Zika: teste rápido para rastreamento e identificação de pacientes infectados

zika

É uma doença causada pelo Zika vírus, que é transmitido pela picada de um mosquito. Na maioria dos casos, não há nenhum sintoma. Quando presentes, os sintomas são leves e duram menos de uma semana. Eles incluem febre, irritação na pele, dor nas articulações e olhos vermelhos. Em gestantes, pode causar defeitos congênitos subsequentes.

Transmissão da Zika

A transmissão da zika ao ser humano acontece por via vetorial, vertical, sexual e transfusional. A principal via de transmissão é a via vetorial, que ocorre principalmente através da picada de fêmeas do mosquito Aedes aegypti. A transmissão vertical pode ocorrer durante o parto, através do contato sanguíneo e com demais fluidos biológicos, levando o recém-nato a apresentar distúrbios e malformações congênitas. Esta via tem grande impacto e relevância epidemiológica. O vírus pode ser transmitido sexualmente por meses após o início da infecção, tanto através da penetração quanto do contato com secreções contaminados por via oral, por exemplo. Já a transmissão transfusional, pode ocorrer pelo compartilhamento de agulhas e contato com amostras sanguíneas contaminadas. Apesar de o vírus já ter sido identificado no leite materno, nenhum relato de transmissão via amamentação foi descrito.

Agente etiológico da Zika

A zika é causada pelo zika vírus (ZIKV), que apresenta duas linhagens principais: africana (com relatos restritos à África) e asiática (detectada na Ásia, região do Pacífico Ocidental, Américas e Cabo Verde). Ele é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae.

Vetor

O vetor responsável pela transmissão vetorial da zika é a fêmea do mosquito Aedes aegypti, que costuma ser mais ativa durante o anoitecer e o amanhecer.

Período de incubação do zika vírus

O período de incubação intrínseco (PII) do Zika vírus (ZIKV) no ser humano varia de 2 a 7 dias. Sendo a doença de caráter autolimitado, pode perdurar de 4 a 7 dias.

O período de viremia pode durar até 5 dias e, em geral, inicia-se junto do aparecimento dos sintomas. Após o repasto de sangue infectado, o mosquito fica apto a transmitir o vírus em 8 a 14 dias. Este período corresponde ao período de incubação extrínseco (PIE) do vírus no mosquito. Após o PIE, o mosquito permanece infectante até o final de sua vida (6 a 8 semanas), sendo capaz de transmitir o vírus para o homem.

Período de transmissibilidade da Zika

O período de transmissibilidade é compreendido entre o período de viremia da espécie viral no organismo humano, que se inicia junto do aparecimento de sintomas, e a possibilidade de infecção do vetor (considerando o PIE). A duração média deste período é entre 3 e 12 dias.

Suscetibilidade e imunidade

A suscetibilidade ao vírus é universal e a detecção de antígenos virais é possível a partir do primeiro dia sintomático do paciente acometido. Áreas de clima tropical, quente e úmido, são favoráveis à proliferação dos mosquitos vetores da infecção (Aedes aegypti), figurando como áreas propícias à infecção. A imunidade a partir de infecções por ZIKV ainda não foi completamente elucidada.

A detecção de IgM indica infecção recente e consequente quadro agudo, podendo perdurar até a remissão dos sintomas, em torno de 2 a 12 semanas. O surgimento e a consequente identificação de IgG, revela contato prévio antigo com o vírus e se inicia em torno do 7° após a infecção (período de viremia) e pode permanecer reagente por algum tempo mesmo após a remissão sintomática.

Manifestações clínica da Zika

As manifestações clínicas da infecção por ZIKV podem ser sintomáticas ou assintomáticas. A manifestação sintomática ocorre em cerca de 20% dos casos e, em geral, as manifestações clínicas são autolimitadas e duram em média de 3 a 7 dias. Dentre os sintomas relatados, desenvolvimento precoce de exantemas (manchas avermelhadas) que podem ser pruriginosos, quadro febril (temperaturas abaixo de 38,5ºC), irritação oftálmica (compatível com quadro de conjuntivite não purulenta), mialgia (dor muscular), artralgia (dor articular), astenia (fraqueza) e cefaleia (dor de cabeça), associados ou não a linfonodomegalia, são os mais frequentes.

Diferentemente do que ocorre em outras arboviroses (tais quais dengue, febre amarela ou Chikungunya), as infecções por zika podem evoluir para quadros de complicações neurológicas graves, a exemplo da Síndrome de Guillain-Barré (SGB).

No caso de infecção gestacional, a manifestação da doença no feto pode culminar no desenvolvimento de lesões cerebrais irreversíveis e graves. A microcefalia é a principal complicação e leva ao comprometimento da estrutura e formação do sistema nervoso central. As sequelas da microcefalia são doenças neurológicas em intensidade variável.

Diagnóstico da Zika

O diagnóstico clínico é feito por médico, que se utiliza de exames laboratoriais para confirmação diagnóstica. O diagnóstico laboratorial é feito através de exames diretos ou indiretos.

Dentre os métodos diretos, o isolamento do vírus ou a busca pelo genoma do (ZIKV) através de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa (RT-PCR) se destacam como metodologias mais frequentes.

Para os métodos indiretos, a pesquisa de anticorpos (IgG e IgM) através de testes sorológicos (Ensaio imunoenzimático – ELISA), teste de neutralização por redução de placas, inibição da hemaglutinação, além de estudo anatomopatológico seguido de pesquisa de antígenos virais por meio de imuno-histoquímica são metodologias usuais.

Hemograma completo, hematócrito, contagem de plaquetas e dosagem de albumina são exames complementares que auxiliam na avaliação da gravidade da condição e no monitoramento dos pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado. São especialmente relevantes para os pacientes que apresentam sinais de alarme ou gravidade.

Exames para diagnóstico diferencial são considerados bem-vindos, uma vez que é essencial a diferenciação de outras arboviroses, como Chikungunya, Dengue e Febre Amarela, que apresentam sintomas semelhantes, mas cursos e desfechos distintos.

A infecção por ZIKV é de notificação compulsória, de modo que uma vez confirmado o diagnóstico, deve-se notificar o Ministério da Saúde, conforme regulamentação específica (Portaria de consolidação MS/GM nº 4, de 28 de setembro de 2017).

Tratamento da Zika e orientações

Em geral, os pacientes acometidos pelo vírus (ZIKV) demandam nutrição e hidratação adequadas, além de repouso como estratégias que promovem a rápida e oportuna recuperação sistêmica. Fisioterapia e terapia ocupacional são indicadas ao longo da fase de recuperação, bem como a aplicação de compressas mornas ou frias sob as regiões inflamadas, com o intuito de aliviar os sintomas articulares.

Dentre os tratamentos farmacológicos existentes, recomenda-se precaução quanto ao uso de Aspirina® ou outros anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) até o descarte da possibilidade de infecção pelo vírus da dengue, evitando-se o risco de quadros hemorrágicos. O uso de loções à base de calamina é recomendado em casos de prurido cutâneo.

Casos suspeitos em gestantes devem ser monitorados e encaminhados precocemente para diagnóstico e início do tratamento, devido aos grandes riscos de complicações irreversíveis na formação do sistema nervoso central do feto.

Prevenção da Zika

O ambiente onde o paciente é infectado é um importante ponto de controle da proliferação da infecção. A melhor forma de prevenção é evitar a proliferação do vetor, fazendo limpeza adequada e eliminando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas ou outros recipientes que possam servir para a reprodução do mosquito. Além disso, dificultar o acesso do mosquito à água limpa. Portanto, manter a caixa d’água sempre fechada e as calhas e lajes sempre limpas e em boas condições de uso, preencher com areia os pratos dos vasos de planta e descartar e acondicionar corretamente o lixo são medidas eficazes.

Utilizar roupas que minimizam a exposição da pele e proporcionam proteção a picadas de vetores, como calças e camisas de mangas compridas, assim como aplicar repelentes (DEET, IR3535 ou Icaridin) e inseticidas e utilizar mosquiteiros e telas em portas e janelas são medidas que ajudam a prevenir a picada. Existem também os repelentes ambientais sob a forma de velas de citronela, cujo óleo essencial emulsionado pode ser aplicado diretamente sobre a pele. A administração de 100 mg de tiamina (vitamina B1) ao dia funciona como repelente interno.

A utilização de preservativos é fundamental para evitar a infecção por meio da via sexual além de, também, atuar como método contraceptivo e evitar a proliferação de outras infecções sexualmente transmissíveis.

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