, Michelsen AE, Munthe LA, Lund-Johansen F, Ahlen MT, Wiedmann M, Aamodt AH, Skattør TH, Tjønnfjord GE, Holme PA. Thrombosis and Thrombocytopenia after ChAdOx1 nCoV-19 Vaccination. N Engl J Med. 2021 Apr 9. doi: 10.1056/NEJMoa2104882.

Testes rápidos para detecção de anticorpos neutralizantes contra Covid-19

anticorpos neutralizantes contra Covid-19
Este artigo sobre a Covid-19 pode ser atualizado a qualquer momento. Última versão: 17/04/2021.

 

Os testes de anticorpos neutralizantes visam a detecção de anticorpos específicos contra proteína Spike do SARS-CoV-2, capazes de bloquear a entrada do vírus nas células humanas, neutralizando a infecção.

No entanto, nem todos os testes disponíveis no mercado são capazes de detectar a função neutralizante, sendo a maioria voltado apenas à detecção de Anticorpos específicos sobre a região RBD da proteína Spike. Neste artigo você vai ler sobre esses testes e recomendações.

A vacinação contra a Covid-19 começou no dia 18 de janeiro de 2021 no Brasil. O início da vacinação, o crescente número de pessoas recuperadas e a possibilidade de reinfecção despertam cada vez mais o interesse por testes que determinam o status imunológico de uma pessoa.

Uma infecção ou um esquema vacinal na maioria das vezes induz produção de anticorpos. No entanto, nem todos os anticorpos produzidos são responsáveis pela proteção contra a doença e apenas uma fração deles é capaz de realizar a neutralização do vírus e impedir a infecção de novas células.

Os anticorpos que neutralizam o vírus são chamados de anticorpos neutralizantes e são produzidos em resposta à infecção viral ou à vacinação.

Processo infeccioso, proteína S e anticorpos neutralizantes contra Covid-19

Para entendermos sobre os anticorpos neutralizantes contra Covid-19, é preciso entender primeiramente como funciona o processo de infecção do vírus nas células humanas.

As células humanas possuem o receptor de superfície ACE2 (Angiotensin Conversion Enzyme 2) ou receptor da enzima conversora da angiotensina 2, que é o local de ligação do vírus SARS-CoV-2 para infectar a célula humana.

Já o vírus SARS-CoV-2 possui em seu envoltório quatro proteínas estruturais: Proteína Spike (S), membrana (M), nucleocapsídeo (N) e proteínas de envelope (E).

A proteína S desempenha um papel fundamental na infecção viral e na patogênese da Covid-19. Ela compreende as subunidades S1 e S2. A subunidade S1 abriga o domínio N-terminal (NTD) e o domínio de ligação ao receptor (RBD, do inglês receptor-binding domain), enquanto a subunidade S2 abriga os domínios heptade HR1 e HR2, entre outros.

A infecção por SARS-CoV-2 ocorre por uma sequência de processos: o RBD primeiro se liga ao seu receptor, a Enzima Conversora de Angiotensina 2 (ACE2 ou ECA2), para formar um complexo RBD / ACE2. Isso desencadeia mudanças conformacionais na proteína S, levando à fusão da membrana do vírus, mediada por HR1 e HR2. Esse processo culmina na entrada do vírus nas células-alvo humana. 

Após essa entrada, o material genético do vírus é introduzido no núcleo celular do hospedeiro. Logo a célula humana começa a replicar aquele agente invasor até que o processo infeccioso seja estabelecido.

Estrutura da proteína S e ligação com receptor ACE-2
Crédito pela imagem: Roche.

Diferente de outras proteínas estruturais, a proteína S é um alvo crítico para a indução de anticorpos, particularmente anticorpos neutralizantes, específicos para SARS-CoV-2. 

Os anticorpos neutralizantes direcionados a várias regiões da proteína S têm diferentes mecanismos na inibição da infecção por SARS-CoV-2. Por exemplo, os anticorpos direcionados a região NTD (p.ex. Anticorpos Monoclonais (mAb) ou seus fragmentos) ligam-se ao NTD para formar um complexo NTD / mAb, evitando assim alterações conformacionais na proteína S e bloqueando a fusão da membrana e a entrada viral.

Em contraste, os anticorpos neutralizantes direcionados a região RBD, sejam mAbs ou anticorpos neutralizantes naturais formados pós-doença ou pós-vacinação, por exemplo, formam complexos RBD/mAb ou RBD/nAb que inibem a ligação do RBD a ACE2, evitando assim a entrada de SARS-CoV-2 nas células alvo. 

Assim, a compreensão do mecanismo acima mencionado subjacente à infecção por SARS-CoV-2 e o modo de ação dos anticorpos anti-SARS-CoV-2-S ajuda a entender a cinética da produção de anticorpos em indivíduos infectados por SARS-CoV-2 e facilita a desenvolvimento de contramedidas eficazes. 

Em geral, os anticorpos neutralizantes direcionados ao RBD viral são mais potentes do que os anticorpos direcionados a outras regiões da proteína S (como NTD), mas podem ser menos amplos na inibição de múltiplas cepas de vírus.

Portanto, como os Anticorpos Neutralizantes funcionam?

Os anticorpos neutralizantes são glicoproteínas específicas capazes de se ligar à região RBD (receptor-binding domain) ou à região NTD (domínio N-terminal) da proteína Spike, presente na superfície do SARS-CoV-2. A função do anticorpo neutralizantes é impedir a entrada do vírus na célula. 

Ao se ligarem na proteína Spike, eles inibem a ligação entre a proteína Spike e o receptor ACE-2 da célula humana ou impedem a fusão do vírus à membrana da célula humana, impedindo a entrada do vírus na célula e, em última análise, a sua replicação. 

A imagem abaixo mostra um modelo de como o anticorpo neutralizante bloqueia a ligação da proteína Spike ao receptor ACE2.

anticorpos neutralizantes

Crédito pela imagem: Epigentek.

Os testes de anticorpos neutralizantes, portando, são aqueles capazes de detectar a presença de anticorpos específicos anti-Spike (anti-RBD e/ou anti-NTD) (estrutura), mas também de avaliar a capacidade desses anticorpos em bloquear a ligação do vírus ao receptor ACE-2 (função neutralizante). Assim, não podemos afirmar que todo anticorpo anti-spike é um anticorpo neutralizante, até que sua função seja comprovada.

Existem testes rápidos no mercado que detectam Anticorpos Anti-Spike (incluindo tanto Anticorpos Anti-RBD ou Anti-NTD). São testes importantes para avaliação da resposta de soroconversão pós-doença ou pós-vacina. No entanto, não podemos afirmar que esses testes detectam anticorpos neutralizantes, pois os testes não são capazes de medir a função desses anticorpos.

Por outro lado, alguns testes de anticorpos neutralizantes, conseguem detectar a presença de anticorpos Anti-Spike (Anti-RBD) e a ligação desses ao receptor ACE-2. Por isso, seu resultado mostra, de fato, se há presença ou não de função neutralizante.

Sabe-se que tanto a infecção natural quanto a vacinação estimulam o sistema imunológico de forma mais ampla, produzindo anticorpos neutralizantes, anticorpos não-neutralizantes (voltados a outras proteínas do vírus) e células TCD4+ e TCD8+, que também exercem importante papel na proteção contra o vírus. Dessa maneira, importante frisar que a resposta imune desenvolvida pela vacinação não depende apenas de anticorpos neutralizantes.

A aplicação desses testes vem sendo discutida. Vamos ver quais são as recomendações e cuidados ao realizar esses testes?

Testes de anticorpos neutralizantes e recomendações

O conhecimento sobre a Covid-19 é dinâmico e está em processo de construção. 

Até o momento, não existem evidências e definições sobre a quantidade mínima de anticorpos neutralizantes necessária para garantir proteção contra o SARS-CoV-2

Recentemente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou uma nota técnica com informações e recomendações sobre os produtos para detecção de anticorpos neutralizantes. 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) também divulgou uma nota técnica e se posicionou não recomendando, por enquanto, a sorologia para avaliar a resposta imunológica às vacinas contra a Covid-19.

Essa recomendação está em consonância com outros centros, como Centers for Disease Control and Prevention (CDC), por exemplo, que também não recomendam testes de anticorpos para avaliar a resposta imunológica às vacinas. Por outro lado, reconhecem o uso de ensaios de anticorpos neutralizantes como indicadores de desfecho intermediário na avaliação da eficácia das vacinas.

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial – SBPC-ML, por outro lado, defende a importância da testagem pós-vacinal. Segundo a entidade, trata-se de procedimento essencial para que seja possível entender a resposta imune que se segue à vacina, e, consequentemente, acompanhar a relação dela com o impedimento da proliferação do vírus e a diminuição de interações e óbitos.

Há consenso sobre a necessidade de mais estudos que investiguem a quantidade necessária de anticorpos para a efetiva proteção contra o vírus, a avaliação da duração desses anticorpos no organismo e sua capacidade de neutralização.

As medidas de prevenção devem continuar

Não há definição científica sobre a duração dos anticorpos contra a COVID-19 no organismo, por isso as medidas de prevenção devem ser mantidas mesmo após infecção ou vacinação.

Além disso, uma pessoa com anticorpos neutralizantes ainda pode contrair o vírus, de forma assintomática, e passar o vírus para outras pessoas!

As medidas de segurança são altamente recomendadas para evitar a disseminação do vírus em escalas ainda maiores.

As medidas são: lavagem frequente das mãos, uso de máscara, distanciamento físico, evitar lugares lotados e ambientes fechados.

“Estaremos todos seguros apenas quando todos estiverem seguros.”

Vacina meningocócica ACWY é incorporada ao SUS

Aplicação de vacina meningocócita

Em 2020, o Ministério da Saúde atualizou o seu calendário de imunizações incluindo a vacina meningocócica ACWY (conjugada), que protege contra quatro sorotipos de meningite bacteriana: A, C, W e Y, e que passa a ser aplicada em adolescentes de 11 e 12 anos.

Todas as Unidades Básicas (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS) já contam com doses únicas da vacina. Além disso, também é oferecida à população a vacina contra o sorotipo C, indicada para bebês: aos 3 e 5 meses e com reforço aos 12 meses.

A meta é imunizar, no mínimo, 80% dos adolescentes brasileiros nesta faixa etária, o que corresponde a 5.621.137 jovens.

Vacina contra meningite no SUS

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil disponibiliza a vacina meningocócica C (conjugada) na rotina de vacinação para as crianças menores de cinco anos. Agora, implementa para os adolescentes de 11 e 12 anos de idade, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação.

Quem já recebeu a vacina meningocócica C pode ser imunizado com a ACWY, respeitando o intervalo mínimo de um mês após a última dose da meningocócica C.

Dessa forma, os pediatras devem orientar aos pais ou responsáveis legais para procurar a unidade básica de saúde mais próxima e garantir a imunização de seus filhos contra a meningite com a nova vacina ACWY.

“Claro que é importante evitar lugares cheios e aglomerados em tempos de pandemia de Covid-19, mas também não podemos nos descuidar da vacinação de rotina, tomando as doses recomendadas e de reforços. Isso é essencial para que a população não fique ainda mais vulnerável a doenças infecciosas”, ressalta o infectologista Jessé Alves, que também é gerente médico de vacinas da GSK.

Meningite no Brasil

Em 2019, 1.037 ocorrências de meningite foram registradas no Brasil, sendo que as regiões Sudeste (556 casos), Sul (182 casos) e Nordeste (176 casos) apresentaram os maiores números de casos notificados. Esses dados são de acordo com o Ministério da Saúde.

Além das vacinas, o SUS oferece tratamento medicamentoso, indicado para casos de doença meningocócica e meningite por Haemophilus influenzae.

Vacinação nas farmácias

Desde 2017, as farmácias estão autorizadas a prestarem serviços de vacinação, de acordo com a RDC 197/2017 Anvisa.

Entre as vacinas mais aplicadas nas farmácias estão a influenza, HPV, Hepatite e Meningocócicas. As farmácias oferecem vacinação a pacientes de todas das idades.

Se você possui uma farmácia e está interessado(a) em iniciar esse serviços, confira como implementar o serviço de vacinação de uma forma prática.

Artigo reproduzido e adaptado de PEBMED.

O papel do farmacêutico na imunização da COVID-19

o papel do farmacêutico na imunização

A pandemia da COVID-19 transformou o mercado da saúde, o papel do farmacêutico na imunização, frente à expectativa da vacinação em massa, e do novo teste de soroconversão se torna ainda mais relevante para o controle da doença.

Em 2020, a farmácia foi fundamental, 90 mil farmácias continuaram funcionando durante o isolamento social, 1,4 milhão de testes de COVID-19 foram realizados para rastreamento de pacientes infectados e prevenção.

Nosso cenário hoje, 25.02.2021, é o seguinte: 

    • Vacinação emergencial já acontecendo no sistema público para os grupos prioritários;
    • Expectativa de compra de novas vacinas registradas pelo setor privado;
    • Novo teste para COVID-19 pós vacinação; este que avalia a soroconversão do paciente após receber a vacina contra a COVID-19. 
    • O papel do farmacêutico na imunização em massa da população brasileira.Para entendermos esse segundo momento da pandemia, neste artigo abordaremos o momento atual da vacinação no Brasil, o registro sanitário definitivo da Anvisa para a vacina da Pfizer, o novo teste de soroconversão e como o farmacêutico deve se preparar para a aplicação da vacina pelas farmácias.

O que isso muda?

A principal diferença entre a autorização para uso emergencial e o registro sanitário definitivo é que a vacina registrada oficialmente pela Anvisa pode ser comercializada e aplicada pelo setor privado, como clínicas, laboratórios e farmácias.

Além disso, com o registro, a vacinação poderá ser realizada em todas as pessoas acima de 16 anos, não apenas nos grupos prioritários definidos pelo plano de vacinação emergencial.

E, apesar de ainda não haver contratos de compra realizados. Para preparar as farmácias para imunização da população, a Abrafarma divulgou em dezembro um projeto para aplicação das vacinas em massa contra a COVID-19 em, pelo menos, 4.573 unidades com sala de vacinação e a atuação de 6.860 farmacêuticos.

De acordo com o plano, o agendamento da vacinação ocorreria de forma online, além da disponibilização das redes associadas para facilitar a distribuição e acesso à vacina, já que são 45 localidades que abrigam esses pontos de saúde.

Portanto, é importante que farmácias que ainda não estão aplicando vacinas, realizarem treinamentos e capacitações junto a seus farmacêuticos, tanto para administração de vacinas quanto para a capacitação no serviço de imunização, além de preparar a sala de vacinação conforme determinação da ANVISA.

O papel do farmacêutico na imunização

Desde 2017, com a RDC nº 197/2017, as farmácias aplicam vacinas de forma regularizada e segura. As vacinas que são aplicadas no setor privado são preconizadas pela SBIM (sociedade brasileira de imunização). Todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina.

Como já comentado acima, nesse segundo momento da pandemia, farmacêuticos devem se preparar e aperfeiçoar sua farmácia para receber a população, isso inclui a estrutura da sala de vacinação com equipamentos e documentos em dia, além da capacitação para aplicar vacinas.

Aqui vão algumas dicas práticas do que você, farmacêutico, deve saber para implantar o serviço de vacinação na sua farmácia:

    • De acordo com a RDC 304/19, a armazenagem de vacinas e medicamentos deve ser realizada em equipamento que tenha controle e registros de temperatura, assim como garanta a homogeneidade da temperatura interna do equipamento;
    • Cada vacina tem a sua temperatura ideal de armazenamento. Redobre a atenção antes de comprar a vacina: verifique se sua farmácia possui câmaras frias e geladeiras apropriadas para receber e armazenar a vacina;
    • Se você vai oferecer o serviço de vacinação extramuros, verifique com a vigilância sanitária local as exigências para este serviço;
    • A sala de vacinação deverá contar com mesa e cadeiras para atender o paciente, espaços fechados de armazenagem, uma maca e uma bancada com pia de lavagem. Computador e impressora fazem parte desse conjunto e lembre-se que cada equipamento da sala precisa ter uma tomada elétrica exclusiva;
    • Fique atento para itens como caixas térmicas, termômetro de momento, lixos, descartes, seringas e agulhas, entre outros insumos que você pode precisar adicionar na sua sala de vacinação.
    • Informe-se com a vigilância sanitária como será o processo de envio de relatórios. Fique atento às notificações online que o Ministério da Saúde exige após você realizar a vacinação no seu paciente.

O novo teste pós vacinação da Covid-19

Um novo teste para verificar se houve soroconversão após a vacinação está para ser lançado no mercado e reúne expectativa dos profissionais da saúde. Ele também poderá ser aplicado em farmácias. Nesse sentido, o papel do farmacêutico na imunização será indispensável para a avaliação de pessoas já vacinadas e orientação para a população após a vacinação.

Mais informações completas serão divulgadas nos nossos canais assim que tivermos todos os dados acerca do novo teste.

O papel da farmácia na imunização

Com os novos desdobramentos, como vimos, o papel do farmacêutico na imunização será por ambos os lados: na vacinação em massa da população e na avaliação de soroconversão pós vacina.

Além disso, enquanto ponto de saúde mais acessível, boa parte das pessoas busca informações na farmácia, o que demanda um preparo dos profissionais para estarem atualizados e capacitados para receber essa demanda. 

Pela plataforma Clinicarx, mais de 1 milhão de testes para COVID-19 e avaliações foram realizados. O que demonstra a posição estratégica do papel do farmacêutico na realização do teste e a importância da farmácia como referência.

E, diante do novo cenário, podemos prever que o farmacêutico irá exercer papel fundamental no processo de imunização, tanto pela aplicação da vacina quanto pelo acompanhamento por testes rápidos de soroconversão. 

 

Fique por dentro dos próximos passos sobre o cenário da COVID-19 e as novidades sobre o papel do farmacêutico na imunização, acompanhe nosso blog. 

    • Com uma plataforma digital, você, farmacêutico, consegue administrar todos os serviços, incluindo testes rápidos e vacinas, de forma segura. Além do registro de pacientes, a Clinicarx auxilia em cada processo com orientações para administração de vacinas de cada tipo e com a emissão de laudos laboratoriais para testes rápidos. Conheça mais a nossa plataforma

Vacina contra COVID-19: restrições e indicações

vacina contra covid-19

As vacinas contra a Covid-19 já estão em fase de imunização do primeiro grupo determinado no plano de vacinação pelo Ministério da Saúde e pelo Programa Nacional de Imunizações do. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. 

No dia 17 de janeiro de 2021 a ANVISA liberou duas vacinas para a vacinação emergencial: 

A CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac Life Science, importada  e registrada pelo Instituto Butantan e a vacina CoviShield da AstraZeneca, produzida pelo laboratório Serum (Índia) e importada pela FioCruz. 

Segundo os estudos de desenvolvimento, as duas vacinas apresentam contraindicações para determinados grupos de pessoas. Algumas dúvidas surgiram sobre essas restrições, então, vamos esclarecer. 

Vacina contra COVID-19: CoronaVac

A CoronaVac foi uma das primeiras a ser autorizadas pela ANVISA após as fases de testes. Cada dose de 0,5 mL de suspensão injetável, contém 600 SU* do antígeno do vírus inativado SARS CoV-2. 

SU*: SARS CoV- 2 units é a unidade utilizada para demonstrar a quantidade de vírus presente na vacina. 

É contraindicada para pessoas que já tiveram reações alérgicas graves à algum dos componentes do produto: hidróxido de alumínio, hidrogenofosfato dissódico, di-hidrogenofosfato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio. 

Vacina contra COVID-19: CoviShield (AstraZeneca) 

Desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e produzida pelo Instituto Serum (Índia), é uma vacina de vetor baseada em um adenovírus de chimpanzé chamado ChAdOx1 ao qual é acoplada a porção imunogênica do novo coronavírus (sua espícula). Após a exposição a essa vacina o sistema imunológico das pessoas imunizadas está preparado para atacar o vírus SARS-CoV-2, se houver infecção posterior.

É contraindicada para pessoas com reações alérgicas grave à cloridrato de L-histidina monoidratado, cloreto de magnésio hexaidratado, polissorbato 80, etanol, sacarose, cloreto de sódio e edetato dissódico di-hidratado. 

Grupos de risco e condições clínicas

Abaixo estão listados os indivíduos com determinadas condições clínicas, em situações determinadas ou grupos de risco que podem ou não serem vacinados ou vacinados com precaução:

Grávidas e lactantes

Esse grupo não participou de nenhum dos estudos de desenvolvimento da vacina, então, não há recomendação de vacinação. A CoronaVac, entretanto, possui tecnologia semelhante à vacina contra gripe (influenza), já aplicada em gestantes sem contra-indicações. 

Porém a bula da CoviShield (AstraZeneca) indica a contra indicação para mulheres grávidas ou lactantes, ainda, é ressaltado a importância de avaliar se os riscos de possíveis reações adversas são maiores do que o risco da doença da COVID-19. 

A FRESBARGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) divulgou uma nota explicando que o médico obstetra deve avaliar os riscos de contaminação, o potencial  e eficácia da vacina e de informar a sua paciente sobre riscos da vacina. Ainda não há dados que comprovem a segurança da vacina durante a gestação. 

Pacientes com uso de anticoagulantes 

Tanto para CoronaVac quanto para CoviShield a vacina deve ser administrada com cuidado em pessoas com trombocitopenia ou coagulopatias, uma vez que pode ocorrer sangramento e hematoma após uma administração intramuscular nesses indivíduos. 

Deficiência na produção de anticorpos

Pacientes com deficiência de produção de anticorpos, geralmente causada por motivos genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora devem se vacinar contra a COVID-19, mesmo que a imunidade não seja adquirida com o sucesso esperado. 

Quem teve reação alérgica à outras vacinas 

Pessoas que já tiveram reações devido à outras vacinações anteriores, sem saber o motivo pontual, pode se vacinar, porém devem reportar o acontecimento ao profissional de saúde, ter certeza que o local oferece suporte para caso ocorra uma reação e ficar em observação entre 15 e 30 minutos após aplicação da vacina.

Pacientes com Covid-19 ou suspeitos

Quem está com a doença ou com suspeita de infecção, deve realizar os exames necessários e, se positivado, aguardar pelo menos quatro semanas após o surgimento dos primeiros sintomas para tomar a vacina. Lembrando sempre do período de isolamento de 14 dias. 

Em casos de febre entre 37,5ºC no dia ou nas últimas 24 horas, a vacinação deve ser adiada. 

Pacientes crônicos

Todos os indivíduos com condições clínicas crônicas, como Asma, Diabete Mellitus, Hipertensão, entre outras, devem se vacinar. Caso o paciente esteja em uma fase aguda ou em crise, por exemplo, de Asma, a vacinação deve ser adiada também. 

Quem pode tomar a vacina contra a Covid-19

  • Pessoas que já tiveram covid-19, mas desde que o início dos sintomas tenha ocorrido há pelo menos 4 semanas (para quem não teve sintomas, 4 semanas a partir do primeiro resultado positivo no teste RT-PCR); 
  • Idosos; 
  • Pessoas imunodeprimidas; 
  • Pessoas com HIV, asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), cirrose, diabetes, pressão alta, cardiopatia, epilepsia; 
  • Pessoas com tatuagem; 
  • Pessoas que tomam os seguintes medicamentos: antibiótico, corticoide, imunossupressor, imunobiológico (anticorpos monoclonais), anticoagulante (com os cuidados citados abaixo); 
  • Pessoas com silicone na região da aplicação (mas escolha outro local na hora da vacinação); 
  • Pessoas que estão tratando câncer ou ou que já tiveram a doença; 
  • Pessoas com alergia a ovo; 
  • Pessoas com doença autoimune; 
  • Pessoas que convivem com parentes imunossuprimidos/doentes em casa;
  • Pacientes transplantados.

Em resumo, quem de fato não pode tomar a vacina contra a COVID-19 com restrições claras, é: quem tem alergia ao componente da vacina, quem já tomou outra vacina contra o coronavírus. 

Confira nosso curso completo online sobre as vacinas contra a Covid-19 e todas as informações que você precisa para administrar e oferecer o serviço.

Vacinas contra COVID-19: estudos e atualizações

Vacinas na Farmácia

A epidemia da COVID-19 que se disseminou pelo mundo no início de 2020 trouxe mudanças significativas aos setores da saúde. As farmácias passaram a oferecer testes rápidos para triagem da doença, se tornaram ponto de referência para orientação da população.

Com o lançamento das vacina contra Covid-19, devem se preparar para contribuir no processo de imunização em massa. Uma possibilidade real frente aos desdobramentos de novas vacinas contra Covid-19 próximas de chegar ao Brasil.

Conheça alguns tipos de vacinas e as biotecnologias desenvolvidas:

Vacinas de vetor viral 

A proposta inovadora de anticorpos a partir do vetor viral funciona da seguinte maneira: a proteína S do vírus é inserida em outro vírus, modificado em laboratório, que é transportado para o corpo humano impossibilitado de se multiplicar. No corpo, o sistema imunológico identifica a proteína e produz os anticorpos para impedir sua ação quando o vírus da COVID-19 tentar infectar. Alguns projetos, como da organização norte-americana, Janssen, usam adenovírus humanos para transportar a proteína S para o corpo humano. O  Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, da Rússia, também trabalha com esse método, porém, com dois tipos de adenovírus, um em cada dose da vacina. 

A indústria farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, junto à Fundação Oswaldo Cruz, estão trabalhando na produção da vacina a partir de engenharia genética, a partir de um vírus respiratório, do tipo adenovírus. Esse vetor viral é largamente utilizado em biotecnologia por ser benigno. O recrutamento de voluntários para a Fase III do estudo já teve início no Reino Unido e no Brasil. 

Vacinas de vírus inativado

Esta vacina contra Covid-19 induz à produção de anticorpos a partir do vírus inativado. Para isso, o vírus SARS-CoV-2 é cultivado em células e inativado com substâncias químicas e biológicas. Quando a vacina é administrada no organismo humano, as proteínas virais conservadas induzem uma resposta imune, e são produzidos anticorpos contra o patógeno. Após esta imunização, o indivíduo não manifesta a doença mesmo quando infectado, pois os vírus são controlados pelos anticorpos de memória. Este tipo de vacina também é utilizada na prevenção de doenças como poliomielite, hepatite A e tétano. Uma das vacinas de SARS-CoV-2 com vírus inativado é do Instituto Butantan (Inovac), com estudo clínico em andamento (Fase III).

Outra iniciativa de pesquisa clínica com vírus inativado é com a vacina do Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, sob o China National Pharmaceutical Group (Sinopharm), junto ao Instituto de Virologia de Wuhan, sob a Academia Chinesa de Ciências. Ela está na sua terceira fase de testes e a previsão é de pelo menos um ano para que todos os ensaios sejam feitos com segurança e precisão antes da publicação dos resultados de eficácia. 

Vacinas genéticas

Uma tecnologia nunca antes usada em imunização é a de vacinas em RNA ou DNA, com ácidos nucléicos do SARS-CoV-2 inseridos no corpo humano. Até o momento, estas vacinas encontram-se na Fase lll dos ensaios clínicos. Ela funciona a partir da inserção do ácido nucléico do vírus no organismo, que fará com que as células sintetizem a proteína S, induzindo a produção de anticorpos no organismo humano. Caso comprovada sua eficácia, essa estratégia é a mais rápida para se considerar em larga escala mundial, pois utiliza RNA sintético, que dispensa o cultivo do vírus em laboratório. Essa tecnologia também já estava sendo testada para combate à outros vírus, como o ebola. 

Os estudos com vacinas genéticas de RNA atualmente em Fase III são da empresa farmacêutica americana Moderna, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, e do grupo de pesquisa que reúne a também americana Pfizer, a alemã Biontech e a chinesa Fosun Pharma.  

Em entrevista à BBC,  BioNTech e a Pfizer anunciaram que conforme os resultados dos testes realizados, a vacina poderia imunizar mais de 90% das pessoas. Nos estudos em andamento da vacina, 43 mil pessoas fazem parte. Quando comprovada precisamente a eficácia da vacina contra Covid-19 da Pfizer, John Bell, professor de medicina da Universidade de Oxford, projeta que a vida deve voltar ao normal no outono/primavera de 2021.     

Vacinas proteicas sub-unitárias 

As vacinas com base nas proteínas sub-unitárias são tecnologias já utilizadas para prevenção e combate ao vírus Influenza e ao Papilomavírus Humano (HPV). O princípio fundamenta-se em levar partículas virais, como fragmentos das proteína S e M do vírus SARS-CoV-2, diretamente para o organismo. Para isso, o vírus da COVID-19 é cultivado e inativado em laboratório, mas apenas seus fragmentos são inoculados no organismo. 

Já a vacina do laboratório norte-americano Novavax, está em fase lll dos estudos que utilizam este tipo de tecnologia. Ela será testada em 10 mil voluntários no Reino Unido, e, após a fase de testes, poderá ser utilizada para imunização na população estadunidense. Esta vacinação segue o protocolo bi-dose, com 21 dias de intervalo entre uma dose e outra.

As possibilidades da vacina BCG 

A fundação Oswaldo Cruz iniciou testes da vacina BCG em profissionais da saúde no Rio de Janeiro (RJ), que visa reduzir os impactos da doença em infectados. A BCG (Bacillus Calmette-Guérin) já é usada para prevenir tuberculose em crianças e tem alto potencial de resposta imunológica contra outras infecções. A proteção contra a COVID-19 pode ser evidente devido à imunidade inata da ação celular contra vírus e bactérias. O ensaio clínico denominado Brace Trial, da Murdoch Children’s Research Institute, entrou na sua fase lll e será testado em diversos países como Austrália, Reino Unido, Espanha, Holanda e Brasil. 

Mesmo com todos esses estudos clínicos em andamento, a liberação de vacinas para imunização em massa contra Covid-19 somente ocorre após a comprovação de sua eficácia, de forma precisa e segura. Continuaremos atentos às notícias sobre os avanços em imunização para o combate à pandemia da COVID-19 para manter você, profissional da saúde, sempre atualizado. 

Últimas notícias da ANVISA

 A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai conceder autorizações emergenciais para vacinação, mesmo sem registro das imunizações na agência. Essas vacinas emergenciais não poderão ser comercializadas, serão utilizadas para “uso institucional”, em programas do governo, programas específicos de controle, com foco emergencial, prevista em regulamento. Um guia, chamado “Guia sobre Requisitos Mínimos para submissão de Autorização Temporária de Uso Emergencial, em caráter experimental, de vacinas COVID-19”, segundo a agência, será disponibilizado para laboratórios com os procedimentos padrão necessários para obter a autorização. 

As vacinas devem ser armazenadas em geladeiras específicas, a temperatura ideal é entre +2°C e +8°C, sem sofrer perda de potência no armazenamento. Ao sair desse armazenamento, para transporte, devem ficar por no máximo até 1 hora em temperatura ambiente. Essa permissão está direcionada apenas para o setor público, até o registro oficial pela agência. Por enquanto, para 2021, as farmácias contam com a expectativa de colaborar com a campanha de vacinação em massa contra Covid-19.

Conheça a vacina contra Herpes-Zoster

Vacina Terceira idade - Herpes Zoster

A herpes-zóster é uma doença causada pela reativação do vírus da varicela no corpo, causando erupções cutâneas dolorosas. A doença é chamada também de cobrão ou cobreiro. Ela pode surgir um qualquer idade, mas a ocorrência aumenta principalmente a partir dos 60 anos. Felizmente, é uma doença que pode ser evitada por vacinação, por isso é importante conhecer mais sobre a vacina contra Herpes-Zoster.

Quem pode desenvolver Herpes Zóster?

Qualquer pessoa que teve catapora pode desenvolver a herpes zóster, e as causas que levam à reativação do vírus ainda são desconhecidas. Essas “bolhas” ou pequenas feridas na pele surgem geralmente na região do tronco, podem durar semanas e desaparecem sozinhas. Apesar dessa resolução espontânea, o maior problema é a dor associada às lesões. É a chama “nevralgia do herpes-zóster”, ou nevralgia pós-herpética. Essa dor na região das lesões pode durar meses ou mesmo anos após a cicatrização das erupções cutâneas.

Imagem que mostra as erupções dolorosas com bolhas da Herpes Zoster
Lesões características de Herpes-Zoster. 

Para muitas pessoas, esse quadro doloroso pode interferir nas atividades diárias normais, como caminhar e dormir, e nas atividades sociais. Perceba então que a infecção, apesar de não estar associada à mortalidade elevada, como o tétano ou a raiva, apresenta morbidade significativa, com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.

Como é o tratamento da Herpes-Zoster?

O tratamento da Herpes Zóster inclui uso de analgésicos e antivirais, como o aciclovir ou valaciclovir. Tanto a vacina da catapora ou varicela, tomada na infância, como a vacina contra zóster, tomada na idade adulta, podem minimizar o risco de desenvolver a doença.

A partir de que idade é recomendada vacina contra Herpes Zóster?

A vacina está indicada para pessoas a partir dos 50 anos, mas o calendário da SBIM recomenda vacinação em homens e mulheres a partir dos 60 anos.

Como já dito, a herpes zóster é causada pela reativação do vírus chamado varicela zóster, o mesmo que causa a catapora.

Portanto, todo adulto que teve varicela apresenta risco de ter herpes-zóster. E esse risco aumenta progressivamente com o avançar da idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes-zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida, mas nas pessoas com 85 anos ou mais, por exemplo, a prevalência pode ultrapassar 50%.

Por isso, é recomendado que os idosos recebam a vacina, independentemente de já terem tido ou não um episódio de zóster.

Qual é a eficácia da vacina?

Um grande estudo randomizado, controlado com mais de 30.000 adultos, com finalidade de avaliar a eficácia e segurança da vacina indicou uma redução no risco de herpes zóster em 51% e no risco de nevralgia pós-herpética em 67%.  Isto é, a vacina reduz a chance de ter a doença pela metade. As maiores respostas imunológicas são observadas após seis semanas da aplicação da vacina.

Naquelas pessoas que, mesmo após vacinação, desenvolveram herpes-zóster, a vacina reduziu significativamente a dor relacionada ao herpes-zóster em comparação ao placebo. No período de acompanhamento de 6 meses, houveredução de 22% na pontuação de gravidade da dor.

The New England Journal of Medicine - A Vaccine to prevent Herpes Zoster and Postherpetic Neuralgia in Older Adults

Quais são as reações adversas e contraindicações?

A vacina apresentou um bom perfil de segurança. Ela pode ser administrada sem problemas em idosos com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes ou doença pulmonar crônica.

As principais reações adversas foram leves e autolimitadas. À exceção das reações no local da aplicação, como dor, vermelhidão e prurido, que ocorreram em até 30% dos pacientes, as reações sistêmicas, como febre, sintomas respiratórios, diarreia e cansaço foram pouco prevalentes e acometeram de 1% a 1,5% dos pacientes.

Com relação às contraindicações, a vacina não deve dada em pessoas com alergia conhecida à neomicina, pois a vacina contem traços de neomicina, o que pode desencadear uma resposta alérgica.

Também não deve ser administrada em pacientes imunodeprimidos, seja por doenças como HIV ou câncer, ou pelo uso de imunossupressores, incluindo glicocorticoides por via oral em doses elevadas.

Não há problema, contudo, em administrar a vacina em usuários de corticoides tópicos ou por via inalatória. Por fim, Deve ser considerado adiamento da vacinação em caso de febre acima de 38,5°C.

Qual é a composição da vacina e como deve ser administrada?

A vacina herpes zoster (atenuada) é uma preparação liofilizada da cepa viva atenuada do Vírus da Varicela Zoster, da cepa Oka/Merck. O nome de marca da vacina no mercado brasileiro é Zostavax, medicamento produzido pela MSD.

A vacina contra Zóster tem a mesma composição da vacina da varicela, dada na infância, porém com conteúdo do agente imunizante cerca de 14 vezes maior.

Após reconstituída, a vacina não pode ser congelada e deve ser aplicada imediatamente, para minimizar a perda de potência. Se ela não for aplicada em até 30 minutos, deve ser descartada.

Ela é administrada em uma dose única injetável, por via subcutânea. A proteção produzida pela vacina dura por anos, por isso atualmente não é indicada revacinação. A vacina é dose única.

Ela pode ser administrada concomitantemente com a vacina influenza e com a pneumocócica, mas em seringas separadas. Isto é, não devem ser misturadas.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Vacina do HPV: entenda como funciona

vacina hpv

O HPV é um vírus sexualmente transmissível que provoca verrugas ano-genitais em homens e mulheres. A infecção viral é responsável também por praticamente todos os casos de câncer do colo do útero e podem causar também outros tipos de câncer. Felizmente, é possível prevenir essas doenças por vacinação, por isso é importante entender como funciona a vacina do HPV.

Quais as vacinas disponíveis no mercado para o HPV?

No Brasil estão disponíveis dois tipos: a bivalente, com ação contra os tipos 6 e 18 do HPV e a quadrivalente, com ação contra tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD)

A vacina bivalente está disponível nas clínicas e farmácias para administração em meninas e mulheres a partir de 9 anos de idade. Já a vacina quadrivalente está no SUS através do Programa Nacional de Imunização (PNI), para meninas entre 9 e 13 anos, e nas clínicas e farmácias para meninas e mulheres, de 9 a 45 anos, e meninos e jovens, de 9 a 26 anos.

É isso mesmo, homens de 9 a 26 anos também podem se vacinar contra o HPV! Lembre-se que essa é uma importante maneira de interromper a cadeia de transmissão do vírus e evitar vários tipos de câncer.

Existe alguma nova vacina do HPV sendo lançada?

Recentemente foi aprovada uma vacina nonavalente, chamada Gardasil 9, que pode ser utilizada por mulheres com idade entre 9 e 26 anos e meninos com idades entre 9 e 15 anos. Ela oferece proteção mais ampla na prevenção das infecções cervicais, vulvar, vaginal e câncer anal causadas por HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, e para a prevenção de verrugas genitais provocadas pelos tipos de HPV 6 ou 11, resultando em um potencial de 90% de prevenção.

Quais são os esquemas de vacinação recomendados?

Segundo o calendário da SBIM, para meninos e meninas entre 9 e 15 anos de idade são recomendadas duas doses da vacina, com intervalo de 6 meses entre elas. A vacina HPV4 é licenciada para ambos os sexos, e a HPV2 é licenciada apenas para o sexo feminino. Para adolescentes e adultos acima de 15 anos não vacinados anteriormente são recomendadas 3 doses.

No SUS, em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, o calendário prevê 2 doses (seis meses de intervalo entre as doses).

Quais seriam os cuidados especiais ao administrar essa vacina?

Foram muitos os casos de manifestações de pacientes, com possíveis efeitos adversos, após a administração em larga escala da vacina no Brasil alguns anos atrás. De fato, casos de sincope e desmaio podem ocorrer com a aplicação de qualquer vacina, principalmente em adolescentes e jovens. Isso foi observado com a vacina quadrivalente do HPV. Portanto, as pessoas vacinadas devem ser observadas com atenção por aproximadamente 15 minutos após a administração da vacina.

Com relação às precauções, a vacina pode ser administrada em caso de febre baixa ou infecções respiratórias de baixa gravidade, no entanto essa é uma decisão do clínico. Pode-se também aguardar que os sintomas passem e após alguns dias fazer a vacinação. Outros perfis de pacientes que só devem receber a vacina sob cuidados médicos incluem imunosuprimidos, incluindo HIV positivos, e aqueles pacientes com distúrbios de coagulação.

A vacina do HPV é considerada risco B na gestação, e por isso pode ser dada a gestantes. Em mulheres amamentando, não se sabe se os antígenos da vacina ou os anticorpos induzidos pela vacina são excretados no leite humano, portanto a vacina só deve ser dada sob responsabilidade do médico.

A vacina pode ser administrada de forma concomitante à vacina contra Hepatite B, em seringas e locais separados. E por falta de estudos, não se recomenda administração conjunta com outras vacinas, como por exemplo, vacinas contra difteria, tétano, sarampo ou rubéola.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Vacinação: descubra a importância de usar uma plataforma para esse serviço

plataforma de vacinação

Sabemos como é a rotina de um farmacêutico e o tamanho da sua responsabilidade. Por isso, pensamos em facilitar sua rotina de trabalho!

Quando o assunto é serviço de vacinação, é necessário que seja prestado de forma segura e organizada. E é isso que vamos te entregar: segurança e organização. Melhor ainda, de forma prática e automática!

Quer saber como? Você pode começar do zero, que nós iremos te guiar em todo o seu procedimento.

Confira abaixo os fatores essenciais que entregamos para o seu serviço de vacinação:

Segurança na aplicação da vacina

A partir de agora, você não precisará mais se preocupar com dúvidas e incertezas.

  • Nossa plataforma entrega de forma totalmente automática todas as vacinas recomendadas para o paciente, de acordo com seu perfil, conforme o calendário vacinal da SBIM e do SUS.
  • Nós sugerimos as vacinas que são permitidas serem aplicadas, com base no perfil do paciente.
  • Nós guiamos sua anamnese no momento da aplicação, com todas as contraindicações da vacina para você orientar seu paciente.
  • Nós temos todas as vacinas existentes no mercado cadastradas no sistema, com informações técnicas de aplicação e dicas práticas.

Confira o material que preparamos com todas as informações que você precisa saber sobre a aplicação e vacinas em farmácias.

Organização e praticidade 

Você está sempre ocupado com a papelada e não dedica tempo suficiente para cuidar do seu paciente da forma como ele merece?

  • Nós organizamos uma carteira de vacinação onde constam quais vacinas o paciente já tomou, quais doses faltam para ele tomar, e assim, você poderá fazer a orientação necessária.
  • Nós guiamos você durante todo o procedimento, com informações técnicas de vacinação, sobre como avaliar o paciente, local de aplicação recomendado e possuímos todos os tipos de vacinas padronizados dentro da plataforma.
  • Ao final do atendimento, nós te entregamos a declaração de serviços farmacêuticos (DSF) de forma automática com todas as informações necessárias, e assim, você poderá entregar ao seu paciente.
  • Com a nossa plataforma, você poderá imprimir a carteira de vacinação do paciente, contendo todas as vacinas tomadas por ele na rede.
  • Além disso, poderá imprimir as vacinas recomendadas dos calendários SBIM e Ministério da Saúde, de acordo com o perfil do paciente. Assim você poderá orientar o paciente sobre qual dose ele deverá tomar no futuro.

Resultados do serviço de vacinação

Não basta você realizar o serviço de forma ideal, você precisa registrar tudo!

Com a nossa plataforma, você terá relatórios e indicadores de todas as vacinas que foram aplicadas, com todos os dados obrigatórios que a vigilância sanitária pede. É importante que você não tenha problemas com a Anvisa, certo?

Além disso, irá agregar ainda mais na rentabilidade da sua farmácia!

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Vacina contra gripe: entenda como funciona

vacina
A gripe é uma doença que afeta milhões de pessoas todos os anos e é uma causa importante de morte, principalmente em crianças e idosos. A vacinação anual da gripe é uma importante medida de saúde pública para a prevenção de complicações graves, como pneumonia e infecções bacterianas secundárias, por isso é importante entender como funciona a vacina contra gripe.

Quem deve receber a vacina contra gripe?

Apesar da vacinação anual ser recomendada para todos as pessoas a partir dos 6 meses de idade, quando a oferta de vacinas é limitada, aqueles que estão em maior risco de complicações devem ter prioridade.

No Brasil, na rede pública, a vacina influenza, é oferecida exclusivamente para as crianças até os 5 anos de idade, para idosos acima de 60 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da área da saúde, presidiários, trabalhadores do sistema carcerário e doentes crônicos.

Nas farmácias, não há restrição para recebimento anual da vacina, havendo recomendação pela SBIM para vacinação anual em todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade.

Como ela funciona?

A vacina da gripe é composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenza e inativados, fragmentados e purificados. Geralmente contém elementos da superfície o vírus, como hemaglutinina e neuraminidase. Portanto, trata-se de uma vacina inativada, que não causa a doença.

A proteção proporcionada pela vacina é baseada na indução da produção de anticorpos neutralizantes do vírus, principalmente contra a hemaglutinina viral contida na vacina. A imunidade conferida pela vacina desenvolve-se após 15 dias da vacinação e sua duração é de cerca de 6 meses a 1 ano. Como os títulos máximos de anticorpos, obtidos dentro de 1 a 2 meses após a vacinação.

A composição da vacina contra gripe pode mudar todo ano

Anualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) convoca duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais candidatas que irão compor as vacinas contra influenza sazonal dos hemisférios norte e sul. Portanto, a cada ano, a composição da vacina da gripe pode mudar.

A escolha dos vírus que irão compor a vacina daquele ano depende da monitorização dos casos da doença feita pelo CDC, que é o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos e de todos os Centros Colaboradores da OMS espalhados pelo mundo.

As amostras vacinais candidatas, a cada ano, são geralmente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua capacidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados para serem produzidos em larga escala.

Existe diferença entre as vacinas do setor público e privado?

A diferença pode estar na composição da vacina. No SUS em 2016, por exemplo, foi feita a vacina trivalente, que protege contra 2 subtipos do influenza A, o H1N1 e o H3N2, e 1 subtipo do influenza B, chamado de Brisbane.

No setor privado está disponível tanto a vacina trivalente, como a tetravelente, que protege contra mais um tipo de influenza B, chamado Phuket. As duas vacinas são suficientes para garantir uma proteção contra os principais tipos de gripe, incluindo a H1N1, portanto a qualidade da imunização dada no setor público e privado é a mesma.

Há quatro marcas da vacina influenza tetravalente disponíveis: Fluarix Tetra (GSK), a Fluquadri (Sanofi-Pasteur), a Influvac Tetra (Abbott) e a Vaxitetra (Sanofi-Pasteur).

Administração e cuidados com a vacina contra gripe

A via de aplicação é intramuscular, e como já mencionado a administração deve ser repetida anualmente.

Quanto ao volume, para menores de 3 anos a dose é de 0,25 mL e para crianças com 3 anos completos ou mais, é de 0,5 mL. Lembre-se que antes, durante e após a administração da mesma, você deve ficar atento a alguns cuidados, como:

  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que o paciente re-estabeleça as condições ótimas de saúde;
  • Pessoas com história de alergia grave ao ovo de galinha, com sinais de anafilaxia, só podem receber vacina em ambiente com condições de atendimento para reações anafiláticas, como no hospital, por exemplo, e permanecer em observação por pelo menos 30 minutos;
  • Pessoas com alergia ao Timerosal, a neomicina ou ao formaldeído também devem ter cautela, pois há traços dessas substâncias na vacina.
  • No caso de história prévia de síndrome de Guillain-Barré (SGB), recomenda-se avaliação médica criteriosa sobre o risco-benefício antes de administrar a vacina da gripe. Geralmente a vacina será contraindicada nesse caso;
  • Se houver dor no local, após a aplicação, podem ser usadas compressa frias para alivio. Em casos mais intensos ou de febre pode-se recomendar medicação analgésica, como a dipirona, paracetamol ou Ibuprofeno;
  • Sintomas de efeitos adversos persistentes, que se prolongam por mais de 72 horas, devem ser investigados pelo médico para verificação de outras causas.
  • As gestantes e mulheres amamentando podem receber a vacina da gripe. A vacina é considerada risco C na gravidez.
  • A vacina influenza pode ser administrada simultaneamente a outras vacinas. Neste caso, a aplicação deve ocorrer em membros distintos, com seringas e agulhas diferentes. Fique atento também, pois nesse caso pode ocorrer intensificação das reações adversas.
  • A vacina deve ser agitada antes de administrar. Também inspecione visualmente a vacina antes do uso. A suspensão deve estar límpida e incolor a levemente opalescente. Não utilizar se a suspensão apresentar-se turva, com partículas em suspensão ou precipitados. A vacina influenza não deve ser misturada com outra vacina na mesma seringa.

Como se vê muitos detalhes e situações que devem ser levadas em consideração no momento da aplicação. Felizmente, com ajuda de softwares avançados de serviços farmacêuticos e vacinação é possível receber alertas e orientações específicas no momento do atendimento, reduzindo a chance de erros e aumentando a segurança do paciente.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Vias de administração das vacinas: formas e aplicação

administracao das vacinas

O que são as vacinas?

Vacinas são medicamentos imunobiológicos que contêm uma ou mais substâncias antigênicas que, quando inoculadas, são capazes de induzir imunidade específica ativa, a fim de proteger contra, reduzir a severidade ou combater as doenças causadas pelo agente que originou o antígeno.

Quais as vias de administração das vacinas?

Nem todas as vacinas são medicamentos injetáveis, por isso é importante conhecer quais são as vias de administração  das vacinas mais comuns e como usá-las corretamente.

As principais vias de administração das vacinas são:

  • Vacinas pela via de administração oral (VO);
  • Vacinas pela via de administração intradérmica (ID);
  • Vacinas pela via subcutânea (SC);
  • Vacinas pela via intramuscular (IM).

Vacinas pela via de administração oral (VO)

São vacinas dadas pela boca, em gotas. A vacina mais famosa administrada por essa via é a da poliomielite oral (VOP), contra paralisia infantil, também chamada Sabin. Ficaram famosas as campanhas de vacinação contra essa doença que tinham o Zé Gotinha como personagem principal.

Cartaz - Campanha de Vacinação - Zé gotinha
Exemplo de Campanha de Vacinação Oral com Personagem Zé Gotinha, feito por prefeitura do Município de Mato Castelhano (RS).

Outras vacinas feitas com vírus atenuados com administração por via oral são a rotavírus e as novas vacinas contra cólera e febre tifóide.

Vacinas pela via de administração intradérmica (ID)

A aplicação intradérmica é uma técnica menos comum, em que a vacina á aplicada sob a pele, porém sem atingir a camada subcutânea ou muscular.

A principal vacina com administração por essa via é a BCG. É composta pelo bacilo de Calmette-Guérin, obtido pela atenuação (enfraquecimento) de uma das bactérias que causam a tuberculose. O esquema de vacinação corresponde à dose única ao nascer, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

Segundo o Ministério da Saúde, a administração da vacina é feita na região do músculo deltoide, no nível da inserção inferior, na face externa superior do braço direito. O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em avaliações da atividade de vacinação.

Ainda que a formação de cicatriz seja esperada, a Organização Mundial da Saúde aponta que a ausência da cicatriz de BCG após a administração da vacina não é indicativo de ausência de proteção.

Vacina BCG

Vacinas pela via subcutânea (SC)

A via subcutânea é a segunda via mais comum de aplicação de vacinas. Consiste na administração da vacina na camada imediatamente acima do músculo, portanto mais superficialmente do que na aplicação intramuscular.

Aplica-se geralmente na face externa superior do braço (região do tríceps, em adultos) ou face anterior da coxa, em bebês ou crianças. Vacinas aplicadas por essa via incluem a febre amarela, varicela (catapora), tríplice viral (SRC) e a tetraviral (SRC-V).

Vacinas pela via intramuscular (IM)

Esta é a via de administração mais comum de vacinas. Trata-se de uma injeção mais profunda, que atinge a camada muscular. Em crianças geralmente aplica-se no músculo lateral da coxa. Em adultos e crianças maiores aplica-se na região do deltóide ou glúteo.

Vacinas aplicadas por essa via incluem a Hepatite B e A, HIB, HPV, influenza, a poliomelite inativada (VIP), tríplice bacteriana (DTP), dupla (DT), pentavalente, pneumocócica e a meningocócica.

Um ponto de atenção neste caso é que nem todas as vacinas aplicadas por via IM podem ser aplicadas no deltóide e no glúteo. Um exemplo é a vacina da gripe, a qual não se recomenda ser aplicada no glúteo, mas apenas no deltóide ou músculo lateral da coxa (crianças).

A fim de contornar esse risco de erro e dar segurança ao farmacêutico, a Clinicarx indica automaticamente a melhor via e local de aplicação para cada vacina selecionada.

Vacina contra dengue: entenda como funciona

Vacina contra dengue: entenda como funciona

A Dengue é uma doença importante, que ocorre em praticamente todas as regiões do Brasil e atinge milhões de brasileiros. Por isso é importante entender como prevenir e como funciona a vacina contra dengue.

A dengue é uma doença febril, que pode ser causada por quatro sorotipos de um flavivírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3, e DEN-4). Ela é endêmica em mais de 100 países, nas regiões tropicais e subtropicais do mundo e é responsável por um número estimado de 50 milhões de infecções por ano em todo o mundo. Só no Brasil, em 2015, ocorreram mais de um milhão e meio de casos de dengue.

A manifestação da dengue pode variar em intensidade, desde uma doença leve, até casos graves que necessitam de hospitalização.  As formas mais graves são a febre hemorrágica da dengue (FHD) e a síndrome do choque da dengue (SCD), que podem levar à morte e, por isso, impulsionam os esforços de prevenção da doença.

Como foi criada a vacina contra a dengue?

Pois bem, vamos entender um pouco melhor a importância da vacina contra a dengue e como ela funciona no nosso organismo. Vamos começar falando um pouco sobre a imunidade em relação a dengue.

Os estudos demonstraram que quando uma pessoa tem dengue, ela adquire uma proteção em longo prazo contra o sorotipo que causou a doença, e isso apoiou a possibilidade de uma vacina contra a dengue, já que é possível estimular uma resposta duradoura. No entanto, a infecção por um tipo de vírus fornece apenas uma imunidade de curta duração para os outros três sorotipos da doença, e isso não é muito bom. Pois como vimos, existe associação entre infecção prévia com dengue e evolução grave em caso de uma re-exposição.

Com o reconhecimento de que todos os quatro sorotipos são capazes de induzir febre hemorrágica, o ideal é que uma vacina contra dengue produza
imunidade duradoura protetora contra os quatro sorotipos.

Considerando isso, uma série de vacinas candidatas entrou fase de desenvolvimento, inclusive no Brasil há duas iniciativas em andamento, uma do instituto Butantã, em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, e uma da Fiocruz em parceria com a farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK).

Mas quem saiu na frente dessa corrida foi a vacina Dengvaxia produzida pela Sanofi-Pasteur. Ela obteve autorização da ANVISA para uso e comercialização no Brasil em dezembro de 2015, e já está disponível para uso. Essa vacina já havia sido liberada para comercialização no México e nas Filipinas.

Como a Dengvaxia funciona e como deve ser administrada?

A Dengvaxia é uma vacina tetravalente, recombinante e atenuada. Ela deve ser administrada por via subcutânea em três doses, com intervalo de 6 meses entre cada dose, para indivíduos com idade entre 9 e 45 anos, que moram em áreas endêmicas. A vacina deve ser administrada apenas em indivíduos com história de infecção prévia por dengue.

A Dengvaxia é a única vacina aprovada no mundo que demonstrou segurança e eficácia na prevenção dos quatro sorotipos da dengue. A análise também confirmou o valor protetor de longo prazo da vacina em indivíduos com uma infecção prévia pelo vírus. Em indivíduos com infecção prévia por dengue, a vacina demonstrou eficácia de cerca de 80% na redução de hospitalizações e na redução de casos graves ao longo dos 6 anos de acompanhamento.

Aprofundando os ensaios clínicos

Dois grandes ensaios clínicos controlados, randomizados, de
fase III indicaram uma eficácia de 57 e 61% contra a dengue virologicamente confirmada, ou seja, um potencial para prevenir duas em cada três infecções possíveis. A eficácia da vacina variou por sorotipo e foi significativamente mais elevada para DENV-3 e DENV N-4 (cerca de 75%) do que para DENV-1 (50%) e DEN-2 (35 a 42%). A parte boa é que a eficácia da vacina contra a dengue hemorrágica ou infecção grave com necessidade de hospitalização é maior, com potencial para
proteger de 80 a 95% dos casos.

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Quais são os efeitos adversos e contraindicações da vacina?

O perfil de segurança da vacina foi considerado bom. As
reações adversas mais comuns ocorrem nos primeiros 3 dias após aplicação e incluem dor de cabeça, dor no local da aplicação, mal-estar e dor no corpo. Pode ocorrer também febre até os primeiros 14 dias após aplicação.

Agora falando das contraindicações, este vacina não deve ser administrada em pessoas em doença aguda ou quadro febril agudo, como por exemplo, com sintomas de infecção viral respiratória. Também não deve ser aplicada em pessoas com imunidade comprometida, seja por infecção por HIV, câncer ou tratamento imunossupressor. E nem em mulheres gravidas ou amamentando.

Em 2018, a Anvisa mudou a bula da vacina contra dengue, determinando que ela seja administrada apenas em pessoas com história de infecção prévia por dengue. Isto é, a vacina é contraindicada a pessoas sem história da doença.

Por que a vacina não é usada em crianças abaixo de 9 anos?

Em crianças entre 2 a 5 anos de idade, a eficácia da vacina
foi menor (34 a 36%). Além disso, uma análise publicada em 2015 mostrou que em crianças com idade abaixo de 9 anos, a vacina foi associada a um risco elevado de infecção grave, com necessidade de hospitalização, entre 1 a 2 anos após a última dose. Então, devido a esses resultados ruins de eficácia, a vacina não foi aprovada nessa faixa etária.

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Outras vacinas da dengue que surgirão no mercado, serão mais eficazes?

Os ensaios iniciais apontam potencial para isso, no entanto
é um pouco cedo para termos certeza. O certo é que novas alternativas devem surgir no mercado em breve.

Em resumo, a vacina contra a dengue é uma estratégia de saúde pública essencial, e a vacinação pode evitar a maioria dos casos graves e de dengue hemorrágica, o que é muito bom. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já divulgou parecer favorável à inserção da vacina contra dengue nos programas de imunização de países onde há alta incidência da doença, como no Brasil. A expectativa é que, em 30 anos, a vacinação sistemática de crianças a partir de 9 anos reduza os casos sintomáticos e a hospitalização decorrente da enfermidade entre 10% a 30%.

Como se vê muitos detalhes e situações que devem ser levadas em consideração no momento da aplicação. Felizmente, com ajuda de softwares avançados de serviços farmacêuticos e vacinação, é possível receber alertas e orientações específicas no momento do atendimento, reduzindo a chance de erros e aumentando a segurança do paciente.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Conheça as diferenças nas vacinas do setor público e privado

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Uma das dúvidas mais frequentes dos pacientes é sobre as diferenças entre as vacinas disponíveis no setor público e no setor privado. Neste artigo, vamos entender algumas dessas diferenças para as principais vacinas.

Tríplice Bacteriana

Vamos começar pela vacina Tríplice Bacteriana, que existe em duas formas, a DTPa e a DTPw.

A tríplice bacteriana protege o bebê contra difteria, coqueluche e tétano. Na rede pública está disponível a DTPw que é feita a partir de células inteiras das bactérias. Já na rede privada, existe a versão DTPa que é acelular, ou seja, não é feita com as células inteiras, mas sim com proteínas das bactérias.

Ambas fornecem uma boa proteção, mas a DTPa tende a produzir menos efeitos adversos pós-vacinais. A utilidade pode ser que uma criança que teve uma reação mais forte, como febre, com a DPTw, pode receber a próxima dose com a DTPa. Quem começou a vacinação com uma pode completar o esquema com a mesma ou com a outra.

Vacinas Pneumocócicas

Outra diferença está na Vacina Pneumocócica. As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, que causam doenças como a pneumonia, meningite e otite média aguda.

A vacina pneumocócica conjugada VPC 10, que está presente na rede pública, protege contra 10 subtipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada VPC-13, que está na rede privada, protege contra 13 subtipos de pneumococos. Cabe frisar que os principais pneumococos estão presentes nas duas vacinas.

Uma possível vantagem da VPC-13 é que alguns sorotipos presentes apenas na VPC13, os sorotipos 3, 6A e 19A, apresentam uma resistência maior a antibióticos. Então essa vacina pode prevenir doenças que, apesar de mais raras, também seriam mais difíceis de tratar no caso de ocorrerem.

Outra vacina existente no setor privado é a Penumocócica Polissacarídica 23 Valente, a VPP23. Ela é uma vacina inativada, composta de polissacarídeos das cápsulas de 23 tipos diferentes de Streptococcus pneumoniae. Ela é complementar e pode ser usada em combinação com a VPC-10 ou a VPC-13. Nesse caso, aplica-se duas doses da VPP23, uma 6 a 12 meses depois da dose da pneumocócica conjugada, e outra cinco anos depois. Ela é indicada como rotina para idosos, a partir dos 60 anos, e para crianças acima de 2 anos, adolescentes e adultos, com fator de risco para doença pneumocócica, como diabetes, doenças cardíacas ou respiratórias, doença hepática, doença renal ou imunossuprimidos.

Rotavírus

Nossa próxima vacina é contra o Rotaívus. A vacina de rotavirus é uma vacina de vírus vivo, feita por via oral. No SUS, a vacina dada é a monovalente, que protege contra um sorotipo de rotavírus, com proteção cruzada contra outros sorotipos.

A outra opção é a vacina pentavalente, que está presente na rede privada. Ela protege contra 5 sorotipos diferente de rotavirus, incluindo imunidade contra o subtipo G2 que está ausente na versão monovalente. Essa vacina é dada em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses. Um ponto importante nessa caso, é que o esquema com cada vacina precisa ser completo. Então, não se deve completar o esquema de uma vacina com a outra.

Vacinas Meningocócicas

Por fim, vamos falar um pouco da vacina meningocócica. A doença meningocócica é endêmica no Brasil e existem 5 subgrupos da doença: A, B, C, W e Y. No setor público, a vacina oferecida é Meningocócica Conjugada C, que protege contra o tipo mais frequente da doença, que é o tipo C. No setor privado, nós temos a versão quadrivalente da vacina, contra os grupos A, C, W e Y. Essa vacina pode ser dada a partir de 1 ano de idade, como reforço da meningo C, que é feita aos 3 e 5 meses de idade no SUS.

Em 2015, foi aprovada outra vacina no Brasil, que é a meningocócica B. Foi um avanço importante porque o grupo B foi responsável por 20% dos casos de doença meningocócica no país só em 2014. A meningocócica B é feita em 2 doses, aos 3 e 5 meses, sempre respeitando intervalo de 2 meses entres as doses, e com reforço podendo ser feito entre 12 e 15 meses.

Essas são as diferenças entre as principais vacinas. Eu recomendo que você estude também as vacinas mais aplicadas em farmácias, a fim de conhecer melhor o que as pessoas procuram. Com isso, você vai poder fazer uma orientação melhor e mais completa aos seus pacientes.

Fonte: Artigo reproduzido do Curso Online Imunização e Administração de Vacinas, com permissão dos autores.

Recomendação: como as indicações e informações sobre os medicamentos e esquemas posológicos podem sofrer atualizações ao longo do tempo, recomendamos que você não utilize este conteúdo como única fonte de informação.

Vacinação: confira as farmácias que já oferecem esse serviço

vacinação na farmácia

As farmácias estão realizando o serviço de vacinação de forma totalmente regularizada! Não fique de fora da concorrência. Aumente também a rentabilidade da sua farmácia agregando a vacinação aos seus serviços.

A RDC  nº 197/2017, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a possibilidade da vacinação ser realizada em drogarias e farmácias. 

Segundo a Anvisa, todas as vacinas constantes no PNI (Programa Nacional de Imunizações) podem ser aplicadas diretamente na rede privada, com o paciente pagando pela vacina. 

Algumas vacinas podem ser aplicadas na farmácia sem necessidade de receita médica. No caso das vacinas fora do calendário nacional de imunização, elas necessitam de prescrição médica. Para isso, o paciente vai ter que ir ao médico primeiro, antes de tomar a vacina na farmácia.

A farmácia é um estabelecimento expert em guarda, armazenamento e aplicação de medicamentos, por isso é natural que apliquem também vacinas.

Confira as redes de farmácias que prestam o serviço de vacinação com o Clinicarx:

Por que escolheram o Clinicarx?

No Clinicarx, elaboramos um sistema único para controle e registro de aplicações de vacinas na farmácia. Já utilizado e comprovado pelas melhores farmácias do país.

O sistema aumenta a segurança do gesto vacinal, informando ao farmacêutico quais vacinas estão recomendadas para o paciente, que doses já tomou, que doses faltam… Tudo de forma automática!

Automaticamente identifica as características como idade, sexo, gestação e evita orientações incorretas. Além disso, você pode consultar as informações técnicas mais importantes sobre cada vacina.

Selecionada a vacina que o paciente precisa, o sistema irá lhe guiar por algumas perguntas de segurança, alertando sobre situações em que é melhor não aplicar a vacina. Se tudo estiver ok, você seguirá para a aplicação.

Na aplicação, via de administração e local de aplicação são recomendados automaticamente. Não há risco de você aplicar no lugar errado.

Ao final, você fornecerá uma declaração da aplicação ao paciente, sua carteira de vacinação digital e terá todas as informações organizadas para envio ao SI-PNI.

Quando o conhecimento e a experiência do profissional se aliam à tecnologia, os processos se tornam mais simples e seguros. Na correria do dia a dia, você garante que cada paciente/cliente tenha o melhor atendimento. 

Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde na sua farmácia, inclusive o de vacinação.

Conheça as principais vacinas aplicadas em farmácias

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Autorização para aplicação de vacinas pelas farmácias

A Anvisa aprovou aplicação de vacinas em farmácias em dezembro de 2017 e muitas farmácias já começam a oferecer este serviço. Apesar de recente, esta foi uma novidade muito bem recebida pela população. 

Se você é farmacêutico ou proprietário e está pensando em montar um serviço de vacinação, confira as principais vacinas aplicadas que você pode ter na sua farmácia.

Os dados são resultado de uma análise de mais de 13 mil doses de vacinas aplicadas com Clinicarx e mostram um ranking das dez vacinas mais comuns em quantidade de pacientes atendidos.

10° lugar: Vacinas de Hepatite A

A Hepatite A é uma doença infecciosa, causada pelo vírus VHA e transmitida principalmente pelo contato de pessoas saudáveis com alimentos ou água contaminada. A incidência da hepatite A é maior nos locais em que o saneamento básico é precário.

Trata-se de uma vacina inativada, composta pelo antígeno do vírus da hepatite A, aplicada por via intramuscular.

O SUS oferece esta vacina para crianças em dose única, aos 15 meses de idade. Segundo calendário da SBIM, a vacina deve ser dada em duas doses, a partir dos 12 meses de idade. Nos adultos não vacinados ou com imunização incerta, a vacina também pode ser aplicada, inclusive em associação com a vacina da hepatite B.

Há três vacinas para Hepatite A no mercado: Avaxim (Sanofi-Pasteur), Havrix (GSK) e Vaqta (MSD). A Twinrix (GSK) é uma vacina combinada da Hepatite A + Hepatite B.

9° lugar: Vacinas de Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. É uma doença endêmica no Brasil, presente principalmente na região norte, mas houve surtos recentes em outras regiões, o que levou a uma maior busca pela vacinação.

A vacina é composta de vírus vivo atenuado e pode ser encontrada tanto na rede pública quanto privada. No SUS, a vacina é aplicada em uma dose única aos 9 meses de vida. Em pessoas não vacinadas ou que irão viajar para regiões de risco, a dose da vacina é recomendada também para adolescentes, adultos e idosos.

A vacina da febre amarela adquirida no mercado privado é a Stamaril (Sanofi-Pasteur).

8° lugar: Rotavírus

O Rotavírus causa infecção intestinal, com quadro de gastroenterite aguda. É uma causa importante de diarreia em bebês e crianças, que pode levar a desidratação grave e morte. A vacina é dada por via oral, em duas doses, aos 2 e 4 meses de vida.

No setor privado, a vacina é dada em duas ou três doses, dependendo da vacina utilizada (VR1 ou VR 5). A vacina oral atenuada pentavalente (VR5) é composta por cinco tipos de rotavírus vivos “enfraquecidos”. A vacina do rotavírus é contraindicada a partir dos 8 meses de vida.

Existem duas marcas dessa vacina no mercado, a Monovalente Rotarix (GSK) e a Pentavalente Rotateq (MSD).

7° lugar: Vacinas de HPV

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta tanto homens quanto mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. Em mulheres é causa importante de câncer do colo de útero.

Existem basicamente três tipos de vacinas contra HPV, a HPV 2, HPV 4 e HPV 9. A HPV 2 previne contra infecções causadas pelos tipos de HPV 16 e 18. A HPV 4, previne contra infecções causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18. Mais recentemente foi aprovada a vacina HPV9, que protege contra 9 tipos do vírus, indicada para meninas e mulheres de 9 a 26 anos de idade.

No SUS a vacina é dada a meninas e meninos, em duas doses, na adolescência. No setor privado, recomenda-se vacinação em duas doses para meninos e meninas entre 9 e 15 anos. De 15 anos em diante, recomenda-se três doses. Em adultos a partir dos 20 anos, vacinar os não vacinados anteriormente, a critério médico.

Os produtos disponíveis no mercado incluem a Cervarix HPV 2 (GSK), a Gardasil HPV4 (MSD) e a Gardasil 9 (MSD).

6° lugar: Tríplice Viral

A vacina tríplice viral é composta a partir de vírus vivos atenuados, protegendo contra três doenças importantes: sarampo, caxumba e rubéola. A volta dos casos de sarampo, em várias regiões do Brasil, aumentou a procura por essa vacina, inclusive por adultos e idosos.

No SUS, a vacina é dada em duas doses, sendo a primeira aos 12 meses de vida, e a segunda aos 15 meses, combinada à vacina contra varicela (tetraviral). Adolescentes e adultos que não foram vacinados anteriormente ou que possuem histórico de vacinação incerto, também podem tomar a vacina.

Duas marcas da tríplice viral disponíveis no mercado são a M-M-R-II (MSD) e a Priorix (GSK).

5° lugar: Hexavalente

A vacina Hexavalente é uma combinação de 6 vacinas em 1. Protege contra difteria, tétano, coqueluche, meningite provocada pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b, hepatite B e poliomielite. É ministrada em três doses, em bebês aos dois, quatro e seis meses de vida. Esta vacina não está disponível no SUS e é muito procurada no setor privado, pois representa uma injeção a menos no calendário de vacinação.

Há três marcas de hexavalente no mercado: Hexaxim (Sanofi-Pasteur), Infanrix Hexa (GSK) e Pediacel (Sanofi-Pasteur).

4° lugar: Meningocócica ACWY

A vacina Meningocócica conjugada quadrivalente — ACWY protege contra quatro sorogrupos de bactérias causadoras da meningite. No SUS, a vacina disponível é a Meningocócica C, que protege apenas contra o sorogrupo C, por isso essa vacina é bastante procurada no setor privado.

A vacina é aplicada em duas doses, a partir dos 3 meses de idade, com dose de reforço aos 12 meses e 5 anos de idade. Recomenda-se dose de reforço em adolescentes apenas para os não vacinados. Em adultos e idosos, vacina-se apenas pessoas em situações especiais de risco.

Três marcas dessa vacina existentes no mercado são a Menactra (Sanofi Pasteur), Menveo (GSK) e Nimenrix (Pfizer).

3° lugar: Pneumocócica

A vacina pneumocócica protege contra pneumonias causadas por diferentes tipos de agentes, entre eles o Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae tipo b. É indicada principalmente para crianças e idosos, que são mais sucetíveis à doença.

Existem três tipos de vacinas pneumocócicas disponíveis no mercado: a vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10), que previne cerca de 70% das doenças graves, a conjugada 13-valente (VPC13), que previne cerca de 90% das doenças e a pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23), que protege contra 23 tipos de pneumococos.

No SUS, é dada a VPC10, em duas doses, aos 2 e 4 meses de vida, com uma dose de reforço aos 12 meses. O mesmo esquema pode ser feito com a VPC13 no setor privado e esta é a vacina mais procurada.

A VPP23 está disponível no SUS apenas para certos grupos de risco, por isso também possui demanda no setor privado. É indicada especialmente em idosos, em duas doses com intervalo de 5 anos entre elas. Recomenda-se que os idosos tomem também uma dose da VPC13.

Confira na imagem abaixo, desenvolvida pela MSD, o esquema de aplicação da VPC-13 e VPP-23, para adultos com indicação para a vacina.

Esquema de vacinação para adultos com risco acrescido para DIP.

A Synflorix (GSK) é a vacina VPC-10, a Prenevar 13 (Pfizer) é a vacina VPC-13 e a Pneumovax 23 (MSD) é a VPP-23 disponível no mercado.

2° lugar: Meningocócica B

A meningite meningocócica é uma doença grave causada por bactérias. Há 12 tipos de meningococos, sendo o tipo C mais comum (80% dos casos), seguido do tipo B. Os tipos A, W e Y são menos frequentes.

A vacina da Meningite B não é disponibilizada pelo SUS, por isso é uma das mais procuradas no setor privado. Em bebês, é aplicada em duas doses, iniciando aos 3 meses de idade, com uma dose de reforço entre os 12 e 15 meses. A partir dessa idade, é aplicada apenas para os não vacinados anteriormente. Em adultos e idosos, é recomendada apenas a pessoas em situação de risco.

A única vacina contra meningite B existente no mercado atualmente é a Bexsero (GSK).

1° lugar: Vacinas de Influenza (Gripe)

A vacina da gripe é a campeã disparada, correspondendo a mais de 60% de todos os pacientes atendidos em vacinação na farmácia. É uma vacina oferecida no SUS apenas a grupos de alto risco, como crianças, idosos e gestantes, por isso há grande procura no setor privado, principalmente por adultos.

Existem basicamente dois tipos de vacina influenza: a trivalente, que protege contra 3 tipos diferentes do vírus e a quadrivalente, que protege contra 4 tipos, sendo esta última a mais procurada. É uma vacina recomendada em todas as fases da vida, a partir dos 6 meses de idade até idosos, mas com forte componente sazonal. A campanha nacional de vacinação contra gripe vai de abril a junho de cada ano, portanto esteja atento a este período. Uma dica é reservar seu estoque de vacinas com bastante antecedência, pois em anos com alta incidência da doença, a grande procura pode levar a falta deste importante medicamento.

Há quatro marcas da vacina influenza tetravalente disponíveis: Fluarix Tetra (GSK), a Fluquadri (Sanofi-Pasteur), a Influvac Tetra (Abbott) e a Vaxitetra (Sanofi-Pasteur).

Para mais informações

As informações completas sobre calendários vacinais podem ser encontradas no site do Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Imunizações. As informações sobre vacinas registradas no Brasil podem ser encontradas no site da Anvisa.