Vacina da Raiva

A vacina contra a raiva é utilizada para prevenir a infecção pelo vírus da raiva, que é transmitido principalmente por mordidas ou arranhões de animais infectados, como cães, morcegos e outros mamíferos. A raiva é uma doença grave que afeta o sistema nervoso central e, se não tratada, é quase sempre fatal.

Raiva Humana
Pré-exposição
Pós-exposição

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A raiva é uma zoonose viral que afeta humanos e animais, podendo ser prevenida com vacina. Causada pelo Lyssavirus, afeta o sistema nervoso central, provocando encefalite fatal. A doença começa com sintomas inespecíficos como febre e mal-estar, evoluindo para complicações neurológicas graves, como paralisias, espasmos musculares, hidrofobia, delírio e coma. Embora a raiva esteja presente em todo o mundo, exceto na Antártida, a maioria das mortes ocorre em crianças na Ásia e na África. No Brasil, a raiva urbana, transmitida por cães, está controlada por meio da vacinação regular desses animais.

 

A raiva é geralmente transmitida pela mordida de animais infectados, especialmente cães e morcegos, mas também pode ocorrer por lambeduras, transmissão aérea em cavernas habitadas por morcegos ou por meio de transplantes de órgãos de doadores infectados. A prevenção envolve a vacinação de animais domésticos e de criação agropecuária, vigilância de animais silvestres e a vacinação humana. A vacinação humana pode ser dividida em “pré-exposição”, recomendada para profissionais de risco como veterinários, exploradores de cavernas e viajantes para áreas endêmicas, e “pós-exposição”, indicada após mordidas, arranhões ou lambeduras de animais, com ou sem suspeita de raiva. Em casos graves, com ferimentos significativos ou quando há certeza de que o animal está infectado, é necessário administrar, além da vacina, imunoglobulina ou soro (anticorpos prontos).

A vacina pode ser administrada em dois contextos principais:

  1. Pré-exposição: Quando a pessoa tem maior risco de ser exposta ao vírus, como profissionais de saúde, veterinários ou pessoas que vivem em áreas endêmicas.
  2. Pós-exposição: Após uma mordida ou contato com um animal suspeito de estar infectado, para evitar o desenvolvimento da doença.

O esquema de vacinação contra a raiva, pós-exposição, deve ser seguido rigorosamente em função da letalidade da doença.

 

Pré-exposição (apenas para pessoas em risco de infecção permanente/prolongada ou com alto risco de exposição): três doses nos dias 0 – 7 – 21 ou 28.

 

Pós-exposição: variável, visto que o esquema de vacinação contra a raiva depende da situação do animal e do tipo e local do ferimento ou lambedura.

A farmácia pode vir a solicitar uma prescrição para aplicação desta vacina.

No caso da pré-exposição, por ser um tratamento preventivo, é esperado que a pessoa não apresente nenhum sintoma ou doença ativa no momento de receber a vacina.

 

A vacinação é uma medida eficaz na prevenção da raiva e a vacina deve ser administrada o mais rapidamente possível após a exposição ao vírus, independentemente da presença de sintomas.

O(a) profissional irá avaliar sua carteira de vacinação e/ou prescrição, para confirmar a indicação da vacina. Depois disso, irá aplicar a vacina e fornecer um comprovante de vacinação, juntamente com orientações sobre cuidados pós vacinais.

Como a raiva é doença grave e letal, deve haver avaliação e acompanhamento por profissional de saúde.

 

Os acidentes com animais devem ser notificados.

 

Pessoas com indicação de esquema de pré-exposição também devem realizar as dosagens de anticorpos periódicas para determinar a necessidade de doses de reforço.

 

Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve ser notificado ao serviço que a realizou. Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes devem ser investigados para verificação de outras causas.

A vacina raiva (inativada), no caso de pré-exposição, deve ser administrada em mulheres grávidas apenas se claramente necessário, e após avaliação dos riscos e benefícios pelo médico.

 

Não recomenda-se a vacinação pré-exposição para mulheres que amamentam.

 

Reação anafilática após dose anterior da vacina (ou a um de seus componentes) é contraindicação apenas para esquema de pré-exposição.

 

Não há contraindicação para prevenção após acidentes com animais, pois a raiva é doença letal.

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Ficha Técnica do Serviço:

Nome Técnico:

Vacina da Raiva

Categoria:

Vacinas

Parâmetros analisados:

Não aplicável.

Código TUSS:

-

Código Clinicarx:

SCRX139

Data de última atualização:

02/02/2026

Conteúdo revisado por:

Foto de Dra. Camila Cristina de Jesus

Dra. Camila Cristina de Jesus

Farmacêutica. Mestre em Ciências Farmacêuticas. Assistente Técnica da Plataforma Clinicarx.

Foto de Dra. Kelly Cristine Peters Beltrame

Dra. Kelly Cristine Peters Beltrame

Farmacêutica. Especialista em Farmácia Hospitalar. Assistente Técnica do Laboratório Clinicarx.

Última atualização: 02/02/2026

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