As dúvidas sobre anticoncepcional mais comuns na farmácia

dúvidas sobre anticoncepcional

As principais dúvidas sobre anticoncepcional para você, farmacêutico, entender e auxiliar suas pacientes na farmácia de forma segura.

A aprovação da comercialização de pílulas anticoncepcionais aconteceu na década de 1960 nos Estados Unidos.

A partir de então, o uso de anticoncepcional se difundiu pelo mundo como um método contraceptivo para evitar gestação indesejada. No Brasil, há evidências de que a comercialização desses medicamentos iniciou em 1962.

Sabe-se que o farmacêutico não prescreve esses medicamentos, mas preparamos esse material com o propósito de ajudá-los na missão de orientar as clientes que apresentam dúvidas sobre anticoncepcional na farmácia.

Contracepção hormonal oral

Contracepção hormonal consiste no uso de um progestágeno sintético, associado ou não a um estrógeno, com a finalidade de impedir a concepção.

Diferença entre minipílula e anticoncepcionais orais combinados

  • Minipílulas são comprimidos com apenas um hormônio em sua composição: progestágeno sintético. É muito útil para mulheres que têm contraindicação absoluta ou relativa para o uso de anticoncepcionais com estrógeno em sua composição, como os anticoncepcionais combinados, e para mulheres que estão amamentando.

Ex: Cerazette® (Desogestrel 75 mcg), Exluton® (Linestrenol 50 mcg), Norestin® (Noretisterona 35 mcg).

  • Anticoncepcionais orais combinados são comprimidos com dois hormônios em sua composição: progestágeno e estrógeno sintéticos.

Ex: Ciclo 21® (Levonorgestrel 015 mg + Etinilestradiol 0,03 mg), Yasmin® (Drospirenona 3 mg + Etinilestradiol 0,03 mg), Selene® (Acetato de ciproterona 2,0 mg + Etinilestradiol 0,035 mg).

Dica: os estrógenos utilizados em anticoncepcionais orais combinados são sempre o etinilestradiol ou o valerato de estradiol.

Em contrapartida, o progestágeno sintético é o hormônio que se apresenta com mais variedade na produção de anticoncepcionais.

Dúvidas mais comuns de pacientes sobre a minipílula

Qual é o dia recomendado para a paciente iniciar o uso da minipílula?

 É recomendado iniciar no primeiro dia do ciclo menstrual (primeiro dia da menstruação). O uso da minipílula deve ser feito todos os dias no mesmo horário de modo contínuo, sem intervalo entre cartelas.

Como deve ser feita a troca de um anticoncepcional oral combinado, adesivo, anel vaginal ou DIU para uma minipílula?

Iniciar no dia posterior à tomada do último comprimido ativo do anticoncepcional oral ou no dia da retirada do anel, do adesivo ou do DIU. 

Como fazer a troca do injetável só com progestágeno por uma minipílula?

Iniciar a minipílula no dia em que deveria tomar a próxima injeção.

Como orientar a sua cliente em caso de esquecimento do comprimido?

Tomar a pílula assim que se lembrar, mesmo que coincida com o horário da nova dose e a paciente precise tomar dois comprimidos juntos.

Sempre que isso ocorrer é recomendado utilizar um método contraceptivo de barreira (preservativo, por exemplo) nos próximos sete dias.

É importante frisar que não é recomendado exceder três horas de atraso na tomada da minipílula pelo risco de falha, com exceção das pílulas contendo desogestrel 75 mcg/dia, que este intervalo poderá atingir até 12 horas sem prejuízo da eficácia.

O que fazer em caso de vômito ou diarreia intensa após a tomada da minipílula?

Caso o vômito ou diarreia intensa ocorra até 4 horas após a administração, recomenda-se utilizar método contraceptivo de barreira por pelo menos pelos próximos sete dias.

Dúvidas sobre anticoncepcional oral combinado

Qual é o dia recomendado para a paciente iniciar o uso do contraceptivo combinado?

É recomendado iniciar no primeiro dia do ciclo menstrual (primeiro dia da menstruação). A contracepção de apoio nos primeiros sete dias só é recomendada para mulheres que iniciam o tratamento em outro dia do ciclo.

Como deve ser feita a troca de um contraceptivo combinado oral por outro?

Iniciar o novo contraceptivo oral no dia posterior ao término da cartela anterior sem fazer a pausa.

Como deve ser feita a troca de uma minipilula, adesivo, anel vaginal ou DIU para um anticoncepcional oral combinado?

Iniciar no dia seguinte da tomada da última minipílula e utilizar método contraceptivo de barreira nos primeiros 7 dias ou iniciar na retirada do anel, do adesivo ou do DIU.

Como orientar a sua cliente em caso de esquecimento do comprimido?

Tomar o comprimido assim que se lembrar, mesmo que coincida com o horário da nova dose e a paciente precise tomar dois comprimidos juntos.

Caso o atraso da tomada seja maior do que 12 horas, recomenda-se utilizar outro método contraceptivo, principalmente nos 7 dias subsequentes. 

Caso a cliente fique sem tomar por mais de dois dias, recomenda-se utilizar outro método contraceptivo até o final da cartela.

O que fazer em caso de vômito ou diarreia intensa após a tomada do comprimido?

Caso o vômito ou diarreia intensa ocorra até 4 horas após a administração, recomenda-se utilizar método contraceptivo de barreira pelos sete dias subsequentes.

Qual a diferença entre os contraceptivos orais combinados monofásicos, bifásicos e trifásicos?

Os contraceptivos monofásicos têm a mesma quantidade de progestágeno e estrógeno em todos os comprimidos. 

Os bifásicos têm diferentes quantidades de progestágeno e estrógeno nos comprimidos: Para as bifásicas, os primeiros 10 comprimidos têm uma dosagem e os 11 seguintes têm outra dosagem.

Nos trifásicos,  as primeiras sete pílulas têm uma dosagem, as sete seguintes outra dosagem e as últimas sete outra dosagem diferente.

É importante frisar que os três tipos evitam a contracepção. 

Sangramento de escape no início do tratamento indica que o contraceptivo oral não está sendo eficaz?

Não, não significa diminuição de eficácia. O sangramento de escape pode acontecer nos três primeiros meses, mas a tendência é desaparecer após 3 meses.

Importante: essas são recomendações gerais. No entanto, sempre que houver dúvidas ou for possível, a bula do produto deve ser consultada.

Contracepção de emergência

Conhecida também como “pílula do dia seguinte”.

Não há contraindicações absolutas para a contracepção de emergência, além da gravidez. O método mais adequado é o levonorgestrel isolado, que apresenta efeitos colaterais reduzidos, menor interação com outros medicamentos e confere maior efetividade.

Métodos:

  • Levonorgestrel (1,5 mg)

A paciente pode tomar 2 comprimidos de 0,75 mg de Levonorgestrel com o intervalo de doze horas entre eles ou 1 comprimido de 1,5mg de Levonorgestrel em dose única. 

Apresenta eficácia de 95% de efetividade se a primeira dose for tomada em menos de 24h após a relação, 85% de efetividade se a primeira dose for tomada de 24-48h após a relação; 58% de efetividade se a primeira dose for tomada de 48-72h após a relação.

  • Progestágeno + Estrógeno (Yuzpe regimen): 100 a 120 mcg de Etinilestradiol + 500 a 600 mcg de Levonorgestrel em cada dose, 2x com o intervalo de 12h entre elas. Esse método é bem menos usual e apresenta menor eficácia contra concepção. 

O que fazer em casos de vômitos após a dose? 

Quando acontecer vômito nas duas primeiras horas após a administração do levonorgestrel, recomenda-se que a dose seja repetida.

Com a Clinicarx, você pode acompanhar suas pacientes, realizar avaliações em saúde, testes rápidos como Beta-HCG, Hormônio Luteinizante, Dímero-D, entre outros. 

A plataforma também possui o serviço de injetáveis padronizado para que você registre todos os injetáveis aplicados na sua farmácia, anotando local de aplicação e dados do prescritor.

Ainda é possível anexar a receita e emitir a Declaração de Serviços Farmacêuticos (DSF) para você realizar o procedimento com segurança e dentro das normas necessárias. 

Nossa missão é promover serviços de saúde acessíveis, convenientes, contínuos e de qualidade a todos, de forma integrada ao sistema de saúde, tendo o paciente no centro de todo processo.

Desenvolvemos uma plataforma que padroniza os processos de como implantar e gerir serviços de saúde inovadores, atuando como um hub de conexões entre fornecedores, indústria, estabelecimentos, profissionais da saúde e pacientes.

ASSINE A NEWSLETTER E FIQUE POR DENTRO DAS NOVIDADES

logo clinicarx branca

Nós organizamos tudo para que você ofereça serviços de saúde em sua farmácia.

2021 Clinicarx, todos os direitos reservados. Política de Privacidade
R. Dr. João Evangelista Espíndola, 1559 – Jardim Social, Curitiba/PR
CNPJ: 26.740.121/0001-63. Licença Sanitária 04.234/2019 | Inscrição CRF/PR: 26520 | CNES 0029637
Responsável Técnico Serviços Laboratoriais: Dr. Héron Emmanuel Passos Petris CRF/PR 18.206 l Diretor Farmacêutico: Dr. Cassyano J Correr CRF/PR 11.516